View Full Version : São Paulo (região metropolitana) perto de um apagão hídrico
GIM December 12th, 2009, 08:43 PM http://clipping.ideiafixa.com.br/site/showImage.php?imagePath=bancoArquivos/noticias/2009/12/11/1334613.jpg
Apesar de tanta pluviosidade, estudos prevem que a a megalópole paulista (região metropolitana de são Paulo + Campinas + Santos) enfretará problemas de abastecimento de água para essa gigantesca concentração populacional.
Uma população maior que a de Minas Gerais em seus 586 000 km2, concentrada em tão pequena área...sem contar que se realmente for construido o TAV, tal mancha urbana expandirá enormente pelo Vale do Paraiba...algo que tem ser pensado seriamente ¨a respeito dessa concentração populacionalhttp://www.skyscrapercity.com/images/smilies/shake.gif
Link:http://clipping.ideiafixa.com.br/site/?id=114&chave=5fd0b37cd7dbbb00f97ba6ce92bf5add extraído do jornal Brasil Econômico, editado em São Paulo em 11/12/09
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Ap_Recife December 14th, 2009, 02:27 AM No lugar de apagão não seria um "secão"? :lol:
Bom, falando sério, é claro que é só planejar, pq água para acumular tem.
Positronn December 14th, 2009, 02:42 AM ...
Uma população maior que a de Minas Gerais em seus 586 000 km2, concentrada em tão pequena área...sem contar que se realmente for construido o TAV, tal mancha urbana expandirá enormente pelo Vale do Paraiba...algo que tem ser pensado seriamente ¨a respeito dessa concentração populacional
...
Link:http://clipping.ideiafixa.com.br/site/?id=114&chave=5fd0b37cd7dbbb00f97ba6ce92bf5add extraído do jornal Brasil Econômico, editado em São Paulo em 11/12/09
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Por quê? As pessoas vão querer construir barracos ao longo do TAV, ou então se mudar para São José dos Campos? Será que os possíveis usuários diários do TAV que gostariam de morar no vale e usar o trem para trabalhar em SP representarão um acréscimo na mancha urbana significativo?
Tamarindo Cobra December 14th, 2009, 05:28 AM ^^
Como se fosse possível isso, por lei, pelo edital, e tudo o mais.
Emanuel Paiva December 14th, 2009, 10:01 AM Seria simplesmente o CAOS para a cidade :ohno:
GIM December 15th, 2009, 01:01 AM Por quê? As pessoas vão querer construir barracos ao longo do TAV, ou então se mudar para São José dos Campos? Será que os possíveis usuários diários do TAV que gostariam de morar no vale e usar o trem para trabalhar em SP representarão um acréscimo na mancha urbana significativo?
Se há melhorias no transporte nessa região, uma comunicação rápida e econômica entre os dois maiores centros do Brasil, com pontos no Vale, fatalmente o vale do Paraiba, que parece um pouco estagnado, atrairá empreendimentos do setor imobiliário, serviços e até industrial, não será uma explosão populacional como a que houve na região metropolitana se S.Paulo na década de 50, 60 e 70, obviamente porque o Brasil é outro, outras regiões se desenvolvem, a taxa de crescimento populacional do país diminuiu...mas que será um Eldorado para muitas populações de micro-regiões decadentes será.Com tudo que uma expansão populacional implica: expansão imobiliaria em áreas virgens, demanda de serviços assistenciais públicos, educação e, óbviamente, o recurso primordial: água
SJC.capitalist December 15th, 2009, 04:50 AM Se há melhorias no transporte nessa região, uma comunicação rápida e econômica entre os dois maiores centros do Brasil, com pontos no Vale, fatalmente o vale do Paraiba, que parece um pouco estagnado, atrairá empreendimentos do setor imobiliário, serviços e até industrial, não será uma explosão populacional como a que houve na região metropolitana se S.Paulo na década de 50, 60 e 70, obviamente porque o Brasil é outro, outras regiões se desenvolvem, a taxa de crescimento populacional do país diminuiu...mas que será um Eldorado para muitas populações de micro-regiões decadentes será.Com tudo que uma expansão populacional implica: expansão imobiliaria em áreas virgens, demanda de serviços assistenciais públicos, educação e, óbviamente, o recurso primordial: água
Estagnado? Só se for o Vale Histórico, por que no resto, não há nada de estagnado, muito pelo contrário!
São José dos Campos está recebendo muitos investimentos do setor imobiliário, a cidade é um canteiro de obras, no setor industrial, somente a Petrobrás investirá 6 bilhões de reais na ampliação da Revap e a construção de outra refinadora no outro lado da Dutra, também temos os 1 bilhão em investimento da GM e fora de outras industrias, na parte de serviços, nesses ultimos anos, a cidade recebeu grandes do setor varejista, como Sam's Club, Extra, Atacadão, Sonda, Spani, Telhanorte, Leroy Merlin e assim vai, tudo em um período de tempo relativamente pequeno, também na parte de tecnologia, com a criação do parque tecnológico e a instalação de inúmeras empresas na região, formando uma gleba toda voltada a isso e além dos inumeros investimentos do governo do estado e da própria prefeitura em infra-estrutura.
Eu acho que não há nada de estagnado aqui e isso também serve para cidades como Jacareí, Taubaté, Caçapava e muitas e outras!
Tamarindo Cobra December 15th, 2009, 11:36 PM Se há melhorias no transporte nessa região, uma comunicação rápida e econômica entre os dois maiores centros do Brasil, com pontos no Vale, fatalmente o vale do Paraiba, que parece um pouco estagnado, atrairá empreendimentos do setor imobiliário, serviços e até industrial, não será uma explosão populacional como a que houve na região metropolitana se S.Paulo na década de 50, 60 e 70, obviamente porque o Brasil é outro, outras regiões se desenvolvem, a taxa de crescimento populacional do país diminuiu...mas que será um Eldorado para muitas populações de micro-regiões decadentes será.Com tudo que uma expansão populacional implica: expansão imobiliaria em áreas virgens, demanda de serviços assistenciais públicos, educação e, óbviamente, o recurso primordial: água
Sério, estagnado aonde? Se for as cidades mortas da época do café, com população de 5 à 10 mil habitantes, são estagnadas até com interesse histórico e cultural, e não serão elas o foco do TAV. O TAV tem interesse em melhorar o transporte de SJC e São Paulo, é uma demanda bem específica.
De resto, Pindamonhangaba, Taubaté, Jacareí, Guaratinguetá, Caçapava, São José dos Campos exalam desenvolvimento.
E a Sabesp de São José dos Campos tem feito um bom trabalho em investimentos e pesquisa. Pouco provável que o "apagão" prejudique a região nos próximos anos.
gerd.jak December 16th, 2009, 01:40 PM ^^ O vale teve sua fase de vale há quase 20 anos, com a quebra das indústrias bélicas e a embraer em situação crítica. Hoje creio que esteja muito diferente. Mas o TAV não muda muita coisa; mudaria se um trem regional interligasse as diversas cidades à estação em SJC e à capital.
O impacto do secão sobre o vale, porém, é que, entre as fontes alternativas de água para a macrometrópole, estudam-se alguns tributários do Paraíba do Sul. A escassez hídrica pode afetar a região.
edit: o thread que discutiu a transposição do Paraíba do Sul: http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=999401
Fabius_ December 16th, 2009, 01:54 PM Sério, estagnado aonde? Se for as cidades mortas da época do café, com população de 5 à 10 mil habitantes, são estagnadas até com interesse histórico e cultural, e não serão elas o foco do TAV.(...)
Dando nome aos bois:
Areias, Bananal, São José do Barreiro, Silveiras, etc...
andrelot December 16th, 2009, 02:42 PM Wow, essas são as cidades da estrada velha Rio-São Paulo.
Não haverá estações de TAV a dar e vender... e mesmo que houvesse, há bastante potencial em transposição de bacias (os EUA e Europa fazem há decadas).
Dos argumentos anti-TAV, esse é novo: vai exaurir a capacidade hídrica do Vale do Paraíba.
gerd.jak December 16th, 2009, 09:05 PM Uma reportagem bem completa sobre o tema, porém um pouco antiga (a revista está na edição 13, é bimestral...).
O risco da escassez Edição 10 (http://www.revistaagua.com.br/textos.asp?codigo=196)
Estudo da Cobrape avalia a oferta futura de água para atender demanda de três regiões metropolitanas no Estado de São Paulo
Por Marleine Cohen
Com 28 milhões de habitantes, a macrometrópole paulista, área que agrega as regiões metropolitanas de São Paulo, Campinas e Baixada Santista, tem atualmente capacidade para produzir 67 metros cúbicos de água por segundo e distribuir cerca de 65 m³/s. Uma projeção do crescimento da população da RMSP, contida em estudo desenvolvido pela Fundação Estadual de Análise de Dados (Seade) para a Sabesp, estima ser necessário um aporte de vazão anual adicional de cerca de 500 l/s no horizonte de 2025.
O risco de escassez na oferta de água potável para atender à demanda num futuro próximo já acionou o alarme na Secretaria de Saneamento e Energia de São Paulo, a ponto de o crescimento industrial da região - responsável por mais de 20% do PIB nacional - estar sendo questionado por conta do abastecimento precário. Providência: em novembro último, para garantir a demanda, o Estado encomendou um amplo estudo de identificação de novos mananciais. Segundo Rui Brasil, assessor de gabinete da Secretaria de Saneamento, "o Plano Diretor de Aproveitamento dos Recursos Hídricos para a Macrometrópole Paulista tem por objetivo apreciar a viabilidade técnica, institucional e ambiental das fontes d´água disponíveis na região e traçar um modelo de desenvolvimento".
O prazo de execução desse projeto de esquadrinhamento, a cargo da Companhia Brasileira de Projetos e Empreendimentos (Cobrape), é de 11 meses e o investimento em planejamento está custando R$ 2,98 milhões aos cofres do Departamento de Água e Energia Elétrica (DAEE). Mas o check-up, garante Brasil, permitirá fazer uma avaliação segura da situação atual e futura, da disponibilidade e demanda dos múltiplos usos dos recursos hídricos, dos conflitos existentes e potenciais e das alternativas para resolvê-los à luz do aproveitamento integrado das bacias envolvidas, nos próximos anos.
O plano geral de aproveitamento dos recursos hídricos para a macrometrópole paulista deverá contemplar o horizonte do ano 2025, mas a intenção do governo é aumentar em 10 m³/s a produção de água mediante injeção de recursos já a partir de 2010. Serão necessários pelo menos cinco anos para concluir as obras. Até lá, a pressão maior da demanda, decorrente do crescimento populacional e estimada em torno de 0,5 m³/s por ano, deve ser suprida por duas obras: a ampliação da estação de tratamento de água de Taiaçupeba, na Bacia do Alto Tietê, em execução por meio de convênio entre o DAEE e a Sabesp, que vai acrescentar 5 m³/s ao sistema; trabalhos de reversão no rio Juquiá, que permitirão aporte de mais 4 m³/s de água no Sistema Produtor São Lourenço, ao sul da Grande São Paulo. Uma vez concluídas estas duas obras e integradas as novas fontes de água à rede de abastecimento existente, as alternativas imediatas para a região estão esgotadas.
Contemplada por sucessivos planos de gerenciamento de recursos hídricos incluídos na agenda governamental a partir da segunda metade dos anos 1960, quando foi proposto o pioneiro Plano Hibrace, a macrometrópole paulista não tem crescimento econômico uniforme - e, portanto, demanda ou oferta de água equânime. Ao longo do eixo da rodovia Castelo Branco e do sistema Anhanguera-Bandeirantes, respectivamente no entorno dos municípios de Sorocaba e Jundiaí, por exemplo, apresenta nós de desenvolvimento em função da falta d´água. Em contrapartida, de parte a parte da Fernão Dias, onde se localiza a região bragantina, e da rodovia Presidente Dutra, entre Jacareí e Taubaté, os bons ventos da economia demandam mais recursos hídricos.
Para os 28 milhões de habitantes que se concentram na macrometrópole - dos quais cerca de 20 milhões só na RMSP -, a demanda d´água, de acordo com o assessor de gabinete, consiste em 68 m³/s para uso público e 12 m³/s para uso industrial e agrícola.
Ocorre que todos os municípios compreendidos na bacia dos rios Piracicaba e Jundiaí, ainda segundo Brasil, captam água nos rios locais, no fio d´água - "e assim está previsto até 2020". Cursos como o do Camanducaia ou o Jaguari ou, ainda, a bacia do Atibaia suprem as necessidades de 4,5 milhões de habitantes.
A estratégia que norteia o novo plano encomendado pela Secretaria de Abastecimento visa, portanto, localizar e aproveitar as fontes que não podem abastecer diretamente a Grande São Paulo, mas serviriam para suprir a própria vizinhança.
Segundo Rui Brasil, o abastecimento atualmente garantido pela Sabesp provém de oito sistemas produtores: o Cantareira, com cinco reservatórios que fornecem até 35 m³/s ou 46,8% da produção global; o Guarapiranga/Taquacetuba, com vazão de 13,8 m³/s ou o correspondente a 21,1% da oferta total; o Alto-Tietê, composto de cinco reservatórios, cuja produção, de 10,4 m³/s, equivale a 16% do abastecimento de água; o Rio Grande, situado num braço da represa Billings e responsável pelo suprimento da região do ABC, com 4,8 m³/s ou 7,3% do total; o Rio Claro, com vazão de 3.8 m³/s ou 5,8% da produção integral; o Alto e Baixo Cotia, localizado a oeste de São Paulo, que produz 1 m³/s (3%), e, por último, o ribeirão Estiva, com participação inferior a 0,1%.
O mapeamento prévio incluiu oito novas fontes, algumas com "custos mais convidativos", segundo o assessor, muito embora essa avaliação financeira não tenha sido concluída. Algumas apresentam problemas técnicos de grande monta ou entraves institucionais, como, por exemplo, a reversão dos reservatórios Santa Branca e Paraibuna, nas proximidades da nascente do rio Tietê, e a transposição das águas da represa do Jaguari, perto de Jacareí, na cabeceira do rio Paraíba, ambas para o sistema do Alto-Tietê.
Na mesma região, o aproveitamento de dois rios de vertente marítima - o Itatinga e o Itapanhaú -, com reversão para o Alto Tietê, enfrenta impasse ambiental: estão localizados na Serra do Mar. Já a disponibilidade hídrica da bacia do rio Ribeira do Iguape está limitada por problemas técnicos.
Outras quatro alternativas, menos interessantes, segundo Rui Brasil, foram identificadas pelos técnicos que se debruçaram sobre o mapa hídrico paulista. Uma delas é a represa de Jurumirim, no rio Paranapanema, com vazão suficiente e águas de qualidade. Também foram identificadas dificuldades para a utilização do reservatório de Barra Bonita, que se presta atualmente à geração de energia da AES Tietê. Também não está descartada a captação de água do aquifero Guarani.
De acordo com Rui Brasil, "até julho próximo as alternativas já estarão esboçadas. A partir de então, está prevista uma agenda de seis seminários públicos com comitês de bacias, ambientalistas, políticos e técnicos. "Não queremos apenas prover a demanda projetada", explica o assessor. "Hoje, para gerir a demanda, fazemos uma segunda conta: quanto consigo reduzir em perdas de abastecimento, quanto ganho com o uso racional e o reúso da água e, principalmente, quanto gasto para trazer água de longe, uma vez que o sistema adutor atual não tem a abrangência geográfica necessária?"
Segundo dados oficiais, entre 2000 e 2008 foram investidos R$ 120 milhões por ano no com-bate a vazamentos.
O programa de redução de perdas na distribuição conseguiu diminuir a quantidade de água distribuída em 4,3 m³/s, volume suficiente para abastecer 2 milhões de pessoas por dia. Atualmente, estima-se que 28% da produção da Sabesp seja desperdiçada. Para o ano, a meta é limitar as perdas a 25% e, em 2019, a 14%.
TêAgá December 16th, 2009, 11:48 PM Se Trabalhassem com mais afinco na despoluição do Tietê, Tamanduateí, Pinheiros e afins, poderíamos ter um novo manancial aqui na "nossa cara". Lembrando que a Represa Billings ainda pode ser muito explorada em relação a seus recursos hídricos.
andrelot December 17th, 2009, 08:42 AM Para mim, o dado mais importante é esse: O programa de redução de perdas na distribuição conseguiu diminuir a quantidade de água distribuída em 4,3 m³/s, volume suficiente para abastecer 2 milhões de pessoas por dia. Atualmente, estima-se que 28% da produção da Sabesp seja desperdiçada. Para o ano, a meta é limitar as perdas a 25% e, em 2019, a 14%.
O desperdício na distribuição e uso de água no Brasil são imensos. Há bastante potencial de redução do mesmo.
gerd.jak December 17th, 2009, 12:23 PM ^^ É verdade, há muita margem de desperdício para recuperar.
Um programa em larga escala de aproveitamento de água de chuva também teria de ser implementado. Bem realizado, principalmente se a cidade conseguir controlar sua poluição atmosférica, pode aliviar alguns usos intensivos de água (lavar carros e quintais, regar jardins, descarga...) além de contribuir bastante no controle de enchentes.
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