View Full Version : Rio de Janeiro e Salvador eram muito sujas na época do Império.
Emanuel Paiva March 1st, 2010, 02:09 AM SALVADOR
[...] Salvador era ”uma cidade tipicamente portuguesa, medieval em sua falta de planejamento e no seu desordenado crescimento, formando nítido contraste com as cidades metodicamente erigidas da América espanhola”, na avaliação do historiador inglês Charles Boxer.
O deslumbramento da paisagem, porém, se convertia em decepção quando o visitante entrava na cidade. Maria Graham achou tudo muito sujo e decadente. “A rua pela qual entramos através do portão do arsenal
É, sem duvida nenhuma, o lugar mais sujo em que eu jamais estive”, contou. “É extremamente estreita e, apesar disso, todos os artífices trazem seus bancos e ferramentas para a rua. Nos espaços que deixam livres, ao longo da parede, estão vendedores de frutas, salsichas, chouriços, peixe frito, azeite e doces, negros trançando chapéus, cães, porcos, aves domésticas, sem separação nem distinção. Como a sarjeta corre no meio da rua, tudo ali se atira das diferentes lojas, bem como das janelas. Ali vivem e alimentam-se os animais”.
Essa impressão se acentuava ao entrar nas casas: “Na maior parte, são repugnantes sujas”, registrou Maria Graham. “O andar térreo consiste geralmente em celas para os escravos, cavalariças etc., as escadas SAP estreitas e escuras e, em mais uma casa, esperamos numa passagem enquanto os criados corriam a abrir as portas e janelas das salas de visitas e a chamar as patroas que gozavam os trajes caseiros em seus quartos. Quando apareciam, dificilmente poder-se-ia acreditar que a metade delas eram senhoras de sociedade. Como não usam nem coletes nem ES quase indecentemente desalinhado”.
[...] Charles Boxer relatou que os pais e maridos de Salvador eram encorajados pela Igreja a manter suas mulheres e filhas reclusas, como forma de evitar que se expusessem à moralidade relativamente frouxa da cidade. “A freqüência da prostituição de escravas e de outros obstáculos para o caminho de uma vida de família completa, tal como o duplo padrão de castidade como o que existia entre maridos e esposas, concorriam para uma grande quantidade de miscigenação entre homens brancos e mulheres de cor”, escreveu Boxer. “Isso, por sua vez, produzia muitas crianças não desejadas que, viviam e cresciam, tornavam-se vadias e criminosas, vivendo de suas espertezas e a margem da sociedade”. O historiador também se refere à “vergonhosa prática de viverem as senhoras dos ganhos imorais de suas escravas, que não só eram encorajadas, mas compelidas a entregar-se a prostituição”.
(Fonte: 1808 – Como uma rainha louca, um príncipe medroso e uma corte corrupta enganaram Napoleão e mudaram a História de Portugal e do Brasil – Laurentino Gomes - Ed. Planeta – pág. 114, 115, 116)
RIO DE JANEIRO
[...] Depois da ocupação de Lisboa pelos franceses, o Rio de Janeiro se tornou o mais importante centro naval e comercial do império. Mais de um terço de todas as exportações e importações da colônia passavam pelo seu porto, bem a frente de Salvador que, apesar da importância da produção de açúcar no Nordeste, nessa época respondia por apenas um quarto do comércio exterior brasileiro. Era também o maior mercado de escravos das Américas. Seu porto vivia congestionado por navios negreiros que atravessavam o Atlântico, vindos da África. Segundo cálculos do historiador Manolo Garcia Florentino, nada menos do que 850.000 escravos africanos tinham passado pelo porto do Rio no século XVIII, o que representava pouco menos de metade de todos os negros cativos trazidos para o Brasil nesse período.
[...] os problemas eram a umidade, a sujeira e a falta de bons modos dos moradores. “Vistas de fora, as casas tem a mesma aparência de limpeza que observamos nas residências dos melhores vilarejos da Inglaterra”, relatou em 1803 o oficial da Marinha britânica James Tuckey. “A boa impressão, contudo, desvanece a medida que nos aproximamos. Logo que se metem os pés para dentro, constata-se que a limpeza não passa de um efeito da cal que reveste as paredes exteriores e que, nos interiores, habitam a sujeira e a preguiça. As ruas, apesar de retas e regulares, são sujas e estreitas, ao ponto de o balcão de uma casa quase se encontrar com o da casa em frente”.
“A limpeza da cidade estava toda confiada aos urubus”, escreveu o historiador Oliveira Lima. Alexander Caldclegh, um estrangeiro que viajou pelo Brasil entre 1819 e 1821, ficou impressionado com o número de ratos que infestavam a cidade e seus arredores. “Muitas das melhores casas estão de tal forma repletas deles que durante um jantar não é incomum vê-los passeando pela sala”, afirmou.
[...] A urina e as fezes dos moradores, recolhidas durante a noite, eram transportadas de manhã para serem despejadas no mar por escravos que carregavam grandes tonéis de esgoto nas costas. Durante o percurso, parte do conteúdo desses tonéis, repleto de amônia e uréia, caía sobre a pele e, com o passar do tempo, deixava listras brancas sobre suas costas negras. Por isso, esses escravos eram conhecidos como “tigres”. Devido a falta de um sistema de coleta de esgotos, os “tigres” continuaram em atividade no Rio de Janeiro até 1860 e no Recife até 1882. O sociólogo Gilberto Freyre diz que a facilidade de dispor de “tigres” e seu baixo custo retardou a criação das redes de saneamento nas cidades litorâneas brasileiras.
(Fonte: 1808 – Como uma rainha louca, um príncipe medroso e uma corte corrupta enganaram Napoleão e mudaram a História de Portugal e do Brasil – Laurentino Gomes - Ed. Planeta – pág. 156/157/158)
Emanuel Paiva March 1st, 2010, 02:11 AM 1808 – Como uma rainha louca, um príncipe medroso e uma corte corrupta enganaram Napoleão e mudaram a História de Portugal e do Brasil – Laurentino Gomes - Ed. Planeta
^^ Estou lendo o livro acima e, estou impressionado com os relatos de falta de higiene na era imperial :ohno:
Rekarte March 1st, 2010, 02:13 AM Pelo visto n saimos da era Imperial....
Emanuel Paiva March 1st, 2010, 02:18 AM Pelo visto n saimos da era Imperial....
^^ Que exagero Rekarte. Hoje em dia, ainda que haja alguma sujeiras nas cidades, nem se compara com a era imperial. :nuts:
Rekarte March 1st, 2010, 02:21 AM ^^ Que exagero Rekarte. Hoje em dia, ainda que haja alguma sujeiras nas cidades, nem se compara com a era imperial. :nuts:
Sim,Emanuel
ja viu relatos de como era Paris na epoca da Revolução Francesa?ou as cidades industrias inglesas?
eram provavelmente iguais ou piores do que as brasileiras
então,n vejo sentido fazer comparação com a atual situação das cidades:)
GIM March 1st, 2010, 03:03 AM Sim,Emanuel
ja viu relatos de como era Paris na epoca da Revolução Francesa?ou as cidades industrias inglesas?
eram provavelmente iguais ou piores do que as brasileiras
então,n vejo sentido fazer comparação com a atual situação das cidades:)
Realmente já li, não me lembro, onde que as cidades inglesas na época da revolução industrial, não eram nenhum primor de limpeza e de ambiente saudável. E a maior parte das cidades européias os esgotos corriam livres nas ruas. Talvez o clima frio ajudasse a não haver tanto mal cheiro e insetos como nas cidades tropicais...
CHRM_Rec March 1st, 2010, 03:14 AM Pelo visto n saimos da era Imperial....
Sabia que tu faria esse comentário... :D
Tourniquet March 1st, 2010, 04:16 AM :gaah:
nao foi isso que darwin disse. :|
auhauhauhauhauhauhauhauhauhauhauhauahua
bernardodurco March 1st, 2010, 04:35 AM Sim, mas qualquer cidade razoavelmente grande na época, era assim no século XIX. O cenário do Jack Estripador por exemplo era a Londres insalubre do Final do Séc. XIX.
Sherlock Holmes se passa numa cidade industrial, decandente cheia de prostituta, por exemplo.
Emanuel Paiva March 1st, 2010, 11:35 AM Realmente já li, não me lembro, onde que as cidades inglesas na época da revolução industrial, não eram nenhum primor de limpeza e de ambiente saudável. E a maior parte das cidades européias os esgotos corriam livres nas ruas. Talvez o clima frio ajudasse a não haver tanto mal cheiro e insetos como nas cidades tropicais...
Sim, mas qualquer cidade razoavelmente grande na época, era assim no século XIX. O cenário do Jack Estripador por exemplo era a Londres insalubre do Final do Séc. XIX.
Sherlock Holmes se passa numa cidade industrial, decandente cheia de prostituta, por exemplo.
^^ Apesar de eu não ser nenhum historiador, concordo com vocês. Mas, lendo as partes que postei, os ingleses "detonaram" com Salvador e Rio de Janeiro como se fossem os lugares mais imundos do planeta. :)
Fabius_ March 1st, 2010, 12:54 PM Se fosse só exclusividade do Rio e de Salvador...
Todas as cidades eram assim, especialmente as mais populosas e densas.
Em São Paulo, o atual "Beco do Colégio" era assim: "O antigo portão, conhecido como Beco do Pinto, fica entre a Casa nº 1 e o Solar da Marquesa de Santos. Por ter sido usado como banheiro e passagem dos escravos que carregavam até o rio, sobre a cabeça, os tigres (barris com lixo e excrementos), é chamado também de 'Beco da Merda'.
A referência mais antiga da existência do beco data de 1802, mas provavelmente ele é anterior, tendo sido usado como acesso fácil da colina do Colégio à Várzea do Rio Tamanduateí e como escoadouro de águas pluviais.
Em 1850 foi transformado em depósito de lixo ao perder a importância como acesso e, mais tarde, fechado e dividido ao meio pelo prolongamento da R. Bittencourt Rodrigues, surgindo, de sua continuação, a Travessa Luís Teixeira.". (Fonte: http://www.vivaocentro.org.br/bancodados/roteiro_turistico/roteiro_c04.htm )
Nem Lisboa escapava: quem andava à noite usava capa impermeável para não ficar emporcalhado com as sujeiras lançadas pelos moradores.
A coisa era tão feia que todo mundo, ao lançar o conteúdo do penico na rua, tinha de dizer: "lá vai água!".
Emanuel Paiva March 1st, 2010, 01:46 PM Se fosse só exclusividade do Rio e de Salvador...
Todas as cidades eram assim, especialmente as mais populosas e densas.
Em São Paulo, o atual "Beco do Colégio" era assim: "O antigo portão, conhecido como Beco do Pinto, fica entre a Casa nº 1 e o Solar da Marquesa de Santos. Por ter sido usado como banheiro e passagem dos escravos que carregavam até o rio, sobre a cabeça, os tigres (barris com lixo e excrementos), é chamado também de 'Beco da Merda'.
A referência mais antiga da existência do beco data de 1802, mas provavelmente ele é anterior, tendo sido usado como acesso fácil da colina do Colégio à Várzea do Rio Tamanduateí e como escoadouro de águas pluviais.
Em 1850 foi transformado em depósito de lixo ao perder a importância como acesso e, mais tarde, fechado e dividido ao meio pelo prolongamento da R. Bittencourt Rodrigues, surgindo, de sua continuação, a Travessa Luís Teixeira.". (Fonte: http://www.vivaocentro.org.br/bancodados/roteiro_turistico/roteiro_c04.htm )
Nem Lisboa escapava: quem andava à noite usava capa impermeável para não ficar emporcalhado com as sujeiras lançadas pelos moradores.
A coisa era tão feia que todo mundo, ao lançar o conteúdo do penico na rua, tinha de dizer: "lá vai água!".
^^ ECA!!! Hoje sentimos nojo disso tudo, mas será que na época eles achavam isso tudo normal? Fico imaginando os "tigres", pois era algo para lá de deprimente! :cripes:
raffasoares March 1st, 2010, 03:17 PM A Baía de Guanabara já se sujava desde aquela época.
Como não haviam banheiros com coleta e qualquer tipo de tratamento de esgoto, os antigos moradores cariocas faziam suas necessidades em recipientes...
Os escravos deste pessoal carregavam potes imeeeeeeeensos de merda para jogar nas praias da Baía assim, in natura mesmo. oO
Emanuel Paiva March 1st, 2010, 03:38 PM A Baía de Guanabara já se sujava desde aquela época.
Como não haviam banheiros com coleta e qualquer tipo de tratamento de esgoto, os antigos moradores cariocas faziam suas necessidades em recipientes...
Os escravos deste pessoal carregavam potes imeeeeeeeensos de merda para jogar nas praias da Baía assim, in natura mesmo. oO
^^ Então, a Baía já era mal cuidada desde aquela época, infelizmente.:ohno: :cripes:
raffasoares March 1st, 2010, 03:44 PM ^^
Pois é... mas era, de certa maneira, "compreensível" àquela época. Afinal, sem tratamento de esgoto, o mar era o destino natural dos dejetos. Em terra firme que não podiam ficar, a transmissão de doenças seria desastrosa. Naquele tempo, o pessoal não tinha o hábito, como hoje, de ficar se banhando. E se pensarmos bem, hoje em dia temos emissários submarinos pra fazer este mesmo papel de mar como solução, porém com muito mais segurança! :)
Emanuel Paiva March 1st, 2010, 04:00 PM ^^
Pois é... mas era, de certa maneira, "compreensível" àquela época. Afinal, sem tratamento de esgoto, o mar era o destino natural dos dejetos. Em terra firme que não podiam ficar, a transmissão de doenças seria desastrosa. Naquele tempo, o pessoal não tinha o hábito, como hoje, de ficar se banhando. E se pensarmos bem, hoje em dia temos emissários submarinos pra fazer este mesmo papel de mar como solução, porém com muito mais segurança! :)
^^ Ainda bem que as praias do Grumari e Prainha estão bem longe da poluição :lol:
Hugo_REC March 1st, 2010, 08:06 PM Se fosse só exclusividade do Rio e de Salvador...
Todas as cidades eram assim, especialmente as mais populosas e densas.
Em São Paulo, o atual "Beco do Colégio" era assim: "O antigo portão, conhecido como Beco do Pinto, fica entre a Casa nº 1 e o Solar da Marquesa de Santos. Por ter sido usado como banheiro e passagem dos escravos que carregavam até o rio, sobre a cabeça, os tigres (barris com lixo e excrementos), é chamado também de 'Beco da Merda'.
A referência mais antiga da existência do beco data de 1802, mas provavelmente ele é anterior, tendo sido usado como acesso fácil da colina do Colégio à Várzea do Rio Tamanduateí e como escoadouro de águas pluviais.
Em 1850 foi transformado em depósito de lixo ao perder a importância como acesso e, mais tarde, fechado e dividido ao meio pelo prolongamento da R. Bittencourt Rodrigues, surgindo, de sua continuação, a Travessa Luís Teixeira.". (Fonte: http://www.vivaocentro.org.br/bancodados/roteiro_turistico/roteiro_c04.htm )
Nem Lisboa escapava: quem andava à noite usava capa impermeável para não ficar emporcalhado com as sujeiras lançadas pelos moradores.
A coisa era tão feia que todo mundo, ao lançar o conteúdo do penico na rua, tinha de dizer: "lá vai água!".
A história do "Beco da Merda" é curiosa pois tais "ruas" eram quase parte da urbanização das cidades da época. Inclusive aqui em Olinda, desde o começo de sua ocupação por Duarte Coelho já contava com becos do tipo. Ainda hoje existem becos estreitinhos em Olinda que passam pela parte de trás das casas que eram justamente os "becos da merda" de outrora.
Osmar Carioca March 1st, 2010, 08:30 PM Alguém com memória melhor do que a minha, poderia por obséquio informar a expressão que deveria ser gritada pelos moradores dos sobrados cariocas antes de jogarem pela janela o conteúdo de seus penicos, a fim de que incautos que estivessem passando não se sujassem?
Fabius_ March 1st, 2010, 08:51 PM Alguém com memória melhor do que a minha, poderia por obséquio informar a expressão que deveria ser gritada pelos moradores dos sobrados cariocas antes de jogarem pela janela o conteúdo de seus penicos, a fim de que incautos que estivessem passando não se sujassem?
"Lá vai áááááááágua!"
Osmar Carioca March 1st, 2010, 09:24 PM ^^^^
Muito bem Fabius! Ótima memória a sua! Confesso que já não me lembrava mais!
Coloquei a expressão no GOOGLE e veja o que encontrei:
"Esta é uma locução cuja origem tem ligação com os usos e costumes de tempos antigos. Naquela época não havia esgotos nas cidades, e por esse motivo os moradores costumavam jogar fora, pelas janelas de suas casas, notadamente dos sobrados, os despejos líquidos de que queriam se ver livres, mas antes de fazê-lo avisavam aos passantes com um “lá vai água” falado em voz bem alta, grito de alerta compreensivelmente necessário para evitar que fatos desagradáveis e constrangedores pudessem acontecer com quem tivesse a infelicidade de estar passando pelo lugar errado, na hora errada.. .
Mas como nem todos procediam dessa maneira, volta e meia ouvia-se o esbravejar de alguém muito indignado com o fato de ter sido atingido pelo “lançamento doméstico” feito sem aviso prévio, o que também é perfeitamente admissível. Mas com o avançar dos anos e a conseqüente modernização dos aglomerados humanos, o sistema de coleta de esgotos foi sendo implantado paulatinamente nas cidades, eliminando nas pessoas o mau hábito de usar a janela como escoadouro natural da água usada e outras coisas sem serventia. Mas não eliminou a frase, que mantém seu significado praticamente inalterado.
Sobre essa implantação a Cedae - Companhia Estadual de Águas e Esgotos, do Rio de Janeiro, explica em divulgação que faz sobre suas atividades, que a cidade carioca foi fundada por Estácio de Sá junto ao Morro Cara de Cão (Pão de Açúcar), na Praia Vermelha, em março de 1565. Dois anos depois foi transferida por Mem de Sá para o Morro do Desterro (Castelo), onde se desenvolveu. Aos poucos a população foi descendo o morro do Castelo, espalhando-se pelas planícies circunvizinhas. Nessas planícies existiam numerosas lagoas e áreas pantanosas provenientes do movimento das marés, já que as preamares alagavam toda a área entre o atual Passeio Público e a Praça Mauá. Aos poucos estas áreas foram sendo aterradas, iniciando-se pelas mais próximas do Morro do Castelo (lagoas de Santo Antônio e a do Boqueirão) que deu origem à atual Rua Evaristo Veiga.
Naquele tempo, os moradores tinham o mau costume de lançar na rua e na “vala” todos os despejos e detritos domésticos, transformando-a em uma imensa cloaca exalando insuportável mau cheiro e produzindo ondas de mosquitos – entenda-se como “vala” o sangradouro natural de um curtume instalado à beira da Lagoa de Santo Antônio. Outras valas existiam ou foram abertas nas zonas que se povoavam, cabendo a Câmara, até 1828, cuidar da limpeza das mesmas, transferindo depois para a Inspetoria de Obras Públicas, criada em 1840. Os esgotos das casas eram acondicionados em barricas de madeiras (os cubos), nos quintais, e à noite transportados por escravos para os lançamentos mais próximos, como as Praias do Peixe (Rua D. Manuel) e das Farinhas e o Campo da Aclamação (Campo de Santana). Esses escravos (ilustração) e os seus barris foram apelidados pelo povo de “Tigres” dos quais todos fugiam nas ruas mal iluminadas..."
FERNANDO KITZINGER DANNEMANN
FONTE: http://www.fernandodannemann.recantodasletras.com.br/visualizar.php?idt=294535
Fabius_ March 1st, 2010, 09:40 PM ^^
Osmar, eu me lembrava da expressão, mas para confirmá-la, justamente esse texto apareceu na pesquisa básica! :yes:
Pablo Itt March 1st, 2010, 09:54 PM 1808 – Como uma rainha louca, um príncipe medroso e uma corte corrupta enganaram Napoleão e mudaram a História de Portugal e do Brasil – Laurentino Gomes - Ed. Planeta
^^ Estou lendo o livro acima e, estou impressionado com os relatos de falta de higiene na era imperial :ohno:
Acho que nesta época ainda era Reino de Portugal, Império só depois de 1822.
Opinião minha, não sei se era tão louca a rainha e nem se era tão covarde o rei.
:)
porotto March 1st, 2010, 10:50 PM poxa bem interessante esse livro um dia terei a oportunidade de lee-lo
porotto March 1st, 2010, 10:51 PM Pelo visto n saimos da era Imperial....
^^^^olha Rekarte, pelo que eu pude entender nessa epoca era bem pior que hoje, acho que hoje nos dias atuais as pessoas estao auto se educando por exemplo, a 15 anos atraz muitas partes do centro de salvador eram horriveis sujas, mal cuidada e um mal cheiro bem perceptivel de urina principalmente nas mediacoes da rua chile... quando estive ai en 2002 ja nao sentia esse cheiro de urina ou ate mesmo lixos nas ruas, ja havia um bom aspecto de limpeza na cidade, enquanto na periferia seguia o mesmo suja e abandonada, mesmo con alghuns reparos do governo como a duplicacao da estrada de paripe plataforma... mas isso nao eh um problema so do brasil nao, essa coisa de limpeza esta por todos os lados a comecar pelo paizes ricos e desenvolvido por exemplo ate 5 anos atraz londres era bem suja e bem porca os onibus cheiravam mal os metros tbm(muitos paulistas chegam a dizer que o metro de sao paulo eh licao de cidadania para o povo londrino por ser limpo) nao se encontravam facil na cidade baldes de lixo e etc, hoje a cidade ta 'limpa" nos centros e nos bairros mais centralizados mesmo assim nos suburbios da cidade en incontavel o numeros de sujeira que se ver na rua.... con tudo isso a cidade so melhoro quando a policia comecou a multar e prender pessoas que jogam lixo na rua, as multas e apreencoes estao caminhado a passos lentos pois tais leis foram decretadas no final do ano passado con tudo ja eh um bom sinal um bom avanco um dia salvador ou o brasil pode adotar medidas parecidas e ai sim teremos um pais mais limpo e mais cuidado pois as pessoas infelizmente so culpam o governo mas nuca contribuem com ele.
Emanuel Paiva March 2nd, 2010, 12:39 AM poxa bem interessante esse livro um dia terei a oportunidade de lee-lo
http://i.imagehost.org/0098/DSC00596.jpg
http://i.imagehost.org/0696/DSC00595.jpg
^^ De uma olhada na parte da frente e na parte de trás. :)
Augusto Fleury March 2nd, 2010, 12:49 AM O livro 1808 é uma obra muito interessante e realista sobre como era a vida no Brasil Império.Comprei um exemplar à época das comemorações do bicentenário da vinda dos Bragança para o Brasil e creio que fiz uma excelente aquisição! :cheers:
Julio_Geografia March 2nd, 2010, 12:51 AM ^^ E estou lendo-o nesse momento. Estou na parte que fala sobre a escravidão, no capítulo 20. O livro é bem interessante, fácil de ler e muito abrangente, realmente vale a pena a leitura.
Déa_ March 2nd, 2010, 02:18 AM O livro é realmente ótimo... é muito interessante saber dos costumes da época, curiosidades tb... como o uso das iniciais PR ( Príncipe Regente) para marcar as casas requisitadas para uso da nobreza...e interpretada como "Ponha-se na Rua" pela população...:lol:
Augusto Fleury March 2nd, 2010, 02:59 AM ^^
Essa passagem é muito interessante,realmente!
:lol:
Rekarte March 2nd, 2010, 03:00 AM ^^^^olha Rekarte, pelo que eu pude entender nessa epoca era bem pior que hoje, acho que hoje nos dias atuais as pessoas estao auto se educando por exemplo, a 15 anos atraz muitas partes do centro de salvador eram horriveis sujas, mal cuidada e um mal cheiro bem perceptivel de urina principalmente nas mediacoes da rua chile... quando estive ai en 2002 ja nao sentia esse cheiro de urina ou ate mesmo lixos nas ruas, ja havia um bom aspecto de limpeza na cidade, enquanto na periferia seguia o mesmo suja e abandonada, mesmo con alghuns reparos do governo como a duplicacao da estrada de paripe plataforma... mas isso nao eh um problema so do brasil nao, essa coisa de limpeza esta por todos os lados a comecar pelo paizes ricos e desenvolvido por exemplo ate 5 anos atraz londres era bem suja e bem porca os onibus cheiravam mal os metros tbm(muitos paulistas chegam a dizer que o metro de sao paulo eh licao de cidadania para o povo londrino por ser limpo) nao se encontravam facil na cidade baldes de lixo e etc, hoje a cidade ta 'limpa" nos centros e nos bairros mais centralizados mesmo assim nos suburbios da cidade en incontavel o numeros de sujeira que se ver na rua.... con tudo isso a cidade so melhoro quando a policia comecou a multar e prender pessoas que jogam lixo na rua, as multas e apreencoes estao caminhado a passos lentos pois tais leis foram decretadas no final do ano passado con tudo ja eh um bom sinal um bom avanco um dia salvador ou o brasil pode adotar medidas parecidas e ai sim teremos um pais mais limpo e mais cuidado pois as pessoas infelizmente so culpam o governo mas nuca contribuem com ele.
O que dá a impressão,que em Salvador,ou talvez no Brasil inteiro
a população n tenha ideia de nação e de valorizar a nação
acho que este é o maior problema do Brasil,e daí vem problemas como este de sujeira na rua
Fabius_ March 2nd, 2010, 03:01 AM O livro é realmente ótimo... é muito interessante saber dos costumes da época, curiosidades tb... como o uso das inicias PR ( Príncipe Regente) para marcar as casas requisitadas para uso da nobreza...e interpretada como "Ponha-se na Rua" pela população...:lol:
Há outras versões: uma delas dizia que a sigla significava "prédio roubado".
Déa_ March 2nd, 2010, 04:07 AM Há outras versões: uma delas dizia que a sigla significava "prédio roubado".
:lol: Literalmente ...
Emanuel Paiva March 2nd, 2010, 11:20 AM Há outras versões: uma delas dizia que a sigla significava "prédio roubado".
^^ Essa versão eu desconhecia. :lol:
Fabius_ March 2nd, 2010, 01:01 PM ^^ Essa versão eu desconhecia. :lol:
Foi só quando eu estava na faculdade que ouvi falar dessa outra versão...
porotto March 2nd, 2010, 11:11 PM http://i.imagehost.org/0098/DSC00596.jpg
http://i.imagehost.org/0696/DSC00595.jpg
^^ De uma olhada na parte da frente e na parte de trás. :)
brigado cara por postar a capa do livro valeu :)
O que dá a impressão,que em Salvador,ou talvez no Brasil inteiro
a população n tenha ideia de nação e de valorizar a nação
acho que este é o maior problema do Brasil,e daí vem problemas como este de sujeira na ruaeh pode ter certesa mais como disse antes isso eh en todo brasil, so comentei de salvador pois o thread era de salvador valeu cara um abraco
Tiozão March 3rd, 2010, 04:52 AM Recife ainda esta na epoca do imperio!!!O povo PORCO!!!!
Emanuel Paiva March 3rd, 2010, 12:23 PM brigado cara por postar a capa do livro valeu :)
^^ Disponha sempre que precisar :okay:
Recife ainda esta na epoca do imperio!!!O povo PORCO!!!!
^^ Só Recife? E o Rio não está com um povo mal educado e porco? :nuts:
O Natalense March 3rd, 2010, 01:35 PM Sabem qual a origem da palavara loo não língua inglesa?
Vejam:
Em tempos em que na Inglaterra havia muitos franceses (e muito francês), era praxe (meio incontornável) fazerem-se as necessidades fisiológicas em vasos (penicos) que depois tinham de ser esvaziados. Coisa que lá (como alhures e aquires) era feita bem no meio da rua. Assim. Sem mais. Pela janela mesmo.
Eles tinham no entanto o cuidado de avisar aos passantes que uma carga de porcaria estava para ser lançada em suas fuças, e soltavam o polido e refinado gálico gardez l’eau (cuidado com a água) a cada vez que se preparavam para fazê-lo.
(Polido e eufêmico. Afinal, no que saía da vasilha a água era o menor dos problemas.)
Com a pronúncia algo distorcida, é essa expressão que vai gerar um dos muitos eufemismos ingleses para banheiro (que afinal é também um eufemismo: lembram de uma fala de Quem tem medo de Virginia Woolf: Querido, ela quer saber onde fica o nosso eufemismo.? E o que vocês acham de casa de banhos, e WC, a sigla de uma expressão inglesa (Water Closet), e toalete, do francês toilette, paninho!!?).
E qual que era mesmo o curioso eufemismo britânico, ô, coisa digressiva?
Loo.
Os ingleses ainda hoje usam loo. A palavra e a coisa. Quiçá sem ter grande idéia da curiosa origem da expressão.
Fonte:http://www.cronopios.com.br/site/colunistas.asp?id=791
Kaique March 3rd, 2010, 04:13 PM 1808 – Como uma rainha louca, um príncipe medroso e uma corte corrupta enganaram Napoleão e mudaram a História de Portugal e do Brasil – Laurentino Gomes - Ed. Planeta
^^ Estou lendo o livro acima e, estou impressionado com os relatos de falta de higiene na era imperial :ohno:
Mas ess período não é o Imperial.
Esses relatos são do fim do período colonial e o decurso do reinol.
O império veio só em 1822!!! Politicamente foi fundado em 1824.
Emanuel Paiva March 3rd, 2010, 05:48 PM brigado cara por postar a capa do livro valeu :)
eh pode ter certesa mais como disse antes isso eh en todo brasil, so comentei de salvador pois o thread era de salvador valeu cara um abraco
Recife ainda esta na epoca do imperio!!!O povo PORCO!!!!
Sabem qual a origem da palavara loo não língua inglesa?
Vejam:
Em tempos em que na Inglaterra havia muitos franceses (e muito francês), era praxe (meio incontornável) fazerem-se as necessidades fisiológicas em vasos (penicos) que depois tinham de ser esvaziados. Coisa que lá (como alhures e aquires) era feita bem no meio da rua. Assim. Sem mais. Pela janela mesmo.
Eles tinham no entanto o cuidado de avisar aos passantes que uma carga de porcaria estava para ser lançada em suas fuças, e soltavam o polido e refinado gálico gardez l’eau (cuidado com a água) a cada vez que se preparavam para fazê-lo.
(Polido e eufêmico. Afinal, no que saía da vasilha a água era o menor dos problemas.)
Com a pronúncia algo distorcida, é essa expressão que vai gerar um dos muitos eufemismos ingleses para banheiro (que afinal é também um eufemismo: lembram de uma fala de Quem tem medo de Virginia Woolf: Querido, ela quer saber onde fica o nosso eufemismo.? E o que vocês acham de casa de banhos, e WC, a sigla de uma expressão inglesa (Water Closet), e toalete, do francês toilette, paninho!!?).
E qual que era mesmo o curioso eufemismo britânico, ô, coisa digressiva?
Loo.
Os ingleses ainda hoje usam loo. A palavra e a coisa. Quiçá sem ter grande idéia da curiosa origem da expressão.
Fonte:http://www.cronopios.com.br/site/colunistas.asp?id=791
^^ Interessante esse detalhe. De fato, os ingleses falam "I'm going to the loo" quando querem ir ao toalete. :)
Emanuel Paiva March 3rd, 2010, 05:49 PM Mas ess período não é o Imperial.
Esses relatos são do fim do período colonial e o decurso do reinol.
O império veio só em 1822!!! Politicamente foi fundado em 1824.
^^ Realmente, eu não atentei para esse detalhe, mas o foco não e esse e sim a sujeira na época nessas plagas. :)
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