View Full Version : Movimentação no Porto de Paranaguá teve alta de 41,7% no primeiro bimestre


josinei
March 9th, 2010, 12:39 AM
O desempenho das operações pelo Porto de Paranaguá, nos dois primeiros meses de 2010, sinaliza um ano promissor para o comércio internacional. A movimentação de cargas teve um aumento de 41,77% em relação ao total movimentado no mesmo período do ano passado. Segundo levantamento preliminar do Setor de Estatística da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), em todos os segmentos, o resultado foi positivo, o que reafirma o potencial do porto paranaense como segundo maior complexo multicargas do Brasil.

As operações com carga geral no Porto de Paranaguá tiveram crescimento de 36,75% no primeiro bimestre deste ano, na comparação com igual período de 2009. Desempenho semelhante tiveram os granéis sólidos, registrando alta de 41,32%. Nas movimentações de granéis líquidos, o aumento foi ainda mais expressivo: 56,76%. No entanto, foi o segmento de veículos que apresentou o melhor resultado: as operações de embarque e desembarque cresceram 128,35%. A movimentação de contêineres também apresentou crescimento de 10,28%.

De acordo com o superintendente da Appa, Daniel Lúcio Oliveira de Souza, a tendência é de que o desempenho da movimentação pelo Porto de Paranaguá, tanto de saída como de entrada de cargas, mantenham patamares elevados de crescimento no decorrer deste ano. “O desempenho positivo não é resultado, apenas, de um cenário mais favorável na economia mundial. Os investimentos realizados nos últimos anos nos dão uma posição privilegiada de competitividade”, apontou.

EQUÍVOCO - Isso demonstra que a informação de que o porto paranaense tem deficiência na infraestrutura, conforme matéria veiculada domingo (7) pela Gazeta do Povo, não retrata a realidade, acrescenta a direção da Appa.

Um dos mais recentes investimentos realizados pelo governo do Estado, por meio da Appa, foi a dragagem no Canal da Galheta, que dá acesso aos portos de Paranaguá e Antonina. Foram investidos R$ 29,3 milhões no projeto de dragagem, que devolveu ao canal a profundidade de, pelo menos, 15 metros em seis quilômetros de extensão, permitindo que a Capitania dos Portos do Paraná restabelecesse o calado de 12,5 metros para navegação.

Os resultados dessa intervenção puderam ser percebidos já no final de 2009. Em janeiro deste ano, 181 navios acessaram o Porto de Paranaguá, sendo que 28% tinham capacidade de carga superior a 45 mil toneladas. Os dados de fevereiro sobre a movimentação de embarcações ainda não estão consolidados, mas o que se observa com o início do embarque da safra, é a atracação de um número expressivo de grandes navios graneleiros.

Para o gerente-geral da Companhia Brasileira de Logística S/A (uma das principais exportadores de grãos por Paranaguá), Washington Viana, a programação de embarcações, com capacidade para 60 mil toneladas, para atracar no Porto de Paranaguá é um indicativo de que o complexo dispõe de infraestrutura marítima para atender os grandes navios graneleiros e, também, de que haverá um crescimento forte nos embarques de grãos este ano, principalmente, da soja.

Viana estima um crescimento de 30% nas exportações de soja pelo Porto de Paranaguá. Segundo ele, o aumento de 20% nos embarques se daria pelo acréscimo no volume carregado pelos navios que, antes da dragagem, não deixavam o porto com carga plena. Os 10% restantes seriam um aumento em função da recuperação da demanda externa e da estimativa de safra recorde.

A expectativa, segundo Viana, é de que haja, inclusive, uma inversão dos prêmios em relação ao Porto de Santos, isto é, as bonificações dadas pelos armadores (donos dos navios) poderão ser mais vantajosas em relação ao complexo paulista, considerando a melhor infraestrutura marítima e logística. “Isso vai depender de termos uma produtividade boa no decorrer do embarque da safra. Portanto, temos que trabalhar bem nossa logística interna de porto”, afirmou o executivo.

Os portos do Paraná podem quebrar novo recorde, este ano, superando as 38 milhões de toneladas movimentadas em 2007. Em 2008, as exportações e importações pelo complexo paranaense somaram 33 milhões de toneladas e, no ano passado, mesmo em meio à crise mundial, movimentou 31,4 milhões de toneladas. A expectativa segundo o superintendente da Appa é de que o Porto supere a casa das 40 milhões de toneladas e amplie para, pelo menos, 10% sua participação na balança comercial brasileira.

Fonte: Agência Estadual de Notícias http://www.aen.pr.gov.br/modules/noticias/article.php?storyid=54751&tit=Movimentacao-no-Porto-de-Paranagua-teve-alta-de-417-no-primeiro-bimestre

http://www.aen.pr.gov.br/modules/galeria/uploads/24118/portoPORTOPATIOVEICULOS2.JPG

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Captain boeing 747
March 9th, 2010, 04:44 AM
Legal se tivesse mais investimentos o porto cresceria mais ainda

gabjp
March 10th, 2010, 02:05 AM
que salto!! 41%!!!
Muito bom, parabéns à administração do porto e à economia local.

zetron
March 13th, 2010, 03:23 PM
Não precisa privatizar pra ter lucro, é só não virar cabide de emprego para políticos e não desviar recursos para investimentos.

Mauro Martins
October 26th, 2010, 02:23 PM
Como está a movimentação agora ??? Belas Fotos !!!!

josinei
October 30th, 2010, 02:57 AM
Volume de cargas cresce 18% nos portos do Estado

A movimentação de cargas nos portos do Paraná atingiu, no acumulado entre janeiro e setembro, o melhor nível dos últimos dois anos. Os números do mês passado, divulgados ontem pela Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), mostram que a movimentação, neste ano, chegou a 29,3 milhões de toneladas, quantidade 18% maior que a registrada no mesmo período do ano passado.

As movimentações de veículos e contêineres também tiveram alta: foram, até setembro, 128,2 mil veículos (45% mais que no ano passado) e mais de 500 mil contêineres (alta de 10%).

Nos últimos quatro anos, o total de mercadorias movimentadas só não supera a quantidade atingida em 2007, quando 29,6 milhões de toneladas tinham passado pelos portos paranaenses, até setembro.

Naquele ano, porém, o transporte de contêineres e veículos era menor que em 2010 (ver quadro). A receita cambial atingida este ano é, por enquanto, de US$ 9,4 milhões.

Na comparação com o mesmo período do ano passado, o maior aumento foi nas importações, que cresceram quase 50%, de cerca de 6 milhões para 9 milhões de toneladas.

As exportações também aumentaram, mas em menor ritmo (7,5%), passando de 18,7 milhões para 20,2 milhões de toneladas, este ano. A cabotagem, que é a navegação pela costa brasileira, ultrapassou os 9 milhões toneladas e cresceu 13%.

Através de um comunicado, o superintendente da Appa, Mario Lobo Filho, declarou estar otimista com a evolução das movimentações. “A cada mês, o desempenho alcançado é melhor e acredito que até o final do ano ultrapassaremos a marca de 38 milhões de toneladas comercializadas”, estimou.

Segundo ele, desde maio os terminais públicos paranaenses dão preferência para navios carregados de açúcar e fertilizante. Além disso, navios de contêineres de até 301 metros de comprimento estão atracando e o abastecimento de combustível das embarcações é permitido durante o período em que elas estão atracadas.

Entre as cargas, o destaque dos nove primeiros meses do ano foram os grãos, principalmente a soja, muito graças à safra recorde finalizada no início do ano. No ano, o terminal de Paranaguá já passou dos 5,1 milhões de toneladas de soja exportadas. O milho também teve maior movimentação, com quase 2 milhões de toneladas transportadas, assim como o açúcar, com quase 2,7 milhões de toneladas.

Nas importações, os destaques ficaram com os fertilizantes (4,5 milhões de toneladas) e os derivados de petróleo (1,1 milhão). Ambos aumentaram em relação a 2009. Nos fertilizantes, porém, o total ainda não supera as quantidades obtidas nos mesmos períodos de 2007 e 2008.

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http://www.parana-online.com.br/editoria/economia/news/486880/?noticia=VOLUME+DE+CARGAS+CRESCE+18+NOS+PORTOS+DO+ESTADO

tnq13
November 1st, 2010, 02:50 AM
Não precisa privatizar pra ter lucro, é só não virar cabide de emprego para políticos e não desviar recursos para investimentos.

Justamente aí que está. Muitos condenam o público por sua administração e a saída é apenas a privatização, raramente é considerada a mudança na gestão como solução. Pensamento elitista.

josinei
November 4th, 2010, 10:57 PM
A exportação de açúcar ensacado pelo Porto de Paranaguá deve ficar 60% mais ágil a partir do ano que vem. Um novo equipamento para carregamento de navios, totalmente mecanizado, já é testado no terminal paranaense e aumentará a produtividade na carga da mercadoria para até 3 mil sacos carregados por hora, o equivalente a 3,6 mil toneladas de açúcar embarcadas por dia. Pelo método manual, dependendo do tipo do navio, o embarque diário fica entre mil e 2,5 mil toneladas.

O shiploader CNGL 3000/1000 é um carregador de navios produzido no Brasil e funciona como um escorregador em espiral, que distribui os sacos de açúcar de forma uniforme no porão das embarcações. A aquisição faz parte do projeto do Terminal Exportador de Açúcar de Paranaguá (Teapar), da empresa operadora Marcon. “O equipamento reduz o tempo em que o navio fica atracado e garante maior rentabilidade para nossos clientes”, explica Cláudio Gustavo Daudt, responsável pelo Teapar.

O embarque acontece da seguinte forma: os sacos de açúcar são descarregados por caminhões no armazém da empresa, em seguida, são colocados por funcionários em esteiras transportadoras que levam a carga até o novo shiploader, no cais. Com estrutura fixa no berço de atracação 205, o carregador realiza movimentos sobre trilhos e sua peça principal gira 360º, suspensa sobre o porão do navio. O açúcar ensacado desliza pelo equipamento, que tem sua mobilidade comandada por técnicos, diretamente de uma cabine de operações e do próprio porão da embarcação. Com a operação não automatizada o processo é mais lento. O açúcar chega ao cais pelos caminhões e a operação depende de guindastes de terra e equipamentos de bordo, que fazem o levantamento da carga. Há navios com guindastes que viabilizam o levante de até seis lingadas (unidade de 32 sacos de 50 quilos). Por outro lado, há navios que conseguem realizar levantes de somente duas lingadas por vez. Por fim, a colocação dos sacos no porão do navio é feita de forma manual.

EMPREGOS – Para operar o novo equipamento, a Marcon já contrata trabalhadores com capacitação técnica e prevê a criação de vagas para profissionais como operadores de painel, mecânicos e eletricistas. Além disso, a empresa estima que, na medida em que torna a exportação de açúcar por Paranaguá mais rentável, o carregador atrairá mais navios, negócios e, consequentemente, vai gerar mais empregos para as funções portuárias tradicionais. “Teremos uma demanda maior de estivadores, funcionários de armazém e caminhoneiros”, destaca Daudt.

A segurança dos trabalhadores envolvidos no carregamento do navio é outra vantagem do uso do shiploader. O manuseio da carga é feito com maior qualidade, seguindo procedimentos seguros. Além disso, o processo diminui o número de caminhões na faixa portuária e melhora o trânsito no trajeto entre armazém e porto, já que a ligação com o cais passa a ser feita por esteiras elevadas.

COMPETITIVIDADE – O uso do equipamento classificará Paranaguá como Delivereable Port na Bolsa de Açúcar Branco de Londres, que permite a comercialização do produto no sistema de negociações. Com isso, o terminal paranaense garante segurança na entrega da carga aos importadores e tem mais liquidez nos preços.

“Com a mecanização e maior regularidade nos embarques, os problemas de fila de navios e irregularidades no embarque diminuem sensivelmente, fazendo com que importadores possam se programar melhor, reduzindo seus estoques e conseqüentemente seus custos”, explica Daudt. “Calculamos que o terminal mecanizado trará um benefício de US$ 7,00 a US$ 10,00 por tonelada de açúcar, em função da maior produtividade e do menor tempo em que navios ficam atracados”, completa.

Hoje, somente os portos de Paranaguá e Santos oferecem movimentações com este tipo de shiploader no Brasil. O recorde nacional na exportação de açúcar, que deve ser atingido neste ano, impulsiona os investimentos das empresas operadoras. No caso da Marcon, por exemplo, os recursos empregados para a compra do novo equipamento chegam a R$ 30 milhões.

Para o superintendente da Administração dos Portos do Paraná, Mario Lobo Filho, o carregador mecanizado vai consolidar Paranaguá como um dos terminais preferenciais para o embarque de açúcar. “Atualmente, somos o segundo porto do país que mais exporta o produto e, vale lembrar, Santos tem o dobro do número de berços de atracação e a vantagem de estar localizado mais próximo às usinas da Região Sudeste e Centro-Sul”, compara.

“Ainda assim, Paranaguá foi responsável pela movimentação de aproximadamente 3 milhões de toneladas de açúcar entre os meses de janeiro e setembro. As melhorias constantes em equipamentos e infra-estrutura garantem que o porto paranaense sempre ofereça agilidade, segurança, qualidade aos seus usuários, além das vantagens tarifárias e logísticas. Com isso, nos tornamos mais competitivos no mercado internacional e somos capazes de atrair novos mercados”, completa Lobo Filho.

AÇÚCAR - As exportações de açúcar ensacado pelo Porto de Paranaguá chegaram a 473,3 mil toneladas nos nove primeiros meses de 2010, segundo os últimos dados divulgados. Aumento de 54% na comparação com o mesmo período do ano passado, quando foram embarcados 282,6 mil toneladas do produto. O açúcar exportado a granel, embarcado diretamente no porão do navio, geralmente feito para o produto que ainda irá passar por processo de refino, movimentou 2,6 milhões de toneladas no acumulado deste ano e apresentou alta de 16% em relação a 2009.

Devido ao crescimento expressivo nas movimentações, em agosto a Appa facilitou o atendimento de navios de açúcar, permitindo a atracação de mais que um navio de açúcar ensacado por vez, além dos dois berços exclusivos para o embarque de açúcar a granel que, juntos, têm capacidade de embarque de 2.500 toneladas por hora. A autarquia também ofereceu prioridade para estas embarcações no Porto de Antonina.

Entre as razões para o crescimento na demanda do açúcar em 2010, está a supersafra da cana de açúcar no Brasil, aliada à seca na Ásia, que afetou a produção na Índia (produtor regular para o mercado externo). Os eventos geraram reação dos preços internacionais, do consumo em alguns países e conquista de novos mercados, como o da China, por exemplo.

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http://www.aen.pr.gov.br/modules/noticias/article.php?storyid=60126&tit=Equipamento-acelera-em-60-carregamento-de-acucar-ensacado-no-Porto-de-Paranagua-

josinei
November 4th, 2010, 10:59 PM
O Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP), empresa privada que tem concessão para operar mercadorias transportadas em contêineres pelo Porto de Paranaguá, anunciou nesta quinta-feira (4) o investimento de R$ 141 milhões em obras de infraestrutura e na aquisição de novos equipamentos. A estimativa é que a produtividade aumente 50% nos próximos dois anos e que o Paraná passe a responder pela movimentação de 1 milhão de contêineres já em 2012. Com isso, o Estado deve ampliar sua participação no cenário nacional, que hoje, com média de 700 mil contêineres movimentados por ano, é de 7%.

O projeto de expansão está previsto no contrato firmado entre o TCP e a Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa). Os investimentos já foram aprovados pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e pelo Conselho de Autoridade Portuária (CAP). “A intenção é adequar o Terminal à crescente demanda do mercado internacional, aumentando nossa capacidade de performance e respondendo às novas necessidades de tráfego, já que os navios de contêineres estão cada vez maiores”, explica o diretor-superintendente da empresa, Juarez Moraes e Silva.

A ampliação do cais em 315 metros, que permitirá a atracação simultânea de três navios porta-contêineres nos 880 metros de cais destinados ao TCP, colocará Paranaguá entre os maiores portos de cargas conteneirizadas da América Latina. “Com a obra, vamos poder atender a demanda reprimida que hoje não conseguimos responder, pois não temos janelas de atracação livres, e que faz com que a rota seja desviada para outros terminais. Teríamos então um aumento de 25% na nossa movimentação atual”, conta Silva.

“Entre janeiro e setembro deste ano, o TCP movimentou mais de 485 mil TEUs, que são as unidades de contêineres de 20 mil pés. Nossa expectativa é alcançar, até dezembro, um crescimento de 12% na comparação com o ano passado, quando foram 606 mil unidades. Para 2012, com todas as melhorias implementadas, a previsão é dobrar este número”, completa ele.

EXPANSÃO: Além da construção de um terceiro berço de atracação, a empresa vai construir na extremidade leste estruturas independentes da linha do cais para receber navios de veículos. Serão três douphins de atracação e um douphin de amarração, seguindo e replicando o modelo já existente. “O projeto é simples, eficiente, rápido e fácil de executar”, destaca David Simon, diretor-geral do TCP.

“Dependemos da licença de operações emitida pelo Ibama, que é separada da solicitada pela Appa para as obras de dragagem do porto. Se o nosso cronograma se confirmar e obtivermos o licenciamento ambiental até o primeiro trimestre de 2011, acredito que o novo berço estará funcionando no primeiro semestre de 2012”, adianta Simon.

Segundo ele, as obras de ampliação no cais devem gerar aproximadamente 200 empregos diretos e 100 empregos indiretos, durante sua execução. Depois de concluídas, mais de 90 trabalhadores devem ser contratados diretamente e mais 500 vagas de trabalho seriam criadas de forma indireta, permanentemente.

EQUIPAMENTOS: A aquisição de novos maquinários portuários será feita paralelamente à construção do novo berço de atracação e aumentará imediatamente a velocidade e capacidade de movimentação de carga. O quarto portêiner do TCP, um guindaste de grande porte utilizado para carregar e descarregar contêineres em navios, começará a funcionar ainda em novembro. Outros dois portêineres serão contratados e, assim, o Terminal vai dobrar o número de equipamentos deste tipo em atividade.

Também fazem parte dos investimos a compra de seis transtêineres (utilizados para empilhar e estocar contêineres na área de armazenagem do TCP); 10 terminal tractors (caminhões específicos para o transporte de contêineres dentro do Terminal); 10 terminal trailers (carretas para movimentação da carga conteneirizadas); e duas reach stackers (equipamentos para manobra de contêineres).

Está prevista, ainda, a instalação de mais 528 tomadas para o funcionamento de contêineres refrigerados, chamados de refeer. Com isso, sobe para 3.340 o número de pontos de energia disponíveis para manter cargas congeladas. Atualmente, o Paraná é líder nacional na exportação de frango congelado e responde por 1/3 de toda carne comercializada pelo Brasil com os países importadores.

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P@ssageiro_Cwb
November 5th, 2010, 05:52 PM
Na minha opinião a matéria da Gazeta do Povo não tem nenhum equívoco. Números mais ou números menos só quem trabalha com esse porto sabe do martírio que é operar em Paranaguá, esse porto só é grande por absoluta falta de opções na região.

Seria interessante como contraponto que os setores envolvidos no comércio exterior paranaense manifestassem de forma clara e direta sua opinião sobre esse porto, eu quero ver quando a BR 163 Cuiabá-Santarém estiver pronta e a soja do MT começar a sair por Santarém, vai ser lindo de se ver. As filas de 100km para embarque de soja em Paranaguá vão ser reduzidas, (e obviamente que não por mérito da APPA), acho que vai ter festa em Santarém por um mês.


A notícia de ampliação do TCP é boa mas não vai trazer nenhum ganho imediato aos usuários se o resto do porto não melhorar também. Há gargalos em quase todos os setores, canal da galheta assoreado, congestionamento nos berços de atracação, lentidão na liberação de processos por parte dos órgãos de fiscalização (que acabam onerando demasiadamente os custos da operação por Paranaguá), fisiologismos e sindicalismos. Enquanto isso, o complexo Itajaí-Navegantes dá um show de eficiência e o resultado é que mais e mais empresas se transferem para SC, é incrível mas lá, até os orgãos de fiscalização federais funcionam melhor. Quando a BR 163 estiver pronta e a soja do MT estiver sendo escoada por Santarém, Paranaguá vai perder uma grande parte de seu volume de granéis, talvez seja o chacolhão que o porto precise. Quanto a carga conteinerizada, o porto vai contar com um bom operador logístico que é o TCP ampliado, mas não adianta colocar um motor de Ferrari num Fusca. Em resumo, do jeito que está hoje, a melhor saída para o comércio exterior paranaense é a BR 101 (em direção a SC, é claro).

Espero que o governo Beto Richa demonstre algum interesse por esse porto e ajude o empresariado a lutar pelas melhorias que tem que ocorrer em várias frentes. Semana passada estive em Itajaí para transferir as operações de uma empresa do Paraná para SC, nem precisa dizer que a estrutura logística de Itajaí-Navegantes está para Paranaguá como a estrutura de rodovias dos EUA está para o Brasil, esse contraste entre Itajaí e Paranaguá salta aos olhos de qualquer um. Enquanto a APPA continuar com esse discurso de "estamos bem, vejam o quanto fizemos" mais e mais empresas extenuadas pela burocracia e ineficiência do porto vão mudando de estado. A sociedade catarinense soube se mobilizar, organizar e lutar por melhorias em Itajaí, principalmente depois da tragédia da enchente. Só queria que os paranaenses tivessem essa mesma objetividade por Paranaguá mas há uma letargia dos setores do Comex e esse discurso cheio de meia verdades da APPA. É a velha história do texto fora de contexto que vira pretexto. Enquanto isso, parabéns Santa Catarina, em breve esse estado ultrapassa o Paraná como a segunda força econômica no sul do Brasil.

Jdolci
November 5th, 2010, 06:32 PM
hahahaha.. calma cara .. tá mais fácil o Paraná ultrapassar o RS em força econômica do que SC passar a gente..
Claro que o setor portuário de lá parece, a primeira vista mais pujante, mas voce tem que analisar também que a infraestrutura de SC está bem perto do colapso.. a BR 101/376 tem momentos que fica intransitável .. já era pra estar triplicada .. e nao tem previsao de acontecer isso num futuro próximo... as outras nem vou comentar.. pista simples da BR 282 e na 470 é inconcebível ..

E os problemas do porto de Paranaguá creio que se devem mais a 8 anos de má gestão do Requiao, irmao e afins.. Claro que o Porto nao era uma maravilha antes, mas com eles conseguiu piorar muito .. Entao acho que daqui pra frente, a tendencia é melhorar, já que pior que tava com eles nao tem como ficar.. ahhaha

Quanto as cargas de Santarem nao virem mais pra cá.. eu serei o primeiro a comemorar.. nao tem nenhum sentido em um país continental como o nosso, caminhoes andarem milhares de km , vindo lá do Mato Grosso, Rondônia e Pará pra descarregar aqui .. Isso só demonstra nossa precariedade logística.

P@ssageiro_Cwb
November 5th, 2010, 07:43 PM
^^
Eeheheh, tranquilo Dolci, fico mesmo empolgado quando o assunto é logística, me desculpem os foristas. Mas sei lá, a verdade é que há uma sensação que nos anos de governo Lula o país inteiro caminhou e o Paraná ficou estagnado, sempre fico "de cara" ao viajar pelo país e perceber os investimentos que os outros estados receberam comparado com o que o Paraná recebeu nos anos Requião. Estamos ficando para trás. Enquanto lutamos pela duplicação da 277 e contra os altos custos de pedágio que oneram nossa produção a 153 de Itumbiara a Goiania já está prontinha, a 040 de Goiânia a Brasília já está quase toda duplicada, sai ampliação de aeroporto em Brasília e Campinas (Mop, pelo menos) mas o Afonso Pena está ficando mesmo de dar pena :), nossas cargas vão para Viracopos por falta da 3a pista, cancelamentos de vôo por falta de ILS3 então nem se fala, sai super-porto em Pernambuco (Suape, que aliás está ajudando a fazer uma revolução econômica na região) e nós aqui, vendo os navios cancelarem escalas em Paranaguá por falta de condições de operação. Ficamos sentados, esperando um tuc-tuc flutuante ir lá em Montevideo buscar as nossas cargas já que só as embarcações pequenas atracam em Paranaguá, os full-cntrs novos e modernos simplesmente não atracam no Paraná por falta de calado no porto. O Paraná foi deixado a própria sorte. Curitiba é capital com a pior infra-estrutura viária entre as grandes, há 20 anos não se constrói um viaduto nessa cidade onde o trânsito só não entra em colapso porque de forma muito competente o Ippuc faz milagres com o pouco que temos. Já do outro lado da fronteira SC impressiona pela quantidade de investimentos que estão atraindo, ao longo da 101 pode-se ver as novas construções, fábrica de motores da GM em Joinville, fábrica de chicotes elétricos que vai gerar 2000 empregos em Navegantes, indústrias e investimentos em terminais privados estão pipocando no vale do Itajaí, uma boa parte graças a estrutura logística que eles oferecem. E tem mais pela frente, Itapoá vem com tudo e pretende brigar pelas cargas do Paraná e no resumo de tudo SC fica com 2 portos bons (Itajaí e São Francisco), 2 portos ótimos (Navegantes e Itapoá) e de quebra Imbituba, e o Paraná? Deixa eu ver, ahhhhhh, ééééé.... Paranaguá? Antonina? Esse então nem dá para contar. Longe de dor de cotovelo, torço por SC e quero mais que eles continuem crescendo, são excelentes vizinhos, um povo trabalhador e digno de todos os merecimentos. Só espero que nesse novo governo o estado do PR recobre o ritmo, há muito o que fazer pela nossa logística e sem um governo estadual empenhado, o investimento federal não vem.

josinei
November 8th, 2010, 03:21 PM
O Porto de Paranaguá praticamente não exporta grãos do MT. Por aqui só saem os grãos do PR e sul do MS.

Os grãos do sul do MT são exportados por Santos, pois há um ferrovia (Ferronorte) que chega perto de Rondonópolis e vai até o porto de Santos.
Já o norte de MT, tem que sair pelo norte do Brasil mesmo. Não tem lógica sair aqui de Paranaguá.

josinei
November 8th, 2010, 04:38 PM
TABELA 7 - ORIGEM DAS EXPORTAÇÕES DO PORTO DE PARANAGUÁ - MÉDIA DOS TRIÊNIOS 1996-1998 E 2005-2007
1996-1998 2005-2007
ESTADO DE ORIGEM Quant. (t) (%) Quant. (t) (%)
Paraná 2.479.488 80,5 2.905.546 63,1
Mato Grosso 398.387 12,9 1.015.573 22,1
Mato Grosso do Sul 40.318 1,3 370.794 8,1
Goiás 70.213 2,3 140.449 3,1
São Paulo 26.273 0,9 45.259 1,0
Santa Catarina 20.995 0,7 43.399 0,9
Rio Grande do Sul 31.608 1,0 39.949 0,9
Minas Gerais 1.203 0,0 39.021 0,8
Outros 11.584 0,4 2.219 0,0
TOTAL 3.080.069 100,0 4.602.208 100,0
FONTE: MDIC/SECEX