View Full Version : Retração populacional no Sul
Barriga-Verde June 17th, 2010, 04:07 PM Pessoal, criei esse tópico para discutirmos esse assunto. Já faz vários anos que alguns pequenos municípios (com menos de 10 mil habitantes) vem perdendo população. Primeiramente, a taxa de natalidade é baixíssima; em segundo lugar, a maioria dos jovens procuram melhores oportunidades em centros maiores. Enquanto isso, as cidades médias/grandes ainda mantém taxas estratosféricas de crescimento, em muito devido a migração.
Eu particularmente acho esse baixo crescimento populacional bom, pois economicamente a região ainda cresce muito (= aumento da renda, diminuição da pobreza etc). Mas e a médio/longo prazo? E quanto a essas pequenas cidades, será que "sumirão" do mapa?
Nascidos Vivos:
1997---------------2007
Região Sul
471.234 --------362.858
Paraná
192.757 --------147.554
Santa Catarina
97.717 --------81.903
Rio Grande do Sul
180.760 --------133.401
Ni.valdomonteiro June 17th, 2010, 05:08 PM Acho que são processo normais e esperados Barriga! A população ainda cresce (vegetativo > 1),,,daqui a pouco crescerá apenas para repor a população. Quando a massa que mora nas favelas emergirem, aí teremos um crescimento europeu. A pirâmide etária em transição pode significar outros tempos econômicos também - o Brasil deve deixar de ser um país de jovens.
Quanto as cidades do interior, na medida em que a agricultura de moderniza, deverá manter um núcleo,,, acho que bem ao estilo daqueles filmes americanos em que todo mundo tem caminhonte e um rancho. Se nenhum catlaclisma acontecer em breve,,,
Squibb June 17th, 2010, 05:11 PM É por aí, vão sumir mesmo.
E o esquema é bem como tu falou, os jovens migram das cidades pequenas para as maiores, e sem jovens, há menos "grávidas" para gerarem novos filhos.
Aqui no sudoeste do PR várias cidadezinhas já tão com taxas de natalidade e mortalidade praticamente empatadas, algumas, como Vitorino e Bom Sucesso do Sul, tem taxas de mortalidade superiores a da natalidade (conforme registros do cartório civil).
No longo prazo, 50 a 100 anos, só vão sobrar nestas cidades os idosos, e aqueles que vivem diretamente do lugar (agricultores, pecuaristas, pequenos mercados e lojinhas.
Barriga-Verde June 17th, 2010, 05:39 PM Acho que são processo normais e esperados Barriga! A população ainda cresce (vegetativo > 1),,,daqui a pouco crescerá apenas para repor a população. Quando a massa que mora nas favelas emergirem, aí teremos um crescimento europeu. A pirâmide etária em transição pode significar outros tempos econômicos também - o Brasil deve deixar de ser um país de jovens.
Quanto as cidades do interior, na medida em que a agricultura de moderniza, deverá manter um núcleo,,, acho que bem ao estilo daqueles filmes americanos em que todo mundo tem caminhonte e um rancho. Se nenhum catlaclisma acontecer em breve,,,
Mas e como era a estrutura na Europa quando eles começaram a enfrentar isso? Melhor ou pior que a nossa (digo em termos de Sul, pois há muitas disparidades no Brasil)? Eu já visitei o interior de algumas cidades do Oeste de SC e vi que há muitas propriedades rurais abandonadas - os jovens não dão continuidade ao trabalho dos pais. O que acontece é que algumas poucas cidades (com mais de 15/20 mil habitantes) mantém algum crescimento, e o restante parece diminuir.
É por aí, vão sumir mesmo.
E o esquema é bem como tu falou, os jovens migram das cidades pequenas para as maiores, e sem jovens, há menos "grávidas" para gerarem novos filhos.
Aqui no sudoeste do PR várias cidadezinhas já tão com taxas de natalidade e mortalidade praticamente empatadas, algumas, como Vitorino e Bom Sucesso do Sul, tem taxas de mortalidade superiores a da natalidade (conforme registros do cartório civil).
No longo prazo, 50 a 100 anos, só vão sobrar nestas cidades os idosos, e aqueles que vivem diretamente do lugar (agricultores, pecuaristas, pequenos mercados e lojinhas.
A longo prazo isso pode ser péssimo para a região, com muitos idosos e poucos jovens. Por enquanto, essa disparidade é compensada pela alta migração a determinadas regiões, como o Vale do Itajaí/litoral norte catarinense e RM Curitiba...
Positronn June 17th, 2010, 06:13 PM Isso é certo. Considerando que há uma boa chance de SC estar com um IDH europeu em 2020 (algo entorno de 0,930), até lá a estrutura etária estará bem parecida. Nossa renda per capita ainda não estará tudo aquilo, mas acho que não perderemos o bonde ( ficar velhos antes de ricos). O problema é que eu, o Barriga e outros iremos nos aposentar com mais de 70 anos :crazy:
Yuri S Andrade June 17th, 2010, 06:18 PM Eu acho o crescimento negativo algo extremamente negativo. O mundo, economicamente e socialmente, não está preparado para lidar com esse fenômeno. Essa queda repentina no número de nascimentos na região Sul é de fato muito preocupante. Não sei qual foi o número de mortes no período, mas acredito que estamos um pouco acima da taxa de reposição.
As regiões de crescimento acelerado como a RM Curitiba e Nordeste/Litoral catarinense, dependem da migração intra-regional. Logo, se o Interior do PR, Interior de SC e o RS como um todo, pararem de produzir excedente populacional, também não haverá muitas pessoas para migrarem. Mesmo as regiões de alto crescimento aqui no Sul, passaram por um período de desaleração nessa década e sem os excedentes dentro da região, de onde viriam os futuros migrantes? De outras regiões do país? Do exterior?
Agora, pelo lado postivo, temos que analisar o seguinte: o período de 1980-1996 apresentou um baixo crescimento no Brasil como um todo e é justamente essa geração que está tendo filhos agora (2007). Ou seja, nasceram poucas pessoas no período e logo teremos menos bebês nascendo entre 2005-2020.
Entretanto entre 1996-2000, houve uma forte recuperação demográfica (o que explica os alto número de nascimentos em 1997), e quando essa grande geração começar a ter filhos, por volta de 2020, poderemos ter um outro baby boom na região, afastando por hora o perigo do crescimento negativo.
Squibb June 17th, 2010, 06:30 PM Crescimento negativo preocupa pq o povo quer trabalhar até os 55, 60 anos e parar, pra depois viver 40 anos de aposento do governo.
Sem chance né, isso sim quebra o país, ainda mais no bRasil onde tudo tem que vir do governo, se hoje que tem 5 pra sustentar 1 da 60 bilhoes por ano de superavit, quero só ver a hr que ficar 2 pra 1, 1 pra 1, vao precisar de metade do orçamento pra conseguir sustentar os "idosos" do país, e o governo vai querer cobrar ainda mais impostos.
agora se cada um se preocupasse em fazer a propria poupança, em pagar as proprias contas e qdo mais idoso, continuar trabalhando até onde for possível, mesmo que tempo reduzido por semana, aí estariamos lidando bem com a situação.
Barriga-Verde June 17th, 2010, 06:35 PM ^^
Eu penso da mesma forma. Idoso (que teve um mínimo planejamento de vida) também cosome, gasta, viaja - aquece a economia de uma forma geral. O que não pode é ficar parado vivendo nas "tetas do governo". Aí não tem quem aguente mesmo!
Aliás, dois bons exemplos são Balneário Camboriú e Santos, que cada vez mais se transformam em redutos da "elite" da terceira idade, e no entanto são cidades ricas, dinâmicas e com alto poder aquisitvo.
Positronn June 17th, 2010, 06:51 PM Crescimento negativo preocupa pq o povo quer trabalhar até os 55, 60 anos e parar, pra depois viver 40 anos de aposento do governo.
Sem chance né, isso sim quebra o país, ainda mais no bRasil onde tudo tem que vir do governo, se hoje que tem 5 pra sustentar 1 da 60 bilhoes por ano de superavit, quero só ver a hr que ficar 2 pra 1, 1 pra 1, vao precisar de metade do orçamento pra conseguir sustentar os "idosos" do país, e o governo vai querer cobrar ainda mais impostos.
agora se cada um se preocupasse em fazer a propria poupança, em pagar as proprias contas e qdo mais idoso, continuar trabalhando até onde for possível, mesmo que tempo reduzido por semana, aí estariamos lidando bem com a situação.
Aí mora um problema. O Chile pensou assim e está vivendo um problema, com a população envelhecendo mas muitos não pouparam pois a previdência foi deixada na conta de cada um. Por mais paternalista que pareça a idéia de previdência bancada pelo estado (indiretamente, por todos nós), não fazer isso é criar um problema sério no futuro. A previdência brasileira tem que se virar assim, com um certo déficit (ou superávit como alegado por alguns), mas algo pequeno, contornável e consequentemente, os aposentados ou vão demorar mais pra se aposentar, ou vão ganhar menos. Quem quer viver melhor, que faça uma aposentadoria privada. E ainda temos alguns "baby booms" no meio que podem dar um gás na previdência.
Barriga-Verde June 17th, 2010, 07:01 PM ^^
Eu não contaria com um possível "baby boom". A taxa de natalidade da região é a mais baixa do país. Pelo menos no meio que eu convivo, a maioria nem sequer pensa em ter filhos. Quando muito, um ou dois. E acredito que seja assim na maioria dos lugares...
Yuri S Andrade June 17th, 2010, 07:10 PM Crescimento negativo preocupa pq o povo quer trabalhar até os 55, 60 anos e parar, pra depois viver 40 anos de aposento do governo.
Sem chance né, isso sim quebra o país, ainda mais no bRasil onde tudo tem que vir do governo, se hoje que tem 5 pra sustentar 1 da 60 bilhoes por ano de superavit, quero só ver a hr que ficar 2 pra 1, 1 pra 1, vao precisar de metade do orçamento pra conseguir sustentar os "idosos" do país, e o governo vai querer cobrar ainda mais impostos.
agora se cada um se preocupasse em fazer a propria poupança, em pagar as proprias contas e qdo mais idoso, continuar trabalhando até onde for possível, mesmo que tempo reduzido por semana, aí estariamos lidando bem com a situação.
Squibb, que tipo de qualidade de vida é essa, com pessoas trabalhando até às vésperas da morte? Sem jovens, com população diminuindo, por mais que os idosos trabalhem mais, teremos sim problemas estruturais gravíssimos.
E o pior é o efeito cascata: com menos jovens, haverá menos gente para ter filhos, ou seja, uma vez que entrarmos nessa espiral de crescimento negativo, dificilmente sairemos dela. É sim preocupante.
Como eu disse, conto com esse baby-boom de 1996-2000 verificado em TODAS as regiões do país. Quando essa geração chegar à idade adulta, 2020-2025, teremos um grande número de pessoas em idade fértil.
Aliás, dois bons exemplos são Balneário Camboriú e Santos, que cada vez mais se transformam em redutos da "elite" da terceira idade, e no entanto são cidades ricas, dinâmicas e com alto poder aquisitvo.
Ambos os municípios estão inseridos em contextos urbanos muito maiores e mais complexos. É a mesma coisa que dizer que o bairro de Higienópolis em SP é reduto de uma elite rica e idosa e tentar entendê-lo fora do contexto da cidade. A comparação não procede.
E ainda temos alguns "baby booms" no meio que podem dar um gás na previdência.
Eu também boto fé na geração do baby-boom 1996-2000. Espero que os seus filhos nos dêem um fôlego extra até 2030-2040.
Ni.valdomonteiro June 17th, 2010, 07:29 PM "Baby boom" é exagero realmente. Mas tem muita coisa para a gente jogar na equação. Querem ver - a questão da redução da jornada semanal e o aumento de empregos que vc pode trabalhar em casa, ou apenas meio período, ou até o aumento do setor de serviços e do auto-emprendendorismo - essa transição trabalhista e produtiva, pode gerar incremento na natalidade, pela maior conveniência em ter prole. Curiosamente, o desemprego também.
Bem, quero dizer que o Sul deve passar em breve por estas mudanças. Daí não acreditar que teremos crescimento negativo . As conquistas na medicina também: a mulher poderá engravidar com segurança cada vez mais tarde, também são reais.
Quanto a, aposentadoria, podem ficar tranquilos que para nós passará do 70 anos a idade mínima. O caso da Suécia é emblemático.
As cidades pequeninas do interior tendem a desaparecer memso, acredito, gerando pólos regionais importantes como Ponta Grossa, Chapecó, Cascavel, Santo Ângelo, etc.
Squibb June 17th, 2010, 09:26 PM Positronn, não existe mágica, para o governo ser paternalista, alguém tem que pagar. Eu, você, o Yuri. O único problema é que uma hora estaremos todos pagando e todos recebendo, e a conta não vai fechar. Metade da população vai ta produzindo e metade vai tá recebendo. Ora, só há um jeito disso dar certo, que é taxando a metade que trabalha.
As formigas vão pagar para as cigarras. Pode até não perceber, mas se hoje as contas da previdência já não fecham, no futuro é certo que aí sim não vão fechar. Vão ter que embutir mais 10% de aliquota num carro, no IPVA, 50% de impost de renda qqr coisa, e a única diferença é que aquele que poupou durante sua vida vai estar pagando a aposentadoria daquele que só gastou. Ou vão financiar aumentando a divida do país, o que no LP não é muito bom.
Eu como conheço bem os concidadãos do meu país, tenho certeza absoluta que a maioria vai correr para o governo e o grandioso sistema vai ou colapsar.
Yuri, não estou dizendo que as pessoas tem que trabalhar até a morte, mas estamos com a medicina evoluindo de mera curadora para extendedora da vida, é quase certo que as pessoas que hoje tem 20, 30, 40 anos, vão alcançar os 90, 100, 110 anos de idade.
É impensável que estas pessoas parem de trabalhar aos 55, 60 anos, para viver 40, 50 anos às custas do governo.
Não tem nem lógica matemática que permita isso.
O que eu sugeri apenas é que as pessoas trabalhem enquanto puderem. Não precisa um senhor de 65 trabalhar 44 horas semanais, mas se ele pudesse trabalhar em serviços leves, digamos, 20 horas por semana, ajudaria a rodar a economia, a se sustentar e a manter o sistema em pé. Tudo com liberalidade, é claro, não obrigatoriedade.
Barriga-Verde June 17th, 2010, 09:43 PM "Baby boom" é exagero realmente. Mas tem muita coisa para a gente jogar na equação. Querem ver - a questão da redução da jornada semanal e o aumento de empregos que vc pode trabalhar em casa, ou apenas meio período, ou até o aumento do setor de serviços e do auto-emprendendorismo - essa transição trabalhista e produtiva, pode gerar incremento na natalidade, pela maior conveniência em ter prole. Curiosamente, o desemprego também.
Bem, quero dizer que o Sul deve passar em breve por estas mudanças. Daí não acreditar que teremos crescimento negativo . As conquistas na medicina também: a mulher poderá engravidar com segurança cada vez mais tarde, também são reais.
Quanto a, aposentadoria, podem ficar tranquilos que para nós passará do 70 anos a idade mínima. O caso da Suécia é emblemático.
As cidades pequeninas do interior tendem a desaparecer memso, acredito, gerando pólos regionais importantes como Ponta Grossa, Chapecó, Cascavel, Santo Ângelo, etc.
Você está certo. "Baby boom" é coisa do século passado, quando as mulheres tinham 6,7... 15 filhos. Hoje em dia, no máximo, teremos algum incremento devido aos fatores citados no teu comentário. Mas a inversão na pirâmide etária é algo inevitável; cedo ou tarde passaremos pelo que muitos países desenvolvidos tem passado.
O teu último parágrafo também procede. Mesmo não tendo um crescimento vegetativo significativo, a migração interna será elevada e tem potencial para durar quase o século todo - o que significa que poderemos ter novas grandes cidades, ou mesmo uma nova metrópole.
Positronn, não existe mágica, para o governo ser paternalista, alguém tem que pagar. Eu, você, o Yuri. O único problema é que uma hora estaremos todos pagando e todos recebendo, e a conta não vai fechar. Metade da população vai ta produzindo e metade vai tá recebendo. Ora, só há um jeito disso dar certo, que é taxando a metade que trabalha.
As formigas vão pagar para as cigarras. Pode até não perceber, mas se hoje as contas da previdência já não fecham, no futuro é certo que aí sim não vão fechar. Vão ter que embutir mais 10% de aliquota num carro, no IPVA, 50% de impost de renda qqr coisa, e a única diferença é que aquele que poupou durante sua vida vai estar pagando a aposentadoria daquele que só gastou. Ou vão financiar aumentando a divida do país, o que no LP não é muito bom.
Eu como conheço bem os concidadãos do meu país, tenho certeza absoluta que a maioria vai correr para o governo e o grandioso sistema vai ou colapsar.
Yuri, não estou dizendo que as pessoas tem que trabalhar até a morte, mas estamos com a medicina evoluindo de mera curadora para extendedora da vida, é quase certo que as pessoas que hoje tem 20, 30, 40 anos, vão alcançar os 90, 100, 110 anos de idade.
É impensável que estas pessoas parem de trabalhar aos 55, 60 anos, para viver 40, 50 anos às custas do governo.
Não tem nem lógica matemática que permita isso.
O que eu sugeri apenas é que as pessoas trabalhem enquanto puderem. Não precisa um senhor de 65 trabalhar 44 horas semanais, mas se ele pudesse trabalhar em serviços leves, digamos, 20 horas por semana, ajudaria a rodar a economia, a se sustentar e a manter o sistema em pé. Tudo com liberalidade, é claro, não obrigatoriedade.
Novamente, concordo. Não é questão de obrigá-los a trabalhar, ou sacrificar seu tempo de "descanso". O bom disso é que existem muitos idosos que tem gosto pelo trabalho e querem por vontade própria manterem-se ocupados. :yes:
Yuri S Andrade June 17th, 2010, 11:50 PM ^^
Só para esclarecer o significado do termo baby boom usado por mim e pelo Positronn. Não precisa que as "mulheres tenham 6, 7 filhos" para termos um baby boom. Ele é apenas um ligeiro aumento no número de nascimentos em comparação com o período imediatamente anterior, algo que ocorreu aqui no Sul e no resto do Brasil entre 1996/2000, depois da baixa de 1980/1996.
Também não existe época certa para haver baby boom, ou seja, não são "coisa do século passado": 2007, por exemplo, teve baby boom nos EUA e a França, nos últimos 15 anos, também vem passando por um baby boom.
Esse termo ficou muito popular na década de 50 nos EUA, quando o país experimentou um aumento no número de nascimentos no pós-guerra, gerando a próspera geração chamada de baby boomers. Aliás, baby booms, historicamente costumam ocorrer em períodos de grande crescimento econômico, e não podem ser entendidos como algo negativo.
Mais informações:
http://en.wikipedia.org/wiki/Baby_boom
^^
Eles inclusive fazem a relação feita por mim no meu primeiro post: geração de baby boom, pela lógica, costuma gerar outro baby boom. Os baby boomers americanos de 1946-1960 criaram o baby boom de 1982-2000, após um período de baixo crescimento demográfico (e econômico) entre 1973-1982.
Squibb June 18th, 2010, 12:14 AM Qual a relação? O cara sem emprego fica em casa e faz filhos enquanto isso?? heehhehehe
Yuri S Andrade June 18th, 2010, 12:19 AM ^^
Squibb, acho que você entendeu mal. É exatamente o contrário: períodos de euforia econômica e social, geram baby booms, enquanto recessões geram queda no número de nascimentos.
A história está cheia de exemplos nesse sentido. Um caso emblemático é o da grande recessão americana: entre os Censos de 1930 e 1940, os EUA tiveram o menor crescimento da história (e eles fazem censos de dez em dez anos desde 1790), menos da metade do que o registrado entre 1920-1930 ou entre 1950-1960.
Há também a explosão demográfica na ascendente Inglaterra vitoriana (que nem mesmo a enorme emigração diminuiu o ímpeto), quando confrontada com a relativamente decadente França. Assim em 1800, a população francesa era 3 vezes maior do que a britânica. Em 1900, os britânicos haviam ultrapassado os franceses por pequena margem. Mais recente, a França teve um período de baixo crescimento populacional entre 1920-1940, período de grande pessimismo no país, o que gerava uma enorme ansiedade, especialmente porque previam que a população da rival Alemanha seria o dobro da francesa pro volta de 1950.
Barriga-Verde June 18th, 2010, 12:51 AM Qual a relação? O cara sem emprego fica em casa e faz filhos enquanto isso?? heehhehehe
Pobreza e falta de planejamento resultam em altas taxas de natalidade. Vide que qualquer país pobre (e, em geral, quanto mais pobre pior) têm altas taxas de natalidade. O Brasil do século passado, mais agrário, pobre e atrasado, tinha taxas de natalidade superiores a 6 filhos por mulher. O Brasil do presente, mais urbanizado e desenvolvido, atingiu um patamar de menos de 2 filhos por mulher. Tanto é que as projeções indicam que, caso o crescimento sócio-econômico do país se mantenha nesse "nível", a partir de 2050 começaremos a perder população. Pequenas variações devido a "riqueza" podem existir, mas são excessões. A regra é: pobreza e demais mazelas = alta taxa de natalide (e vice-versa, já acaba formando um "ciclo"). :okay: Aliás, mesmo as economias ricas da Europa, que no geral de estagnadas não tem nada, mantém um crescimento vegetativo baixíssimo ou mesmo negativo, só compensado pela imigração.
Yuri S Andrade June 18th, 2010, 01:14 AM ^^
Praticamente TODAS as economias européias ou estão em recessão, ou estagnadas ou com crescimento bem tímido desde 1990, período em que a perspectiva de crescimento demográfico zero ou negativo se consolida. Trazer imigrantes não ajuda em nada, muito pelo contrário: servem apenas para agravar as tensões existentes fruto de uma economia debilitada, sem crescimento demográfico. Crescimento econômico não é privilégio de países ricos. Há muitos países pobres com forte crescimento econômico e muitos países ricos (hoje quase todos) em recessão.
Novamente, há um erros de conceito aqui, erro básico diga-se de passagem: quando se fala em baby boom, não está se dizendo que as pessoas de 2 filhos passarão a ter 7, 8. Não, de 2 filhos, passarão a ter 2,5, por exemplo.
Aliás toda a diferença de crescimento econômico dos EUA e da Europa nos últimos 25 anos, sempre em favor dos primeiros, coincide exatamente com a diferença no ritmo de crescimento demográfico. Países ricos com crescimento demográfico relativamente forte (0,8%-1,0%) são bem mais sucedidos economicamente do que os que apresentam taxas negativas ou pouco superiores a zero. Assim, temos EUA e Austrália se saindo extraordinariamente bem (1990-2008), enquanto Alemanha, Itália e Japão patinavam no mesmo período.
A Rússia, por exemplo, perdeu 10 milhões de habitantes desde o fim da URSS, o que gera problemas estruturais gravíssimos. O Putin declarou recentemente que a crise demográfica russa era o MAIOR ameaça ao futuro do país como uma potência relevante.
josinei June 18th, 2010, 01:47 AM A reforma previdenciária é urgente no Brasil. O Lula não teve coragem de por o dedo na ferida. O próximo (ou próxima) presidente vai ter que obrigatoriamente fazer mudanças drásticas no sistema previdenciário.
Minha mãe se aposentou com 40 anos de idade. Professor se aposenta com 25 anos de serviço. Ela começou com 15, na época do magistério. Que previdência se sustenta desse jeito?
E ainda querem acabar com o fator previdenciário. O cara começa a trabalhar com 20 anos e se aposenta depois de 30 anos de serviço, aos 50 de idade. A espectativa de vida deve estar na faixa de 77 anos.
Continha de padeiro: o cara contribuiu 30 anos com 8% a 11% do salário e vai viver 27 anos recebendo 100% do salário.
É matemática. Só isso.
O que o fator previdenciário faz é "punir" que quer se aposentar com 50 anos. O cara tem 30 anos de serviço? OK, pode se aposentar. Só que em vez de receber 100% do salário, vc vai receber 80%. Nada mais lógico.
Positronn June 18th, 2010, 02:26 AM A reforma previdenciária é urgente no Brasil. O Lula não teve coragem de por o dedo na ferida. O próximo (ou próxima) presidente vai ter que obrigatoriamente fazer mudanças drásticas no sistema previdenciário.
Minha mãe se aposentou com 40 anos de idade. Professor se aposenta com 25 anos de serviço. Ela começou com 15, na época do magistério. Que previdência se sustenta desse jeito?
E ainda querem acabar com o fator previdenciário. O cara começa a trabalhar com 20 anos e se aposenta depois de 30 anos de serviço, aos 50 de idade. A espectativa de vida deve estar na faixa de 77 anos.
Continha de padeiro: o cara contribuiu 30 anos com 8% a 11% do salário e vai viver 27 anos recebendo 100% do salário.
É matemática. Só isso.
O que o fator previdenciário faz é "punir" que quer se aposentar com 50 anos. O cara tem 30 anos de serviço? OK, pode se aposentar. Só que em vez de receber 100% do salário, vc vai receber 80%. Nada mais lógico.
Só um detalhe. Concordo que não tem como sustentar tanta gente por tanto tempo ganhando cada vez mais. No entanto, a previdência não é uma poupança, e tampouco se mantém estável ao longo de 30 ou 35 anos. Num país saudável, como presume-se que o Brasil será, é financeiramente possível contribuir 8 a 11% do salário durante X anos e depois receber 100% pelos mesmos X anos, porque a previdência é um INVESTIMENTO, que quando bem feito, permite que isso seja feito. Dinheiro se acumulando por 30 anos rende juros, e esse parece ser um problema nos países desenvolvidos estagnados, pois esse rendimento é pequeno. A questão é esse tempo X anos. Daqui pra frente, não tem como as pessoas se aposentarem com 45 anos.
Barriga-Verde June 18th, 2010, 02:46 AM A reforma previdenciária é urgente no Brasil. O Lula não teve coragem de por o dedo na ferida. O próximo (ou próxima) presidente vai ter que obrigatoriamente fazer mudanças drásticas no sistema previdenciário.
Minha mãe se aposentou com 40 anos de idade. Professor se aposenta com 25 anos de serviço. Ela começou com 15, na época do magistério. Que previdência se sustenta desse jeito?
E ainda querem acabar com o fator previdenciário. O cara começa a trabalhar com 20 anos e se aposenta depois de 30 anos de serviço, aos 50 de idade. A espectativa de vida deve estar na faixa de 77 anos.
Continha de padeiro: o cara contribuiu 30 anos com 8% a 11% do salário e vai viver 27 anos recebendo 100% do salário.
É matemática. Só isso.
O que o fator previdenciário faz é "punir" que quer se aposentar com 50 anos. O cara tem 30 anos de serviço? OK, pode se aposentar. Só que em vez de receber 100% do salário, vc vai receber 80%. Nada mais lógico.
Só um detalhe. Concordo que não tem como sustentar tanta gente por tanto tempo ganhando cada vez mais. No entanto, a previdência não é uma poupança, e tampouco se mantém estável ao longo de 30 ou 35 anos. Num país saudável, como presume-se que o Brasil será, é financeiramente possível contribuir 8 a 11% do salário durante X anos e depois receber 100% pelos mesmos X anos, porque a previdência é um INVESTIMENTO, que quando bem feito, permite que isso seja feito. Dinheiro se acumulando por 30 anos rende juros, e esse parece ser um problema nos países desenvolvidos estagnados, pois esse rendimento é pequeno. A questão é esse tempo X anos. Daqui pra frente, não tem como as pessoas se aposentarem com 45 anos.
Bem esclarecedor esses posts! Atualmente, qual é a idade mínima para se aposentar no país?
Bracht June 18th, 2010, 02:52 AM Aposentadoria por idade
Têm direito ao benefício os trabalhadores urbanos do sexo masculino a partir dos 65 anos e do sexo feminino a partir dos 60 anos de idade. Os trabalhadores rurais podem pedir aposentadoria por idade com cinco anos a menos: a partir dos 60 anos, homens, e a partir dos 55 anos, mulheres.
Fonte": Ministério da Fazenda (http://www.previdenciasocial.gov.br/conteudoDinamico.php?id=15)
Mas existe também as aposentadorias por tempo de contribuição, por invalidez, e certas profissões tem outras regras, se não me engano.
Bracht June 18th, 2010, 02:53 AM Aposentadoria por tempo de contribuição
Pode ser integral ou proporcional. Para ter direito à aposentadoria integral, o trabalhador homem deve comprovar pelo menos 35 anos de contribuição e a trabalhadora mulher, 30 anos. Para requerer a aposentadoria proporcional, o trabalhador tem que combinar dois requisitos: tempo de contribuição e idade mínima.
Aqui o por tempo de contribuição...
Cristian _ June 18th, 2010, 05:39 AM Saiu algum tempo atrás que nasciam 770 crianças e morriam 220 pessoas em Joinville por mês em média.
SÓ VAI COM ORDEM... June 18th, 2010, 11:56 PM Pessoal, criei esse tópico para discutirmos esse assunto. Já faz vários anos que alguns pequenos municípios (com menos de 10 mil habitantes) vem perdendo população. Primeiramente, a taxa de natalidade é baixíssima; em segundo lugar, a maioria dos jovens procuram melhores oportunidades em centros maiores. Enquanto isso, as cidades médias/grandes ainda mantém taxas estratosféricas de crescimento, em muito devido a migração.
Eu particularmente acho esse baixo crescimento populacional bom, pois economicamente a região ainda cresce muito (= aumento da renda, diminuição da pobreza etc). Mas e a médio/longo prazo? E quanto a essas pequenas cidades, será que "sumirão" do mapa?
A notícia abaixo confirma a v. constatação (comento adiante):
Mais migrantes
Uma mostra de como a migração para Joinville ainda é forte. Na década, nasceram 65 mil pessoas na cidade e morreram 20 mil. Daria um crescimento vegetativo de 45 mil pessoas. Só que neste período, foram cadastrados mais 88 mil eleitores. Prova de que muita gente ainda está vindo para Joinville.
Fonte:http://www.clicrbs.com.br/anoticia/jsp/default2.jsp?uf=2&local=18&source=a2941452.xml&template=4191.dwt&edition=14921§ion=941[/QUOTE]
É dizer, está mais fácil um antigo conhecido de interior encontrar outro numa cidade litorânea que eles depararem um com ou outro na cidade de origem em idade adulta.
Este processo de "êxodo" tem uma origem muito simples: a busca humana pelas oportunidades mais profícuas. A tendência à formação de centros de apinhamento humano remonta a qq época, Atenas, Roma, onde se estudar.
Isto não é deletério, não. Só se torna ruinoso quando existe a descompensação, o balanço desequilibra e cria interiores depauperados e metrópoles com massa desempregada.
Então o que qualquer agente público tem a perseguir é esse EQUILIBRIO.
SC sempre foi referência em termos de Brasil.
Alguns modos interessantes de equilibrar o fluxo humano na ponta INTERIOR são: (a) incentivar a implantação de centros de estudo na própria localidade, especialmente o técnico; (b) apoiar a implantação de grandes empregadores de mão-de-obra, qualificando e ocupando especialmente as pessoas da região. Vai um exemplo aí
Votorantim vai construir fábrica em Imbituba. 17.6.2010.
(...) Também no próximo ano, a Votorantim pretende colocar em operação a fábrica de cimento em Vidal Ramos. Com investimento de R$ 360 milhões, vai criar 600 empregos diretos e indiretos, produzindo 1,3 milhão de toneladas de cimento por ano.
http://wp.clicrbs.com.br/loetz/?topo=77,2,18
Positronn June 19th, 2010, 12:30 AM ^^ Não creio que usar somente o número de eleitores para estimar um "grande fluxo migracional" para Joinville seja totalmente válido. A estrutura etária de Joinville está envelhecendo, e o número de eleitores aumentar em descompasso com o crescimento vegetativo é normal e esperado, só não sei até que ponto.
Certamente há migração, mas talvez metade (?) dos supostos 43 mil habitantes a mais.
SÓ VAI COM ORDEM... June 19th, 2010, 12:44 AM ^^ Não creio que usar somente o número de eleitores para estimar um "grande fluxo migracional" para Joinville seja totalmente válido. A estrutura etária de Joinville está envelhecendo, e o número de eleitores aumentar em descompasso com o crescimento vegetativo é normal e esperado, só não sei até que ponto.
Certamente há migração, mas talvez metade (?) dos supostos 43 mil habitantes a mais.
Por força do argumento é que o colunista do noticiário local quis enfatizar a migração. Seguramente ele não discordaria da sua ponderação (de que parte do crescimento do eleitorado influencia o número total).
O fato, este sim, é que prolifera pessoal de fora na cidade de Jlle, desde o "peão" informal, passando pelo "camisa azul", e chegando ao "camisa branca".
Quanto ao primeiro contingente, não há modo de freá-lo. Os locais não querem certos serviços.
Quanto ao último, sim, e creio que a UFSC ajudará nesse sentido, formar a massa intelectual local e deixá-la na própria cidade.
Com essas premissas bem assentes, é que adiro ao raciocínio do colunista e penso que o número indica uma realidade de imigração forte para cá. Quem poderia esclarecer isso seriam os notários do registro civil e o TRE. Xapralá!
missioneiro June 19th, 2010, 05:49 PM É um número preocupante, em todos os sentidos. Mas ainda estamos muito bem em relação à pequenos países europeus, onde a própria identidade nacional está em risco. Com o grande fluxo de imigrantes africanos e árabes estima-se que talvez tenhamos uma Europa árabe em 50, 100 anos e que boa parte da identidade cultural histórica seja perdida.
Em relação ao Sul, vejo que a médio prazo será bom, a longo prazo péssimo essa redução na taxa de natailidade. Um pirâmide etária nos moldes europeus é impraticável, da mesma forma que a africana.
Cidades pequenas estão SIM morrendo. No noroeste do RS onde nos anos 70 e 80 houveram dezenas de emancipações formando mais de 100 municípios, a ampla maioria com menos de 10.000 habitantes a situação já começou a se agravar. Leiam a recente notícia do Jornal Noroeste sobre o assunto.
http://www.jornalnoroeste.com.br/index.php?pgID=7813
Santo Ângelo vem mantendo a sua população, porém o crescimento foi praticamente 0 nos últimos 20 anos. O contexto econômico atual de recuperação já se sente no aumento populacional.
Creio que daqui 20, 30 anos muitas cidades reduzirão seu contingente populacional que será necessário mudar a forma de organização dos municípios do Brasil para um modelo como o americano em condados, com uma cidade maior como sede, pois já temos municípios com menos de 2000 habitantes, e creio que com menos de 1000 habitantes seja muito complicado manter toda estrutura municipal/administrativa, qual a opinião de vocês?
Barriga-Verde June 19th, 2010, 06:04 PM ^^
Esse é um assunto complicadíssimo! Manter todo o aparato administrativo em cidades minúsculas gera um gasto enorme. O ideal seria estipular um mínimo de população urbana, como por exemplo 4 mil habitantes. Isso cai bem pra áreas densas, como o Vale do Itajaí, mas já não se encaixaria na região Serrana, por exemplo (que tem um município de 8 mil habitantes mas só 800 vivem na área urbana, por exemplo).
Positronn June 19th, 2010, 06:37 PM ^^ A médio prazo talvez será inevitável rever o conceito de município e cidade. Teremos que criar estruturas mais enxutas, como vilas, que dependerão de cidades, mas que teriam uma certa autonomia e englobariam por exemplo, todas as cidades com menos de 5 mil habitantes. A onda de emancipação que ainda ocorre tratá despesas insustentáveis. Por um lado, essas estruturas que geram gastos mantém o comércio local e tal, mas se são inviáveis, por estarem longe de tudo, a tendência, para o bem e para o mal, é que as pequenas cidades sumam e se aglomerem em pólos maiores.
Squibb June 19th, 2010, 08:33 PM Acho que vocês estão completamente enganados com relação a falência dos municiípios pequenos. Pelo menos por falta de população é que não vão falir.
102% dos municipios com menos de 10 mil habitantes nao fazem pra própria banha. Vivem de FPM (uns 3,5 milhões por ano) e repasse igualitário de ICMS.
qqr município, por mais minusculo e miserável que seja, tem pelo menos uns 5 milhões anuais de receita.
Se isso não for suficiente pra manter 2 prefeitos, 10 secretários, 9 vereadores, uns 50 profissionais de saúde, uns 100 de educação e mais uns 50 de serviços gerais, daí tem que ir ver onde tão roubando.
a cidade pode ter 300 habitantes, que ainda assim não vai a falência, visto que o governo federal + estadual mantem.
Barriga-Verde June 19th, 2010, 08:41 PM ^^
Mas é justamente disso que estamos falando. É um rombo enorme nos cofres do governo "bancar" esses municípios minúsculos, que tem uma arrecadação irrisória. Logo, quanto mais emancipações, mais gastos.
Captain boeing 747 June 19th, 2010, 08:50 PM Está certo chega de população no brasil, já temos de mais, chega de bobagens
de namoro e casamente o negócio é estudar...
Squibb June 19th, 2010, 09:22 PM ^^
Mas é justamente disso que estamos falando. É um rombo enorme nos cofres do governo "bancar" esses municípios minúsculos, que tem uma arrecadação irrisória. Logo, quanto mais emancipações, mais gastos.
ah tah, li errado.
perdão. :banana:
SÓ VAI COM ORDEM... June 19th, 2010, 11:39 PM Vossas lucubrações estão situadas no campo do bom senso e já daí merecem encômios.
Apenas como questão ordinatória cumpre lembrar que a Constituição do país nao prevê a figura da EXTINCAO de municípios. Do contrário, regula o processo de CRIACAO dos mesmos.
É bem verdade que autoriza a fusao das municipalidades, assim a incorporacao de uma por outra.
Viveu-se no fim da década de 80 até meado da década de 90 - para situar os neófitos - uma "orgia emancipacionista", ocasião na qual exsurgiu à cambulhada um sem número de novas municipalidades. Nao sem tempo, no ano de 1996, foi alterada a Constituicao para exigir que a CRIACAO de novos municipios atendesse aos preceitos de lei federal - enqto a questao ficou na esfera estadual permitiu-se o esparramo de novas cidades, como mencionei. A partir desse momento houve uma guinada na tendencia de criacao.
O fato, para resumir, é que enqto viger a lógica POLITICA nao haverá a supressao de municipios e a racionalizacao de despesas. Outro dia ainda golpearam a lei de responsabilidade fiscal. Aconselho firmemente a nao esperar nada no sentido do bom senso de suas excelencias.
Barriga-Verde June 19th, 2010, 11:48 PM ^^
Pois é. Regiões que têm vários municípios (pequenos) são o Oeste catarinense e Noroeste gaúcho. Aí cabe avaliar o quadro geopolítico/econômico de cada área. Por exemplo a Microrregião de Concórdia, que foi "fatiada" em mais alguns municípios na década de 90; porém, apesar de pequenos, eles geram lucro, tem uma agroindústria forte, PIBs elevados. Acredito que nesses casos, até foi interessante a emancipação. Agora, quando se trata de regiões e municípios paupérrimos, que não tem a menor condição de se sustentar, sou totalmente contra...
Ice Climber June 19th, 2010, 11:48 PM Não me conformo porque uma cidade de 4000 habitantes tem 9 vereadores, mais uma dezena de secretarias, além de um baita punhado de funcionários públicos.
Cidades tão pequenas deveriam ser administradas como comunidades - que é o que são. Se for para manter a pose, que continuem com o status de cidades, municípios, mas com um formato administrativo diferenciado (não sei quanto a legitimidade jurídica disso - de qualquer forma para se mudar o formato teriamos que mexer nas regras do jogo mesmo).
E daí sim não haveriam maiores problemas com emancipações, pois estas de fato são necessárias em alguns casos. De quebra nós veriamos mesmo qual distrito se motiva pela vontade do povo e qual é por puro narcisismo de pequenos coronéis políticos Brasil a dentro.
PS: Não creio que a emancipação por si só seja uma causa factível de diminuição populacional em âmbito regional. Além da óbvia subtração populacional do distrito em questão em relação a o município mãe outrora detentor do território.
Ice Climber June 19th, 2010, 11:51 PM PS: É verdade que voltou (ou está para voltar) aos estados a competência para legislar sobre a criação de novos municípios?
SÓ VAI COM ORDEM... June 19th, 2010, 11:55 PM É um número preocupante, em todos os sentidos. Mas ainda estamos muito bem em relação à pequenos países europeus, onde a própria identidade nacional está em risco. Com o grande fluxo de imigrantes africanos e árabes estima-se que talvez tenhamos uma Europa árabe em 50, 100 anos e que boa parte da identidade cultural histórica seja perdida.
Seu temor é absolutamente procedente.
E no mesmo sentido é que a UNIAO EUROPEIA recentemente irradiou as leis mais estritas de imigração - unificou - para aqueles países mais licenciosos.
É bem verdade que as potencias industriais, qualquer uma, em algum momento precisaram da mao-de-obra do chao de fabrica. Mas como a realidade é cambiante, e os tempos mudam, agora é hora de "fechar fronteiras".
Barriga-Verde June 20th, 2010, 12:36 AM ^^
Cuidado, tem gente aqui no fórum que se ler esse teu último parágrafo, pedirá teu banimento imediato. :D
:runaway:
SÓ VAI COM ORDEM... June 20th, 2010, 12:49 AM ^^
Cuidado, tem gente aqui no fórum que se ler esse teu último parágrafo, pedirá teu banimento imediato. :D
:runaway:
Creio mesmo.
É o tal "politicamente correto".
Neste caso vão banir a Europa tbm, pois quem recrudesceu a política de imigração foi ela. :cheers:
Mas voltando à vaca fria, e respondendo ao forista receoso de que se alterem novamente as regras de criação de municípios, o mesmo está certo, sempre há ondas de afrouxamento da regra. Por ora não há nada em vigor, mas ninguém sabe como será o futuro. É o mesmo qto ao número de vereadores, mais dia menos dia investem no sentido de povoar as camaras de edis com aquele famoso CABIDE.
Calvin Porto June 20th, 2010, 02:09 AM Gostaria que a poulaçãqo brasleira voltasse aos números de 1970, ou seja, 90 milhões de habitantes. Hoje estaríamos muito melhor em qualquer tipo de ranking. Pena, pena mesmo que no Brasil se acredita que desenvolvimento é população crescendo.
O Sul está a frente nesse aspecto, é a primeira região a diminuir o ritmo de crescimento populacional, tomara que as outras regiões logo comecem a sofrer o mesmo processo.
Manezinho June 20th, 2010, 02:20 AM ^^
Pena também que há gente que acredita que redução populacional é a panaceia para os males sociais do Brasil.
Positronn June 20th, 2010, 07:07 PM Gostaria que a poulaçãqo brasleira voltasse aos números de 1970, ou seja, 90 milhões de habitantes. Hoje estaríamos muito melhor em qualquer tipo de ranking. Pena, pena mesmo que no Brasil se acredita que desenvolvimento é população crescendo.
O Sul está a frente nesse aspecto, é a primeira região a diminuir o ritmo de crescimento populacional, tomara que as outras regiões logo comecem a sofrer o mesmo processo.
Você gostaria que isso acontecesse de que modo? Proibindo nascimentos? Duvido muito da eficácia de tamanha redução populacional. Se isso fosse eficiente, os países desenvolvidos estariam dando pulos de alegria quando suas populações começassem a encolher, mas não é isso que ocorre, pelo contrário: eles começam a incentivar os casais a terem filhos. Por maiores que sejam os problemas causados pela superpopulação, é isso que impulsiona a humanidade. O Brasil tem plenas condições de prover uma vida digna para 200 milhões de pessoas, desde que tenhamos um governo eficiente e um povo trabalhador. Como não temos um governo eficiente, não é diminuindo a população que isso vai mudar, alguns problemas podem até diminuir ou desaparecer, mas muitos outros surgem.
SÓ VAI COM ORDEM... June 30th, 2010, 09:08 PM Creio mesmo.
... quem recrudesceu a política de imigração foi a EUROPA.
Quem fala pouco não dá bom dia para cavalos.
E é a cavalo que vem a notícia.
Conferir em:
FOLHA DE SP, 29.6.2010 (acesso exclusivo de assinante).
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mundo/ft2906201008.htm
Londres limita número de imigrantes
Medida restringe a 24.100 autorizações de entrada no Reino Unido a trabalhadores de fora da União Europeia
Objetivo é evitar fluxo de pessoas ao país antes de limite permanente ser estabelecido, em abril do ano que vem
DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS
O governo do Reino Unido, do premiê conservador David Cameron, anunciou ontem uma limitação temporária do número de permissões de entrada no país concedidas a trabalhadores qualificados originários de nações que não sejam membros da União Europeia.
A ação ocorre antes da introdução de um limite permanente, previsto para vigorar a partir de abril de 2011.
A ministra do Interior, Theresa May, disse que as medidas são as primeiras de uma série que será implementada para controlar a imigração ao país que, segundo ela, atingiu números muito altos durante o governo trabalhista (1997-2010).
Apesar de os imigrantes qualificados beneficiarem a economia britânica, May ponderou que a imigração descontrolada "não foi uma boa coisa" e costuma gerar pressão sobre os custos dos serviços públicos.
"O que temos como objetivo é de fato reduzir a imigração das centenas de milhares de pessoas que ela atingiu sob os trabalhistas para as dezenas de milhares de antes", disse May em entrevista à rádio BBC.
A limitação, que entrará em vigor no próximo mês, limitará em 24.100 o número de trabalhadores qualificados vindos de fora da UE.
O número é 5% menor do que o total que entrou no país em 2009.
ALVO
A ministra explicou que a limitação temporária é necessária para garantir que "não tenhamos uma corrida de pessoas tentando vir para o Reino Unido" antes do limite permanente ser anunciado, o que ocorrerá após três meses de negociações com o setor empresarial.
O alvo do novo governo de coalizão entre conservadores e liberais-democratas -que assumiu o poder após as eleições de maio- são pessoas de fora da UE porque, de acordo com a ministra, elas representam a maior parcela dos que chegam ao país.
Dados do Ministério do Interior mostram que, entre outubro de 2008 e setembro de 2009, o Reino Unido recebeu, ao todo, 503 mil imigrantes. Desses, apenas 233 mil eram de países-membros da UE.
O limite anunciado ontem não prevê restrições à chegada de estudantes nem a multinacionais que pretendam transferir seus profissionais ao país.
A medida recebeu críticas de empresários, que temem que as restrições dificultem contratações quando houver demanda por trabalhadores.
Mas o ministro dos Negócios, Vince Cable, prometeu às empresas que o limite será aplicado de "forma flexível" e de uma maneira que não prejudique a recuperação econômica do Reino Unido.
Calvin_ July 1st, 2010, 01:44 AM Isso é natural e inevitável.
As pessoas buscam cada vez mais ter menos filhos. (gerando melhor qualidade de vida pra uma família)
Tomando eu mesmo como exemplo, posso ver que passando do meu avô e chegando até mim só foi decrescendo...meu avô com 5/6 filhos, meu pai e os irmãos com 1/2, e eu caso algum dia tenha essa oportunidade, não passará disso também.
Enfim, com o passar do tempo, acontece inevitávelmente.
Laranjeirense July 2nd, 2010, 06:46 PM A economia não cresce sem pessoas....
Se baixo crescimento demográfico significasse prosperidade o Uruguai seria o paraíso
P@ssageiro_Cwb September 30th, 2010, 07:04 PM A economia não cresce sem pessoas....
Se baixo crescimento demográfico significasse prosperidade o Uruguai seria o paraíso
É verdade, um país precisa de um mercado consumidor forte que sustente o crescimento. Essa é a dicotomia dos muitos índices, em se falando de Uruguai os indicadores de qualidade de vida são bons mas o país é praticamente irrelevante no concerto mundial, no outro extremo os indicadores sociais da China são ruins mas o país é uma potência mundial onde a população de ricos supera em muito a qualquer país europeu.
Barriga-Verde September 30th, 2010, 07:08 PM ^^
E...? Ter uma população gigantesca ou em taxas astronômicas de crescimento é algo bom?
E daí que a Índia tem mais "ricos" que a Suécia ou a Noruega? O que importa é o nível de vida geral da população, e não de "meia dúzia"...
P@ssageiro_Cwb September 30th, 2010, 07:49 PM Não é bom, é ótimo. Mesmo sendo desigual um país populoso tem no seu mercado interno uma mola impulsora de crescimento a medida que as camadas mais pobres da população vão se integrando a sociedade de consumo. É justamente isso o que está ocorrendo nos BRICS e sob esse ponto de vista, a Índia, a China e o Brasil tem em suas grandes populações um diferencial de crescimento que hoje é o motor da economia mundial.
Barriga-Verde September 30th, 2010, 11:38 PM ^^
Diga isso para as nações africanas e alguns países asiáticos; eles devem achar ótimo ter populações enormes e continuar crescendo de forma descontrolada. Coitado dos suíços, dinamarqueses, né... :)
Mr.Canello October 1st, 2010, 12:12 AM Há um velho ditado que diz: "Quantidade não é sinônimo de qualidade!" hehehe
P@ssageiro_Cwb October 1st, 2010, 12:44 AM Barriga, na Ásia as coisas vão bem, na África a situação é diferente, pode-se dizer que o continente ainda não encontrou seu rumo mas quando aqueles países começarem a crescer vão fazer barulho no mundo. Não disse que quantidade é sinônimo de qualidade mas disse que a quantidade pode funcionar como mola impulsora de crescimento, o Brasil está experimentando isso e os asiáticos então, nem se fala. Claro que a população não pode crescer sem controle mas um país com uma pequena população tem pouca relevância política e econômica. Isso não é defender o crescimento populacional desordenado, é dizer apenas que no mundo de hoje um país populoso minimamente bem governado é um ponto a favor e não contra.
xistracinho October 1st, 2010, 01:31 AM Tem que se levar em conta que um país com bons índices sociais como citaram o Uruguai não tem expressão no mundo porque é menor que Santa Catarina, e a tal da "retração populacional do sul" não vai nos deixar com 10 milhões de habitantes. Além de que estamos incorporados a um país de 200 milhões, então o exemplo de Uruguai não se encaixa nem um pouco nessa situação...
Barriga-Verde October 1st, 2010, 01:39 AM Barriga, na Ásia as coisas vão bem, na África a situação é diferente, pode-se dizer que o continente ainda não encontrou seu rumo mas quando aqueles países começarem a crescer vão fazer barulho no mundo. Não disse que quantidade é sinônimo de qualidade mas disse que a quantidade pode funcionar como mola impulsora de crescimento, o Brasil está experimentando isso e os asiáticos então, nem se fala. Claro que a população não pode crescer sem controle mas um país com uma pequena população tem pouca relevância política e econômica. Isso não é defender o crescimento populacional desordenado, é dizer apenas que no mundo de hoje um país populoso minimamente bem governado é um ponto a favor e não contra.
Mas e qual é a razão (prática) nessa relevância em termos políticos ou econômicos à nivel global? Sinceramente, prefiro um país pequeno, "irrelevante", mas com ótimo nível de vida, do que uma monstruosidade que "quer aparecer". Mas entendi teu ponto de vista, uma grande população pode (e, inevitalmente vai) projetar o país no cenário global.
Paulo R. Bitencard October 1st, 2010, 02:06 AM O Sistema Firjan (Federação das Indústrias do Rio de Janeiro) está divulgando em seu site o IFDM (Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal) edição 2010 – Ano base 2007. Segundo a referida instituição: “A metodologia pioneira e única do IFDM distingue-se por ter periodicidade anual, recorte municipal e abrangência nacional.
Estas características possibilitam o acompanhamento do desenvolvimento humano, econômico e social de todos os 5.564 municípios brasileiros de forma objetiva e com base exclusiva em dados oficiais relativos às três principais áreas de desenvolvimento: Emprego&Renda, Educação e Saúde”.
Endereço: http://www.firjan.org.br/data/pages/2C908CE9215B0DC4012164980B735B53.htm
P@ssageiro_Cwb October 1st, 2010, 03:14 AM Barriga, entendo seu ponto de vista em preferir um país pequeno e com bons indicadores sociais, isso faz muito sentido. Mas quanto aos aspectos práticos das grandes populações, acho que o mais importante é a atração que um grande mercado consumidor exerce sobre os fluxos de investimento globais. Somos hoje o maior pólo de atração da América Latina e via de regra investimento gera desenvolvimento. Mas para um investimento ser viável, o capital internacional avalia (entre outras coisas) a estabilidade financeira e política do país, o ordenamento jurídico e o tamanho do mercado consumidor que ele vai atingir já que num mundo competitivo o ganho de escala é fundamental. É por isso que os nossos simpáticos vizinhos não atraem grandes investimentos e é comum ouvir dos Uruguaios que "aqui todo es muy tranquilo". É tranquilo mesmo, é bom para criar os netos, tomar chimarrão com os vizinhos e tudo mais mas é ruim para os jovens que não vislumbram as perspectivas de crescimento de uma economia mais dinâmica. No Brasil, sempre existe a possibilidade do vendedor de cachorro quente amanhã se tornar o dono de um restaurante (alguém aqui do bairro Água Verde sabe dessa história e de quem estou falando?), de uma franquia prosperar, dos empreendedores individuais verem seus esforços recompensados e isso acontece em poucos mercados (e aqui vale ressaltar os que se expandem continuamente como o brasileiro, o indiano ou o chinês). Mas enfim, é só um ponto de vista, acho legal o contra-ponto mas em economia nenhuma verdade é absoluta.
ABNeto October 28th, 2010, 02:59 AM Ressuscitando...
Bom, acho que agora que o Censo está terminando, podemos ter um panorama mais geral da demografia no Sul. Na minha, opinião, a região (em especial o RS e, mais suavemente, o PR) estão passando por um processo fulminante de "europeização demográfica". O RS, especialmente, quase que não cresceu nos últimos 10 anos. O PR também - eu pelo menos achava que estivesse crescendo num ritmo sensivelmente maior. Santa Catarina é a exceção né, cresceu bem e está vendo o seu nordeste se tornando uma região de peso na região Sul. Isso é bom, porque reflete que o estado tem tido uma dinâmica forte o suficiente para trazer uma grande quantidade de pessoas de fora para morar aí - a menos que os catarineses tenham passado a década animadinhos e sem jontex haha. Mas enfim, pra SC é algo bom porque, como a condição social não é um problema de primeira ordem como em outras regiões do país, a tendência é que o estado tenha uma classe média mais numerosa - em outras palavras: mais poder econômico. Uma coisa é ter 1 milhão de indianos a mais em Mumbai. Outra coisa é ter 1 milhão de nova-iorquinos a mais. Só torço para que em SC não se formem periferias, ou algo que comprometa a qualidade de vida - apesar de que eu acho que isso não vai acontecer.
Bom, na minha opinião, nessa década, ainda não sentiremos os efeitos desse baixo crescimento populacional. Tanto o RS quanto o PR ainda tem muito por avançar social e economicamente, com uma classe média que tende a ficar ainda mais forte financeiramente e mais numerosa. A ascenção social dessas pessoas vai, de certa forma, quebrar qualquer efeito negativo que o baixo índice de crescimento populacional possa causar, ao menos por enquanto - a partir da próxima década eu acho que vamos discutir um "poquinho mais" esse tema, inclusive porque já prevejo (sim, sou vidente, 10 real/consulta) decréscimo ou, pelo menos, estagnação populacional no RS e no PR entre 2020 e 2030. E assim, eu acho que, se por um lado veremos dois estados crescendo menos em nº de habitantes, por outro veremos mais riqueza pra cada um deles.
E outra coisa que eu queria destacar também é em relação à RMC. É notório que, após décadas de forte crescimento populacional, a região se estabilizou. Cresce em linha com o interior (até abaixo, em alguns casos). A maioria das cidades da região fechou o censo com população menor que a estimativa. E Curitiba foi minha maior surpresa: crescimento excepcionalmente baixo nessa década, até agora não superou nem em 100 mil habitantes a população para 2000. E, apesar de isso não significar muita coisa na prática, deve ficar inclusive atrás de Manaus entre as capitais.
ENFIM, pode tudo, menos entrar em decadência. Não quero ver no Sul uma Detroit se formando em POA ou em CWB. Eu acho que essa década será um marco na história das duas cidades. As duas deverão passar por um processo de grande diminuição da pobreza que ainda possuem, além de grandes obras viárias, "urbanísticas", e novos lançamentos imobiliários. AGORA, quero ver quando a população das duas cidades estiver, de maneira geral, já com um alto patamar de consumo, como vão ficar as coisas. hahahaha, e tem mais, é até "hilário" a gente ficar discutindo um problema desses, que hoje, salvo algumas exceções, é exclusivo de partes extremamente ricas e desenvolvidas do globo. O que estamos discutindo hoje aqui no SSC vai entrar cada vez mais em voga entre a sociedade, especialmente aqui no Sul. Na minha opinião, nós deveríamos incentivar, a exemplo do Canadá, o povo de fora a vir trabalhar aqui (já pensaram em ter uma empregada da California, da Bavária ou, ainda, Ciudad del Este e La Paz?? :D). E seria importante também Rondônia deixar de ser um estado e passar a ser um território compartilhado entre gaúchos e paranaenses.
Mas falando sério, o que vocês acham?
caduroxbr October 29th, 2010, 01:19 AM Quero que o Brasil ultrapasse os 200 milhões, ai depois pode se manter com 205~206, sempre se mantendo nessa faixa, nem que o crescimento seja muito baixo, retraçao populacional é pessimo para repor a PEA (populaçao economicamente ativa), previdencia e ainda reduz o mercado consumidor enfraquecendo a economia.
Barriga-Verde November 7th, 2010, 04:22 PM 102 CIDADES ENCOLHERAM
Sempre vai ter alguém alegando que, se não fosse a descentralização, a redução seria ainda maior, mas mesmo com a política estadual de evitar a litoralização, 102 cidades de Santa Catarina perderam população na década. Basta confrontar os dados do IBGE. A maioria fica na região Oeste e Meio-oeste. Enquanto isso, o número de moradores em Santa Catarina cresceu 15%, boa parte em municípios do litoral. Duas cidades-sede de SDRs, Palmitos e Quilombo, tiveram a população encolhendo entre 2000 e 2010, segundo o IBGE. No início da década, eram 47 cidades com menos de três mil habitantes. Agora, são 55. Antes, a maior cidade, Joinville, tinha população equivalente aos 124 municípios com menor número de moradores. Agora, são necessárias juntar 136 entre as menos habitadas para somar a população joinvilense.
Mais no RS...
Quando o IBGE divulgar os dados da população urbana e rural, se terá uma ideia melhor. Se serve como consolo, no Rio Grande do Sul a população caiu em 275 cidades. O que dá uma queda de 55% dos municípios, enquanto que em Santa Catarina o fenômeno foi verificado em 35% das cidades.
... e no PR
É preciso dar um (pequeno) desconto no caso gaúcho porque lá houve emancipações – que implica perda de moradores do município-mãe – ao longo da década, o que não ocorreu em Santa Catarina. No Paraná, a população diminuiu em 187 cidades. Dá 46% do total de municípios paranaenses.
Litoralização
Se quiser, o governo catarinense pode sair dizendo que foi em Santa Catarina a menor proporção de municípios que perderam população no Sul. Mas deve lembrar que a proposta lá atrás, em 2002, era acabar com a litoralização. Isso daí ainda não deu.
http://www.clicrbs.com.br/anoticia/jsp/default2.jsp?uf=2&local=18&source=a3100688.xml&template=4191.dwt&edition=15846§ion=941
No total, 564 municípios ou 47,47% do total de municípios da região Sul tiveram retração populacional no período compreendido entre os anos 2000-2010.
David de andrade November 7th, 2010, 04:30 PM Será que a Região Sul será a 1° região a ter crescimento negativo no Brasil?, creio que sim. talvez em 2020 já teremos essa realidade ou teremos um crescimento nulo.
Squibb November 8th, 2010, 12:56 AM duvido muito.
tao tudo confundindo as coisas. o jornal aqui da minah cidade colocou uma fala absurda de uma geografa, que aqui reproduzo:
A professora doutora da Unioeste Silvia Regina Pereira, que ministra aulas na disciplina de Geografia da População, lembra que havia uma tendência da taxa de reposição próxima a zero no Brasil, ou seja, o número de nascimento está praticamente se equilibrando com o número de óbitos.
eu não sei da onde essa professora tirou essa besteira. provavelmente ela nunca leu as estatisticas do registro civil, do ibge.
na minha regiao, de 42 municipios, apenas UM tem taxa de mortalidade superior a de natalidade. Isto pq nesta cidade, de 3 mil habitantes, a maioria dos moradores jovens emigrou, e só ficaram idosos.
mas na minha cidade, mesmo sendo tambem um centro de emigração de jovens, a taxa ainda ta bem diferente. nascem 1100 habitantes por ano e morrem 300, 350.
diferença de quase 800. se esquecem que a taxa de fertilidade caiu de 2,0 por mulher agora, ha nem 5 anos, mas os jovens de 20, 25 anos ainda são MUITO MAIS NUMEROSOS que os idosos de 70, 80. ou seja, continua nascendo muito mais gente que morrendo pro conta da diferença de gente em cada faixa etaria.
ESSA é a diferença que faz muita gente trocar as bolas.
SE a taxa se mantiver a mesma pelos proximos 100 anos, ai sim havera estabilização, mas enqto a piramede etaria for mais gorda nos 20, 25 e fina nos 70-80, o numero de habitantes continua crescendo.
David de andrade November 8th, 2010, 03:06 PM ^^
Você falou de Crescimento Vegetativo. Estou falando de Crescimento Demográfico são coisas diferentes.
Mas analisando novamente, acho que em 2020 não teremos crescimento negativo e nem nulo mesmo, isso pode ocorrer em 2030 ( nulo ) e talvez negativo em 2040.
Squibb November 8th, 2010, 03:49 PM a taxa de migração no brasil é proxima a zero. na verdade é menos de 1 por 1000. entao, as duas taxas no caso do brasil sao iguais.
no caso da regiao sul, acho q até vem mais gente pro sul, do que sai, entao nosso cresc demografico deve ser ainda maior q o vegetativo.
P@ssageiro_Cwb November 8th, 2010, 05:03 PM --> ABNeto
E seria importante também Rondônia deixar de ser um estado e passar a ser um território compartilhado entre gaúchos e paranaenses.
Gaúchos e Paranaenses estão mais empenhados em compartilhar território é com os Catarinenses: espaço para o guarda-sol! :lol:
Calvin_ November 8th, 2010, 05:10 PM Bem, eu vejo isso como algo normal.
As pessoas estão tendo menos filhos (1 ou 2 no máximo, às vezes nenhum) o que diminui o crescimento vegetativo.
Barriga-Verde November 8th, 2010, 05:13 PM a taxa de migração no brasil é proxima a zero. na verdade é menos de 1 por 1000. entao, as duas taxas no caso do brasil sao iguais.
no caso da regiao sul, acho q até vem mais gente pro sul, do que sai, entao nosso cresc demografico deve ser ainda maior q o vegetativo.
Segundo os dados do Yuri, a região de abrangência das RMs Joinville, Blumenau, Itajaí e Florianópolis concentraram cerca de 30% do crescimento total da região Sul, mesmo tendo o que, 10% da população da região? Aí vemos que sim, continuamos crescendo, mas em algumas regiões; grande parte do municípios, principalmente os pequenos/interioranos continuam diminuindo, e são quase maioria...
Squibb November 8th, 2010, 07:04 PM mas tem diferença grande de população neh. um grande 200k que cresce 2% vale por 100 de 2k que diminuem isso.
eu vejo isso como um processo de formação estelar.
na formação de planetas/estrelas, etc, uma massa principal com sua gravidade vai sugando os detritos solidos/gás cósmico da sua área ao redor.
e assim acredito que seja a formação dos municipios, os pequenos vao perdendo população aos poucos pros maiores e mais proximos, que vao ganhando cada vez mais "gravidade" e sugando cada vez mais os pequenos.
na soma do todo, a regiao ganha habitantes, mas logico, os pequenos vao ficar deformados.
aqui no sudoeste do parana este censo mostrou isso de forma clara, os pequenos, em sua maioria, perderam muitos habitantes pra pato branco e beltrao, que tao crescendo em ritmo "alucinante" se comparado ao que cresciam até pouco tempo. beltroa emendo quase 18% de crescimento, pra uma regiao que cresceu uns 4 ou 5%.
Yuri S Andrade November 8th, 2010, 07:43 PM ^^
Eu gosto muito desse paralelo entre redes urbanas e sistemas estelares-planetários. Realmente o que aconteceu no Sudoeste PR deixa isso bem claro. Francisco Beltrão e Pato Branco cresceram de forma espetacular, destoando completamente da região, que tradicionalmente é pólo de repulsão. De positivo, temos que as duas cidades já são alternativas à Cascavel, Curitiba, São Paulo e Nordeste/Litoral Catarinense.
----------------------------------------------------------------------
Sobre o thread, observem a brusca queda no ritmo de crescimento da região:
Cresc. 2000/2010 -- 1991/2000 -- 1980/1991 -- 1970/1980
SUL ----- 7,82% ------- 13,45% ------- 16,27% ------- 15,37%
^^
É praticamente a metade do que países como EUA, Canadá e Austrália registram. Não será surpresa termos crescimento quase zero já na década 2010/2020 e negativo em 2020/2030. É preocupante.
Clovis Padoan Filho November 9th, 2010, 02:38 PM mas tem diferença grande de população neh. um grande 200k que cresce 2% vale por 100 de 2k que diminuem isso.
eu vejo isso como um processo de formação estelar.
na formação de planetas/estrelas, etc, uma massa principal com sua gravidade vai sugando os detritos solidos/gás cósmico da sua área ao redor.
e assim acredito que seja a formação dos municipios, os pequenos vao perdendo população aos poucos pros maiores e mais proximos, que vao ganhando cada vez mais "gravidade" e sugando cada vez mais os pequenos.
na soma do todo, a regiao ganha habitantes, mas logico, os pequenos vao ficar deformados.
aqui no sudoeste do parana este censo mostrou isso de forma clara, os pequenos, em sua maioria, perderam muitos habitantes pra pato branco e beltrao, que tao crescendo em ritmo "alucinante" se comparado ao que cresciam até pouco tempo. beltroa emendo quase 18% de crescimento, pra uma regiao que cresceu uns 4 ou 5%.
Perfeito Squibb!!
h.corleon November 9th, 2010, 10:35 PM mas tem diferença grande de população neh. um grande 200k que cresce 2% vale por 100 de 2k que diminuem isso.
eu vejo isso como um processo de formação estelar.
na formação de planetas/estrelas, etc, uma massa principal com sua gravidade vai sugando os detritos solidos/gás cósmico da sua área ao redor.
e assim acredito que seja a formação dos municipios, os pequenos vao perdendo população aos poucos pros maiores e mais proximos, que vao ganhando cada vez mais "gravidade" e sugando cada vez mais os pequenos.
na soma do todo, a regiao ganha habitantes, mas logico, os pequenos vao ficar deformados.
aqui no sudoeste do parana este censo mostrou isso de forma clara, os pequenos, em sua maioria, perderam muitos habitantes pra pato branco e beltrao, que tao crescendo em ritmo "alucinante" se comparado ao que cresciam até pouco tempo. beltroa emendo quase 18% de crescimento, pra uma regiao que cresceu uns 4 ou 5%.
muito boa colocação.
o mesmo vale pro RS.
em geral, algumas cidades estão sendo alternativa pra quem busca novas oportunidades, por isso o crescimento regular da região metropolitana (despolarização) e os altos índices da serra (e do estado de SC). cidades importantes do norte, como passo fundo, cresceram. rio grande e santa maria também tiveram um desempenho razoável, diferente de pelotas que cresceu apenas o suficiente pra repor a taxa das emancipações.
infelizmente, cidades de grande porte da metade sul perderam um número muito significativo de habitantes, ciclo que se repete há anos e o governo não faz nada pra efetivo para reverter. o mesmo que acontece com foz do iguaçu no PR.
Barriga-Verde November 9th, 2010, 10:42 PM mas tem diferença grande de população neh. um grande 200k que cresce 2% vale por 100 de 2k que diminuem isso.
eu vejo isso como um processo de formação estelar.
na formação de planetas/estrelas, etc, uma massa principal com sua gravidade vai sugando os detritos solidos/gás cósmico da sua área ao redor.
e assim acredito que seja a formação dos municipios, os pequenos vao perdendo população aos poucos pros maiores e mais proximos, que vao ganhando cada vez mais "gravidade" e sugando cada vez mais os pequenos.
na soma do todo, a regiao ganha habitantes, mas logico, os pequenos vao ficar deformados.
aqui no sudoeste do parana este censo mostrou isso de forma clara, os pequenos, em sua maioria, perderam muitos habitantes pra pato branco e beltrao, que tao crescendo em ritmo "alucinante" se comparado ao que cresciam até pouco tempo. beltroa emendo quase 18% de crescimento, pra uma regiao que cresceu uns 4 ou 5%.
Eu nunca neguei, e isso não muda o fato de termos retração em grande parte dos municípios pequenos. No saldo total podemos ter crescimento, mas creio que o tópico foque justamente onde temos retração: na maioria dos municípios pequenos...
Yuri S Andrade December 22nd, 2010, 03:28 PM A taxa de fertilidade (número de filhos por mulher) do Brasil caiu para impressionantes 1,90, bem abaixo dos 2,10 que garantem a reposição populacional. Obviamente a população demora a cair, afinal temos uma grande quantidade de mulheres férteis nascidas em períodos de altas taxas de fecundidade. Ou seja, a retração populacional do Brasil é praticamente inevitável.
Agora, mais alarmante ainda são os dados do Sul: Paraná 1,66; Santa Catarina 1,65 e Rio Grande do Sul 1,55.
Para efeito de comparação: Paraguai 3,08; Mundo 2,55; Argentina 2,25; México 2,21; Uruguai 2,12; Estados Unidos 2,05; Nova Zelândia 1,99; Irlanda 1,96; Chile 1,94; França 1,89; Noruega 1,85; Finlândia 1,83; Reino Unido 1,82; Dinamarca 1,80; Suécia 1,80; Austrália 1,79; Holanda 1,72; Bélgica 1,65; Canadá 1,53; Portugal 1,46; Suíça 1,42; Áustria 1,42; Espanha 1,41; Itália 1,38; Alemanha 1,36; Rússia 1,34; Japão 1,27; China 1,23; Coréia do Sul 1,21.
Ou seja, os estados do Sul possuem uma das taxas de fecundidade mais baixas do mundo.
Kehrwald December 22nd, 2010, 06:40 PM A taxa de fertilidade (número de filhos por mulher) do Brasil caiu para impressionantes 1,90, bem abaixo dos 2,10 que garantem a reposição populacional. Obviamente a população demora a cair, afinal temos uma grande quantidade de mulheres férteis nascidas em períodos de altas taxas de fecundidade. Ou seja, a retração populacional do Brasil é praticamente inevitável.
Agora, mais alarmante ainda são os dados do Sul: Paraná 1,66; Santa Catarina 1,65 e Rio Grande do Sul 1,55.
Para efeito de comparação: Paraguai 3,08; Mundo 2,55; Argentina 2,25; México 2,21; Uruguai 2,12; Estados Unidos 2,05; Nova Zelândia 1,99; Irlanda 1,96; Chile 1,94; França 1,89; Noruega 1,85; Finlândia 1,83; Reino Unido 1,82; Dinamarca 1,80; Suécia 1,80; Austrália 1,79; Holanda 1,72; Bélgica 1,65; Canadá 1,53; Portugal 1,46; Suíça 1,42; Áustria 1,42; Espanha 1,41; Itália 1,38; Alemanha 1,36; Rússia 1,34; Japão 1,27; China 1,23; Coréia do Sul 1,21.
Ou seja, os estados do Sul possuem uma das taxas de fecundidade mais baixas do mundo.
De onde vc conseguiu esses dados Yuri? São do censo de 2010 mesmo?
Achei estranhos os números que colocam a população do Sul como uma das menos férteis do mundo, inferior a países mais ricos e mais bem-educados. Qual será a explicação?
Kehrwald December 22nd, 2010, 06:42 PM Achei uma reportagem bem interessante:
RS é o Estado com a menor taxa de natalidade; Roraima lidera ranking
Do UOL Notícias
O Rio Grande do Sul é o Estado brasileiro com a menor taxa de natalidade no país, segundo os dados que integram a Síntese de Indicadores Sociais 2010, divulgada nesta sexta-feira (17) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), com dados de 2009.
Pelo levantamento, os gaúchos apresentam uma taxa de 11,6, índice que indica o número de nascidos vivos a cada mil habitantes. A estatística mais uma vez atesta a redução gradual do indicador no Estado ao longo dos últimos anos.
A região Sul, aliás, também aparece em última posição no ranking de nascimentos. Pelos dados do IBGE, a região apresenta uma taxa de 12,34, contra 13,65 do Sudeste, 16,36 do Centro-Oeste, 18,91 do Nordeste e 20,01 do Norte, líder no quesito.
Por sua vez, Roraima foi a unidade da federação que apresentou a maior taxa de natalidade. O IBGE calculou em 28,78 o índice no Estado. O segundo colocado no ranking foi o Amapá, com 27,96, seguido do Acre, com 23,94.
Análise
Os resultados da pesquisa mostram uma diminuição da taxa de natalidade, que pode ser observada a partir da análise da composição etária da população brasileira.
O estreitamento significativo ocorrido na base da pirâmide aponta para a redução do contingente das crianças e adolescentes de até 19 anos de idade. Enquanto, em 1999, a proporção desse grupo na população total era de 40,1%, em 2009, esta participação diminui para 32,8%.
Na outra ponta, houve incremento da população idosa de 70 anos ou mais de idade. Em 1999, a Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) apontava para um total de 6,4 milhões de pessoas nessa faixa etária (3,9% da população total), enquanto em 2009 esta população chegou a 9,7 milhões de idosos, correspondendo a 5,1%.
A redução da população de crianças e jovens e o consequente aumento da população adulta e idosa estão associados à queda continuada dos níveis de fecundidade e ao aumento da esperança de vida.
Taxa de natalidade por regiões (por mil)
Brasil 15,77
Norte 20,01
Nordeste 18,91
Sudeste 13,65
Sul 12,34
Centro-Oeste 16,36
David de andrade December 22nd, 2010, 07:44 PM esses índices de natalidade do sul e do sudeste já chegaram aos níveis de europa, não pensava que já estava tão baixo assim.
Yuri S Andrade December 24th, 2010, 03:34 AM De onde vc conseguiu esses dados Yuri? São do censo de 2010 mesmo?
Achei estranhos os números que colocam a população do Sul como uma das menos férteis do mundo, inferior a países mais ricos e mais bem-educados. Qual será a explicação?
São dados anuais publicados pelo Ministério da Saúde/IBGE. Esses são de 2008.
Não tem muito o que explicar: os sulistas têm bem menos filhos do que argentinos, americanos, franceses, britânicos, suecos, australianos e holandeses. A taxa atual está muito, mas muito abaixo do nível de reposição. E o pior: enquanto as taxas européias estão em ascensão, as sulistas estão em queda livre.
Obviamente a população não cairá agora, afinal há muitas mulheres na idade fértil, nascidas em períodos de 4, 5 filhos por mulher. Entretanto, se os indíces não se alterarem de forma drástica, a região estará condenada a ter uma forte retração demográfica.
Kehrwald December 24th, 2010, 12:06 PM São dados anuais publicados pelo Ministério da Saúde/IBGE. Esses são de 2008.
Não tem muito o que explicar: os sulistas têm bem menos filhos do que argentinos, americanos, franceses, britânicos, suecos, australianos e holandeses. A taxa atual está muito, mas muito abaixo do nível de reposição. E o pior: enquanto as taxas européias estão em ascensão, as sulistas estão em queda livre.
Obviamente a população não cairá agora, afinal há muitas mulheres na idade fértil, nascidas em períodos de 4, 5 filhos por mulher. Entretanto, se os indíces não se alterarem de forma drástica, a região estará condenada a ter uma forte retração demográfica.
O que eu estranho é essa diferença. Todo mundo concorda que a população da Argentina e do Uruguai é mais bem educada do que a média da Região Sul. A dos países europeus é MUITO MAIS.
O que faria os casais gaúchos, catarinenses e paranaenses - entre os quais existme muitos pobres e favelizados - terem menos filhos do que os casais desses países?
Yuri S Andrade December 24th, 2010, 02:12 PM ^^
Não acho que a população argentina e uruguaia é necessariamente mais bem educada que a sulista, e seus indicadores econômicos também não são forçosamente melhores. Isso sem considerar que o Sul, ao contrário desses países, tem grande parte da sua produção sugada por Brasília e de lá "reinvestida" bem longe daqui.
Outra coisa: taxas de fertilidade ridiculamente baixas não guardam relação com alto nível educacional. Isso está muito mais relacionado com particularidades culturais, econômicas e geográficas. Acredito que nossas grandes cidades, pro "n" fatores são hostis às crianças ou às pessoas que querem ter filhos. Não achei dados relativos aos municípios, mas acredito que nas grandes cidades sulistas, essa taxa seja bem menor, provavelmente alcançando níveis alemães.
David de andrade December 24th, 2010, 02:18 PM Yuri, tem a taxa de mortalidade, para compararmos o Crescimento Vegetativo das regiões?, vc tem tb índices dos países europeus?
Yuri S Andrade December 24th, 2010, 02:58 PM ^^
David, essa taxa que eu postei é de fertilidade e não de natalidade.
A taxa de natalidade se refere ao número de crianças nascidas para cada 1.000 habitantes em 1 ano. A taxa de natalidade do Sul é maior do que a francesa, pois há proporcionalmente muito mais mulheres na idade fértil aqui do que na França, já que na década de 70, quando elas nasceram, a fertilidade da mulher sulista superava 4 filhos enquanto a da França era de 1,6. Mesmo que hoje as sulistas já tenham menos filhos do que as francesas, há muito mais sulistas para terem filhos do que francesas.
O que eu quero dizer é que o crescimento vegetativo do Sul (nascimentos menos óbitos) é ainda maior e continuará sendo por um bom tempo, superior ao de todos os países europeus, mesmo que a fecundidade já seja menor. A bomba vai explodir daqui a 15, 20 anos, quando teremos poucas mulheres em idade fértil, já que os sulistas não estão tendo filhos em número suficiente hoje. Aí, mesmo se elas tiverem 3 filhos em média, isso não será suficiente para garantir o aumento da população.
Yuri S Andrade December 24th, 2010, 03:57 PM David, sobre a mortalidade, achei esse post meu de uns meses atrás:
Colegas, eu organizei essa tabela com o crescimento vegetativo (nascimentos menos óbitos) da Região Sul. Azul para nascimento, vermelho para óbitos e preto para o saldo. Os dados foram acessados no DATASUS:
http://img267.imageshack.us/img267/5250/nascimentoebitos.jpg (http://img267.imageshack.us/i/nascimentoebitos.jpg/)
Eu acredito que hoje a migração (levando-se em conta saídas e entradas) não tem um impacto muito grande na dinâmica no crescimento populacional da Região Sul. Podemos então projetar a população da região para o Censo 2010. Aqui está a população dos estados segundo o Censo de 2000:
Paraná --- 9.564.643
Santa Catarina --- 5.357.864
Rio Grande do Sul --- 10.187.842
BRASIL --- 169.872.859
Norte --- 12.911.170
Nordeste --- 47.782.488
Centro-Oeste --- 11.638.658
Sudeste--- 72.430.194
Sul --- 25.110.349
Outro ponto que vale a pena destacar é o baixo crescimento demográfico do Sul: 0,73% ano (2008). Bem menor do que o dos EUA, que está em 0,97%. O do Rio Grande do Sul é ainda mais baixo: 0,56%. Bem próxima da França (0,49%), Suécia (0,45%) e Reino Unido (0,42%) (http://en.wikipedia.org/wiki/List_of_countries_by_population_growth_rate).
Eu pessoalmente acho que o número ideal deve ficar entre 0,5% e 1,0% anual. Assim é meio preocupante essa queda brusca no ritmo de crescimento do Sul.
David de andrade December 25th, 2010, 07:18 PM ^^
David, essa taxa que eu postei é de fertilidade e não de natalidade.
A taxa de natalidade se refere ao número de crianças nascidas para cada 1.000 habitantes em 1 ano. A taxa de natalidade do Sul é maior do que a francesa, pois há proporcionalmente muito mais mulheres na idade fértil aqui do que na França, já que na década de 70, quando elas nasceram, a fertilidade da mulher sulista superava 4 filhos enquanto a da França era de 1,6. Mesmo que hoje as sulistas já tenham menos filhos do que as francesas, há muito mais sulistas para terem filhos do que francesas.
O que eu quero dizer é que o crescimento vegetativo do Sul (nascimentos menos óbitos) é ainda maior e continuará sendo por um bom tempo, superior ao de todos os países europeus, mesmo que a fecundidade já seja menor. A bomba vai explodir daqui a 15, 20 anos, quando teremos poucas mulheres em idade fértil, já que os sulistas não estão tendo filhos em número suficiente hoje. Aí, mesmo se elas tiverem 3 filhos em média, isso não será suficiente para garantir o aumento da população.
Yuri, aqueles dados é a taxa de natalidade não é ? ha, eu sou geografo, eu sei o que é taxa de natalidade, fertilidade, mortalidade............... :lol:
Yuri S Andrade December 26th, 2010, 03:33 PM ^^
Perdão...
M.S. December 26th, 2010, 07:07 PM Qualquer hora dessas eu quero fazer as contas do grau de fertilidade/natalidade/etc entre as pessoas que estão no meu círculo social.
Os índices devem ficar mais baixos ainda. A maioria esmagadora das pessoas que conheço não tem filhos. Na verdade eu diria que a maioria dos meus amigos (por volta dos 30 anos) sequer são casados, incluindo eu hehehe. Muitos não estão nem muito preocupados com isso também... incluindo eu :-) Mas é verdade que estaremos "in serious trouble" se a coisa continuar assim. A questão é saber se teremos a frente uma queda história no número de nascimentos ou, simplesmente, as pessoas estão postergando casar e ter filhos, por razões, na maioria dos casos econômicas (embora fatores socio-culturais não são desprezíveis também).
Anyway.... crescimento demasiado é péssimo, basta ver que os países mais pobres do mundo tem crescimento altíssimo. Agora o inverso não é necessariamente verdade. Basta ver que entre os países que estão em posição mais delicada na europa (isso já vem acontecendo a vários anos, bem antes da crise) tem baixo crescimento, como Itália, Grécia, Portugal... isso pra não mencionar a Rússia.
Rekarte December 28th, 2010, 01:29 PM ^^
Alta taxa de natalidade e crescimento populacional n é nescesariamente ruim(enquanto se tem terras e recursos para isso,e nos nossos tempos ela se multiplica)
Mas com certeza um crescimento muito baixo ou a perda de população é um grave problema(Que ainda n temos no Brasil,mas poderá ter no futuro,e a região provavelmente seria a primeira a sofrer deste mal,como se observa pelos dados)
Yuri S Andrade December 28th, 2010, 04:38 PM Rekarte, na verdade o Brasil já está abaixo da reposição desde 2006. Em 2008, foram 1,9 filhos para mulher enquanto a taxa de reposição é de 2,1 (2,075 para os países ricos):
A taxa de fertilidade (número de filhos por mulher) do Brasil caiu para impressionantes 1,90, bem abaixo dos 2,10 que garantem a reposição populacional. Obviamente a população demora a cair, afinal temos uma grande quantidade de mulheres férteis nascidas em períodos de altas taxas de fecundidade. Ou seja, a retração populacional do Brasil é praticamente inevitável.
Agora, mais alarmante ainda são os dados do Sul: Paraná 1,66; Santa Catarina 1,65 e Rio Grande do Sul 1,55.
Para efeito de comparação: Paraguai 3,08; Mundo 2,55; Argentina 2,25; México 2,21; Uruguai 2,12; Estados Unidos 2,05; Nova Zelândia 1,99; Irlanda 1,96; Chile 1,94; França 1,89; Noruega 1,85; Finlândia 1,83; Reino Unido 1,82; Dinamarca 1,80; Suécia 1,80; Austrália 1,79; Holanda 1,72; Bélgica 1,65; Canadá 1,53; Portugal 1,46; Suíça 1,42; Áustria 1,42; Espanha 1,41; Itália 1,38; Alemanha 1,36; Rússia 1,34; Japão 1,27; China 1,23; Coréia do Sul 1,21.
Ou seja, os estados do Sul possuem uma das taxas de fecundidade mais baixas do mundo.
Eu concordo com você. Crescimento populacional geralmente é algo positivo enquanto decréscimo é sempre extremamente negativo.
-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Qualquer hora dessas eu quero fazer as contas do grau de fertilidade/natalidade/etc entre as pessoas que estão no meu círculo social.
Os índices devem ficar mais baixos ainda. A maioria esmagadora das pessoas que conheço não tem filhos. Na verdade eu diria que a maioria dos meus amigos (por volta dos 30 anos) sequer são casados, incluindo eu hehehe. Muitos não estão nem muito preocupados com isso também... incluindo eu :-)
Eu acabei fazendo isso. Nós éramos em 40 na minha turma da faculdade, o pessoal hoje com 25 anos em média. Apenas 1 casou. Os outros 39 estão solteiros e sem filhos.
David de andrade December 28th, 2010, 11:39 PM Eu acho que para um país como o Brasil em desenvolvimento, que ainda possui uma grande população "pobre", nesse primeiro momento trás mais benefícios do que malefícios - veja bem, nesse primeiro momento - já pq a quantidade de mulheres férteis ainda é grande, mas daí depois os problemas vão começar aparecer como já sabemos o que acontece na Europa.
Yuri, vc tem os dados das taxas de fertilidade por estados no Brasil? e regiões, a tabela também de natalidade se não for pedir demais. hehehe ( as taxas por mil ).
M.S. December 29th, 2010, 12:19 PM ^^
Alta taxa de natalidade e crescimento populacional n é nescesariamente ruim(enquanto se tem terras e recursos para isso,e nos nossos tempos ela se multiplica)
Depende do que você quer dizer como "alta". Sem contar, como você deixou implícito, obviamente não existem recursos infinitos.
Pra mim expansão muito rápida não é nada bom, especialmente em lugares onde há muito por fazer ainda. Concordo com o que o David de andrade disse acima: Em um primeiro momento essa redução no crescimento trás mais benefícios do que malefícios, mas a longo prazo, como todos sabemos, trará sérios problemas se não for revertida.
Kehrwald December 29th, 2010, 02:30 PM ^^
Não acho que a população argentina e uruguaia é necessariamente mais bem educada que a sulista, e seus indicadores econômicos também não são forçosamente melhores.
Bem, eu já estive em regiões humildes das capitais argentina e uruguaia e posso atestar que o grau de pobreza e miséria é visivelmente menor, e as condições de vida em geral melhores do que nas grandes cidades do Sul.
Yuri S Andrade December 29th, 2010, 04:12 PM Vou fazer uma correção: os dados que eu postei sobre fecundidade são de 2007 e não de 2008. E o Brasil está abaixo da taxa de reposição populacional desde 2003 (desde 2000 no Sul) e não de 2006, ao contrário do que eu disse anteriormente.
E atendendo o David:
BRASIL -- 1,90
Norte -- 2,33
Nordeste -- 2,12
Centro-Oeste -- 1,84
Sudeste -- 1,75
Sul -- 1,62
AC -- 2,73
RO -- 2,10
AM -- 2,36
RR -- 3,22
AP -- 3,00
PA -- 2,27
TO -- 2,01
MA -- 2,30
PI -- 2,22
CE -- 2,07
RN -- 2,02
PB -- 1,95
PE -- 1,82
AL -- 2,72
SE -- 2,32
BA -- 2,14
DF -- 1,81
GO -- 1,84
MT -- 1,82
MS -- 1,92
ES -- 1,67
MG -- 1,87
RJ -- 1,70
SP -- 1,72
PR -- 1,66
SC -- 1,65
RS -- 1,55
http://tabnet.datasus.gov.br/cgi/idb2009/a05.htm
Kehrwald December 29th, 2010, 06:27 PM Vou fazer uma correção: os dados que eu postei sobre fecundidade são de 2007 e não de 2008. E o Brasil está abaixo da taxa de reposição populacional desde 2003 (desde 2000 no Sul) e não de 2006, ao contrário do que eu disse anteriormente.
E atendendo o David:
BRASIL -- 1,90
Norte -- 2,33
Nordeste -- 2,12
Centro-Oeste -- 1,84
Sudeste -- 1,75
Sul -- 1,62
AC -- 2,73
RO -- 2,10
AM -- 2,36
RR -- 3,22
AP -- 3,00
PA -- 2,27
TO -- 2,01
MA -- 2,30
PI -- 2,22
CE -- 2,07
RN -- 2,02
PB -- 1,95
PE -- 1,82
AL -- 2,72
SE -- 2,32
BA -- 2,14
DF -- 1,81
GO -- 1,84
MT -- 1,82
MS -- 1,92
ES -- 1,67
MG -- 1,87
RJ -- 1,70
SP -- 1,72
PR -- 1,66
SC -- 1,65
RS -- 1,55
http://tabnet.datasus.gov.br/cgi/idb2009/a05.htm
Obrigado Yuri!
David de andrade December 29th, 2010, 10:38 PM Valeu Yuri, eu estou impressionado com esses numeros, estão muito baixos realmente.
Pietrin December 30th, 2010, 06:18 AM É por aí, vão sumir mesmo.
E o esquema é bem como tu falou, os jovens migram das cidades pequenas para as maiores, e sem jovens, há menos "grávidas" para gerarem novos filhos.
Aqui no sudoeste do PR várias cidadezinhas já tão com taxas de natalidade e mortalidade praticamente empatadas, algumas, como Vitorino e Bom Sucesso do Sul, tem taxas de mortalidade superiores a da natalidade (conforme registros do cartório civil).
No longo prazo, 50 a 100 anos, só vão sobrar nestas cidades os idosos, e aqueles que vivem diretamente do lugar (agricultores, pecuaristas, pequenos mercados e lojinhas.
Nem fala Squibb, eu já estava vendo minha cidade deslanchar, quando de repente chegam os números de Ampére atropelando todo o Sudoeste, é dificil ver a sua cidade morrendo aos poucos. Mas em compensação isso é bom, o nível de vida por aqui subiu muito MESMO desde 2000.
Metchenko January 1st, 2011, 02:36 PM Cara, acho bom esse declínio demográfico, fica mais fácil de administrar um local com baixa população, e fica melhor ainda com o fato de que mesmo com esse declínio, nossa economia continua a crescer. Mas a tendência é que cidades pequenas, isoladas venham a desaparecer, mas pelo fato das baixas condições sociais. É o caso de Altamira do Paraná, cidade estagnada, que foi a que mais perde habitantes no ano, a queda foi de 38,48% da população. E pra onde vão essas pessoas? pólos regionais e pra RMC, assim as cidades grandes e médias vão crescendo.
http://www.tribunadointerior.com.br/regiao/noticias/3444/?noticia=altamira-foi-a-cidade-que-mais-perdeu-habitantes
Detalhe: todas as cidades que mais perderam habitantes ficam nas regiões administrativas de Pitanga, Campo Mourão e Ivaiporã(CENTRAL), a segunda região mais pobre do estado.
Kehrwald January 3rd, 2011, 11:25 AM Cara, acho bom esse declínio demográfico, fica mais fácil de administrar um local com baixa população, e fica melhor ainda com o fato de que mesmo com esse declínio, nossa economia continua a crescer. Mas a tendência é que cidades pequenas, isoladas venham a desaparecer, mas pelo fato das baixas condições sociais. É o caso de Altamira do Paraná, cidade estagnada, que foi a que mais perde habitantes no ano, a queda foi de 38,48% da população. E pra onde vão essas pessoas? pólos regionais e pra RMC, assim as cidades grandes e médias vão crescendo.
http://www.tribunadointerior.com.br/regiao/noticias/3444/?noticia=altamira-foi-a-cidade-que-mais-perdeu-habitantes
Detalhe: todas as cidades que mais perderam habitantes ficam nas regiões administrativas de Pitanga, Campo Mourão e Ivaiporã(CENTRAL), a segunda região mais pobre do estado.
Uma coisa que os Estado do Sul vão começar a perceber daqui a 15 ou 20 anos é um declínio acentuado da criminalidade, em função da menor pressão populacional nessa faixa de idade.
missioneiro January 3rd, 2011, 01:15 PM No RS a situação do declínio populacional está mais acentuada e grave. Cidades médias estão perdendo população no interior, enquanto a RM de POA e Serra continuam com crescimento acentuado.
Cidades entre 50 e 100 mil habitantes do interior (Fronteira, Campanha e Noroeste) ou ficaram estáveis ou perderam população.
Na minha região de origem, Noroeste, as 4 grandes (Santa Rosa, Ijuí, Santo Ângelo e Cruz Alta) apenas Santa Rosa apresentou crescimento consistente, na casa dos 5%, Ijuí ficou estável em + 0,8%, Santo Ângelo estável com -0,5% e Cruz Alta com -10% teve o grande declínio.
Vejam os dados:
Em 2000 a população das 4 cidades somava 291.476 habitantes
Em 2010 a população das 4 cidades soma 286.644 habitantes
Redução absoluta de 1.65% na década.
David de andrade January 4th, 2011, 01:10 PM O maior problema do crescimento negativo da maioria das cidades é devido a saída dos próprios moradores, isso sim é preocupante de imediato, mas o baixo crescimento do estado, eu acho como já falei, nesse primeiro momento benéfico.
Kehrwald January 4th, 2011, 01:15 PM No RS a situação do declínio populacional está mais acentuada e grave. Cidades médias estão perdendo população no interior, enquanto a RM de POA e Serra continuam com crescimento acentuado.
Cidades entre 50 e 100 mil habitantes do interior (Fronteira, Campanha e Noroeste) ou ficaram estáveis ou perderam população.
Na minha região de origem, Noroeste, as 4 grandes (Santa Rosa, Ijuí, Santo Ângelo e Cruz Alta) apenas Santa Rosa apresentou crescimento consistente, na casa dos 5%, Ijuí ficou estável em + 0,8%, Santo Ângelo estável com -0,5% e Cruz Alta com -10% teve o grande declínio.
Vejam os dados:
Em 2000 a população das 4 cidades somava 291.476 habitantes
Em 2010 a população das 4 cidades soma 286.644 habitantes
Redução absoluta de 1.65% na década.
Não acho que a RMPOa está com crescimento acentuado - na verdade é o menor do Brasil para RM!
Yuri S Andrade January 18th, 2011, 06:48 PM Saíram os números de 2009:
http://img401.imageshack.us/img401/6949/nascimentosbitos2.jpg
^^
O número de nascimentos continua a cair, enquanto o número de morte tende a subir na medida que a população envelhece.
Para efeito de comparação, a França, cuja população é pouco mais do que o dobro da do Sul, registra por ano mais de 600 mil mortes. Ou seja, quando a pirâmide demográfica do Sul se aproximar da francesa, é provável que teremos 300-400 mil mortes/ano. Se hoje, com um grande número de mulheres na idade fértil, há pouco mais de 300 mil nascimentos/ano, é difícil imaginar um número maior do que 200 mil nascimentos/ano. A retração populacional, ao que tudo indica, não demorará a acontecer e será bem violenta.
Squibb January 18th, 2011, 08:31 PM tamo ai com uma taxa de natalidade, na região sul, de 14 por mil habitantes e de obitos em torno dos 7 por mil.
ainda crescemos vegetativamente 7 por mil ao ano (0,7%).
lógico, em breve a taxa da óbitos vai surpassar a de natalidade.
Mas este pensamento é um tanto linear, do tipo "as coisas vão continuar como estão".
Eu ainda considero uma hipótese um pouco remota, mas existem certas fatores q em determinados momentos sofrem uma revolução. Foi assim com a questão da natalidade quando surgiu a pilula anticoncepcional. Foi assim com a produção agricola na revolução verde. Foi assim com o surgimento de antibioticos, que diminuiu imensamente as mortes nas guerras após 1930.
E na questão demográfica, acredito que com 7 bilhões de habitantes, metade deles vivendo em países em rápido desenvolvimento ou desenvolvidos (contra 1 bilhao a até poucos anos atrás), com o conhecimento humano dobrando em média a cada 10 anos (2 anos pra nanotecnologia e uns 20 pra medicina), e com a indústria farmaceutica cada dia mais forte, talvez não estejamos a mais de 30 ou 40 anos de um breakthrough extraordinário que eleve significativamente a longevidade humana, a quem sabe e pq não, um patamar na prática quase infinito.
Nesta hipótese talvez lá por 2030 comece uma reversão negativa e lá por 2040 comece a reversão positiva, novamente.
ABNeto January 19th, 2011, 12:23 AM Interessante estes dados postados pelo Yuri.
Bem, hoje o Sul já sofre com fortemente com esse problema demográfico. É só ver que nos 3 estados, propagandeados como ricos e portanto sumariamente ignorados por Brasília, SOBRAM milhares e milhares de vagas. Ao contrário de outros rincões do país, desemprego não é problema de primeira ordem no Sul. Mesmo as duas maiores RMs da região estão com taxa praticamente zero de desemprego.
Essa falta de profissionais acaba arrefecendo um ritmo de crescimento que poderia ser bem maior. Hoje os 3 estados crescem 7 ou 8%, mas poderiam tranquilamente estar crescendo mais de 10% caso a demanda profissional fosse atendida.
A despeito do post do Squibb, que é sim válido, eu acho que pelo menos nos próximos 10 anos a tendência geral é de piora no quadro. Inclusive em Santa Catarina, que mesmo crescendo "bem" populacionalmente, também vê seu ritmo se arrefecer ano após ano.
Na minha opinião, o principal problema não é exatamente a queda da população em si. No Sul, provavelmente teremos algo quase que inédito no mundo: uma região que ainda não se viu atingir um padrão de vida, digamos, europeu e, no entanto, já enfrenta crise populacional. E o pior: essa tendência demográfica está se dando rapidamente e, como o Yuri disse, promete ser violenta. Espero sinceramente que isso não atinja em cheio o crescimento econômico dos 3 estados. A princípio, hoje, temos apenas problemas localizados em certas cidades onde sobram centenas de postos de trabalho. Mas enfim, vamos ver como vai caminhar a coisa. Apesar de tudo isso, tenho para mim que nessa década o Sul continuará crescendo demograficamente - embora num ritmo mais arrefecido ainda do que foi nesta década que passou. E isso talvez possa favorecer uma elevação súbita do padrão de vida da população, provocando uma elevação dos salários de praticamente todos os setores profissionais. Parece-me, inclusive, que a Rússia vem sofrendo com algo parecido, é um país que hoje vê uma forte expansão do consumo interno e rapidamente promete integrar o grupo dos países desenvolvidos, em bem menos tempo que o Brasil, mesmo vendo sua população cair.
Mas uma coisa é certa: o Sul tem que pensar em conjunto e começar a promover uma entrada (bastante controlada) de mão-de-obra qualificada de outras regiões do país. Pelo menos essa é a alternativa mais viável, e que ajuda inclusive a manter a economia americana tão rica e poderosa enquanto outras regiões desenvolvidas do globo sofrem com o desgaste demográfico.
Stafe January 28th, 2011, 02:28 PM Saíram os números de 2009:
http://img401.imageshack.us/img401/6949/nascimentosbitos2.jpg
^^
O número de nascimentos continua a cair, enquanto o número de morte tende a subir na medida que a população envelhece.
Para efeito de comparação, a França, cuja população é pouco mais do que o dobro da do Sul, registra por ano mais de 600 mil mortes. Ou seja, quando a pirâmide demográfica do Sul se aproximar da francesa, é provável que teremos 300-400 mil mortes/ano. Se hoje, com um grande número de mulheres na idade fértil, há pouco mais de 300 mil nascimentos/ano, é difícil imaginar um número maior do que 200 mil nascimentos/ano. A retração populacional, ao que tudo indica, não demorará a acontecer e será bem violenta.
Senhores..os números, embora ainda não catasfróficos, mas estão mostrando uma tendencia assustadora....entendo que será necessário uma campanha de incentivo a natalidade, pois caso contrário o sul do Brasil, em algumas décadas será sim uma região decadente...o desenvolvimento humano está diretamente relacionado ao desenvolvimento econômico. Temos na região uma imensa área a ser povoada, com vasta produção agricula, grande potencial industrial e comercial, portanto acho inexplicável essa queda acentuada na taxa de crescimento da população, como se vivessemos uma crise sem precedentes....quem sabe as explicações, sejam de fato, uma falta de perspectiva de melhora de vida provocada por governos que deixaram a desejar em aspéctos humanos e econômicos....entendo e torço por uma reversão desse processo, não com crescimento de 5% ao ano, mas que se mantenha 1% está muito bom.....pois abaixo disso, é condenar a região a empobrecer, pois os investimentos irão pra outros lugares que "crescem mais" e o "ciclo da pobreza" irá se fechar....vamos analizar que tivemos uma baixa taxa de crescimento populacional junto a uma baixa taxa de crescimento econômico......as coisas estão relacionadas...
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