View Full Version : O embaixador dos negócios do Rio. Eike Batista? Não, Olavo Monteiro de Carvalho!


Patrick-RJ
July 19th, 2010, 05:26 AM
O embaixador dos negócios do Rio

O que o empresário Olavo Monteiro de Carvalho está fazendo para atrair investimentos bilionários para a cidade
Alexandre Rodrigues, de O Estado de S. Paulo

http://economia.estadao.com.br/imagens/olavo_monteiro_de_carvalho_ae_marcos_de_paula_08072010-.jpg
Olavo Monteiro de Carvalho, do grupo Monteiro Aranha, que tem 20% da Klabin, entre outros investimentos (foto: Marcos de Paula/AE)

Desde que nasceu, há 68 anos, Olavo Egydio Monteiro de Carvalho tem reunidas, na vista da janela de casa, as duas maiores joias da paisagem carioca: o Pão de Açúcar e o Corcovado. Mas o fato de ter crescido na mítica mansão de uma das famílias mais tradicionais do País, em Santa Teresa, não lhe deu apenas esse privilégio. Líder do Grupo Monteiro Aranha e de um dos poucos clãs a chegar à quinta geração sem colocar a fortuna a perder, Olavo sempre desfrutou do melhor do Rio. Agora, quer retribuir.

Há dois meses, ele empresta à cidade seu sobrenome, sua experiência empresarial e a agenda cultivada nas altas rodas do Brasil e do mundo para ajudar a reverter a trajetória de decadência da cidade que acredita ter ficado para trás. Carioca e vascaíno acima de tudo, atendeu ao pedido do prefeito Eduardo Paes (PMDB) para presidir o conselho e dar grife à Rio Negócios, agência criada para aproveitar a vitrine que a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada de 2016 darão ao Rio e organizar a atração de investidores.

Olavo virou agora um embaixador oficial do Rio para negócios, mas já vinha atuando como consultor informal. Da cantora Madonna ao bilionário investidor americano Nicolas Berggruen, não há gente importante em busca do caminho das pedras no Rio que não passe por uma mesa abastecida de bons vinhos e do carisma de Olavo.

Há dez dias, um dos convivas do empresário era o francês François-Henri Pinault, líder do grupo Pinault-Printemps-Redoute (PPR), que controla a rede de livrarias e eletrônicos Fnac e detém marcas como Gucci e Puma. Interessado no mercado brasileiro de luxo, o magnata quis saber mais do Rio. Paes não teve dúvidas. Mandou aprontar o melhor salão do Palácio da Cidade, em Botafogo, e escalou Olavo para recebê-lo num almoço.

Mesmo com fortes dores nas costas, Olavo foi até lá. Brindou com o francês e meia dúzia de executivos e pontuou com carioquices a apresentação técnica do diretor-executivo da Rio Negócios, Marcelo Haddad, sobre as vantagens e perspectivas da cidade. Ouviu de Pinault que o Rio seria mesmo um lugar fabuloso para uma loja da Gucci ou o pontapé da expansão da Puma no País.

Cinco projetos que somam investimentos potenciais de US$ 1 bilhão estão em discussão. Olavo e Haddad estão mais otimistas em relação à General Eletric (GE), cujos executivos ainda não se definiram entre Rio e São Paulo para o instalar o seu centro de pesquisa e desenvolvimento no Brasil. A IBM já decidiu: vai sediar no Rio seu centro de desenvolvimento de US$ 250 milhões. Já passaram pela mesa de Olavo, com o mesmo objetivo, representantes de empresas como L’Oréal e Cisco.

"Com a Copa de 2014 e a Olimpíada de 2016, o Rio será daqui para frente o principal foco de atenção mundial. É uma oportunidade única para melhorar a cidade e atrair investimentos. Não podemos perder o bonde", diz um empolgado Olavo, que já viu a cidade perder vários. "O Rio era uma baleia encalhada, mas agora há um clima de mudança. Os governos municipal, estadual e federal pararam de brigar. Ainda há muitos desafios, como a segurança, mas o sucesso da ocupação de comunidades pela polícia mostra que estamos no caminho."

Para Olavo, a nova agenda positiva do Rio pode fazer a cidade retomar vocações econômicas, como a de serviços, finanças e inovação. Por isso, entre os executivos que tem recebido no Palácio da Cidade ou no escritório que montou em casa, com direto à vista deslumbrante de Santa Teresa, estão os interessados em instalar centros de pesquisa na cidade.

Procura

O empresário também diz já ter sido contactado por interessados em pesquisa energética e pessoas que querem instalar corretoras e negócios voltados para serviços financeiros na cidade. "Não tive nem tempo ainda de buscar os meus contatos. Estamos sendo mais procurados. Das principais cadeias mundiais de hotéis, recebi emissários de quase todas."

Olavo começou a sistematizar sua militância pelo Rio em 2005, quando assumiu a Associação Comercial do Rio (ACRJ) pelas mãos do falecido supermercadista Arthur Sendas. Superou resistências para renovar a casa, que havia se tornado um desbotado clube de empresários aposentados, atraindo novas cabeças.

Conseguiu a adesão de grandes empresas e seus executivos, como Roger Agnelli, da Vale, Armínio Fraga, da Gávea Investimentos, e Eike Batista, e passou a mobilizar o empresariado em favor de projetos da cidade.

Chamado pelo governador Sérgio Cabral (PMDB), começou pela eleição do Cristo Redentor como uma das sete novas maravilhas do mundo, em 2007, e chegou à conquista da Olimpíada de 2016, cujo comitê de candidatura integrou.

"Ninguém acreditava na campanha do Cristo, que deu uma grande visibilidade ao Rio. Começamos a chamar as empresas e o Luiz Carlos Trabuco (presidente do Bradesco) viu aquilo como uma grande bandeira pelo Rio. Subimos o Corcovado 14 vezes na campanha, unindo empresas e políticos de todos os partidos, do presidente Lula a Serra e Aécio", lembra Olavo. "A retomada da autoestima do Rio começou com a eleição do Cristo e tenho certeza de que ele nos abençoou para levar a Olimpíada."

Mesmo fora da ACRJ, ele continuou atuando como conselheiro do governador Sérgio Cabral (PMDB) e do prefeito Eduardo Paes (PMDB), articulando encontros deles com empresários dispostos a palpitar na política para melhorar o ambiente de negócios da cidade. "A conquista do Cristo e da Olimpíada de 2016 teve a mão, o coração, o corpo e a visão do Olavo", lembra Cabral. "É sofisticado, carioca e tem uma qualidade extraordinária: é vascaíno como eu."

http://economia.estadao.com.br/noticias/economia,o-embaixador-dos-negocios-do-rio,27895,0.htm

Patrick-RJ
July 19th, 2010, 05:28 AM
Essa matéria tem diversas pequenas pequenas notícias embutidas, desde a atração de centros de pesquisa e grandes redes hoteleiras até a retomada do setor financeiro e das diversas vocações econômicas da cidade!!! Por isso vale muito a pena ler tudo com atenção.

Edson Mosquéra
July 19th, 2010, 07:37 PM
O Olavo tinha que assumir a presidência do Vasco. Desde que o Sendas morreu, a representação financeira do clube ficou abalada.

Vai Vascão, vem Olavo. Desbanca esse botafoguense doido chamado Eike. uahauhau

Edson Mosquéra
July 19th, 2010, 07:40 PM
^^
E você está certo, Patrick. Se formos procurar, a GE estava em dúvida sobre a instalação do Centro de pesquisa em 4 municípios. Se não me engano eles eram: São Paulo, Rio de Janeiro, Campinas e mais um cujo nome não lembro agora.
Nessa notícia eles restringem as possibilidades para São Paulo e Rio de Janeiro. Podemos, portanto, inferir que as outras possíveis candidatas já caíram fora?

Patrick-RJ
July 20th, 2010, 12:23 AM
^^
Olha, não sei se, apenas por essa reportagem, é possível fazer tal afirmação. No entanto, tenho uma fonte da prefeitura do Rio que me garantiu que a instalação do centro de pesquisas da GE no Rio é certa. Claro que toda fonte também é passível de erro, mas até hoje todas a informações que essa me repassou foram confirmadas.

Patrick-RJ
July 20th, 2010, 12:24 AM
O Olavo tinha que assumir a presidência do Vasco. Desde que o Sendas morreu, a representação financeira do clube ficou abalada.

Vai Vascão, vem Olavo. Desbanca esse botafoguense doido chamado Eike. uahauhau

O Cabral já especulou virar presidente do Vasco quando sair do governo do estado. :lol:

xyzclone
July 20th, 2010, 12:37 AM
Tirando o Vasco, o cara é mais um "O Cara" junto com o Eike.

Cauê
July 20th, 2010, 01:41 AM
'O Estado de S. Paulo', sempre com essas boas matérias :applause:

Emanuel Paiva
July 20th, 2010, 02:46 AM
O Cabral já especulou virar presidente do Vasco quando sair do governo do estado. :lol:

^^ Pelo amor de Deus NÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃO! Sou vascaíno e Cabral colocou a Eletrobrás que só ferrou o clube.:ohno:

Rafael Catramby
July 20th, 2010, 05:25 AM
^^
E você está certo, Patrick. Se formos procurar, a GE estava em dúvida sobre a instalação do Centro de pesquisa em 4 municípios. Se não me engano eles eram: São Paulo, Rio de Janeiro, Campinas e mais um cujo nome não lembro agora.
Nessa notícia eles restringem as possibilidades para São Paulo e Rio de Janeiro. Podemos, portanto, inferir que as outras possíveis candidatas já caíram fora?

^^
Olha, não sei se, apenas por essa reportagem, é possível fazer tal afirmação. No entanto, tenho uma fonte da prefeitura do Rio que me garantiu que a instalação do centro de pesquisas da GE no Rio é certa. Claro que toda fonte também é passível de erro, mas até hoje todas a informações que essa me repassou foram confirmadas.

As cidades candidataseram Rio (RJ), São Paulo (SP), Campinas (SP), São José dos Campos (SP) e Belo Horizonte (MG). Na hipótese de ato falho da reportagem, ao ter se esquecido de Belo Horizonte, não se diz muita coisa sobre o novo centro de pesquisas: ele ficaria invariavelmente no Rio ou em São Paulo. :lol:

Em tempo, ótima reportagem! E confesso que sabia muito pouco sobre a família Monteiro de Carvalho.

Patrick-RJ
July 20th, 2010, 03:32 PM
^^
Outra surpresa foi a corfirmação do centro de pesquisas da IBM no Rio, pois tinha quase certeza de que esse iria pra Poá (SP).

Cauê
July 20th, 2010, 10:34 PM
^^ Pelo amor de Deus NÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃO! Sou vascaíno e Cabral colocou a Eletrobrás que só ferrou o clube.:ohno:

Emanuel, o problema do Vasco é mais administrativo, que de patrocínio. Infelizmente.

AndreFelipe
July 21st, 2010, 03:40 AM
Aliás de Centros de pesquisa, a Petrobrás tem ajudado, em conjunto com a UFRJ, a atrair uma verdadeira ilha de pesquisas para o Fundão. O recente contrato que a GE ganhou, para fornecer turbinas para a Petrobrás com a informação de que instalaria também um Centro de serviço que seria o próximo passo para a fabricação de turbinas (não confundir com turbinas aeronaúticas que a GE fabrica para Boeing como as GE90 que equipam os Boeing 777-200/300/300ER). O potencial da GE Oleo & Gás é tão absurdo que ela é a que mais tem contratado no Brasil e não vai ser surpresa pra ninguém ela também ser a razão do Centro de pesquisas... no Fundão.

O Rio caminha para se tornar o maior centro internacional de pesquisas em aguas profundas, algo que vai deixar na cidade um legado fantástico.

Patrick-RJ
July 25th, 2010, 02:59 AM
E o homi não para:

Monteiro Aranha de volta às origens

Grupo comandado por Olavo Monteiro de Carvalho retorna ao segmento imobiliário. O empresário tem no bolso R$ 100 milhões para investir em prédios corporativos
Por Rosenildo Gomes Ferreira

Apenas umas poucas pessoas que partilham da intimidade do empresário carioca Olavo Monteiro de Carvalho, de 68 anos e comandante do Grupo Monteiro Aranha, uma das empresas mais respeitadas do Rio de Janeiro, conhecem a história de um de seus raríssimos “fracassos empresariais”.

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"A construção civil deverá representar 30% de nossos negócios em cinco anos"
Olavo de Carvalho, sócio da Monteiro Aranha

Em meados da década de 1960, seu amigo Gianni Agnelli, herdeiro do Grupo Fiat e dono da Juventus, insistiu para que Olavo o auxiliasse na compra do passe do jogador Mané Garrincha. O negócio não vingou. A cena descrita acima mostrou que o principal capital de Monteiro de Carvalho era a agenda de contatos, amealhada nas incursões nos salões da alta roda mundial.

Desde então, Olavo já coordenou centenas de transações para a holding da família, o Grupo Monteiro Aranha. Também ajudou a viabilizar outros tantos envolvendo investidores externos, companhias locais e o poder público.

Hoje, a modesta presença do grupo no cenário corporativo não lembra nem de longe a tradição de pioneirismo construída ao longo de nove décadas. Foi o Monteiro Aranha, por exemplo, o responsável pela vinda da Volkswagen ao Brasil.

Para reviver os tempos de glória, o grupo agora aposta em construção civil. Ironicamente, a primeira parceria da Monteiro Aranha Participações Imobiliárias (Mapisa), liderada pelo homem das altas rodas, foi firmada com a Construtora Rossi. Juntos eles estão erguendo um conjunto residencial popular em Cordovil, na zona norte do Rio.

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Ícone carioca: lista de obras do Monteiro Aranha inclui a sede da Academia Brasileira de Letras

A transação funcionou como um aquecimento para a Mapisa, que se envolveu no projeto a pedido do fundo de private equity Immofin, de origem belga e especializado em baixa renda. O objetivo principal do Monteiro Aranha é participar de empreendimentos com foco no mercado corporativo. Especialmente em sua terra natal.

“A construção civil deverá representar cerca de 30% de nossos negócios em cinco anos”, conta à DINHEIRO Olavo Monteiro de Carvalho, presidente do conselho de administração do Grupo Monteiro Aranha.

O plano de negócios desenhado pela equipe da Mapisa prevê a aposta no segmento imobiliário corporativo do eixo Rio-São Paulo. Para isso, dispõe de R$ 100 milhões em caixa. Trata-se de uma área que segue aquecida, impulsionada pela expansão da atividade econômica e fatores conjunturais como a Copa do Mundo e a Olimpíada de 2016, no Rio, além dos investimentos relacionados à exploração de petróleo na camada do pré-sal.



Cabe, no entanto, uma questão: será que o Monteiro Aranha não está entrando muito tarde nesse setor? Olavo diz que não. “As oportunidades existem especialmente para quem sabe reunir incorporadores, donos de terrenos e o capital necessário para bancar a obra”. E é exatamente nesse ponto que se destaca a principal habilidade do Monteiro Aranha.

Apesar da denominação comercial, a Mapisa não vai assentar um tijolo sequer. “Nosso objetivo é estruturar projetos próprios e de terceiros com grande potencial de lucratividade”, diz Agílio Macedo Filho, presidente do Grupo Monteiro Aranha.

De acordo com o executivo, os contratos em discussão envolvem um Valor Geral de Vendas total de R$ 500 milhões, sem contar a Vila Cordovil, que deve render R$ 80 milhões. Macedo Filho conta que estão definidos quatro empreendimentos, divididos entre o centro do Rio e a capital de São Paulo. Há quem enxergue nessa estratégia excesso de conservadorismo.

Mas foi dessa maneira que o clã escapou praticamente ileso aos diversos planos econômicos desde sua fundação, em 1919. Curiosamente, o grupo iniciou seus negócios construindo edifícios. Um deles é o Petit Trianon, que se tornou a sede da Academia Brasileira de Letras (ABL). Por ser um grupo de participações, o Monteiro Aranha vive do sucesso de empresas como Klabin Papel e Celulose, Ultrapar, da área petroquímica, e a Owens Illinois, fabricante de embalagens de vidro.

Para entrar na área imobiliária, Olavo mandou seus executivos garimpar o que existia de melhor no setor. Contratou profissionais com passagem por grandes companhias como Multiplan e Odebrecht, e entregou o comando da área ao sobrinho Sergio Francisco Monteiro de Carvalho Guimarães.

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http://www.istoedinheiro.com.br/noticias/29305_MONTEIRO+ARANHA+DE+VOLTA+AS+ORIGENS