View Full Version : Manaus de antigamente - os fatos e registros da nossa história
Manaus.ASB November 8th, 2010, 08:50 PM Manaus de antigamente
Os fatos e registros da nossa história
Teatro Amazonas - 1966
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http://www.flickr.com/photos/18834381@N05/2443524710/ (Por Brasil Doce Lar)
Este thread tem a finalidade de expor o que era notícia na Manaus de tempos passados e também nos reapresentar o que foi registrado, seja por imagens ou vídeos. Portanto, a idéia é mostrar o que se perdeu ou não nesses mais de três séculos de existência.
Manaus.ASB November 8th, 2010, 09:05 PM Antiga Faculdade de Direito do Amazonas - anos 70
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http://jmartinsrocha.blogspot.com/2009_07_01_archive.html (Blog do Rocha)
Edifício de arquitetura eclética e apurada decoração nas fachadas, foi construído entre 1904 e 1907 e tombado pelo Patrimônio Histórico do Estado em 1988. Nesse prédio funcionou o grupo Escolar Silvério Nery, a sede da reitoria da Universidade Federal do Amazonas entre 1962 e 1965 e Faculdade de Direito até 2005. Atualmente o prédio abriga o Núcleo de Práticas Jurídicas da UFAM, que ministra as aulas práticas dos formandos em Direito e presta atendimento jurídico gratuito à população.
Endereço: Rua Coronel Sérgio Pessoa, 147 - Praça dos Remédios- Centro.
Manaus.ASB November 8th, 2010, 09:19 PM 1º Batalhão de Polícia Militar – 1975
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http://catadordepapeis.blogspot.com/2010/07/policia-militar-do-amazonas-xi.html
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http://catadordepapeis.blogspot.com/2010/07/policia-militar-do-amazonas-xi.html
O 1º Batalhão de Polícia Militar, criado em 1965, desapareceu em 2008, levado pela evolução do tipo e a disposição tática de dispositivos de policiamento.
Endereço: Rua José Florêncio 1505, Petrópolis
Manaus.ASB November 8th, 2010, 09:25 PM Avenida Eduardo Ribeiro - 16 de março de 1975
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http://catadordepapeis.blogspot.com/...tantino%20Nery
Nota-se ao fundo a construção do edifício Manaus Shopping Center.
Manaus.ASB November 8th, 2010, 09:50 PM Algumas de 1977
01.
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http://www.flickr.com/photos/11537561@N05/3004758369/
02.
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http://www.flickr.com/photos/11537561@N05/3004741695/
03.
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http://www.flickr.com/photos/11537561@N05/3004757575/
04.
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http://www.flickr.com/photos/11537561@N05/3004758007/
05.
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http://www.flickr.com/photos/11537561@N05/3005594552/
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http://www.flickr.com/photos/11537561@N05/3004762851/
07.
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09.
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http://www.flickr.com/photos/11537561@N05/3005590508/
10.
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http://www.flickr.com/photos/11537561@N05/3005590988/
11.
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http://www.flickr.com/photos/11537561@N05/3004757179/
12.
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http://www.flickr.com/photos/11537561@N05/3004756179/
13.
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http://www.flickr.com/photos/11537561@N05/3004739691/
Manaus.ASB November 8th, 2010, 09:54 PM Fiquem a vontade
:okay:
Rodriogs November 8th, 2010, 10:24 PM antigamente = 70/80 né?
TENSO.
thiagosanchez November 8th, 2010, 10:33 PM Eu esperava fotos da época de 1.669 a 1.9?? :)
Ótima iniciativa. :okay:
Well_Rock November 9th, 2010, 01:24 AM antigamente = 70/80 né?
TENSO.
Se pode fazer melhor, vá lá e faça. Contribua, não apenas critique.
No mais, parabéns pelo tópico Manaus.ASB
Ferraz/RBR November 9th, 2010, 01:32 AM Belas Imagens! É sempre bom recordar o passado...
Terra Nova November 9th, 2010, 01:58 AM Em 1982 eu e meus colegas do Antenor Samento tínhamos um programa adorável. Descíamos a Eduardo Ribeiro, entrávamos na Lobras pra comprar balas e chocolate e seguíamos até o minizoo que existia na frente da Matriz. Uma delícia.
Tudo muito bonito e romântico. Quem começou a acabar com Manaus foi o ex-governador, Gilberto mestrinho, que o diabo o tenha.
Terra Nova November 9th, 2010, 02:02 AM Valeu pelas fotos Manaus.Asb.
Fronteira Mao November 9th, 2010, 02:09 AM Ótima idéia ASB ! vc que sempre posta esses "tuneis do tempo" lá no AN, agora tem um thread e creio que quem conseguir garimpar umas de antigamente pode contribuir.
Interessante que no tempo dos militares era tudo pintado de cinza !
Manaós November 9th, 2010, 03:08 AM Em 1982 eu e meus colegas do Antenor Samento tínhamos um programa adorável. Descíamos a Eduardo Ribeiro, entrávamos na Lobras pra comprar balas e chocolate e seguíamos até o minizoo que existia na frente da Matriz. Uma delícia.
Tudo muito bonito e romântico. Quem começou a acabar com Manaus foi o ex-governador, Gilberto mestrinho, que o diabo o tenha.
Meus pais e tios me falam muito desse mini-zoo da Pça da Matriz... Como eu queria ter conhrcido... :(
Parabéns pela iniciativa ASB... Sabes uma fonte incrível para fotos antigas que podem encher esse thread de novidades?
O Blog do Rocha.... ;)
http://jmartinsrocha.blogspot.com/
Manaus.ASB November 9th, 2010, 02:11 PM ^^
Tem muito material, então vou abastecendo com que tenho por aqui...
:okay:
Manaus.ASB November 9th, 2010, 02:12 PM Obrigado pessoal
Já devia ter feito esse thread há tempos
:D
Manaus.ASB November 9th, 2010, 02:14 PM Ótima idéia ASB ! vc que sempre posta esses "tuneis do tempo" lá no AN, agora tem um thread e creio que quem conseguir garimpar umas de antigamente pode contribuir.
Interessante que no tempo dos militares era tudo pintado de cinza !
^^
No caso do Teatro Amazonas, os militares acreditavam que aquela era a cor originária dele. Dizem que o atual secretário de cultura, o Lourenço Braga, concordou!!!
:lol:
Manaus.ASB November 9th, 2010, 03:04 PM Ducumentário feito nos anos 80
Série Manaus de antigamente
Manaus - 1988
V0d02fi4Szg
4fTYhdZlUZQ
Manaus.ASB November 9th, 2010, 03:05 PM Documentário feito nos anos 60
Série Manaus de antigamente
Kyp0JWOy4yk
DSggq9em20M
Manaus.ASB November 9th, 2010, 03:08 PM Escola Técnica Federal do AM - anos 30
http://farm4.static.flickr.com/3511/3917964388_81e038de1c.jpg
por: Aládio Magalhães
Av: Eduardo Ribeiro - anos 50
http://farm3.static.flickr.com/2554/3917160145_3f46851c59_z.jpg?zz=1
por: Aládio Magalhães
Manaus.ASB November 9th, 2010, 03:10 PM 1979
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por: Enrique Marquez
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por: Enrique Marquez
Cemitério São João Batista em 1979
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por: Enrique Marquez
http://farm3.static.flickr.com/2714/4465554248_d203143ff9_z.jpg
por: Enrique Marquez
Manaus.ASB November 9th, 2010, 03:11 PM 1975
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http://picasaweb.google.com/lh/view?q=manaus+1989&uname=gilmartaissa&psc=G&filter=1#5064138457493057410
Manaus.ASB November 9th, 2010, 03:13 PM 1987
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http://picasaweb.google.com/lh/view?q=manaus+1987&uname=gilmartaissa&psc=G&cuname=gilmartaissa&filter=1#5473349302552651122
http://lh3.ggpht.com/_fEwoIkSDGuU/S_U-HUBsnmI/AAAAAAAAIew/NNjjaZiTXVI/s512/DSC_0575.JPG
http://picasaweb.google.com/lh/view?q=manaus+1987&uname=gilmartaissa&psc=G&cuname=gilmartaissa&filter=1#5473349302552651122
Manaus.ASB November 9th, 2010, 03:14 PM 1989
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Teatro ao estilo TRICOLOR!! - Ajuste da atual pintura
http://picasaweb.google.com/lh/view?q=manaus+1989&uname=gilmartaissa&psc=G&filter=1#5435117318959259394
Manaus.ASB November 9th, 2010, 03:15 PM Anos 80
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Rua dos Barés em 20.11.1987
http://picasaweb.google.com/lh/view?q=manaus+1987&uname=gilmartaissa&psc=G&cuname=gilmartaissa&filter=1#5474629305295180530
http://lh5.ggpht.com/_yIQ86e2S-hM/SykDZ1_IHII/AAAAAAAAH64/0b57Qo42ZCA/s912/1987-10_053.jpg
Rua Miranda Leão - 1987
http://picasaweb.google.com/lh/view?q=manaus+1987&uname=gilmartaissa&psc=G&cuname=gilmartaissa&filter=1#5415863769413196930
1987
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Os importados imperavam no centro da cidade
http://lh4.ggpht.com/_vPavmDH6gGA/TF9uDTJfEPI/AAAAAAAAH2g/fi2X5XgDgOM/s800/DSC09125.JPG
Manaus.ASB November 9th, 2010, 03:22 PM Baú Velho
Avenida Constantino Nery
por: Carlos Zamith
A Avenida Constantino Nery já mudou de nome cinco vezes, mas agora já se vão mais de meio século e, felizmente, ninguém mais se preocupou em fazer nova troca. A denominação dessa Avenida foi oficialmente dada em 1905, por força da Lei nº. 426, de 30 de novembro.
Cinco anos depois, exatamente no dia 28 de novembro de 1910, a Intendência Municipal aprovou um projeto do Intendente Alberto Botelho Coelho, subscrito pelos seus pares Carlos Studart, Agostinho César de Oliveira, Francisco Bernardo de Farias e Polidoro Rodrigues, propondo a mudança do nome de Avenida Constantino Nery, para Avenida João Coelho, em homenagem ao então governador do Pará, Dr. João Antonio Luiz Coelho.
http://www.bauvelho.com.br/wp-content/bauvelho/AM25541.png
Já em 1919, o Intendente Licínio Silva foi o autor de outro projeto de Lei, mudando a denominação de Avenida João Coelho, para Avenida Olavo Bilac, propositura que foi aprovada e transformada na Lei nº. 999, de 20 de março.
Mas em 1927, o Intendente Sérgio Rodrigues Pessoa, foi autor de um projeto restabelecendo o nome da Avenida Constantino Nery, anulando, portanto, a Lei anterior, a que deu o nome de Olavo Bilac. O projeto de Sérgio Pessoa foi aprovado, sem qualquer restrição.
Em 1930, três anos depois, essa artéria sofre nova mudança em sua nomenclatura. O Prefeito Municipal nomeado por alguns meses, após a Revolução de 1930, professor Marciano Armond, baixou Decreto nº 03, com data de 01 de novembro anulou "as mais recentes leis que mudaram os nomes de diversas ruas e avenidas". Dentre elas estava a Avenida Constantino Nery, que por esse Ato voltou a chamar-se Avenida Olavo Bilac.
Embora restabelecida a denominação de Olavo Bilac, a verdade é que ninguém conseguiu gravar esse nome. Para os habitantes de Manaus, aquela via continuava sendo conhecida por João Coelho e por muito tempo, pois até os coletivos e os antigos "expressinhos", permaneciam com a placa de "João Coelho", pelo menos até a década de 70.
A VOLTA
Em 1953, na segunda legislatura da Câmara Municipal de Manaus após a redemocratização do país, o Vereador Walter Rayol, eleito pelo PTB com expressiva votação, levou a discussão do Plenário do Legislativo, um projeto que se transformou na Lei nº. 295, de 12 de outubro, propondo a volta do nome de Constantino Nery, com a justificativa que foi publicada no “O Jornal” desta cidade:
"Reparando uma injustiça que vem sendo mantida sem razão plausível, fazemos voltar a sua antiga denominação a Avenida Constantino Nery, que lhe foi dada em 1905, pela Lei n.426, de 30 de novembro. Esta via pública foi aberta no governo do general Constantino Nery, seu idealizador e construtor. Não desejamos fazer desaparecer o nome de Olavo Bilac, o poeta primoroso e principalmente fundador da Liga de Defesa Nacional. E, o nome de Olavo Bilac fica transferido para a terceira parte da Avenida Ipixuna, no bairro de Cachoeirinha".
Foi assim que a Avenida Constantino Nery voltou a ter seu nome primitivo. O projeto de Walter Rayol recebeu o apoio de seus companheiros Ismael Benigno, Edgard Macedo e Raimundo Coqueiro Mendes, este presidente da Câmara Municipal.
RESUMO
Lei nº 426, de 30-11-1905 – Constantino Nery para João Coelho;
Lei nº 999, de 26-03-1919 – João Coelho para Olavo Bilac;
Lei nº 1407, de 04-05-1927 – Olavo Bilac volta a Constantino Nery;
Decreto 03, de 01-11-1930 – Constantino Nery volta a Olavo Bilac;
Lei nº 295, de 12-10-1953 – Olavo Bilac volta a Constantino Nery.
http://www.bauvelho.com.br/?p=732
Manaus.ASB November 9th, 2010, 03:23 PM Blog do Rocha
A Casa Mais Antiga de Manaus
http://4.bp.blogspot.com/_uW-3Rk4F_QY/TLNU0wl_JDI/AAAAAAAAD44/_7TPUsslS-0/s1600/1143708343_p1040801.jpg
A fotografia acima mostra a casa mais antiga de Manaus, está localizada na Rua Bernardo Ramos, numero 77, centro antigo. É uma casinha em estilo colonial, datada de 1819, portanto, com cento e noventa e um anos. Tem a cor predominante verde, possui uma placa “Bar e Mercearia Guarany”, segundo os historiadores, serviu como residência do Vereador José Casimiro Prado, que ajudou a construir o 1º. Teatro da cidade, onde atualmente funciona a Capitania dos Portos.
O Programa Monumenta, com recursos do governo federal, previa a restauração de prédios e monumentos históricos – no corredor cultural proposto, estava inserido o Paço da Liberdade, o Coreto e Chafariz, situados na Praça Dom Pedro II e a Casa 77, acima descrita.
Este programa se arrasta desde a administração do prefeito Serafim Correa, infelizmente, nada foi concluído até os dias atuais. Sabemos que a referida casa foi comprada pelo poder publico e, encontra-se em processo de recuperação, pode-se dizer “a passos de tartaruga”.
http://jmartinsrocha.blogspot.com/search?updated-min=2010-01-01T00%3A00%3A00-04%3A00&updated-max=2011-01-01T00%3A00%3A00-04%3A00&max-results=50
Manaus.ASB November 9th, 2010, 03:37 PM Cine Odeon em 1953
http://4.bp.blogspot.com/_Q5hNnsGjVdg/S_S1Xqcz5WI/AAAAAAAAAgQ/ty79EDZ1VYQ/s1600/Cine+Odeon+-1953.jpg
Av: Eduardo Ribeiro, n. 520 - Centro
http://catadordepapeis.blogspot.com/2010/05/os-cinemas-de-manaus-ii.html
A última sessão do cine Odeon ocorreu na noite de sexta-feira, 22 de junho de 1973. Dias depois, o Jornal do Commércio (24.06) divulgou o fechamento da “Pérola da Avenida”:
Demolido no mes de julho de 1973 para a construção de
um espigão de 20 andares, o Manaus shopping Center.
http://4.bp.blogspot.com/_Q5hNnsGjVdg/S_YCqm2tyoI/AAAAAAAAAgo/uBu8EY9hMkQ/s1600/Feira+Eduardo+(2).JPG
http://catadordepapeis.blogspot.com/2010/05/os-cinemas-de-manaus-iii.html
Manaus.ASB November 9th, 2010, 03:49 PM Futura instalação do Corpo de Bombeiros de Manaus - 1971
http://4.bp.blogspot.com/_Q5hNnsGjVdg/TMolF5hEilI/AAAAAAAABck/qg0Nj8e_Gcs/s1600/CBM.+c.1971+Prefeito+PNery.JPG
Terreno dos bombeiros na rua Recife, em litígio
Manaus, setembro de 1974
http://3.bp.blogspot.com/_Q5hNnsGjVdg/TMokSg9ky8I/AAAAAAAABcc/RZr9S6pd0fk/s1600/AC.+04Setem.1974+CBPMAM.jpg
Quartel dos Bombeiros, em Petrópolis. A Crítica, 4 set 1974
http://3.bp.blogspot.com/_Q5hNnsGjVdg/TMolptd2aXI/AAAAAAAABco/nLTkNiQMNH4/s1600/AC.+04Setemb.1974+CBPMAM.jpg
Inauguração do equipamento importado. A Crítica, 4 set 1974
http://3.bp.blogspot.com/_Q5hNnsGjVdg/TMokSg9ky8I/AAAAAAAABcc/RZr9S6pd0fk/s1600/AC.+04Setem.1974+CBPMAM.jpg
Grande Manaus November 9th, 2010, 07:37 PM IOnteressante essa foto do TYeatro Amazonas de 1977
Manaus.ASB November 9th, 2010, 08:00 PM Av: Eduardo Ribeiro nos anos 50
http://2.bp.blogspot.com/_Q5hNnsGjVdg/TNS-bw5CrSI/AAAAAAAABeo/nDRG4zq9rgE/s1600/Cart%C3%A3o+postal+da+av+Eduardo+Ribeiro.JPG
http://catadordepapeis.blogspot.com/2010_11_01_archive.html
Manaus.ASB November 9th, 2010, 08:14 PM Pelé visita Manaus
A primeira viagem de Pelé a Manaus ocorreu com o time do Santos, em 1968. Antes do Vivaldão, e ao tempo do presidente da FAF, Flaviano Limongi. O time paulista ficou hospedado na Maromba e jogou contra o Nacional no estádio Ismael Benigno, do São Raimundo.
Dois anos depois, Pelé voltou, agora com a seleção brasileira, para pré-inaugurar o Vivaldão. A festa foi completa, com a apresentação dos convocados para o selecionado brasileiro, incluindo alguns jogadores locais.
http://2.bp.blogspot.com/_Q5hNnsGjVdg/TMLvC5r-l8I/AAAAAAAABa8/gQGLAlznjGI/s1600/OJ.+05Abril1970+Pele+Limongi.JPG
O Jornal. 5 abril 1970
Pelé, na ocasião, recebeu a visita de seu amigo Silvio (Cururu) Moreira (então um esperto moleque, deficiente físico).
http://1.bp.blogspot.com/_Q5hNnsGjVdg/TMLw6M6Z0UI/AAAAAAAABbE/_5CfCdXkRss/s1600/OJ.+5Abril1970+Pel%C3%A9+Silvio.JPG
Enfim, em outubro de 1971, quando Edson Arantes do Nascimento, o Pelé, antes de outro jogo contra o Nacional, recebeu das mãos do governador João Walter o diploma de Cidadão do Amazonas. No dia seguinte, antes do retorno, Pelé foi visitar as Irmãs que assistiam aos hansenianos no sanatório existente no Aleixo.
http://4.bp.blogspot.com/_Q5hNnsGjVdg/TMLy5LrUktI/AAAAAAAABbM/AYT9RGVd6Uc/s1600/AC.+8Outub1971+Pele.JPG
http://2.bp.blogspot.com/_Q5hNnsGjVdg/TMLzrDIHphI/AAAAAAAABbQ/HETPaPLOAI4/s1600/AC.+7Outub1971+Pele.JPG
http://catadordepapeis.blogspot.com/2010_10_01_archive.html
Manaus.ASB November 9th, 2010, 08:19 PM Quartel dos Bombeiros, na av Sete de Setembro, em 1973
http://3.bp.blogspot.com/_Q5hNnsGjVdg/TMIItv90ZpI/AAAAAAAABas/1N749VGEOOY/s1600/Quartel+CBM,+Avenida+Sete.jpg
http://1.bp.blogspot.com/_Q5hNnsGjVdg/TMIG0FbIksI/AAAAAAAABao/k_a6rsUJUho/s1600/CBM.+c.1972..JPG
Tropa de bombeiros no quartel da Sete de Setembro
Manaus.ASB November 9th, 2010, 08:22 PM Livraria Acadêmica (1912-2009)
http://2.bp.blogspot.com/_Q5hNnsGjVdg/TMD43_48FuI/AAAAAAAABag/CtkIpwrpJEQ/s1600/OJ.+8Maio1949+Academica.JPG
O Jornal. Manaus, 1949
Fundada em 1912, este estabelecimento fechou as portas ano passado. Agora, o edifício passa por reformas e, certamente, ali não mais haverá livros nem papéis. Nem o acolhimento fidalgo do seu Barata. Restará apenas saudades pelo fim do mais antigo templo ocupado pelos leitores da cidade.
Última foto, em agosto 2009
http://1.bp.blogspot.com/_Q5hNnsGjVdg/TMD3aWcNVyI/AAAAAAAABac/hbUJ3jKTXoo/s1600/Livraria+Academica.JPG
http://catadordepapeis.blogspot.com/2010_10_01_archive.html
Rodriogs November 9th, 2010, 08:29 PM Se pode fazer melhor, vá lá e faça. Contribua, não apenas critique.
No mais, parabéns pelo tópico Manaus.ASB
Eu não critiquei o forista e nem o tópico.
O ''tenso'' foi pq, pelas fotos, o centro historico já era bem acabadinho nessa época.
E eu adorei o thread, viajo muito vendo fotos mais antigas, ainda mais essas de um passado não muito distante. E esses registros ''jornalisticos'' de antigamente tbm são bem interessantes, deveriam ganhar um thread só pra eles
Manaus.ASB November 9th, 2010, 08:30 PM O fim dos Armazéns Rosas, de J. G. Araújo II
http://4.bp.blogspot.com/_Q5hNnsGjVdg/TKTf-_Zd83I/AAAAAAAABUU/QJcrIesmD9U/s1600/OP.+29Set1990+Incendio+JG+(5).JPG
Jornal O Povo. Manaus, 28 setembro 1990
Para melhor entender esse gigantismo, reproduzo a “Cronologia do maior incêndio de Manaus”, publicada em A Crítica, de 28 de setembro de 1990.
O incêndio gigantesco que destruiu grande parte dos prédios situados no quarteirão formado pelas ruas Eduardo Ribeiro, Quintino Bocaiúva, Marechal Deodoro e Teodoreto Souto e também atingiu o prédio da Galeria Central, localizada na Marechal Deodoro, no lado oposto do quarteirão, durou cerca de 4 horas. O inicio do incêndio, segundo informações ainda não oficiais, foi na loja Disco de Ouro, por volta das 13 horas. E foi debelado quando faltavam 10 minutos para as 17 horas. A seguir a cronologia do acontecimento.
O mesmo periódico seguiu analisando o desastre. Em editorial - Fogo que clareia -, salientou as dificuldades manifestas dos bombeiros, e relembrou a punição do coronel Cavalcanti Campos, ex-comandante do Corpo, que, ao denunciar a situação dos “homens do fogo” em programa de TV dirigido por Carlos Souza, hoje vice-prefeito de Manaus, foi severamente punido.
Para encerrar esta postagem, afinal, este sinistro ofereceu motivação para longos debates. Recordo o finado colunista social – Gilberto (Gil) Barbosa, que nele, também encontrou o mote para sua coluna Gente, da mesma data: “Desaparelhamento imperdoável”.
13h – Começa incendiar a loja Disco de Ouro. As pessoas que ali trabalhavam correram a procura de extintores de incêndio.
13h30 – O fogo começa a se alastrar para as lojas vizinhas, em especial para A Cearense.
13h50 - Chegam os primeiros carros do Corpo de Bombeiros. O incêndio já estava tomando dimensões alarmantes, com focos para o prédio da Galeria Central.
14h – Uma senhora, identificando-se como tia das irmãs Cristiane e Claudia Feitosa, chega no local desesperada, dizendo que as duas estavam presas no prédio da Galeria Central. Até o final do acontecimento o fato não foi confirmado. Os bombeiros e policiais garantiram que não havia ninguém no prédio.
14h10 – Finalmente os Bombeiros conseguem armar as mangueiras e usar os jatos de água. Porém, somente pelo lado da avenida Eduardo Ribeiro.
14h15 – Os bombeiros chegam também na rua Marechal Deodoro.
14h20 – Proprietários e empregados da loja Jambo, ajudados pelos bombeiros tiram e jogam nas esquinas das ruas Quintino Bocaiúva e [Marechal] Deodoro, grande parte das mercadorias da loja. Além de salvar um pouco do prejuízo, a operação visava retirar do local todo material de fácil combustão.
14h25 – Alguns bombeiros em cima do telhado da Sayes Importação e Exportação começam a controlar o fogo no prédio da Galeria Central. Nessa hora, o vento começa a soprar em direção à Lobrás e, se ajudou a controlar o fogo da Galeria, piorou a situação na loja Jambo e passou a ameaçar a loja Marisa.
14h40 – Soldado do Corpo de Bombeiros, identificado pelos companheiros como Jocildo, sai carregado com ferimentos na cabeça.
14h50 – O calor na rua Marechal Deodoro é intenso. O capitão Bonates pede a todos que se afastem porque existe material altamente explosivo no sobrado da Jambo. Cinco minutos após a informação se confirma e o telhado do prédio é consumido em poucos minutos.
15h – Caminhões do [supermercado] CO começam a levar todo o material da Dessana, neste instante também sobre ameaça. Nos quinze minutos seguintes chegam diversos veículos de apoio, como um caminhão-pipa da Aeronáutica e da SEMOB [Secretaria Municipal de Obras], e pás mecânicas para limpar o caminho para os caminhões dos bombeiros.
15h25 – O coronel Medeiros [comandante geral] da PM admite que o incêndio naquele momento estava incontrolável. Escutam-se várias explosões.
15h55 – Desaba grande parte da parede [dos Armazéns] que dá frente para a av. Eduardo Ribeiro. Dez minutos depois desaba outro pedaço menor.
16h – Começa a haver pequenos atritos entre a multidão de curiosos que nesta ocasião ocupava toda a Praça do Relógio, av. Eduardo Ribeiro e av. Sete de Setembro. O vento começa a diminuir de intensidade e o fogo começa a ser controlado.
16h30 – Chega um pelotão de choque da PM, com escopetas, submetralhadoras. Acontece um pequeno atrito entre um policial deste pelotão e um repórter de uma estação de TV.
16h55 – Finalmente, o fogo é apagado.
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Curiosos e donos de lojas vêm o prejuízo. O Povo, 28.9.1990
Os prejuízos são incalculáveis! Empresas comerciais inteiras viram anos de esforços transformar-se em cinzas. Os parcos recursos do Corpo de Bombeiros não foram suficientes e o fogo, em algumas horas, consumiu o inacreditável. Sem agentes químicos para debelar e extinguir esse incêndio, mesmo a água foi um fator ausente e que teria sido providencial.
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Jornal já desaparecido, O Povo. Manaus, 28 setembro 1990
http://catadordepapeis.blogspot.com/search/label/A%20Cr%C3%ADtica
Manaus.ASB November 9th, 2010, 08:34 PM ^^
Eu era bem pequeno mas lembro desse fatídico dia.
:ohno:
Manaus.ASB November 9th, 2010, 08:40 PM Alarme falso de bomba na agência da Caixa Econômica Federal, Manaus agosto de 1980
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A Crítica. Manaus, 30 agosto 1980
No final de agosto de 1980, ainda se vivia sob o Governo Militar, aconteceu um alarme falso de bomba na agência da Caixa Econômica Federal, situada na rua Barroso, ainda hoje em funcionamento. Ao seu lado, funcionava a Justiça do Trabalho, e mais adiante a agencia do Banco do Estado do Amazonas que vendia seguros em geral.
Não podia ser diferente, a evacuação do prédio causou aquele rebuliço. Atraindo uma grande multidão para assistir quem sabe o trabalho da polícia. Ou ver a bomba explodir. Como não havia bomba, os curiosos ficaram a ver os fuscas da Polícia Militar. Sim, porque a PM ainda utilizava esses prosaícos veículos no serviço de policiamento.
Interesante é que no início do mês, Mário Adolfo, competente chargista, publicou em sua coluna a ilustração seguinte. Parecia prever a notícia alarmante do final do mês. Afinal, agosto é mês do desgosto.
Mas, para entender o trabalho do chargista, Ibrahim Sued era um colunista social, com programa de TV. Era com o mote - bomba, bomba, que anunciava suas notícias.
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A Crítica. Manaus,
10 agosto 1980
http://catadordepapeis.blogspot.com/search/label/A%20Cr%C3%ADtica
Manaus.ASB November 9th, 2010, 09:07 PM 1988
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Teatro bastante maltratado
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Manaus.ASB November 9th, 2010, 09:15 PM Av Eduardo Ribeiro - anos 60
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(Por: José Carlos Pina)
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(Por: Bruno Oliveira)
Manaus.ASB November 9th, 2010, 09:23 PM Antiga sede da TV Amazonas - 1972
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Bairro da Cachoeirinha
Manaus.ASB November 9th, 2010, 09:26 PM Manaus 1975 - Cachoeira de Tarumã
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(Por: José Luís Silva)
Propaganda da TOP LOJAS, hoje TOP INTERNACIONAL
Av Eduardo Ribeiro - 395 Fone: 2-0848
Manaus.ASB November 10th, 2010, 02:14 PM Balneário do Parque 10 de Novembro - 1970
Vamos relembrar o balneário que, por décadas, proporcionou um refrigério aos manauaras. Denominado de Dez de Novembro para assinalar o primeiro aniversário do Estado Novo, em 1938, foi construído aproveitando o leito do igarapé do Mindu.
Apenas para os da segunda idade: Estado Novo foi o título da intervenção mais profunda no governo do País. Em resumo, foi o reinício da ditadura de Getúlio Vargas, que se estendeu até 1945.
O logradouro construído sobre o leito e margens do igarapé do Mindú, aproximadamente hoje no entroncamento das ruas Recife e Darcy Vargas, serviria para o lazer e satisfação das famílias amazonenses, principalmente nos domingos e feriados. Era provido de piscina natural, área verde, zoológico e um restaurante que oferecia uma culinária regional.
Ao longo de uma vereda que fazia uma bifurcação com as ruas acima citadas, hoje Efigênio Sales ( V-8), havia inúmeras chácaras todas utilizando o igarapé do Mindú.
http://2.bp.blogspot.com/_Q5hNnsGjVdg/TNoJEo3o6EI/AAAAAAAABf8/dz50-LPPgrM/s1600/JC.+30Julho1970+Parque+Dez+%25282%2529.JPG
Jornal do Commercio. Manaus, 30 jul. 1970
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Jornal do Commercio. Manaus, 30 jul. 1970
http://catadordepapeis.blogspot.com/search?updated-min=2010-01-01T00%3A00%3A00-04%3A00&updated-max=2011-01-01T00%3A00%3A00-04%3A00&max-results=50
Manaus.ASB November 10th, 2010, 02:20 PM Nova agencia do Banco do Brasil em Manaus - Outubro de 1970
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http://catadordepapeis.blogspot.com/search/label/Distrito%20Industrial
Manaus.ASB November 10th, 2010, 02:28 PM Cine Guarany - 1977
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Av: Getúlio Vargas, hoje alí é uma agencia do banco Itaú
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HSilva November 10th, 2010, 02:47 PM Legal ver essas fotos. Adoro fotos antigas; é o retrato de nossa história e quando juntamos as fotos parece que um filme vai passando! Os habitantes de Manaus de mais idade devem ter um bom "filme" (registro) em suas memórias da evolução da cidade: Manaus antes da zona franca, Manaus pós zona franca, Manaus metrópole atual!
Manaus.ASB November 10th, 2010, 05:03 PM 1970
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Abertura ao tráfego da Rodovia Presidente Costa e Silva, inaugurada no dia anterior. Na verdade, é uma larga avenida iniciada no bairro da Cachoeirinha para atingir o aeroporto de Ponta Pelada. Hoje, é conhecida por avenida Silves. A foto mostra ao fundo o cruzamento desta com a rua Maués, sobressaindo o depósito da Bemol.
http://1.bp.blogspot.com/_Q5hNnsGjVdg/S7K4oYnrXlI/AAAAAAAAANQ/NkgVOjge2Y8/s1600/OJ.+31Mar%C3%A7o1970+(2).JPG
O Jornal. Manaus, 31 Março
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Instalação da Base Aérea de Manaus, em solenidade presidida pelo marechal-do-ar Marcio de Souza Mello, ministro da Aeronáutica, depois vice-presidente do País.
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O Jornal. Manaus, 31 Março.
http://catadordepapeis.blogspot.com/search/label/Base%20A%C3%A9rea%20de%20Manaus
Manaus.ASB November 10th, 2010, 05:16 PM Fábrica de Móveis Teixeira & Couteiro
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Fábrica de móveis, de Teixeira e Couteiro
Av: Joaquim Nabuco com a rua Lauro Cavalcante - Centro
Volto a mostrar um detalhe do Centro Histórico, o cruzamento da avenida Joaquim Nabuco com a rua Lauro Cavalcante, onde hoje se encontra o edifício David Novoa.
A foto antiga, possivelmente de 1950, mostra a Fábrica de Móveis Teixeira & Couteiro, ambos portugueses. Os móveis eram fabricados com madeira de lei, como recomendava o catálogo da época. Pode-se perceber os trilhos de bondes que circulavam naquela artéria, e o poste de ferro sem nenhum acessório, para a distribuição da energia elétrica.
Na porta do comércio-residência encontra-se seu Joaquim Teixeira e família. Sentado, ele cuida do "fila brasileiro"; dona Laurinda, a esposa, da Rosalina, enquanto, escondido pelo pai, vê-se com esforço o Fernando.
http://3.bp.blogspot.com/_Q5hNnsGjVdg/TKqNWiDTJwI/AAAAAAAABVw/RC49HhSbVvU/s1600/Ed+David+Novoa+(5).JPG
Ed. David Novoa, outubro 2010
No início dos anos 1970, foi levantado o prédio David Novoa. Depois que os trilhos desapareceram sob o asfalto e o poste de ferro trocado por de cimento. Imponente para os primeiros momentos da Zona Franca de Manaus, o Novoa dispunha de dezessete andares e amplos apartamentos com quartos de bom tamanho. Como ainda não se desconfiava da proliferação de automóveis, são poucas as vagas para estacionamento.
http://catadordepapeis.blogspot.com/search/label/Avenida%20Joaquim%20Nabuco
Well_Rock November 10th, 2010, 05:23 PM Cine Guarany - 1977
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Av: Getúlio Vargas, hoje alí é uma agencia do banco Itaú
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Um dos primeiros cinemas do Norte. Manaus teve a primeira exibição de filmes da Amazônia. Foi no próprio Teatro Amazonas, durante a exibição de um filme do cineasta Silvino Santos.
Alias, muitas das cenas registradas da Manaus da época da borracha foram filmadas pelo Silvino Santos.
Manaus.ASB November 10th, 2010, 05:26 PM Anos 50 e 60
No início de 1960, a Companhia de Bombeiros Municipais (CBM) possuia 36 homens, dos quais, 24 soldados. Estava sediada em um galpão nos fundos da Prefeitura, na Praça Dom Pedro II. A partir dessa data, com a ocorrência de uma série de desastres, que marcam profundamente o serviço de extinção de incêndios, acontece a reestruturação do serviço. E o transforma em definitivo.
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A Crítica. Manaus, 21 out. 1958
Quando, em 1957, o comandante Ventura efetuou campanha na Cidade, buscando arrecadar fundos para a aquisição de viatura especializada, afinal comprada, recebeu do governo do Estado uma verba substancial. Por isso, diante do desaparecimento dos voluntários, a Prefeitura teve que se empenhar na restauração dessa instituição. A mudança pôs-se em marcha a partir de 1963.
http://1.bp.blogspot.com/_Q5hNnsGjVdg/TDfoJqZ1dUI/AAAAAAAAA1g/-cawPg2JMHY/s1600/AC.+08MAIO1956+Bombeiros.JPG
A Crítica. Manaus, 8 maio 1956
Vejamos o relato do combate ao incêndio na Usina de Castanha “3 Unidos”, produzido pelo Jornal do Comércio,(13 maio 1960):
Normalmente as estufas trabalham com a temperatura de 50 a 55 graus centígrados e nestes dois últimos dias estavam funcionando com 65 a 70 graus, o que por certo provocou o sinistro.
Violento incêndio ocorreu às 11h de ontem, nas estufas de secagem de castanha da fábrica “Três Unidos”, de propriedade da firma Bentes, Melo & Cia., situada na rua Visconde de Porto Alegre esquina com a av. Ipixuna, que se prolongou até as últimas horas da tarde, ficando totalmente danificadas as estufas e dois pavilhões de alvenarias cobertos de zinco onde se encontravam localizadas.
Causa provável: Falando a nossa reportagem, o encarregado da estufa, Sr. Waldemar, e um dos sócios da firma declararam que a possível causa do incêndio fora a elevada temperatura imposta à mesma, tendo em razão do fato pegado fogo os tabuleiros de castanha daí se propagando para as paredes e pegando fogo também uma grande quantidade de castanha que se encontrava secando.
Carros-pipas da Força Aérea Brasileira, Deram e ambulâncias do Exército, do Samdu e Pronto Socorro estiveram em ação, transportando feridos para o Pronto Socorro e Hospital Militar. Os alunos da Escola Técnica e os Escoteiros prestaram também a sua colaboração ajudando as autoridades a evacuar as ruas e transportando materiais de dentro dos depósitos.Por ocasião do combate a este sinistro, mas em decorrência de acidente de trânsito morreu Constantino José Machado, subcomandante dos Voluntários. O acidente aconteceu no cruzamento das avenidas Eduardo Ribeiro e Sete de Setembro, quando o ônibus da Transportamazon (empresa estatal), avançando no cruzamento, colidiu com o carro-pipa dos voluntários. Além do morto, saíram gravemente feridos os bombeiros: o motorista, Mario Cunha (21a), e os ajudantes Milton Dib Nunes (18a) e Cláudio Barbosa Santos (19a).
(...)
http://catadordepapeis.blogspot.com/search/label/Bombeiros%20Volunt%C3%A1rios
Manaus.ASB November 10th, 2010, 05:32 PM Teatro Amazonas 1974
Restauração do teatro - um filme de propaganda da ditadura militar narrado por
Sérgio Chapelin e restaurado por Nilo Martins
5linMI5Qjyk
Metropolitano Manaus November 10th, 2010, 05:41 PM Que lembranças eu tenho dos cinemas de Manaus
Lembro que ia muito no Cine Carmem Miranda
Cinema 2 (Depois Cantinflas em 1988)
Cine Chaplin
thiagosanchez November 10th, 2010, 08:26 PM O thread tá ficando muito interessante. :applause:
Grande Manaus November 11th, 2010, 01:52 AM Um dos primeiros cinemas do Norte. Manaus teve a primeira exibição de filmes da Amazônia. Foi no próprio Teatro Amazonas, durante a exibição de um filme do cineasta Silvino Santos.
Alias, muitas das cenas registradas da Manaus da época da borracha foram filmadas pelo Silvino Santos.
Um dos pioneiros em Manaus , antigo Cine veneza
Manauense November 11th, 2010, 01:56 AM Eu sou um dos manauaras que viveu a transição da Manaus cidade-média para a Manaus metrópole.
Algumas lembranças de um manauara de 33 anos:
1. O "Cinema Novo", onde hoje existe um edifício no qual funciona uma das unidades acadêmicas da UniNorte, era lindo! Na minha opinião, era uma das melhores e mais confortáveis salas de cinema do Brasil dos anos 80.
2. A balada "Mykonos" era um dos points da galerinha dos anos 80. Geralmente, nas segundas-feiras, o assunto mais comentado entre os mauricinhos e as patricinhas do Lato Sensu e do La Salle (colégios onde estudei) eram as fofocas publicadas na coluna "Tipo Soft", escrita pelo jornalista Alberto Chã Filho (do Jornal "A Crítica"). Quem frequentava a Mikonos não escapava de ser flagrado pelas lentes do Alberto Chã e aparecia nas fotos da Tipo Soft. Eu era uma figurinha fácil naquela coluna ... :lol:
3. Quem não conhecia o Studio Tropical, que era a balada mais chic de Manaus?!
4. "O Paulo's Bar", localizado no Petro (bairro do Aleixo), era, juntamente com o Bar Flets (no Aruanã) e o Papagaio's (na Ponta Negra), os bares mais badalados na Manaus dos anos 80 e 90.
5. O "Kalamazon" era a balada para quem curtia lambada, brega e outros ritmos populares. Não existia melhor lugar para "agarrar" uma caboquinha do que no Kalamazon... :lol:
6. A "prainha" do hotel Tropical era um refúgio para quem queria curtir uma praia fluvial em plena cidade de Manaus. Costuma ser limpinha e era aberta a hospédes e não-hóspedes do Hotel Tropical.
7. Antes da fama das cachoeiras e corredeiras de Presidente Figueiredo (AM), quem fazia sucesso eram as quedas d'água do Tarumã, que, por incrível que pareça, era um rio muito limpo!
8. O aeroporto internacional Brigadeiro Eduardo Gomes era considerado um dos mais modernos e chics do Brasil. Foi o primeiro a contar com fingers. Muitas pessoas frequentavam o restaurante localizado junto ao terraço panorâmico e era uma diversão ver aviões enormes como os jumbos e MD11 da saudosa VARIG, bem como os charmosos aviões da Air France (que faziam a rota Lima/Manaus/Paris).
9. Quando a BR-319 ainda estava em pleno funcionamento, havia ônibus de Manaus a São Paulo. A rodoviária era bastante movimentada. A principal empresa que operava nas rotas interestaduais era a "Andorinha".
10. A garotada pedia para os pais comprarem o jornal de domingo (A Notícia) para lerem o tablóide "O Curumim", escrito pelo jornalista Mário Adolfo.
11. A retransmissora da rede Globo era a extinta "TV Baré". A TV Amazonas retransmitia a programação da Bandeirantes. Gente, isso era no começo dos anos 80... :lol:
12. O bairro de Adrianópolis tinha ruas muito tranquilas. Trânsito pesado apenas nas ruas (avenidas) Recife e Paraíba.
13. Antes da inauguração do shopping mais antigo da Amazônia (o Amazonas Shopping Center), o que mais se aproximava de um shopping era o CECOMIZ. Para nós, manauaras, era uma "sensação" poder desfrutar de um "shopping de verdade" a partir do ano de 1991! :lol:
14. O bairro do Centro Histórico - também chamado de "Cidade" ou "Comércio" pelos mais antigos - era muito charmoso, repleto de lojas de importados. Havia muitos turistas nas ruas. Existiam ótimos hotéis nos anos 80 (Plaza, Imperial, Ana Cássia e outros tantos).
15. A Praça da Matriz, que na verdade é a junção de duas outras praças (Praça Osvaldo Cruz e Praça XV de Novembro), era muito bem frequentada. Depois da Missa de domingo, as crianças iam ao mini zoo, que funcionava em um dos trechos da Praça Osvaldo Cruz (quase em frente ao Banco do Brasil).
Eu amo muito Manaus! Morro de raiva quando tentam, a todo custo, denegrir a imagem da nossa cidade e de nosso povo. Temos muito a melhorar, mas felizmente temos muito a comemorar, pois nossa terra e o nosso povo são maravilhosos.
Não moro em Manaus há alguns anos, mas meu coração está sempre, todos os dias, em Manaus. Viajo para a nossa "Manô" a cada três meses, pois dela não consigo me separar por muito tempo.
David czs November 11th, 2010, 02:48 AM Quanta diferença entre passado e futuro.
Manaus.ASB November 11th, 2010, 02:26 PM Do que eu mais lembro desses meus 28 anos de vida...
1. Ao menos uma vez por semana ir comer na lanchonete do Ziza's da Eduardo Ribeiro, isso em fins dos anos 80.
(O Ziza's tinha 03 unidades pelo que me recordo, além da Eduardo Ribeiro, tinha a unidade da praça 14 e a do Eduardo Gomes.)
2. Frequentava o o Parque Tom e Jerry.
3. Cinemas Renato Aragão e Chaplin
4. Frequentava o clube Guanabara alí no V8 Efigenio Sales
5. Lembro que o meu pai buscava água mineral alí na Santa Cláudia direto da torneira.
6. Adorava a pizza do supermercado Vitopan
7. As melhores musicas tocavam na Tropical FM, hoje rádio Cidade FM
8. O primeiro carro da família era um fusca 77 de placas amarelas ZD-0756
9. Conforme uma antiga agenda que achei lá pelas coisas antigas de casa, o primeiro numero de telefone da minha residencia era o 2-3211 isso nos anos 70, depois mudou pra 234-6249 nos anos 80.
(...)
Manaus.ASB November 11th, 2010, 03:17 PM Propaganda da loja Posto Sete Ltda. anos 60
http://3.bp.blogspot.com/_Q5hNnsGjVdg/S7_zQmUnOuI/AAAAAAAAAQo/YyPOIGYCytk/s1600/MAR%C3%87O1960.JPG
Antigo End. Av Sete de Setembro, esquina da av. Duque de Caxias, em frente a Escola Técnica, hoje Ifam.
http://catadordepapeis.blogspot.com/search/label/Comarsa
Manaus.ASB November 11th, 2010, 03:24 PM 1960
Ainda falando de automóveis, a 25 de março de 1960 (outro cinquentenário), ocorreu em São Paulo o lançamento do Aero Willys, carro tamanho família. Em Manaus, o modelo desembarcou pouco antes do final do mês. E, para melhor atender a clientela, a 10 de abril, a Comarsa inaugurou sua sede, honrada com a presença do Governador do Estado, Gilberto Mestrinho. Além do governador, destacam-se na foto de O Jornal, d. João Souza Lima, arcebispo do Amazonas, o industrial Isaac Sabbá, Luis Costa, secretário de governo, e a direção da empresa. A Comarsa hoje já desapareceu, foi substituída por novas concessionárias.
Falando na solenidade, Gilberto Mestrinho "agradeceu a realização da Comarsa, como parte do esforço pela construção do 'Novo Amazonas', formulando votos para que o exemplo fosse imitado por muitos, para maior grandeza do nosso Estado e felicidade de sua gente."
http://1.bp.blogspot.com/_Q5hNnsGjVdg/S7_yg5kgf6I/AAAAAAAAAQg/_AIBAEDZ82s/s400/AC.+25MAR%C3%87O1960+(2).JPG
http://2.bp.blogspot.com/_Q5hNnsGjVdg/S7_xqgLmbGI/AAAAAAAAAQQ/x6dW87uKHjU/s1600/OJ.+10Abril1960.JPG
O Jornal, 10 Abril 1960
http://4.bp.blogspot.com/_Q5hNnsGjVdg/S7_xWTrNznI/AAAAAAAAAQA/XRnd8LWkVIY/s1600/OJ.+10Abril1960+(1).JPG
http://catadordepapeis.blogspot.com/search/label/Comarsa
Manaus.ASB November 11th, 2010, 03:46 PM Anos 70 - Companhia de Polícia de Rádio Patrulha – Cia P RP
A capital amazonense, nessa ocasião, já sentia a pujança do comércio da Zona Franca, espalhado pelo centro comercial. A polícia necessitava ampliar, fortalecer esse tipo de policiamento. Levou algum tempo, mas a mudança aconteceu em junho de 1972, quando o coronel Paulo Figueiredo inaugurou a Companhia de Rádio Patrulha.
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Quartel da Rádio Patrulha, av. Duque de Caxias, em 1975
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A Crítica, 27 jan. 1980
Em 1977, mudou-se para o quartel existente na rua Dr. Machado, nos fundos da mesma maternidade, com ligação com o quartel anterior. Enfim, a evolução da cidade exigiu mais força no policiamento. A Rádio Patrulha foi extinta em março de 1988, sob o comando do major Wilde de Azevedo Bentes. Neste quartel, em nossos dias, encontra-se aquartelado o RAIO.
http://catadordepapeis.blogspot.com/search/label/Companhia%20de%20R%C3%A1dio%20Patrulha
Manaus.ASB November 11th, 2010, 03:53 PM Jornal A Notícia
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Extinto nos anos 80
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Manaus.ASB November 11th, 2010, 04:02 PM Obelisco em homenagem a cidade de Manaus
Existem alguns aspectos da nossa cidade que, com o tempo, perde o seu significado, ninguém dar mais valor, as pessoas passam por perto e não dão a mínima – o Obelisco em homenagem ao “Primeiro Centenário da Elevação de Vila da Barra do Rio Negro à Categoria de Cidade”, situado no início da Avenida Eduardo Ribeiro – é um deles.
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Observando a fotografia antiga, pode-se observar o quanto a nossa cidade era pacata, porém, muito bonita, limpa e arborizada - aparece em primeiro plano o referido Obelisco, ao fundo, a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, o Relógio Municipal, o Aviaquário, uma Praça com o Chafariz, bandeirinhas de papel enfeitando o lugar, prédios do megaempresário JG Araújo, pouquíssimas pessoas na rua, em destaque para um moleque brincando de “roda” (lembrei-me da minha infância) e somente um automóvel passando pelo local.
Vamos entender um pouco sobre o significado do nosso Obelisco baré -, segundo os historiados, a fundação de Manaus deu-se em 1669, com a construção do Forte de São José do Rio Negro; em 1832, foi elevada a qualidade de vila, com o nome de Vila de Manaós (mãe dos deuses); em 1848, passou a categoria de cidade (24/10/1848), com o nome Cidade da Barra do Rio Negro, ficou até 1856, quando voltou a denominar-se Cidade de Manaus (04/09/1856); em 1948, o Obelisco foi erguido exatamente para homenagear o centenário da elevação de Manaus a categoria de cidade.
Anos 2000
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Passados sessenta e dois anos, o cenário do entorno do Obelisco é desolador, com centenas de pessoas andando por todos os lados; enormes engarrafamentos de automóveis; estacionamento de motocicletas; inúmeras barracas de camelôs, vendedores de frutas, peixes e comidas; lixo em toda a extensão; sumiram o Aviaquario e os prédios do JG (tocaram fogo); o Chafariz permanece no local, porém não jorra água; a Igreja continua imponente, ainda bem!
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http://jmartinsrocha.blogspot.com/
Manaus.ASB November 11th, 2010, 04:09 PM Material publicitário do início do século XX
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Manaus.ASB November 11th, 2010, 04:14 PM CAFÉ DOS TERRÍVEIS - início do século XX
Praça do Commercio (Canto da Rua Demetrio Ribeiro)
Endereço Telegráfico: TERRIVEIS
CAIXA 433 TELEPHONE 82
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BEBIDAS FINAS, CARNES FRIAS, CHÁ, CHOCOLATE, CAFÉ, OVOS, CANJA A QUALQUER HORA DA NOITE.
CONFORTO, BOM SERVIÇO, RAPIDEZ E ACEIO
ALFREDO RODRIGUES SOEIRO
********MANAOS*******
Esta fotografia antiga mostra o Café dos Terríveis e o comercial da época - este local está, atualmente, totalmente descacterizado, fica na Rua Visc. de Mauá esquina com a Rua G. Vitorino, baixo meretrício do centro antigo de Manaus.
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Manaus.ASB November 11th, 2010, 04:35 PM Usina Londrina
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Fábrica Londrina (atual Colégio e Faculdade CEL)
Fábrica Papaguara
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Fábrica Papaguara (prédio abandonado em frente ao Colégio Solon de Lucena)
Ambas na Av Constantino Nery
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Manaus.ASB November 11th, 2010, 04:52 PM Faculdade de Medicina - UFAM nos anos 70
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No Boulevard Álvaro Maia
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Faculdade de Estudos Sociais - UFAM anos 70
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Rua Monsenhor Coutinho - Centro
O prédio onde funcionava a nossa velha faculdade foi transformada na Escola Estadual Eunice Serrano Telles de Souza, a FES foi transferida faz muito tempo para o Campus da UFAM.
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Manaus.ASB November 11th, 2010, 04:56 PM Prédio do Iapetec, foi considerado o prédio mais alto de Manaus, atual INSS.
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Manaus.ASB November 11th, 2010, 07:52 PM Lanchonete Ziza's
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http://www.fotolog.com.br/mattribeiro/9698974
:D
David czs November 12th, 2010, 12:40 AM Faculdade de Estudos Sociais - UFAM anos 70
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Olha os fuscas aaaeeeeeeee....:lol:
Manaós November 12th, 2010, 05:33 AM Nossa!! Tá ficando muito massa, o thread!!!! :okay:
luisaugusto November 12th, 2010, 01:04 PM Algumas de 1977
13.
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http://www.flickr.com/photos/11537561@N05/3004739691/
Essa foto me lembra muito as minhas antigas viagens pra Cametá-pa!
Manaus.ASB November 12th, 2010, 06:37 PM Expansão da Rua Paraíba, bairro Adrianópolis. Manaus 1970
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O registro mostra a expansão da rua Paraiba, em direção ao conjunto do Parque Dez. A prefeitura de Manaus, já em 1970, vencera o imenso declive que impedia a continuação desta artéria. Como se vê, pouco existia em construção.
Rua Paraíba - 1972
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Na foto, em 1972, o prefeito Paulo Nery cercado de militares. Aparecem o coronel Jorge Teixeira que, mais adiante, seria Prefeito de Manaus; o major Nicanor Silva, comandante dos Bombeiros; e (em primeiro plano) o capitão Osorio Fonseca, então comandante da Companhia de Trânsito da PM. Destaque mesmo para o carro oficial (a "lancha") do prefeito.
Rua Paraíba - Agosto de 2010
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Depois chegaram os condomínios e o pedaço ganhou destaque, alcunhado de "Baixo Paraiba". Vieram outros residenciais e, por fim, o Shopping Manaura. Ah, sim, a rua mudou de nome.
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Rua Paraiba, hoje, próximo ao cruzamento
com a rua Belo Horizonte
http://catadordepapeis.blogspot.com/search/label/Coronel%20Jorge%20Teixeira
Manaus.ASB November 12th, 2010, 06:48 PM Rua Lobo d´Almada, no Centro - Manaus 1905
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A rua Lobo d´Almada poderia hoje ser rua Adolpho Lisboa.
Em 1905, essa via era denominada de travessa da Matriz, porque se estendia até o flanco esquerdo do templo católico. Lisboa, prefeito de Manaus, efetuou a reparação da travessa, aterrando alguns pequenos cursos de água que impossibilitavam o nivelamento.
Realizada a restauração, o Jornal do Commercio, que apoiava incondicionalmente ao Prefeito Lisboa, dirigiu uma campanha visando substituir aquela denominação por rua Adolpho Lisboa.
A identificação por Lobo d´Almada assegura que não prosperou a iniciativa do jornal.
Rua Lobo d´Almada, no Centro - Manaus 2010
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http://catadordepapeis.blogspot.com/search/label/Adolpho%20Lisboa
Manaus.ASB November 12th, 2010, 07:35 PM Eleições amazonenses 1950
Algumas décadas depois do ciclo da borracha, Manaus vivia cercado de uma pobreza extrema, "para encurtar a conversa", sequer havia energia elétrica. Havia sim, energia produzida pelo "motor de luz" do Porto e distribuida pelo "cabo C", que apenas distinguidos cidadãos privilegiavam. E tristemente candidata a "porto de lenha".
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O Jornal, no dia das eleições, convoca os eleitores
Sob esse panorama encerrava-se o mandato do governador Leopoldo Neves, ou, simplesmente Pudico. Aliás, este já renunciara ao cargo para se inscrever ao Senado nas eleições de 3 de outubro de 1950. Como deve ocorrer no final de semana, 60 anos depois!
Dois partidos seguiam dominando a cena política: Partido Social Democrático (PSD) e a União Democrática Nacional (UDN). Mas, outras siglas já prosperavam no País, destacando-se o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB).
Outra questão influiu nas eleições regionais. Dizia respeito à presença de Getúlio Vargas, de volta ao poder executivo nacional. Envolvido pelo movimento do "queremismo", Vargas atropelou seus concorrentes. Sua vitória estendeu o mesmo efeito para antigos correligionários.
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O Jornal. Manaus,
3 outubro 1950
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O Jornal. Manaus, 1º outubro 1950
No Amazonas, os dirigentes do PSD não se entenderam e, devido ao "racha", foram à disputa dos votos. Dessa maneira, restou para governador, pelo PSD, Álvaro Maia, e pela união UDN-PTB, Severiano Nunes.
Venceu o pleito o ex-interventor federal, também poeta e prosador, Álvaro Maia. A posse do novo governante ocorreu em 31 de janeiro de 1951.
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O Jornal. Manaus, 4 outubro 1950
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Resultado parcial em O Jornal. Manaus, 24 outubro 1950
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Manaus.ASB November 12th, 2010, 07:43 PM Cine Avenida
Cine Avenida - 1940
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Nas noites de sexta-feira, o cine Avenida promovia a “Sessão Chic das Moças”, rodando filmes adequados aos valores comportamentais da sociedade manauara: A Noiva, Suplício de uma saudade, Três dias de vida, O Coração não envelhece e Sonho de Estrelas, só para exemplificar. Essa sessão era especialmente frequentada por casais enamorados.
Para ampliar o conforto, em fevereiro de 1954, a Empresa Bernardino instalou cadeiras estofadas no cine Avenida. Mas, apesar de ostentar o título de “cinema da elite”, nele havia somente ventiladores de teto e, ao contrário de outros cinemas de Manaus, não possuía palco para a realização de espetáculos.
Em agosto, o técnico Mario Schneider, da Companhia Black de São Paulo, instalou no Avenida a tela panorâmica e os projetores da marca “Gaumont-Keller” (os existentes neste cine foram montados no cine Vitória). A estréia da tela panorâmica, marcada para 7 de setembro, ocorreu na 2ª quinzena desse mês, devido o atraso na chegada do filme Luzes da Ribalta, de Charles Chaplin.
Em 1955, veio mais um melhoramento na luxuosa sala da av. Eduardo Ribeiro: a instalação do “cinemascope”. A estréia sucedeu na noite de 16 de julho, apresentando O Príncipe Valente, com James Mason e Robert Wagner. “O sistema proporcionava maior raio visual, emprestando à película maior campo de ação e permitindo, igualmente, a apresentação, em primeiro plano de tantos atores quantos a cena requer e, de modo simultâneo, uma vista panorâmica de ação filmada”, explicava o Jornal do Commércio (Manaus, 14.7. 1955).
A 18 de agosto de 1956, faleceu no Pará o fundador da empresa, Antonio Lamarão. Na igreja de D. Bosco, foi rezada a missa de 30º dia, encomendada por seus amigos e ex-sócios, Adriano Bernardino e Aurélio Antunes.
Todos os anos, em 27 de março, a empresa Bernardino comemorava o aniversário do cine Avenida, exclusivamente com a exibição de filmes. No 21º aniversário desta sala, o jornal A Gazeta (Manaus, 27.3.1957) destacou:
Ponto obrigatório de freqüência da melhor sociedade amazonense, que dirigentes da Empresa, para brindar seus clientes, o aniversário do Cinema AVENIDA, por isso mesmo, é uma efeméride que leva satisfação e alegria também aos seus freqüentadores, aos quais a empresa proprietária, numa justíssima homenagem, pela preferência, brindará durante todo o dia de hoje, com um excelente programa de muito bem escolhidas películas.
Cine Avenida, Manaus, 1973
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No período de 17 a 22 de novembro de 1966, foi realizado em Manaus, o I (e único) Festival de Cinema Amador do Amazonas, patrocinado pelo Clube da Madrugada, J. Borges Filmes, Rádio Rio Mar e A Crítica. O encerramento ocorreu na noite de 21, no cine Avenida, em sessão especial para convidados.
Contrariando as previsões de que só teria sucesso de bilheteria nos cinemas suburbanos, o filme “Paixão de um Homem” levou ontem, ao Cinema Avenida (em plena Eduardo Ribeiro), uma das maiores enchentes já recebidas por aquela casa. O principal figurante da película é o discutido cantor Waldik Soriano, que, com o chapéu e o óculos que marcam a sua personalidade fez a fila do “Avenida” atingir a Rua Joaquim Sarmento.
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A intenção era mostrar a loja Bemol, sucedânea do cine Avenida, todavia, hoje as barracas não permitem
A comissão julgadora do I Festival de Cinema Amador era composta por: Madalena de Almeida (Jornal do Brasil); Décio Luiz (da J. Borges Filmes e TV Continental); Padre Luiz Ruas (1931-2000) e José Gaspar (1937-). Saiu vencedor do Festival o curta-metragem Carniça, de Normandy Littaiff, sob protestos dos demais participantes.
Tal qual sucedeu a outros cinemas da cidade, a televisão afastou o grande público. As chanchadas nacionais foram substituídas pelos faroestes italianos, conhecidos popularmente como “Western Spaghetti”: Viva Django, Os Abutres têm fome, 7 Dólares ensangüentados, A Marca da forca, etc. O baixo custo no aluguel dessas fitas ainda garantia pequena lotação aos domingos.
Em outubro de 71, a comissão formada pelos vereadores Francisco Flores, Aluizio Oliveira e Praxíteles Antony, visitou os cinemas da cidade e constatou vários problemas. Entre esses, a falta de higiene, conforto, conservação e segurança. Consultados os proprietários, todos alegavam os mesmos motivos: um, a televisão, que afugentou os freqüentadores; outro, o ingresso a Cr$ 1,50 (um cruzeiro e cinquenta centavos), mais barato que o cobrado nos cinemas do Sul, que cobravam entre quatro e cinco cruzeiros. Mais dois, as cadeiras quebradas pelos espectadores; e a exigência de ingressos padronizados pelo INC, impostos etc.
Em junho de 1972, a Prefeitura de Manaus determina o fechamento de todos os cinemas da cidade, exceto o Avenida. O INC, por seu delegado regional, Afonso Lopes, diverge da Comuna, por entender que cabia à entidade o serviço de fiscalização das casas de diversões. O cine Avenida apesar da crise, ainda desfrutava de boa frequência, como atesta o Jornal do Commércio (27.02.1973).
A 16 de março de 1973, o controle acionário da A. Bernardino passou para o grupo Phellipe Daou. Daou cogitou montar ao lado do cine Avenida uma espécie de cinema-modelo: Cine Hora, equipado com bastante luxo e conforto e capacidade para 200 ou 300 lugares. Esse projeto, todavia, não se concretizou.
A campanha encetada pela Prefeitura já havia ocasionado o fechamento de quase todos os cinemas da cidade. Ainda resistiam o Avenida, o Guarany e Ipiranga. A agonia do “fecha ou não fecha” do Avenida prolongou-se até o encerramento de suas atividades na noite de 2 de julho de 1973. Projetou nessa noite o filme Fugindo do Inferno. Lamentou A Crítica:
Manaus hoje deve estar regredindo, pois todos os cinemas foram fechados, seja por qual for o motivo, isso significa uma grande perda para a população. Os cinemas Polytheama e Éden fecharam no último fim de semana. O Avenida ia continuar por mais algumas horas. Ontem chegou a sua vez. As placas com os cartazes desapareceram. A porta ficou fechada e o movimento cotidiano em frente àquela casa de diversões acabou. Tudo ficou no maior silêncio e dentro do prédio, um empregado cuidava da limpeza para conservar a casa.
A seguir, o imóvel foi vendido para a firma Benchimol, Irmãos Cia Ltda., que ali instalou mais uma loja de eletrodomésticos.
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Manaus.ASB November 12th, 2010, 07:54 PM Incêndio da Orquideas Modas
Na Praça da Polícia existia uma loja de moda feminina, frequentada pela grafinagem de Manaus nos anos 1960. Denominada de Orquídeas Modas, a loja estava situada entre o Mocambo, um arremedo de lanchonete, e a residência da família Grosso, quase na esquina da rua Dr. Moreira.
Sua proprietária, dona Anita Pereira, dirigia o estabelecimento junto com seu filho Fernando Pereira.
Ao meio-dia de 10 de setembro de 1970, o fogo tomou conta da loja. Os Bombeiros, que estavam aquartelados na avenida Sete de Setembro, logo chegaram ao local. Descreve o Jornal do Commércio, de 11 de setembro, que os bombeiros acorreram com a única viatura disponível - o Auto Bomba Tanque nº 2, no popular, alcunhado de carro pipa. Atacaram o fogo, mas encerrada a carga do ABT, tiveram que se deslocar ao Parque Dez (balneário) para o reabastecimento. Tempo de espera: 40 minutos.
Os bombeiros, que pertenciam ao município de Manaus, passavam por reestruturação sob o comando do tenente Nicanor Silva, mas ainda não dispunham de equipamentos com recursos necessários ao combate de incêndio mais grave. Por isso, o mesmo jornal criticou mais essa desastrada atuação. Menos de três anos depois, a obrigação de combater o fogo passou para a esfera da Polícia Militar.
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Policiais militares cooperam na proteção ao patrimônio
A proximidade do Quartel da Praça da Polícia permitiu que os policiais colaborassem, retirando do prédio sinistrado e dos ameaçados pelo fogo os móveis e utensílios possíveis. Também colaboraram na proteção desse patrimônio, como se observa nas fotos expostas. Obviamente, os comandados da PM foram contemplados com elogios.
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Bombeiros atuam na Orquídeas, à esq. desta, o Mocambo
A demora do transporte de água e a fragilidade dos Bombeiros contribuiram para a expansão do desastre. A Orquídeas voltou a funcionar, mas hoje no endereço funciona uma loja de comércio, ao lado do restaurante .
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Jornal do Commercio. Manaus, 11 setembro 1970
Em 2010
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Mesmo local, 40 anos depois
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Manaus.ASB November 12th, 2010, 08:06 PM Em 1990
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A Crítica. Manaus, 18 agosto 1990
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No desastre que vitimou fatalmente o major Sálvio de Souza Belota (38a), o Corpo de Bombeiros sofreu, com certeza, a mais expressiva baixa de sua história. Sálvio exercia o subcomando do Corpo, e era usual avisar ao comando quando um sinistro, pela sua complexidade, exigia reforço na operação. Quem relembra o desastre é o subtenente Nirceu Coelho da Cruz:
Quando comandava uma operação no combate ao incêndio que destruiu a Importadora Jenny, localizada na esquina das ruas Henrique Martins com a Lobo D’Almada, o major Sálvio Souza Belota, subcomandante do Corpo de Bombeiros, morreu ao ser atingido por uma parede em chamas, ontem de madrugada. (A Crítica, 18 ago. 1990)
Estava de serviço de adjunto ao oficial de dia e, somente por isso, permanecera no Quartel, quando o comboio se deslocou até a Importadora Jenny. Assim que a situação se agravou, fui acionado para, como de praxe, avisar ao comando. Então, telefonei para a residência do major Sálvio que, de pronto, se dirigiu ao local. Aconteceu o desastre, porém, somente tomei conhecimento pelo pessoal do serviço de rádio. E, como na guarnição de serviço se encontrava o tenente Sávio, houve aquela confusão sobre a identificação do morto. Esclarecida a identidade, lamentei sob todos os aspectos que o major Sálvio Belota tenha partido.
Os jornais de Manaus descreveram a tragédia por dias seguidos com letras destacadas e a cores. Ampla foi a comoção, tanto na caserna quanto entre os inúmeros amigos, visto a amizade desfrutada pelo falecido oficial. Seu corpo foi velado no quartel do Corpo de Bombeiros e, conduzido na Auto Escada magirus, foi sepultado no cemitério São João Batista.
O Estado do Amazonas e a Prefeitura de Manaus dispensaram ao falecido major Salvio merecidas homenagens. A Prefeitura dotou uma escola com seu nome e, recentemente, o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas deu a uma medalha o nome do companheiro morto no cumprimento do dever.
http://catadordepapeis.blogspot.com/search?updated-max=2010-09-05T22%3A59%3A00-04%3A00&max-results=50
Russel_Rugani November 13th, 2010, 02:33 AM Sensacional o thread!
Acho que esse é um dos maiores acervos de imagens antigas de Manaus na internet!
Meus parabéns.
Manaus.ASB November 13th, 2010, 03:29 PM ^^
Obrigado!
E vamos melhora-lo ainda mais
;)
David czs November 14th, 2010, 12:58 AM vamo mermo...
thiagosanchez November 15th, 2010, 03:59 AM O Ciclo da Borracha no Brasil
http://www.ced.ufsc.br/emt/trabalhos/borracha/borracha/historia_arquivos/HistoricaPostais10.jpg
No Brasil, advento da vulcanização coincide com a descoberta dos grandes seringais nativos no Rio Purus. Acontece no Acre, provocado pelo início da demanda das industrias norte-americanas e européias pela borracha, o primeiro movimento de imigração vindo do nordeste do Brasil. Este movimento migratório quase provocou uma guerra com a Bolívia, que na mesma época tentava instalar postos aduaneiros nos rios Madeira, Purus e Juruá. Milhares de imigrantes, principalmente nordestinos fugidos da seca da década de 1870, invadem a floresta para recolher o látex e transformá-lo em borracha.
Os novos Seringalistas se apropriaram de áreas enormes de Floresta para extrair o látex das seringas. Os índios nas áreas de Juruá e Purus tentaram defender as terras deles mas, tendo só arco e flecha não conseguiram. Assim, foram extintos a maioria dos índios. Muitos também morreram das doenças como tuberculose e sarampo, as quais não existiam antes entre os índios e foram trazidas pelos novos imigrantes. A mão de obra dos índios submetidos foi explorada para recolher o látex e construir estradas.
Por quase cinqüenta anos, da segunda metade do século XIX até a segunda década do século XX, a borracha natural sustentou um dos mais importantes ciclos de desenvolvimento do Brasil. Naquela época, a revolução industrial se expandia velozmente e o mundo vivia período histórico de prosperidade e descobertas que se refletiam em todos os setores. Automóvel, bonde, telefone, luz elétrica e outras inovações mudavam paisagem e costumes nas cidades. Novos mercados se abriam. Era a “belle époque”, cujo esplendor a literatura e o cinema se encarregaram de retratar para as gerações seguintes.
Este surto da borracha fez enriquecer as cidades de Manaus e Belém. Manaus passa a ter um liceu, um jornal impresso, um mercado público. A capital amazonense torna-se o centro econômico do país. Ganha sistemas de abastecimento d'água, luz elétrica, telefone, grandes construções, como o Teatro Amazonas, até hoje símbolo da riqueza advinda da borracha.
A cidade cresce, lentamente, impulsionada pelo desenvolvimento do comércio extrativista da região e começa a experimentar anos de prosperidade, acentuadamente após 1888, quando Dunlop descobre o pneumático para bicicletas, mais tarde aplicado nos automóveis pelos irmãos Michelin. A produção amazônica chega a 42 mil toneladas anuais e o Brasil domina o mercado mundial de borracha natural em 1912.
http://www.ced.ufsc.br/emt/trabalhos/borracha/borracha/historia_arquivos/historia_02.htm
thiagosanchez November 15th, 2010, 04:37 AM http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/css/imagens/logotipo.gif
ciclo da borracha
O Ciclo da borracha constituiu uma parte importante da história econômica e social do Brasil, estando relacionado com a extração e comercialização da borracha. Este ciclo teve o seu centro na região amazônica, proporcionando grande expansão na colonização, atraindo riqueza e causando transformações culturais e sociais, além de dar grande impulso à cidade de Manaus, até hoje maior centro e capital do Estado do Amazonas. O ciclo da borracha viveu seu auge entre 1879 a 1912, tendo depois experimentado uma sobrevida entre 1942 a 1945.
http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/historia-da-borracha/imagens/historia-da-borracha-23.jpg
Região da Amazônia, palco do ciclo da borracha. É visível parte do Brasil e da Bolívia, além dos rios Madeira e Mamoré, perto dos quais construiu-se a ferrovia Madeira-Mamoré.
Linhas gerais
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Extração de látex de uma seringueira.
A primeira fábrica de produtos de borracha (ligas elásticas e suspensórios) surgiu na França, em Paris, no ano de 1803. Contudo, o material ainda apresentava algumas desvantagens: à temperatura ambiente, a goma mostrava-se pegajosa. Com o aumento da temperatura, a goma ficava ainda mais mole e pegajosa, ao passo que a diminuição da temperatura era acompanhada do endurecimento e rigidez da borracha.
Foram os índios centro-americanos os primeiros a descobrir e fazer uso das propriedades singulares da borracha natural. Entretanto, foi na floresta amazônica que de fato se desenvolveu a atividade da extração da borracha, a partir da Seringa ou Seringueira (Hevea brasiliensis), uma árvore que pertence à família das Euphorbiaceae, também conhecida como árvore da fortuna.
Do caule da seringueira é extraído um líquido branco, chamado látex, em cuja composição ocorre, em média, 35% de hidrocarbonetos, destacando-se o 2-metil-1,3-butadieno (C5H8), comercialmente conhecido como isopreno, o monômero da borracha.
O látex é uma substância praticamente neutra, com pH 7,0 a 7,2. Mas, quando exposta ao ar por um período de 12 a 24 horas, o pH cai para 5,0 e sofre coagulação espontânea, formando o polímero que é a borracha, representada por (C5H8)n, onde n é da ordem de 10.000 e apresenta massa molecular média de 600 000 a 950 000 g/mol.
A borracha, assim obtida, possui desvantagens. Por exemplo, a exposição ao ar provoca a mistura com outros materiais (detritos diversos), o que a torna perecível e putrefável, bem como pegajosa devido à influência da temperatura. Através de um tratamento industrial, eliminam-se do coágulo as impurezas e submete-se a borracha resultante a um processo denominado vulcanização, resultando a eliminação das propriedades indesejáveis. Torna-se assim imperecível, resistente a solventes e a variações de temperatura, adquirindo excelentes propriedades mecânicas e perdendo o carácter pegajoso.
O primeiro ciclo da borracha - 1879/1912
Durante os primeiros quatro séculos e meio do descobrimento, como não foram encontradas riquezas de ouro ou minerais preciosos na Amazônia, as populações da hiléia brasileira viviam praticamente em isolamento, porque nem a coroa portuguesa e, posteriormente, nem o império brasileiro demonstraram interesse em desenvolver ações governamentais que incentivassem o progresso na região. Vivendo do extrativismo vegetal, a economia regional se desenvolveu por ciclos, acompanhando o interesse do mercado nos diversos recursos naturais da região.
Borracha: lucro certo
O desenvolvimento tecnológico e a revolução industrial, na Europa, foram o estopim que fizeram da borracha natural, até então um produto exclusivo da Amazônia, um produto de muita procura, valorizado e de preço elevado, gerando lucros e dividendos a quem quer que se aventurasse neste comércio.
Desde o início da segunda metade do século XIX, a borracha passou a exercer forte atração sobre empreendedores visionários. A atividade extrativista do látex na Amazônia revelou-se de imediato muito lucrativa. A borracha natural logo conquistou um lugar de destaque nas indústrias da Europa e da América do Norte, alcançando elevado preço. Isto fez com que diversas pessoas viessem ao Brasil na intenção de conhecer a seringueira e os métodos e processos de extração, a fim de tentar também lucrar de alguma forma com esta riqueza.
Através da extração da borracha, surgiram as cidades de Manaus, Belém e outros povoados, depois também transformados em cidades.
Projetos de uma ferrovia para escoar a produção da borracha
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O ciclo da borracha justificou a construção da ferrovia Madeira-MamoréVer artigo principal: Ferrovia Madeira-Mamoré.
A idéia de construir uma ferrovia nas margens dos rios Madeira e Mamoré surgiu na Bolívia, em 1846. Como o país não tinha como escoar a produção de borracha por seu território, era necessário criar alguma alternativa que possibilitasse exportar a borracha através do Oceano Atlântico.
A idéia inicial optava pela via da navegação fluvial, subindo o rio Mamoré em território boliviano e depois pelo rio Madeira, no Brasil. Mas percurso fluvial tinha grandes obstáculos: vinte cachoeiras impediam a navegação. E foi aí que cogitou-se a construção de uma estrada de ferro que cobrisse por terra o trecho problemático.
Em 1867, no Brasil, também visando encontrar algum meio que favorecesse o transporte da borracha, os engenheiros José e Francisco Keller organizaram uma grande expedição, explorando a região das cachoeiras do Rio Madeira para delimitar o melhor traçado, visando também a instalação de uma ferrovia.
Embora a idéia da navegação fluvial fosse complicada, em 1869, o engenheiro norte-americano George Earl Church obteve do governo da Bolívia a concessão para criar e explorar uma empresa de navegação que ligasse os rios Mamoré e Madeira. Mas, não muito tempo depois, vendo as dificuldades reais desta empreitada, os planos foram definitivamente mudados para a construção de uma ferrovia.
As negociações avançam e, ainda em 1870, o mesmo Church recebe do governo brasileiro a permissão para construir então uma ferrovia ao longo das cachoeiras do Rio Madeira.
A Questão do Acre
Mas o exagero do extrativismo descontrolado da borracha estava em vias de provocar um conflito internacional. Os trabalhadores brasileiros cada vez mais adentravam nas florestas do território da Bolívia em busca de novas seringueiras para extrair o precioso látex, gerando conflitos e lutas por questões fronteiriças no final do século XIX, que exigiram inclusive a presença do exército, liderado pelo militar Plácido de Castro.
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Barão do Rio Branco, defensor da causa da borracha e um dos principais articuladores da aquisição pacífica do território do Acre para o Brasil
A república brasileira, recém proclamada, tirava o máximo proveito das riquezas obtidas com a venda da borracha, mas a Questão do Acre (como estavam sendo conhecidos os conflitos fronteiriços por conta do extrativismo da borracha) preocupava.
Foi então a providencial e inteligente intervenção do diplomata Barão do Rio Branco e do embaixador Assis Brasil, em parte financiados pelos barões da borracha, que culminou na assinatura do Tratado de Petrópolis, assinado 17 de novembro de 1903 no governo do presidente Rodrigues Alves. Este tratado pôs fim à contenda com a Bolívia, garantindo o efetivo controle e a posse das terras e florestas do Acre por parte do Brasil.
O Brasil recebeu a posse definitiva da região em troca de terras de Mato Grosso, do pagamento de 2 milhões de libras esterlinas e do compromisso de construir uma ferrovia que superasse o trecho encachoeirado do rio Madeira e que possibilitasse o acesso das mercadorias bolivianas (sendo a borracha o principal), aos portos brasileiros do Atlântico (inicialmente Belém do Pará, na foz do rio Amazonas).
Devido a este episódio histórico, resolvido pacificamente, a capital do Acre recebeu o nome de Rio Branco e dois municípios deste Estado receberam nomes de outras duas importantes personagens: Assis Brasil e Plácido de Castro.
Madeira-Mamoré, finalmente pronta. Mas para quê?
A ferrovia Madeira-Mamoré, também conhecida como Ferrovia do Diabo por ter causado a morte de cerca de seis mil trabalhadores (comenta a lenda que foi um trabalhador morto para cada dormente fixado nos trilhos), foi encampada pelo megaempresário estadunidense Percival Farquhar. A construção da ferrovia iniciou-se em 1907 durante o governo de Affonso Penna e foi um dos episódios mais significativos da história da ocupação da Amazônia, revelando a clara tentativa de integrá-la ao mercado mundial através da comercialização da borracha.
Em 30 de abril de 1912 foi inaugurado o último trecho da estrada de ferro Madeira-Mamoré. Tal ocasião registra a chegada do primeiro comboio à cidade de Guajará-Mirim, fundada nessa mesma data.
Mas o destino da ferrovia que foi construída com o propósito principal de escoar a borracha e outros produtos da região amazônica, tanto da Bolívia quanto do Brasil, para os portos do Atlântico, e que dizimara milhares de vidas foi o pior possível.
Primeiro, porque o preço do látex caiu vertiginosamente no mercado mundial, inviabilizando o comércio da borracha da Amazônia. Depois, devido ao fato de que o transporte de outros produtos que poderia ser feito pela Madeira-Mamoré foi deslocado para outras duas estradas de ferro (uma delas construída no Chile e outra na Argentina) e para o Canal do Panamá, que entrou em atividade em 15 de Agosto de 1914.
Alie-se a esta conjuntura o fator natureza: a própria floresta amazônica, com seu alto índice de precipitação pluviométrica, se encarregou de destruir trechos inteiros dos trilhos, aterros e pontes, tomando de volta para si grande parte do trajeto que o homem insistira em abrir para construir a Madeira-Mamoré.
A ferrovia foi desativada parcialmente na década de 1930 e totalmente em 1972, ano em que foi inaugurada a Rodovia Transamazônica (BR-230). Atualmente, de um total de 364 quilômetros de extensão, restam apenas 7 quilômetros ativos, que são utilizados para fins turísticos.
Apogeu, requinte e luxo
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Os novos ricos de Manaus tornaram a cidade a capital mundial da venda de diamantes
Manaus, capital do Estado do Amazonas, era na época considerada a cidade brasileira mais desenvolvida e uma das mais prósperas do mundo. Única cidade do país a possuir luz elétrica e sistema de água encanada e esgotos, Manaus viveu seu apogeu entre 1890 e 1920, gozando de tecnologias que outras cidades do sul do Brasil ainda não possuíam, tais como bondes elétricos, avenidas construídas sobre pântanos aterrados, além de edifícios imponentes e luxuosos, como o requintado Teatro Amazonas, o Palácio do Governo, o Mercado Municipal e o prédio da Alfândega.
A influência européia logo se fez notar em Manaus, na arquitetura da construções, no modo de viver, fazendo do século XIX a melhor fase econômica vivida pela cidade. A Amazônia era responsável, nesta época, por quase 40% de toda a exportação brasileira. Os novos ricos de Manaus tornaram a cidade a capital mundial da venda de diamantes. Graças à borracha, a renda per capita de Manaus era duas vezes superior à da região produtora de café (São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo).
O fim do monopólio amazônico da borracha
Mas a ferrovia Madeira-Mamoré, terminada em 1912, já chegava tarde. A Amazônia já estava perdendo a primazia do monopólio de produção da borracha porque os seringais plantados pelos ingleses na Malásia, no Ceilão e na África tropical, com sementes oriundas da própria Amazônia, passaram a produzir látex com maior eficiência e produtividade. Conseqüentemente, com custos menores e preço final menor, o que os fez assumir o controle do comércio mundial do produto.
A borracha natural da Amazônia passou a ter um preço proibitivo no mercado mundial, tendo como reflexo imediato a estagnação da economia regional. A crise da borracha tornou-se ainda maior porque a falta de visão empresarial e governamental resultou na ausência de alternativas que possibilitassem o desenvolvimento regional, tendo como conseqüência imediata a estagnação também das cidades. A falta não pode ser atribuída apenas aos empresários tidos como barões da borracha e à classe dominante em geral, mas também ao governo e políticos que não incentivaram a criação de projetos administrativos que gerassem um planejamento e um desenvolvimento sustentado da atividade de extração do látex.
Embora restando a ferrovia Madeira-Mamoré e as cidades de Porto Velho e Guajará-Mirim como herança deste apogeu, a crise econômica provocada pelo término do ciclo da borracha deixou marcas profundas em toda a região amazônica: queda na receita dos Estados, alto índice de desemprego, êxodo rural e urbano, sobrados e mansões completamente abandonados, e, principalmente, completa falta de expectativas em relação ao futuro para os que insistiram em permanecer na região.
Os trabalhadores dos seringais, agora desprovidos da renda da extração, fixaram-se na periferia de Manaus em busca de melhores condições de vida. Aí, por falta de habitação, iniciaram, a partir de 1920, a contrução da cidade flutuante, gênero de moradia que se consolidaria na década de 1960.
O governo central do Brasil até criou um órgão com o objetivo de contornar a crise, chamado Superintendência de Defesa da Borracha, mas esta superintendência foi ineficiente e não conseguiu garantir ganhos reais, sendo, por esta razão, desativada não muito tempo depois de sua criação.
Nos anos 1930, Henry Ford, o pioneiro da indústria americana de automóveis, empreendeu o cultivo de seringais na Amazônia, com técnicas de cultivo e cuidados especiais, mas a iniciativa não logrou êxito já que a plantação foi atacada por uma praga na folhagem.
O segundo ciclo da borracha - 1942/1945
A Amazônia viveria outra vez o ciclo da borracha durante a Segunda Guerra Mundial, embora por pouco tempo. Como forças japonesas dominaram militarmente o Pacífico Sul nos primeiros meses de 1942 e invadiram também a Malásia, o controle dos seringais passou a estar nas mãos dos nihttp://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/historia-da-borracha/imagens/historia-da-borracha-18.jpgpônicos, o que culminou na queda de 97% da produção da borracha asiática.
A batalha da borracha
Com o alistamento de nordestinos, Getúlio Vargas (ao centro, com Roosevelt à direita, em Natal jan/1943) minimizou o problema da seca do nordeste e ao mesmo tempo deu novo ânimo na colonização da Amazônia
Na ânsia de encontrar um caminho que resolvesse esse impasse e, mesmo, para suprir as Forças Aliadas da borracha então necessária para o material bélico, o governo brasileiro fez um acordo com o governo americano (Acordo de Washington), que desencadeou uma operação em larga escala de extração de látex na Amazônia - operação que ficou conhecida como a Batalha da Borracha.
Como os seringais estavam abandonados e não mais de 35 mil trabalhadores permaneciam na região, o grande desafio de Getúlio Vargas, então presidente do Brasil, era aumentar a produção anual de látex de 18 mil para 45 mil toneladas, como previa o acordo. Para isso seria necessária a força braçal de 100 mil homens.
O alistamento de quem tivesse interesse em trabalhar nos seringais em 1943 era feito pelo Serviço Especial de Mobilização de Trabalhadores para a Amazônia (SEMTA), com sede no nordeste, em Fortaleza, criado pelo então Estado Novo. A escolha do nordeste como sede deveu-se essencialmente como resposta a uma seca devastadora na região e à crise sem precedentes que os camponeses da região enfrentavam.
Além do SEMTA, foram criados pelo governo nesta época, visando a dar suporte à Batalha da borracha, a Superintendência para o Abastecimento do Vale da Amazônia (Sava), o Serviço Especial de Saúde Pública (Sesp) e o Serviço de Navegação da Amazônia e de Administração do Porto do Pará (Snapp). Criou-se ainda a instituição chamada Banco de Crédito da Borracha, que seria transformada, em 1950, no Banco de Crédito da Amazônia.
O órgão internacional Rubber Development Corporation (RDC), financiado com capital dos industriais americanos, custeava as despesas do deslocamento dos migrantes (conhecidos à época como brabos). O governo dos Estados Unidos pagava ao governo brasileiro cem dólares por cada trabalhador entregue na Amazônia.
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O governo dos Estados Unidos pagava ao governo brasileiro cem dólares por cada trabalhador entregue na Amazônia
Milhares de trabalhadores de várias regiões do Brasil atenderam ao apelo do presidente e lançaram-se na extração do cobiçado látex. Só do nordeste foram para a Amazônia 54 mil trabalhadores, sendo a maioria do Ceará. Dos 800 mil habitantes do Ceará 120 mil rumaram ao Rio Amazonas, porém metade morreu no caminho da fome e doenças da selva. Os nordestinos receberam, por consequência, a alcunha de "soldados da borracha".
Manaus tinha em 1849, 5 mil habitantes em meio século cresceu para 70 mil. Novamente a região experimentou a sensação de riqueza e de pujança. O dinheiro voltou a circular em Manaus, em Belém, em cidades e povoados vizinhos e a economia regional fortaleceu-se.
O kit básico
Cada migrante assinava um contrato com o SEMTA que previa um pequeno salário para o trabalhador durante a viagem até a Amazônia. Após a chegada, receberiam uma remuneração de 60% de todo capital que fosse obtido com a borracha.
O kit básico dos voluntários, ao assinar o contrato, consistia em:
uma calça de mescla azul
uma blusa de morim branco
m chapéu de palha
um par de alparcatas de rabicho
uma caneca de flandre
um prato fundo
um talher
uma rede
uma carteira de cigarros Colomy
um saco de estopa no lugar da mala
Após recrutados, os voluntários ficavam acampados em alojamentos construídos para este fim, sob rígida vigilância militar, para depois seguirem até à Amazônia, numa viagem que podia demorar de 2 a 3 meses.
Um caminho sem volta
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Mosquito, elemento transmissor da malária e da febre amarela, doenças que causaram muitas mortes aos seringueiros
Entretanto, para muitos trabalhadores, este foi um caminho sem volta. Cerca de 30 mil seringueiros morreram abandonados na Amazônia, depois de terem exaurido suas forças extraindo o ouro branco. Morriam de malária, febre amarela, hepatite e atacados por animais como onças, serpentes e escorpiões. O governo brasileiro também não cumpriu a promessa de reconduzir os soldados da borracha de volta à sua terra no final da guerra, reconhecidos como heróis e com aposentadoria equiparada à dos militares. Calcula-se que conseguiram voltar ao seu local de origem (a duras penas e por seus próprios meios) cerca de seis mil homens.
Apontamentos finais
Os finais abruptos do primeiro e do segundo ciclo da borracha demonstraram a incapacidade empresarial e falta de visão da classe dominante e dos políticos da região. O final da guerra conduziu, pela segunda vez, à perda da chance de fazer vingar esta atividade económica. Não se fomentou qualquer plano de efetivo desenvolvimento sustentado na região, o que gerou reflexos imediatos: assim que terminou a segunda guerra mundial, tanto as economias de vencedores como de vencidos se reorganizaram na Europa e na Ásia, fazendo cessar novamente as atividades nos velhos e ineficientes seringais da Amazônia.
http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/historia-da-borracha/ciclo-da-borracha.php
thiagosanchez November 15th, 2010, 04:55 AM Ponte Benjamin Constant
http://i464.photobucket.com/albums/rr7/adrianomao/ponte__de_ferro_da_sete.jpg
http://4.bp.blogspot.com/_FK5QjE4gwZc/SXS3ttlnOQI/AAAAAAAAAQ0/ACCuxazinyU/s400/aPonte_ponte.jpg
A Ponte Metálica Benjamin Constant é um monumento histórico, construída no governo de Eduardo Ribeiro no período de 1892 a 1895, suas peças foram todas importadas da Inglaterra.
A ponte que fica na Av. 7 de Setembro, já passou por reformas em 1938, 1967 e 2008, nesta ultima reforma concluída no dia 25 de setembro, também foi revitalizado o igarapé Mestre Chico, transformando a favela que existia em uma praça policiada e estruturada.
http://sistemas.sefaz.am.gov.br/confaz//images/amazonas/turismo-11-ponte_de_ferro_benjamin_constant.jpg
http://i.olhares.com/data/big/279/2799916.jpg
thiagosanchez November 15th, 2010, 05:04 AM Avenida Eduardo Ribeiro.
http://4.bp.blogspot.com/_uW-3Rk4F_QY/SabHjvABKjI/AAAAAAAAB_w/5Lps5OSsiHw/s400/bonde+na+eduardo+ribeiro.jpg
http://2.bp.blogspot.com/_Kt-aZ2vRve4/S7dpCSkXXWI/AAAAAAAADDw/1LYRquPYhEk/s1600/EDUARDO+RIBEIRO+2.jpg
thiagosanchez November 15th, 2010, 05:16 AM Manaus/Amazonas
http://www.novomilenio.inf.br/santos/bondes/bras02.jpg
http://www.novomilenio.inf.br/santos/bondes/bras02b.jpg
Três raras imagens dos bondes circulando por Manaus no início do século XX, durante o período de riqueza conhecido como "ciclo da borracha", em que era forte a presença inglesa (até hoje existe e é usado normalmente no porto da capital do Amazonas o cais flutuante do Roadway, por exemplo, destinado a enfrentar as diferenças de até 14 metros de altura no nível das águas do Rio Negro).
Então, a grande quantidade de dinheiro circulante permitiu luxos como a construção (em 1896) do imponente Teatro Amazonas e do Mercado Municipal Adolfo Lisboa, cópia do Les Halles de Paris, ambos com materiais importados da Europa.
A foto superior, que mostra o bonde 53 da Manaus Railway, foi publicada em 1983 na primeira edição da revista Amazônia Ilustrada, editada no Rio de Janeiro.
A segunda imagem, emoldurada e intitulada "O bonde e a carroça/The tram and the cart", foi publicada em julho de 1986 pelo "Guia/Manaus/Guide", publicação bílingüe editada em Manaus e destinada aos turistas.
A terceira imagem, de um cartão postal do início do século XX, foi cedida pelo pesquisador norte-americano Allen Morrison, de New York.
Abaixo (em foto de Allen Morrison, de New York), um bonde elétrico circula pela Avenida Eduardo Ribeiro, em direção ao Mercado e ao cais, no início do século XX.
http://www.novomilenio.inf.br/santos/bondes/bras02d.jpg
Foto cedida pelo pesquisador norte-americano Allen Morrison, de New York/EUA
Conta o pesquisador estadunidense Allen Morrison que a primeira franquia para a construção de uma linha de bondes em Manaus teria sido concedida ao engenheiro inglês Frank Hebblethwaite em 1895. Ele adquiriu três locomotivas a vapor inglesas e instalou 16 km de linhas nas avenidas de Manaus. Um mapa de 1895 mostra cinco rotas de bondes identificadas por números romanos. A Viação Suburbana começou a operar comercialmente em 2/1896 e um texto do ano seguinte informava que a empresa tinha dez veículos para passageiros e 25 para carga.
O bonde a vapor teve curta duração. Charles Ranlett Flint, um dos diretores da United States Rubber Company, instalou iluminação elétrica em Manaus em 1896 e começou a construir uma linha de bondes elétricos com bitola métrica em 1898. Flint, Hebblethwaite e outros 13 estadunidenses fundaram a Manáos Railway Company em New York em 24/2/1898 e iniciaram os serviços comerciais em 1/8/1899. Assim, Manaus foi a terceira cidade no Brasil e a quarta na América do Sul a ter bondes elétricos (depois de Rio de Janeiro, Salvador e Buenos Aires).
Em 24/7/1902, a companhia de bondes foi nacionalizada e a inscrição inglesa na frente dos veículos foi mudada para Serviços Eléctricos do Estado. Em 12/1/1909, entretanto, uma nova inscrição inglesa apareceu: a Manáos Tramways & Light Company, de Londres, que encarregou J. G. White de reconstruir as linhas, instalar um novo abrigo de bondes em Cachoeirinha e encomendar novos veículos ingleses, além de mais tarde construir seus próprios veículos. Um de seus diretores foi o canadense (mas nascido nos EUA) James Mitchell, que instalou as primeiras linhas elétricas no Rio de Janeiro na década de 1890.
http://www.novomilenio.inf.br/santos/bondes/bras02c.jpg
Foto cedida pelo pesquisador norte-americano Allen Morrison, de New York/EUA
Note-se, nas imagens mais antigas, a predominância da mão inglesa de tráfego, pela esquerda, que predominou até cerca de 1930. E um dos passatempos favoritos dos manauaras por volta de 1912 era tomar um bonde das linhas suburbanas para desfrutar da brisa fresca, nas noites quentes de uma cidade situada praticamente na linha do Equador, como se vê neste cartão postal, também cedido por Allen Morrison.
O primeiro ônibus em Manaus rodou em 1939, e em 1954 o sistema de bondes elétricos foi fechado por problemas de energia, mas reaberto dois anos depois. O serviço de transporte de passageiros terminou oficialmente em 28/2/1957, mas o sistema foi mantido intacto, na Rua 10 de Julho e na Avenida 7 de Setembro, para movimentação de cargas entre o Plano Inclinado e o depósito de Cachoeirinha. A Companhia de Eletricidade de Manaus assumiu todas as instalações em 1962 e desmontou o cabeamento elétrico das linhas de bondes, encerrando um período de 70 anos de bondes no coração da selva amazônica.
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http://i206.photobucket.com/albums/bb184/Alexenadrenlima/Belle%20Epoque/95770.jpg
por Alexenadrenlima
http://i206.photobucket.com/albums/bb184/Alexenadrenlima/Belle%20Epoque/95786.jpg
por Alexenadrenlima
http://www.eduardoribeiro.am.gov.br/fotos/6e89463d771c7f13321b2d7f7e1db38c.jpg
http://www.novomilenio.inf.br/santos/bonden02.htm
Manaus.ASB November 16th, 2010, 02:00 PM ^^
:applause:
showw
Manaus.ASB November 16th, 2010, 04:50 PM 1982
A antiga sede dos Correios, situada à rua Marechal Deodoro com Teodoreto Souto, no Centro, é atingida por violento incêndio. Aconteceu no início da noite, e apesar dos esforços do Corpo de Bombeiros da Polícia Militar e de outros organismos públicos, pouco restou do edifício. A edificação, de construção centenária, retornou a mesma atividade, graças ao empenho do Governo Federal.
http://2.bp.blogspot.com/_Q5hNnsGjVdg/S5FjpFc-7tI/AAAAAAAAAFI/epLrT7NUKEs/s1600/CorreioAC.07Mar%C3%A7o1982.jpg
Jornal A Crítica, 7 de março de 1982
http://catadordepapeis.blogspot.com/2010_03_01_archive.html
Manaus.ASB November 16th, 2010, 04:53 PM 1873
Criada a paróquia de Nossa Senhora dos Remédios, projeto do deputado padre Daniel Pedro Marques de Oliveira, desmembrada da freguesia de Nossa Senhora da Conceição. Sua atual igreja está voltada para o rio Negro, encimando a praça dos Remédios, cujo nomenclatura oficial é praça Torquato Tapajós.
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http://catadordepapeis.blogspot.com/2010_04_01_archive.html
Manaus.ASB November 16th, 2010, 05:12 PM Cidade Flutuante
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A famosa Cidade Flutuante começou a ser desmontada em 1964.
Manaus.ASB November 16th, 2010, 05:15 PM Planta da cidade - 1897
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A palavra Manaus tem sido grafada de diversas formas: Manou, Manau, Manao, Manaó, Manaha, Manave, Macnal, Manouh, Manouâ, Manáos. Fundada em 1669 a partir do forte de São José da Barra do Rio Negro, a sede da Capitania e a sede da Província, estabelecida à margem esquerda do rio Negro, tinha seu nome escrito com a letra O, portanto era grafada Manaos.
Embora desde o dia 19 de março de 1937 os atos oficiais estivessem trazendo a grafia Manaus, como se vê do Decreto nº 117, publicado no Diário Oficial do Estado de nº 12.589, somente a 14 de julho de 1939 em sua edição de nº 13.192 o órgão oficial do Estado faria a correção do termo em seu cabeçalho, passando a grafar, definitivamente Manaus. Fato interessante a ser registrado é que o primeiro ato oficial assinado pelo governador a trazer a grafia Manaus, como hoje é escrita, concedia prêmios a estudantes do curso secundário. Era governador o professor e poeta Álvaro Botelho Maia, na sexta-feira, 19 de março de 1937.
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thiagosanchez November 16th, 2010, 09:43 PM Muito interessante. :bow: Nunca tinha visto esses registros da antiga Manaus. :applause:
Manaus.ASB November 17th, 2010, 02:50 PM Propagandas
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Anúncio do moderno automóvel, em O Jornal, abr. 1960
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Souza, Arnaud vendia caminhão na Marechal, março 1960
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Manaus.ASB November 17th, 2010, 02:59 PM João Batista de Figueiredo Tenreiro Aranha
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A majestosa estátua que se encontra na Praça da Saudade e o nome do município de Presidente Figueiredo, traduzem uma justa homenagem ao 1º. Presidente (atual Governador) da Província (atual Estado) do Amazonas, chamado João Batista de Figueiredo Tenreiro Aranha, um grande homem que lutou para que o Amazonas se transformasse numa província e Manaus fosse sua capital, governou no período de 1º. de janeiro de 1852 a 27 de junho de 1852, ficou doente e foi exonerado, vitima de um incêndio, veio a falecer em Belém, em 19 de janeiro de 1861; dizem que enlouqueceu - 0 Jornal do Comercio, na edição especial de aniversário da cidade de Manaus, publicou a biografia do Tenreiro Aranha.
“Tenreiro Aranha nasceu a 23 de junho de 1798. Era filho do poeta Bento de Figueiredo Tenreiro Aranha e de Rosalina Espinosa Solkman Tenreiro Aranha. Bento Figueiredo exercia, em Belém, o cargo de escrivão vitalício da Alfândega, falecendo a 25 de novembro ded 1811 e deixando Tenreiro Aranha com apenas 13 anos. Rosalina ficou na pobreza, contando somente com o sítio Memória, resultado daí o apelido do menino de João da Memória. Com 14 anos Aranha prestou exame de matemática, além de se sair bem em aritmética, contabilidade e escrituração mercantil no Liceu Paraense. Embarcado, na qualidade de escrivão, a bordo de uma escuna, numa de suas viagens, chegou ao Rio de Janeiro, onde pleiteou o emprego que o pai ocupara, pois a lei mandava dar preferência, por morte do serventuário, ao filho mais velho, quando competente, mas a vaga lhe foi negada. Decepcionado, largou o trabalho de escrivão e a escuna, voltando a Belém onde conseguiu o cargo de escrevente da Junta da Fazenda Real, em 1815. Em 1818, alistou-se no Esquadrão de Cavalaria, criado e organizado naquele ano pelo conde de Vila Flor, capitão-mor da capitania, na capital paraense. No Esquadrão foi de sargento a alferes, posto este confirmado por D. João VI. Após 1822, a sociedade paraense se dividiu politicamente, parte contra a independência do Brasil; outra, a favor. Nessa ficou Tenreiro Aranha exonerando-se das funções de alferes e tendo resolvido, então, fundar um estabelecimento agrícola na Ilha de Marajó, quando foi convidado a ocupar o cargo de escriturário da Junta da Fazenda. Já estava casado com Emília Portal de Carvalho. Devido às suas preferências políticas, que ele tornava públicas através dos jornais, começou a ser perseguido e escreveu: - Escapei de ser preso nessa ocasião, por haver quem por mim se interessasse junto ao poder despótico de Villaça, contudo era sempre apontado e vivia em risco por ter escrito e publicado algumas idéias a favor da causa do Brasil no Periódico Paraense, e sustentado com energia a eleição na Câmara - Por duas vezes, teve de fugir em pequeno barco à vela e a remo, para São Luiz do Maranhão, com sacrifício de saúde e dinheiro, a fim de não cair nas garras dos seus adversário. Em 16 de novembro de 1831 foi reintegrado nas funções de escrivão da Mesa Grande da Alfândega e depois administrador da Mesa de Estiva, onde ficou até 1836, sempre servindo, devido ao seu conhecimento da coisa pública, em várias comissões de importância como as de comercio, industria, navegação e política. Ainda em 1832, sofrendo novas perseguições políticas, refugia-se nos Estados Unidos e depois no Rio de Janeiro, voltando a Belém em 1834, onde, depois de condenar o assassinato do presidente Lobo, novamente teve que fugir, outra vez para o Maranhão. Já como inspetor da Alfândega, foi demitido e mandado ser preso pelo general André, em março de 1838 e posto em liberdade em 20 d maio, desde que seguisse par ao Rio de Janeiro a fim de responder a processo, o que ele obedeceu. Dois meses depois, porém, quando seguia para o Rio a bordo da charrua Carioca, soube que o processo contra ele deram em nada e fora novamente nomeado pela Regência como inspetor da Alfândega do Pará. Volta para Belém. De 1840 a 1849, Tenreiro Aranha foi ininterruptamente eleito deputado provincial. Nas legislaturas de 1848 e 1849, serviu na Assembléia Geral, como deputado pelo Pará, que, então, compreendia o Amazonas. De todos os benefícios que prestou, nas duas Assembléias, são incomparáveis, pelo seu alcance político e econômico, o da elevação do Amazonas à categoria de província e do estabelecimento da navegação a vapor no Amazonas, este, apoiado por Irineu Evangelista de Souza (Barão de Mauá), criador e incorporador da Companhia de Navegação e Comércio do Amazonas. Sobre o fato, em 7 de novembro de 1849, apresentou a seguinte indicação: Indico que se dirija uma representação à Assembléia Geral legislativa, para que a Comarca do Alto Amazonas seja elevada à sua antiga categoria de Província. Tenreiro Aranha dedicou-se também a magistério, tendo-se especializado em Contabilidade e Escrituração Mercantil, foi nomeado a 11 de fevereiro de 1841, para reger estas disciplinas no Liceu Paraense, função da qual se exonerou, em 11 de janeiro de 1844, por haver aceito ser Inspetor de Alfândega. Em 9 de novembro de 1846, concursado, foi nomeado para a cadeira de Geometria daquele estabelecimento de ensino secundário. Deixou a Alfândega, para a qual teria de voltar depois. Afinal, em 1850, foi criada a Província do Amazonas, por Lei no. 582, de 5 de setembro, sendo Aranha nomeado seu primeiro presidente por decreto imperial de 7 de junho de 1851. A bordo do vapor Guapiassú, chegou a Manaus a 27 de dezembro de 1851, sendo recebido com festividade pela diminuta população da capital. Levava numerosas pessoas, algumas das quais para seus auxiliares. A 1º. De janeiro de 1852, na Câmara Municipal, em sessão extraordinária e solene, assumiu o governo, instalando a província. Iniciou seu trabalho regulamentando os serviços públicos, baixando instruções para a arrecadação, fiscalização e escrituração das rendas provinciais. Adotou o regulamento da Instrução Pública do Pará, enquanto elaborava outro mais adequado, e criou as repartições necessárias. Mandou explorar alguns rios, cuidando da sua navegação. Tratou da catequese dos índios e da colonização. Arrumou um prédio para o Palácio do Governo e mandou fazer uma nova cadeia, além de começar a criar um núcleo de colonização agrícola e fabril. Presidente da nova província, e ainda Deputado Geral, teve que descer a Belém numa canoa e dela seguir em navio para o Rio de Janeiro, para tomar parte do plenário da Assembléia, onde pretendia conseguir apoio para o seu governo, passando o cargo para o vice-presidente Manoel Gomes Correia de Miranda, em 27 de junho de 1852. Doente, regressou a Belém para se tratar quando a 31 de dezembro daquele ano recebeu o decreto de sua exoneração como presidente do Amazonas. Reelegeu-se ainda para a Assembléia Provincial do Pará de 1856 a 1859 e, depois, tentou se candidatar ao senado, mas, numa lista tríplice enviado ao governo, foi escolhido Domingos Ferreira Pena. Aos 60 anos recolheu-se a vida privada. Dizem que enlouqueceu, vinda a falecer, vítima de um incêndio que irrompeu em seu dormitório, num subúrbio de Belém, em 19 de janeiro de 1861".
http://jmartinsrocha.blogspot.com/2009/12/joao-batista-de-figueiredo-tenreiro.html
Manaus.ASB November 17th, 2010, 03:14 PM Hotel Amazonas - década de 60
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No Centro da cidade
O Hotel fechou em 1999.
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Manaus.ASB November 17th, 2010, 03:17 PM Lord Hotel na década de 60
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Rua Marcílio Dias, 217 - Centro
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Manaus.ASB November 17th, 2010, 03:23 PM Anos 60
Rua Barroso - Centro
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Manaus.ASB November 17th, 2010, 03:29 PM Prédio da Alfândega
O conjunto arquitetônico da Alfândega e Guardamoria foi tombado pelo Patrimônio Histórico Nacional, em 1987, junto com o Complexo Portuário. Inaugurados oficialmente em 1906, os dois prédios foram construídos pela firma inglesa Manaos Harbour Limited, como parte do contrato de concessão do Porto de Manaus. Em estilo eclético, com elementos medievalistas e renascentistas, trata-se do primeiro prédio pré-fabricado do mundo. O prédio da Guardamoria, com sua torre e farol edificados com o mesmo material e estilo da Alfândega completa o complexo. O edifício da Alfândega foi construído em blocos de tijolos aparentes, pré-montados e importados da Inglaterra, uma reprodução dos prédios londrinos do início do século XX.
Início do século XX
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Em 2009
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Manaus.ASB November 17th, 2010, 03:34 PM Prédio do Seminário São José
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Este prédio ainda pertence à Arquidiocese de Manaus, serviu como escola de formação de eclesiásticos, era o Seminário São José; depois foi colocado a disposição da Universidade do Amazonas (UA), atual UFAM, abrigava o Instituto de Ciências Humanas e Letras (ICHL).
Depois de muitos anos, passou para a Uninorte, com o curso de Direito.
Este prédio guarda boas recordações para muitos amazonenses - a grande maioria dos economistas, contadores e administradores com idade superior a quarenta anos, formados pela UA, passaram parte das suas vidas.
Rua Emílio Moreira - Praça 14
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Manaus.ASB November 17th, 2010, 03:50 PM Relógio municipal de Manaus
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Foi inaugurado em 1927, na administração do prefeito nomeado José Francisco de Araújo Lima (autor de Amazônia – A Terra e o Homem).
O mecanismo foi importado da Suíça, sendo revisado e montado pela firma Pelosi & Roberti, localizada na Rua Municipal, atual Avenida Sete de Setembro, ao lado da Loja 4.400 (Loja Marisa). A loja era de italianos, por pouco não foi incendiada na segunda guerra mundial, porém a residência do Sr. Giulio Roberti, não teve a mesma sorte.
A cada hora, o relógio emite um som cativante, apelidado carinhosamente pelos manauenses de “Big Ben”, uma alusão ao famoso relógio inglês. A peça que produz a “batida” está quebrada; o conserto está a cargo da família Sahdo, permissionária de uma loja de venda e consertos de jóias e relógios, estabelecidos no local faz algumas décadas.
Existe uma inscrição em Latin Vulnerant omnes, ultima necat (Todas ferem, a última mata) – Velha inscrição latina, alusiva às horas, significando que a cada hora fere a nossa vida até que a derradeira a roube. Este registro permaneceu durante anos na minha mente, era intrigante, não sabia o seu significado; os anos se passaram, somente agora surgiu o interesse em pesquisar e entender.
O Relógio continua "mudo" é uma pena! Foram tantos esforços dos nossos antepassados, no sentido de dotar a nossa cidade do melhor e maior relógio público da região norte, deixaram um maravilhoso exemplar para ser admirado até hoje, porém, o atual alcaide da cidade nada faz para mandar consertar a tal peça defeituosa, a responsabilidade não é da família Sahdo, mas sim, do poder público municipal, pois o relógio é público, pertence a todos os manauenses.
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Manauense November 18th, 2010, 02:11 AM O prédio do Seminário São José, felizmente, parece estar em boas mãos desde que nele passou a funcionar a Faculdade de Direito da UniNorte.
Era muito mal cuidado quando nele estava sediada a antiga Faculdade de Estudos Sociais (FES) da UFAM.
Manaus.ASB November 19th, 2010, 04:49 PM edit
Manaus.ASB November 19th, 2010, 05:00 PM 1963
Sumesa – Supermercados S.A.
Sumesa – Supermercados S.A., pertencente, entre outros, ao doutor Gebes Medeiros, e instalado no canto da Marechal com a Sete de Setembro, até pouco uma loja Esplanada.
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Inauguração do SUMESA, O Jornal, 27 jul. 1963
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Rodriogs November 19th, 2010, 07:15 PM esse thread é pra tá aqui mesmo? eu axo que só é interessante pra Amazonenses (tirando as fotos)
Terra Nova November 20th, 2010, 05:19 AM Belos registros da Manaus antiga.
Manaus.ASB December 18th, 2010, 08:54 PM esse thread é pra tá aqui mesmo? eu axo que só é interessante pra Amazonenses (tirando as fotos)
^^
Vou encaminhar um PM pra algum moderador e falar sobre isso.
Manaus.ASB December 18th, 2010, 08:55 PM Depois de 1 mes voltamos
:okay:
Manaus.ASB December 18th, 2010, 08:58 PM Postais das décadas de 50 e 60
http://img1.mlstatic.com/jm/img?s=MLB&f=97250895_3979.jpg&v=O
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http://www.emule.com.br/lista.php?keyword=Manaos&pag=3&ordem=DESTACADOS
Manaus.ASB December 20th, 2010, 04:24 PM PARQUE AMAZONENSE
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Foi construído em 1906, no governo do coronel Antônio Constantino Nery - o prefeito era o coronel Adolpho Lisboa; foi concedida a autorização para a construção de um Hipódromo, este foi instalado e funcionou normalmente até o ano de 1912, em decorrência da derrocada da borracha. Ficava numa vasta área do bairro da antiga Vila Municipal (Adrianópolis), com a entrada pela Rua Belém. Partes dessas terras foram invadidas pelos “soldados da borracha”, surgindo o Beco do Macedo (em homenagem ao Sr. Alfredo Macedo, uns dos primeiros moradores do local). O Dispensário Maçônico recebeu o antigo Hipódromo, por doação, fizeram um estádio, voltando a funcionar em 1918, as corridas ocorrem até 1930, onde a nata da sociedade manauara se aglomera na arquibancada, onde havia um local para dança, camarotes e pontos reservados para as apostas das corridas. Chique, não?
Em 1946, o Parque foi arrendado à Federação Amazonense de Desportos Atléticos (FADA), então sob a direção do Dr. Menandro Tapajós, presidente; Walter Rayol, vice; Mansueto Queirós, secretário; tenente Waldir Martins, tesoureiro e Antônio Dias dos Santos, adjunto. Na época era Interventor Federal, o Dr. Júlio da Silva Nery, que auxiliou financeiramente a entidade dos desportos, e esta, com a ajuda do comércio, mandou murar todo o estádio, construindo as gerais de concreto, tendo estas recebido o nome de Júlio Nery.
O América futebol Clube, dos irmãos Teixeira (Artur e Amadeu), tornou-se arrendatário do Parque a partir da década de 60 e assim ficou até pouco depois da inauguração do estádio Vivaldo Lima. Pagava mensalmente certa importância à Maçonaria pela locação do imóvel, mas, com a abertura do novo estádio, os jogos foram saindo do Parque e, sem poder cumprir seus compromissos por falta de recursos, o jeito foi entregá-lo ao legítimo proprietário.
Na administração do América, quando Flaviano Limongi estava à frente da FAF, fundada em 1966, o Parque recebeu vários melhoramentos, visando a dar maior comodidade ao torcedor. A entidade custeou a construção de duas pequenas gerais de madeira atrás das metas, aumentando um pouco mais o espaço para os torcedores. Renovou por completo a velha arquibancada, também aumentando a sua capacidade.
O Parque foi vendido em 1976, a uma firma da Zona Franca de Manaus, a Florida, do comerciante Francisco (Dinor) Castelo Branco que alguns anos depois a repassou uma empresa de construção; ocorreu que a idéia inicial era a de construir um conjunto habitacional no local, logo que o novo proprietário tomou posse do imóvel, de imediato foi demolida a arquibancada de estrutura de ferro, coberta com telhas de barro de fabricação portuguesa e a geral de cimento, cujo material foi todo amontoado no campo de jogo.
O último jogo disputado oficialmente no campo do Parque valeu pelo campeonato de profissionais, no dia 8 de julho de 1973. Nesse dia o torcedor jamais acreditaria que Rio Negro e Rodoviária estivessem fechando os portões de ferro do velho campo da então Rua Belém, também chamado de campo da linha circular, por ser aquela artéria um dos itinerários dos bondes de duas lanças que faziam a linha Circular-Cachoeirinha. O Rio Negro venceu por 3 a 1 -
RIO NEGRO : Clóvis, Pedro Hamiltom, Casemiro, Biluca e Nonato, Denilson e Jorge Cuíca; Rolinha (Orange), Osmar (Almir), Zé Cláudio e Sardo.
RODOVIÁRIA: Iane, Mesquita, Joaquim, Valter Costa e Téo; Tadeu (Jarlito) e Sudaco; Zezé (Laércio),Wiison Lopes, Roberto e Julião.
A renda foi de Cr$ 21.286,00, para um público pagante de 4.459. Zé Cláudio, do Rio Negro e Julião, da Rodoviária, foram os últimos jogadores profissionais expulsos no campo do Parque Amazonense.
Tenho saudades do Parque Amazonense, frequentei poucos anos antes do seu fechamento; gostava de assistir aos jogos do meu Fast Club, era fã de carteirinha dos irmãos Piola; costumava subir nas mangueiras para ter uma visão do campo, quando não tinha dinheiro para pagar a entrada (na maioria das vezes); quando o meu pai me dava alguma grana, fazia questão de pagar a minha entrada e saborear um famoso sanduíche vendido no local (disco voador); acabaram com o Parque Amazonense, a Colina (Esmael Benigno) será implodido e construído outro estádio, sem falar no Tartarugão (Vivaldo Lima), será também implodido para a construção de um mega estádio para a Copa de 2014. É isso aí.
http://jmartinsrocha.blogspot.com/2009/11/parque-amazonense.html
Parque Amazonense atualmente
http://i386.photobucket.com/albums/oo301/Terranova_01_2008/012-4.jpg
por: Terra Nova
http://i386.photobucket.com/albums/oo301/Terranova_01_2008/013-2.jpg
por: Terra Nova
Manaus.ASB December 20th, 2010, 04:35 PM MONUMENTO COMEMORATIVO A ABERTURA DOS PORTOS ÀS NAÇÕES AMIGAS
http://2.bp.blogspot.com/_uW-3Rk4F_QY/TQZeWrlUTfI/AAAAAAAAD_8/5cbFDc5NjWQ/s640/P1000257.JPG
Inaugurado em 1900, fica localizado na Praça de São Sebastião, em Manaus, foi concebido pelo artista italiano Domenico de Angelis (faleceu antes da inauguração), foi erguido para comemorar a abertura dos portos do Rio Amazonas ao comércio exterior.
O detalhe da fotografia mostra uma parte toda em bronze, onde aparece uma mulher com os seios nus e vestes flutuantes, segurando uma tocha, dizem que é a Deusa da Liberdade, ao seu lado, numa posição de inferioridade está o mitológico Mercúrio, o Deus do Comércio, além de dois querubins e parte do brasão do Amazonas, com destaque para a águia amazonenses, a simbolizar grandeza e força.
Alguns estudiosos criticam os elementos desse monumento, pois não representam a cultura do nosso Estado, porém, constitui um dos lugares mais fotografados pelos turistas, além de ser muito admirado pelos amazonenses.
Foto: J Martins Rocha
http://jmartinsrocha.blogspot.com/search?updated-min=2010-01-01T00%3A00%3A00-04%3A00&updated-max=2011-01-01T00%3A00%3A00-04%3A00&max-results=50
Manaus.ASB December 20th, 2010, 04:46 PM Café do Pina
O prefeito de Manaus, Chaves Ribeiro, concedeu a José de Brito Pina, cidadão português, uma área de terra situada na então praça Gonçalves Dias (hoje integrante da praça Heliodoro Balbi), para a construção de um estabelecimento comercial. Nele, o Pina construiu o Pavilhão São Jorge, destinado a venda de café e outras guloseimas da época, inaugurado em maio de 1951.
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Pavilhão São Jorge, cerca de 1970
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Pavilhão São Jorge ou Café do Pina, 1976
Em lembrança ao sobrenome do proprietário, o local ficou mais conhecido por Café do Pina. Era bem frequentado, pois era localizado em frente ao Cine Guarany e fronteiriço ao Quartel da PMAM e ao Colégio Estadual do Amazonas.
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Pavilhão São Jorge ou Café do Pina, em 1974
Quando prefeito de Manaus, Jorge Teixeira, em 1976 demoliu o Pavilhão para ampliar a artéria. Concedeu, em reparação, novo espaço ao final da praça Heliodoro Balbi (ou da Polícia), junto a rua Marcilio Dias.
Dez anos depois, novo prefeito, Manoel Ribeiro, devolveu o agora Café do Pina ao espaço original, apenas com uma arquitetura modernizada, um tanto ridícula. Foi esta edificação que foi ao chão no ano passado, antes da inauguração do Palacete Provincial.
Mas ainda não acabou o Café do Pina, ele agora integra a estrutura do Palacete.
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Café do Pina sendo demolido, em 2009
http://catadordepapeis.blogspot.com/2010/11/memorial-amazonense-xxxix.html
Manaus.ASB December 20th, 2010, 04:54 PM Notícias de época - 1957
Realizada concorrência para a construção de nova ponte ligando o bairro de Educandos ao de Cachoeirinha. A vencedora foi a firma Otavio Bittencourt Pires. A ponte leva o nome de Juscelino Kubitschek, então presidente da República. JK esteve em Manaus para inaugurar esta ponte, além da Refinaria de Petróleo, de I.B.Sabbá, e o conjunto residencial que também leva seu nome,na Cachoeirinha.
http://2.bp.blogspot.com/_Q5hNnsGjVdg/TOnJenJX5KI/AAAAAAAABi8/DLvaMKlNkPg/s1600/JC.+07Setemb.1958++Ponte+JK+Educand.JPG
http://catadordepapeis.blogspot.com/2010_11_01_archive.html
Manaus.ASB December 20th, 2010, 05:04 PM Aviação em Manaus
O Comando Aéreo inaugurou esta semana o I Grupo do IV Esquadrão, composto de aviões caça F5, com sede na Base Aérea de Manaus (BAM). A finalidade da nova unidade é patrulhar o espaço aéreo amazônico, a fim de repelir e combater algumas ameaças.
A BAM multiplica suas ações e consolida sua história na capital amazonense, desde que ocupou o primitivo aeroporto de "Ponta Pelada". Bom esclarecer que a denominação original do campo de pouso era Ajuricaba, mas o popular predominou.
Alguns fatos relacionados com a aviação em Manaus: tudo começou em 1932, quando a Panair do Brasil operava seus aviões na baía do Rio Negro. A inauguração ocorreu com um avião Sikorsky S38, com capacidade para sete passageiros.
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Avião Sikorsky S-38. O Jornal, Manaus, 20 jan. 1954
Depois passaram pelos céus da Amazônia, os Catallinas e os Douglas. Até que, duas décadas depois, a mesma empresa passou a empregar nas viagens aviões mais modernos, os Constellations. Foi o modelo Constellation L49, para 57 passageiros, que inaugurou o Aeroporto Internacional de Manaus, em 1954.
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O Jornal. Manaus, 20 jan. 1954. Inauguração do aeroporto internacional de Manaus
Antes dessa inauguração, em 1953, segundo a memória de Edwvaldo Leite, saudoso gerente de aeroporto da Cruzeiro do Sul, o nosso "Ponta Pelada" era uma lástima. Basta ver as acomodações existentes, expostas na coluna de Sinval Gonçalves, outro saudoso gerente.
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Jornal do Commercio. Manaus, 20 jul. 1980
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Jornal do Commercio. Manaus, 20 jul. 1980
Obtido o título de internacional, o aeroporto recebeu estação de passageiros condignas. A construção abaixo, com modificações impostas pelas necessidades e ampliação do número de viajantes, perdurou até a construção do aeroporto Eduardo Gomes (1976).
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Cartão postal do aeroporto de Manaus, visto do pátio interno
http://catadordepapeis.blogspot.com/2010/12/aviacao-em-manaus.html
Manaus.ASB December 20th, 2010, 05:18 PM Manáos versus Manaus
Duas expressiva fotos, separadas por exatos 40 anos, mostram com justeza o crescimento e o embelezamento de Manaus.
A primeira, de autoria do fotógrafo Correia Lima, foi realizada para mostrar que Manaus já não se media unicamente pela altura do Teatro Amazonas. As primeiras grandes construções já estavam habitadas, curando-nos do "complexo do Iapetc". De outro lado, o comércio da Zona Franca dominava o centro da cidade, espandindo-se com lojas em todas as artérias.
Para dimensionar esse avanço, em dezembro de 1970, Correia Lima subiu ao topo do edifício David Novoa, situado no entroncamento da avenida Joaquim Nabuco com rua Lauro Cavalcante.
Foi, pois, do 19º andar, utilizando uma camera dotada de lente "olho de peixe", que ele captou o momento de Manaus, que crescia.
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Centro de Manaus, no Jornal do Commercio. Manaus, 20 dez. 1970
Na metade deste ano, uma revista de circulação regional lançou de capa a foto que reproduzo.
Ela mostra em cores o embelezamento de Manaus. Destaca o outro lado que a foto anterior não detalhou. A capa da revista ressalta a ponte padre Antonio Placido, que liga o bairro de Educandos ao centro; mostra a pista da Manaus Moderna; e, com destaque o Parque Jefferson Peres. Não é preciso buscar muito para se encontrar o edifício Novoa, da foto anterior, apenas o Teatro Amazonas não foi alcançado.
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Detalhe da capa da revista Roteiro Amazônico. Manaus, ano 4, 2010
http://catadordepapeis.blogspot.com/2010/12/manaos-versus-manaus.html
Manaus.ASB December 20th, 2010, 06:12 PM Av: Eduardo Ribeiro - anos 60
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Manaus.ASB December 20th, 2010, 06:14 PM Av: Eduardo Ribeiro - anos 40
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Manaus.ASB December 20th, 2010, 06:16 PM Cinemas de Educandos, em Manaus
Situado às margens do rio Negro, o bairro de Educandos liga-se ao centro de Manaus pela ponte Antonio Plácido de Souza e, ao bairro da Cachoeirinha, pela ponte Juscelino Kubitschek. Um dos mais antigos de Manaus, o bairro teve origem e denominação a partir da ativação do Estabelecimento dos Educandos Artífices, criado em 1856, pelo presidente da província, João Pedro Dias Vieira.
O estabelecimento objetivava ensinar a música, as primeiras letras e os ofícios de marcenaria, carpintaria e tornearia às crianças pobres da capital. Com o passar dos anos, em seu redor, diversas famílias fixaram residência; surgia assim o primeiro núcleo populacional denominado de Alto da Bela Vista.
Desativado em 1914, o prédio esteve abandonado por anos, até que na década de 1940 acolheu o Grupo Escolar Machado de Assis, que segue funcionando como Escola Estadual.
O bairro, todavia, ganhou o nome de Constantinópolis pela Lei nº 67/1907, com área de 130.693m2. No correr de 1928, surge na Vila Neuza (construída em 1891) a primeira sala de exibição cinematográfica do bairro. Trata-se do “cinema” do seu Austriclínio Duarte Ribeiro, funcionando no subsolo de sua residência, situada na rua Delcídio Amaral, nº 80.
Possuía 25 assentos do tipo “escolar”, para duas pessoas, e cobrava vinte réis por entrada. O pequeno “cinema” funcionava apenas à noite, exibindo filmes mudos, de cômicos como Max Linder (1883-1925); Buster Keaton (1895-1966), Harold Lloyd (1893-1971); Charles Chaplin (1889-1977), entre outros. Também exibiu filmes produzidos por Silvino Santos (1886-1970), entre os quais, o celebrado No País das Amazonas, mostrado anteriormente no cine Polytheama.
As informações aqui expostas pertencem ao Ed Lincon. É ele que segue rememorando o assunto.
No início dos anos 1930, outro “cinema” surgiu em Constantinópolis: na residência de Antonio do Carmo (prestamista, conhecido por Cartolinha), situada na rua São Pedro, nº 129, esquina com o Boulevard Sá Peixoto. Utilizando um projetor Pathé, Cartolinha exibia filmes tanto em sua residência, quanto pelas ruas do bairro, ainda de terra batida.
As duas salas tiveram duração efêmera, de alguns anos apenas. Em especial, porque seu Austriclínio, telegrafista dos Correios durante o dia, mudou-se para a rua Manoel Urbano, onde no começo dos anos 1920 abrigava aquela repartição. Compelido a se dedicar por completo ao seu ofício, Austriclínio deixou de lado a paixão pela Sétima Arte.
Quanto ao “cinema” de Cartolinha: a diversão desapareceu quando o proprietário vendeu sua casa e, pior, mudou-se do bairro, levando consigo o equipamento de projeção.
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Cine Vitória, nos últimos dias, em 1973. A casa ao lado, na
entrada do beco São José, continua no mesmo lugar.
Dessa maneira, o subúrbio que já havia sido rebatizado de Educandos viu-se privado desse divertimento. Cerca de vinte anos depois o cinema voltaria, em salas como: Rio Negro, Constantinópolis (depois Rex) e Vitória. Esta, a maior de todas, abrigando quase um milhar de freqüentadores. Teve a mais longa duração, perdurou por duas décadas.
http://catadordepapeis.blogspot.com/2010_12_01_archive.html
Manaós December 20th, 2010, 11:19 PM http://4.bp.blogspot.com/_Q5hNnsGjVdg/TQk1rStfPLI/AAAAAAAABmc/QYnGxC3wb2s/s1600/Manaus+Centro.JPG
Uau!!! :uh:
esta foto está simplesmente LINDA!!!
Grande Manaus December 24th, 2010, 04:55 PM esse thread é pra tá aqui mesmo? eu axo que só é interessante pra Amazonenses (tirando as fotos)
Eu acho que interessa a todos ,e o retato dos tempos áureos do Brasil das décadas anteriores ..
Grande Manaus December 24th, 2010, 04:58 PM PARQUE AMAZONENSE
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Foi construído em 1906, no governo do coronel Antônio Constantino Nery - o prefeito era o coronel Adolpho Lisboa; foi concedida a autorização para a construção de um Hipódromo, este foi instalado e funcionou normalmente até o ano de 1912, em decorrência da derrocada da borracha. Ficava numa vasta área do bairro da antiga Vila Municipal (Adrianópolis), com a entrada pela Rua Belém. Partes dessas terras foram invadidas pelos “soldados da borracha”, surgindo o Beco do Macedo (em homenagem ao Sr. Alfredo Macedo, uns dos primeiros moradores do local). O Dispensário Maçônico recebeu o antigo Hipódromo, por doação, fizeram um estádio, voltando a funcionar em 1918, as corridas ocorrem até 1930, onde a nata da sociedade manauara se aglomera na arquibancada, onde havia um local para dança, camarotes e pontos reservados para as apostas das corridas. Chique, não?
Em 1946, o Parque foi arrendado à Federação Amazonense de Desportos Atléticos (FADA), então sob a direção do Dr. Menandro Tapajós, presidente; Walter Rayol, vice; Mansueto Queirós, secretário; tenente Waldir Martins, tesoureiro e Antônio Dias dos Santos, adjunto. Na época era Interventor Federal, o Dr. Júlio da Silva Nery, que auxiliou financeiramente a entidade dos desportos, e esta, com a ajuda do comércio, mandou murar todo o estádio, construindo as gerais de concreto, tendo estas recebido o nome de Júlio Nery.
O América futebol Clube, dos irmãos Teixeira (Artur e Amadeu), tornou-se arrendatário do Parque a partir da década de 60 e assim ficou até pouco depois da inauguração do estádio Vivaldo Lima. Pagava mensalmente certa importância à Maçonaria pela locação do imóvel, mas, com a abertura do novo estádio, os jogos foram saindo do Parque e, sem poder cumprir seus compromissos por falta de recursos, o jeito foi entregá-lo ao legítimo proprietário.
Na administração do América, quando Flaviano Limongi estava à frente da FAF, fundada em 1966, o Parque recebeu vários melhoramentos, visando a dar maior comodidade ao torcedor. A entidade custeou a construção de duas pequenas gerais de madeira atrás das metas, aumentando um pouco mais o espaço para os torcedores. Renovou por completo a velha arquibancada, também aumentando a sua capacidade.
O Parque foi vendido em 1976, a uma firma da Zona Franca de Manaus, a Florida, do comerciante Francisco (Dinor) Castelo Branco que alguns anos depois a repassou uma empresa de construção; ocorreu que a idéia inicial era a de construir um conjunto habitacional no local, logo que o novo proprietário tomou posse do imóvel, de imediato foi demolida a arquibancada de estrutura de ferro, coberta com telhas de barro de fabricação portuguesa e a geral de cimento, cujo material foi todo amontoado no campo de jogo.
O último jogo disputado oficialmente no campo do Parque valeu pelo campeonato de profissionais, no dia 8 de julho de 1973. Nesse dia o torcedor jamais acreditaria que Rio Negro e Rodoviária estivessem fechando os portões de ferro do velho campo da então Rua Belém, também chamado de campo da linha circular, por ser aquela artéria um dos itinerários dos bondes de duas lanças que faziam a linha Circular-Cachoeirinha. O Rio Negro venceu por 3 a 1 -
RIO NEGRO : Clóvis, Pedro Hamiltom, Casemiro, Biluca e Nonato, Denilson e Jorge Cuíca; Rolinha (Orange), Osmar (Almir), Zé Cláudio e Sardo.
RODOVIÁRIA: Iane, Mesquita, Joaquim, Valter Costa e Téo; Tadeu (Jarlito) e Sudaco; Zezé (Laércio),Wiison Lopes, Roberto e Julião.
A renda foi de Cr$ 21.286,00, para um público pagante de 4.459. Zé Cláudio, do Rio Negro e Julião, da Rodoviária, foram os últimos jogadores profissionais expulsos no campo do Parque Amazonense.
Tenho saudades do Parque Amazonense, frequentei poucos anos antes do seu fechamento; gostava de assistir aos jogos do meu Fast Club, era fã de carteirinha dos irmãos Piola; costumava subir nas mangueiras para ter uma visão do campo, quando não tinha dinheiro para pagar a entrada (na maioria das vezes); quando o meu pai me dava alguma grana, fazia questão de pagar a minha entrada e saborear um famoso sanduíche vendido no local (disco voador); acabaram com o Parque Amazonense, a Colina (Esmael Benigno) será implodido e construído outro estádio, sem falar no Tartarugão (Vivaldo Lima), será também implodido para a construção de um mega estádio para a Copa de 2014. É isso aí.
http://jmartinsrocha.blogspot.com/2009/11/parque-amazonense.html
Parque Amazonense atualmente
http://i386.photobucket.com/albums/oo301/Terranova_01_2008/012-4.jpg
por: Terra Nova
http://i386.photobucket.com/albums/oo301/Terranova_01_2008/013-2.jpg
por: Terra Nova
Gostei das fotos ,esse parque ficou també conhecido como Jaquerão ,ali chegou a ser realizado treinamentos de alguns times do futebol Amazonense na década de 80..
Manaus.ASB December 27th, 2010, 02:40 PM ^^
verdade!!!
:okay:
Grande Manaus December 27th, 2010, 09:31 PM Me recordo dos meus tempos de infância ,da Manaus antgiga quando se passeava tramnquilamente pela praça do congresso , os 10 cinemas que existiam na década de 80 por volta de 1987 eram completamente lotados ....
Manaus.ASB December 29th, 2010, 03:29 PM Polícia Feminina no Amazonas
Em Manaus, há trinta anos foi criada na Polícia Militar do Estado a Polícia Feminina (P Fem), rompendo a predominância masculina de mais de 140 anos.
Em fevereiro de 1980, a P Fem tomou existência legal com o engajamento das primeiras mulheres no serviço policial militar. Foram incluídas trinta jovens, as quais, ao final do curso específico de sargento, seriam promovidas.
Com essa decisão, a Polícia Militar do Amazonas incorporou o privilégio de ser a terceira instituição no Brasil a congregar as mulheres em seu efetivo.
Dois pequenos detalhes para a reminiscência desta instituição. Um, que as policiais foram antecedidas por funcionárias civis. Em 1976, a Polícia Militar fez a experiência de contratar as primeiras civis. Em número bem reduzido, mas é certo que esse batom impôs algumas modificações no quartel. Ainda hoje existem civis na administração da PM amazonense.
Outro detalhe: a criação da Polícia Feminina se deve em grande parte a dona Amine Lindoso, esposa do governador José Lindoso (1979-1982). Ao final do primeiro ano, em viagem a São Paulo, o casal foi recebido conforme o protocolo. Mas, dona Amine foi contemplada com policiais femininas para a devida segurança e conforto.
De retorno a Manaus, a primeira dama insistiu com o marido na criação de idêntica corporação no Amazonas. Era comandante da PM amazonense o coronel Ribeiro Raizer, evangélico convicto.
O curso específico funcionou no quartel da então Polícia Rodoviária, instalado no entroncamento da rua Recife com a avenida Constantino Nery, onde hoje funciona uma dependência do Corpo de Bombeiros. O comandante geral, por sua convicção religiosa e pelo cuidado na admissão das primeiras mulheres, cuidou pessoalmente da formação das policiais. Para isso, escolheu a dedo os comandantes.
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A Crítica. Manaus, 28 jan. 1980
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Registro da formatura da Polícia Feminina
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A Crítica. Manaus, 14 dez. 1980
http://catadordepapeis.blogspot.com/2010/12/policia-feminina-no-amazonas-ii.html
Manaus.ASB December 29th, 2010, 03:35 PM Memorial Amazonense
Dezembro, 27
1851 – Desembarca, em Manaus, viajando no vapor Guapiaçu da então Marinha de Guerra, João Batista de Figueiredo Tenreiro Aranha, que chegava para inaugurar a Província do Amazonas. A instalação ocorreu no primeiro dia de 1852.
1894 – Foi criado, por disposição do decreto n.º 83, sancionado pelo governador Eduardo Ribeiro, o município de Manacapuru, localizado no rio Solimões. A padroeira é Nossa Senhora de Nazaré, festejada em 29 de outubro.
1909 – Nasceu em Manaus, João Nogueira da Matta, tendo concluido o curso médio estudando no Colégio Dom Bosco e Ginásio Amazonense Pedro II e o superior, na Faculdade de Direito do Amazonas.
Ingressou nos quadros do Partido Social Democrático, de Álvaro Maia, tendo sido Interventor Federal, interino.
Colaborador de jornais e revistas locais, deixou publicado cerca de duas dezenas de livros. A maioria sobre a história do Amazonas e alguns de seus trabalhos parlamentares.
Pertenceu a Academia Amazonense de Letras, onde ingressou em dezembro de 1959. Faleceu em agosto de 1991.
1911 – Foi criado o município de Carauari, localizado no rio Juruá, por disposição do Decreto n.º 683, sancionado pelo governador Antônio Clemente Ribeiro Bittencourt.
1915 – Nasceu em Manaus, Paulo Pinto Nery, filho de Abilio e Deolinda Pinto Nery, casado com Maria Souza Marinho, irmã de Jauary Marinho, seu colega de graduação na Faculdade de Direito do Amazonas, da turma de 1939. Pertencia a segunda geração da família Nery, cujo astro maior foi Silverio Nery, governador e senador pelo Estado.
Paulo Nery pertenceu ao Partido Social Democrático (PSD), pelo qual exerceu os mandatos de vereador e deputado estadual e federal. Em duas oportunidades (1958 e 1962) candidatou-se ao governo do Estado, mas, em ambas foi derrotado.
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Nery, candidato a governador.
Jornal do Commercio. Manaus, 30 set. 1958
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Propaganda eleitoral. O Jornal.
Manaus, 6 out. 1962
Ao tempo do Governo Militar de 1964 foi nomeado Chefe de Polícia do Estado e, adiante, Prefeito de Manaus, exercendo a função por seis anos (1966-1972). Apesar das derrotas sofridas, teve o mérito de encerrar sua carreira política como governador (1982-83), ao substituir o titular José Bernardino Lindoso (1979-1982), quando este renunciou ao mandato para disputar uma vaga ao senado.
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Nery, prefeito de Manaus. Resumo biográfico.
Jornal do Commercio. Manaus, 26 jul. 1962
Nery foi professor doutor pela Faculdade de Direito. Pertenceu a Academia Amazonense de Letras, onde ocupou a Cadeira 5, cujo patrono é Araújo Filho.
Morreu em Manaus, a 15 de novembro de 1995.
http://catadordepapeis.blogspot.com/2010/12/memorial-amazonense-xlii.html
Manaus.ASB December 29th, 2010, 03:44 PM Os cinemas de Manaus
Álvaro do Rego Barros, em 1º de janeiro de 1920, inaugurou na avenida Joaquim Nabuco, nº 157, “uma casa de diversões para a exploração de um magnífico cinema, cuja sessão de experiência foi realizada ontem”. Segundo Selda Vale, chamava-se cinema Popular. E, provavelmente, a “sessão de experiência” não deve ter dado certo, vez que, após essa data, não se encontra referências jornalísticas a respeito.
Seis anos depois, a empresa J. Fontenelle & Cia. adquire o prédio construído em 1909, na rua Silva Ramos, nº 190 (atual 1054), onde estivera instalada a loja A Brasileira. Ali instala uma sala de exibição cinematográfica, com o nome de Popular.
Constituiu-se no primeiro espaço da Sétima Arte fora do centro da cidade. O Popular, segundo a coluna Teatros e Cinemas, do Diário Oficial (14 nov. 1926), foi pré-inaugurado no dia anterior, às 20h30, quando tocou à porta a banda de música da Força Policial.
No avant-premiére, foi exibido O prêmio da vitória. Presentes, além do proprietário Jonas Fontenelle (1880-1947), Ephigenio Salles, governador do Estado (que cortou a fita de inauguração); M. Xavier Paess Barreto, juiz federal; deputado Aprígio de Menezes (que, em 1928, abriria seu próprio cinema no bairro de Aparecida, o Ideal Cine-Teatro); Joaquim Tanajura (médico, depois Prefeito de Manaus); Washington de Almeida; Dr. Alfredo da Matta; Maximino de Miranda Corrêa; vereador Julio Verne e o Dr. Elviro Dantas, todos acompanhados de suas famílias.
A inauguração para o público ocorreu em 14 de novembro, com a reprise de O prêmio da vitória (em oito partes), da Paramount, estrelado por Claire Windson (1892-1972) e Frank Keenen (1858-1929), astros da cena muda. A sessão de abertura ocorreu às 20h30, ao preço de 1$100 (mil e cem réis).
O cine Popular exibia sessão todas as noites e, justificando a denominação, oferecia ingressos mais baratos. Não possuía cadeiras, todavia, mas sim extensos bancos de madeira assemelhados aos de igreja. Ainda assim, o Jornal do Commércio (17 nov. 1926) apregoava que o Popular havia sido “instalado magnificamente, apresentando conforto aos espectadores. Comporta mais ou menos quinhentas pessoas e ostenta boa iluminação”.
Talvez devido à euforia da inauguração, o articulista tenha exagerado sobre a capacidade da nova casa. O Popular não era assim tão grande, não possuía palco para apresentação e a fachada não apresentava qualquer visual de cinema. Isso sem falar do desconforto que oferecia.
Ao contrário do que se possa imaginar, a tela de projeção diferia da dos demais cinemas. Era composta de sacos vazios de trigo, unidos lado a lado por costura, um tipo de tecido muito resistente e que, em alguns casos, servia para confeccionar vestuário pela camada menos favorecida da população.
Em 1931, o Popular passou a exibir filmes do chamado “gênero livre” (equivalente nos dias atuais aos filmes eróticos). Acontecia em sessões exclusivas para homens. Películas, como Mulheres viciosas, Vício e perversidade, Mulheres faladas, Caixinha de costura etc., eram exibidas disfarçadas pelo titulo de “científicos ou artísticos”, tendo sido algumas delas produzidas no Brasil.
O cine Popular, também conhecido por “Quebra-orgulho”, “Cine Poeira”, “Poli-Pulgas”, “Odeon do bairro”, entre outros epítetos, fez bastante sucesso junto aos moradores do Alto Nazaré, Boulevard Amazonas e adjacências. Mesmo sem levar em conta as pequenas dimensões deste cinema, era frequentado assiduamente nas décadas de 1930 e 1940.
Neste período, em sua tela, seriados americanos começaram a ganhar destaque: O Homem-Morcego, da Columbia; O Falcão da Floresta; O Terror dos Mares; O Aranha Negra; Tambores de Fu-Manchu; Adaga de Salomão e O Misterioso Dr. Satã, entre outros. Também não se pode esquecer as séries de faroeste estreladas por Gene Autry (1907-1998), Tom Mix (1880-1940), Roy Rogers (1911-1998), Wild Bill Elliott (1915-1965), Charles Starret (1903-1986), Hopalong Cassidy (William Boyd) e o mais famoso de todos os cowboys, Allan Rocky Lane, cujo fã-clube era admirável, notadamente entre as mulheres.
No início dos anos 1940, inexistiam linhas de ônibus. Aqueles que desejassem aproveitar os módicos preços do cinema do Alto Nazaré, poderiam apanhar bondes da Manáos Tramways, cujas linhas: Entroncamento, Alto Nazaré, Bilhares, Flores e Vila Municipal trafegavam pela rua Silva Ramos, com parada em frente ao “velho poeira”.
Uma explicação aqui se faz necessária: entre as décadas de 1940 e 1960, os filmes ali exibidos procediam do eixo Rio/São Paulo, depois de dois ou três anos. Como se tratava de filmes bastantes “surrados”, costumavam arrebentar ou “queimar” (como se denominava na época) inúmeras vezes durante a projeção. O conserto demorava, as luzes eram acesas... e paciência.
Nem sempre tal acontecia. Os frequentadores se aborreciam e, aos gritos de ladrão, ladrão, esperavam a sessão recomeçar. Então, para solucionar o problema, Arlindo, o projecionista do Popular, fazia antecipadamente revisões e emendas, esperando que o pior não acontecesse.
Em incontáveis oportunidades, ele era auxiliado pelo garoto Aluízio Ferreira (meu pai, ainda vivo para confirmar a versão), que morava ali próximo no Boulevard Amazonas e, por sua amizade com todos os funcionários, possuía livre acesso.
O poeira do Alto Nazaré foi o grande beneficiado com a reforma do Odeon. Foi contemplado com as cadeiras pertencentes ao mesmo, substituindo os desconfortáveis bancos de madeira Também foram realizados reparos no prédio, que incluíram pintura interna e externa, consertos do telhado, para exclusão de goteiras, instalação de novos projetores, entre outros melhoramentos.
A reabertura do Popular aconteceu a 9 de fevereiro. A proprietária consegue êxito retumbante ao exibir, bem antes de outros cinemas, a fita A canção da Índia, com Sabu (1924-1963), Gail Russel e outros. Ainda nesse mesmo dia, o “velho poeira” apresenta No tempo das diligências, com John Wayne no papel principal, e os dois primeiros episódios de O homem de ferro.
Em agosto de 1959, “o velho poeira” encosta as portas para mais uma reforma. Parecia não voltar, pois demorou exatamente três anos para ser concluída. Enquanto esteve fechado, o Popular passou por manutenção em seu salão de projeção, onde foi instalada a nova tela destinada a exibição em cinemascope, além de dois novos projetores.
Reaberto em 30 de dezembro de 1962, a direção do Popular alegou que a demora se deveu a problemas com energia elétrica, resolvidos pela Companhia de Eletricidade de Manaus (CEM), atual Manaus Energia. A re-inauguração foi efetivada com grande pompa e expectativa. Em todas as sessões foi exibida a película O gladiador invencível.
Em setembro de 1963, a empresa Fontenelle, administrada pelo Dr. Alberto Carreira da Silva (1907-1982), herdeiro de Jonas Fontenelle, abandona o mercado exibidor de Manaus após arrendar todas suas salas (Odeon, Éden, Polytheama e Popular) para o grupo Severiano Ribeiro, pertencente a Luiz Severiano Ribeiro Júnior.
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Cine Popular, ao tempo de seu fechamento, 1972. O prédio ainda existe, abrigando
comércio variado
Seis anos depois de relativo sucesso, o cine Popular apresenta sinais de desgaste em sua estrutura, ainda mais agravado pela inauguração da TV em Manaus. Em setembro de 1969. A aceitação desta motivou e acentuou o afastamento de grande parte de seus frequentadores.
Para completar a desventura, o prefeito de Manaus, Paulo Pinto Nery (1915-1995), proclamou uma devassa nos cinemas sem condições de funcionamento. O recém-inaugurado diário A Notícia (3 maio 1969), fundado pelo comendador Felix Fink, ainda em sua terceira edição, socorre os cinemas: FECHAR OS CINEMAS, ESSA É BOA! “Nós nada temos a ver com isso, mas em nossa modesta concepção a idéia de fechar os cinemas é simplesmente ridícula.”
Em novembro de 1970, a São Luiz (nome de fantasia do grupo Severiano Ribeiro), escala os cines Odeon e Polytheama como lançadores de novos filmes. No Éden e no Popular, de outra maneira, a empresa resolve modificar o horário das sessões. Somente no domingo seriam apresentados dois filmes distintos, um na vesperal e outro à noite. Além do desconforto, a sujeira e outros inconvenientes constituíam problemas destacados nas casas de exibição de Manaus, como acentua o matutino da empresa Archer Pinto (O Jornal, 5 dez. 1970): “Realmente, a sujeira, o calor, e o mau cheiro reinantes em nossos cinemas causa revolta e humilha a nossa cidade.Somos uma terra em crescimento. Tudo melhorou ou está melhorando. Menos os cinemas que ficam piores, na medida que os dias passam. Uma vergonha.”
No final de 1971, a Prefeitura e o Instituto Nacional do Cinema (INC) passaram a controlar e fiscalizar severamente as atividades das casas de diversões. Para isso, foi nomeada uma “comissão de saúde” que, em conjunto com a Secretaria de Desenvolvimento Comunitário (Sedeco) e o INC, por seu representante local, Alfredo Jackson Cabral (substituído, em 1º jun. 1972, por Afonso Lopes) realizou vistorias nas salas de projeção cinematográfica, encaminhando relatório completo ao Prefeito Paulo Nery. Esta autoridade concedeu o prazo de 30 dias, para que os responsáveis executassem os reparos adequados ao padrão de conforto exigido pela comuna. Ao contrário, não poderiam continuar funcionando.
De todos os cinemas vistoriados pela Prefeitura e pelo INC, o Popular se apresentava em piores condições, especialmente em seu interior. Ali, havia cadeiras soltas, piso de madeira completamente deteriorado e, pior, estava infestado de ratos e morcegos. Diante do quadro, a empresa São Luiz optou pelo encerramento das atividades nesta sala.
Data do fechamento: 28 de junho do mesmo ano, quase 46 anos de funcionamento.
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Ed Lincon, autor do texto
Encerradas as atividades do Popular, o arrendatário em Nota ainda apregoava para breve a reabertura, após rigorosa reforma que acabou nunca acontecendo. No ano seguinte, Manaus viu desaparecer quase todos seus cinemas. Odeon, Vitória, Palace, Eden, Polytheama e Avenida encerraram as atividades, restando Guarany e Ipiranga que passariam por reformas parciais.
Mas o Popular ainda ressurgiria... como cine POP (1977-1979).
http://catadordepapeis.blogspot.com/2010/12/os-cinemas-de-manaus-v.html
Manaus.ASB December 29th, 2010, 03:52 PM Os cinemas de Manaus
Cine Pop (1977-1979)
Três anos depois do fechamento do Popular, circula na cidade o rumor de que o velho “poeira” reabriria as portas. Esse ruído teve o patrocínio da coluna Bazar, assinada por Flaviano Limongi, em A Crítica (1º jun. 1976): “Dizem, dizem, dizem, melhorado, evidentemente, o Cine Popular, poderá voltar a funcionar... dizem, dizem, eu não sei...”
Limongi sabia o que informava. O prédio do Popular foi arrendado por Luiz Moraes (proprietário da Cinemazon, situada à rua Dr. Almino, nº 48, distribuidora e locadora de filmes em 16mm), que o reforma em sua totalidade, para reabri-lo com o sugestivo título de Cine Pop.
Na parte externa, somente uma modificação: em uma das entradas que abria para a rua Silva Ramos houve ampliação e nela foi colocada uma porta metálica, do tipo “enrolar”.
Repetindo o esforço do Popular, o Pop também oferecia ingressos a preços módicos, para concorrer com os demais cinemas da cidade. E, apesar de não ter melhorado o conforto, ainda conservava as cadeiras que pertenceram ao Odeon. Novamente é o Limongi, em A Crítica (4.jan.1977), quem fornece subsídios sobre a inauguração e melhoramentos implementados na “nova” sala de cinema: “Na noite do dia 6, Manaus vai ganhar mais um cineminha. O careca Moraes, bamba no assunto, reformou o antigo “Cinema Popular”, colocou umas trezentas poltronas, tela panorâmica, som ótico, projeção 100% de nitidez, ventilação Fresh-Air System, botou o nome de “Cine Pop” e vai abrir as portas com o filme brasileiro Simbad, o marujo trapalhão, com Renato Aragão e Dedé Santana, em duas sessões [às 19 e 21 horas]. Muito bem!”
No dia da inauguração, a 6 de janeiro de 1977, o ajuntamento de pessoas para a estréia foi tão vultoso, que redundou em portas quebradas e algumas cadeiras danificadas. Nada que ofuscasse a festa de reabertura. Resolvidos esses problemas, já em fevereiro foram exibidas com grande sucesso de público as seguintes fitas: A fúria do dragão, estrelado pelo astro das artes marciais Bruce Lee (1940-1973); Júlia e seus homens, com a atriz holandesa Sylvia Crystel; Sexy e marginal e, ainda, Regina e o dragão de ouro. E, em 16 de fevereiro, outro sucesso de Renato Aragão & Cia., Os Trapalhões na ilha do tesouro.
Este cinema funcionava todos os dias com três sessões: vespertinas (14h e 16h) e a noturna (20h) e, aos domingos, havia a sessão das 21h. Em março, na programação do Pop constavam os seguintes filmes: dia 17, Presas brancas, a partir das 16h; dia 18, em sessão dupla: O destino do Poseidon e O pistoleiro não muito mortal, (14h e 16h); dia 23, Os mais atrevidos dos transplantes; dia 25, Carambola; e, dia 26, a pedidos, no horário das 18h20 e 22h, novamente O destino do Poseidon.
Ainda em 1977, na esteira da vitória do Cine Pop surgiram: o Studio Center, construído pela empresa Bernardino no terceiro andar do edifício Manaus Shopping Center (20 de abril). E o Cinema-2 (inaugurado em 23 de julho), pertencente à empresa Cinemas do Amazonas Ltda., de Jesus W. Leong e Orsine Oliveira (a partir de 1981, a razão social desta empresa é alterada para J. W. Leong Ltda.).
Mas, quem volta ao noticiário é o "cineminha" de Luiz Moraes. A coluna “Sim & Não”, de A Crítica (30 jul.1977), traz uma nota lamentando o mau-comportamento de alguns frequentadores: “Os proprietários do Cine Pop, anteontem, chamaram a polícia para coibir os abusos de alguns baderneiros que estavam promovendo quebra-quebra e perturbando os demais espectadores. Várias chamadas telefônicas foram feitas, mas nenhum policial apareceu. A ordem foi mantida à custo, pelos próprios responsáveis pelo “Cine Pop”.
Ainda em 1977, a 2 de novembro, foi instalada nova tela, vinda de São Paulo, e implantado melhoramento no sistema de som. No dia 8, estreou A Profecia, com Gregory Peck e elenco. A despeito desse esforço, repetidas vezes eram exibidas fitas que haviam saído de programação recentemente dos outros cinemas da cidade. Como aconteceu com King Kong, lançado com sucesso no cine Ipiranga, em setembro e, em dezembro, no Pop.
Outro, Contatos imediatos do 3º grau, que lançado em julho de 1978 no cine Veneza, esteve no Pop em dezembro seguinte. Também as pornochanchadas tinham lugar garantido nesta sala: Deu a louca nas mulheres, O cortiço, Mulher objeto, Procura-se moças de fino trato etc.
Quando completou dois anos de funcionamento, o Cine Pop passou a exibir dois filmes em cada sessão. Em 11 de fevereiro constava da programação: Robin Hood, o trapalhão da floresta, com Renato Aragão e Dedé Santana, e O sanguinário, com Oliver Reed. Em junho, Luiz Moraes decide passar filmes do gênero “kung fu” e épicos como Maciste na corte do czar, Os doze gladiadores, entre outros.
A carreira do Cine Pop, todavia, não teria longa duração. Em 26 de outubro de 1979, exibe na última sessão a película O vento e o leão. Assim, as atividades do “velho poeira” foram encerradas definitivamente.
Há alguns anos, em conversa telefônica com Luiz Moraes, este me explicou que o fechamento do cinema ocorreu devido o proprietário do prédio. Sucessor do fundador, Dr. Alberto Carreira da Silva (falecido nos anos 1980, em idade bem avançada), decidiu não mais alugá-lo, mas vendê-lo pela quantia de dois milhões de cruzeiros. Como Luiz Moraes não dispunha do valor total, o negócio não se concretizou.
Não fosse a intransigência do dono do prédio, Moraes garantiu, certamente o Cine Pop ainda estivesse funcionando. Desenganado com o final da atividade cinematográfica, Luiz desfez-se do material guardado em casa (fotos, pôsteres de filmes etc.).
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Última lembrança do Cine Pop. A Crítica. Manaus, 24 ago. 1980
Após o fechamento deste “cineminha”, o prédio foi transformado em depósito de cargas (criminosamente incendiado em 23 de agosto de 1980). Permaneceu fechado durante anos, até ser restaurado e nele instalada uma drogaria. Adiante, funcionou no local uma boate de categoria duvidosa. Atualmente, abriga uma loja de tintas.
Hoje, somente os moradores mais antigos sabem que ali, naquele velho prédio construído em 1909, funcionou um cinema, o inesquecível Popular. Sou feliz porque, na minha infância, tive o privilégio de frequentá-lo ainda que raras vezes.
* Ed Lincon tem pronto um livro sobre Os cinemas de Manaus.
http://catadordepapeis.blogspot.com/search?updated-max=2010-12-23T09%3A56%3A00-04%3A00&max-results=7
Manaus.ASB December 29th, 2010, 04:05 PM INSTITUTO BENJAMIN CONSTANT
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O Instituto Benjamin Constant foi concebido e construído pelo engenheiro militar e governador do Estado do Amazonas Eduardo Ribeiro, em 1894, em plena fase áurea de borracha (1890 a 1910).Fica localizado na Rua Ramos Ferreira, 1609, centro de Manaus, o prédio foi tombado através do Decreto numero 11.190, de 14.06.1988.Este prédio suntuoso abrigou várias instituições, como o Orfanato, para meninas com idade entre seis e quatorze anos, ficavam por lá até os vinte e um anos, recebendo uma educação com base na cultura religiosa.Funcionou como Colégio Estadual do ensino fundamental, tive a felicidade de estudar as antigas 6ª, 7ª. e a 8ª. séries do primeiro grau. Atualmente, abriga o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amazonas, uma parte, foi desmembrada e formado dois colégios do ensino médio e fundamental, com entrada pela Rua Tapajós.
http://jmartinsrocha.blogspot.com/2010/12/instituto-benjamin-constant.html
Manaus.ASB December 29th, 2010, 04:08 PM ^^
Minha mãe lecionou no Benjamim dos anos 80 aos 90. Lembro que quando era pequeno costumava ir sempre por lá... Adorava lanchar por lá, e sempre comia croquete de carne e bebia um barezinho. hehehehe
Manaus.ASB January 5th, 2011, 04:20 PM Cidade Flutuante
Existiu na orla do rio Negro, com entrada em frente a praça dos Remédios, um alomerado de flutuantes, que dispunham de arruamento, intitulado de Cidade Flutuante. Tudo sobre as águas. As casas de madeira e palha, claro, os troncos reunidos que serviam de ruas, a distribuição de energia elétrica e o vai e vem do comércio de todas as tendências.
Obviamente que os dejetos de toda natureza acabavam nas águas. Era um espetáculo curioso, mas que depunha contra cidade de Manaus.
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Cartões postais da Cidade Flutuante, Manaus, cerca 1964
Constituido há décadas, alcançou a instalação do Governo Militar, em 1964. Coube ao primeiro governador do período, Arthur Reis, desmobilizar a "cidade". Foi realizada utilizando a Força Militar, mandando os moradores para bairros em formação.
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Cartão Postal mostrando a Cidade Flutuante, Manaus, c1963
Ainda hoje se discute, não o encerramento do conjunto, mas a forma como se tratou os moradores.
http://catadordepapeis.blogspot.com/2011/01/cidade-flutuante.html
Manaus.ASB January 14th, 2011, 03:06 PM O Cinema da Cachoeirinha (final)
Como aconteceu a outros cinemas de Manaus, o fechamento definitivo do Ipiranga foi inevitável e melancólico. Bem diverso da inauguração, morreu no Dia de Finados de 1983 em triste sessão noturna, em que poucas pessoas na platéia assistiram ao pornô Corrupção de menores.
Além da baixa frequência, outros fatores também contribuíram para o encerramento das atividades do cinema da Cachoeirinha, entre esses, pode-se destacar: gasto bastante elevado com a energia elétrica; multas em decorrência dos boxes instalados no prédio; o aluguel de filmes e a concorrência de cinemas instalados no centro da Cidade.
Em depoimento ao matutino A Notícia (8 dez.1983), Elza Bernardino, esposa de Adriano Bernardino Filho, comenta o encerramento deste cinema e as esperanças dela para o futuro:
“O público do Ipiranga já havia diminuído pela fraca qualidade dos filmes e a situação foi ficando cada vez mais difícil, tornando-se insustentável a manutenção do prédio, que apesar de estar em perfeito estado, era pouco frequentado.
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Loja da TVLar no prédio do extinto cine Ipiranga, 2011
(...) Enquanto não houver interesse pelo prédio, o cine Ipiranga continuará fechado. A intenção é arrendar ou vender a alguém que esteja disposto a utilizá-lo como cinema, pois “nada foi mexido”, não tem nada mudado e será triste vê-lo transformado em supermercado ou qualquer outra coisa. Infelizmente o perigo é esse, não tem nada resolvido sobre o destino do Ipiranga. Se puder reabrir, vai ser muito bom, pois além de ser importante para a memória de Manaus, causa uma alegria muito grande aos moradores locais, que já se acostumaram com o seu funcionamento mesmo sem um grande público".
Três anos depois, 154 cadeiras que pertenceram a este cinema foram instaladas no Teatro dos Artistas e dos Estudantes (atual Teatro Américo Alvarez), situado na rua Ramos Ferreira, quase esquina da rua Major Gabriel. Quanto aos projetores, ambos foram transferidos para o cine Veneza (boulevar Amazonas) onde ainda permanecem; bem danificados e entregues ao abandono no que restou da antiga sala de projeção.
Com o fechamento do Ipiranga, o último remanescente de áureos tempos, encerrou-se o ciclo dos cinemas de bairro. O progresso, representado pela televisão e outros recursos tecnológicos, rendeu a velha forma de apreciar as imagens.
Ed Lincon, autor de Os cinemas de Manaus (em elaboração)
Confirmando os temores da esposa de Bernardino, o prédio onde funcionou o cine Ipiranga permaneceu fechado por dois anos, quando foi vendido ao empresário Roberto Daou. Reformado com esmero viu-se transformado em loja de eletrodomésticos da TV Lar.
http://catadordepapeis.blogspot.com/2011/01/o-cinema-da-cachoeirinha-final.html
Manaus.ASB January 14th, 2011, 03:12 PM Terreno do IAPETC, em Manaus
Quando o governador Plínio Ramos Coelho assumiu o governo em 31 de janeiro de 1955 encontrou alguns problemas insanáveis. Para pressionar em busca de solução, deu ciência deles ao povo pelo jornal da Cidade.
Nessa semana reproduzi dele uma notícia sobre a Santa Casa de Misericórdia, sobre o título Curiosidades Históricas. Hoje, ele fala do edifício do extinto Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Empregados em Transporte de Carga, portanto, IAPETC e não IAPTEC, como o articulista grafou e ainda memorialistas o fazem.
Acredito que nada mudou para o IAPETC, que foi por décadas o sinônimo de maior edificação em Manaus. O prédio que pertence ao INSS foi revitalizado e mostra há muito o visual que conhecemos.
Agora, intitulado de O TERRENO DO IAPETC, o saudoso governador revela mais uma desventura de nossa Cidade.
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Plínio Coelho A Crítica, 1958
O Amazonas é pouco conhecido por seus filhos, referentemente à sua História. Parece até que somos desmemoriados, pois, em que pese sua curta existência como unidade federativa, quase nada sabemos de sua vida. Afora alguns representantes da velhíssima geração ou uns dois ou três curiosos, raríssimos são os que se interessam por coisas do passado.
Excluindo-se os padres jesuítas, carmelitas e mercedários e outros historiógrafos do período colonial ou do Império, algumas noções nos são dadas por um Agnelo Bittencourt, um Anísio Jobim, um Mário Ypiranga, um Arthur Reis, um Júlio Uchoa... Todos fornecem, em narrativas orais ou em livros ou artigos, informes precisos. Eles mesmos, porém, cochilam algumas vezes.
No que dizia respeito às terras do Estado, então a ignorância é palmar. O Estado ignora o que lhe pertence, não possui um cadastro, não sabe a quem cedeu por compra, doação ou arrendamento as suas glebas. E, de quando em quando, surgem dois ou três proprietários com o mesmo terreno vendido, cedido ou arrendado pelo Estado! Também há o anverso – terrenos que o Estado integrou por desapropriação e compra ao seu patrimônio são vendidos por espertos que se servem de títulos velhos! O governador A. Constantino Nery lutou demoradamente para levantar a “estatística territorial”, declarando caducas algumas concessões, anulando sentenças de aprovação de autos de terras. Nada conseguiu. Deixou o governo sem que o Estado houvesse obtido a “estatística territorial”.
Os livros de Tombo existentes na Fazenda Pública são de pobreza franciscana. Dizem mal, descrevem mal os bens do Estado e são incompletos. Precisam ser atualizados. Requerem renovação. Hão de ser completados. Ainda assim, representam boa fonte de informação.
Lendo, por exemplo, o livro Tombo nº 1, feito por uma comissão que teve como presidente o Dr. Feliciano de Souza Lima, fiquei sabendo que o terreno onde se construíra o edifício do IAPTEC (sic) pertence ao Estado. Foi adquirido por trezentos contos, hoje desvalorizados trezentos mil cruzeiros.
Nessa gleba estavam edificadas varias casas térreas. Numa delas funcionara o “Hotel Comércio”, que de hotel só possuía o nome, pois, realmente, fora um conventilho, segundo explica o histórico que se encontra às pgs. 12 do dito Tombo, de barregãs. Em outra, funcionara o célebre “Eden Teatro”, que recebera atores de renome, funcionando por entre aclamações de entendidos.
Essas casas foram demolidas depois que oEstado as comprara aos herdeiros de D. Olímpia Monteiro de Miranda Leão, Manoel de Miranda Leão e sua mulher, Francisco Xavier da Costa e sua mulher, João Pereira Machado e sua mulher, e herdeiros do comendador Francisco de Souza Mesquita. As escrituras de compra acham-se, excetuada a referente à aquisição dos herdeiros do comendador Francisco de Souza Mesquita, que o Tombo não faz referência, no livro de notas nº 202, do notário João Reis, às folhas 4 e 96, e foram lavrados a 9 de fevereiro e 26 de abril de 1907.
A fim de que se efetivassem essas compras, o governador Constantino Nery baixou o decreto º 721, de 18 de maio de 1905, declarando de utilidade pública todo o quarteirão compreendido, ao Norte, pela praça Pedro II, ao Sul, pela rua Demetrio Ribeiro, a Leste, pela rua Governador Vitório, e a Oeste, pela rua Taqueirinha. O decreto tem a seguinte ementa:
Declara de utilidade pública o terreno e casas entre a Praça da República e ruas Taqueirinha, Demetrio Ribeiro e Governador Vitório (DOE, de 19.05.1905).
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Pertencente ao INSS, onde funciona uma agência
Terá passado esse quarteirão para o patrimônio municipal? Se foi doado ou vendido à Prefeitura de Manaus, quando foi baixado esse ato? Foi executivo ou legislativo? São perguntas que deixo a Júlio Uchoa, Mário Ypiranga, Mario Jorge [Couto Lopes] e outros estudiosos. Respondê-las é prestar notável serviço ao Estado, pois os registros oficiais nada explicam. Se não passou, a Câmara Municipal não podia doar ao IAPTEC. A doação, por isso, não tem, nessa hipótese, o mais mínimo valor. O belo edifício do IAPTEC, pois, não está edificado em terreno próprio.
Confesso que soube disso há pouco tempo. Nas discussões que se feriram, na Câmara Municipal ou pela imprensa, em derredor da doação que fez a Prefeitura da gleba estadual que os senhores edis consideravam uma praça, nunca ouvi ou li referência a respeito do verdadeiro dono. O certo é o registro oficial que está no livro Tombo. Até aqui, temos aquele terreno como pertencente ao Estado. E é bom que saiba disso a direção do IAPTEC.
http://catadordepapeis.blogspot.com/2011/01/terreno-do-iapetc-em-manaus.html
Manaus.ASB January 14th, 2011, 03:17 PM Cervejaria Amazonense, extinta
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Manaus.ASB January 14th, 2011, 03:21 PM ARMANDO DIAS SOARES
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Armando Dias Soares, nasceu em Coimbra, Portugal, mudou-se para Manaus na década de 50, veio com a intenção de trabalhar com o seu tio Armindo Dias, proprietário da Casa Dias, na Rua Luiz Antony e, da Casa Renascença, na Avenida Joaquim Nabuco.
Desde cedo, aflorou o seu espírito empreendedor – resolveu desvincular-se do seu tio e seguiu a sua “carreira solo”. Foi magarefe no Mercado Municipal Adolpho Lisboa, depois abriu o seu próprio negócio na Rua Xavier de Mendonça, no bairro de Aparecida, era uma venda de secos e molhados e um açougue.
Em sociedade com outro portuga conhecido por Maravalha, abriram um bar chamado Micro Bar, tamanho 10 por 100 m, na Avenida Eduardo Ribeiro, no local existiam diversas mesas de sinuca e era vendida uma famosa batida (bebida); o estabelecimento foi fechado em decorrência da venda do Cine Odeon (o bar ficava ao lado do cine, pertencia ao mesmo dono).
O Armando conheceu a portuguesa Lourdes Soeiro, foi amor a primeira vista, casaram e foram trabalhar juntos no famosíssimo Bar do Armando, no Largo de São Sebastião. Tiveram duas filhas, a Ana Cláudia, pedagoga e administradora dos negócios dos pais e, Ana Lúcia, advogada, casada com um português e mora atualmente em Portugal, ela já deu um netinho para o Armando.
Com o projeto do então vereador Francisco Praciano, em 1998, foi considerado “Cidadão de Manaus” , na Câmara Municipal, passou a ser conhecido por Armando Brasileiro. Chegou a ser cogitado para assumir o Consulado de Portugal, em Manaus, mas ideia não vingou, não era a sua praia ficar carimbando passaportes, o forte dele sempre foi vender sanduiches de leitão e cervejas.
A Escola de Samba Reino Unido da Liberdade, fez uma justa homenagem ao português, com o tema “Armando Brasileiro”, foi consagrada campeã do carnaval de Manaus de 1999. No seu Bar, acontence toda ano o maior e melhor carnaval de rua de Manaus, a famosa Banda Independente da Confraria do Armando - BICA.
O portuga está chegando à casa dos 80, anda um pouco doente, mas, com a ajuda da filha Ana Claúdia e da esposa Dona Lourdes, continua firme e forte no comando do seu e do nosso querido Bar do Armando.
Vida Longa ao meu amigo Armando!
Foto: Rogélio Casado
http://jmartinsrocha.blogspot.com/2011/01/aramando-dias-soares.html
Grande Manaus January 15th, 2011, 01:48 AM Lembro com muitas saudades dos Cinemas dos anos 80
Well_Rock January 15th, 2011, 04:08 PM Cheguei a ir ao Cine Chaplin e Grande Otelo.
No final da década 90, o Cine Chaplin ficava lotado por causa do ''Eu quero a Nota'' :)
Grande Manaus January 17th, 2011, 04:47 PM Cheguei a ir ao Cine Chaplin e Grande Otelo.
No final da década 90, o Cine Chaplin ficava lotado por causa do ''Eu quero a Nota'' :)
O último filme que assisti em um cinema do centro , foi no Cine Chaplin
Senhor dos Anéis ( Janeiro de 2002 )
Manaus.ASB January 18th, 2011, 04:51 PM ^^
O ultimo que vi no cine Chaplin foi o Titanic
la se vao 12 anos
Manaus.ASB January 18th, 2011, 04:55 PM PRAÇA DO CONGRESSO DE MANAUS
http://2.bp.blogspot.com/_uW-3Rk4F_QY/TTIbXXpzimI/AAAAAAAAECY/ghTLpuYgv30/s1600/1671b%255B1%255D%255B1%255D.jpg
Esta Praça foi projetada no período áureo da borracha, chamava-se Praça Antônio Bittencourt, em homenagem ao homem que governou o Estado do Amazonas, no período de 1908-1912, depois passou a chamar-se Praça do Congresso, em decorrência da realização do 1º Congresso Eucarístico da Igreja Católica, realizado no ano de 1942, ocasião em que foi erguido o monumento a Nossa Senhora da Conceição.
Foi a mais famosa e bonita de Manaus, pois foi exatamente naquele local em que o governador Eduardo Ribeiro, iniciou a construção de uma das mais belas edificações de Manaus, a futura sede governo estadual, o sucessor mandou derrubar e projetou um novo prédio, não conseguiu ir em frente, depois, fizerem um mais simples, onde funciona, atualmente, o Instituto de Educação do Amazonas (IEA). Existia também o Palacete Miranda Corrêa (atual edifício Maximino Corrêa) e o Prédio da Saúde (atual loja dos Correios), além de outro palacete, hoje ainda de pé, onde abriga a Biblioteca Municipal João Bosco Pantoja Evangelista. No seu entorno fica o Ideal Clube, local onde a nata da sociedade manauense se encontrava para memoráveis bailes, além da Boite Moranquinho, onde somente os bacanas entravam. Existia também um bela casa, pertencia ao empresário Moisés Sabá, foi derrubada e no local foi construido o Hotel Go Inn.
A praça em si não era tão bonita, não chegava aos pés da Praça da Saudade e a Praça Heliodoro Balbi, porém, todos os maravilhosos prédios em seu redor, formando um belo conjunto, dava um charme todo especial a Praça do Congresso, além de ficar na cabeceira da famosa Avenida Eduardo Ribeiro, onde tudo de bom e de melhor acontecia.
Esta Praça faz parte da minha infância, adolescência e adulta. Estudei no Colégio Estadual Divina Providência, atual Faculdade da Uninorte; da janela da sala de aula presenciei a demolição do Palacete do empresário Miranda Corrêa, para construção de um espigão feio; segundo relatos da minha saudosa mãe, o meu bisavô trabalhou como carpinteiro na confecção das portas do Palacete.
Acompanhei também a demolição do Prédio da Saúde, construíram outro de mau gosto, para abrigar uma agência dos Correios. Alguns anos depois, fui estudar no Colégio Benjamim Constant, começaram as paqueras na praça e as rodadas de sorvetes na Lanchonete Pinguim; posteriormente fui estudar no Instituto de Educação do Amazonas, comecei a frequentar o Bar Pinguim, nesta altura do campeonato, já rolavam umas cervejas.
Fiz o terceiro grau na Faculdade de Estudos Sociais, ficava próxima a praça, todo santo dia passava por lá. Tive o privilégio de participar do comício em prol das eleições diretas para Presidente da República, em 1984, este movimento ficou conhecido nacionalmente como “DIRETAS JÁ”, no comando do Deputado Federal Ulysses Guimarães.
Tudo para mim girava no entorno daquela praça: nasci no Hospital da Santa Casa de Misericórdia; estudei em colégios e faculdade próxima da praça; divertia-me no Luso Sporting Club e no Clube Juvenil; bebericava e paquerava na praça; babava das festas promovidas pelos bacanas no Ideal Club; presenciava os desfiles de Carnaval, Sete de Setembro e Peladão; a minha formatura foi no Teatro Amazonas e casei na Igreja de São Sebastião.
http://3.bp.blogspot.com/_uW-3Rk4F_QY/TTIbuA51zII/AAAAAAAAECc/NqtURtNvWow/s1600/P1050072%255B1%255D.JPG
A Praça do Congresso encontra-se, atualmente, abandonada, descacterizada, pichada pelos vândalos, quebrada, as saúvas tomaram conta dos canteiros, serve de dormitórios para mendigos, desocupados e de usuários de drogas. Mesmo com todo esse abandono, por parte da Prefeitura de Manaus, ela ainda é frequentada pelos estudantes secundaristas; nos finais de semana o pessoal do “heavy rock” toma conta do pedaço, além da turma destruidora do Skate e do Grafite; ainda existem barracas de vendas de comidas da culinária baiana e amazonense, além de ser o local preferido para manifestações e discursos de políticos. Aos domingos, um grupo de pessoas do bem, ligados o espiritismo, levam grandes panelas de Sopa de Legumes, distribuem para os moradores de ruas, levam também o conforto espiritual para os mais necessitados.
Não dá para entender o porquê do seu abandono, ela é histórica, está inserida no nosso cotidiano, é lamentável a omissão do atual Prefeito de Manaus. Era a Praça mais bela de Manaus, hoje, está feia, esquecida e abandonada!
http://jmartinsrocha.blogspot.com/2011/01/esta-praca-foi-projetada-no-periodo.html
Manaus.ASB January 18th, 2011, 05:02 PM Projeto Jaraqui
Sob esta denominação bem regional, intelectuais e técnicos, professores e o próprio povo reuniam-se na Praça da Polícia, abrigados na rotunda (construção do prefeito Araújo Lima). A iniciativa bem sucedida teve início no final dos anos 1970 e adentrou a década seguinte.
O encontro, sem necessidade de mesa diretiva ou de moderador, permitia o debate franco sobre o tema preestabelecido, e tomava o final da manhã do sábado.
Esse encontro do povo aliada à arquitetura da “sede” poderia sugerir uma "ágora" manauense. No intuito, Ramayana de Chevalier, em ensaio (A Gazeta, agosto 1961) reconstrói com sua imaginação superdelirante o movimento dos primeiros filósofos gregos.
ASSIM deveria de ter sido, na velha Grécia. Era na “ágora”, a praça ensaiada e discreta, sob o clima salubre do Mediterrâneo. Por todos os lados, os pregões dos vendedores de azeitonas, enchendo o espaço pela manhã. Cruzavam rudes mergulhadores do arquipélago bronzeados pelo sol do Egeu, mercando lagostas e lulas, ou meninos ariscos, das montanhas do norte, de cestos cheios de figos opulentos. Ao meio-dia, cessavam os rumores. A praça ficava deserta. Atenas ia dormir a sesta, inebriada do vinho de Samos, dos beijos das filhas da Calcedônia. De tardinha, o aspecto era ilustre. Chegavam, lentos e graves, nas suas túnicas, os filósofos.
http://2.bp.blogspot.com/_Q5hNnsGjVdg/TTNUnUQ4-0I/AAAAAAAABuU/Dq4ruf8IVqg/s1600/AN.+22Junho1980+Projeto+Jaraqui.JPG
A Notícia. Manaus, 20 jun.1980
A foto do outro instante trazia uma legenda de sucesso: "O Projeto Jaraqui, do Fórum de Debates da Amazônia, foi um grito que levantou contra o imperialismo e devastação da floresta e a incoerência dos programas governamentais. Do coração da Selva, o Jaraqui gritou para o mundo e foi ouvido".
http://3.bp.blogspot.com/_Q5hNnsGjVdg/TTNT1t40fAI/AAAAAAAABuM/bUyBrAtVKD0/s1600/AC.+25Dez.1980+Projeto+Jaraqui+%25282%2529.JPG
A Crítica. Manaus, 25 dez. 1980
Enfim, a sede do Projeto Jaraqui na manhã de hoje. Ninguém, apenas os dirigentes do Café do Pina arrumam a loja para o dia seguinte.
http://4.bp.blogspot.com/_Q5hNnsGjVdg/TTNVhkb-ynI/AAAAAAAABuY/EsQboznIDR8/s1600/P%25C3%25A7a+da+Policia+%25281%2529.JPG
Um dia, o Jaraqui entendeu que havia dado seu "recado". Se o mundo ouviu, como queria o jornal de Manaus, desconheço. Sei apenas que o jaraqui voltou para as águas do grande rio.A seguir, dois momentos do trabalho desenvolvido pelos seguidores do Jaraqui. No primeiro, discutiu a questão dos anticonceptivos. Dr. Frederico Arruda estava lá, eu o vi muitos sábados com sua disposição. Para mim, ele era o Projeto.
http://catadordepapeis.blogspot.com/2011/01/projeto-jaraqui.html
Manaus.ASB February 1st, 2011, 04:17 PM A Rádio Patrulha e o Fusca
A solenidade hoje na Polícia Militar despertou atenção pelo inusitado. A inauguração de um Sedan Volkswagen, o prosaico Fusca, como um monumento à Rádio Patrulha. O veículo mais homenageado pelo mundo recebe agora do Comando do Policiamento da Área Oeste (CPA), situado no bairro da Compensa, novo registro.
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Monumento ao Fusca da Rádio Patrulha, no CPA, em Manaus
O monumento pode ser visitado no quartel do CPA, antigo 5º Batalhão.
A memorável idéia e a realização do projeto pertencem ao tenente-coronel Fábio Pacheco, comandante desta unidade da PM. Oficial entusiasmado com a memória da corporação vem se empenhando em materializar alguns semelhantes planos.
Na ocasião, foram cumprimentados os ex-comandantes (apenas dois prestigiaram, coronel Fernando Oliveira e o autor desse post) e outros integrantes da extinta Rádio Patrulha. Esta unidade da PM operou entre 1972 e 1988. Vejamos alguns detalhes dessa presença.
A Polícia Militar do Amazonas (Pmam), com o advento de o Governo Militar (1964-1985) vinha prosperando. Ainda assim, seu efetivo na Capital cabia no quartel da Praça da Polícia, e seu melhor desempenho estava no policiamento a pé executado pelo Cosme e Damião. A capital amazonense, no entanto, crescia com velocidade espantosa devido a instalação da Zona Franca de Manaus. Em especial, o comércio da Zona Franca.
Em 1972, o comandante da PM, coronel Paulo Figueiredo, decidiu ampliar o serviço de policiamento. Havia necessidade de atendimento mais rápido, portanto, em veículo. A primeira operação foi realizada com picape Ford, onde na carroceria foram instalados bancos de madeira. Diante ao atual código de transito, aquilo era um atentado a segurança, não passaria em qualquer vistoria. Mas, era preciso operacionalizar o serviço.
A solução foi singular para montar o serviço de radio patrulhamento: a aquisição de prosaicos Fuscas, os quais, dotados de um rádio simples para comunicação com o Centro de Operações. Conduziam dois patrulheiros para dois turnos de serviço, com intervalo de seis horas. Ao menos, era essa a escala inicial.
Ainda foi aquele comandante quem debuxou a “planta” do quartel. Localizada na avenida Duque de Caxias, em terreno do extinto Piquete de Cavalaria, ao lado da Maternidade Balbina Mestrinho. Concluídos esses preparativos, em junho de 1972, a Rádio Patrulha inaugurou o serviço. E foi um sucesso.
Surpreendeu a todos, porque atendia com uma presteza marcante. Não cabe aqui discutir os motivos, mas que todos temiam os comandados do capitão Fausto Ventura, seu primeiro comandante. Cinco anos depois, ganhou sede nova, agora pela rua Dr. Machado, onde hoje se aquartela o RAIO. Em 1978, tive o privilegio de comandar aquele pessoal.
A evolução da Cidade exigia cada vez mais e com rapidez maior e mais pronto policiamento. A corporação policial militar respondia como era capaz. Mas esse esforço, com novas unidades, com novos conceitos de segurança, com imposições federais, levou a mudanças. Até a Rádio Patrulha sentiu.
Em 24 de março de 1988, o major Wilde Bentes, comandante da Rádio Patrulha, encerrou a atividade daquele quartel, ainda que os Fuscas seguissem rodando.
http://catadordepapeis.blogspot.com/2011/01/radio-patrulha-e-o-fusca.html
Grande Manaus February 9th, 2011, 04:49 PM Tanto a PM quanto a PC utilizaram o Fusca , depois ficou batizado o uso da Veraneio conhecido como camburaão , dos anos 70 e 80
Manaus.ASB February 10th, 2011, 03:36 PM Manáos versus Manaus
A antiga estação de bondes da Manáos Tramways passa por recuperação. Existente no final da avenida Sete de Setembro, após a Ponte de Ferro de Benjamin Constant, começa a ser restaurada. Em duas paredes, haviam reconstruido fotos antigas, agora apesar de inexistir placa indicativa do responsável, o “bonde” vai partir.
http://4.bp.blogspot.com/_Q5hNnsGjVdg/TVHhpyO1R3I/AAAAAAAABzQ/q0u7p0XN5jQ/s1600/Manaos+Tramways+%25284%2529.JPG
Manaus Energia modifica a fachada do antigo prédio
Penso que será reconstruída a fachada, como antes, pois ali era a oficina dos bondes que circularam em Manaus por mais de 50 anos. Ao parar o serviço, foram sucateados, desaparecendo totalmente. Apenas uma réplica de um bonde e a amostra de trilhos existem no Largo São Sebastião.
http://3.bp.blogspot.com/_Q5hNnsGjVdg/TVHh0OV4KhI/AAAAAAAABzU/3d7q1ZLRNZI/s1600/Usina+da+Via%25C3%25A7%25C3%25A3o++%2528Cachoeirinha%2529.jpg
Conhecida por Usina da Viação Urbana, no início do século XX
Mas, quem melhor escreveu sobre o bonde manauense foi o poeta Tiago de Mello, em seu livro Manaus, amor e memória (Manaus: Valer/Prefeitura de Manaus, 2004). Dele, estou “morcegando” alguns tópicos.
Os bondes “marcaram quase meio século da vida e da cultura da cidade. Único meio de
transporte, durante largo tempo, de toda a população. 200 réis a passagem: o condutor recebia a moeda e entregava ao passageiro um cupom numerado, em cujo verso vinha impresso um adágio, um pensamento. Embora muita gente andasse mesmo era a pé, porque não tinha o dinheirinho para tomar o ranqedor.”
http://1.bp.blogspot.com/_Q5hNnsGjVdg/TVHhXEal-6I/AAAAAAAABzI/oSJ1skJOQcA/s1600/Bonde+Pra%25C3%25A7a+S%25C3%25A3o+Sebasti%25C3%25A3o.jpg
Réplica do bonde Saudade, existente no Largo São Sebastião
Mas o bonde não era apenas meio de transporte. As suas engrenagens também davam movimento à sociologia da cidade. Passear de bonde, dar uma volta no Saudade, fazer o Circular era mais que divertimento domingueiro: era o costume, virou moda. As famílias tradicionais não transigiam: primeiro era a missa da Matriz, a das dez, que era a mais elegante; depois o passeio pelo Roadway; e para fechar a manhã, uma volta na linha dos Remédios, que ao seu retorno à estação da Manaus Tramways mudava a placa para Saudade."
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Bonde na avenida Sete de Setembro
Mais uma morcegada: "A rapaziada pobre se divertia a seu modo, inventando um esporte novo e perigoso, que demandava agilidade e coragem e que deu origem a um verbo só nosso: morcegar. Morcegar consistia em tomar o bonde em movimento e logo em seguida saltar. Quando o veículo vinha em marcha moderada, alguns eram capazes de tomar e saltar do "bonde andando" mais de uma vez. O segredo da proeza perfeita era a simultaneidade: as mãos no balaústre e os pés na plataforma; no salto bem calculado, as mãos já iam em concha. Rapaz que se prezasse só saltava de costas, principalmente se a namorada andasse por perto: corria dois ou três passos na plataforma e se lançava ao ar na direção oposta ao bonde; mal tocava o chão, o corpo iniciava a corrida, também de costas, amortecendo o impulso em sentido inverso.
Obrigado, poeta, pela memória.
http://catadordepapeis.blogspot.com/2011/02/manaos-versus-manaus-iii.html
Manaus.ASB February 10th, 2011, 03:40 PM Manáos v. Manaus
Três momentos da capital do Amazonas. O desfile de Sete de Setembro em 1955, que mostra a guarda bandeira da Polícia Militar, sob o comando do tenente Barbosa Filho. Era mais conhecido por Barbosão na esfera desportiva, por ser treinador do Nacional Futebol Clube. Apesar de tenente, comandou a PMAM no posto de coronel, por obra e graça de seu amigo, governador Plínio Coelho. A parada então acontecia ao lado do Teatro Amazonas.
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Parada de Sete de Setembro, em 1955, com tenente Barbosa Filho
A foto do maior edifício da capital – o IAPETC. Traduzindo, queria dizer Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Empregados no Transporte de Cargas. Hoje INSS. Durante anos foi o mais alto e, portanto, sinônimo de grandiosidade. Já restaurado, segue situado junto a praça Pedro II.
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Edifício do IAPETC, hoje do INSS, em Manaus
A foto dos anos 1940 mostra o pessoal da Força Policial se exercitando em quadra localizada na rua atrás do Quartel da Policia Militar. Veja ao fundo o cinema Guarany. Este logradouro, em 1954, foi urbanizado e recebeu o nome e o monumento de Ribeiro Junior. A iniciativa coube ao deputado Arlindo Porto, ainda em plena atividade na Academia Amazonense de Letras.
Em 1969, residi nesta praça no edifício Lilac, ainda existente. Mas, o prefeito Jorge Teixeira, a partir de 1975, remodelou o espaço, demolindo a praça para construir o corredor de ônibus. Então, o capitão Ribeiro Junior perdeu o brasão e o monumento. Hoje transitamos pela avenida Floriano Peixoto.
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Acima, quadra de esporte da Força Policial, na
avenida Floriano Peixoto (abaixo)
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Anos 90
http://catadordepapeis.blogspot.com/2011/02/manaos-v-manaus-iv.html
Manaus.ASB February 10th, 2011, 03:44 PM RESTAURANTE CANTO DA PEIXADA & A CALDEIRADA DE TUCUNARÉ
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A culinária amazonense tem por base o peixe, uma herança dos nossos ancestrais indígenas, o mundo gira, gira, mudando as coisas a cada segundo, porém, o nosso gosto por peixes continua o mesmo ao longo dos milênios; para satisfazer ao paladar dos amazonenses, existem inúmeros restaurantes da cozinha regional, porém, o mais tradicional, o mais conhecido, o mais famoso, o mais e mais é o “Canto da Peixada”.
O estabelecimento está localizado na esquina da Rua Emílio Moreira com a Avenida Ayrão, sob o numero 1677, no bairro da Praça 14 de Janeiro -, os clientes podem ligar para os telefones 92 3234-3021/1066 para obter maiores informações e fazer reservas, está aberto de segunda a sábado para o almoço e jantar, no domingo, somente para o almoço. Vale saliente que, o nosso blog é amador, não ganhamos nada pela indicação, apenas fazemos postagem para divulgar a nossa cultura amazônica.
Segundo consta nos jornais antigos, este restaurante foi fundado no dia 1º. de Maio de 1974, completará 37 anos no ramo, sempre com a batuta do seu cofundador e proprietário Aldenor Ernesto de Lima, 73 anos de idade, conta com a ajuda do seu filho mais velho. Ele se orgulha de ter servido o seu mais ilustre cliente, o Papa João Paulo II, foi no dia 10 de Julho de 1980, ele mandou fazer um vitrina no restaurante, onde guarda um prato, um talher, a toalha da mesa e as taças utilizadas pelo santo padre. Este restaurante já ganhou as páginas de “O Globo” e “Folha de São Paulo”, o proprietário faz também questão de frisar que o seu restaurante “foi frequentado também pelo embaixador da Noruega e da Tailândia, pelos diretores da Rádio BBC de Londres, pelo ex-ministro do STF Nelson Jobim, ex-governador Amazonino Mendes, ex-Senador Bernardo Cabral, ex-governador Gilberto Mestrinho, ex-ministro do Exército Zemildo Lucena”. Além dos famosos, o local também é frequentado pelos pobres mortais, turistas e filhos de Ajuricaba, são os que realmente pagam a conta e mantém de portas abertas o restaurante por décadas.
Os antigos boêmios de Manaus, depois de uma noitada de bebedeira, tinham por hábito, tomar aquela “Caldeirada de Tambaqui ou Tucunaré”, para equilibrar o organismo e curar a famosa ressaca, procuravam as inúmeras “peixarias” que existiam na cidade, todas lotadas madrugada adentro, muitas delas ficavam até o raiar do Sol. Lembro da minha mocidade, quando dava uma chegada nos lupanares “Iracema”, “Saramandaia” e “Posto Cinco”, gostava de encerrar a noite no “Canto da Peixada” - uma caldeirada sempre ia bem!
Tempos atrás, quando ainda não eram disseminados na nossa cidade, os importados “Fast Foods” e as Pizzarias da vida, bem como, as Sopas de Mocotó e os Caldos Verdes de cada dia, a pedida era “matar a broca” com peixes, dava para um pobre mortal comer bem, os preços eram convidativos, existiam peixes em abundância, muito diferente de hoje em dia, pois, para detonar uma caldeirada de costela de Tambaqui, para duas criaturas, o preço chega a bagatela de R$ 68,00!
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Mas, afinal, o que é uma “Caldeirada de Tucunaré ou Tambaqui”? Para quem não é da nossa região amazônica, vai ai uma dica dos especialistas na gastronomia Baré: Ingrediente: 2 Tucunarés médios/Limão/Sal/5 dentes de alho amassados/2 cebolas cortadas em cubos pequenos/2 pimentões cortados em cubos pequenos/2 tomates cortados em cubos pequenos/1 maço de cheiro-verde picado/½ quilo de batatas cozidas cortadas ao meio/3 ovos cozidos inteiros. Como Fazer Caldeirada de Tucunaré - Modo de preparo: Corte cada tucunaré em pedaços médios, lave-os e tempere-os com sal e limão. Aqueça o azeite em uma panela grande e refogue o alho e a cebola, até dourar ligeiramente. Junte as verduras restantes. Mexa um pouco. Junte os pedaços de peixe e mexa cuidadosamente para misturá-los com as verduras, refogando-os por mais um pouco. Junte a água e deixe ferver por 25 minutos. Acrescente as batatas, os ovos cozidos e por último o cheiro-verde. Bom Apetite! Para, mano, assim você vai matar o velho aqui, de tanta água na boca!
Vou matar a saudade, irei neste final de semana ao “Canto da Peixada”, detonar aquela “Caldeirada de Tucunaré”, pois, vive mais, quem come mais peixes! É isso ai.
http://jmartinsrocha.blogspot.com/2011/02/restaurate-canto-da-peixada-caldeirada.html
Manaus.ASB February 10th, 2011, 03:48 PM ^^
Frequentei bastente durante minha infancia, hj raramente vou
dilícia! :D
thiagosanchez February 10th, 2011, 10:04 PM Manáos versus Manaus
A antiga estação de bondes da Manáos Tramways passa por recuperação. Existente no final da avenida Sete de Setembro, após a Ponte de Ferro de Benjamin Constant, começa a ser restaurada. Em duas paredes, haviam reconstruido fotos antigas, agora apesar de inexistir placa indicativa do responsável, o “bonde” vai partir.
http://4.bp.blogspot.com/_Q5hNnsGjVdg/TVHhpyO1R3I/AAAAAAAABzQ/q0u7p0XN5jQ/s1600/Manaos+Tramways+%25284%2529.JPG
Manaus Energia modifica a fachada do antigo prédio
Penso que será reconstruída a fachada, como antes, pois ali era a oficina dos bondes que circularam em Manaus por mais de 50 anos. Ao parar o serviço, foram sucateados, desaparecendo totalmente. Apenas uma réplica de um bonde e a amostra de trilhos existem no Largo São Sebastião.
http://3.bp.blogspot.com/_Q5hNnsGjVdg/TVHh0OV4KhI/AAAAAAAABzU/3d7q1ZLRNZI/s1600/Usina+da+Via%25C3%25A7%25C3%25A3o++%2528Cachoeirinha%2529.jpg
Conhecida por Usina da Viação Urbana, no início do século XX
Mas, quem melhor escreveu sobre o bonde manauense foi o poeta Tiago de Mello, em seu livro Manaus, amor e memória (Manaus: Valer/Prefeitura de Manaus, 2004). Dele, estou “morcegando” alguns tópicos.
Os bondes “marcaram quase meio século da vida e da cultura da cidade. Único meio de
transporte, durante largo tempo, de toda a população. 200 réis a passagem: o condutor recebia a moeda e entregava ao passageiro um cupom numerado, em cujo verso vinha impresso um adágio, um pensamento. Embora muita gente andasse mesmo era a pé, porque não tinha o dinheirinho para tomar o ranqedor.”
http://1.bp.blogspot.com/_Q5hNnsGjVdg/TVHhXEal-6I/AAAAAAAABzI/oSJ1skJOQcA/s1600/Bonde+Pra%25C3%25A7a+S%25C3%25A3o+Sebasti%25C3%25A3o.jpg
Réplica do bonde Saudade, existente no Largo São Sebastião
Mas o bonde não era apenas meio de transporte. As suas engrenagens também davam movimento à sociologia da cidade. Passear de bonde, dar uma volta no Saudade, fazer o Circular era mais que divertimento domingueiro: era o costume, virou moda. As famílias tradicionais não transigiam: primeiro era a missa da Matriz, a das dez, que era a mais elegante; depois o passeio pelo Roadway; e para fechar a manhã, uma volta na linha dos Remédios, que ao seu retorno à estação da Manaus Tramways mudava a placa para Saudade."
http://2.bp.blogspot.com/_Q5hNnsGjVdg/TVHhftBnxjI/AAAAAAAABzM/V6SpEvd1rNo/s1600/Bonde+Av.+7+de+Setembro.jpg
Bonde na avenida Sete de Setembro
Mais uma morcegada: "A rapaziada pobre se divertia a seu modo, inventando um esporte novo e perigoso, que demandava agilidade e coragem e que deu origem a um verbo só nosso: morcegar. Morcegar consistia em tomar o bonde em movimento e logo em seguida saltar. Quando o veículo vinha em marcha moderada, alguns eram capazes de tomar e saltar do "bonde andando" mais de uma vez. O segredo da proeza perfeita era a simultaneidade: as mãos no balaústre e os pés na plataforma; no salto bem calculado, as mãos já iam em concha. Rapaz que se prezasse só saltava de costas, principalmente se a namorada andasse por perto: corria dois ou três passos na plataforma e se lançava ao ar na direção oposta ao bonde; mal tocava o chão, o corpo iniciava a corrida, também de costas, amortecendo o impulso em sentido inverso.
Obrigado, poeta, pela memória.
http://catadordepapeis.blogspot.com/2011/02/manaos-versus-manaus-iii.html
Espero que seja verdade. :cheers:
Manaus.ASB February 28th, 2011, 06:17 PM Memorial Amazonense (XLIV)
Fevereiro, 10
1889 – Joaquim de Oliveira Machado (1842-1920) toma posse na presidência da Província do Amazonas, substituindo a Francisco Antonio Pimenta Bueno, coronel do Exército. Oliveira Machado, que era natural de Barra do Pirai (RJ), bacharelou-se na Faculdade do Largo de São Francisco (SP). Enfrentou sérias dificuldades financeiras na província, mas diante dos apelos locais, decide enfrentá-las. Talvez por isso, sua permanência no governo tenha sido de apenas 140 dias, ou seja, até 1º de julho.
http://2.bp.blogspot.com/-zDn8AM9WV1Q/TVRuyVTlIUI/AAAAAAAABzw/qZq1XBGQ6rY/s1600/Oliveira+Machado+%25282%2529.JPG
Facsimile da assinatura do presidente Oliveira Machado
O penúltimo presidente da província recebeu dos amazonenses uma singela, porém, duradoura homenagem. Uma localidade à margem do rio Negro, espécie de colônia para imigrantes basicamente nordestinos, tomou seu nome. Em nossos dias, constitui-se o bairro da Colônia Oliveira Machado, integrante da Zona Sul em que se encontra mapeada a cidade de Manaus do início do século XXI.
1896 – Inauguração da linha telegráfica (cabo) subfluvial entre Manaus e Belém. Ao tempo em que o telégrafo constituía a modernidade das comunicações, a “internet” de então, as duas capitais do Norte “tentaram” se comunicar. O cabo, em parte submerso, não colaborou.
1918 – Nasce em Manaus, Arnaldo Santana Rosas, que se graduou em Direito pela Faculdade do Amazonas, na turma de 1940. No ano seguinte, em 16 de setembro, foi nomeado secretário da mesma faculdade, em substituição ao Dr. Mário Jorge Couto Lopes. Dr. Arnaldo permaneceu nesse cargo até a década de 1980.
1927 – Criação da Sociedade Beneficente e Sportiva de Constantinópolis, sob a direção de Jacques de Souza Lima. A mais importante conquista da Sociedade foi junto ao governador Efigênio Salles, pois os moradores do bairro necessitavam de uma ligação terrestre com o centro da Cidade. Talvez a mais a sensata fosse a ligação com o bairro da Cachoeirinha. Assim reclamado ao governador, este “sugere que o povo se responsabilize pela abertura da estrada”, assegura o pós graduado em Educandos, Cláudio Amazonas. Ao governo caberia construir a ponte sobre a cachoeira da Pancada, ligeira queda de água.
A estrada, hoje avenida Leopoldo Peres, foi construída pelos moradores com a extensão de dois quilômetros, e a ponte inaugurada com a denominação de Efigênio Salles.
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Ponte Efigênio Salles restaurada em 2009
http://catadordepapeis.blogspot.com/2011/02/memorial-amazonense-xliv.html
Manaus.ASB February 28th, 2011, 06:28 PM Manáos v. Manaus (V)
Bairro do Morro da Liberdade
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Acima, rua José Chevalier, e abaixo, rua João Vicente
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Dois momentos deste bairro que, na década de 1950, e a partir de Santa Luzia começou a ser ocupado. A ocupação ia em direção ao aeroporto de Ponta Pelada. Não havia "água encanada", por isso era retirada do "buraco da vovó" e de pequenos cursos de água, onde se instalavam bicas. Depois, era colocar a lata de água na cabeça ou nos carros de madeira...
http://2.bp.blogspot.com/-RpJaIxYSc38/TWMoBSEgdzI/AAAAAAAAB1Q/i-cwQESYOPg/s1600/Morro+da+Liberdade+%25282%2529.JPG
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A ilustração mostra o trabalho da Prefeitura em ruas do Morro, julho de 1960; outra mostra o GE Adalberto Valle, em fase de conclusão, out. 1961. Enfim, à cores, a atual realidade das mesmas ruas José Chevalier e João Vicente.
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EE Adalberto Valle, em construção, 1961
http://catadordepapeis.blogspot.com/2011/02/manaos-v-manaus-v.html
Manaus.ASB February 28th, 2011, 06:37 PM Governador Plínio Coelho
A biografia deste governador (1920-2001) ainda não foi escrita, precisa ser publicada. Alguns apontamentos esparsos foram produzidos, mas nada que se possa intitular de uma história de sua vida. Assim, vou colocar aqui minha contribuição.
Plínio Coelho tomou posse do Amazonas em 31 de janeiro de 1955, quando a Petrobrás dava os primeiros passos. Ainda assim, a empresa conseguiu a façanha de “descobrir petróleo” em Nova Olinda do Norte, na calha do rio Madeira. Isso implantou o delírio não somente no município, mas no próprio Estado. Diria que no País, visto que a descoberta trouxe a Manaus e Nova Olinda o presidente da República.
Era um momento de transição nacional, por isso, João Café Filho presidia o Brasil. E ao desembarcar acompanhado de sua comitiva, trouxe o subchefe da Casa Militar, coronel Ernesto Geisel. Na base de Nova Olinda foi realizada uma foto emblemática: o presidente Café Filho, entre o governador do Amazonas e o coronel Geisel, depois presidente da Petrobras e presidente do Brasil no Governo Militar.
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Presidente Café Filho em Nova Olinda
O petróleo possuía tudo para redimir o Amazonas, trazer-lhe o desenvolvimento que há muito o rio levara. Mas, como a Petrobras dava os primeiros passos, não foi capaz de se aguentar e acabou "caindo"... deixando no Estado a lembrança de “ uma noite de verão”.
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Situado na av. Castelo Branco, hoje bastante desfigurado.
O Jornal, 5 dez. 1956
Plínio alcançou o governo de Juscelino Kubitschek, que revolucionou o Brasil, com o sonho realizado de Brasília. Quando da inauguração da Refinaria de I.B.Sabbá, JK esteve em Manaus e inaugurou uma ponte (em Educandos) e um conjunto residencial na Praça General Carneiro, onde se contruiu o Palácio Rodoviário (hoje UEA), o cine Ipiranga. As duas obras levam o nome de JK. Há muito mais desse governador.
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Café Filho concede entrevista ao Jornal do Commercio, Manaus
http://2.bp.blogspot.com/-pmz0cpkJ5mQ/TWVZnT8zxpI/AAAAAAAAB2M/jqACnNqMUZA/s1600/JC.+16Mar%25C3%25A7o1955+NOlinda+%25282%2529.JPG
Governador Plínio Coelho recebe amostra de petróleo.
Jornal do Commercio, 16 mar. 1955
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A partir da dir. general cmt GEF; Café Filho; Plínio Coelho e
Dom Alberto Ramos, arcebispo do Amazonas
http://catadordepapeis.blogspot.com/2011/02/governador-plinio-coelho.html
Grande Manaus February 28th, 2011, 06:38 PM ótimos registros Manaus ASB
Manaus.ASB February 28th, 2011, 06:45 PM SERINGAL MIRIM DE MANAUS
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Quem passar pelo início da Avenida Djalma Batista, antiga João Alfredo e, olhar para o lado esquerdo, no sentido centro/bairro, verá um monstrengo da Eletrobrás, uma estrutura de redistribuição de energia elétrica para aquela parte de Manaus, muitos, com certeza, não imaginará que, aquele lugar já fora uma belíssima praça, onde existiam cento e vinte seringueiras, a famosa “Hevea brasiliensis” fornecedora do “ouro branco” para a construção do primeiro ciclo de desenvolvimento do Estado do Amazonas – o lugar era conhecido como “Seringal Mirim” (pequeno seringal).
Segundo os historiadores, em 1913, o Sr. José Claudio de Mesquita, antigo proprietário daquela área, encontrou no local oito seringueiras, ao qual deu os nomes de A a H, depois, fez outras 112 plantações com sementes vindas do Rio Jamari. Em 1944, foram encontradas as 120 seringueiras (todas preservadas), segundos os estudos realizados pelos pesquisadores da época, as nativas eram mais produtivas, sendo que a planta “E” morreu - restando as sete, com idade desconhecida e as outras 112 com idade de trinta anos.
Na década de 40, o local pertencia ao Estado do Amazonas, estando sob a administração do Dr. Admar Thury, Diretor do Serviço de Fomento Agrícola, na foto antiga, pode-se vê-lo dando uma aula racional de extração do “látex da Hevea” às professoras estagiárias – também é possível ver como era o local, com as seringueiras todas enfileirada. Uma beleza!
Fomos à bancarrota (falência, ruína) no início do século passado, em decorrência de explorarmos somente as seringueiras nativas, enquanto, os malásios plantaram, racionalmente, as sementes pirateadas pelos ingleses na Amazônia. O Sr. Cláudio Mesquita teve a brilhante idéia de fazer o mesmo, depois de trinta anos, o local estava servindo de laboratório para os pesquisadores.
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Na outra foto, mostra os soldados da guarnição militar de Manaus, fazendo aprendizagem da extração do leite de uma seringueira do Seringal Mirim. Veja como foi importante aquele local, serviu de escola para os “soldados da borracha”, nome dado a milhares de brasileiros que foram alistados e enviados para a Amazônia, entre 1943 e 1944 (segunda guerra mundial), com o objetivo de extrair borracha para os Estados Unidos da América (Acordos de Washington).
Mas, como tudo é bom, tem logo o seu fim! O local ficou esquecido, serviu por muito tempo de praça e, aos poucos foram fazendo a derrubada das seringueiras, finalmente, o governo do Amazonas, cedeu o local para a antiga Eletronorte, ao qual derrubou as últimas sobreviventes, o local virou uma subestação de energia.
E agora? Como é que fica? Reclamar para quem? Imagine os senhores, um Estado que teve o seu primeiro ciclo de desenvolvimento econômico, creditados ao látex extraído das Seringueiras, com o qual conseguiu, com o dinheiro ganho, construir o Teatro Amazonas, o Palácio da Justiça, as Pontes da Sete de Setembro, embelezar a cidade de Manaus, fazer muita gente enriquecer do dia para a noite – não tem uma única praça que o homenageie a árvore que foi a responsável por tudo isto – os insensatos derrubaram o “Seringal Mirim”!Uma Seringueira vive mais de cem anos, caso tivessem preservardo o Seringal Mirim, muitas delas ainda estariam de pé!
Para a construção do "Novo Seringal Mirim" e resgatar parte da nosso memória, tenho a seguinte sugestão a fazer para os nossos governantes:
1. Conseguir outro local para a atual Eletrobrás construir a sua subestação de energia, pode ser no terreno da antiga fábrica da Coca-Cola (está abandonado faz muito tempo);
2. Revitalizar o local, fazer convênios com os pesquisadores do INPA e UFAM, para coleta, análise e plantio de 120 pés de Seringueiras;
3. Fazer uma ampla divulgação junto aos estudantes do ensino médio e fundamental, para que conheçam um pouco mais da nossa história e valorize o novo “SERINGAL MIRIM DE MANAUS”;
4. O local deverá ser permanentemente cuidado, com um administrador e auxiliares, poderá ser transformado em um parque, com a administração da Prefeitura Municipal de Manaus.
Acredito que se tomarmos esta decisão, ainda hoje, daqui a trinta anos, a futura geração poderá retomar o processo de pesquisas, além de servir de local de respeito aquela árvore que tanto contribuiu para o nosso Estado e, quem sabe, um dia ainda irá contribuir muito mais. É isso.
http://jmartinsrocha.blogspot.com/2011/02/quem-passar-pelo-inicio-da-avenida.html
Manaus.ASB February 28th, 2011, 06:52 PM ^^
Minha mãe fala muito desse antigo seringal. Ela quando pequena vivia naquelas bandas brincando com suas amigas. hoje quando passa por lá, só tem a lamentar no que aquilo se transformou.
Grande Manaus February 28th, 2011, 06:52 PM Esse Morro da liberdade é um dos bairros mais antigos de Manaus
Grande Manaus February 28th, 2011, 06:52 PM ^^
Minha mãe fala muito desse antigo seringal. Ela quando pequena vivia naquelas bandas brincando com suas amigas. hoje quando passa por lá, só tem a lamentar no que aquilo se transformou.
ouvi falar muito nesse seringal mirim
Manaus.ASB February 28th, 2011, 06:56 PM MUSEU DE CIÊNCIAS NATURAIS DA AMAZÔNIA
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Está localizado na Rua Cachoeira de São Gabriel, s/nº, na Cachoeira Grande, bairro da Cidade Nova, telefone para contatos 92 3644-2799, fica numa área de 2 hectares (em anexo 3,5 hectares de bosque naturais), com uma área construída de 600m2.
Tem como objetivo a educação sobre a natureza às crianças brasileiras. Orientação aos estrangeiros que visitam Manaus. Exibe mais de 120 espécimes de peixes, com 1 aquário de 200t (com exemplares vivos de Pirarucu), 6 aquários de 2t e mais de 120 espécimes de insetos e mais de 50 itens de outras espécimes.
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Segundo o site http://amazontower.net/po/museuinf.html apresenta uma mensagem do Diretor Shoji Hashimoto:
“Tendo muito interesse em insetos, principalmente em borboletas, desde a infância, cheguei a Manaus como um imigrante japonês em 1975. Na época, com cerca de 600 mil habitantes, um terço da população atual, Manaus já demonstrava indícios de grande desenvolvimento em diversos pontos, baseado na política de Zona Franca adotada pelo governo federal do Brasil.Todavia, a urbanização e o desenvolvimento das áreas periféricas da cidade não trazem somente benefícios. O rápido desenvolvimento econômico pós-guerra no Japão destruiu a natureza da minha terra natal, transformando o ambiente natural onde passei a minha infância em campos de golfe, poluindo os lindos riachos, e exterminando a biodiversidade com uso descontrolado de agrotóxicos. Temendo que no futuro próximo aconteça o mesmo em Manaus, decidi construir o Museu de Ciências Naturais, realizando o sonho de muitos anos.Em junho de 1988, no mês e ano em que comemorava os 80 anos da Imigração Japonesa no Brasil, inauguramos este Museu de Ciências Naturais da Amazônia. No dia 22, no dia de sua abertura, tivemos a presença do Príncipe Akishino, o neto do Imperador Hirohito, da época, quando pudemos apresentar-lhe com grande honra, os espécimes que eu mesmo colhi da natureza local e preparei. (na foto acima, à direita, o Príncipe Akishino e o Diretor Hashimoto, ao centro).O principal objetivo da construção deste museu foi de proporcionar às crianças amazônicas a possibilidade de conhecer melhor o ambiente natural desta região. Tinha a convicção de que não haveria o futuro para a Amazônia, sem que as crianças locais tivessem o interesse pela preservação desta maravilhosa natureza. Mesmo em Manaus, onde o desenvolvimento econômico colocava as crianças no meio da “guerra educacional”. As crianças começavam a preferir os vídeos-game que os insetos da natureza. Hoje restam apenas poucos bosques naturais, incluindo o do meu museu e alguns poucos parques municipais, que era abundante na época em que cheguei aqui.Felizmente, em 1980 consegui adquirir o terreno por um valor bastante acessível, e dois amigos do Japão, Sr. Masanori Mizuno e Sr. Yuji Shiraishi, nos apoiaram muito. Estes senhores, embora tivessem muitos interesses em insetos da Amazônia, tiveram que continuar tocando os negócios herdados de seus pais. Disseram-me: “Você vá atrás do seu sonho, que também é nosso!”, oferecendo a ajuda financeira para a construção do museu. O sucesso deste museu tornou-se minha obrigação, perante a “AMIZADE” de muitas pessoas que me apoiaram, como o Sr. Susumu Horibe, o idealizador da torre de observação Amazon Tower, e muitos outros.Com a autorização concedida pelo IBDF (Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal), o Museu recebeu nestes treze anos de seu funcionamento mais de 150 mil visitantes, um fato que me orgulha muito, por nossa contribuição na divulgação da natureza amazônica ao mundo.Desejo retribuir à geração do futuro, em sinal de gratidão, pelo que a Amazônia e o Brasil proporcionaram para mim esta oportunidade de conhecer as maravilhas desta terra. É um modesto museu com a exibição de apenas 2,5 % da biodiversidade, entre peixes e insetos. Entretanto, mesmo com apenas 2,5%, é possível mostrar uma pequena amostra da rica diversidade da fauna amazônica, através da qual, os visitantes brasileiros e turistas estrangeiros possam marcar na sua lembrança a importância da preservação desta natureza”.
Passados mais de duas décadas da inauguração do museu, o sonho do Sr. Shoji Hashimoto vai acabar, brevemente, infelizmente, pois a instituição está dois anos no vermelho, não tendo mais condições financeiras para manter-se aberto à visitação pública, irá fechar no final de março deste ano.
A idéia dos administradores do museu será de embalar todo o material, secar os tanques, soltar os Pirarucus num lago (irão morrer de fome, pois, eles não sabem mais procurar o seu alimento, em decorrência de estarem muito tempo em cativeiro). Eles pensam em reabri-lo próximo a Copa do Mundo de 2014, em decorrência do grande fluxo de turistas estrangeiros que virão para Manaus; acho que será muito improvável isso acontecer, pois eles não tem o dinheiro suficiente para manter aberto agora, imaginem, conseguir um grande aporte financeiro para começar tudo de novo em 2013, mas, tudo é possivel.
Talvez, pela sua formação e origem japonesa, eles não gostam de pedir ajuda, preferiram manter o museu com a colaboração da colônia japonesa e com a cobrança de ingressos - resistiram até o fim. Se houvesse um pouco de sensibilidade do Prefeito Manaus ou do Governador do Amazonas, poderiam muito bem fazer um convênio, dando um suporte financeiro para manter o museu aberto.
Para os senhores terem uma ideia, o governo do Amazonas fez no ano passado (ano de eleições), uma doação milionária para as ONG´s e OSCIP´s ligadas à políticos da situação, enquanto isso, muitas criancinhas passam fome em Manaus e no interior do Estado. Com certeza, os homens do governo não estão nem ai se o museu vai fechar ou não!
Os próprios moradores da nossa cidade poderiam ajudar, fazendo campanhas para manter aberto o museu, incentivando as pessoas a visitarem o local, bem como, os empresários do Distrito Industrial poderiam muito bem dar a sua contribuição.
Vamos todos ajudar o museu de ciências naturais, manter vivo o sonho do Sr. Shoji. Um museu jamais poderá ser fechado, assim como uma escola, uma faculdade, um hospital, dentre outros estabelecimentos importantes para a sociedade. É isso.
http://jmartinsrocha.blogspot.com/2011/02/esta-localizado-na-rua-cachoeira-de-sao.html
Manaus.ASB February 28th, 2011, 06:59 PM ^^
Lamentável se isso acontecer...
Fica o alerta aos nossos governantes.
Manaus.ASB February 28th, 2011, 07:00 PM ouvi falar muito nesse seringal mirim
^^
Atualmente nem o menor sinal dele existe...
lamentável!
:ohno:
Manaus.ASB March 4th, 2011, 06:20 PM Edifício Tartatuga - 1973
http://www.tce.am.gov.br/portal/wp-content/uploads/image/img4891f943853fe.jpg
Edifício “Tartaruga” localizado na praça Adalberto Vale nº18 Centro, onde funcionava o Tribunal de Contas do Estado - TCE
Manaus.ASB March 4th, 2011, 06:22 PM Em Manaus, a primeira televisão a cabo no Brasil
Ao contrário da maioria das capitais brasileiras, o início da televisão no Amazonas ocorreu de forma diferenciada. Em 1965, a família Hauache implantou uma experiência semelhante às atuais operadoras de TV a cabo, através da TV Manauara. Apenas moradores das avenidas Eduardo Ribeiro, 7 de Setembro e Joaquim Nabuco poderiam sintonizar o canal, que chegava através de cabos instalados nos postes de energia elétrica.
Freqüentemente, o sinal da TV Manauara era prejudicado pelas pipas que, com suas linhas enceradas, cortavam o cabo da emissora e deixava chuviscos e chiados nos aparelhos receptores. A televisão, que era tratada como hobby pela família proprietária, possuía apenas uma licença permitindo a atuação da empresa.
Nesta época, Manaus não possuía nenhum canal de televisão aberta. Apenas era possível sintonizar a RCTV, canal 2, de Caracas, capital da Venezuela, com muita dificuldade. Dois anos depois, em 1967, surgiria a primeira estação local com sinal aberto no Amazonas.
A própria família Hauache entraria numa concorrência pública para conseguir a concessão do canal 38 UHF e, em 5 de setembro de 1967, entrava ao ar a TV Ajuricaba. O nome homenageava um dos heróis indígenas da Amazônia. A emissora incentivou a venda de televisores em Manaus, um artigo de luxo para muitos. A venda dos aparelhos também foram facilitados com a chegada de incentivos fiscais da Zona Franca de Manaus, no mesmo ano. Na década seguinte, a TV Ajuricaba se mudou para o canal 20 e, apenas nos anos 80, passou para o canal 8, em VHF.
Até 1974, a emissora pioneira retransmitia a programação nacional da Record, da Rede de Emissoras Independentes (REI). A partir daí, passou a se vincular à Rede Globo e, em 1986, tornou-se afiliada a Rede Manchete. Mas já nesse tempo, a capital amazonense já abrigava outros canais de televisão.
http://www.telehistoria.com.br/colunas/index.asp?id=5930
Manaus.ASB March 4th, 2011, 06:32 PM TV Amazonas
Em 1º de setembro de 1972, o jornalista Phelippe Daou colocou ao ar a principal emissora de televisão de Manaus, líder em audiência: a TV Amazonas, canal 5. A emissora, seguindo aos ideais do governo militar de progresso e desenvolvimento da Amazônia, conseguiu diversas concessões nos demais Estados, sendo pioneira em Rondônia, Acre, Amapá e Roraima, onde instalou geradoras. Porém, no Amazonas, o canal 5 ainda era afiliada a Rede Bandeirantes, transferindo-se definitivamente para a Globo em 1986, após venda da TV Ajuricaba para o Grupo Simões.
A Rádio TV do Amazonas Ltda. era uma sociedade dos jornalistas Phellipe Daou, Milton de Magalhães de Cordeiro e Joaquim Cordeiro. A empresa instalou dois prédios: os estúdios, localizados na avenida Carvalho Leal, no bairro da Cachoeirinha; e o parque transmissor, na avenida André Araújo, no Aleixo. A sede da Cachoeirinha se tornou "Centro de Radiodifusão" e a administração da empresa, além dos estúdios, passou para o bairro do Aleixo.
No início, a programação da TV Amazonas era constituída de tapes de programas da TV Record e da Rede Tupi. Em 1975, tornou-se afiliada da Bandeirantes. Entre os primeiros programas locais estavam o esportivo Esporte das Multidões (depois A Bola é Nossa), apresentado pelos comentaristas Luiz Eduardo e Galdêncio Neto; os programas de debates Encontro da Verdade e Encontro com o Povo; e o infantil O Mundo das Crianças, com João Barbosa ("Titio Barbosa).
Atualmente, além da TV Amazonas, a Rede Amazônica conta com o canal via satélite Amazon Sat (com sinal aberto em UHF nas capitais atingidas pela rede), das geradoras em Rio Branco, Porto Velho, Boa Vista, Macapá, além de mini-geradoras no interior do Acre, Amazonas e Rondônia, assim como três emissoras de rádio: a Amazonas FM, Acre FM e Amapá FM. Constitui-se como um dos maiores conglomerados comunicacionais da Amazônia.
http://www.telehistoria.com.br/upload/antena-manaus4.JPG
Primeira sede da TV Amazonas em 1972 (foto: reprodução)
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Departamento de Operação da TV Amazonas em 1972 (foto: reprodução)
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Cenário do programa "Encontro com a Verdade", da TV Amazonas (foto: reprodução)
http://www.telehistoria.com.br/upload/antena-manaus5.JPG
Programa "Encontro com a Verdade" com o ministro das Comunicações Rangel Reis, na TV Amazonas, em 1974 (foto: reprodução)
http://www.telehistoria.com.br/upload/antena-manaus7.JPG
Slide da TV Amazonas em 1979 (foto: reprodução)
http://www.telehistoria.com.br/colunas/index.asp?id=5930
Manaus.ASB March 4th, 2011, 07:05 PM Aeroporto Eduardo Gomes - 2003
http://images3.jetphotos.net/img/1/9/9/6/12683_1065589699.jpg
http://www.jetphotos.net/viewphoto.php?id=163814
Manaus.ASB March 16th, 2011, 05:58 PM http://farm6.static.flickr.com/5296/5531673503_a60b6db8cf_m.jpg
Em março de 1969 entrava no ar a 1a rádio FM estéreo do Brasil, a Tropical FM 99,3 emissora voltada ao público jovem. Naquele tempo Manaus era uma cidade pacata e vivia o nascimento da ZFM, o som dos rádios de frequencia AM imperavam, coube então ao sr. Antonio Malheiros comprar o desafio e importar centenas de unidades de rádios FM dos Estados Unidos da fábrica Zenith, para então distribuir a população interessada. Em meados da década de 80 encarou um novo desafio ao firmar parceria com a Rede Cidade. A Rede Cidade era um conjunto de emissoras espalhadas por todo Brasil que retransmitia uma programação diária diretamente do Rio de Janeiro. Com o fim da Rede Cidade em 1992, a rádio adotou de vez o nome CIDADE! e passou a desenvolver uma programação regional conquistando assim a liderança da audiencia na cidade. Rádio Cidade, sucesso em 1o lugar.
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Rodriogs March 18th, 2011, 12:29 PM Av: Eduardo Ribeiro - anos 60
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http://2.bp.blogspot.com/_Q5hNnsGjVdg/TPreoka0L7I/AAAAAAAABks/VSmcPHcMfp8/s1600/Eduardo+Ribeiro.JPG
Meu deus...
jordanbrando March 18th, 2011, 07:25 PM 50 anos depois ela nem de longe lembra a Eduardo Ribeiro de hoje
Manaus.ASB March 18th, 2011, 08:10 PM Praça da Polícia
Como todas as praças de Manaus, também esta é mais conhecida por seu cognome. Em verdade, praça Heliodoro Balbi, situada no centro da cidade.
https://lh6.googleusercontent.com/-fxLPQsC2E8g/TW78VnRxRtI/AAAAAAAAB4A/Ri0vrJKYZQE/s1600/Pra%25C3%25A7a+da+Policia+%25286%2529.jpg
Praça da Polícia vista pelos zuavos, anos 1990
A existência desse logradouro vem dos tempos provinciais, tendo se destacado quando o argentário Custódio Pires Garcia, capitão da guarda nacional, construiu seu palacete nos arredores. Depois o governo adquiriu o prédio para nele abrigar repartições públicas. Foram diversas essas repartições, mas a mais destacada foi a Polícia Militar que o ocupou desde 1890. Dessa presença vem a alcunha da Praça. Que o imortal Heliodoro Balbi absolva o gosto popular.
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Largo do Palacete Garcia, a primeira foto da praça, c1870
É certamente a praça com maior número de denominações. A primeira foi a de Largo do Palacete. Quando o presidente da Província proclamou a liberdade dos escravos no Amazonas, mudaram-lhe o nome para 28 de Setembro. Mais adiante, da Constituição, quando o Amazonas se tornou estado federado.
Tomou o nome de João Pessoa, no alvoroço do golpe de 1930. Durou pouco tal escolha. Logo foi conhecida por Gonçalves Ledo, ao tempo em que a Polícia Militar foi extinta e perdeu o quartel da praça.
Na metade do século passado, havia três praças: a Roosevelt, num apêndice limitado pela rua Marcilio Dias (onde hoje funciona o Café do Pina); a parte central, a Heliodoro Balbi, e na “ilha” em frente ao cine Guarany, a praça Gonçalves Dias.
A partir de 1975, o prefeito Jorge Teixeira deu-lhe o formato que desfrutamos. Ligou as praças, eliminando o Pavilhão São Jorge ou Café do Pina e o segmento da rua Marcilio Dias para a av. Sete de setembro.
As fotos que postamos têm a finalidade de ilustrar a conversa sobre a Praça da Polícia.
https://lh3.googleusercontent.com/-mYET5quj-K0/TW78HxRZFOI/AAAAAAAAB34/JSxNMV30ueA/s1600/Pra%25C3%25A7a+da+Policia+%25283%2529.jpg
Praça João Pessoa, com a Escola Normal no quartel
https://lh5.googleusercontent.com/-8RG4mXB2UeQ/TW78ehOczgI/AAAAAAAAB4E/7iY-qhbZEKE/s1600/Pra%25C3%25A7a+da+Policia.jpg
A legenda indica praça Gonçalves Ledo, deve ser engano
https://lh3.googleusercontent.com/--4QQjypKKYQ/TW78Afn7MPI/AAAAAAAAB30/W28JCsFg2nI/s1600/Pra%25C3%25A7a+da+Policia+%25281%2529.jpg
Detalhe da praça da Polícia, anos 1950
https://lh5.googleusercontent.com/-qxUBers3kDI/TW77xRRRxxI/AAAAAAAAB3w/FseQkSA8hVw/s1600/PPolicia.jpg
http://catadordepapeis.blogspot.com/2011/03/praca-da-policia.html
Manaus.ASB March 18th, 2011, 08:15 PM Faculdade de Medicina do Amazonas
Desejo apenas acrescentar um resumidíssimo capítulo à história da Faculdade de Medicina, que já se consolidou em nossa Universidade centenária. Capítulo da pré-história da instituição, pois aconteceu um decênio antes que a Ufam tomasse forma legal e cerca de quinze, até a primeira aula na atual faculdade.
É do conhecimento geral que, na metade do século passado, havia em funcionamento em Manaus apenas a Faculdade de Direito. Os jovens interessados ou estimulados ao curso de medicina ou odontologia eram obrigados a buscar outros recantos do País. Durante anos, os graduados na Faculdade de Medicina da Bahia dominaram o mercado, curaram as doenças de nosso povo.
No entanto, o anseio dos amazonenses por outros cursos superiores era latente. Uma das iniciativas coube ao Dr. Miguel Martins que, no início da década de 1950, criou o Instituto Amazonense de Estudos e Pesquisas Médicas. A entidade assumiu o compromisso de instalar uma faculdade de medicina em Manaus. Para isso, conta o Dr. Martins, o Instituto adquiriu o prédio para essa finalidade.
https://lh4.googleusercontent.com/-0UnzVZhvgSY/TXFUn_c3RAI/AAAAAAAAB4Q/-Ca79En0_iU/s1600/OJ.+5Ago.1952+Medicina+%25284%2529.JPG
Situado na rua Duque de Caxias, onde funciona o Amazonprev
A ilustração não deixa dúvida de que o edifício estava situado a rua Duque de Caxias, o mesmo que abrigou recentemente o Ipasea, hoje é ocupado pela Amazonprev e, breve, será leiloado.
https://lh3.googleusercontent.com/-MsJTyM9n-HU/TXL0EHGAVPI/AAAAAAAAB4g/XMmHaEMKsdk/s1600/Amazonprev.JPG
Edifício pertencente a Amazonprev
Na reportagem de O Jornal sabe-se que as instalações estavam prontas, faltavam os equipamentos e outros apetrechos para as aulas. Para contornar esses empecilhos, o presidente do Instituto conseguira se entrevistar com o presidente Getúlio Vargas, que prometeu verbas para a consolidação do sonho.
Tudo indica que nenhuma verba foi alocada, ou veio pelo Guaramiranga. A faculdade não saiu do papel, o prédio depois passou para a gerência do governo estadual, e o ensino de medicina é ministrado no entorno do Hospital Getúlio Vargas (quanto contassenso).
https://lh5.googleusercontent.com/--LD6w43bkkI/TXFURZ92JAI/AAAAAAAAB4M/BqF4jLeDZBU/s1600/OJ.+5Ago.1952+Medicina+%25281%2529.JPG
O Jornal. Manaus, 5 ago. 1952
Fica assim registrado o empenho do Dr. Miguel Martins.
http://catadordepapeis.blogspot.com/2011/03/faculdade-de-medicina.html
Manaus.ASB April 6th, 2011, 07:39 PM Anúncio de época
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https://lh4.googleusercontent.com/-eOAW81sMx9Q/TYq0K5syV-I/AAAAAAAAB8o/F_jIFOaiuFI/s1600/OJ.+8Outub1957+Aeroporto.JPG
Manaus.ASB April 6th, 2011, 07:41 PM Jornal do Commercio. Manaus, 15 jan. 1972
https://lh6.googleusercontent.com/-OTfJRfhl_XM/TYllGE_80fI/AAAAAAAAB8Q/0t9jrSydPw4/s1600/JC.+15Janeiro1972+Odontologia.JPG
https://lh6.googleusercontent.com/-OTfJRfhl_XM/TYllGE_80fI/AAAAAAAAB8Q/0t9jrSydPw4/s1600/JC.+15Janeiro1972+Odontologia.JPG
Manaus.ASB April 6th, 2011, 07:53 PM Itacoatiara de antigamente...
CAFÉ INTERNACIONAL - ITACOATIARA
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A Foto Colagem acima, foi feita a partir de uma fotografia antiga, acredito que é do final do século dezenove, quando estava em plena efervescência a "Belle Époque" (bela época, em francês, período de ouro da beleza, inovação e paz entre os paises europeus e, copiado pelos ricaços brasileiros, durou de 1871 a 1914, este período acabou com início da I Guerra Mundial); os barões da borracha ganhavam montanhas de dinheiros com o "ouro branco", o látex das seringueiras da Amazônia, muitas cidades da região norte respiravam ares europeus; assim como Manaus e Belém, a cidade de Itacoatiara, no Amazonas, teve um crescimento vertiginoso naqueles bons tempos de fartura, tudo era do bom e do melhor, veja na fotografia, onde aparecem uns senhores vestidos à caráter, tomando bebidas, alguns fumando charutos da melhor qualidade, reunidos e posando para a foto, no "Café Internacional", de propriedade dos sócios "Ferreira & Martins" (pode ser um dos meus antepassados), o estabelecimento ficava em frente à Praça Treze de Maio (Matriz). Bons tempos aqueles, mas, esta cidade ainda guarda parte do seu centro histórico, por sinal, muito bonito, vale a pena um dia ser revitalizado totalmente. É isso.
http://jmartinsrocha.blogspot.com/2011/03/cafe-internacional-itacoatiara.html
Manaus.ASB April 6th, 2011, 08:00 PM ANTIGO OBELISCO EM HOMENAGEM A ABERTURA DO RIO AMAZONAS AO COMÉRCIO MUNDIAL
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A fotografia acima mostra a antiga cidade de Manaus, retratando onde é hoje o famoso Largo de São Sebastião – o que mais chama a atenção é a Praça de São Sebastião, toda de barro batido, aparecendo uma coluna comemorativa a um grande evento histórico. Segundo os historiadores, neste local, funcionou uma pequena roça, de propriedade do Senhor Antônio Lopes Braga. Por iniciativa do médico Dr. Antônio Davi Vasconcelos de Canavarro, mandou erigir no local, uma coluna de pedra (obelisco), com a inauguração datada de Sete de Setembro de 1867, comemorativo ao primeiro ano da “Abertura do Rio Amazonas ao Comércio Mundial”, evento histórico firmado pelo Imperador do Brasil Dom Pedro II. A coluna era de pedra, com seis metros de altura, com quatro faces lisas, provida de soco (pedestal), cornijas (ornato que assenta sobre o friso de uma obra), base e capitel (arremate superior, em geral esculturado), lembrando a Ordem Compósita (foi uma ordem da arquitetura clássica desennvolvida pelos romanos, a partir dos desenhos das ordens jônicas e coríntias). Posteriormente, esta coluna foi demolida e erguida no local o atual monumento, todo em peças de bronze e base de granito.
http://jmartinsrocha.blogspot.com/2011/03/antigo-obelisco-em-homenagem-ao.html
Manaus.ASB April 6th, 2011, 08:01 PM COM UM GOSTINHO DOS ANOS SESSENTA
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Nos primeiros anos da década sessenta, antes da “Revolução de 64”, ainda vivíamos o finalzinho do famoso “anos dourados”, uma época em que deixou muitas saudades, pois, tudo era chique, diferente, algumas pessoas chamavam de “anos glamorosas”, outros tantos, gostavam de referir aos jovens riquinhos de “jeunesse dourè ou juventude dourada”, tanto que até hoje, quando se quer fazer uma “Festa Retrô”, voltando ao túnel do tempo, estes anos nunca são esquecidos, existem inúmeras empresas de serviços especializados em roupas, acessórios e DJ´s mandando ver as músicas daquele belo tempo que passou; a grande maioria dos cinquentões de hoje, ainda gostam de dizer aquele surrado bordão “eu era feliz e não sabia”.
Historicamente, este período foi marcado com a inauguração, em 1960, de Brasília, a nova capital federal; o nosso Brasil torna-se bi campeão, da Copa do Mundo de 1962; o soviético Iuri Gagárin, foi, em 1961, o primeiro a ir ao espaço; surgem os Beatles e os The Rolling Stones, influenciando no Brasil, do rock, com o nome de “iê-iê-iê”; marcam muito as mortes da atriz Marilyn Monroe, em 1961, e do assassinato, em 1963, do presidente americano John F. Kennedy.
Certa vez, olhando para a minha irmã mais velha, viajei no tempo, voltei para os meus seis anos de idade, era uma manhã de sábado, em Manaus de 1962, estava no “Aeroporto de Ponta Pelada”, os meus olhos estavam grudados numa janela de vidro, era a primeira vez na vida em que via um avião, aliás, vários aviões ao mesmo tempo, foi uma coisa maravilhosa.
Lembro muito bem, toda a nossa família estava presente, estávamos nos despedindo dela, pois, naquele tempo, os manauenses, faziam questão de levar toda a sua família ao aeroporto para receber ou se despedir de um ente querido, bem diferente de hoje em dia, onde se viaja muito a negócios e de férias, com aeroportos entupidos e atrasos nos voos, um sufoco total.
A minha irmã estava indo passar uma temporada no Rio de Janeiro, a famosa “Cidade Maravilhosa”. Foi um evento marcante, pois, viajar de avião era uma coisa muito rara para as pessoas das classes menos favorecidas, ao contrário de hoje, onde existe passagem de até trinta reais (na promoção).
Pois bem, ela tomou um banho de loja, fez manicure, pedicuro e o penteado no “Salão da Menssody”, na Avenida Eduardo Ribeiro, o local era muito frequentado pelas madames ricas da nossa cidade; levou uma mala novinha, comprada na Malaria Guerra, não levou muita coisa, pois a sua ideia era comprar no Rio, muitas roupas e presentes para todos os familiares; hora da partida, subiu as escadas de um avião, acredito que era um “Consttelation”, da Panair do Brasil, deu um Adeus e, embarcou, ficou muito tempo por lá, tanto que até adquiriu um sotaque dos antigos fluminenses.
Viajar de avião, era um dia de festa para os familiares, para comemorar fomos tomar um guaraná Luseia e comer queijadinhas, na Confeitaria Avenida, que ficava bem em frente ao “O Jornal e Diário da Tarde”, com direito a almoçar mais tarde no “Restaurante Maranhense”, isso somente acontecia “uma vez na vida e outra na morte”, credo!
Chega de passado, acordei, de volta ao presente! Costumo dizer para os meus amigos que, gosto muito do passado, tanto que o nosso blog é um pouco saudosista, porém, adoro viver intensamente o presente, com o olho no futuro, é claro! Brincadeiras a parte, somos ainda muito ligados ao passado, pode conferir no dia a dia da nossa cidade - existe uma lanchonete “Picanha´s Burger”, na Avenida Djalma Batista, feita nos moldes dos anos sessenta, tem até uma linda “lambreta” na vitrine e vários miniaturas de carros antigos, vocês sabem quem vai por lá? Os coroas, alguns poderão responder! Errado, o público é cem por cento de jovens.
Tenho um amigo que tem três carros na garagem, sabe qual é o preferido dele? Uma Kombi dos anos sessenta! É mole! Está na moda fazer a “Festa Retrô”, com tudo da década de 60 e 70. Em Manaus existe uma festa chamada “Studio 5 Special Dancing Night”, com coroas e velhos se embalando nos antigos sucessos, com os DJ tocando muitos vinis (bolachão).
O gostinho dos anos sessenta ainda permanece entre todos nós. É isso.
http://jmartinsrocha.blogspot.com/2011/03/com-um-gostinho-dos-anos-sessenta.html
Manaus.ASB April 22nd, 2011, 10:23 PM Incêndio no restaurante "Gabriela"
O pomposo restaurante denominado Gabriela, mais conhecido como a “Casa dos Barões”, que funcionou por anos no boulevard Álvaro Maia, desapareceu na final de janeiro de 1980, quando as chamas lamberam-no do roteiro gastronômico. Seu proprietário, John Dalani, estimou o prejuízo em 15 milhões de cruzeiros, mas que tudo estava no seguro.
A edificação estava situada ao lado do supermercado Xeque Mate (depois Casa Roma). A casa de pastos atendia onde ontem funcionava o estacionamento do Roma, que a expansão urbanística igualmente devorou. Ao acidente, o jornal A Notícia, também desaparecido, emprestou aquele destaque.
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A delegada Graça Figueiredo, do DOPS, acompanhada do perito Orsine Ribeiro, prometeu não somente ouvir os envolvidos, mas buscar informações nos bancos sobre a situação da empresa. Em resumo, fumaça de curto-circuito.
O resumo do incêndio que destruiu o Gabriela é de A Notícia (31 jan. 1980):
O incêndio começou às quatro e meia da madrugada e seqüenciou-se com uma série de explosões, devido à quantidade de garrafões de gás existentes na cozinha, local onde principiou o fogo. John Dalani despertou com as explosões. Ele não sabia que a essa altura a parte da cozinha estava sendo destruída.
O Corpo de Bombeiros da Policia Militar utilizou seis carros pipas para trabalhar na debelação (sic) das chamas. Do outro lado da rua, John Dalani assistia calidamente à destruição do seu restaurante. Para ele, era como se estivesse acontecendo um show de “comedores de fogo”.
http://catadordepapeis.blogspot.com/2011/04/incendio-no-restaurante-gabriela.html
Manaus.ASB May 10th, 2011, 03:22 PM Terminal Rodoviário, em construção - Manaus, 3 jul. 1980
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Manaus.ASB May 10th, 2011, 03:30 PM Drogaria Lemos, a mais antiga de Manaus.
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Este prédio está localizado na Rua dos Barés, 115, centro antigo de Manaus, foi construído em 1851, portanto, com mais de um século e meio de existência, onde abriga a drogaria considerada a mais antiga da nossa cidade, o seu nome no passado era Phamarcia Lemos, com PH mesmo; chamando muito à atenção, a conservação da sua fachada, inclusive, aparece uma data de 1943, ano em que foi feita a primeira reforma do prédio, além de uma inscrição “premiada em diversas exposições”.
O imóvel é de herança, pertence à família dos descendentes libaneses Abrahim, eles são donos de diversos casarões antigos, todos com as fachadas bem conservadas, pois, eles possuem a sensibilidade e a boa vontade, coisa muita rara entre os empresários, fazem a sua parte e contribuem para a manutenção da história de Manaus. Parabéns à família Abrahim, inclusive, um deles, já foi Prefeito de Manaus, o Frank Abrahim, outro, é o nosso Secretário Estadual de Fazenda, o Isper Abrahim.
No prédio da Drogaria Lemos, foi mantida a arquitetura original pelos seus proprietários, um gesto louvável, eles não esperam pelo poder público, já pensou se grande parte dos empresários fizessem isso, com certeza, o centro de Manaus estaria muito bonito, atraente e mais humano.
Estive no local, conheci os funcionários, todos bem-humorados, além da simpaticíssima Rosimarie, apesar do nome francês, ela uma legítima descendente libanesa. Tirei várias fotografias, não deu para conversar muito, pois o movimento estava intenso.
Estamos no século vinte e um, porém, a “Drogaria Lemos” em nada mudou ao longo do tempo, e isto não foi ruim, pois eles mantêm viva a nossa história; o freguês ao entrar no estabelecimento tem a sensação de que voltou ao início do século passado, com balcões, prateleiras, ventiladores e vitrines antigas, ainda encontramos aquela velha balança, toda conservada e aferida.
Nas paredes internas, foram afixados quadros com as fotografias dos pioneiros libaneses da família Abrahim; dos diplomas dos títulos ganhos: Medalha de Prata, da exposição nacional de 1908, em comemoração ao 1º. Centenário da Abertura dos Portos do Brasil ao Comércio Internacional; Exposition Universalle de Bruxelles 1910 e Esposizione Internazionale Delle Industrie e Dell Lavoro Torino 1911.
Duas coisas chamam muito a atenção, primeiro, são quatro bustos, colocados na parede dos fundos, acredito que sejam todos de antigos gregos famosos, um deles eu sei que é de Hipócrates, o pai da Medicina. A segunda - mostra um quadro onde está um recorde de um jornal, aparecendo uma reportagem intitulada “De dona de casa à proprietária da primeira farmácia de Manaus”, trata-se da Dona Georgete Lima, na época, com 83 anos de idade, mesmo assim fazia questão de trabalhar todo santo dia.
Por estar localizada próximo aos portos de embarque e desembarque de pessoas e cargas para o interior do Estado, a sua grande clientela constitui-se dos interioranos. Lembra do Pó Sintético, Jalapa Pião, Leite de Rosa, Minancora, Sebo de Carneiro, Elixir Paregórico, Mamona e Sabonete Febo? Pois é, eles vendem os remédios tradicionais, nada de medicamentos caros, porém, revendem os famosos genéricos, com preços compatíveis com o bolso dos mais humildes.
Lembro da minha juventude, quando os meus pais compravam somente lá os remédios para piolhos, lombrigas, fortificantes e para limpar os intestinos, além daquelas injeções doloridas e dos curativos de ferimentos leves. Tinha um enfermeiro, acredito que o nome dele era Teomásio, prestou bons serviços por trinta anos, ele fazia até suturas, era muito conhecido na redondeza.
Parabéns à Drogaria Lemos, aos proprietários e colaboradores! É isso.
http://jmartinsrocha.blogspot.com/2011/04/drogaria-lemos-mais-antiga-de-manaus.html
Ingegné May 17th, 2011, 06:41 PM Bel thread! scusate ma non parlo il brasiliano
Manaus.ASB May 19th, 2011, 08:42 AM Bel thread! scusate ma non parlo il brasiliano
^^
grazie
Manaus.ASB May 19th, 2011, 08:44 AM Extinta Revista Manchete, mostra uma foto de Manaus exibida em alguma edição de 1980.
http://img291.imageshack.us/img291/6123/80manauswa9.jpg
http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=687060
Manaus.ASB May 19th, 2011, 09:04 AM Governador José Lindoso
http://4.bp.blogspot.com/_TrB06CGAm5M/Sdm6uLaoEcI/AAAAAAAAIek/aO_SEFjfWOs/s400/Visita+do+governador+ao+HCER+Manaus-AM+VI.JPG
Secretário de Saúde Francisco de Paula, governador José Lindoso e Raimunda Souza Santos (que dizia ter morado na casa do “padrinho” Getúlio Vargas, antes de ser internada); ao fundo, o Sub-secretário de Saúde Tancredo Castro
O ano era 1980. O governo, José Lindoso. Um homem honrado. Morreu sem usar sua autoridade para se locupletar. Seu pecado, apoiar a ditadura militar. Entretanto, como nenhum outro governo até então, soube desvencilhar-se da psiquiatria conservadora e abrir novos caminhos para a saúde mental do estado, prestando relevante serviço à história da atenção e dos cuidados aos loucos da cidade.
(...)
http://picica.net/?paged=84
Manaus.ASB May 19th, 2011, 09:18 AM Ano 1990 - Quartel do Comando Geral da Polícia Militar e Museu Tiradentes
http://4.bp.blogspot.com/_C-pOxEqowo0/R2E1vJSsrQI/AAAAAAAAAE4/m3cFPy-xxhw/s1600/ComandoPolicia.jpg
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Manaus.ASB May 19th, 2011, 04:29 PM Abastecimento de água em Manaus
A partir de hoje, um pouco da evolução desse serviço. O problema é obvio data do período provincial. Até então a água era “distribuída” pelos aguadeiros, que recolhiam dos mananciais da cidade. Mas, a água dos igarapés tinha todo tipo de serventia, inclusive para banho de pessoas e animais.
Pensando na melhoria da captação e distribuição de água, as primeiras medidas são tomadas na gestão do presidente José Lustosa da Cunha Paranaguá (1882-84). Consistiram em explorar as fontes dos igarapés do Mocó e da Castelhana.
Os técnicos da diretoria de Obras Públicas descartam as águas tanto de um quanto do outro igarapé, alegando a insuficiência para o abastecimento de Manaus. Voltam-se então para as fontes do igarapé da Cachoeirinha, mas estas também são inviabilizadas, devido a impureza causada pelo fenômeno das enchentes periódicas.
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Represa da Cachoeira Grande (desaparecida) em funcionamento
Diante desse quadro, restavam as águas do igarapé da Cachoeira Grande (hoje descaracterizados, cachoeira e igarapé, sob a ponte velha de São Jorge), que se prestava para o abastecimento pelo volume considerável apresentado. Na época, avaliado em 80 milhões de litros/dia.
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Reservatório da Castelhana, ainda existente,
na av Constantino Nery com Boulevar Amazonas
Iniciam-se os estudos para o aproveitamento deste manancial. Uma alternativa básica, afinal desenvolvida, era instalar máquinas para aproveitar a força da queda d´água, construir um reservatório no centro da cidade e deste, por encanamentos, para diversos pontos de Manaus. (segue)
http://catadordepapeis.blogspot.com/2011/05/abastecimento-de-agua-em-manaus.html
Manaus.ASB May 19th, 2011, 04:31 PM Abastecimento de água em Manaus (I)
A alternativa escolhida para a captação e distribuição de água passa a ser executada. O projeto foi organizado pelo engenheiro Lauro Bittencourt, ajudante da diretoria de Obras Públicas.
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Fac-símile da assinatura de José Paranagua
Em 1884, a represa da Cachoeira Grande estava conclusa e passa a operar, após os testes necessários. Ao mesmo tempo, o presidente José Paranaguá providencia a construção do primeiro reservatório, intitulado de Castelhana.
A construção da represa esteve a cargo de fabricantes ingleses – John Moreton & Co., certamente os fornecedores das turbinas Fourneyron e bombas de duplo efeito. Mais adiante, apesar de concluída, a edificação passa a responsabilidade de Tarciano Maurilo Torres (cujos dados biográficos relatarei em breve) e, ainda um pouco depois, as mãos de José Teixeira de Souza.
Quanto ao reservatório da Castelhana, construído em alvenaria e pedras, possuía 4m de altura e, para corresponder ao seu uso, uma elevação de mais de sessenta metros. Possuía a capacidade de armazenamento de mais de 4.500m3 de água. Ainda que desativado, o prédio se encontra na avenida Constantino Nery próximo ao Boulevard Amazonas.
Com esse dispositivo tem início o abastecimento de água da cidade de Manaus. Logo, porém, os técnicos concluem da pouca utilidade do reservatório; o nível de água captado não permitia pressão para abastecer com eficiência a pequena cidade. Sob essa conjuntura, Manaus deixa o regime provincial, em 1889.
Somente em 1893, o governador Eduardo Ribeiro manda construir outro reservatório. O reservatório do Mocó, instalado em terreno bem mais elevado, junto ao cemitério de São João Batista, onde ainda pode ser admirado.
http://3.bp.blogspot.com/-ds80VH5r3SA/TdMmOh8eMkI/AAAAAAAACKo/jeX6RUhG-Hs/s320/Reservatorio.do+Moc%25C3%25B3.jpg
Reservatório do Mocó, em nossos dias (foto de Carlos Navarro)
De construção metálica, possuía duas câmaras de armazenagem com capacidade para 5.650m3, protegido por expressiva edificação. Sua inauguração, no entanto, ocorreu em 23 de setembro de 1899, no governo de Ramalho Junior. (segue)
http://catadordepapeis.blogspot.com/2011/05/abastecimento-de-agua-em-manaus-i.html
Manaus.ASB May 19th, 2011, 04:33 PM Abastecimento de água em Manaus (II)
A despeito dos entraves, a distribuição de água em Manaus estava funcionando. Em 1900, o governo de Ramalho Junior preocupa-se com essa problemática, determinando a Inspeção da Higiene Pública que proceda a averiguação da qualidade da água fornecida.
Dr. Alfredo Augusto da Matta, chefe desta repartição, reconhece que não há como manter a pureza da água, pois o manancial onde se coleta não oferece condições, exposto “inteiramente ao recebimento de detritos vegetais e orgânicos”. Não pode ser água pura nem oferece vantagem para utilização, conclui o saudoso médico.
Lembrando que o manancial a que se refere Dr. Alfredo da Matta é do igarapé da Cachoeira Grande (que hoje escoa sob a ponte de São Jorge). Suspeitava aquele clínico que ali se encontrava um dos motivos para as doenças que acometiam os moradores da cidade, especialmente na época “invernosa”, ou seja, chuvosa.
Diante dessa grave circunstância, sugeriu que a água, antes de chegar às bicas e torneiras, deveria passar por um processo de filtragem. Mas, como evoluir, como implantar tais recursos, se a água servida pela canalização era reclamada pelo excessivo custo? Usufruir desse progresso era privilégio de poucos.
A origem das doenças não se restringia unicamente a tomada de água, outro problema crítico era o destino de águas utilizadas nas residências. Estas escoavam para as ruas. E outro ainda mais agudo, as privadas (latrinas) sem escoamento.
http://1.bp.blogspot.com/-DhWt5fv9FoY/TdSLJVc4MqI/AAAAAAAACKw/jrW6ti0YbZg/s200/030-++Reservat%25C3%25B3rio+do+Moc%25C3%25B3.jpg
Reservatório do Mocó, início do séc. XX
Portanto, o trabalho da Higiene Pública era dobrado, necessitava implantar as medidas científicas, mas esbarrava no cofre do governo. Diante do descalabro, o governador Ramalho Junior encarou a questão do destino do material de esgoto. Onde descartá-lo? (segue)
http://catadordepapeis.blogspot.com/2011/05/abastecimento-de-agua-em-manaus-ii.html
jordanbrando May 19th, 2011, 04:33 PM Muito bonito esse reservatorio!
Manaus.ASB May 19th, 2011, 04:41 PM EDIFÍCIO DO IAPETEC
2011 e na década de 50
http://3.bp.blogspot.com/-Lw5zAN-IUIM/Tc61MZjnvAI/AAAAAAAAEKA/7DeNQO43CEk/s1600/2011-05-14.jpg
http://jmartinsrocha.blogspot.com/2011/05/edificio-do-iapetec.html
jordanbrando May 19th, 2011, 04:47 PM Esse ai da foto da cima hoje está horrivel parece velho sujo e abandonado!
Manaus.ASB June 1st, 2011, 04:22 AM FOTO PARQUE 10 DE NOVEMBRO
http://2.bp.blogspot.com/-7TdjQTGt3Ls/Td_BkSIqVwI/AAAAAAAAEKk/oiZo1JLonDY/s640/2011-05-25.jpg
Os manauenses de mais de quarenta anos de idade, podem se deleitar com a fotocolagem acima, este balneário ficava na Rua Recife com a Avenida Darcy Vargas – era uma piscina natural, abastecida pela águas límpidas do Igarapé do Mindu. O progresso acabou com esta maravilha, o local virou um esgoto a céu aberto.
http://jmartinsrocha.blogspot.com/2011/05/foto-parque-10-de-novembro.html
jordanbrando June 1st, 2011, 04:24 AM Nossa devia ser muito bom nessa época neh!
Manaus.ASB June 1st, 2011, 04:25 AM http://4.bp.blogspot.com/-RhchR1gupnQ/TdVGhAYA2PI/AAAAAAAAEKI/ar9g8nfApME/s640/2011-05-19.jpg
Foto Colagem: J Martins Rocha - Foto antiga (Mercado Adolpho Lisboa) do acervo do IBGE, mostrando a venda de peixes, com abundância de Pirarucu (o nosso Bacalhau da Amazônia). É isso.
http://4.bp.blogspot.com/-RhchR1gupnQ/TdVGhAYA2PI/AAAAAAAAEKI/ar9g8nfApME/s1600/2011-05-19.jpg
Manaus.ASB June 1st, 2011, 04:26 AM Nossa devia ser muito bom nessa época neh!
^^
A casa que aparece na foto, está lá até hoje.
Manaus.ASB June 1st, 2011, 04:36 AM Jornal de Época
http://1.bp.blogspot.com/-Wcn6y3M9FOQ/TeWU_vp1UzI/AAAAAAAACNI/ldGw1ra5vGs/s1600/Aeroclube+DOE.+10Nov.1942.JPG
http://1.bp.blogspot.com/-Wcn6y3M9FOQ/TeWU_vp1UzI/AAAAAAAACNI/ldGw1ra5vGs/s1600/Aeroclube+DOE.+10Nov.1942.JPG
Manaus.ASB June 1st, 2011, 04:37 AM Futura Base Áerea de Manaus - 1944
http://4.bp.blogspot.com/-ylKprSjxa50/TeWVGIG0bYI/AAAAAAAACNM/SXe-xruHGWg/s1600/Base+A%25C3%25A9rea+Manaus.jpg
http://4.bp.blogspot.com/-ylKprSjxa50/TeWVGIG0bYI/AAAAAAAACNM/SXe-xruHGWg/s1600/Base+A%25C3%25A9rea+Manaus.jpg
Manaus.ASB June 1st, 2011, 04:42 AM Abastecimento de água em Manaus (III)
Na época, para solucionar o lançamento de esgotos, duas opções chegaram ao governo: ou lançar em terreno distante da cidade ou no rio Negro. Era ideia racional, para sanear esgotos, utilizar as águas do rio. E rios eram abundantes em derredor de Manaus, podia até optar: o Amazonas ou o Negro.
http://4.bp.blogspot.com/-V1VZdJxYmco/TdctG0OFiWI/AAAAAAAACK4/wezEOp2cfeg/s1600/Esgotos+de+Manaus.jpg
Estação de tratamento de esgotos, hoje
Centro Cultural Chaminé, na
Manaus Moderna
Estudos empreendidos então concluíram que as águas do Negro eram as mais apropriadas, pelos fenômenos mecânicos, físicos, químicos e até biológicos que apresentava. E mais, pela qualidade dos terrenos que constituem tanto o leito quanto a margem do rio e, em especial, pela acidez das águas.
Diante desse relatório, assinado pelo Secretário dos Negócios do Interior, Francisco Públio Bittencourt, as águas do rio Negro foram “escaladas” para purificar os esgotos, os dejetos da cidade. Levando-se ainda em consideração a declividade natural, que auxiliava a construção de um escoador rio a dentro.
Somente em dezembro de 1906, no governo de Constantino Nery, o assunto tem definição. Para completar a modernidade de Manaus, que já dispunha de eletricidade, bondes, água, faltava um completo aparelho de esgotos.
http://1.bp.blogspot.com/-ziV5z7QnRUk/TdctLSpdpzI/AAAAAAAACK8/Xgqt7HfK9Do/s1600/Esgotos+Manaus.jpg
Dirigentes da empresa encarregada
A construção foi entregue a Antonio Lavandeyra, o mesmo que construíra o Porto de Manaus. Para tanto, Lavandeyra organiza na Europa uma empresa para explorar os serviços. Encerrados, teria a concessão de 60 anos de exploração.
http://catadordepapeis.blogspot.com/2011/05/abastecimento-de-agua-em-manaus-iii.html
Manaus.ASB June 1st, 2011, 04:48 AM Abastecimento de água em Manaus (IV)
A construção da rede de esgotos da capital amazonense teve início em março de 1906. Nessa data, no consulado brasileiro em Londres, a empresa contratada - Manáos Improvements, comprova sua organização.
http://3.bp.blogspot.com/-z6sk1XjpgLs/Td8Nbtq-V-I/AAAAAAAACMU/X3cg_7IbqAY/s1600/Bombeamento%252C+1906+%25281%2529.jpg
Placa indicativa da Manáos Improvements, 1907
Em fevereiro de 1907, desembarcam em Manaus, viajando no vapor Anselm, os engenheiros ingleses Orner Rosenlecker e Huascar Puncell designados para a construção das obras.
No mês seguinte, o governo brasileiro autoriza esta empresa a funcionar no País. As cláusulas da concessão são reconhecidas pelo ministro da Viação e Obras Públicas, e se tornam públicas pelo decreto nº 6.030, de 15 de maio de 1906. Entre outras determinações, havia a que obrigação da empresa inglesa de manter um representante no Brasil, capacitado a resolver as pendências entre o governo e os particulares.
http://2.bp.blogspot.com/-rx8ubLt2XvI/Td8NnmrZyUI/AAAAAAAACMY/kCj9GWhlrIQ/s1600/Bombeamento%252C+1906+%25282%2529.jpg
Parte das máquinas na instalação do
Bombeamento, 1907
Para o início das obras são alocados recursos da ordem de 595 mil libras esterlinas, dos quais, 65 mil para fins de fiscalização e administração dos serviços. Para melhor atender a quantidade de cargas, a empresa freta vapores da Booth Line.
Também em beneficio das obras, ocorre uma mudança na direção. Dois sócios, Antonio Lavandeyra e o conde Rymkiewicz, deixam a direção da sociedade para permanecer o primeiro em Manaus, na superintendência dos serviços. E o segundo instala-se em Londres, para acompanhar e fiscalizar o material necessário as obras.
http://2.bp.blogspot.com/-w0seUEuq_Ds/Td8NzXh4HYI/AAAAAAAACMc/LLjlYXtxPZo/s1600/Bombeamento%252C+2011.JPG
Família observa a atual tomada de água no
Bombeamento, 2011
No entanto, um problema grave ocorreu com o fornecimento de energia elétrica, quando do funcionamento das bombas na estação da usina do Bombeamento.
http://catadordepapeis.blogspot.com/2011/05/abastecimento-de-agua-em-manaus-iv.html
Manaus.ASB June 9th, 2011, 08:05 AM Video amador feito nas ruas de Manaus em 1987
A partir do minuto 2:16
O video mostra um pouco da Manaus dos anos 80. A qualidade não ta boa, mas é um belo achado. :)
zq5V2kHVUZM
http://www.youtube.com/watch?v=zq5V2kHVUZM
Manaus.ASB June 9th, 2011, 08:13 AM Video feito nos anos 90 nas ruas do centro.
N2qEJPm4hGo
http://www.youtube.com/watch?v=N2qEJPm4hGo&feature=related
Manaus.ASB June 9th, 2011, 08:42 AM Video feito na praia da ponta negra em agosto de 1987
Festival de Verão realizado na Ponta Negra. Um tempo onde a juventude manauara apreciava o rock nacional e internacional.
eYnfjGY8G60
http://www.youtube.com/watch?v=eYnfjGY8G60
Manaus.ASB June 9th, 2011, 08:56 AM Turismo na cidade em 1985
Fatos curiosos nesse vídeo.
biROmqmu5j0
http://www.youtube.com/watch?v=biROmqmu5j0
Manaus.ASB June 9th, 2011, 06:30 PM Centro de Manaus - 1971
http://2.bp.blogspot.com/_ZJFclF6QWf8/TJkHZ4F7tII/AAAAAAAAAVk/l1ESmo-malA/s1600/Postal+59.jpg
http://2.bp.blogspot.com/_ZJFclF6QWf8/TJkHZ4F7tII/AAAAAAAAAVk/l1ESmo-malA/s400/Postal+59.jpg
Manaus.ASB June 9th, 2011, 06:36 PM AV EDUARDO RIBEIRO 1969
A foto ta muito pequena, mas o curioso dela é que foi feita ao lado do terreno do futuro Ed. Cidade Manaus
http://1.bp.blogspot.com/_ZJFclF6QWf8/TJkO0yu2F0I/AAAAAAAAAWI/9B93upMiQ2Q/s400/AmazonasAmazonas_000540.jpg
AV EDUARDO RIBEIRO ESQUINA 24 DE MAIO SEM MUITO MOVIMENTO, NO TERRENO VAZIO CONSTRUI-SE O ED CIDADE DE MANAUS.ISSO EM 1969 NO GOVERNO DE ARTHUR CEZAR FERREIRA REIS.
http://manaus-sua-historia.blogspot.com/search?updated-min=2010-01-01T00%3A00%3A00-08%3A00&updated-max=2011-01-01T00%3A00%3A00-08%3A00&max-results=31
Manaus.ASB June 9th, 2011, 06:42 PM Vista aérea de Manaus em 1973
http://4.bp.blogspot.com/_ZJFclF6QWf8/TJkFH5qNpRI/AAAAAAAAAVY/mCsJJchdMns/s1600/Postal+68.jpg
Ver-se o prédio do BASA, e o ed. Manaus Shopping Center em construção, atualmente no espaço que era o BASA está a loja de departamentos C&A
http://4.bp.blogspot.com/_ZJFclF6QWf8/TJkFH5qNpRI/AAAAAAAAAVY/mCsJJchdMns/s1600/Postal+68.jpg
Manaus.ASB June 9th, 2011, 06:50 PM Vista aérea de Manaus em 1974
http://4.bp.blogspot.com/_ZJFclF6QWf8/TJj92z_GPMI/AAAAAAAAAVA/dJ8rCIqad-M/s1600/manaus1974.jpg
http://4.bp.blogspot.com/_ZJFclF6QWf8/TJj92z_GPMI/AAAAAAAAAVA/dJ8rCIqad-M/s1600/manaus1974.jpg
Manaus.ASB June 9th, 2011, 06:57 PM Rua Guilherme Moreira - Anos 50
http://2.bp.blogspot.com/_ZJFclF6QWf8/S7Au9_cs3aI/AAAAAAAAAPU/DvMeFeRlvHg/s1600/6898.jpg
Rua Guilherme Moreira - 2010
http://4.bp.blogspot.com/_ZJFclF6QWf8/S7AuUdP85iI/AAAAAAAAAPM/h_EjEYJc1Yc/s1600/DSCF0889.JPG
http://manaus-sua-historia.blogspot.com/search?updated-min=2010-01-01T00%3A00%3A00-08%3A00&updated-max=2011-01-01T00%3A00%3A00-08%3A00&max-results=31
jordanbrando June 9th, 2011, 07:15 PM Vista aérea de Manaus em 1973
http://4.bp.blogspot.com/_ZJFclF6QWf8/TJkFH5qNpRI/AAAAAAAAAVY/mCsJJchdMns/s1600/Postal+68.jpg
Ver-se o prédio do BASA, e o ed. Manaus Shopping Center em construção, atualmente no espaço que era o BASA está a loja de departamentos C&A
http://4.bp.blogspot.com/_ZJFclF6QWf8/TJkFH5qNpRI/AAAAAAAAAVY/mCsJJchdMns/s1600/Postal+68.jpg
Nossa como Essa parte do centra era linda heim, e eu não imaginava que aqueles edificios altos do centro fossem da decada de 70, imagina se não fosse o maldito PD, percebe-se que hoje Manaus teriam os edifícios mais altos do Brasil!
Manaus.ASB June 9th, 2011, 07:18 PM Teatro Amazonas - 1968
http://diariodadonagorda.files.wordpress.com/2010/06/mmanaus.jpg
*a fotografia faz parte da edição especial Retrato do Brasil, da Revista Manchete, de 1968.
http://diariodadonagorda.wordpress.com/tag/anthenor-de-braga-farias/
jordanbrando June 9th, 2011, 07:32 PM Muito legal mesmo a história da nossa cidade!
Manaus.ASB June 9th, 2011, 07:36 PM Porto de Manaus 1975
http://static.panoramio.com/photos/original/45331060.jpg
http://static.panoramio.com/photos/original/45331060.jpg
Manaus.ASB June 11th, 2011, 07:42 AM Orla da Ponta Negra em outubro de 1986
http://2.bp.blogspot.com/_YX3MLLbzT6A/SpwjqJNjlZI/AAAAAAAAAg0/fiKxoRcIGqY/s1600/fotografias%2Bmar%C3%A7o%2Ba%2Bagosto1986%2BManaus%2B2009%2B006.jpg
http://2.bp.blogspot.com/_YX3MLLbzT6A/SpwjqJNjlZI/AAAAAAAAAg0/fiKxoRcIGqY/s1600-h/fotografias+mar%C3%A7o+a+agosto1986+Manaus+2009+006.jpg
Manaus.ASB June 11th, 2011, 07:54 AM Teatro Amazonas -
http://img.mercadolivre.com.br/jm/img?s=MLB&f=95343901_3455.jpg&v=O
http://img.mercadolivre.com.br/jm/img?s=MLB&f=95343901_3455.jpg&v=O
jordanbrando June 11th, 2011, 12:32 PM Orla da Ponta Negra em outubro de 1986
http://2.bp.blogspot.com/_YX3MLLbzT6A/SpwjqJNjlZI/AAAAAAAAAg0/fiKxoRcIGqY/s1600/fotografias%2Bmar%C3%A7o%2Ba%2Bagosto1986%2BManaus%2B2009%2B006.jpg
http://2.bp.blogspot.com/_YX3MLLbzT6A/SpwjqJNjlZI/AAAAAAAAAg0/fiKxoRcIGqY/s1600-h/fotografias+mar%C3%A7o+a+agosto1986+Manaus+2009+006.jpg
A Ponta Negra já era bonita na década de 80!
Grande Manaus June 15th, 2011, 06:48 PM A Ponta Negra era bem diferente mesmo
ótimo registro ManausASB
Manaus.ASB June 29th, 2011, 05:06 AM Tabuleiro da Baiana
Em Manaus (e outras cidades), era a nomenclatura popular ou apelido dado ao abrigo de passageiros de bondes, depois de ônibus, construído pela prefeitura em 1940, na gestão de Antonio Maia. O desaparecimento deste ocorreu com a expansão promovida pelo prefeito Jorge Teixeira, em 1975.
http://1.bp.blogspot.com/-bwri1S83Xrw/TgR1rlm2dAI/AAAAAAAACS8/vL9UhVBwQnM/s1600/Taboleiro+da+baiana.jpg
O primeiro Tabuleiro da baiana foi edificado na praça Osvaldo Cruz, hoje desaparecida, situada ao lado dos armazéns do porto de Manaus. Para melhor situar os novos manauenses: trata-se do espaço, na continuação do terminal de ônibus central, onde se guardam carros e Manaus aguarda a restauração dos casarões comerciais em ruína.
O abrigo era uma construção em concreto de forma oblonga, em cujas extremidades se encontravam serviços de fornecimento de café e refrigerante, ou seja, lanchonetes no linguajar atual.
O segundo Tabuleiro foi levantado na av. Eduardo Ribeiro, entre o Relógio municipal e o obelisco comemorativo da elevação de cidade de Manaus (ambos resistindo à “invasão bárbara”).
Para ampliar o conhecimento sobre este serviço, transcrevo a crônica de Dejard Mendonça (não somos parentes), publicada em A Crítica, 3 de julho de 1956. Lamento apenas que o jornalista não tenha melhor identificado o arrendatário do imóvel.
Em 1940, quando prefeito de Manaus, Antonio Maia tomou a deliberação de construir, ali na praça Osvaldo Cruz, um abrigo para o povo. Homem objetivo, não pensou para fantasiar e sim para chegar ao sentido prático. Chamou seus engenheiros, traçou seus planos, acertou o seu projeto dentro de um orçamento refletidamente calculado e mãos às obras.
Mal deu inicio ao trabalho, surgiram os críticos, os engenheiros sem diploma e sem matemática, os derrotistas e despeitados. Mas enquanto eles gritavam a marcha do trabalho continuava.
Finalmente, a 27 de junho de 1940, inaugurava-se um bem construído refúgio para o povo se livrar da canícula ou da chuva. Fomos os únicos a defender, nessa época, o jovem administrador, e o fizemos em artigo com o título acima.
Tempos depois víamos, ali, desmentindo-se a si mesmos os críticos e barulhentos da véspera abrigando-se do sol, aguardando, com mais comodidade, transporte para os seus lares.
Agora o tradicional Tabuleiro da baiana, esta sendo reformado. Há um novo contratante, senhor Kucilof. Este senhor convidou-me para ir ver, de perto, aas remodelações por ele impostas ao elegante e confortável abrigo da Osvaldo Cruz, por ele arrendado depois de uma justa vitoria na batalha da concorrência junto à municipalidade.
Um sistema de instalação elétrica dos mais modernos, pintura tanto interna quanto externa das mais impressionantes e ajustadas na combinação de cores, enfim, um trabalho de quem quer, com vontade de empregar capital, servir bem à nossa sociedade.
Amanhã, segundo me revelou o jovem industrial, será feita a inauguração com variados ramos de negócios, como sejam: serviços de bar, café, refrigerantes e outros da necessidade alimentar para o povo. O senhor Kucilof já empregou na restauração do Tabuleiro, para mais de quarenta mil cruzeiros, demonstrando assim a sua colaboração com os poderes públicos, procurando dar mais vida e mais atração ao nosso urbanismo.
Aqui, portanto, a minha ligeira opinião a respeito do proveitoso trabalho do senhor Kucilof como arrendatário do nosso Tabuleiro da baiana!
http://catadordepapeis.blogspot.com/2011/06/tabuleiro-da-baiana.html
Metropolitano Manaus July 20th, 2011, 04:42 PM Orla da Ponta Negra em outubro de 1986
http://2.bp.blogspot.com/_YX3MLLbzT6A/SpwjqJNjlZI/AAAAAAAAAg0/fiKxoRcIGqY/s1600/fotografias%2Bmar%C3%A7o%2Ba%2Bagosto1986%2BManaus%2B2009%2B006.jpg
http://2.bp.blogspot.com/_YX3MLLbzT6A/SpwjqJNjlZI/AAAAAAAAAg0/fiKxoRcIGqY/s1600-h/fotografias+mar%C3%A7o+a+agosto1986+Manaus+2009+006.jpg
Gostei da imagem da Ponta negra
Manaus.ASB August 2nd, 2011, 02:58 PM Acidentes de aviação em Manaus
Há 40 anos aconteceram dois acidentes de aviação em Manaus. Ambos no Aeroporto de Ponta Pelada, hoje Base Aérea de Manaus.
Em 22 de abril, acidentou-se e foi tomado pelo fogo o avião C118–2414, tipo DC6, em viagem do Correio Aéreo Nacional para o Galeão. Morreram no desastre 16 pessoas, entre elas, “duas crianças de colo e dois menores” e escaparam ilesos os sete tripulantes e 62 passageiros.
O incêndio aconteceu após a aeronave retornar à pista a fim de reparar a “trepidação em um dos motores”. Apesar de socorrida prontamente pelas três viaturas (recém-adquiridas na Alemanha e, portanto, estreando) da seção de contra incêndio da Base Aérea, pouco pode ser realizado.
Diante da evolução do fogo os Bombeiros de Manaus foram acionados. Aquartelados na avenida Sete de Setembro, logo chegaram ao Ponta Pelada, mas também estes pouco realizaram. Senão recolher os mortos.
A quantidade de comburente ameaçava o resgate e, por isso, o fogo deixou o enorme avião “reduzido a cinzas”. O cadáver de uma criança comoveu duramente o habituado major Nicanor Gomes, comandante do então Corpo de Bombeiros de Manaus.
A descrição deste fato foi retirada do Jornal do Commercio, de 23 abr. 1971.
http://4.bp.blogspot.com/-DMuckHN66qU/Ti9biSC8eoI/AAAAAAAACYM/wtr1c_CFaDo/s1600/JC.+27Julho1971+Bombeiros+%25285%2529.JPG
Foto do avião acidentado, do Jornal do Commercio, 27 jul. 1971
O segundo acidente sucedeu com o Boeing 727 de prefixo PP-CPG, pertencente a SA Cruzeiro do Sul, que foi adquirida pela Varig. O avião, que efetuava o vôo 406, procedente do Rio de Janeiro com escala em Brasília (DF), sofreu um principio de incêndio ao efetuar o pouso.
Eram 19h e o Aeroporto de Ponta Pelada acolhia respeitável número de pessoas, aguardando os passageiros. Para recepcionar o general Álvaro Cardoso, comandante do CMA e 12.ª RM, passageiro do Boeing, encontravam-se no saguão o governador do Estado, coronel João Walter, o vice-governador, Deoclides de Carvalho Leal, oficiais das Forças Armadas e outras autoridades.
Quando o avião alcançou a pista, ouviu-se um forte estouro e viu-se o fogo tomando a parte traseira do Boeing. O fato causou nos presentes momentos de expectativa e emoções. Mas, o avião deslocou sem muitos problemas pela pista até ser alcançado pelas quatro viaturas de bombeiros da Aeronáutica.
Havia a bordo 80 passageiros, que foram socorridos sem problemas. Apenas a “asa direita” da aeronave ficou parcialmente danificada. O aeroporto ficou interditado, pois o avião da Cruzeiro “encontra-se no meio da pista”.
http://catadordepapeis.blogspot.com/2011/07/acidentes-de-aviacao-em-manaus.html
Manaus.ASB August 2nd, 2011, 03:03 PM Publicado em A Crítica, Ronda dos Fatos, 20 dez. 1957
Lá pelas nove horas da manhã lavada pela chuva, pela última chuva que se despencou sobre os telhados de nossas casas, apanhei o ônibus que faz a linha Joaquim Nabuco-João Coelho.
Àquela hora os ônibus já trafegam relativamente vazios. Em geral, seus passageiros são alguns retardatários de volta do mercado, caracterizando-se pelas bolsas quase vazias. É também a hora em que as donas de casa, quase sempre acompanhadas de seus filhos pequenos que ainda não vão para a escola, vão fazer suas compras.
http://2.bp.blogspot.com/-YNtxpDuNHB8/Ti36rtrWZ0I/AAAAAAAACYE/960IKsaf4DA/s1600/JC.+7Nov1971+Onibus.JPG
Os ônibus têm o mesmo destino de todos os transportes coletivos. Dentro deles se reúnem e confraternizam, no espaço curto de uns cinco a dez minutos, os mais variados tipos humanos. Todos sofrem os solavancos, todos caem, ao mesmo tempo, nos mesmos buracos. Suportamos os outros não só moralmente como queria São Paulo mas, também, fisicamente tantos e tais são os empurrões que levamos.
Entramos, sem querer, através da conversa indiscreta de alguns, na vida íntima e nos íntimos problemas de famílias das quais nunca chegáramos a suspeitar a existência. Discute-se política. O governo é defendido e atacado. Chega-se mesmo a fazer amigos. Namora-se. Briga-se. Come-se. Isso tudo na rapidez de uns dez minutos. O ônibus nos proporciona, pois, um retrato ou miniatura muito vivo da existência e mais do que certos outros transportes coletivos devido a certas características que lhe são peculiares.
Diferencia-se do ônibus, por exemplo, o bonde.
O bonde não está sujeito às mesmas condições do ônibus. Não cai em buracos, não dá solavancos que sugerem encontros (a vida, para Machado de Assis, era uma série de cachações), não possuem a mesma rapidez. Além disso, o trajeto do bonde é muito lógico. Montado sobre trilhos, o bonde seguirá, indefectivelmente, pachorrentamente, o seu itinerário. Os desvios existentes na trajetória de um bonde já estão todos previstos.
O mesmo não sucede com o ônibus. Este conhece o mistério dos caminhos inesperados. A mim já aconteceu de me surpreender viajando por ruas inteiramente fora do rotineiro trajeto. Os ônibus, como os pássaros e os homens, são capazes de inventar suas rotas. Não se atrapalham como os bondes. Se uma rua está impedida por algum conserto, por algum comício ou por alguma procissão, o ônibus inventa um caminho novo.
Essa é a grande diferença que existe entre o bonde e o ônibus e a grande semelhança que há entre ele e esse imenso transporte coletivo no qual todos viajamos e ao qual chamamos vida: a ilogicidade.
Há outra, uma segunda grande semelhança: é a comunidade humana.
O ônibus cria, mais do que qualquer outro transporte coletivo, em tão pouco tempo, um clima psicológico próprio para o estabelecimento das relações humanas. No avião encontramos, talvez, um rival do ônibus nesse aspecto de relacionar pessoas num mínimo de tempo.
Acontece, porém, que as relações nascidas no avião são meras evasivas sugeridas, geralmente, pelo medo. A condição de insegurança que todos vivemos, no bojo de um avião, a sensação de estar caindo a qualquer instante, faz com que nos agarremos aos outros senão fisicamente, pelo menos, com as palavras. A conversa no avião é sempre um meio de esquecer o medo.
http://4.bp.blogspot.com/-NtC2yQIqPC4/Ti36dOTHCEI/AAAAAAAACYA/jskjgGu7I1M/s1600/AC.+Novembro+1957+Onibus.JPG
Publicado em A Crítica, Manaus, 1957
Isto não acontece no ônibus. Sem falarmos nas loucuras praticadas algumas vezes pelos choferes, o ônibus não nos faz sentir esta insegurança. Rodando sobre o chão duro e sólido, o ônibus nos comunica a estabilidade de suas quatro ou oito rodas. As relações humanas, pois, nascidas no ônibus são espontâneas e, não raras vezes, insinuadas pelos acontecimentos observados dentro dele.
O cachorro é um dos animais, se pudéssemos dizer assim, mais humanos. Onde há um cachorro, há um homem. Às vezes mesmo ele prepara a chegada do homem. Se se encontrar um cachorro sozinho só há três saídas: ou existiu um homem por ali, ou existe, ou existirá,
como no caso da estratosfera.
Mas o cachorro é quase concomitante ao homem. E mesmo que não se veja um homem, o cachorro humaniza qualquer local, qualquer paisagem por mais deserta e árida que seja.
Há muito tempo, quando se discutia no Brasil, com unhas e dentes, o caso Pampulha, e se dizia besteira a torto e a direito, uma das mais tolas objeções que já ouvi em toda a minha vida, dita, aliás, por gente importante, foi contra o cachorro que Portinari pintou aos pés de São Francisco no seu belíssimo mural lá existente.
Não sei porque, eu, ao contrário, mesmo sem entender muito bem Portinari, sempre achei que o cachorro aos pés de São Francisco humanizava, tornava real, poetizava a composição quase onírica de Portinari.
Pois bem. Olhem que eu até que viajo de ônibus. Mas nunca tinha visto uma coisa assim apesar de minhas idéias acima expostas em torno deste transporte coletivo.
Naquela manhã lavada de chuva, com um vento friozinho que até parecia o ar-condicionado do [cine] Odeon quando está funcionando, ao apanhar o ônibus, deparei com um cachorrinho dentro do ônibus. Não era um cachorro burguês desses que andam nos colos de suas donas e pagam passagem.
Não. Era um vira-lata. Ia com sua dona que voltava do mercado com uma bolsa vazia e com a filhinha no colo. Um cachorro furão. De carona. O cobrador quis botá-lo pra fora, mas não botou. O cachorro virou passageiro.
E o ônibus se humanizou completamente.
http://catadordepapeis.blogspot.com/2011_07_01_archive.html
Manaus.ASB August 2nd, 2011, 03:05 PM Caso Delmo: o crime mais famoso de Manaus
O jovem Delmo Pereira promoveu em 1952, na pacata cidade de Manaus, com sua atitude marginal e, na sequencia, por seu brutal assassinato, verdadeira agitação. O crime em si já despertou emoções, mas o julgamento dos “choferes de praça”, os matadores, expandiu o rebuliço na capital.
Apenas para ilustrar: no ano seguinte, os colegas do colégio promoveram vasta manifestação ao “mártir” Delmo Pereira (veja ilustração).
http://4.bp.blogspot.com/-CgTxuDrdJFM/TizcKKvIB6I/AAAAAAAACX8/EDbSwXiI22w/s1600/OJ.+31.JAN1953+Delmo+Pereira.JPG
O Jornal, Manaus, 31 jan. 1953
http://catadordepapeis.blogspot.com/2011/07/mais-convite.html
Manaus.ASB August 2nd, 2011, 03:12 PM Anos 60 - Reivindicações do Amazonas
o governador Mestrinho preparou um longo memorial, com as Reivindicações do Amazonas. Não somente destacou as dificuldades do Estado, mas indicou recursos em especial financeiros para a saída. Listou diversos aspectos, da educação, da moradia para acudir os moradores da Cidade Flutuante; da energia elétrica; dos hospitais e outros.
http://4.bp.blogspot.com/-8IYCbvSQvAk/TijY7cZ8BWI/AAAAAAAACW0/A8IG2jkV6nE/s1600/Companhia+Eleticidade+Manaus.JPG
Usina da CEM em construção no bairro de Aparecida, Manaus
Destacarei aqui a questão da energia elétrica, quase definida com a construção da usina no bairro de Aparecida. Eufórico, Mestrinho assegurava que “com a conclusão das obras da Companhia de Eletricidade de Manaus (CEM), programadas ainda para o corrente ano, a capital amazonense terá totalmente resolvido o seu problema energético”.
http://catadordepapeis.blogspot.com/2011_07_01_archive.html
Manaus.ASB August 2nd, 2011, 03:18 PM Crimes que abalaram Manaus
Tenho sido instado pelo acadêmico Cláudio Chaves a realizar uma pesquisa sobre crimes que abalaram Manaus. Ele próprio me lembrou alguns, e destes, detalhes preciosos.
Para facilitar a elaboração do trabalho, relacionamos os dez mais. Vou aqui recordar três deles, em ordem cronológica: o “suicídio” de Eduardo Ribeiro (1900); a morte da “santa” Etelvina (1901) e o caso Delmo Pereira (1952).
Apesar do primeiro não estar arrolado como crime, o desaparecimento do respeitado político segue um mistério, apontando para certo mandante.
O caso Delmo Pereira tem hoje um novo capítulo escrito, com o lançamento do livro de Durango Duarte.
Sobre a “santa” Etelvina, reproduzo um trabalho do historiador Júlio Uchoa (da Associação Amazonense de Imprensa), divulgado no Jornal do Commercio, de 15 jan. 1956, em sua coluna Homens, Coisas e Fatos.
Escrevemos, em 1947, algumas notas sobre Etelvina de Alencar, jovem nordestina de 17 anos de idade, sacrificada às mãos de um conterrâneo seu, o qual se deixara dominar por estranha e mórbida paixão. Isso em princípio de 1901.
Descreveu o doloroso acontecimento, de extraordinária repercussão em todo o País, um inspirado bardo popular que enfeixou, em um folheto, sua magnífica produção. Muitos anos volvidos após sua divulgação, caiu sob nossas vistas um exemplar desse livrinho.
E, foi assim que ao historiador forneceu o poeta os elementos indispensáveis à elaboração do citado trabalho, conservando aquele, desta feita, como da vez anterior, o mesmo sentido trágico e humano dado por este à sua impressionante narrativa.
Filha de Cosme José de Alencar e Antonia Rosalina de Alencar, Etelvina nasceu em Boa Vista do Icó (CE), em 1884, vindo para Manaus em companhia de sua genitora, já então viúva, e de três irmãs, sendo uma destas casada. Desta capital se transportou a família à Colônia “Campos Sales”, inaugurada dois anos antes, onde se ia dedicar aos labores agrícolas.
Na colônia, Etelvina veio a conhecer o colono de nome José que logo a primeira vista por ela se apaixonou, seguindo-se o ajuste de casamento. Cedo, porém, a desilusão: a jovem fez saber a José [que] não mais desejava casar–se com ele, desfazendo-se, deste modo, os compromissos assumidos anteriormente.
Grande abalo produziu no espírito de José o rompimento do noivado. Meio pequeno, constituído como que de uma família, a notícia provocou sensação. Houve mesmo quem afirmasse que Etelvina possuía três namorados: Antonio, Estevam e Henrique. Tudo isso ouvira José e dando crédito às intrigas que lhe contavam, jurou vingar-se, não só da ex-namorada, mas, igualmente, dos três rapazes que imaginava causadores de sua infelicidade. E tudo planejou, fria e demoradamente.
Veio à cidade, onde adquiriu um rifle e farta munição. Mataria a todos, dissera ele a amigos. Estávamos em março de 1901.
E, assim, aconteceu. Mal entrava na área da colônia, alveja a tiros a Estevam, que descuidado não esperava a agressão; ao primeiro disparo ele corre, procurando se desvincilhar do assassino; um segundo tiro, porém, prostou-o sem vida. Mais adiante, estava Henrique, com quem José trava violenta luta corporal; subjugado o adversário, abateu-o a tiro. Um pobre caboclo, que dormia à sombra de uma árvore próximo à casa da administração, é a terceira vítima da fúria sanguinária do celerado.
Cometidos os três crimes, José se dirige à residência de Etelvina, e, valendo-se do coice do rifle pôs abaixo a porta da casa. Nessa ocasião, aparece-lhe Versoli, administrador da colônia, que procura interceptar a entrada d o criminoso, sendo morto, por este.
Suspeitando das intenções do bandido, a moça tenta fugir, no que é obstada por ele, que conseguiu alcançá-la e “quase nua, pés descalços, em camisão” (diz o poeta), a desventurada Etelvina é arrastada para a densa floresta que se estendia às proximidades da casa.
Infrutíferas foram as buscas nos primeiros dias. E, somente a 8 de março, é encontrado o local em que se consumara o derradeiro ato do imenso drama, misto de amor e ódio. Os urubus, em grupos simétricos, voejavam alto, sinal evidente de que lauto fora o repasto. E, ali, o quadro pungente que a todos estarreceu: duas caveiras se defrontavam, numa evocação sinistra dos últimos instantes, de pavor e de alucinação, que viveram aquelas duas criaturas. O rifle, entre os dois esqueletos, explicava a cena final: José matara a infeliz Etelvina, suicidando-se, a seguir.
Repousam os restos mortais de Etelvina de Alencar, ou “santa Etelvina”, como é por todos reverenciada, no cemitério de São João, em sepultura perpetuada por lei municipal n.º 233, de 30 de agosto de 1901, à sombra do jazigo que o Povo Amazonense ergueu à sua memória.
E, desde antão as visitas ao seu túmulo se sucedem, ininterruptamente, durante o dia: são os devotos da meiga “santinha” que ali vão levar suas oblatas, ou acender um círio votivo pelo atendimento às suas súplicas e orações...
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Capela e cruzeiro do cemitério
http://catadordepapeis.blogspot.com/2011/08/crimes-que-abalaram-manaus.html
Manaus.ASB August 2nd, 2011, 03:27 PM ^^
Daí a origem do nome "Bairro Santa Etelvina''
Manaus.ASB August 2nd, 2011, 03:33 PM PROGRAMA NOSSO ENCONTRO - BABY RIZZATO
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Nosso Encontro é um programa de televisão brasileiro apresentado desde 13 de agosto de 1972 por Baby Rizzato, que vai ao ar todas os sábados às 10h30 depois do Hoje em Dia na Record / Manaus.
O nome do programa originou-se do primeiro encontro entre Baby Rizzato e Heron Rizzato, o primeiro produtor do programa, e ex-marido de Baby Rizzato. O Nosso Encontro mereceu a atenção especial de homens ilustres como José Airton Pinheiro e Umberto Calderaro Filho, principais idealizadores apoiadores para o crescimento do programa.
O programa foi tão concebido que ao longo de três décadas e meia resistiu a três expressivas mudanças na televisão amazonense. A primeira foi dos “Diários Associados” para “TV Baré”; a segunda da “TV Baré” para “TV A Crítica/SBT” e a terceira da “TV A Crítica/SBT” para “TV A Crítica/Record”.
Música, moda, culinária, entrevistas sem censura e cartas marcadas, praticando um jornalismo sem mordaça, e discussões sobre assuntos polêmicos da semana continuam sendo os principais atrativos do programa.
Há 38 anos no ar, o programa é apresentado ao vivo nas manhãs de sábado, comunicando-se com um público que foi conquistado através do tempo. É assistido pelos que gostam e também pelos que não gostam. Sempre foi assim.
O Nosso Encontro foi o primeiro programa local em formato de revista eletrônica, assim como o primeiro a ser exibido em cores. É também o que mais tempo permanece no ar, ou seja o mais antigo da televisão amazonense. Com duração de uma hora e meia, ele é transmitido pela TV A Crítica, um dos braços do império da Rede Calderaro de Comunicação , que possui ainda o jornal de maior circulação do Estado, e algumas emissoras de rádio.
Apresentadora
Baby Rizzato iniciou na televisão após um convite de Sadie Hauche para apresentar na TV Ajuricaba o Baile das Debutantes, em outubro de 1969. O sucesso da apresentação televisiva das debutantes foi tão grande que o jornalista Phelippe Daou (atual dono da TV Amazonas, afiliada da Rede Globo) resolveu “vendê-la” como apresentadora de um programa à TV Ajuricaba.
Em 1970, Baby passou a apresentar um, programa na televisão Ajuricaba. O nome era o mesmo da coluna que tivera em O Jornal: Sempre às Quintas. Em forma de revista, o programa durava apenas 15 minutos no horário comprado pela Amazonas Publicidade, do jornalista Phelippe Daou.
Ao vivo, Baby apresentava moda, desfiles de manequins e algumas notas de sociedade. Imagens, só o que se podia fazer dentro do estúdio, pois não havia condições de cenas externas. Com imaginação e criatividade, sempre inovava e lançava modas, como certo dia em que se apresentou com um enorme anel no dedão do pé. Túnicas indianas coloridas e calças justas o tempero jovem ao estilo famosa Carnaby Street de Londres, a meca dos hippies de butique.
Quadros
• A Velha Surda – interpretada pelo ator Mário Jorge Bittencourt, fazia as criticas que a apresentadora preferia não assumir diretamente.
• Prêmio a Chave do Sucesso – o prêmio era dado às personalidades da cidade. Os homenageados eram escolhidos pelos Radialistas.
• O Círculo das Luminosas - O quadro foi introdizido no Nosso Encontro em 1974, criado pelo produtor da época, Mário Jorge Bittencourt, que acrescentava a sua veia humorística de ator caricato a um outro quadro do programa, encarnado a personagem “Velha Surda”, que fazia críticas que a apresentadora preferia não assumir diretamente.
A produção do programa tinha nomes escolhidos para o quadro que contava com as luminosas fixas (que nunca recusavam um convite para participar do programa), e as avulsas, que eram convidadas em ocasioes em que tivessem mais familiariedadecom o tema entrevista. Dele participaram, em vários momentos, mulheres que ainda hoje estão em evidência, como Lourdes Buzaglo, Rosaline Pinheiro Muelas, Cacilda Barbosa e a juíza Lúcia Tereza Assayag. Participaram como luminosas, além das citadas, Justina Lebre da Silva, Inês Maria Lyra Benzecry, Myrza Theodoro, Henriette Cordeiro Oliveira, Ana Maria Silva e Giese Cardoso.
• Prêmio Nosso Encontro – Em 2002, na comemoração do aniversário do programa de 30 anos do programa, a TV A Crítica instituiu o “Prêmio Nosso Encontro”, com o qual foram agraciadas pessoas ilustres da sociedade, políticos e gente do ramo das comunicações, em uma grande apresentação no palco do Teatro Amazonas.
• Abrindo o Armário - A apresentadora descobri o que a as socialites guardam dentro dos seus guarda-roupas e closets
• Saindo do Estúdio - Baby visita pontos da cidade, eventos e entrevista cidadãos comuns da sociedade.
• Etiqueta Social - Espaço onde o comportamento das pessoas é avaliado por um especialista no estúdio para ajudar com as dicas de etiqueta.
Moda, culinária, atrações artísticas, entrevistas, agenda, realize o seu sonho, sorteio de brindes – são alguns quadros que compõem no programa atual.
Os produtores
Heron Rizzato, Álvaro Braga, Mário Adolfo, Fábio Marques, Herman Marinho, Alberto Jorge, Cauby Cerquinho, Alexandre Prata, Kid Mahall.
O programa “Nosso Encontro”, não se trata apenas de mais um programa da TV Amazonense e sim o retrato de um povo. Os idealizadores e incentivadores iniciais deram uma grande contribuição, os produtores e diretores do programa que se seguiram, não são menos importantes. Cada um deles, com as suas vertentes de comunicação explícitas e o desempenho de Baby, conseguiram dar ao “Nosso Encontro” as condições de acompanhar a evolução da televisão ao longo dos anos.
No início, o publicitário Heron Rizzato acumulava a função de apresentador, em parceria com Baby e a de produtor. Nesse período surge Mário Jorge Bittencourt, ator e estilista, para compor a primeira equipe de produção do programa. Com a saída de Mário Jorge surge o teatrólogo Álvaro Braga, que se dispôs a ser o produtor, trazendo o consigo o assistente e também ator Fábio Marques.
Com a morte Álvaro Braga, Mário Adolfo (jornalista), assume a produção do programa a convite de Baby Rizzato. O programa continuava com um trio de produtores; entre tantas modificações feitas por Mário, a primeira delas foi substituir o prefixo musical de abertura do programa que era “BABY”, de Arthuzinho, gravada pelo cantor Marcus Piter, por “BABY” de Caetano Veloso; uma outra de tamanha repercussão foi acabar como quadro “Circulo das Luminosas”. Mário atuou como produtor até 1987.
O jornalista Herman Marinho substituiu o Mário Adolfo, na produção do Nosso Encontro, e que ainda mantinha-se o trio de produção. Depois vieram Alberto Jorge e Caubi Cerquinho como produtores e Alexandre Prata como assistente de produção.
Atual Produtor
Jornalista Kid Mahall trabalha na direção do “Nosso Encontro” da TV A Crítica desde 1992
No final da década de 80 havia na TV A Crítica um programa de enorme audiência chamado ‘Alô Manaus’. Era um jornalístico da pesada mesmo, onde os debates, as denúncias e as mazelas da cidade rolavam com enorme seriedade, entre jornalistas brilhantes, como Paulo França, Fernando Collyer, Humberto Gomes e outros. O ‘Alô’ tinha a direção do carioca Ozéas Monteiro e produção do Alberto Jorge. Um dia, Baby Rizzato assistindo ao desenrolar do programa, ao vivo, ficou observando o trabalho do assistente de produção, um cara de teatro, estranhamente chamado Kid Mahall. Rizzato ficou ligada na movimentação e na esperteza de Kid, e imediatamente desejou levá-lo para o Nosso Encontro. Na época os produtores do programa eram Cauby Cerquinho e Alexandre Prata, o que significava ausência de verba para contrartação de mais alguém.
“Coincidentemente”, semanas depois, o Cerquinho assumiu o jornalismo da TV A Crítica, deixando o cargo de produtor em aberto. Era chegada a hora do Kid Mahall. Baby ao conversar com o Kid, notou a indecisão e o medo foi então obrigada a cutucar os brios do artista sacudindo no tranco o seu ego super. Foi batata! Mahall topou, e dias depois fazia a sua estréia no Nosso Encontro, começando ali a história, que já dura uma década. A dupla havia sido formada, Kid Mahall (produtor) e Alexandre Prata (assistente de produção) até 1995. Foi quando Alexandre saiu da equipe para se dedicar ao colunismo social. kid Mahall assumiu em 1992, a produção e direção do programa.
Kid foi o mais organizado e burocrático dos produtores, sempre com arquivos, agendas e fichas em dias. Dirige o programa com mãos de ferro, sem sorrisos e proibições a granel. O que tinha o Herman Marinho de doce e tranquilo, tinha o Mahall de marrudo e arrepiado.
Com Kid na direção do programa, tudo tem que ser para ontem, sem garagalhadas nem gracejos, da maneira mais profissional possível. O produtor e apresentadora Baby trombaram de frente no primeiro round, e em muitos outros, até atingirem o estágio em que estão hoje, chegando até se entenderem pelo olhar. Baby Rizzato define o produtor Kid Mahall dessa forma: para amá-lo há de entendê-lo. E para entendê-lo há de exercitar o lado paciente que possuímos lá no fundo, sempre escondido...”
Homenganens
Câmara Municipal de Manaus – Em comemoração aos 30 anos de TV
Tema da Escola de Samba A Grande Família, que contou a história da apresentadora na passarela do sambódromo no carnaval de 2003.
Pesquisa de audiência: áreas de atuação
O programa está entre os dez programas locais mais assistidos pelos telespectadores de Manaus; 86% dos telespectadores de Manaus assistem freqüentemente a programação da TV A Crítica; Durante a semana, 24% dos televisores ligados estão sintonizados na TV A Crítica. Aos domingos, são 33%; O sinal da TV A Crítica cobre Manaus e os quarenta principais municípios do interior do Amazonas. São três milhões de pessoas, ou mais... O sinal da TV A Crítica também pode ser sintonizado em qualquer parte do Brasil e da América do Sul por antenas parabólicas com receptor digital.
http://jmartinsrocha.blogspot.com/2011/07/programa-nosso-encontro-baby-rizzato.html
Manaus.ASB August 31st, 2011, 05:24 AM Placas de veículos em Manaus - as amarelinhas
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http://www.utschbrasil.com/HistoriaPlaca.aspx
Manaus.ASB August 31st, 2011, 05:32 AM Carnaval 1990 - Av Eduardo Ribeiro, a banda da bica pede passagem
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http://amordebica.blogspot.com/2011/02/carnaval-1990-so-mudam-as-moscas_06.html
Manaus.ASB August 31st, 2011, 05:35 AM Carnaval 1990 - Banda da Bica no bar do Armando
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Manaus.ASB August 31st, 2011, 05:38 AM Hotel Amazonas, anos 50
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O prédio original do Hotel Amazonas possuía 48 apartamentos distribuídos em quatro andares, sendo que o quinto andar possuía uma única e luxuosa suíte, especialmente construída para receber presidentes, ministros e artistas de renome internacionais.
Entre outros mimos, a suíte presidencial era decorada com jardins tropicais assinados por Roberto Burle Marx e possuía banheiras de mármore de Carrara.
O imóvel chegou a hospedar figuras ilustres como os presidentes Getúlio Vargas, Castelo Branco e Garrastazu Médici, o senador Robert Kennedy, os cantores Roberto Carlos, Cauby Peixoto e Emilinha Borba, o grupo Menudo e o rei Pelé.
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Manaus.ASB August 31st, 2011, 05:40 AM Hotel Amazonas, anos 60
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Manaus.ASB August 31st, 2011, 05:41 AM Hotel Amazonas, anos 70
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A implantação da Zona Franca de Manaus havia transformado a cidade no único centro de produtos importados do país.
Era hora de se concentrar no desenvolvimento do turismo doméstico.
Vasco Vasques resolveu ampliar o número de apartamentos de 48 para 90. Como o prédio só tinha cinco andares, ele decidiu construir mais três.
O Hotel Amazonas voltou a surfar uma nova onda de prosperidade e o Mandy’s Bar logo se converteu de novo em hot point dos descolados locais.
No início dos anos 70, Vasco Vasques percebeu que a maioria dos novos empresários do nascente Distrito Industrial se hospedava no seu hotel e resolveu ampliá-lo mais uma vez, na mesma época em que a Varig construía o Tropical Hotel, na praia da Ponta Negra.
Como não podia crescer no sentido vertical, o hotel ganhou mais 110 apartamentos abrangendo toda a extensão lateral.
A reforma atingiu, inclusive, a parte interna: o antigo zoológico foi transformado em piscina e o hotel ganhou novos e amplos salões, saunas e modernas acomodações para as reuniões, convenções e eventos particulares dos seus hóspedes.
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Manaus.ASB August 31st, 2011, 05:53 AM Carnaval 1991, banda da Bica
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Manaus.ASB August 31st, 2011, 05:56 AM Carnaval 1994 - Banda da Bica
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Manaus.ASB August 31st, 2011, 06:00 AM Banda da Bica - Carnaval 95
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Manaus.ASB August 31st, 2011, 06:04 AM Carnaval 1997, banda da Bica
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Manaus.ASB August 31st, 2011, 06:09 AM Carnaval 1998 - Banda da Bica
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http://amordebica.blogspot.com/2011/02/carnaval-1998-bica-comunistou.html
Manaus.ASB August 31st, 2011, 10:27 PM Mercado Adolpho Lisboa visto do Rio Negro, Manaus 1978
http://multiply.com/mu/paulopsomer/image/11/photos/36/600x600/43/f52-1978-01-25.jpg?et=vwSk5bpJtRoiv1MJbxHaDw&nmid=9827684
http://paulopsomer.multiply.com/photos/photo/36/43
Manaus.ASB August 31st, 2011, 10:30 PM edit
Manaus.ASB September 1st, 2011, 09:24 PM Centro de Manaus há alguns anos
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http://www.flickr.com/photos/mauricionascimento/4707995026/sizes/l/in/photostream/
Manaus.ASB September 2nd, 2011, 10:09 PM Biblioteca Pública do Amazonas, no centro - anos 90
http://3.bp.blogspot.com/-AnobG0XCeWo/TlLQznmThyI/AAAAAAAACbU/O2-pff8fKAo/s1600/Biblioteca+Publica.jpg
http://3.bp.blogspot.com/-AnobG0XCeWo/TlLQznmThyI/AAAAAAAACbU/O2-pff8fKAo/s1600/Biblioteca+Publica.jpg
Grande Manaus September 3rd, 2011, 12:11 AM Mercado Adolpho Lisboa visto do Rio Negro, Manaus 1978
http://multiply.com/mu/paulopsomer/image/11/photos/36/600x600/43/f52-1978-01-25.jpg?et=vwSk5bpJtRoiv1MJbxHaDw&nmid=9827684
http://paulopsomer.multiply.com/photos/photo/36/43
Nessa imagem de 34 anos atrás dá pra notar a dimensão do problema que é hoje ai pelo arredores do Mercado uma verdadeira zorra com a feira " Manaus moderna
Manaus.ASB September 3rd, 2011, 02:58 AM Manaus - 1990
QhbHOjPxV3A
http://www.youtube.com/watch?v=QhbHOjPxV3A
Manaus.ASB September 3rd, 2011, 02:59 AM ^^
Video rico em detalhes mostrando uma Manaus "decadente" no início dos anos 90. 20 anos se passaram, e muita coisa melhorou.
Detalhes adicionais do Centro de Manaus, Bairro Adrianópolis, Praça 14, Parque 10, Japiim, Distrito Industrial, etc
Manaus.ASB September 3rd, 2011, 03:38 AM Ciranda do Bairro do Japiim - 1990
e0X_bchuAs0
http://www.youtube.com/watch?v=e0X_bchuAs0
Manaus.ASB September 3rd, 2011, 03:56 AM Algumas imagens de Manaus em 1986
2hdqZBMT_Qk
http://www.youtube.com/watch?v=2hdqZBMT_Qk
Imagens de Manaus a partir do minuto 7:23 até 09:45
:)
Manaus.ASB September 4th, 2011, 08:46 PM Propaganda do Guaraná Baré em 1976
wKzxzaPNiu8
http://www.youtube.com/watch?v=wKzxzaPNiu8
Manaus.ASB September 4th, 2011, 08:49 PM SONORA comercial de 1976
Q3_JzOxtwIM
http://www.youtube.com/watch?v=Q3_JzOxtwIM&feature=related
Manaus.ASB September 4th, 2011, 08:51 PM Propaganda - 'MANAUS MEU CIÚME' de 1994
Cxlutx6tDeA
http://www.youtube.com/watch?v=Cxlutx6tDeA&feature=related
Manaus.ASB September 4th, 2011, 09:02 PM Propaganda DARMAN'S BOUTIQUR - 1974
3Mgd7pnUH6k
http://www.youtube.com/watch?v=3Mgd7pnUH6k&feature=related
Manaus.ASB September 5th, 2011, 01:13 AM Filmagem realizada em Manaus no ano de 1968
RfHkC-eCsrc
http://www.youtube.com/watch?v=RfHkC-eCsrc
Manaus.ASB September 7th, 2011, 03:52 AM Antigas empresas do transporte coletivo de Manaus, eram subordinadas a antiga EMTU - Empresa Municipal de Transportes Urbanos
Viação União Cascavel/Eucatur prefixo 04. A empresa "operou" entre 1990 a 2007
http://3.bp.blogspot.com/-0e9OwtYBvpQ/ThjekS6TvvI/AAAAAAAAAfw/czS7q1MoVXI/s1600/1ec5fc7da65f4ac97fcbc795f309dd7a.jpg
Esse foi o 1o veículo articulado a rodar pelas ruas de Manaus no ano de 1991. placa OB-1201
http://3.bp.blogspot.com/-0e9OwtYBvpQ/ThjekS6TvvI/AAAAAAAAAfw/czS7q1MoVXI/s1600/1ec5fc7da65f4ac97fcbc795f309dd7a.jpg
http://4.bp.blogspot.com/-tFOlt-Llkls/ThY604RQSbI/AAAAAAAAAfI/yXibSpyhyGk/s1600/cascavel.jpg
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http://www.revistaportaldoonibus.com/bancodeimagem/albums/fotos/setepi_urbano/torinogv_eucatur_04229_01.jpg
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Viação Soltur prefixo 02. A empresa operou da década 80 até 2007.
http://3.bp.blogspot.com/-PRWkV0_ukxw/Ti7CPyLrWEI/AAAAAAAAAkw/Lgbgc-c3ac4/s1600/6db493c69fb924a3cdd84d9114eacefc.jpg
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Viação Vitória Régia prefixo 08. A empresa operou da década 80 até 2007.
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Viação Parintins prefixo 07. A empresa operou entre 1997 até 2007.
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Viação Viman prefixo 01. A empresa operou entre 1993 até 2007.
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Ponta Negra September 7th, 2011, 06:08 AM Propaganda - 'MANAUS MEU CIÚME' de 1994
Cxlutx6tDeA
http://www.youtube.com/watch?v=Cxlutx6tDeA&feature=related
Gostei do Flash Back. Na Ponta Negra só existia o Ed. Aruba:lol:
Manaus.ASB September 25th, 2011, 07:20 AM Praça da Saudade, no centro de Manaus - década de 70 ou 80
http://marcoevangelista.blog.br/wp-content/uploads/2011/09/Avi%C3%A3o_Pra%C3%A7a_da_Saudade_in_EvangeBlog_By_Marco_Evangelista_Panorama_.jpg
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Manaus.ASB September 25th, 2011, 07:54 AM Restaurante Chapéu de Palha
por: Marco Evangelista
Aquele restaurante era emblemático, havia uma chapelão de palha onde ficava a cozinha e um balcão. As mesas eram chapéus de palha; o chão era de bloquete; eu o via diariamente porque era caminho da saída do Ida Nelson.
No topo do “chapéu-mor” ficava uma garrafa, que sempre me deixava intrigado quando eu passava por ali;
Almocei lá uma vez, filé com batata frita e jantamos outra, tambaqui. Se eu bem lembro não havia cadeiras, sendo um banco circular nas mesas que fazia as vezes.
Como que do nada, lá por 82/83 eu acho, foi tudo abaixo.
http://marcoevangelista.blog.br/wp-content/uploads/2011/08/Restaurante_Chapeu_de_Palha_2.jpg
Foto do 'Chapéu Central'; deve ser da década de 70, no início dos anos 80 havia balcões no lugar dessas mesas. (Foto do blog 'Palavra do Fingidor')
Atualmente, lá se encontra o Villa’s Shopping.
http://marcoevangelista.blog.br/?p=282
Manaus.ASB September 25th, 2011, 08:00 AM Balneário da Ponte da Bolívia
por: Marco Evangelista
Era o balneário de Manaus na infância da geração 80. Frequentei o local de 1979 (quando lembro, pode ter sido antes) até por volta de 1986. Era um local perto da barreira, aliás, ainda é.
O rio era largo, muito largo; com partes rasas e fundas; a parte rasa, que era a maior, era muito extensa. Nas cabanas se comia peixes servidos no local. A parte mais funda ficava perto da rua, onde pessoas pulavam na água (de cabeça, muita coragem!).
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Foto do final dos anos 70
O rio passava por debaixo da rua, por um vão imenso, que formava uma ponte no rio; Na margem havia areia, muito branca. Nossa alegria; podia-se ver várias crianças com baldes e pazinhas;
Seguindo pelo outro lado da rua o rio continuava, passando por uma criação de peixes e, ao lado, uma propriedade nossa (bem, na verdade, nosso balneário e a criação de peixes é que vinham antes da Ponte da Bolívia, de acordo com a direção do rio.
O fim
Em 1985 (ou 1986?) a prefeitura teve a brilhante e talentosa ideia de construir um lixão logo depois da barreira. Um ano depois, o igarapé da Ponte da Bolívia estava poluído.
Meu pai, visionário, vendeu logo nosso balneário vizinho.
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O igarapé até resiste, a floresta invadiu a areia. Há recuperação?
E assim, rapidamente, a Ponte da Bolívia deixou de ser opção para ser história..
Foi o único caso que conheço onde um rio não poluiu aos poucos, mas de uma vez.
http://marcoevangelista.blog.br/?p=221
Manaus.ASB September 25th, 2011, 08:05 AM Bancrévea Clube
por: Marco Evangelista
O Bancrévea é importante pra mim porque é o primeiro local fora da minha casa de que tenho alguma lembrança.
Era 1979. Fui alguns domingos pra lá.
Íamos com meu tio e padrinho João Freire, em uma Brasília que ele tinha.
Eu, Marcus, Marcelo Augusto, João Neto, Mara, Mônica e minha tia Celeste.
Eu era tão pequeno que me acomodava atrás do banco traseiro, sentado em cima do tampo do porta-malas; ficava ali entre o tampo e o vidro. Sim, seis pessoas dentro da Brasilia, como éramos criança, cabia.
O Bancrévea era “looonge, ficava perto do ‘aeroporto novo’”, era em uma cerca de arame farpado. Havia um portão, a partir da Torquato Tapajós, sobre o portão, uma placa branca com letras vermelhas em caixa alta “Bancrévea Clube”.
Mato e grama. Era o estacionamento. Ao lado ficava um playground, que é onde eu ficava a maior parte do tempo, sob o capim as vezes havia lama, em um dos domingo surgiu o boato de que havia vidro quebrado e um fio descascado por aquela lama, tudo papo; acho que os pais inventavam isso pra manter os pirralhos sob controle.
Havia um salão onde tocava uma banda. Só lembro de uma música, cuja melodia, anos depois, identifiquei como sendo “O Milionário” d”Os Incríveis”.
Do salão já saia uma calçada encimentada que levava até o parque aquático. Lembro de duas piscinas, na verdade, uma só, mas com uma separação no meio através de uma grade. A rasa infantil e a funda, adulta. A água, essa eu lembro bem, era escura, parecia água de rio mesmo (ou era?), eu tinha mó medão de entrar naquela piscina, só me lembro de haver entrado lá uma única vez. Ao lado da piscina uma quadra de areia.
Havia uma cantina, e nessa cantina vendiam um sanduíche… e desse sanduíche eu me lembro bem. Era de queijo, em pão de forma (cortavam o pão de forma no meio, e ficavam triangulares), o pão tinha marcas do grill, quadradinhos tostados na casca. Aquele queijo tinha um gosto que era mescla de queijo coalho, minas e gouda, tudo junto no mesmo queijo. Dois trabalhos: morder e depois sair mordendo o fio de queijo derretido que sempre surgia.
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Um galpão de uma grande loja de departamentos, hoje, sepulta o Bancrévea Clube.
http://marcoevangelista.blog.br/?p=106
Manaus.ASB September 25th, 2011, 08:08 AM Feiras da Bondade
por Marco Evangelista
Ela faz falta, mas só para a geração 80.
Era o ponto de encontro de todos nós. Éramos crianças e adolescentes, não saíamos. Não havia shoppings. Onde mais podíamos encontrar nossas colegas do Ida Nelson sem a farda, ou as meninas do Auxiliadora, Santa Terezinha e Dorotéia? Lá, nas feiras. Feimov, Feivest, Expoagro; e na mais legal de todas: A Feira da Bondade.
Foi morrendo aos poucos. Estava quase que só “Barraca do Amazonas” e a do Bixiga. Hoje, só resta esta última, e que continue existindo, mantendo o barulho das nossas correrias pelo SESI com ela.
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http://marcoevangelista.blog.br/?p=104
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