View Full Version : Porto de Aveiro vai investir 40 milhões


traveler
March 12th, 2011, 07:01 AM
Porto de Aveiro vai investir 40 milhões

O porto de Aveiro vai investir cerca de 40 milhões de euros na modernização de infra-estruturas durante este ano.

Hoje, com a presença do ministro das Obras Públicas, António Mendonça, a Administração do Porto de Aveiro vai fazer a apresentação do lançamento do concurso público internacional da empreitada para a reconfiguração da barra do porto de Aveiro.

José Luís Cacho, presidente do porto de Aveiro, disse ao Diário Económico que "este concurso vai ser lançado com um preço-base de 35 milhões de euros e deverá estar concluído no primeiro trimestre de 2013".

José Luís Cacho explicou que esta empreitada respeita às obras de prolongamento em 200 metros do cais acostável do porto e inclui as operações de dragagem para baixar em 70 centímetros a actual cota de navegabilidade, para 13,20 metros. Além desta empreitada, o porto de Aveiro tem em curso investimentos na rampa ‘ro-ro' (para embarque e desembarque de viaturas) e para a construção da plataforma rodo-ferro-marítima da plataforma logística - cada projecto está orçado em cerca de dois milhões de euros.

Na cerimónia de hoje estarão também presentes os 50 maiores exportadores da região Centro, que irão apresentar quais as medidas que defendem para que o porto de Aveiro possa fomentar as suas exportações.
2011-03-11 10:08
N.M.S., Diário Económico

sybrenp
March 12th, 2011, 03:55 PM
Excelente noticia, é sempre boa coisa investir numa coisa destas! Então nestes tempos é quase obrigatório.. Que venhão as obras depressa! :)

traveler
November 15th, 2011, 02:28 AM
CARGONEWS

11.11.2011
Porto de Aveiro mantém valor das taxas portuárias
A Administração do Porto de Aveiro vai manter, em 2012, o valor das taxas de movimentação portuária praticadas em 2011. A Administração justifica a medida com o período difícil que a economia portuguesa atravessa, apesar de a taxa de inflação estar em 3,36%, anuncia o portal da Associação dos Portos de Portugal.

A TUP/Navio para os navios Ro-Ro sofrerá uma redução de 40% e a TUP/Navio para a linha regular de 10%.

O porto de Aveiro passou a dispor este ano de uma rampa Ro-Ro e pretende, com esta medida, criar condições para o desenvolvimento deste segmento no porto, estimulando simultaneamente o desenvolvimento do TMCD.
Autor/fonte:

Marnoto
May 30th, 2012, 01:25 AM
O Porto de Aveiro dentro de poucos anos vai deixar de ser rentável para navios com comprimento superior a 100 metros, a sua barra é má e a construção de mais 250 metros de prolongamento do Molhe Norte vai trazer consequências muito severas em termos económicos para o Litoral português.

AZT2009
May 30th, 2012, 05:06 PM
PAra isso melhorava-se outros portos mais rentaveis.

Marnoto
June 13th, 2012, 11:55 AM
PAra isso melhorava-se outros portos mais rentaveis.
Dizes bem, mas existem muitos interesses instalados neste país....

Wolf2009
June 13th, 2012, 02:18 PM
Mas isso chegou a ir avante?

Marnoto
June 14th, 2012, 12:41 AM
Mas isso chegou a ir avante?
A rampa para navios do tipo Ro-Ro está instalada há mais de 15 anos e nunca entrou um navio desse tipo; desde 1995 que o Porto de Aveiro perde navios, cada ano que passa, são menos.
Vão prolongar o molhe Norte em 250 metros para fora, o que vai arruinar o litoral da costa portuguesa a Sul (praias, defesa dunar) e não trará quaisquer benefícios à entrada da Barra.
Não é preciso ir a Coimbra para se perceber isto!

calcioipg
July 3rd, 2012, 08:51 PM
O Porto de Aveiro dentro de poucos anos vai deixar de ser rentável para navios com comprimento superior a 100 metros, a sua barra é má e a construção de mais 250 metros de prolongamento do Molhe Norte vai trazer consequências muito severas em termos económicos para o Litoral português.

In Diário de Aveiro

"É uma das vantagens do prolongamento do molhe Norte em 200 metros, com a consequente abertura de um novo canal de navegação, enunciadas no Estudo de Impacte de Ambiental (EIA) actualmente em fase de consulta pública.

O projecto é indispensável para a entrada de navios de maior calado que actualmente recorrem aos portos de Lisboa e Leixões.

As areias a extrair durante as dragagens devem ser depositadas na zona de praia submersa da Costa Nova, entre o terceiro e o quinto esporão.

Um efeito “positivo” que ajudará também a minimizar o impacto “transitório” na movimentação das areais de Norte para Sul devido ao prolongamento do molhe, que tenderá a beneficiar durante alguns anos a praia de S. Jacinto, a Norte.

Ao nível da hidrodinâmica, para além da zona entre molhes, banco exterior e
trechos de praia adjacentes, não se prevê “qualquer alteração significativa do prisma de maré, nem dos caudais na secção da barra”.

Um “aspecto muito importante”, lê-se no EIA disponível para consulta pública até 13 de Agosto, prevendo-se que os efeitos do projecto “não se estenderão para o interior da Ria de Aveiro”.

Ficam afastadas, assim, consequências negativas, nomeadamente na salinização dos campos agrícolas do Baixo Vouga Lagunar desprotegidos pelo dique médio ou que estão mal defendidos por motas.

Inevitáveis são as “perturbações” dos trabalhos “ao nível da flora e da fauna, essencialmente no meio aquático”, podendo “implicar a destruição de espécies” numa área já intervencionada por obras idênticas.

Transportes vão causar incomodidade em de S. Jacinto

A pedra e outros materiais a usar no prolongamento do molhe serão transportados por camiões pesados pela estrada nacional 327 (Torreira – S. Jacinto), recentemente alvo de obras de alargamento, poderá gerar “incomodidade para os residentes e visitantes”.

Poderão, ainda, ocorrer interferências com a navegação no canal da Barra e com as actividades de pesca comercial e lúdica, bem como com actividades náuticas
durante as operações de dragagem e deposição dos materiais.

A reconfiguração da barra, com o prolongamento do molhe Norte e a dragagem para a profundidade de -13,20 metros permitirá receber navios com 200 metros de cumprimento que actualmente só entram em Lisboa e em Leixões, potenciando os grandes investimentos em infra-estruturas portuárias executadas em Aveiro na última década.

A obra orçada entre 20 e 30 milhões de euros deverá demorar dois anos (entre os meses de Abril e Outubro), prevendo-se a conclusão para 2011."

Mesmo devendo haver aspectos negativos não referenciados, não entendo no que é que o porto de Aveiro poderá ter de negativo em relação a outros portos.
Que não possa competir como portos de Sines, Leixões, Lisboa e Setúbal é uma coisa, agora é um porto sem futuro é outra.

Saudações Caciences :banana:

Marnoto
March 6th, 2013, 12:06 PM
In Diário de Aveiro

"É uma das vantagens do prolongamento do molhe Norte em 200 metros, com a consequente abertura de um novo canal de navegação, enunciadas no Estudo de Impacte de Ambiental (EIA) actualmente em fase de consulta pública.

O projecto é indispensável para a entrada de navios de maior calado que actualmente recorrem aos portos de Lisboa e Leixões.

As areias a extrair durante as dragagens devem ser depositadas na zona de praia submersa da Costa Nova, entre o terceiro e o quinto esporão.

Um efeito “positivo” que ajudará também a minimizar o impacto “transitório” na movimentação das areais de Norte para Sul devido ao prolongamento do molhe, que tenderá a beneficiar durante alguns anos a praia de S. Jacinto, a Norte.

Ao nível da hidrodinâmica, para além da zona entre molhes, banco exterior e
trechos de praia adjacentes, não se prevê “qualquer alteração significativa do prisma de maré, nem dos caudais na secção da barra”.

Um “aspecto muito importante”, lê-se no EIA disponível para consulta pública até 13 de Agosto, prevendo-se que os efeitos do projecto “não se estenderão para o interior da Ria de Aveiro”.

Ficam afastadas, assim, consequências negativas, nomeadamente na salinização dos campos agrícolas do Baixo Vouga Lagunar desprotegidos pelo dique médio ou que estão mal defendidos por motas.

Inevitáveis são as “perturbações” dos trabalhos “ao nível da flora e da fauna, essencialmente no meio aquático”, podendo “implicar a destruição de espécies” numa área já intervencionada por obras idênticas.

Transportes vão causar incomodidade em de S. Jacinto

A pedra e outros materiais a usar no prolongamento do molhe serão transportados por camiões pesados pela estrada nacional 327 (Torreira – S. Jacinto), recentemente alvo de obras de alargamento, poderá gerar “incomodidade para os residentes e visitantes”.

Poderão, ainda, ocorrer interferências com a navegação no canal da Barra e com as actividades de pesca comercial e lúdica, bem como com actividades náuticas
durante as operações de dragagem e deposição dos materiais.

A reconfiguração da barra, com o prolongamento do molhe Norte e a dragagem para a profundidade de -13,20 metros permitirá receber navios com 200 metros de cumprimento que actualmente só entram em Lisboa e em Leixões, potenciando os grandes investimentos em infra-estruturas portuárias executadas em Aveiro na última década.

A obra orçada entre 20 e 30 milhões de euros deverá demorar dois anos (entre os meses de Abril e Outubro), prevendo-se a conclusão para 2011."

Mesmo devendo haver aspectos negativos não referenciados, não entendo no que é que o porto de Aveiro poderá ter de negativo em relação a outros portos.
Que não possa competir como portos de Sines, Leixões, Lisboa e Setúbal é uma coisa, agora é um porto sem futuro é outra.

Saudações Caciences :banana:
Estes estudos de impacte ambiental são uma farsa.
Já lidei com alguns exemplos e é de bradar.
Inventam-se situações que não se conseguem provar, evocam-se vantagens e desvantagens que não se conseguem provar, cientificamente.
A Natureza vai repôr o equilíbrio, mais depressa que as alterações provocadas pelo Homem.