kitabulu
March 22nd, 2011, 11:30 PM
Municípios estudam possibilidade de introdução de metro
O PAÍS
22 Março 2011
TIAGO VALOI
Como forma de minimizar o crónico problema de transporte
Para o efeito, as duas autoridades municipais assinaram um memorando de entendimento com uma empresa italiana, no qual esta compromete-se a realizar um estudo de viabilidade do projecto.
As autoridades municipais de Maputo e Matola estão a estudar a possibilidade de introdução de um sistema de transporte eléctrico, mais conhecido por metro, de superfície nas suas respectivas cidades, como forma de minimizar o já crónico dilema de transporte, que desde Dezembro passado tornou-se característica peculiar destas autarquias.
Com efeito, os presidentes dos conselhos municipais de Maputo, David Simango, e Matola, Arão Nhancale, assinaram, ontem, um memorando de entendimento com uma empresa italiana denominada SALCEF CONSTRUZION EDILI E FERROVIARIE, no qual esta última se compromete a fazer um estudo de viabilidade sobre a possibilidade de introdução de metro nestas cidades.
É um estudo que se revela extremamente importante para a tomada de decisão favorável ou não para o avanço do projecto, já que para ambos os presidentes dos municípios é consensual que o sistema de transporte eléctrico seja uma das soluções viáveis para a minimização do problema.
Prevê-se que os trabalhos para a realização do estudo tenham uma duração de quatro meses.
Os italianos não revelaram os custos envolvidos nos tais trabalhos, porque o dinheiro não vai ser desembolsado pelos municípios nem pelo governo moçambicano, mas sim pelas suas instituições. Ademais, avançaram que o projecto inicial para a construção do sistema de transporte eléctrico está avaliado em cerca de 50 milhões de euros.
Trata-se de um “gentleman agreement”, um memorando de entendimento em que a empresa oferece-se a fazer o estudo gratuitamente e, caso os resultados obtidos sejam satisfatórios e haja interesse de se avançar com o projecto, o governo poderá fazer uma adjudicação directa dos trabalhos de construção do metro a esta empresa, já que terão arriscado os seus capitais a fazer o estudo. Ou seja, numa situação como esta, a empresa italiana, no fim dos trabalhos, goza daquilo que se chama “direitos de preferência” e para que lhe seja adjudicada a construção das obras não é necessário que haja um concurso público.
Porém, o facto desta empresa italiana realizar o estudo de viabilidade não significa que obrigatoriamente seja ela a fazer os trabalhos de construção do metro, caso a proposta financeira final não agrade o executivo e os respectivos municípios. Aliás, o país soube que existem empresas privadas que já realizaram estudos similares e os referidos resultados estão na posse do município de Maputo, nos quais se concluiu que há condições para a introdução do metro nestas autarquias.
O ministro dos Transportes e Comunicações, Paulo Zucula, que testemunhou o acto da assinatura do memorando, revelou nos que, geralmente, em trabalhos do género, o valor que se avança para o projecto inicial, 15 por cento, é relativo aos custos do estudo de viabilidade. Isto é, neste caso concreto, cerca de 10 milhões de dólares seriam o custo do estudo que será feito, já que os italianos falam de 50 milhões de euros para o projecto inicial. Entretanto, tal como disse Simango, na ocasião, a viabilidade do projecto dependerá do estudo a ser feito.
O PAÍS
22 Março 2011
TIAGO VALOI
Como forma de minimizar o crónico problema de transporte
Para o efeito, as duas autoridades municipais assinaram um memorando de entendimento com uma empresa italiana, no qual esta compromete-se a realizar um estudo de viabilidade do projecto.
As autoridades municipais de Maputo e Matola estão a estudar a possibilidade de introdução de um sistema de transporte eléctrico, mais conhecido por metro, de superfície nas suas respectivas cidades, como forma de minimizar o já crónico dilema de transporte, que desde Dezembro passado tornou-se característica peculiar destas autarquias.
Com efeito, os presidentes dos conselhos municipais de Maputo, David Simango, e Matola, Arão Nhancale, assinaram, ontem, um memorando de entendimento com uma empresa italiana denominada SALCEF CONSTRUZION EDILI E FERROVIARIE, no qual esta última se compromete a fazer um estudo de viabilidade sobre a possibilidade de introdução de metro nestas cidades.
É um estudo que se revela extremamente importante para a tomada de decisão favorável ou não para o avanço do projecto, já que para ambos os presidentes dos municípios é consensual que o sistema de transporte eléctrico seja uma das soluções viáveis para a minimização do problema.
Prevê-se que os trabalhos para a realização do estudo tenham uma duração de quatro meses.
Os italianos não revelaram os custos envolvidos nos tais trabalhos, porque o dinheiro não vai ser desembolsado pelos municípios nem pelo governo moçambicano, mas sim pelas suas instituições. Ademais, avançaram que o projecto inicial para a construção do sistema de transporte eléctrico está avaliado em cerca de 50 milhões de euros.
Trata-se de um “gentleman agreement”, um memorando de entendimento em que a empresa oferece-se a fazer o estudo gratuitamente e, caso os resultados obtidos sejam satisfatórios e haja interesse de se avançar com o projecto, o governo poderá fazer uma adjudicação directa dos trabalhos de construção do metro a esta empresa, já que terão arriscado os seus capitais a fazer o estudo. Ou seja, numa situação como esta, a empresa italiana, no fim dos trabalhos, goza daquilo que se chama “direitos de preferência” e para que lhe seja adjudicada a construção das obras não é necessário que haja um concurso público.
Porém, o facto desta empresa italiana realizar o estudo de viabilidade não significa que obrigatoriamente seja ela a fazer os trabalhos de construção do metro, caso a proposta financeira final não agrade o executivo e os respectivos municípios. Aliás, o país soube que existem empresas privadas que já realizaram estudos similares e os referidos resultados estão na posse do município de Maputo, nos quais se concluiu que há condições para a introdução do metro nestas autarquias.
O ministro dos Transportes e Comunicações, Paulo Zucula, que testemunhou o acto da assinatura do memorando, revelou nos que, geralmente, em trabalhos do género, o valor que se avança para o projecto inicial, 15 por cento, é relativo aos custos do estudo de viabilidade. Isto é, neste caso concreto, cerca de 10 milhões de dólares seriam o custo do estudo que será feito, já que os italianos falam de 50 milhões de euros para o projecto inicial. Entretanto, tal como disse Simango, na ocasião, a viabilidade do projecto dependerá do estudo a ser feito.