View Full Version : Lisboa | Parque Subterrâneo na Praça D.Luis I - Mercado da Ribeira e Cais do Sodré
TeKnO_Lx April 28th, 2011, 08:24 PM http://www.cm-lisboa.pt/?idc=480&idi=57261
[2011-04-20]
Condicionamentos e alterações de trânsito - Praça D. Luís I e seus acessos
Devido às obras de construção de um parque de estacionamento subterrâneo na Praça D. Luís I, a ter início na noite do próximo dia 26 para 27 de Abril de 2011, irão ocorrer os seguintes condicionamentos de trânsito:
- Será fechado ao trânsito o arruamento situado a norte da Praça D. Luís I, ficando os arruamentos laterais, nascente e poente, a funcionar como impasses, com entrada pela lateral da Av. 24 de Julho.
- O acesso á Av. 24 de Julho e Cais do Sodré, que era feito pela Praça D. Luís I, passa a ser feito através do Boqueirão dos Ferreiros.
- A Rua D. Luís I fica fechada ao trânsito, no cruzamento com o Boqueirão dos Ferreiros.
- A Rua da Moeda, será fechada ao trânsito, no cruzamento com a Praça D. Luís I, ficando a funcionar como um impasse e mantendo-se o acesso aos Correios.
- O trânsito proveniente da Rua da Ribeira Nova, será todo desviado para a Travessa do Carvalho e Rua de S. Paulo, sendo o acesso à Av. 24 de Julho e cais do Sodré, feito através do Boqueirão dos Ferreiros.
- O acesso à Av. D. Carlos I e Largo de Santos será feito pela Travessa do Carvalho, Rua de S. Paulo e Boavista, ou pela Av. 24 de Julho, através do Boqueirão dos Ferreiros.
Prevê-se que os trabalhos se prolonguem por um período de quinze meses durante o qual se irão manter os presentes condicionamentos de trânsito.
:applause:
sobre este assunto recuperei isto:
Lisboa | Renovação do Mercado da Ribeira
A Câmara Municipal de Lisboa pretende revitalizar o Mercado da Ribeira, tornando-o num importante pólo de atracção local, turístico, cultural e gastronómico; numa peça fundamental na futura requalificação do Eixo Terreiro do Paço – Ribeira das Naus – Cais do Sodré – Av. 24 de Julho.
Nesse sentido, está a decorrer um Concurso Público, com publicidade internacional, para a concessão da exploração do piso 1 e de parte delimitada da nave oeste do rés-do-chão do Mercado. O futuro concessionário passará a dispor também de uma área de esplanada no exterior, e de um quiosque, também com esplanada, no jardim da praça D. Luís I. O objectivo é manter a actual área de mercado de frescos, que ocupa uma parte substancial do piso 0, revitalizando o restante mercado, de modo a atrair mais clientes e visitantes.
Para ser o ‘Mercado dos Mercados’, o Mercado da Ribeira terá de atrair novos públicos e alargar o seu leque de ofertas. Ou seja, não se afastando da sua actividade de referência, a venda de produtos alimentares frescos, o Mercado terá, por um lado, de alargar, de modo atractivo e competitivo, a sua actividade comercial a outros produtos e, por outro lado, de dotar-se de outro tipo de valências aptas a chamar a si o interesse e a procura da população.
Para alcançar tais objectivos, a par com a actividade que já desenvolve, o Mercado da Ribeira terá de tornar-se num centro de relevância na aquisição de produtos alimentares e gastronómicos de referência e excelência, nomeadamente gourmets, e num centro gastronómico, lúdico, cultural, turístico, de animação e até de trabalho ou de formação, de modo a tornar-se num equipamento de constante procura e satisfação dos mais dispares interesses, sem, contudo, o esvaziar da sua identidade.
Este concurso será a primeira acção de uma estratégia mais vasta da autarquia para todos os Mercados Municipais, que pretende reaproximar a população destes locais de comércio de proximidade e de bens de qualidade. Esta reforma inicia-se pelo Mercado da Ribeira, por se tratar de uma referência na cidade de Lisboa e por estar previsto, como é sabido, a requalificação de toda a sua zona envolvente. Com efeito, encontra-se em fase de arranque o Plano de Recuperação do Eixo Cais do Sodré - Santos, no qual se prevê o reperfilamento da Av. 24 de Julho e a construção de um parque de estacionamento automóvel subterrâneo na parte Norte do jardim D. Luís, entre outras intervenções importantes.
O concurso prevê a execução de várias obras de melhoramento no edifício, a cargo do concessionário, tais como iluminação, substituição de pavimentos, climatização, etc., que permitirão acolher melhor clientes e visitantes.
Mais informações e apresentação de propostas até 30 de Setembro de 2010 em
[2010-08-16]
http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=1196149
Filipe_Teixeira April 28th, 2011, 11:10 PM nao estou a ver que praça é essa..
fred_mendonca April 28th, 2011, 11:18 PM É a praça que fica do lado esquerdo do mercado da Ribeira. Tem um jardim e um edifício grande dos Correios.
RoadsterRunner April 29th, 2011, 01:24 PM É desta que as pessoas vão definitivamen te deixar de passar ali.
Aquilo agora já é tão bom ... com esses contrangimentos deve de ficar um mimo.
3 horas para ir de Santos a Stª Apolónia ...
Barragon April 30th, 2011, 06:31 PM Podias ter metido nos projectos de Lisboa?
Ricardo_PT April 30th, 2011, 06:41 PM Vai ser aqui?
http://3.bp.blogspot.com/_vMZxJeLUiJQ/TDTBhvfOoEI/AAAAAAAADuI/GlFoPkJrFcQ/s1600/4-PraaDomLuisI-skyscrapercity.jpg
Mayombe April 30th, 2011, 06:44 PM Será que este projecto também vai meter água? Literalmente...! Como o do metro mesmo ali ao lado.
Ricardo_PT April 30th, 2011, 06:50 PM Será que este projecto também vai meter água? Literalmente...! Como o do metro mesmo ali ao lado.
Não.
visconde May 1st, 2011, 03:11 PM esta gente adora fazer buracos onde nao deve
Paulo.Santos May 1st, 2011, 03:31 PM É sempre bom mais um parque de estacionamento, mas já há tantos lugares na Avenida 24 de Julho.
Pelo menos, para quem anda na etic vai ser bom.
JohnnyMass May 1st, 2011, 03:46 PM Que bom, mais um jardim histórico lisboeta que vai ser destruído a troco de mais carros e poluição... :ohno:
Filipe_Teixeira May 1st, 2011, 04:04 PM nao acredito que destruam aquele jardim..
JohnnyMass May 2nd, 2011, 02:04 AM só se o parque for debaixo das ruas, mas isso seria muito à frente para um país como o nosso.
Viriatuus May 2nd, 2011, 02:07 AM Vao deitar abaixo o jardim??? Onde pa'ra este pai's...?:ohno:
TeKnO_Lx May 2nd, 2011, 11:50 AM até agora só vi os arruamentos e a rua/praça da parte superior do jardim afectados
Aspire May 2nd, 2011, 12:54 PM Espero que não façam ali o parque, existe muito estacionamento na zona e é bem servida de transportes.
TeKnO_Lx May 2nd, 2011, 12:55 PM E você, sabia que aqui vai nascer um parque subterrâneo de 4 pisos?
Não se trata de parque dissuasor porque é dentro do centro histórico da cidade, ainda por cima em cima do interface da linha do Cais do Sodré, pelo que atrairá mais carros para onde não devem ir mais. Não liberta estacionamento à superfície. No entanto, alguém ao tempo da Sra. Gabriela Seara (2006) se lembrou (e quantas vezes não se lembrou durante esse período) de esventrar a Praça Dom Luís I. O promotor era/e a Serparque (grupo Emparque da A. Silva & Silva e por aí fora). Pois parece que afinal lá voltamos a ter que dançar a dança!
http://cidadanialx.blogspot.com/2010/10/e-voce-sabia-que-aqui-vai-nascer-um.html
RoadsterRunner May 2nd, 2011, 03:07 PM Com as obras é óbvio que o jardim vai à vida, e provavelmente depois põem pedra por cima, qualquer coisa do género da Praça da Figueira, por exemplo.
O que não faltam são espaços livres junto ao mercado e na Av 24 de Julho para se fazerem silos de estacionamento, o que sairia muito mais barato e demoraria muito menos tempo a ser construído.
Grande Costa, é sempre a fazer m***a ...
:bash:
PS - Além disso quem tem conhecimento do que se teve de fazer aos edificios envolventes quando da construção do ML para o Cais do Sodré, apenas pode prever ou uma desgraça ou várias décadas para a construção deste parque subterrâneo, pagas a peso de ouro claro está.
Grande Costa ...
:bash:
tomsss May 2nd, 2011, 04:13 PM É incrível como conseguem criar necessidade de mais 4 pisos para enfiar carros... Só se disserem que vão acabar com lugares à superfície, como esses à volta do parque e à frente do mercado, e alargar os passeios.
Marco Bruno May 2nd, 2011, 04:25 PM Se for para cortar essas árvores adultas, não vale a pena construir o parque.
jpfg May 3rd, 2011, 12:55 AM Update dia 02-05-2011:
http://img508.imageshack.us/img508/9009/img0914j.jpg (http://img508.imageshack.us/i/img0914j.jpg/)
http://img706.imageshack.us/img706/84/img0913vh.jpg (http://img706.imageshack.us/i/img0913vh.jpg/)
Que raio, pensava que tinha tirado mais fotos...
trigger7 May 3rd, 2011, 02:03 AM Se for para cortar essas árvores adultas, não vale a pena construir o parque.
Concordo, as árvores são grandes demais para as cortar. Vê-se que já têm várias décadas.
Paulo.Santos May 3rd, 2011, 02:27 PM Realmente, é pena perder-se um jardim destes, vamos ver o que vão fazer neste local no final da obra.
SilverArrowPT May 3rd, 2011, 04:29 PM Pessoal, uma ajuda.
Há coisa de 1 mês vi um projecto para a praça do cais do sodré num jornal, em que era proposto uma alteração viária ali na zona.
Mas não encontro nada na net nem aqui no fórum.
Paulo.Santos May 3rd, 2011, 06:19 PM Pessoal, uma ajuda.
Há coisa de 1 mês vi um projecto para a praça do cais do sodré num jornal, em que era proposto uma alteração viária ali na zona.
Mas não encontro nada na net nem aqui no fórum.
Será isto?
http://www.skyscrapercity.com/showpost.php?p=72885589&postcount=215
AZT2009 May 3rd, 2011, 09:12 PM Este parque será bom para a estação intermodal.
Filipe_Teixeira May 3rd, 2011, 10:26 PM já?? para fazer parques subterrâneos é que eles são rapidos!!
Aspire May 3rd, 2011, 11:12 PM É que ainda por cima nessa zona não a uma falta de estacionamento crónica. Quer de noite quer de dia.
Bem..no final pode ser que o jardim fique aprazível.
TeKnO_Lx May 3rd, 2011, 11:35 PM de noite não vai dar jeito, tendo em conta a zona do Cais de Sodré /Bairro Alto e as discotecas/bares?
Filipe_Teixeira May 4th, 2011, 12:04 AM de noite os outros parques de estacionamento subterrâneo da zona estão sempre cheios
TeKnO_Lx May 4th, 2011, 12:08 AM sim, também tenho essa ideia. vejo mais a utilidade deste parque de noite. só espero que tenha lugares reservados para moradores.. saiu muito pouca informação sobre este parque. vai ter 4 pisos. no entanto vi esta noticia de 2009
Emparque vai investir 30 milhões de euros até final de 2010
NEGÓCIOS
29/07/09, 09:21
OJE/Lusa
A Emparque, empresa que gere parques de estacionamento e que esta semana adquiriu a congénere espanhola Cintra, vai investir de cerca de 30 milhões de euros até ao final de 2010, disse à Lusa o presidente da empresa.
"Temos um plano de investimentos em Portugal e Espanha de cerca de 30 milhões de euros para este ano e o próximo", disse em entrevista à agência Lusa Pedro Mendes Leal, adiantando que "80%" deste montante será aplicado em Espanha.
O presidente da empresa explicou que este plano de investimento inclui apenas "os estacionamentos que já estão em construção ou que vão começar a ser construídos", não tendo em conta "novas operações que podem aparecer".
A Emparque tem conhecimento destas oportunidades mas, para já, a prioridade é a definição da nova estrutura organizativa de empresa ibérica, que, segundo Pedro Mendes Leal, deverá estar concluída "até ao final do ano".
Por isso, "de imediato, não se antevê qualquer aquisição", disse o responsável, salientando que, depois da compra da Cintra, concluída na segunda-feira, a estratégia da empresa passa pelo "crescimento orgânico".
Na sequência da aquisição da Cintra, a Emparque passa a ser gerir um total de 370.00 lugares de estacionamento em cinco países: Portugal, Espanha, Reino Unido, Turquia e Andorra.
"Temos de concentrar-nos na consolidação das nossas posições de mercado na Península Ibérica, analisar o mercado inglês e continuar a investir no mercado de Istambul, onde somos o operador e temos um espaço muito grande para nos desenvolvermos", disse.
Pedro Mendes Leal salientou que o mercado espanhol é "muito dinâmico" e tem um "potencial de crescimento muito grande", avançando que a Emparque apostará na requalificação de alguns estacionamentos.
Já em Portugal, a Emparque está a construir três parques de estacionamento em Gaia e aguarda "as aprovações" para poder construir três novos parques em Lisboa (Praça D.Luís, Rua Alves Redol, e Avenida Duque de Loulé).
O presidente da Emparque afirmou que a aquisição da Cintra por 450 milhões de euros, que demorou "cerca de oito a nove meses", foi financiada em 40% por capitais próprios e em 60% por "capitais alheios".
A operação foi apoiada pela Caixa Banco de Investimento (Caixa BI) e Banco Espírito Santo de Investimento (BESI) e envolveu um sindicato bancário formado, além destes, pelos bancos Santander, BCP, BPI e Banif Investimento, Caja Madrid e BBVA.
O presidente da Emparque salientou que a obtenção de financiamento, que "não foi fácil", apenas foi possível "graças ao reconhecimento da competência das equipas da Emparque e da Cintra, ao tipo de activo e às evidentes oportunidades" desta operação, nomeadamente "sinergias, ganhos de competência e de escala".
Ricardo_PT May 4th, 2011, 01:53 AM Qual é o próximo jardim a ser destrui.. requalificado?
Reflex May 4th, 2011, 03:40 AM Nao sei, mas ja nao sobram muitos...
JMGP May 4th, 2011, 10:43 AM Será que isto será para servir a sede da EDP?
SilverArrowPT May 4th, 2011, 11:30 AM Será isto?
http://www.skyscrapercity.com/showpost.php?p=72885589&postcount=215
É isso mesmo. Muito Obrigado! :banana:
Theseus_Tmdx May 5th, 2011, 10:53 AM 2011 o ataque do Taipal http://img600.imageshack.us/img600/6999/foto0073j.jpg!http://img684.imageshack.us/img684/387/foto0076yx.jpg
Afinal como é que isto vai ficar, sempre temos jardim ou só empedrado?
SAUDAÇÕES CONSTRUTIVAS
TeKnO_Lx May 5th, 2011, 10:55 AM mas esses taipais abarcam o jardim tb? não percebi
Aspire May 5th, 2011, 12:39 PM Voçes estão-se apenas a referir as noites de sexta e sábado, e nos restantes dias? Não é díficil estacionar por ali. Acresce que o pessoal dos CTT já foi quase todo para a Expo. Sinceramente vejo a utilidade do estacionamento muito reduzida a não ser que seja para moradores.
RoadsterRunner May 5th, 2011, 01:21 PM Voçes estão-se apenas a referir as noites de sexta e sábado, e nos restantes dias? Não é díficil estacionar por ali. Acresce que o pessoal dos CTT já foi quase todo para a Expo. Sinceramente vejo a utilidade do estacionamento muito reduzida a não ser que seja para moradores.
E mesmo para os moradores se fizerem ali o que fizeram no parque de Campolide (por exemplo), tambem de nada servirá ...
Theseus_Tmdx May 5th, 2011, 01:38 PM Todo o jardim, área envolvente (estrada nas 4 confrontações) e inclusivamente a parte da frente do edificio dos correios , caíram vitima dos taipais .
A zona está inacessível por qualquer lado, a pé ou de carro.
trigger7 May 5th, 2011, 01:50 PM Voçes estão-se apenas a referir as noites de sexta e sábado, e nos restantes dias? Não é díficil estacionar por ali. Acresce que o pessoal dos CTT já foi quase todo para a Expo. Sinceramente vejo a utilidade do estacionamento muito reduzida a não ser que seja para moradores.
E agora a Av. 24 de Julho já só tem 2 faixas em cada sentido e a terceira agora é estacionamento. Aquela zona não precisa.
rbaps May 5th, 2011, 10:14 PM E mesmo para os moradores se fizerem ali o que fizeram no parque de Campolide (por exemplo), tambem de nada servirá ...
Verdade. Continuam as ruas cheias de carros que é uma coisa incrível, e foi o pretexto ideal para a Carris na altura acabar com o eléctrico 24 e nunca mais o repor.
luisribeiro May 7th, 2012, 05:46 AM Rampa de lançamento naval do séc. XVI descoberta em Lisboa - I
Os arqueólogos encontraram uma enorme rampa de lançamento de barcos do séc. XVI junto ao mercado da Ribeira, em Lisboa, feita com troncos de madeira sobrepostos.
A rampa estava enterrada no lodo debaixo da Praça D. Luís, a seis metros de profundidade, tem uma área de 300 metros quadrados e deve estar associada a um estaleiro naval.
Nessa época o País procurava tirar proveito dos Descobrimentos e, para trazer o ouro e o marfim da costa africana e a pimenta da Índia, investia na construção naval, tendo a zona ribeirinha da cidade sido transformada num espaço de estaleiros.
Marta Macedo, uma das responsáveis da escavação efectuada pela empresa de arqueologia 'Era', considera que o achado "é impressionante: é muito difícil encontrar estruturas de madeira em tão bom estado".
Entre os artefactos recolhidos estão uma bala de canhão, restos de cerâmica e uma âncora com cerca de quatro metros de comprimento, além de cordame de barco.
Como a escavação ainda não terminou, os arqueólogos acalentam a esperança de descobrirem, em níveis mais profundos, algum barco submerso no lodo, como já sucedeu no Cais do Sodré e também no Largo do Corpo Santo e na Praça do Município¹, localizados na vizinhança.
Os técnicos do Instituto Português do Património Arquitectónico e Arqueológico foram chamados a acompanhar as escavações que estão a ser feitas no âmbito da construção de um parque de estacionamento subterrâneo.
No séc. XVI a zona entre o mercado da Ribeira e Santos era uma praia fluvial. A História de Portugal coordenada por José Mattoso e Romero Magalhães narra que, poucos anos após a primeira viagem de Vasco da Gama à India, "a zona ribeirinha da cidade é devassada pelos empreendimentos do monarca [D. Manuel I] e dos grandes armadores".
Tendo surgido conflitos com a Câmara de Lisboa, em 1515 o rei retirou ao município a liberdade de dispor das áreas ribeirinhas para outros fins que não os relacionados com o apetrecho e reparação das naus. São as chamadas tercenas, locais dedicados à função naval e representados em vários mapas da época.
Um relatório preliminar dos trabalhos arqueológicos, que decorrem na actual freguesia de S. Paulo, descreve a transformação de um aglomerado de pescadores, fora dos limites da cidade de Lisboa, num espaço importante para a diáspora:
"A expansão ultramarina contribuiu para uma reestruturação do espaço urbano de Lisboa, que se organiza desde então a partir de um novo centro: a Ribeira". Em redor do Paço Real reúnem-se os edifícios administrativos. "É na zona ocidental da Ribeira que a partir das doações de D. Manuel se irão instalar os grandes mercadores e a nobreza ligada aos altos funcionários de Estado, que irão auxiliar o rei (...) na expansão ultramarina e na centralização do poder."
A escavação detectou ainda restos de outras estruturas mais recentes: uma escadaria e um paredão do Forte de S. Paulo, um baluarte da artilharia costeira construído no âmbito das lutas da Restauração, no séc. XVII; vestígios do cais da Casa da Moeda, local onde se cunhava o metal usado nas transacções; e fornalhas da Fundição do Arsenal Real, uma unidade industrial da segunda metade do séc. XIX.
Alexandre Sarrazola, outro responsável pelos trabalhos, salienta que "esta escavação vai permitir conhecer três séculos de história portuária", acreditando que algumas das peças encontradas poderão vir a ser salvaguardadas e integradas no projecto do estacionamento, como já sucedeu com os vestígios do parque de estacionamento subterrâneo do Largo Camões.
"Face ao desconhecimento do que ainda pode vir a ser encontrado por baixo da estrutura de madeira do séc. XVI está tudo em aberto", acrescenta, mas a decisão final caberá ao Instituto do Património Arquitectónico e Arqueológico.
No entanto, a subdirectora do instituto, Catarina de Sousa, diz que as estruturas encontradas são muito interessantes, mas perecíveis, pelo que a sua conservação e musealização na Praça D. Luís é "praticamente inviável".
Impõe-se esta pergunta: Quantas rampas navais do séc. XVI existem no mundo?
luisribeiro May 7th, 2012, 05:47 AM Rampa de lançamento naval do séc. XVI descoberta em Lisboa - II
Recentemente os arqueólogos encontraram uma enorme rampa de lançamento de barcos do séc. XVI junto ao mercado da Ribeira, em Lisboa, feita com troncos de madeira sobrepostos.
A rampa estava enterrada no lodo debaixo da Praça D. Luís, a seis metros de profundidade, tem uma área de 300 metros quadrados e está associada a um estaleiro naval.
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Agora foi descoberto que a camada mais funda da estrutura de madeira é composta por peças de navio reaproveitadas.
"Nunca encontrámos nada de semelhante em Portugal, e mesmo no resto do mundo não é um achado muito comum desta época", afirma António Bettencourt, o arqueólogo do Centro de História de Além-Mar, Universidade Nova de Lisboa, chamado pela empresa privada que está a fazer as escavações para acompanhar os trabalhos.
Que barco seria este e por que razão foi reciclado? Seria uma nau, uma caravela, um galeão? Pode ser uma embarcação do séc. XVI ou XVII. Se for do séc. XVII, trata-se de uma época em que o desenvolvimento acelerado da construção naval começava a ter nefastas consequências nas florestas europeias.
"O abate das espécies mais procuradas fazia-se a um ritmo superior ao tempo necessário à recuperação da mancha florestal (...) O tempo das caravelas aproximava-se do fim", descreve José Mattoso na História de Portugal. Além da pirataria, foi a escassez de madeira que causou a progressiva decadência das rotas da navegação comercial nas quais se baseava a economia portuguesa da época.
Os barrotes de pinho, sobreiro e carvalho vão ser analisados um a um. Depois, alguns serão depositados outra vez em lodo, mas na margem Sul do Tejo, enquanto outros serão conservados nos serviços do Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (Igespar).
O Laboratório de Dendrocronologia do Instituto Superior de Agronomia, Universidade Técnica de Lisboa, também foi chamado para ajudar na avaliação da idade apesar de, em Portugal, ainda não ter sido criado um padrão de tempo de crescimento das árvores baseado nos anéis do tronco.
Os arqueólogos esperam encontrar mais vestígios debaixo dos pedaços de barco.
Para já, as descobertas da Praça D. Luís vão originar um projecto de investigação e serão o tema de uma palestra no Museu da Cidade, em 17 de Maio, a que se seguirá outra no Padrão dos Descobrimentos em 2 de Junho.
http://cidadelusa.blogspot.pt/2012/03/rampa-de-lancamento-de-barcos-do-sec.html
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