Marco Bruno
September 25th, 2004, 03:13 PM
Vai Nascer Uma Nova "Torre" na Zona das Antas
Por ANDREA CUNHA FREITAS
Sábado, 25 de Setembro de 2004
O edifício sempre esteve previsto no desenho da autoria da equipa "Risco", liderada pelo arquitecto Manuel Salgado, que elaborou o Plano de Pormenor das Antas (PPA). No entanto, esta "nova torre" terá passado despercebida durante a acesa discussão pública que o documento provocou. Trata-se de um prédio destinado a "serviços" de proporções "semelhantes" à conhecida Torre das Antas mas que, no entanto, deverá ficar a cota bastante inferior, o que atenuará os efeitos visuais que eventualmente poderiam ser provocados pela grande dimensão. "É muito diferente da Torre das Antas, que não tem espaço, que é um edifício que não respira", realçou ontem Manuel Salgado, situando a futura construção junto da Estação do Dragão, nas Antas. Manuel Salgado foi um dos nove arquitectos, entre oradores e moderadores, que ontem participaram no encontro nacional intitulado "Cidade que temos, cidade que queremos".
"Não lhe chame outra torre das Antas. Se quiser chame-lhe Torre de S. Roque", apressou-se a avisar Manuel Salgado, talvez com alguma ironia, dado que a Torre das Antas foi muito contestada pelas suas dimensões. O que é facto é que o PPA prevê mais um edifício de grandes proporções junto à estação de metro do Dragão. A aparente contradição surge quando Manuel Salgado considera que "se fosse hoje, provavelmente, a Torre das Antas não se faria" e, por outro lado, propõe a construção de um prédio (para albergar serviços e outras componentes) na área de intervenção do PPA. "É muito diferente", assegura o arquitecto, separando as águas e realçando que o prédio não irá nunca surgir isolado mas antes integrado numa lógica "crescente" de construção e, além disso, inserido numa zona com uma cota bastante inferior à Torre das Antas
Aliás, segundo uma das respostas às muitas questões suscitadas durante o período de discussão pública deste plano, o arquitecto já abordava o assunto quando se referiu à decisão de fixar a cota de 160 metros para os novos edifícios a implantar nesta área. "Esta opção do plano significa estabelecer um plano horizontal que passa pela parte mais alta do corpo principal da Igreja das Antas, acima do qual não é permitida nenhuma construção, com excepção de um edifício singular junto a S. Roque da Lameira", escrevia Manuel Salgado, esclarecendo ainda que "como o terreno desce da Avenida Fernão de Magalhães até ao cruzamento da Rua de S. Roque com a VCI, cerca de 60 metros, isto significa que os novos edifícios podem ter um máximo de quatro pisos junto à Avenida Fernão Magalhães e um máximo de 20 pisos junto à VCI".
A nova torre a surgir nas Antas é apenas um dos muitos elementos previstos no PPA que esperam pela "iniciativa de promotores". Falta o pavilhão multi-usos que, segundo Manuel Salgado, "neste momento está a ser posto em causa", o centro comercial, edifícios de habitação e comércio, o hotel e ainda um "equipamento no topo da Fernão Magalhães que vai ser funcionar com um remate" e disfarçar a "criticada presença excessiva da igreja em relação ao estádio". No fundo, de todo o PPA foi cumprido o projecto do estádio e das acessibilidades. No meio de tudo isto, ainda falta nascer muita cidade nas Antas.
O regresso a 2001 e o metro
Muitas críticas e algumas surpresas foi o resultado do primeiro dia do debate onde se discutiram os principais projectos desenvolvidos no Porto numa sessão subordinada ao tema "Os arquitectos construtores de cidades". A discussão começou centrada na Baixa com a intervenção dos arquitectos que estiveram envolvidos na execução do plano do Porto - capital da Cultura 2001 - Sérgio Fernandez, Alexandre Alves Costa (resposnáveis pela zona de Sá da Bandeira) Camilo Cortesão e Mercês Vieira (Cordoaria), Adalberto Dias (Batalha) e Virgínio Moutinho (Carlos Alberto). Entre as muitas críticas ficou a acusação comum: os projectos estão por concluir e, por isso, foram desvirtuados, alguns foram mal executados e falta o eléctrico que funcionaria como um dos principais elementos unificadores do plano de requalificação urbana 2001. O debate partiu então para os trilhos do Metro do Porto, numa intervenção conduzida pelo arquitecto Souto Moura. Avançando com algumas novidades sobre o projecto (ver página XXX desta edição), o arquitecto defendeu ainda a ideia de que os planos pormenorizados devem ser mais valorizados do que um insttrumento global como o Plano Director Municipal. E não deixou escapar a oportunidade para deixar um crítica ao avanço "mais complicado" do projecto na cidade do Porto, enquanto que na Maia e em Matosinhos tudo será "mais fácil" e estará a "correr bem".
http://jornal.publico.pt/2004/09/25/LocalPorto/LP05.html
é esta ao pé da estrada
http://img39.photobucket.com/albums/v119/rael_portugal/Torres/porto_fg.jpg
Por ANDREA CUNHA FREITAS
Sábado, 25 de Setembro de 2004
O edifício sempre esteve previsto no desenho da autoria da equipa "Risco", liderada pelo arquitecto Manuel Salgado, que elaborou o Plano de Pormenor das Antas (PPA). No entanto, esta "nova torre" terá passado despercebida durante a acesa discussão pública que o documento provocou. Trata-se de um prédio destinado a "serviços" de proporções "semelhantes" à conhecida Torre das Antas mas que, no entanto, deverá ficar a cota bastante inferior, o que atenuará os efeitos visuais que eventualmente poderiam ser provocados pela grande dimensão. "É muito diferente da Torre das Antas, que não tem espaço, que é um edifício que não respira", realçou ontem Manuel Salgado, situando a futura construção junto da Estação do Dragão, nas Antas. Manuel Salgado foi um dos nove arquitectos, entre oradores e moderadores, que ontem participaram no encontro nacional intitulado "Cidade que temos, cidade que queremos".
"Não lhe chame outra torre das Antas. Se quiser chame-lhe Torre de S. Roque", apressou-se a avisar Manuel Salgado, talvez com alguma ironia, dado que a Torre das Antas foi muito contestada pelas suas dimensões. O que é facto é que o PPA prevê mais um edifício de grandes proporções junto à estação de metro do Dragão. A aparente contradição surge quando Manuel Salgado considera que "se fosse hoje, provavelmente, a Torre das Antas não se faria" e, por outro lado, propõe a construção de um prédio (para albergar serviços e outras componentes) na área de intervenção do PPA. "É muito diferente", assegura o arquitecto, separando as águas e realçando que o prédio não irá nunca surgir isolado mas antes integrado numa lógica "crescente" de construção e, além disso, inserido numa zona com uma cota bastante inferior à Torre das Antas
Aliás, segundo uma das respostas às muitas questões suscitadas durante o período de discussão pública deste plano, o arquitecto já abordava o assunto quando se referiu à decisão de fixar a cota de 160 metros para os novos edifícios a implantar nesta área. "Esta opção do plano significa estabelecer um plano horizontal que passa pela parte mais alta do corpo principal da Igreja das Antas, acima do qual não é permitida nenhuma construção, com excepção de um edifício singular junto a S. Roque da Lameira", escrevia Manuel Salgado, esclarecendo ainda que "como o terreno desce da Avenida Fernão de Magalhães até ao cruzamento da Rua de S. Roque com a VCI, cerca de 60 metros, isto significa que os novos edifícios podem ter um máximo de quatro pisos junto à Avenida Fernão Magalhães e um máximo de 20 pisos junto à VCI".
A nova torre a surgir nas Antas é apenas um dos muitos elementos previstos no PPA que esperam pela "iniciativa de promotores". Falta o pavilhão multi-usos que, segundo Manuel Salgado, "neste momento está a ser posto em causa", o centro comercial, edifícios de habitação e comércio, o hotel e ainda um "equipamento no topo da Fernão Magalhães que vai ser funcionar com um remate" e disfarçar a "criticada presença excessiva da igreja em relação ao estádio". No fundo, de todo o PPA foi cumprido o projecto do estádio e das acessibilidades. No meio de tudo isto, ainda falta nascer muita cidade nas Antas.
O regresso a 2001 e o metro
Muitas críticas e algumas surpresas foi o resultado do primeiro dia do debate onde se discutiram os principais projectos desenvolvidos no Porto numa sessão subordinada ao tema "Os arquitectos construtores de cidades". A discussão começou centrada na Baixa com a intervenção dos arquitectos que estiveram envolvidos na execução do plano do Porto - capital da Cultura 2001 - Sérgio Fernandez, Alexandre Alves Costa (resposnáveis pela zona de Sá da Bandeira) Camilo Cortesão e Mercês Vieira (Cordoaria), Adalberto Dias (Batalha) e Virgínio Moutinho (Carlos Alberto). Entre as muitas críticas ficou a acusação comum: os projectos estão por concluir e, por isso, foram desvirtuados, alguns foram mal executados e falta o eléctrico que funcionaria como um dos principais elementos unificadores do plano de requalificação urbana 2001. O debate partiu então para os trilhos do Metro do Porto, numa intervenção conduzida pelo arquitecto Souto Moura. Avançando com algumas novidades sobre o projecto (ver página XXX desta edição), o arquitecto defendeu ainda a ideia de que os planos pormenorizados devem ser mais valorizados do que um insttrumento global como o Plano Director Municipal. E não deixou escapar a oportunidade para deixar um crítica ao avanço "mais complicado" do projecto na cidade do Porto, enquanto que na Maia e em Matosinhos tudo será "mais fácil" e estará a "correr bem".
http://jornal.publico.pt/2004/09/25/LocalPorto/LP05.html
é esta ao pé da estrada
http://img39.photobucket.com/albums/v119/rael_portugal/Torres/porto_fg.jpg