Fronteira Mao
September 27th, 2011, 08:16 AM
Setembro é mês de vazante na bacia amazônica, se por um lado a navegação é dificultada, por outro, a descida das águas é sinônimo de fartura de pescado. Este thread mostra um pouco da visita que fiz ao lago Janauacá a 110kms de Manaus, com direito a pesca do Tucunaré em lancha veloz.
A saída de Manaus foi de ajato, uma espécie de "buzão" dos rios, esta 1° parte da viagem foi demorada e com muitas paradas, principalmente no beiradão do Solimões.
http://farm7.static.flickr.com/6174/6187393264_4c1bc86da9_b.jpg
http://farm7.static.flickr.com/6175/6188407295_dac87e6d66_b.jpg
Depois de uma breve parada em outra estação hidroviária na orla de Manaus para abastecer e embarcar mais passageiros, seguimos para um canal de ligação entre o rio Negro e o rio Solimões, é o furo do Paracuuba.
http://farm7.static.flickr.com/6171/6187402088_0c1414df6c_b.jpg
Muitas comunidades ribeirinhas ao longo do Paracuuba, Solimões e paraná do Janauacá, nosso trajeto.
http://farm7.static.flickr.com/6151/6187504620_f47bc3bd86_b.jpg
O ajato não vai até a margem, ele para no meio do lago, rio ou paranás e recebe voadeiras que vem recolher mercadorias, outra voadeira que vem no reboque leva os passageiros até suas casas em vários locais do beiradão.
http://farm7.static.flickr.com/6174/6187546558_6e4c32b615_b.jpg
a8qik1RYkks
Chegamos, e lá vai embora nosso transporte, (R$ 20,00).
http://farm7.static.flickr.com/6178/6187064811_250e5a6aa8_b.jpg
Ficamos em uma ilha no lago Janauacá, a vizinhança é de algumas famílias de ribeirinhos e propriedades particulares de manauaras, algumas com boa estrutura.
http://farm7.static.flickr.com/6156/6187085865_cfb842376f_b.jpg
http://farm7.static.flickr.com/6160/6187141691_653b49614f_b.jpg
http://farm7.static.flickr.com/6166/6187167099_dfc9b5cc67_b.jpg
Encontrei esse besouro no jardim ao lado da casa, cheio de chifres e quase do tamanho da mão.
http://farm7.static.flickr.com/6157/6187707752_f4ee58130f_b.jpg
http://farm7.static.flickr.com/6167/6188367075_7d940d421f_b.jpg
Época de bacurí e cajú.
http://farm7.static.flickr.com/6174/6187769516_81095f02dd_b.jpg
http://farm7.static.flickr.com/6151/6188003232_afb66607fb_b.jpg
A lancha no pier da ilha vai nos levar aos locais de pesca.
http://farm7.static.flickr.com/6179/6187723790_a04e63ca2a_b.jpg
A lancha vai trocando de lugar conforme vamos avistando os peixes batendo no espelho d'água.
http://farm7.static.flickr.com/6166/6188029974_81ab9c7cbf_b.jpg
oOdg4Qv-HT0
Anoitecer pescando em uma das inumeras enseadas do lago.
http://farm7.static.flickr.com/6160/6187559209_6cd9f23ec4_b.jpg
O Tucunaré é a grande pescaria desse lago, alguns podem chegar a 10kgs, mas só pegamos uns menores.
http://farm7.static.flickr.com/6178/6187236675_fab71dd192_b.jpg
Descanso entre uma pescaria e outra que ninguém é de ferro.
http://farm7.static.flickr.com/6175/6187807194_26a96330fc_b.jpg
O melhor da viagem foi na volta, já no finalzinho da tarde, a lancha de motor Volvo 300Hp acelerou pelo lago, depois entrando no paraná do Janauacá com profundidade mínima, parecia que voavamos sobre a água, tudo pra chegarmos ao Solimões ainda com luz do dia e tentar o atalho do Paracuuba, perigoso nessa época do ano por causa da vazante.
F0Wc-2HQoGE
Quando chegamos ao furo do Paracuuba que faz a ligação do rio Solimões com o rio Negro, pra chegarmos a Manaus, já era noite e a escuridão dificultava encontrarmos a parte mais profunda do furo, o resultado foi que encalhamos algumas vezes, derrepente sardinhas saltavam pra dentro da lancha pois mesmo na escuridão podiamos ver alguns botos Tucuxís na água, o que faz os cardumes pularem pra fora, não sei como os botos nadam em águas tão razas.
4elJewhKr9Y
Levamos uns 40 minutos pra atravessar o Paracuuba em direção às águas mais profundas do rio Negro e tudo o que tinhamos era a iluminação da metrópole a frente. Se tivessemos escolhido o caminho mais longo, que é através do encontro das águas, não teriamos passado sufoco, pois lá as águas são profundas e a vazante não afeta tanto a navegação.
Em novembro as águas começam a subir, será o início da estação das chuvas e a navegação voltará a contar com os velhos atalhos. Obs: O Paracuuba já deve estar fechado pra embarcações como essa lancha que viajamos, somente rabetas devem estar passando, e quanto ao paraná que liga o Solimões ao lago Janauacá, também já deve estar fechado pra embacações maiores, de agora em diante tem que usar um ramal que chega até a BR 319 e de lá pode-se alcançar o Careiro pra chegar a Manaus via estrada, claro, até a subida das águas em novembro/dezembro.
Fotos e vídeos: Fronteira Mao
A saída de Manaus foi de ajato, uma espécie de "buzão" dos rios, esta 1° parte da viagem foi demorada e com muitas paradas, principalmente no beiradão do Solimões.
http://farm7.static.flickr.com/6174/6187393264_4c1bc86da9_b.jpg
http://farm7.static.flickr.com/6175/6188407295_dac87e6d66_b.jpg
Depois de uma breve parada em outra estação hidroviária na orla de Manaus para abastecer e embarcar mais passageiros, seguimos para um canal de ligação entre o rio Negro e o rio Solimões, é o furo do Paracuuba.
http://farm7.static.flickr.com/6171/6187402088_0c1414df6c_b.jpg
Muitas comunidades ribeirinhas ao longo do Paracuuba, Solimões e paraná do Janauacá, nosso trajeto.
http://farm7.static.flickr.com/6151/6187504620_f47bc3bd86_b.jpg
O ajato não vai até a margem, ele para no meio do lago, rio ou paranás e recebe voadeiras que vem recolher mercadorias, outra voadeira que vem no reboque leva os passageiros até suas casas em vários locais do beiradão.
http://farm7.static.flickr.com/6174/6187546558_6e4c32b615_b.jpg
a8qik1RYkks
Chegamos, e lá vai embora nosso transporte, (R$ 20,00).
http://farm7.static.flickr.com/6178/6187064811_250e5a6aa8_b.jpg
Ficamos em uma ilha no lago Janauacá, a vizinhança é de algumas famílias de ribeirinhos e propriedades particulares de manauaras, algumas com boa estrutura.
http://farm7.static.flickr.com/6156/6187085865_cfb842376f_b.jpg
http://farm7.static.flickr.com/6160/6187141691_653b49614f_b.jpg
http://farm7.static.flickr.com/6166/6187167099_dfc9b5cc67_b.jpg
Encontrei esse besouro no jardim ao lado da casa, cheio de chifres e quase do tamanho da mão.
http://farm7.static.flickr.com/6157/6187707752_f4ee58130f_b.jpg
http://farm7.static.flickr.com/6167/6188367075_7d940d421f_b.jpg
Época de bacurí e cajú.
http://farm7.static.flickr.com/6174/6187769516_81095f02dd_b.jpg
http://farm7.static.flickr.com/6151/6188003232_afb66607fb_b.jpg
A lancha no pier da ilha vai nos levar aos locais de pesca.
http://farm7.static.flickr.com/6179/6187723790_a04e63ca2a_b.jpg
A lancha vai trocando de lugar conforme vamos avistando os peixes batendo no espelho d'água.
http://farm7.static.flickr.com/6166/6188029974_81ab9c7cbf_b.jpg
oOdg4Qv-HT0
Anoitecer pescando em uma das inumeras enseadas do lago.
http://farm7.static.flickr.com/6160/6187559209_6cd9f23ec4_b.jpg
O Tucunaré é a grande pescaria desse lago, alguns podem chegar a 10kgs, mas só pegamos uns menores.
http://farm7.static.flickr.com/6178/6187236675_fab71dd192_b.jpg
Descanso entre uma pescaria e outra que ninguém é de ferro.
http://farm7.static.flickr.com/6175/6187807194_26a96330fc_b.jpg
O melhor da viagem foi na volta, já no finalzinho da tarde, a lancha de motor Volvo 300Hp acelerou pelo lago, depois entrando no paraná do Janauacá com profundidade mínima, parecia que voavamos sobre a água, tudo pra chegarmos ao Solimões ainda com luz do dia e tentar o atalho do Paracuuba, perigoso nessa época do ano por causa da vazante.
F0Wc-2HQoGE
Quando chegamos ao furo do Paracuuba que faz a ligação do rio Solimões com o rio Negro, pra chegarmos a Manaus, já era noite e a escuridão dificultava encontrarmos a parte mais profunda do furo, o resultado foi que encalhamos algumas vezes, derrepente sardinhas saltavam pra dentro da lancha pois mesmo na escuridão podiamos ver alguns botos Tucuxís na água, o que faz os cardumes pularem pra fora, não sei como os botos nadam em águas tão razas.
4elJewhKr9Y
Levamos uns 40 minutos pra atravessar o Paracuuba em direção às águas mais profundas do rio Negro e tudo o que tinhamos era a iluminação da metrópole a frente. Se tivessemos escolhido o caminho mais longo, que é através do encontro das águas, não teriamos passado sufoco, pois lá as águas são profundas e a vazante não afeta tanto a navegação.
Em novembro as águas começam a subir, será o início da estação das chuvas e a navegação voltará a contar com os velhos atalhos. Obs: O Paracuuba já deve estar fechado pra embarcações como essa lancha que viajamos, somente rabetas devem estar passando, e quanto ao paraná que liga o Solimões ao lago Janauacá, também já deve estar fechado pra embacações maiores, de agora em diante tem que usar um ramal que chega até a BR 319 e de lá pode-se alcançar o Careiro pra chegar a Manaus via estrada, claro, até a subida das águas em novembro/dezembro.
Fotos e vídeos: Fronteira Mao