View Full Version : Hidroanel Metropolitano de São Paulo
KASchramm April 1st, 2010, 08:28 PM Meta é usar o rio Tietê como alternativa para o transporte de cargas e projeto prevê intervenções em Barueri, Carapicuíba e Parnaíba
O governo do Estado deu o “pontapé” inicial para o projeto de criação de uma hidrovia, permitindo a navegação pelo rio Tietê. Foi assinado, no último dia 22, pelo Departamento Hidroviário do Estado de São Paulo, órgão da Secretaria Estadual dos Transportes, e a Petcon Planejamento um contrato para estudo de pré-viabilidade técnica, econômica e ambiental do hidroanel metropolitano.
O trabalho, de acordo com o departamento, vai avaliar as condições de intermodalidade no escoamento das cargas; as melhorias nos deslocamentos dos usuários dos sistemas viários; a compatibilidade dos investimentos para a implantação na área e os principais impactos ambientais. O estudo será desenvolvido pela Petcon em parceria com o Departamento de Engenharia Naval da USP e deverá ser entregue em sete meses, ao custo de R$ 1,2 milhão.
A idéia é utilizar os rios Tietê e Pinheiros como meio de transporte de cargas significa, visando aliviar do trânsito da região Metropolitana parte das 400 mil viagens de caminhão por dia ou 1 bilhão de toneladas de cargas/ano.
Atualmente o rio Tietê já possui 41 km navegáveis, com início na barragem de Edgard de Souza (Santana de Parnaíba), passando pela eclusa sob o Cebolão e finalizando na barragem da Penha (São Paulo), cujo projeto executivo para construção de uma eclusa no local deverá ser entregue em junho. Já o hidroanel vai acrescentar mais 14 km ao trecho navegável, totalizando 55 quilômetros.
Embora o projeto não esteja finalizado, estudos preliminares apontam intervenções em três cidades da região. Santana de Parnaíba, onde há um “degrau” de cerca de 200 metros no leito do rio, ganharia novas eclusas. Já Barueri, com sua estação de tratamento de esgoto, passaria a ser destino do lodo que será retirado do leio do rio, onde será instalada uma unidade industrial capaz de transformá-lo em blocos para a construção. E Carapicuiba, ao lado de São Bernardo e Guarulhos, é um dos pontos cotados para receber centrais de abastecimento (tipo Ceagesp) e de logística, no transporte das cargas, onde haveria ligação da hidrovia com os sistemas rodoviários e ferroviários.
Fonte (http://www.webdiario.com.br/?din=view_noticias&id=42548)
PHCastro April 1st, 2010, 08:53 PM Até que enfim deram início a um estudo mais sério sobre o hidroanel. Só espero que a implantação não seja a mesma novela do primo rodoviário.
superkyo April 2nd, 2010, 12:55 AM Só de pensar o tempo pra sair dá tristeza.
GuiBR April 2nd, 2010, 02:05 AM Mais uma da novela
ghml April 6th, 2010, 05:32 AM O Rodoanel mal sabemos se sairá até o final (Trecho norte). O Ferroanel com certeza ficará para depois de 2020 e demorará mais uns 20 anos para ficar pronto.
Sejamos realistas: o Hidroanel não fica pronto antes do ano 2040. Talvez com o nome Hidroanel José Serra.
dliossi April 20th, 2010, 06:48 PM Pelo ritmo que têm tomado as obras em São Paulo nos últimos anos, vejo que a forma como a notícia foi tratada vem daquele velho prazer que os tupiniquins têm de tomar qualquer anúncio do governo como motivo para reclamação e auto-vitimização.
Mas o governo de São Paulo tem demonstrado muito mais que isso.
Estou muito confiante.
Avante, São Paulo.
Paulistinha April 20th, 2010, 07:10 PM Tomara que saia, mas vai demorar um bocado... 2040? Acho que um pouco antes...
Sr. Mauá April 20th, 2010, 07:53 PM Virou moda esse negócio de "Anel e Estaiado".... :lol:
Rodoanel, Ferroanel, Contorno Norte, AnelMetropolitano, Ponte Estaiada de Guarulhos, do Guarujá, do Acre, etc e etc.... :ohno:
O Hidroanel já existe, ele é formado pelas Marginais Tietê e Pinheiros, com uma alça pela Avenida do Estado e outra pela Avenida Aricanduva, tendo seu funcionamento em épocas de enchentes...... :gaah:
ghml April 28th, 2010, 05:28 AM Virou moda esse negócio de "Anel e Estaiado".... :lol:
Rodoanel, Ferroanel, Contorno Norte, AnelMetropolitano, Ponte Estaiada de Guarulhos, do Guarujá, do Acre, etc e etc.... :ohno:
O Hidroanel já existe, ele é formado pelas Marginais Tietê e Pinheiros, com uma alça pela Avenida do Estado e outra pela Avenida Aricanduva, tendo seu funcionamento em épocas de enchentes...... :gaah:
É verdade, e em épocas chuvosas do ano, tem mostrado seu enorme potencial de expansão! :lol::lol::lol:
RRC April 28th, 2010, 05:32 AM O próximo será o aeroanel??? :D
Tlag April 28th, 2010, 02:16 PM Devemos ter muito cuidado com tanto anel espalhado por aí....
ghml April 28th, 2010, 06:13 PM Devemos ter muito cuidado com tanto anel espalhado por aí....
Contanto que não façam a ligação entre o minhocão e o Rodoanel, estamos seguros! :banana:
danieldantas April 28th, 2010, 06:36 PM mapinha??
DennysAndrade April 29th, 2010, 03:30 PM http://j.imagehost.org/view/0433/hidroanel
dliossi April 29th, 2010, 10:15 PM Puta, esses caras estão muito sarristas,rsrs
Mas eu fui na palestra do Frederico Bussinger no Instituto de Engenharia.
Pelo que pareceu, ele tem muito idealismo mas pouco patrocínio. Mas espera muito apoio da iniciativa privada
DennysAndrade May 13th, 2010, 03:43 PM Não há demanda, além do que os aterros ficam fora da rota..
dliossi May 13th, 2010, 04:41 PM Demanda há, o que não há é oferta. Se uma empresa tiver opção de reduzir em até 10x os custos com transporte do interior de SP para o litoral com certeza ela o fará.
pedrocahp7 May 13th, 2010, 04:52 PM Bela notícia! Tomara que esse projeto vá adiante!!!
Ralph Yamaguti April 30th, 2012, 12:02 AM 30/03/2012 ÀS 00H00
Um hidroanel para desafogar São Paulo
(http://www.valor.com.br/especiais/2594518/um-hidroanel-para-desafogar-sao-paulo)
Por Carin Homonnay Petti | Para o Valor, de São Paulo
http://www.valor.com.br/sites/default/files/gn/12/03/foto30rel-101-hidroanel-g4.jpg
Alexandre Delijaicov, professor da FAU, que coordena o projeto: custo da empreitada é estimado em cerca de R$ 3 bilhões, investidos ao longo de até 30 anos
Nos últimos 110 anos, engenheiros, urbanistas e arquitetos traçaram pelo menos 67 estudos sobre a navegação nos rios Pinheiros e Tietê. O mais recente deles - um hidroanel de 117 quilômetros - alia ao transporte hidroviário obras para tratamento de lixo, despoluição das águas, combate a enchentes, criação de parques e aumento da capacidade do abastecimento de energia e de água em São Paulo. A empreitada está prevista no recém-concluído estudo de pré-viabilidade técnica, econômica e ambiental elaborado pelo grupo Metrópole Fluvial da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP) a pedido do Departamento Hidroviário da Secretaria de Transportes do Estado de São Paulo.
O plano, apresentado neste mês em seminário aberto, prevê a criação de uma rede de vias navegáveis, formadas pelos rios Pinheiros, Tietê e as represas Billings e Taiaçupeba, que seriam interligadas com a construção de um canal navegável de 17 quilômetros. O professor da FAU e coordenador do grupo responsável pelo projeto, Alexandre Delijaicov, estima o custo da empreitada em cerca de R$ 3 bilhões, investidos ao longo de até 30 anos. Só para comparação, o trecho sul do Rodoanel foi orçado em R$ 3,6 bilhões.
A principal função do hidroanel seria transporte de lixo e outros resíduos urbanos, como entulho da construção civil, sedimento de dragagens, terra de escavações e lodo das estações de tratamento de água e esgoto. Toda essa carga seria encaminhada a três portos de destino, em Itaquaquecetuba, Carapicuíba e no dique da Billings da rodovia Anchieta, em São Bernardo do Campo. Eles ganharam o nome de triportos - o "tri" vem de trimodal, por conta da integração prevista, nesses pontos, com o Rodoanel e o futuro Ferroanel.
Cada um desses pontos abrigará plantas industriais para triagem e tratamento do lixo e resíduos - espécie de "montadoras ao contrário" na definição de Delijaicov. O material plástico, por exemplo, seria separado, picado, moído e encaminhado a indústrias como matéria-prima. No caso de resíduos da construção civil, o destino seria, após a trituração, a produção de argamassa, concreto e material para pavimentação de ruas.
O material orgânico, como o lodo, também teria tratamento próprio. São três destinações: compactação para uso em blocos de pavimentação; transformação em adubo para parques da região metropolitana; e alimentação do biodigestor, equipamento para geração do biogás utilizado para funcionamento das máquinas do porto.
O projeto prevê a construção de outros 74 portos para o embarque do lixo e resíduos. Sessenta deles, batizados de ecoportos, receberiam o material já triado, enviado por caminhões de lixo reciclados ou moradores das redondezas.
"O sistema tem como meta acabar em até 30 anos com os aterros sanitários e lixões da região metropolitana, já em vias de exaustão", afirma. Mas não só lixo ocupariam as embarcações. O plano prevê também transporte de passageiros - moradores e turistas - e carga comercial, como hortifrutigranjeiros e material de construção civil. Em relação à última categoria, está nos planos a construção de 17 cais para embarque da produção de usinas de concreto. O exemplo vem de Paris, em que grande parte dos insumos da construção navega pelas águas do rio Sena - entre, eles a produção de concreteiras instaladas às suas margens.
Os arquitetos e urbanistas da FAU também projetaram parques ao longo do hidroanel. Três deles ficariam em torno de lagos com construção prevista, na Penha, em São Miguel Paulista e Itaquaquecetuba, como instrumento de vazão às cheias do Tietê e combate enchentes.
Defensores do hidroanel citam outras duas vantagens do sistema: combate aos congestionamentos e à poluição na Grande São Paulo. Os benefícios viriam da redução na quantidade de caminhões, responsáveis por cerca de 440 mil viagens por dia na região metropolitana. Só a movimentação de cargas da construção civil responde por 26.000 viagens diárias.
"Com o hidroanel, a estimada queda de pelo menos 10% nas viagens e no volume de cargas traria impacto significativo para a qualidade do ar e do trânsito", diz Frederico Bussinger, ex-diretor do Departamento Hidroviário da Secretaria Estadual de Logística e Transporte, responsável, durante sua gestão, pela contratação em 2009 do estudo de pré-viabilidade técnica, econômica e ambiental agora finalizado.
Ainda na sua avaliação, o hidroanel será necessário para que São Paulo cumpra a meta, prevista em lei estadual, de reduzir até 2020 as emissões de gás carbônico em 20% em relação aos níveis de 2005. "No mundo, os transportes respondem por 23% das emissões de gases de efeito estufa. No Brasil são 42% e em São Paulo, 55%. Por isso, no Brasil e, com mais razão, em São Paulo, o setor de transportes e prioridade AAA para que possa atingir a meta", argumenta.
Opinião parecida tem Renato Viégas, diretor-presidente da Empresa Paulista de Planejamento Metropolitano (Emplasa), vinculada à Secretaria Estadual de Desenvolvimento Metropolitano. "O transporte rodoviário emite seis vezes mais poluentes que o hidroviário", afirma, em defesa da rede de hidrovias.
O projeto ainda tem pela frente pelo menos quatro etapas: estudo de viabilidade, anteprojeto, projeto básico, projeto executivo. No estágio atual, o orçamento de R$ 2,5 bilhões a R$ 3 bilhões inclui investimentos como construção do canal para conexão das represas, 20 eclusas, lagos, áreas de manobra - obras que, segundo Delijaicov, seriam entregues paulatinamente de forma que o hidronanel pudesse começar a funcionar em etapas.
Ralph Yamaguti April 30th, 2012, 12:26 AM Hidroanel, o caminho de São Paulo pelos rios
(http://www.estadao.com.br/noticias/geral,hidroanel-o-caminho-de-sao-paulo-pelos-rios,861376,0.htm)
Ao longo de 170 km, dezenas de portos carregariam todo tipo de material e possibilitariam retiradas de 50 caminhões de lixo das ruas
15 de abril de 2012 | 9h 25
ADRIANA FERRAZ - Agência Estado
http://exame1.abrilm.com.br/assets/pictures/31013/size_590_Passeio_no_Tiet%C3%AA.jpg?1307137255
Edição do passeio no rio Tietê em 2010
A discussão não é nova. Há pelo menos 80 anos, cogita-se usar rios e represas de São Paulo para transporte de cargas e pessoas. Mas, até hoje, pouca coisa (ou quase nada) saiu do papel. A novidade é que agora a proposta ganhou finalidade sustentável: um anel hidroviário para transformar lixo em energia.
Ao longo de 170 km, dezenas de portos carregariam todo tipo de material em embarcações projetadas para evitar contaminação e possibilitar a retirada de 50 caminhões das ruas por viagem. Depois, descarregariam os produtos recolhidos em três grandes polos de transformação no Rio Tietê e na Represa Billings. Lá, usinas ou termoelétricas finalizariam o processo.
De execução aparentemente simples, o sistema não depende só de tempo, dinheiro - o custo está avaliado em pelo menos R$ 3,5 bilhões - ou vontade política para emplacar. O pacote de obras para "fechar" o anel inclui a construção de 20 eclusas e um canal de 17 km para ligar as Represas Billings e Taiaçupeba.
As eclusas, que funcionam como elevadores para barcos, são indispensáveis para fazer as "baldeações" necessárias para a navegação correr sem interferências. Mas interferência é o que não falta. Com tanta sujeira nas águas, só um sistema de dragagem permanente evitaria que os barcos encalhassem.
Segundo o arquiteto Alexandre Delijaicov, coordenador do grupo da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da USP que ajuda no projeto, o hidroanel ainda evitaria enchentes e reduziria o tráfego de caminhões. "Isso sem falar na qualidade de vida, com a interação dos rios com as cidades", diz.
Para tirar a proposta do papel, o Departamento Hidráulico (DH) de São Paulo planeja construir a eclusa da Penha, no Rio Tietê, ainda neste ano, para permitir 66 km navegáveis. "Em paralelo, vamos viabilizar dois portos. A ideia é que o governo faça a modelagem do negócio e o apresente à iniciativa privada", diz o diretor Casemiro Carvalho.
Mas, ao priorizar o uso dos rios para cargas públicas, o transporte de passageiros ganhou papel secundário. De novo. O cronograma prevê a realização de obras até 2042. Até lá, para superar as Marginais, só de carro. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Bruno Taiar June 18th, 2012, 09:22 PM Trabalho desenvolvido pelo Grupo Metrópole Fluvial (GMF), formado na Faculdade de Arquietetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo.
http://metropolefluvial.fau.usp.br/index.php
o que acham?
Bruno Taiar June 20th, 2012, 03:49 PM tirado do site, apresentando em termos gerais o projeto:
ARTICULAÇÃO ARQUITETÔNICA E URBANÍSTICA DOS ESTUDOS DE PRÉ-VIABILIDADE TÉCNICA, ECONÔMICA E AMBIENTAL
O Governo do Estado de São Paulo licitou em 2009 o Estudo de Pré-Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental do Hidroanel Metropolitano de São Paulo, através do Departamento Hidroviário da Secretaria Estadual de Logística e Transportes.
A Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP, através do Grupo de pesquisa Metrópole Fluvial, realizou em 2011 a articulação arquitetônica e urbanística do projeto do Hidroanel.
O PROJETO
O Hidroanel Metropolitano de São Paulo é uma rede de vias navegáveis composta pelos rios Tietê e Pinheiros, represas Billings e Taiaçupeba, além de um canal artificial ligando essas represas, totalizando 170km de hidrovias urbanas.
O projeto desenvolvido pela FAU USP se baseia no conceito de uso múltiplo das águas, estabelecido na Política Nacional de Recursos Hídricos, que considera as águas um bem público e um recurso natural limitado, cujo uso deve ser racionalizado e diversificado de maneira a permitir seu acesso a todos. Esta Política prevê o transporte hidroviário na utilização integrada dos recursos hídricos, visando um desenvolvimento urbano sustentável.
Ao transformar os principais rios da cidade em hidrovias, e considerando também suas margens como espaço público principal da metrópole, o caráter público das águas de São Paulo é reforçado. Dessa forma, os rios urbanos se colocam como vias para transporte de cargas e passageiros, uso turístico e de lazer, além de contribuir para a regularização da macrodrenagem urbana. Criam-se, assim, áreas funcionais e lúdicas para a população.
O projeto do Hidroanel também está alinhado às diretrizes da Política Nacional de Mobilidade Urbana, que tem entre seus objetivos contribuir para o acesso universal à cidade e mitigar custos ambientais, sociais e econômicos dos deslocamentos de pessoas e bens. Intimamente relacionados com o desenvolvimento urbano e bem estar social, os bens deslocados na cidade são compreendidos no Estudo de Pré-viabilidade do Hidroanel como sendo as cargas públicas e comerciais que transitam no meio urbano.
As cargas públicas consideradas neste estudo são sedimentos de dragagem de canais e lagos; lodo de ETEs e ETAs; lixo urbano; entulho; terra – solo e rocha de escavação. Segundo a Política Nacional de Resíduos Sólidos, a gestão integrada destas cargas é de responsabilidade do poder público. Estas devem ser, além de coletadas e transportadas, triadas e enviadas à destinos ambientalmente adequados. Esta política é orientada sob os conceitos de Logística Reversa, instrumento de desenvolvimento econômico e social, caracterizado por um conjunto de ações, procedimentos e meios, destinado a facilitar a coleta e restituição dos resíduos sólidos a empreendimentos de cunho público ou privado. Dessa forma, os resíduos podem ser reaproveitados no ciclo de fabricação de novos produtos, na forma de insumos, visando a redução e não geração de rejeitos ou incineração.
CONCEITOS NORTEADORES
1.
reestabelecer os rios urbanos como principais eixos estruturadores das cidades, com parques, praças e bulevares fluviais às suas margens.
2.
consolidação de um território com qualidade ambiental urbana nas orlas fluviais, que comporte infraestrutura, equipamentos públicos e habitação social.
3.
navegação fluvial urbana: portos de origem e destino inseridos na área urbana.
4.
navegação fluvial em canais estreitos e rasos em águas restritas (confinadas entre barreiras artificiais).
5.
transporte fluvial urbano de cargas públicas.
6.
logística reversa: reinserção no mercado dos resíduos sólidos transformados em matéria prima.
CARGAS FLUVIAIS
Públicas
•Sedimentos de dragagem de canais e lagos (carga pública pioneira)
•lodo das ETEs e ETAs
•lixo urbano
•entulho
•terra: solos e rochas de escavações
Comerciais
•resíduos sólidos reversíveis comercializáveis, processados nos Tri-portos (carga comercial pioneira)
•insumos para construção civil
•hortifrutigranjeiros
PORTOS
Origem: draga-portos, lodo-portos, trans-portos e eco-portos
Destino: tri-portos
Passageiros: turismo, travessias lacustres em represas
NÚMEROS
170 Km de Extensão
20 Eclusas
3 Subsistemas
3 Tri-portos
14 Trans-portos
60 Eco-portos
36 Draga-portos
4 Lodo-portos
24 Portos passageiros
rafaelkafka June 24th, 2012, 12:09 AM José Luiz Portella
Entre tantos problemas, surge uma ótima ideia: o Hidroanel Metropolitano. Um projeto estruturante fantástico. Com vários benefícios.
É um conjunto de vias navegáveis formado pelos rios Pinheiros e Tietê, pelas represas Billings e Taiaçupeba, mais um canal e um túnel que fazem a ligação entre essas duas represas. Aproximadamente 170 km de hidrovias inseridos na região metropolitana, boa parte dentro de nossa cidade, sob a responsabilidade do Departamento Hidroviário.
O estudo de viabilidade técnica foi apresentado em seminário aberto na FAU-USP, esta semana.
http://f.i.uol.com.br/folha/colunas/images/12074866.jpeg
O hidroanel deve transportar cargas que se movimentam hoje na cidade por caminhões. A estimativa é que, completo, possa reduzir até 30% das 400.000 viagens/dia feitas por eles. Número muito significativo. É uma das melhores opções para a retirada definitiva de caminhões do sistema viário.
Restrições a caminhões funcionam, de forma temporária, no horário de pico, perdendo a eficácia entre 12 e 18 meses. Além de aumentarem o trânsito, por conta da concentração no período fora dos horários proibidos.
A princípio, o hidroanel poderá transportar lixo urbano, sedimentos, lodo das estações de tratamento de esgoto, cimento, entulho da construção civil e hortifruti. Além de cargas especiais a serem definidas.
Só a construção civil movimenta 110 milhões de toneladas/ano, cerca de 26.000 viagens/dia. Pode ter portos onde se juntarão hidroanel, rodoanel e ferroanel, inéditas plataformas logísticas trimodais. Nelas e em outros ecopontos, o lixo será triado, processado, reciclado e biodigerido.
Como em Paris, nos portos junto ao Sena. Além do alívio ao trânsito, por si só importante, da integração do esquecido modal hidroviário, praticamente esquecido, do tratamento do lixo, traz benefícios significativos na questão climática.
Do total de emissões em São Paulo, 55% vêm do transporte. O modal hidroviário emite, no mínimo, dez vezes menos que o rodoviário, que impera soberano. Haverá redução de monta.
O projeto, obviamente, tem total sinergia com a despoluição dos rios Tietê, em curso, e Pinheiros. Acelera o processo. Claro que um projeto estruturante desse porte não pode ser implantado de uma só vez. Tem que ser por trechos.
http://f.i.uol.com.br/folha/colunas/images/12074867.jpeg
O próximo passo já está pronto. A construção da eclusa da Penha que nos dará mais 14 km de navegação no Tietê. Que se somarão aos 41 km já existentes. Além de um belo tratamento arquitetônico que criará um disco suspenso sobre as águas. Uma linda imagem de entrada e saída de São Paulo.
O projeto de viabilidade foi desenvolvido por empresa privada. O grupo Metrópole Fluvial da FAU foi contratado para dar o devido tratamento urbanístico. Haverá parques, árvores e margens muito bonitas.
Projetos como esse mudam a cidade em todos os sentidos. Inclusive estético. São Paulo praticamente o desconhece. Precisa conhecê-lo e lutar por ele. Em qualquer época, em qualquer governo.
Sua implantação criará uma cidade que os paulistanos merecem: mais bonita, mais humana, com menos trânsito.
Um exemplo fantástico de conceito de uso múltiplo das águas. De respeito e valorização do meio ambiente. Para sair do discurso e entrar no currículo da nossa cidade.
José Luiz Portella Pereira, 58, é engenheiro civil especializado em gerenciamento de projetos, orçamento público, transportes e tráfego. Foi secretário-executivo dos Ministérios do Esporte e dos Transportes, secretário estadual dos Transportes Metropolitanos e de Serviços e Obras da Prefeitura de São Paulo e presidente da Fundação de Assistência ao Estudante. Formulou e implantou o Programa Alfabetização Solidária e implantou o 1º Programa Universidade Solidária. Escreve às quintas-feiras. Faz comentários no "RedeTVNews" e na rádio CBN.
Joás Santos June 24th, 2012, 05:37 PM Waw! Esse projeto seria incrível se saisse do papel.
Marcos6010Vinicius July 17th, 2012, 10:30 PM Interessante o projeto até para a produção industrial e o turismo em si.
radioheader August 27th, 2012, 02:50 AM Essa ideia não pode ficar esquecida.
Deveria entrar no bolo da EXPO 2020
marcus_lisboa September 25th, 2012, 07:10 PM Obra no Tietê é 1º passo para o hidroanel
O governo de SP pediu a licença ambiental prévia para iniciar as obras da eclusa da barragem da Penha, no rio Tietê (zona leste da capital), primeiro passo para viabilizar antigo projeto do Estado: o hidroanel metropolitano.
Eclusa é uma obra de engenharia hidráulica que possibilita navegar em locais onde há desnível no leito do rio -ela permite ao barco subir ou descer, conforme o caso.
A licença prévia foi pedida à Cetesb (agência ambiental paulista) e pode ser concedida dentro de um mês.
A eclusa tornaria navegável um trecho de 14 km do rio, até São Miguel Paulista, no extremo leste da cidade. Hoje, o Tietê tem 41 km navegáveis, entre a Penha e a cidade de Santana do Parnaíba.
O projeto do governo é construir um hidroanel de 170 km ao redor da capital, que incluiria os rios Tietê e Pinheiros e as represas Billings (zona sul e ABC) e Taiaçupeba (Suzano). Um canal artificial de 18 km precisará ser feito para ligar as duas represas.
Embora o projeto contemple o transporte de passageiros (principalmente nas represas), a prioridade é transportar lixo, entulhos, material de dragagem do rio, resíduos da construção civil e lodo retirado das estações de tratamento, além de produtos hortifrutigranjeiros.
"É viável a construção do hidroanel. O projeto, se realmente for feito, já se justifica só pelo transporte de material de dragagem e lodo", diz Alexandre Delijaicov, professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP.
Ele é um dos pesquisadores que ajudou a elaborar os projetos iniciais -a faculdade venceu uma licitação.
O horizonte para concluir o hidroanel é 2045. Mas há obras de curto prazo, que podem terminar em cinco anos.
A licitação da eclusa será aberta em breve, segundo Casemiro Tércio Carvalho, diretor do Departamento Hidroviário de SP. "Estamos terminando os orçamentos."
No total, a implantação do hidroanel deve custar algo em torno de R$ 4 bilhões.
Ao longo da hidrovia estão previstas a construção de 60 ecoportos (que recebem material já triado), 11 eclusas e 3 portos de destino. "São locais que vão promover a interligação do barco, do trem e do caminhão", diz Delijaicov.
A principal vantagem do hidroanel, dizem os técnicos, é retirar das ruas caminhões que transportam resíduos.
Em alguns casos, será possível usar os rios como uma espécie de piscinão. "É uma alternativa contra as enchentes, que poderá ficar mais barata", afirma Delijaicov.
LIXO DOMÉSTICO
O ponto negativo: como os barcos vão transportar também lixo doméstico, por exemplo, existe sempre risco de contaminação das águas.
Se o Tietê e o Pinheiros não vão sentir muita diferença, a parte limpa da Billings, onde existe inclusive a captação de água para consumo humano, pode sentir bastante qualquer tipo de incidente.
fonte: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidiano/68225-obra-no-tiete-e-1-passo-para-o-hidroanel.shtml
laduchessa September 27th, 2012, 06:18 AM Muy buena la info contenida en este post..
Marcos6010Vinicius October 23rd, 2012, 03:47 AM Estou torcendo para que projetos interessantes como estes, saem do papel, São Paulo precisa voltar a ter o Rio Tietê e Pinheiros limpos o mais rápido possível.
gerd.jak April 11th, 2013, 02:54 PM Com eclusa, Tietê terá mais 14 km navegáveis (http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,com-eclusa-tiete-tera-mais-14-km-navegaveis-,1019469,0.htm)
Obra que deve ser entregue no fim de 2014 vai permitir que barcaças alcancem a Penha
11 de abril de 2013 | 2h 03
BRUNO RIBEIRO, TIAGO DANTAS - O Estado de S.Paulo
O governo do Estado pretende começar, em junho, a construção de uma eclusa na barragem da Penha, zona leste de São Paulo. Prevista para ser entregue no fim do ano que vem, a obra vai permitir que mais 14 quilômetros do Rio Tietê sejam navegáveis por barcaças. A construção do sistema de diques que permite a passagem de embarcações entre diferentes níveis de água seria mais um passo para a criação do Hidroanel Metropolitano.
Quando a obra terminar, será possível navegar por 58 quilômetros do Tietê: entre São Miguel Paulista, na zona leste, e Santana de Parnaíba, na Grande São Paulo. Além disso, a intervenção na Penha também poderá aumentar a capacidade de retenção de água da chuva em um valor equivalente a 65 piscinões do Pacaembu.
A navegação do Tietê faz parte de um projeto maior, que prevê 186 km de hidrovias em torno da Grande São Paulo. Além do principal rio da capital, as embarcações usariam o Rio Pinheiros e as Represas do Guarapiranga, Billings e Taiaçupeba.
Para formar um círculo completo, também será preciso construir um canal de 16 km entre Ribeirão Pires e Suzano. A passagem pelo espigão de 30 metros de altura entre as duas cidades exigiria um curso de água artificial com uma solução parecida com a do Canal do Panamá, entre os Oceanos Atlântico e Pacífico. Os barcos atravessariam a montanha por meio de um sistema com várias eclusas.
Serviço. A hidrovia deverá ser feita por fases. No início, ela deve ser usada para fazer o desassoreamento do Rio Tietê. Parte do lixo retirado da calha já é transportado para a Lagoa de Carapicuíba por barcaças.
A vocação para este tipo de transporte foi definida após estudo do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), mas o uso do hidroanel para transportar resíduos sólidos deve ser discutido em 2023, quando expiram os contratos de coleta de lixo na capital. A cidade produz 18 toneladas de lixo por dia.
Uma segunda etapa do projeto levaria as embarcações para o Rio Pinheiros - entre o Cebolão e o bairro de Pedreira, zona sul da capital. Esta segunda fase incorporaria ao leito dos rios áreas destinadas à triagem e reciclagem do lixo. O estudo do IPT mostrou também que o transporte de resíduos da construção civil não seria vantajoso, pois ele é gerado e descartado de forma pulverizada pela cidade. Também não se mostrou viável carregar o lodo retirado dos esgotos pela Sabesp, que já criou uma rede de dutos para fazer o serviço.
"Resolvemos focar no transporte de sedimento da dragagem do rio em um primeiro momento para mostrar que é possível ter uma hidrovia em São Paulo. Além disso, é uma demanda constante. Todo ano, há 2 milhões de metros cúbicos de lixo para tirar do Tietê", diz Casemiro Tércio, diretor do Departamento Hidroviário da Secretaria Estadual de Logística e Transportes.
O governo estima um investimento de R$ 100 milhões para fazer a eclusa na Penha. Segundo Tércio, esse investimento é comparável ao que se economiza em um ano ao deixar de fazer o transporte do lixo do rio por caminhões. Mesmo assim, ele é cauteloso ao falar do hidroanel. "Se a gente garantir o sucesso dessa fase da hidrovia, podemos começar a pensar na circum-navegação da Região Metropolitana."
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