View Full Version : Lisboa | Praça da Figueira Pode Vir a Ser Revestida a Azulejos


Marco Bruno
December 4th, 2004, 04:41 PM
Praça da Figueira Pode Vir a Ser Revestida a Azulejos Azuis e Brancos
Por FRANCISCO NEVES
Sábado, 04 de Dezembro de 2004
http://jornal.publico.pt/2004/12/04/LocalLisboa/LL01.html

Os 150 mil azulejos de Daciano Costa concebidos para decorar a Praça da Figueira, e guardados há pelo menos dois anos pela Câmara de Lisboa, poderão finalmente ser lá colocados. É para avaliar essa hipótese que o presidente da autarquia, Carmona Rodrigues, apresentará segunda-feira, antes da ordem do dia da reunião do executivo municipal, o projecto deste arquitecto e designer, agora dispondo de estudos complementares feitos a pedido do autarca.

Este trabalho de design urbano, encomendado pela gestão de João Soares e já parcialmente executado - com a repavimentação da praça, após a construção do parque subterrâneo, e o realinhamento da estátua equestre de D. João I com a Rua da Prata - contempla ainda aquilo que maior impacto visual terá e que ficou por fazer: o revestimento de todos os edifícios com azulejos em tons de azul e branco. É este aspecto que a arquitecta Ana Monteiro da Costa, do atelier de Daciano Costa, irá agora explicar aos vereadores.

"Esta versão inclui novos estudos, nomeadamente sobre a colocação dos azulejos, os quais já mereceram a aprovação do Museu do Azulejo. Com eles, a praça ganhará uma dimensão diferente - em termos de brilho, de reflexo da luz e de cor -, mais aprazível e apropriada aos actos populares que são vocação do recinto", defende Daciano Costa. Embora sendo, como diz ironicamente, "um clássico da pelintrice lusitana", o azulejo poderá "enriquecer muito visualmente os edifícios". Daciano Costa, que nota que o seu projecto não inclui a reabilitação da cobertura dos edifícios, afirma ainda que ficaria satisfeito por ver finalmente instalado o revestimento que idealizou e ser compreendida a sua intenção.

No valor de mais de 68 mil euros, os azulejos destinam-se a cobrir cerca de três mil metros quadrados de fachadas. Constituem a componente final de um projecto de requalificação que culminou num diferendo entre a gestão PSD/PP da Câmara de Lisboa e a empresa Comporest, responsável pela sua execução no âmbito da construção do estacionamento subterrâneo. O conflito foi sanado este ano por um acordo extra-judicial que estabeleceu que o município pagasse 3,5 milhões de euros à construtora.

xandre
December 4th, 2004, 05:08 PM
"No valor de mais de 68 mil euros, os azulejos destinam-se a cobrir cerca de três mil metros quadrados de fachadas."

bem não se percebe mt bem que tipo de desenhos, ou que coisa sera esta la colocada. mas o importante era reforçar as estruturras dos edificios da baixa em vez de gastar dinheiro com estas porcarias.

TeKnO_Lx
December 4th, 2004, 05:58 PM
eu to mais preocupado com os predios a volta da praça k estao a cair de podre..

Lss911
December 4th, 2004, 06:36 PM
A Praça da Figueira não tem o melhor dos aspectos. Apesar das intervenções, continua a não ser encontrada a melhor forma de devolver a dignidade a tão importante praça. Azulejos? Não sei se resulta, só vendo no final...

Arpels
December 4th, 2004, 07:48 PM
parece-me bem :) as fachadas ficam cobertas de azulejo, tão tradicional de Portugal, e protejidos por muitos anos das inteperies ;)

Portugalboy
December 5th, 2004, 11:35 AM
não parece ser má ideia, sempre é tradicional protuguês e serve de pretecção, mas vamos lá ver se desta vez se fez estudos e se encontrou a solução adequada. Espero não encontrar a praça toda coberta com azuleijos rascos e que não se enquadram nada na zona envolvente. Aliás, não compreendo porquê o azul e branco, se toda a zona envolvente da baixa usa mais os tons de branco e amarelo o que fica bem. depois com as telhas vermelho. Agora azul?? Enfim, só vendo.

Arpels
December 5th, 2004, 03:35 PM
pois, resta saber que desenho e padroes vão escolher!!

xandre
December 5th, 2004, 04:58 PM
eu acho que deviam revestir a praça da figueira com marquises, porque sempre é Tradicional Portugues.

Phobos
December 6th, 2004, 12:14 AM
eu acho que deviam revestir a praça da figueira com marquises, porque sempre é Tradicional Portugues.

lol...isso e verdade.E simbolicamente tambem daria a entender que e um pais que preserva a sua memoria dos aureos tempos. :rofl:

Arpels
December 6th, 2004, 12:20 AM
nos aureos tempos havia marquizes phobos? :rant:

Phobos
December 6th, 2004, 12:37 AM
^e claro que havia,na epoca do marques de Pombal havia um ro delas em Lisboa :D
:jk:

Arpels
December 6th, 2004, 01:14 AM
^e claro que havia,na epoca do marques de Pombal havia um ro delas em Lisboa :D
:jk:
mentira Phobos, as marquises apareceram depois da instauração da republica :D

Phobos
December 26th, 2004, 10:42 PM
Câmara de Lisboa Diz Que os cem mil azulejos feitos para a praça da figueira não servem.

Revestimento total das fachadas custará entre 350 e 400 mil euros. A autarquia não explica quando passará da tentativa de embelezamento exterior às obras de fundo. O Instituto do Património Arquitectónico vai pedir ao seu conselho consultivo que se pronuncie sobre o projecto, da autoria de Daciano Costa

Por Ana Henriques

A Câmara de Lisboa diz que os cem mil azulejos produzidos em 2001 para decorar as fachadas da Praça da Figueira, armazenados desde essa altura num armazém em Alcântara, afinal não servem para esse fim.

A autarquia, através de um porta-voz do seu presidente, afirma basear-se num parecer pedido já este ano ao especialista em estruturas e em reabilitação de edifícios João Appleton pelo atelier do autor do projecto, o arquitecto Daciano da Costa. Só que o engenheiro Appleton garante que nem sabia da existência dos cem mil azulejos azuis e brancos, tendo-se apenas pronunciado sobre as características técnicas ideais deste tipo de revestimento aplicado às referidas fachadas.

Numa altura em que a câmara retoma o projecto dos azulejos são vários os indícios de que os procedimentos pouco claros que na época rodearam o processo estão de regresso. Quer porque a técnica camarária agora encarregue de tratar do assunto no gabinete do presidente da câmara, a arquitecta Inês Cotinelli, é filha do próprio autor do projecto, quer porque ninguém no município sabe explicar qual será a articulação entre esta operação de cosmética, orçada em 350 a 400 mil euros, e duas outras vertentes da maior importância para esta zona da cidade: a reabilitação dos edifícios, nomeadamente ao nível dos telhados - a efectuar através de uma sociedade de reabilitação urbana -, e a candidatura da Baixa a património mundial. Ao responsável pela candidatura não foi, aliás, pedida opinião.

"Se tratassem dos edifícios em vez de os embelezar!", critica um inquilino de um quinto andar da Praça da Figueira, que diz que a filha mal cabe em pé no quarto desde que o telhado começou a inclinar. Um proprietário adepto do revestimento a azulejo vê nele apenas um senão: "É uma solução permanente".

"Concordo com tudo o que venha alindar a praça. Isto aqui tornou-se uma desgraça: os velhos bêbados juntam-se numa tasca e há prostituição na rua", observa o proprietário de uma loja de "lingerie" instalada na praça.

A aplicação de azulejos inadequados às velhas fachadas pode ter consequências graves, desde a sua queda em cima dos transeuntes ao apodrecimento das paredes. Acontece que os responsáveis da fábrica que produziu os cem mil azulejos, a Recer, garantem que o seu fabrico seguiu todas as especificações técnicas que lhe foram fornecidas quer pela câmara quer pelo "atelier" de Daciano da Costa. Por isso não percebem como é a autarquia vem agora dizer que o revestimento não presta para aquele fim.

"Longe de mim fazer um parecer para deitar fora cem mil azulejos", espanta-se João Appleton. O engenheiro explica que é fundamental que as frágeis paredes da Praça da Figueira continuem a poder "respirar" depois da aplicação do revestimento cerâmico. Ou seja, as trocas de humidade entre elas e o exterior tem de continuar a fazer-se, e isso implica usar azulejos de produção semi-industrial, cujas juntas irregulares são mais adequadas a esse fim. A espessura da base dos azulejos, a chamada chacota, é outra característica importante: "Tem de ser uma chacota grossa, que absorve melhor a humidade" e adere melhor às fachadas, que terão de ser picadas. Em vez de impermeáveis, os azulejos deverão ser porosos, à semelhança dos que se faziam para fins decorativos entre o séc. XVIII e os finais do séc. XIX.

A Recer, que se dedica habitualmente ao fabrico de azulejos industriais, cobrou apenas 40 cêntimos por azulejo, mas mesmo assim continua até hoje à espera que o município lhe pague os 43 mil euros em dívida. "São azulejos de espessura grossa", assegura um porta-voz da empresa. "Aquilo deu-nos um trabalho imenso, e tínhamos prazos de produção apertados. Fizemos vários ensaios até chegarmos a um produto final. Isso de a câmara dizer agora que não prestam parece uma desculpa de mau pagador".

Um colaborador de Daciano da Costa, João Paulo Martins, diz terem sido os serviços camarários, e não o atelier, a fornecer as especificações técnicas à Recer. "A aplicação de azulejos novos em fachadas antigas é uma área de estudo experimental", justifica. "Há três anos não estávamos na posse de todos os dados que temos hoje".

Inês Cotinelli tem estado em conversações com a fábrica de azulejos Viúva Lamego para a produção dos novos azulejos necessários ao revestimento de toda a praça, já que entende tratar-se de uma das poucas senão mesmo a única empresa com capacidade para satisfazer as exigências contidas no parecer de João Appleton. Será uma quantidade de azulejos muito superior à produzida há três anos, pois os cem mil quadradinhos correspondiam a parte de uma primeira fase do projecto. Mas para os azulejos azuis e brancos começarem a ser pintados à mão, com trincha, nesta ou noutra fábrica, é preciso o acordo não só dos proprietários dos edifícios, nuns casos empresas e noutros particulares, como também do Instituto Português do Património Arquitectónico (Ippar). Os donos dos prédios não parecem, na sua maioria, desagradados com a ideia, até por ser a autarquia a suportar os custos. Além disso, este revestimento exige menos manutenção do que a pintura. Quanto ao Ippar, o melindre da questão levou os seus responsáveis a pedir um parecer ao conselho consultivo do instituto.

Ninguém arrisca uma explicação para a aplicação dos azulejos ter sido posta de lado há três anos, apesar de fazer parte de um projecto de requalificação da praça concretizado nas suas restantes vertentes. Foi o então número dois da câmara, o comunista Rui Godinho, quem convidou Daciano da Costa. Com a sua saída da autarquia a questão transitou para o presidente do município, João Soares, que entretanto ficou a braços com a contestação ao elevador para o Castelo de S. Jorge. O ascensor sairia precisamente das traseiras da Praça da Figueira. O aproximar das eleições autárquicas e a demora em obter o acordo de todos os proprietários dos edifícios poderão ajudar a explicar a desistência.

O assunto deverá agora ser discutido em reunião de câmara no início do ano.

fonte:Publico (http://jornal.publico.pt/2004/12/26/LocalLisboa/LL01.html)

Reflex
December 27th, 2004, 09:48 PM
Digam que isto não está a acontecer!!! :puke:

Fern
December 27th, 2004, 10:52 PM
eu acho que deviam revestir a praça da figueira com marquises, porque sempre é Tradicional Portugues.

E ja agora substituir a pedra branca por betao fresquinho.
So espero que se se decidirem pelos azuleijos ao menos escolham cores apropriadas (talvez tons de amarelo). Nao queremos uma casa de banho em tamanho familia (cidade).

Arpels
December 27th, 2004, 10:55 PM
senhores!! vcs não tão 1 cadito radicais? :sly: não se esqueçam que temos milhares de predios por essa Lisboa afora cobertos de azulejos e que lhes fica mto bem, o problema aqui é se vão escolher bem.

Reflex
December 27th, 2004, 11:16 PM
Digam que isto não está a acontecer!!! :puke:

Estava-me a referir a isto: Câmara de Lisboa Diz Que os cem mil azulejos feitos para a praça da figueira não servem e não ao facto da Praça da Figueira ser revestida a azulejos. Sinceramente acho uma zona feia e talvez os azulejos possam de algum modo torná-la mais bonita. Acho que é mesmo 1 coisa que só vendo...

Arpels
December 28th, 2004, 11:16 AM
Estava-me a referir a isto: Câmara de Lisboa Diz Que os cem mil azulejos feitos para a praça da figueira não servem e não ao facto da Praça da Figueira ser revestida a azulejos. Sinceramente acho uma zona feia e talvez os azulejos possam de algum modo torná-la mais bonita. Acho que é mesmo 1 coisa que só vendo...
achas a praça da Figueira feia? :uh:

Reflex
December 29th, 2004, 09:08 PM
Não é bem achar feia. É mais achar que a Praça da Figueira foi transformada numa "parente pobre" do Rossio quando deveria ser uma espécie de "irmã gémea" (não no aspecto, mas na importância!)

Lampiao2000
July 4th, 2009, 12:47 AM
Desenterrar aqui algumas coisinhas, hihihihi

Não era na Praça da Figueira que existia um hospital que foi destruido pelo terramoto de 1755? O Hospital de Todos os Santos?

Reflex
July 4th, 2009, 12:50 AM
Sim, algures entre o Rossio e a Praça da Figueira. Encontraram ainda uns bons fragmentos nos anos 60 na altura da construção da estação do ML do Rossio e agora nos anos 90 com a construção do parque subterraneo...

Lampiao2000
July 4th, 2009, 01:58 AM
Incrivel, muito se descobriria ainda nesta Lisboa se escavassemos mais.