Phobos
December 30th, 2004, 06:40 AM
A dinâmica de construção de projectos habitacionais novos em 2003 na cidade de Lisboa reflecte uma situação de equilíbrio, conclui um estudo divulgado ontem pelos escritórios de Lisboa da Jones Lang LaSalle. O Parque das Nações apresenta-se, no mesmo estudo, como a principal zona de expansão urbana da cidade, liderando em termos de oferta e em número de unidades vendidas.
A pesquisa do líder global de prestação de serviços imobiliários considerou uma amostra de 72 empreendimentos novos em venda inicial, que representam um total de 5.459 apartamentos disponíveis na cidade de Lisboa em 2003. Destes, registou-se uma absorção na ordem dos 66 por cento, correspondente a 3.583 apartamentos vendidos.
"A taxa de absorção revela um mercado imobiliário equilibrado", explica Margarida Alves, da Jones Lang LaSalle. "Em 2000, tínhamos uma taxa de oferta disponível na ordem dos 26 por cento, que revelava escassez na oferta; dois anos depois, em 2002, a taxa disparou para 41 por cento, revelando abundância. Durante o ano passado, tivemos um mercado equilibrado", sustenta a mesma responsável.
Neste estudo, a consultora considerou, com vista à homogeneização para comparação, apenas quatro zonas da cidade: o Parque das Nações e as zonas Centro (Avenidas Novas), Oeste e Norte (considerando-se Telheiras, Benfica e Alvalade) da capital.
O Parque das Nações é a principal zona de expansão urbana, representando 59 por cento da actividade edificadora, liderando em termos de oferta e em número de unidades vendidas. Com um total de 29 novos empreendimentos, lançou no mercado, em 2003, 3.220 apartamentos. Em relação ao número de apartamentos vendidos, a amostra da consultora imobiliária revela que no Parque das Nações foram vendidas 1.978 unidades.
Se, por um lado, a zona do Parque das Nações apresentou o maior número de apartamentos em venda inicial, a zona Norte da capital registou o maior número de promoções novas, com o lançamento, em 2003, de 36 novos empreendimentos, num total de 2.066 fogos. A construção nova lançada nesta zona da cidade, durante o ano passado, reflectiu um aumento de 65 por cento relativamente a 2002, ano em que a construção nova se cifrou nos 19 empreendimentos. A zona Norte assumiu também uma forte dinâmica, segundo o estudo, vendendo o ano passado 1.555 apartamentos.
Lisboetas querem três assoalhadas
A oferta estudada pela consultora é dominada pelas tipologias T2 (33 por cento) e T3 (31 por cento). As tipologias com maior procura satisfeita são as tipologias T2 (três assoalhadas).
Em termos de preços médios por metro quadrado e por zona, a zona Oeste, por registar apenas um empreendimento e de elevada qualidade, em Belém, apresenta os valores mais elevados da cidade (3.350 euros por metro quadrado). Na zona Centro, o crescimento dos preços cifrou-se nos 23 por cento, com a habitação nova a apresentar valores de venda médios na ordem dos 2.885 euros por metro quadrado.
O Parque das Nações foi a área menos atingida pelo aumento dos preços médios, devido ao excesso de oferta, admite Margarida Alves, com crescimento de apenas dois por cento e com o preço por metro quadrado em cerca de 2.425 euros. Já no Centro da cidade, a habitação nova é vendida, em média, a 2.248 euros por metro quadrado, mais cinco por cento do que em 2002.
O estudo conclui, assim, que o mercado de habitação nova em Lisboa continua a registar uma variação positiva. Os preços médios cresceram seis por cento em relação ao ano anterior.
fonte:Publico (http://jornal.publico.pt/2004/12/29/LocalLisboa/LL03.html)
A pesquisa do líder global de prestação de serviços imobiliários considerou uma amostra de 72 empreendimentos novos em venda inicial, que representam um total de 5.459 apartamentos disponíveis na cidade de Lisboa em 2003. Destes, registou-se uma absorção na ordem dos 66 por cento, correspondente a 3.583 apartamentos vendidos.
"A taxa de absorção revela um mercado imobiliário equilibrado", explica Margarida Alves, da Jones Lang LaSalle. "Em 2000, tínhamos uma taxa de oferta disponível na ordem dos 26 por cento, que revelava escassez na oferta; dois anos depois, em 2002, a taxa disparou para 41 por cento, revelando abundância. Durante o ano passado, tivemos um mercado equilibrado", sustenta a mesma responsável.
Neste estudo, a consultora considerou, com vista à homogeneização para comparação, apenas quatro zonas da cidade: o Parque das Nações e as zonas Centro (Avenidas Novas), Oeste e Norte (considerando-se Telheiras, Benfica e Alvalade) da capital.
O Parque das Nações é a principal zona de expansão urbana, representando 59 por cento da actividade edificadora, liderando em termos de oferta e em número de unidades vendidas. Com um total de 29 novos empreendimentos, lançou no mercado, em 2003, 3.220 apartamentos. Em relação ao número de apartamentos vendidos, a amostra da consultora imobiliária revela que no Parque das Nações foram vendidas 1.978 unidades.
Se, por um lado, a zona do Parque das Nações apresentou o maior número de apartamentos em venda inicial, a zona Norte da capital registou o maior número de promoções novas, com o lançamento, em 2003, de 36 novos empreendimentos, num total de 2.066 fogos. A construção nova lançada nesta zona da cidade, durante o ano passado, reflectiu um aumento de 65 por cento relativamente a 2002, ano em que a construção nova se cifrou nos 19 empreendimentos. A zona Norte assumiu também uma forte dinâmica, segundo o estudo, vendendo o ano passado 1.555 apartamentos.
Lisboetas querem três assoalhadas
A oferta estudada pela consultora é dominada pelas tipologias T2 (33 por cento) e T3 (31 por cento). As tipologias com maior procura satisfeita são as tipologias T2 (três assoalhadas).
Em termos de preços médios por metro quadrado e por zona, a zona Oeste, por registar apenas um empreendimento e de elevada qualidade, em Belém, apresenta os valores mais elevados da cidade (3.350 euros por metro quadrado). Na zona Centro, o crescimento dos preços cifrou-se nos 23 por cento, com a habitação nova a apresentar valores de venda médios na ordem dos 2.885 euros por metro quadrado.
O Parque das Nações foi a área menos atingida pelo aumento dos preços médios, devido ao excesso de oferta, admite Margarida Alves, com crescimento de apenas dois por cento e com o preço por metro quadrado em cerca de 2.425 euros. Já no Centro da cidade, a habitação nova é vendida, em média, a 2.248 euros por metro quadrado, mais cinco por cento do que em 2002.
O estudo conclui, assim, que o mercado de habitação nova em Lisboa continua a registar uma variação positiva. Os preços médios cresceram seis por cento em relação ao ano anterior.
fonte:Publico (http://jornal.publico.pt/2004/12/29/LocalLisboa/LL03.html)