View Full Version : Castelos de Portugal


Reflex
February 8th, 2005, 05:13 PM
À semelhança do Thread "Palácios de Portugal" aqui está 1 com o objectivo de serem colocadas fotos/documentação sobre os nossos castelos...:)

Arpels
February 8th, 2005, 05:19 PM
não tenho praticamente fotos nehumas de castelos mas vou ver o k encontro por ai :okay:

Arpels
February 8th, 2005, 06:19 PM
ja to a fazer 1 compilação de castelos Reflex, amanha ponho fotos ;)

Barragon
February 8th, 2005, 07:58 PM
Aqui está o castelo de Almourol o único castelo de Portugal situado uma ilha
:)

http://www.rtribatejo.org/galeria/gr/almourol.jpg

http://migueleloi6.no.sapo.pt/Almourol/Almourol%2006.jpg

http://migueleloi6.no.sapo.pt/Almourol/Almourol%2003.jpg

http://migueleloi6.no.sapo.pt/Almourol/Almourol%2004.jpg

Arpels
February 8th, 2005, 08:06 PM
numa ilha fluvial Barragon, pq tens 1 castelo na Berlenga!!

Barragon
February 8th, 2005, 08:10 PM
numa ilha fluvial Barragon, pq tens 1 castelo na Berlenga!!

Isso é um forte :D

Phobos
February 8th, 2005, 10:58 PM
Castelo de Santa Maria da Feira

http://img.photobucket.com/albums/v241/Phobos.europe/4007300.jpg

http://img.photobucket.com/albums/v241/Phobos.europe/4008021.jpg

http://img.photobucket.com/albums/v241/Phobos.europe/4008027.jpg

http://img.photobucket.com/albums/v241/Phobos.europe/8048346.jpg

JohnnyMass
February 9th, 2005, 06:13 AM
Tenho algumas fotos pa pôr aqui, mas descbri este site altamente com montes de castelos vistos em 360º, fabulástico!!! Vão lá ver que não se arrependem!http://www.360portugal.com/Menu_Castelos/index.shtml

JohnnyMass
February 9th, 2005, 06:54 AM
OK, aqui vão elas...

Trancoso
http://img.photobucket.com/albums/v706/joao74/castelos/Picture144.jpg
http://img.photobucket.com/albums/v706/joao74/castelos/Picture132.jpg
http://img.photobucket.com/albums/v706/joao74/castelos/Picture122.jpg
http://img.photobucket.com/albums/v706/joao74/castelos/Picture075.jpg

Marialva
http://img.photobucket.com/albums/v706/joao74/castelos/Picture084.jpg
http://img.photobucket.com/albums/v706/joao74/castelos/Picture081.jpg http://img.photobucket.com/albums/v706/joao74/castelos/Picture100b.jpg

Vila Viçosa
http://img.photobucket.com/albums/v706/joao74/castelos/Picture019.jpg

Estremoz
http://img.photobucket.com/albums/v706/joao74/castelos/Picture051.jpg

Évoramonte
http://img.photobucket.com/albums/v706/joao74/castelos/Picture008.jpg

Numão
http://img.photobucket.com/albums/v706/joao74/castelos/Numao.jpg

Penedono
http://img.photobucket.com/albums/v706/joao74/castelos/Penedono.jpg

TeKnO_Lx
February 9th, 2005, 10:39 AM
para um país tão pequeno como o nosso temux uma quantidade "anormal" de castelos!!

TeKnO_Lx
February 9th, 2005, 11:15 AM
o de Almourol e santa maria da feira são os meus preferidos, simplesmente espetaculares!!

Arpels
February 9th, 2005, 11:28 AM
eu o da Feira duvido da veracidade historica da reconstrução efectuada na epoca da ditadura, não deixa de ser bonito mas...

Arpels
February 9th, 2005, 11:34 AM
para mim o mais fabuloso é o de Penodono, parece os castelos do senhor dos aneis :)

Barragon
February 9th, 2005, 02:10 PM
Gosto muito do castelo de Marvão :) já lá tive

Arpels
February 9th, 2005, 02:15 PM
ya é fixe o de Marvão, esta a 863 metros de altura e da pa ver desde a serra da Estrela até bem dentro de Espanha e Portugal!!

Barragon
February 9th, 2005, 02:26 PM
Não são castelos mas são fortificações ... mas não é isso que tira a sua beleza :)

Elvas

http://www.arqnet.pt/imagens/ip1-elvas.jpg

Almeida

http://www.cm-almeida.pt/images/adv_imagens/large/almeida_fotoaerea.jpg

Valença

http://www.cm-valenca.pt/images/turism2.jpg

Arpels
February 9th, 2005, 02:44 PM
é as fortalezas á Vouban Barragon, descobri 1 fabuloza no Brasil, esteve anos soterrada na selva, a fortaleza do principe da Beira, é fabulosa.

Barragon
February 9th, 2005, 02:58 PM
E mais castelos :)

Portel
http://valegrifo.com/alentejo/evorapics/Portelcastle.JPG
http://p.vtourist.com/1347223-portel_alentejo_portugal-Portel.jpg

Sines
http://www.fmm.com.pt/galeria/imagens/castelo.jpg
http://www.fmm.com.pt/galeria/imagens/castelo2.jpg

Santiago do Cacém
http://portugalia.free.fr/distritos/jpg_pte/santiago_cacem1.jpg

Alvito
http://www.portugalonline.com/pousadas_list/historical/images/alvito01.jpg
http://www.gt.estt.ipt.pt/techne%20on-line/castelosportugal/frente_alvito.jpg

Mértola
http://www.yarranet.net.au/aceweb/eliteracies/spain/mertola.JPG
http://www.legadoandalusi.es/itinerarios/it5/images/49inf.jpg

Noudar(Barrancos)
http://www.decumanoviaggi.it/images/Portogallo%20-%20Alentejo%20-%20Barrancos.jpg
http://www.fase1.com/images/Castelo%20de%20Noudar%20003-1.JPG

Juromenha
http://www.erde-in-bildern.de/pics/016000/016060.jpg

Terena
http://www.decumanoviaggi.it/images/Portogallo%20-%20Alentejo%20-%20Terena%20-%20Forte.jpg

Reflex
February 9th, 2005, 03:06 PM
E o mui nobre e sempre leal Castelo de S.Jorge em Lisboa...
http://img.photobucket.com/albums/v245/TheReflexx/Lisboa087.jpg

Reflex
February 9th, 2005, 05:14 PM
Por acaso também reparei... Cores maradas... Está 1 espectáculo!!! :okay:

Daniel C.
February 9th, 2005, 06:58 PM
Este thread está muito, gostei! Quando eu era garoto, adorava visitar castelos e imaginar que era um cavaleiro pronto para lutar contra os mouros e os castelhanos em defesa de Portugal...

Bom, a razão que nós temos tantos castelos é precisamente porque durante séculos Portugal esteve em permanente estado de alerta contra invasões mouras e castelhanas, daí a necessidade de haver postos de observação e de defesa. E até já ouvi dizer que o nosso país tem a maior quantidade de castelos de toda a Europa, mas não sei se é verdade. Os castelos Portuguêses são lindos, faz lembrar o quanto o nosso país é antigo.

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Um pequeno comentário quanto ao castelo de Almourol...senão me engano, o Castelo de Almourol foi construido pelos templários Portuguêses. E há outro no norte, não me lembro do nome que é semelhante a esse e hoje está submergido dentro de uma lagoa artificial.

Arpels
February 9th, 2005, 07:25 PM
mta coisa se Perdeu DanielC, mtos foram desmantelados a mão para utilizarem a pedra pa fazer casas :(

Barragon
February 10th, 2005, 01:21 AM
Um pequeno comentário quanto ao castelo de Almourol...senão me engano, o Castelo de Almourol foi construido pelos templários Portuguêses. E há outro no norte, não me lembro do nome que é semelhante a esse e hoje está submergido dentro de uma lagoa artificial.

Desconheço esse catelo submerso. Gostava de saber qual é alguem sabe? :cheers:

Reflex
February 10th, 2005, 01:30 AM
Também nunca ouvi falar...
De qualquer modo, mesmo adulterados, temos por aí muitos e bons castelos! :okay:

JohnnyMass
February 10th, 2005, 01:33 AM
Também nunca ouvi falar desse castelo submerso no norte. Um que se perdeu, mas o que ainda está emerso é simplesmente espectacular, que soidades do nosso Portugal. :cry:

JohnnyMass
February 10th, 2005, 01:35 AM
No entanto sei de um outro que foi submerso pela albufeira do Alqueva...era monumento nacional e nada mais nada menos que um castelo romano, se não me engano, mesmo na margem do Guadiana.

Tive a sorte de lá ir uns meses antes de fecharem as comportas da barragem, infelizmente não tenho aqui fotos comigo, estão todas em Portugal:(

Barragon
February 10th, 2005, 01:44 AM
No norte se foi submerso deve ter sido numa das barragens do Rabagão ... a de Venda Nova ou a do Alto Rabagão (Montalegre).

JohnnyMass
February 10th, 2005, 01:49 AM
para um país tão pequeno como o nosso temux uma quantidade "anormal" de castelos!!

é verdade, quando estive em Marialva comprei um pequeno guia do ippar sobre os castelos portugueses onde tudo acerca dos nossos castelos é muito bem explicadinho... :)

e o melhor é que tem um mapa com a localização de todos os castelos portugueses, é claro que acabei de o scanar e assim aqui vai...

http://img.photobucket.com/albums/v706/joao74/castelos/mapa.jpg

Também me dei ao trabalho de contar todas as pintinhas...167!!! :eek2: O nosso país é mesmo uma caixinha de surpresas :)

Barragon
February 10th, 2005, 01:52 AM
Faltam aí o de Sines, Mértola, Noudar :( por acaso também andei a procura dum mapa desses :D parecem formigas

Reflex
February 10th, 2005, 01:52 AM
É o preço a pagar pelo progresso...

Reflex
February 10th, 2005, 01:54 AM
Eheh, que mapa tao bacano!!! Muito bom!!! :)

JohnnyMass
February 10th, 2005, 01:55 AM
gracias amigos!;)

Barragon
February 10th, 2005, 01:56 AM
Johnny a ver se fazes aí umas pintinhas :D

JohnnyMass
February 10th, 2005, 01:57 AM
:naughty:

Fern
February 10th, 2005, 01:59 AM
1350-1450, nao teram sido construidos castelos depois disso?? De qualquer maneira o numero e impressionante para um pais tao pequeno!!

JohnnyMass
February 10th, 2005, 02:05 AM
1350-1450, nao teram sido construidos castelos depois disso?? De qualquer maneira o numero e impressionante para um pais tao pequeno!!

também fiquei intrigado, mas aqui no guia não diz nada, o que penso que poderá ter acontecido é que alguns foram reforçados ou modificados por alturas da guerra da independência por volta de 1640.

Arpels
February 10th, 2005, 10:41 AM
não esqueçam que apartir de 1450 já se fazem notar os ecos da Renascença ou seja, os castelos como estruturas defensivas vão ser substituidos por fortalezas ou vão ser transformados em casas particulares por essa Europa fora, alm do mais o nucleo central dos castelos ja estava feito, o que podiam fazer era alargar as cinturas de muralhas, felizmente Portugal escapou em parte a essas transformações e temos bons exemplos de castelos medievais perfeitamente prezervados.

Lss911
February 10th, 2005, 11:52 AM
Na época de D.João V foram construidas imensas fortalezas junto ao Mar...este Rei foi um autêntico ministro das obras públicas! Construiu grandes obras como o aqueduto das águas livres ou o Convento de Mafra!

Arpels
February 10th, 2005, 02:20 PM
poix, esse fez algumas coisas de bardar aos anjos, com imenso ouro do Brasil nos bolssos foi tirar dinheiro ao bolso dos Portuguêses pa construir o aqueduto das aguas livres :rant:

:D

Reflex
February 10th, 2005, 03:55 PM
Deixa lá, ficámos nas lonas, mas pelo menos agora os turistas têm muitas coisas para ver! :laugh:

Daniel C.
February 12th, 2005, 12:37 AM
Desculpem, enganei-me na região!!! O Castelo a que eu me referia é o mencionado pelo JohonnyMass. Como já faz tanto tempo que vi a reportagem sobre esse castelo, por alguma razão ficou-me na mente que era no norte do país. :doh:

Reflex
February 12th, 2005, 12:44 AM
É pena... Era sinal que tinhamos + 1 beleza desconhecida em Portugal!;)

Fabio
February 12th, 2005, 01:04 AM
interessante esses castelos fortificados alguns fortes lembram muito os do nordeste do Brasil.


:okay:

Arpels
February 12th, 2005, 01:07 AM
tem o caso do forte do Principe da beira no sul do Brasil, ele é magnifico, ja houviu falar dele Fabio?

Fabio
February 12th, 2005, 02:20 AM
tem o caso do forte do Principe da beira no sul do Brasil, ele é magnifico, ja houviu falar dele Fabio?


pelo nome eu não me lembro, em qual cidade ou estado fica, vc sabe?

Barragon
February 12th, 2005, 02:24 AM
Dois Castelos que gosto muito pela paisagem em volta :)

Sesimbra
http://www.gt.estt.ipt.pt/techne%20on-line/castelosportugal/sesimbra1.jpg

Palmela
http://www.pousadasportugal.com/pousadas_list/images/palmela01.jpg

http://www.castelos.com.pt/stb/plm/palmela-entrada.jpg

Reflex
February 12th, 2005, 02:32 AM
Fantástico, Barragon! :applause:
O Castelo de Palmela é 1 dos mais bonitos em Portugal; o de Sesimbra 1 dos mais sui generis, com 1 cemitério no seu interior...;)

Falta o de Leiria, um dos mais marcantes, pena não ter fotos...:(

Barragon
February 12th, 2005, 03:04 AM
Catelo de Leiria sem dúvida dos mais bonitos :)

http://lisabon.wz.cz/04-04-09/IMG_1576.jpg

http://www.mariosantos.com/coc_training_camp_panflet/castelo_leiria.jpg

http://www.casadoouteiro.com/imagens/fotos/leiria.jpg

http://www.worldstadiums.com/stadium_pictures/europe/portugal/leiria/leiria_pessoa2.jpg

Reflex
February 12th, 2005, 03:32 AM
:master:
É impressão minha ou o estádio está a estragar por completo a envolvencia??? Ainda só vi fotos tiradas do estádio, nunca nenhuma de cima, mas tenho ideia que o Taveira desta vez excedeu-se!! :wallbash:

Arpels
February 12th, 2005, 02:29 PM
o estadio não esta mesmo ao pe do castelo, aqui na foto da essa senssação mas não esta de facto!!

Reflex
February 12th, 2005, 02:38 PM
Eu sei, Arpels... Mas que qualquer modo dá-me ideia que deveriam ter feito qualquer coisita mais discreta (como se essa palavra entrasse no dicionário do Taveira!! :|), porque me parece que estraga 1 pouco a zona, em especial visto do Castelo...
(alguém tem alguma foto do estádio visto do castelo?)

Barragon
February 12th, 2005, 02:44 PM
Pois tens razão :) o estádio devia ter sido construído tipo o do dragão... mais uniforme com uma cor só... ficava muito melhor na paisagem envolvente ao castelo

Arpels
February 12th, 2005, 02:49 PM
sim sim, as cores não foram la mto penssadas tendo em conta a envolvencia do bairro antigo de leiria :(

Reflex
February 13th, 2005, 01:37 AM
Este meu avatar é 1 imagem tirada no Castelo dos Mouros (no mesmo sitio dessa tua última...) modificada...;)

Arpels
February 13th, 2005, 01:39 AM
este avatar k tens? :uh:

Reflex
February 13th, 2005, 01:41 AM
Sim, este rosa/roxo... Modifiquei a foto e ainda estou para saber como é que consegui criar este efeito!! :eek:
Se reparares ve-se em 1º plano em roxo a arvore e ao fundo da parte de baixo/direita a torre...

Arpels
February 13th, 2005, 01:57 AM
sim a torre da pa descernir mas a arvore, parece 1 gaja com 200 kg a fezer strip!!


:D

Reflex
February 13th, 2005, 02:04 AM
:rofl: :rofl:

Reflex
February 13th, 2005, 02:07 AM
A Pena vista de Seteais! :okay:
http://img.photobucket.com/albums/v245/TheReflexx/Odv03_041.jpg

Arpels
February 13th, 2005, 02:22 PM
boa Reflex, magnifica vista ;)

Fabio
February 13th, 2005, 07:18 PM
^^

que bonitos e que fotos essas que vc achou hein Arpels.


:okay:

Arpels
February 13th, 2005, 07:21 PM
brigados!!

Marco Bruno
February 13th, 2005, 07:48 PM
descobri esta foto de outro palacete em Sintra, adoro o verde ao redor!
http://img.photobucket.com/albums/v119/rael_portugal/Lisbon_Streets_and_Buildings/f346137_sintra.jpg

Reflex
February 13th, 2005, 07:57 PM
Fantástica foto, Marco! :eek:
Outros 2 que também adoro, é aquele que fica em frente à Regaleira e outro que fica na subida para a Pena...:okay:

Marco Bruno
February 13th, 2005, 07:58 PM
por acaso era para colocar no thread dos palácios, enganei-me...

Reflex
February 13th, 2005, 08:07 PM
Eu percebi...:) Eu também me enganei quando coloquei aquele da Pena visto de Seteais aqui...:ohno:

Barragon
February 13th, 2005, 08:16 PM
Pois tava a ver k me tinha enganado no thread

Arpels
February 13th, 2005, 08:21 PM
descobri esta foto de outro palacete em Sintra, adoro o verde ao redor!
http://img.photobucket.com/albums/v119/rael_portugal/Lisbon_Streets_and_Buildings/f346137_sintra.jpg
era esse mesmo k procurava :) a uns tempos atras vi 1 filme gravado lá, é fantastico.

Barragon
February 13th, 2005, 08:24 PM
era esse mesmo k procurava :) a uns tempos atras vi 1 filme gravado lá, é fantastico.

A Nona Porta?

Arpels
February 13th, 2005, 08:27 PM
peguntas bem Barragon, sei k liguei 1 canal qualquer e reparei que era la mas n vi o filme td :(

Fabio
February 13th, 2005, 08:56 PM
@Marco

que achado hein, esta palacete parece ser muito bonito e o verde ao redor da um ar muito legal.


:okay:

Barragon
February 14th, 2005, 12:13 AM
+ Castelos

Belver (Gavião)
http://castelosdeportugal.no.sapo.pt/fotosdecastelos/belver1.jpg

http://www.gt.estt.ipt.pt/techne%20on-line/castelosportugal/belver_1.1.jpg

http://www.castelos.com.pt/ptg/gav/praia-alamal-gde.jpg

Porto de Mós ( biútiful :D)
http://castelosdeportugal.no.sapo.pt/fotosdecastelos/mos1.jpg

http://portugalia.free.fr/distritos/jpg_pte/porto_mos1.jpg

Arpels
February 14th, 2005, 01:47 PM
são fixes esses Barragon, o de Belver numca vi ao vivo, ta bem tratadinho!!

O Prof Godin
June 23rd, 2007, 11:45 PM
Lista de treads de Castelos :

Castelos de Portugal
Geral
http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=489985

Castelos de Bragança
http://www.skyscrapercity.com/showpost.php?p=13899479&postcount=1
Plantas Cortes e Alçados
http://www.skyscrapercity.com/showpost.php?p=13899511&postcount=2
Refes e Bibliografia
http://www.skyscrapercity.com/showpost.php?p=13899668&postcount=5

Castelo e Fortificações de Elvas
http://www.skyscrapercity.com/showpost.php?p=13959351&postcount=16
Refes e Bibliografia
http://www.skyscrapercity.com/showpost.php?p=13959406&postcount=17

Castelo de Avis
http://www.skyscrapercity.com/showpost.php?p=14011132&postcount=19

Castelo de Évora Monte
http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=412229&highlight=Evora+Monte
http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=489985

Castelo de Leiria
http://www.skyscrapercity.com/showpost.php?p=14044493&postcount=24
Plantas e Alçados
http://www.skyscrapercity.com/showpost.php?p=14044534&postcount=25

Castelo de Tomar
http://www.skyscrapercity.com/showpost.php?p=14046185&postcount=26

Castelo de Santo Estêvão - Chaves
http://www.skyscrapercity.com/showpost.php?p=14095590&postcount=31
http://www.skyscrapercity.com/showpost.php?p=14095657&postcount=32
Plantas Cortes e Alçados
http://www.skyscrapercity.com/showpost.php?p=14095698&postcount=33

Torre de São Vicente - Torre de Belém
http://www.skyscrapercity.com/showpost.php?p=14239876&postcount=36
http://www.skyscrapercity.com/showpost.php?p=14239942&postcount=37
Plantas de Implantação
http://www.skyscrapercity.com/showpost.php?p=14239973&postcount=38
Plantas Cortes e Alçados
http://www.skyscrapercity.com/showpost.php?p=14239998&postcount=39
Alçados
http://www.skyscrapercity.com/showpost.php?p=14240031&postcount=40
Refes e Biblo
http://www.skyscrapercity.com/showpost.php?p=14240059&postcount=41

Castelo de Ourém
http://www.skyscrapercity.com/showpost.php?p=14550668&postcount=44
http://www.skyscrapercity.com/showpost.php?p=14550702&postcount=45
http://www.skyscrapercity.com/showpost.php?p=14550793&postcount=46
Refes e Biblo
http://www.skyscrapercity.com/showpost.php?p=14550834&postcount=47

Castelo de Mértola
http://www.skyscrapercity.com/showpost.php?p=14642465&postcount=50

Castelo de Castro Marim, Faro
http://www.skyscrapercity.com/showpost.php?p=14643711&postcount=51
Refes e Biblos
http://www.skyscrapercity.com/showpost.php?p=14643724&postcount=52

Castelo Velho de Alcoutim
http://www.skyscrapercity.com/showpost.php?p=14643762&postcount=53

Fortaleza de Alcoutim, Faro
http://www.skyscrapercity.com/showpost.php?p=14643822&postcount=54
Refes e Biblo
http://www.skyscrapercity.com/showpost.php?p=14643840&postcount=55

Forte de Nossa Senhora da Conceição, Cabanas, Tavira
http://www.skyscrapercity.com/showpost.php?p=14717349&postcount=59

Forte de Cacela; Forte do Rato; Torre D`Ares, Luz; Castelo de Tavira
http://www.skyscrapercity.com/showpost.php?p=14717609&postcount=60

Ruínas do Castelo de Salir, Loulé
http://www.skyscrapercity.com/showpost.php?p=14717750&postcount=61

Castelo ou Fortaleza de Faro
http://www.skyscrapercity.com/showpost.php?p=14717849&postcount=62

Sé Catedral - Igreja de Santa Maria - Fortaleza de Faro
http://www.skyscrapercity.com/showpost.php?p=14717959&postcount=63

Dois Castelos no Alentejo - Évoramonte e Arraiolos
http://www.skyscrapercity.com/showpost.php?p=17682668&postcount=71

Castelo de Palmela
http://www.skyscrapercity.com/showpost.php?p=20290010&postcount=73


Outro Site:
http://www.portugalweb.net/castelos/RAIZES.asp

Castelo de Santa Maria da Feira
http://picasaweb.google.com/tolivio/SantaMariaDaFeiraPortugal#5195817673413139314



Estando a acabar o meu primeiro giga de fotos, lembrei-me de fazer mais este thread sobre os castelos de Portugal, onde se pode reunir bastante informação já posta e adicionar nova informação.

Também me parece que este thread e os meus outros dois threds sobre os solares e as pousadas poderiam ir para Sticky, pela seu obvio interesse para quem visita o nosso fórum, sobretudo de outros países. É uma sugestão que deixo aos moderadores…

Começo pelo Castelo de Bragança


http://i164.photobucket.com/albums/u17/banithor/Portugal/Castelos%20de%20Portugal/Castelo%20de%20Braganca/CastelodeBragana.jpg

http://i164.photobucket.com/albums/u17/banithor/Portugal/Castelos%20de%20Portugal/Castelo%20de%20Braganca/CastelodeBragana2.jpg

http://i164.photobucket.com/albums/u17/banithor/Portugal/Castelos%20de%20Portugal/Castelo%20de%20Braganca/CastelodeBragana3.jpg

http://i164.photobucket.com/albums/u17/banithor/Portugal/Castelos%20de%20Portugal/Castelo%20de%20Braganca/ImageMaximized4.jpg

http://i164.photobucket.com/albums/u17/banithor/Portugal/Castelos%20de%20Portugal/Castelo%20de%20Braganca/ImageMaximized5.jpg


http://i164.photobucket.com/albums/u17/banithor/Portugal/Castelos%20de%20Portugal/Castelo%20de%20Braganca/CastelodeBragana11.jpg

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:) :) :) :cheers:

O Prof Godin
June 23rd, 2007, 11:46 PM
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daniel322
June 23rd, 2007, 11:47 PM
Não existe nenhuma foto do antigo castelo de Coimbra? apenas sei que o que restava foi destruído na renovação (destruição) da alta..

O Prof Godin
June 23rd, 2007, 11:53 PM
Só depois de fazer o thread é que vi que o Daniel já tinha iniciado um thread anterior sobre o mesmo assunto, http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=325147

E aliás é isto mesmo que eu digo. Deveria existir alguma organização sobre a informação que aqui se mete…deixo este pensamento para os 8 moderadores pensarem…

Quanto ao Castelo de Coimbra Daniel, infelizmente penso que ainda não houve quem se interessasse pela sua imagem real. Eu tenho algumas plantas que depois posto. Como foi iniciada a sua demolição ainda no século XVIII, não existem fotos…

O Prof Godin
June 23rd, 2007, 11:58 PM
Castelo de Bragança

Monumento

Nº IPA
PT010402420003

Designação
Castelo de Bragança

Localização
Bragança, Bragança, Santa Maria

Acesso
R. do Santo Condestável e pela R. da Rainha

Protecção
MN, Dec. 16 de Junho 1910, DG n.º 136 de 23 Junho 1910

Enquadramento
Urbano, isolado, inserido no alto de uma elevação, implantado numa cota que se aproxima dos 700 m. de altitude. O conjunto é um todo harmonioso mas um pouco artificial. A muralha envolve a zona antiga da povoação, que se desenvolve a partir de dois eixos viários que estabelecem a ligação entre a suas portas; destes, é a Rua da Cidadela aquela que faz o antigo traçado entre as portas remanescentes, uma delas a de Santo António, a partir da qual irradiam duas ruas e respectivos quarteirões edificados. À esquerda encontra-se um pequeno quarteirão interrompido pelo espaço onde se localiza o Pelourinho (v. PT010402420005) e que antigamente foi ocupado pela igreja de S. Pedro. Ao centro, e ostentando maior comprimento, fica o principal aglomerado populacional e que tem, no seu topo, a Igreja de Santa Maria e a célebre Domus Municipalis (v. PT010402420004). à frente da torre menagem, amplo terreiro, pontuado por algumas árvores de porte médio.

Descrição
De planta oval irregular, adaptando-se à morfologia do terreno, formada por cinta de muralhas que envolve o núcleo antigo, com a espessura de cerca de 2 metros, ameada, com caminho de ronda, ostentando quinze cubelos, de formas distintas (circulares ou rectangulares) e com tamanhos diferentes, destacando-se um, no lado SO, pela sua invulgar altura. A muralha é interrompida por várias portas, destacando-se as de Santo António, a O., que mantém, no seu intradorso, um nicho com a imagem do taumaturgo e a da Vila, a E., ladeada por dois torreões, de perfil rectilíneo. No lado S., apresenta uma plataforma ampla, projectada para o exterior da muralha e que proporcionava a defesa do rio. A torre de menagem encontra-se adossada à muralha, a N., protegida por barbacã com sete cubelos semicirculares, sendo de planta quadrangular, com cerca de 33 metros de altura, dotada de sapata com cerca de 6 metros de altura. Evolui em três andares, rasgados por seteiras, janelas ogivais, uma delas, a virada a S., geminada e decorada com quadrifólios, sendo sobrepujada pelas armas de Avis; superiormente, os ângulos são reforçados para dar lugar a guaritas semicirculares e ostenta matacães. A entrada faz-se por porta existente no primeiro registo a vários metros de altura e acede a vasta sala que liga à cisterna e à masmorra, na zona inferior da torre, e aos andares superiores por escada de pedra central, que rematam em terraço de tijoleira, protegido por merlões piramidais. As dependências interiores têm coberturas em abóbadas de berço apontado, que descançam em fortes pilares de cantaria granítica. Junto à torre de menagem, surge uma segunda torre, denominada da Princesa *1, junto a um cubelo rectangular e com várias frestas de iluminação na face S., tendo cobertura de telhado a quatro águas. Entre as duas torres, desenvolve-se a praça de armas, ostentando várias cortinas ameadas, casamatas, bombardeiras e é visível a ponte que liga o caminho de ronda à entrada da torre de menagem, a qual assenta em arco apontado.

Utilização Inicial
Militar: castelo

Utilização Actual
Marco histórico-cultural / Cultural: Museu Militar (Torre de Menagem - aberta das 9:00 às 12:00 e das 14:00 às 17:00, encerrando à 5.ª feira, 1 Janeiro, Páscoa, 1 Maio e 25 Dezembro))


Época Construção
Séc. 13 / 14 / 15 / 18 / 20

Cronologia
Época romana - a povoação, já existente, terá ganho importância estratégica, ao situar-se na confluência de várias estradas militares; Júlio César transforma a povoação em praça militar; séc. 12 - D. Afonso Henriques encarregou o cunhado, Fernão Mendes, de fundar uma povoação no outeiro de Benquerença, onde se construiu castelo; povoação foi cercada pelo exército leonês, na sequência do repúdio da infanta D. Teresa, irmã de D. Sancho I, provocando vários estragos; 1130 - é referida com o nome de Benquerença; 1187 - doação de foral por D. Sancho I e reedificação do castelo; 1253 - D. Sancho II doa foral, denominando a povoação "Bragança" e construiu altas muralhas à volta da mesma; 1279 - 1325 - provável reconstrução do imóvel, por ordem de D. Dinis, com a erecção de segunda muralha; séc. 14 - na sequência da confiscação dos bens de Afonso Sanches por D. Afonso IV, a povoação foi assolada pelas tropas afectas do primeiro; 2.ª metade - na sequência da guerra entre Henrique I de Castela e D. Fernando, a povoação foi tomada pelos castelhanos até ao Tratado de Alcoutim (1371); 1383 - 1385 - o alcaide era João Afonso Pimentel, casado com a irmã da rainha, D. Leonor Teles (Joana Teles, que recebera a povoação como dote), o qual mudou várias vezes no apoio à causa castelhano ou à do Mestre de Avis; 1401 - origem da Casa de Bragança, pelo casamento de D. Afonso, conde de Barcelos e I Duque de Bragança com D. Beatriz, filha de D. Nuno Álvares Pereira; 1409 - reconstrução e edificação da torre de menagem, a mando de D. João I, o qual cobrou impostos para financiar a obra, incluindo diversos arranjos nas muralhas e caminho de ronda; construção da cisterna, denominada Poço del-Rei; 1464 - D. Afonso V atribui-lhe o título de cidade, a pedido de D. Fernando, Duque de Bragança; séc. 16 - desenhada por Duarte de Armas, de planta ovalada irregualr adaptando-se à topografia do terreno, com muralha, barbacã, protegida por cubelos circulares, em algumas partes arruinada, enorme torre de menagem com guaritas de ângulos e rasgada por várias janelas de volta perfeita, ligada por passadiço à Torre da Princesa, com várias janelas e seteiras; cisterna junto à praça de armas; 1511 - doação de foral por D. Manuel I; séc. 17 - obras de adaptação nas torres, na sequência das necessidades da Guerra da Restauração; 1727 - D. João V manda fazer obras gerais na fortificação; 1762 - invasão espanhola do marquês de Sarriá destruiu as torres e casas adossadas às muralhas; séc. 18, final - a cidade foi invadida pelos franceses; 1789 - o telhado do castelo encontrava-se arruínado; 1829 - obras no armazém do castelo; 1936 - instalação do Museu Militar na torre de menagem; 1960 - o Batalhão de Caçadores 3 abandona as instalações na cidadela; 1964 - obras no castelo para beneficiação da Domus Municipalis; 2006 - restauro das casas da cidadela, pela Câmara Municipal, utilizando fundos comunitários, no âmbito do programa POLIS.

Tipologia
Arquitectura militar, gótica. Castelo implantado numa elevação, de planta oval irregular, com adarve de alvenaria granítica, aberto, protegido por muro rematado por merlões, onde surgem vários cubelos com seteiras de várias formas. Torre de menagem quadrangular junto à muralha, com três andares, com janelas em arco apontado, porta em nivel elevado, sendo o interior servido por escadas de cantaria e com coberturas em abóbada de berço apontado, com semelhanças ao Castelo de Carnickfergus, próximo de Belfast, na Irlanda. Junto a esta, a torre residencial, quadrangular e rasgada por várias janelas rectangulares.

Características Particulares
D. Sancho I inaugurou em Bragança um esquema de implantação, em que o termo das vilas correspondia aos extensos territórios das antigas terras, que depois se tentaria aplicar nas novas fundações de Trás-os-Montes.

Dados Técnicos
Estrutura mista.

Materiais
Granitos argamassados e usados em "opus quadratum".

Bibliografia
TEIXEIRA, António José, O Castelo de Bragança, s.l., 1933; Ministério das Obras Públicas, Relatório da Actividade do Ministério nos anos de 1957 e 1958, 1º Volume, Lisboa, 1959; FELGUEIRAS JÚNIOR, Francisco, Roteiro e Escorço Histórico da Cidade de Bragança, in Amigos de Bragança, 2.ª série, n.º 7-8, Bragança, Fevereiro 1964; ALVES, Francisco Manuel, Memórias arqueológico-históricas do distrito de Bragança, 11 vols, 2.ª ed., Bragança, 1981-1982; LOPO, Albino Pereira, Bragança e Benquerença, 2.ª ed., Lisboa, 1983; CARVALHO, Eduardo, O Castelo de Bragança, in Brigantia, vol. IV, n.º 4, Bragança, 1984; MARTINS, João Vicente, O castelo de Bragança, in Actas do II Congresso sobre monumentos militares, Lisboa, 1984; DIAS, Pedro, A Arquitectura do ciclo Batalhino, in O Gótico. História da Arte em Portugal, vol. 4, Lisboa, 1986, pp. 64 - 109; ALMEIDA, José António Ferreira de [coord.], Tesouros artísticos de Portugal, 3.ª ed., Lisboa, 1988; GIL, Júlio, Os mais belos castelos de Portugal, Lisboa, 1986; ARMAS, Duarte de, Livro das Fortalezas, Lisboa, 1990; AZEVEDO, José Correia de, Inventário artístico ilustrado de Portugal. Trás-os-Montes e Alto Douro, Algés, 1991; TEIXEIRA, António José, O Castelo de Bragança, 2.ª ed., Bragança, 1991; LOPES, Flávio [coord.], Património arquitectónico e arqueológico classificado. Distrito de Bragança, Lisboa, 1993; Guia de Portugal, vol. V, tomo II, 2.ª ed., Lisboa, 1988; MENDONÇA, Manuela, Bragança: da vila de fronteira à capital de província. Notas para uma monografia de Bragança. Séculos XII-XVII, in Cidades, vilas e aldeias de Portugal. Estudos de história regional portuguesa, vol. I, Lisboa, 1995, pp. 235-253; RUIVO, José Afonso, Cidade de Bragança e freguesia da Sé, Bragança, 1995; JACOB, João Manuel Neto, Bragança, Lisboa, 1997; Dicionário enciclopédico das freguesias, 3.º vol., Matosinhos, 1997, p. 25; BARROCA, Mário Jorge, D. Dinis e a arquitectura militar portuguesa, in Revista da Faculdade de Letras. História, II série, tomo XV-1, Porto, 1998, pp. 801-822; CUNHA, Arlindo de Magalhães Ribeiro da [coord.], Caminhos portugueses de peregrinação a Santiago. Itinerários portugueses, s.l., 1999; MONTEIRO, João Gouveia, Os castelos portugueses dos finais da Idade Média, Lisboa, 1999; VERDELHO, Pedro, Roteiro dos Castelos de Trás-os-Montes, Chaves, 2000; COSTA, Sandra Silva, O orgulho medieval de Bragança, Fugas, in Público, Lisboa, 1 Setembro 2001; FERNANDES, Maria da Conceição Correia, Uma história da diocese de Bragança-Miranda, Lisboa, 2001; BARROCA, Mário Jorge, O Gótico. História da Arte em Portugal, vol. II, Lisboa, 2002; Bragança - recuperação da Cidadela custa quase meio milhão, in Jornal de Notícias, 19 Março 2006.

Intervenção Realizada
DGEMN: 1936 / 1937 / 1938 / 1939 - restauro das muralhas; 1940 - restauro da torre de menagem; 1944 / 1945 / 1946 / 1947 / 1948 / 1949 - restauro das muralhas, reconstrução de apoio à Torre do Relógio, restauro da Torre de Menagem, assentamento de portas; 1956 - reparação do travejamento do torreão; 1957 / 1958 - obras de conservação do Quartel do Batalhão de Caçadores n.º 3, pelos Serviços de Construção e Conservação; 1961 / 1962 - consolidação e iluminação; 1963 - arranjo da muralha na envolvente da Domus; 1964 - conservação da muralha junto da torre da Princesa, nos adarves e torres, reconstrução da Porta do Sol, demolição de edifícios pertencentes ao extinto Batalhão de Caçadores, recuperação da cidadela e execução de calçadas; 1965 / 1966 / 1967 - reconstrução de panos de muralha, dos torreões e da Porta do Sol; beneficiação do adarve; 1968 - restauro da parede adossada à Torre da Princesa; 1977 - reparação do pára-raios; 1979 / 1980 - conservação da Torre de Menagem e consolidação da escada de acesso ao adarve, recuperação da cripta; 1981 / 1982 - adaptação da Torre de Menagem a Museu, beneficiação de vários troços da muralha; 1983 / 1984 - conservação dos paramentos do castelo e remodelação da rede eléctrica; 1991 - instalação de rede eléctrica na área envolvente.

Observações
*1 - esta torre está envolta em várias lendas: uma delas envolve uma princesa moura, encerrada na torre devido aos seus amores proibidos com um cavaleiro cristão, a qual acabaria por morrer, ao repudiar o noivo imposto pelo pai; segunda outra lenda, na torre se refugiou D. Sancha, irmã de D. Afonso Henriques, lamentando as infidelidades do marido, Fernão Mendes.

Fonte: www.monumentos.pt

daniel322
June 24th, 2007, 12:02 AM
Eu tenho algumas plantas que depois posto. Como foi iniciada a sua demolição ainda no século XVIII, não existem fotos…

:okay: Obrigado, o máximo que vi foram gravuras de época mas não se via nada de jeito..

pedrodepinto
June 24th, 2007, 01:08 AM
Excelente thread, Professor :applause:!

Barragon
June 24th, 2007, 03:38 AM
Acho que já há um thread destes :D mas bom post sim senhora

JohnnyMass
June 24th, 2007, 03:27 PM
acho que os comentários à organização da moderação são dispensáveis. muitos dos threads que se fazem por aqui seriam interessantes para quem nos visita mas como é óbvio não os podemos meter todos em sticky...

acho portanto que antes de criticar seria mais interessante procurar o que já existe antes de fazer de novo é que sinceramente já me cansa um bocado a ideia que o sr prof godim tem de que antes de aparecer por estas bandas ninguém por aqui mostrava ou discutia arquitectura...

não só isso acontecia como havia, e há, vários threads exclusivamente dedicados aos nossos castelos, palácios, estilos arquitectónicos, etc, etc... basta procurar, apenas não podem estar todos em sticky.

algo para pensar...

Mais adianto que não é algo que não me tenha já passado pela cabeça, tendo até já começado a pensar numa forma fácil de o fazer. Mas o que estou a pensar é moroso e como a vida profissional não tem ajudado não o consegui fazer ainda, mas asseguro que ainda durante o verão vai acontecer.;)

Espero que então as queixas terminem.

mynuster
June 24th, 2007, 03:38 PM
mto bom Prof! :okay:

snitrom
June 24th, 2007, 10:50 PM
O Prof Godin não possuirá algum material sobre o antigo castelo de Braga? Fotos, plantas, etc. Era algo que gostava imenso de conhecer...

O Prof Godin
June 24th, 2007, 11:26 PM
O Prof Godin não possuirá algum material sobre o antigo castelo de Braga? Fotos, plantas, etc. Era algo que gostava imenso de conhecer...

…assim de repente não me lembro de nada em especial…mas vou ver se encontro alguma informação…:)

snitrom
June 25th, 2007, 12:48 AM
…assim de repente não me lembro de nada em especial…mas vou ver se encontro alguma informação…:)

ok :okay:

Petronius
June 27th, 2007, 12:58 AM
há muitos sites com várias colecções diferentes de fotografias de castelos em Portugal.

http://www.portugal.montranet.com/portugal/vicosa/index.htm

http://www.portugalweb.net/castelos/RAIZES.asp

são disso exemplos. Há muitos castelos em Portugal, bastantes em ruínas.

zeh
June 27th, 2007, 03:57 AM
o interessante é ver as plantas, muito bom!:cheers:

O Prof Godin
June 27th, 2007, 04:38 AM
http://i164.photobucket.com/albums/u17/banithor/Portugal/Elvas/Castelo/ImageMaximized-1.jpg

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…ena tantas…algumas repetidas…:cheers:

O Prof Godin
June 27th, 2007, 04:43 AM
Muralhas e obras anexas da Praça de Elvas / Cercas urbanas medievais, fortificaçao abaluartada da Praça de Elvas e fortins do campo entrincheirado (v. PT041207020005, PT041207020006 e PT041207030027)

IPA
Monumento

Nº IPA
PT041207020011

Designação
Muralhas e obras anexas da Praça de Elvas / Cercas urbanas medievais, fortificaçao abaluartada da Praça de Elvas e fortins do campo entrincheirado (v. PT041207020005, PT041207020006 e PT041207030027)

Localização
Portalegre, Elvas, Alcáçova

Acesso
Cidade de Elvas. Fortim de São Domingos: no Outeiro de São Francisco, junto ao Aqueduto da Amoreira e do Convento de São Francisco. Fortim de São Pedro: no outeiro de São Pedro a S. da Praça de Guerra

Protecção
MN, Dec. nº 28 536, DG 66 de 22 Março 1938; Dec. nº 30 762, DG 225 de 26 Setembro 1940 e Dec. nº 37 077, DG 228 de 29 Setembro 1948

Enquadramento
Urbano. Delimitando a zona antiga da cidade

Descrição
1ª CERCA: limitada pela R. Martim Mendes, Lg. das Portas do Sol, Ladeira e Beco das Freiras, Lg. de Santa Clara e Calçadinha do Castelo; elementos visíveis da via pública: troço de muralha que parte do ângulo E. do castelo, torreão, Arco do Miradeiro, dois torreões reabilitados, Portas do Templo. 2ª Cerca: limitada pelas Ruas do Cano, de Braz Coelho, da Cadeia e de João Pereira de Abreu; elementos visíveis da via pública: torreão do campanário da Igreja de São Pedro, dois torreões, torreão da Porta da Encarnação, Porta da Praça, Torre da Cadeia, Arco do Bispo. CERCA FERNANDINA: largamente coincidente com a fortificação abaluartada; elementos identificáveis: torreão do Baluarte da Porta Velha, Porta Velha com duas troneiras cruciformes, no flanco protegido pelo orelhão do referido baluarte, troço de muralha que engloba a cortina entre os baluartes do Casarão e da Porta Velha, torreão ameado no interior do Baluarte de São João de Deus. FORTIFICAÇÃO ABALUARTADA: planta poligonal, irregular, composta por sete baluartes, quatro meios-baluartes e 12 cortinas. Cortina com a Porta de Olivença e revelim com a porta exterior, Baluarte de Olivença, com contraguarda, cortina com poterna, Baluarte de São João de Deus com cavaleiro e poterna, cortina com poterna e contraguarda, Redente do Cascalho, cortina com a Porta da Esquina e revelim com a porta exterior, Baluarte de Nossa Senhora da Conceição com contraguarda, cortina com poterna, Meio baluarte do Trem, cortina com poterna, Meio baluarte do Príncipe, cortina, Baluarte de Santa Bárbara, cortina, Meio baluarte de São João da Corujeira, cortina com Porta de São Vicente e revelim com a porta exterior, Baluarte da Porta Velha com orelhão direito, Obra Coroa protegida por redente, revelim e tenalha, cortina com tenalha, Baluarte do Casarão com cavaleiro e contraguarda, cortina com poterna, tenalha simples e Praça de Armas entrincheirada, Meio Baluarte de São Domingos, cortina com Praça de Armas entrincheirada, Baluarte da Praça de Armas, com cavaleiro. FORTINS OU REDUTOS: de São Mamede, a SE. do Forte de Santa Luzia (v. PT041207030027), em polígono irregular de quatro lados; de São Pedro, a S. da Praça de Elvas e a O. do Forte de Santa Luzia, em polígono irregular de quatro lados; de São Domingos, a O. da Praça de Elvas, em polígono irregular de quatro lados; de São Francisco, a O. da Praça de Elvas e a NE. do Fortim de São Domingos, com várias cortinas dispostas de forma irregular do ponto de vista geométrico *2.

Descrição Complementar
Não definido

Utilização Inicial
Militar: fortificação

Utilização Actual
Turística e cultural / Agrícola (Fortim de São Mamede) / Militar: quartel (duas das torres da cerca fernandina e baluartes do Casarão / Devoluto

Propriedade
Pública: municipal / Pública: estatal / Privada: pessoas singulares

Afectação
Ministério da Defesa Nacional

Época Construção
Séc. 8 / 9 / 10 / 11 / 12 / 13 / 14 / 15 / 16 / 17 / 18 / 19

Arquitecto | Construtor | Autor
Conde de Vimioso, Matias de Albuquerque, General Dom João da Costa, João Pascácio Cosmander e Rui Correia Lucas: fortificação abaluartada

Cronologia
Séc. 8 - 12 - conquista e ocupação muçulmana de Elvas com a respectiva fortificação; 1166 - conquista temporária de Elvas por D. Afonso Henriques; 1200 - cerco por D. Sancho I; 1226 - tomada e abandono de Elvas por tropas leonesas e portuguesas (D. Sancho II ); 1228 - assédios e conquista definitiva de Elvas por D. Sancho II; 1229 - primeiro foral; 1230 - ocupação de Elvas após o abandono dos muçulmanos que a haviam voltado a habitar; séc. 13 - reconstrução do castelo e cercas urbanas; séc.14 - construção da chamada cerca fernandina, tendo início ainda durante o reinado de D. Afonso IV; 1325 - 1327 - assédio por D. Afonso XI de Castela (Guerra entre Portugal e Castela, no reinado de D. Afonso IV; 1334 - cerco de dois dias por D. Afonso XI de Castela (Guerra entre Portugal e Castela, no reinado de D. Afonso IV); 1337 - assédio por D. Afonso XI de Castela (Guerra entre Portugal e Castela, no reinado de D. Afonso IV); 1381 - assédio pelo Infante D. João de Portugal, filho de D. Pedro I e de D. Inês de Castro, com hoste castelhana (Terceira Guerra de Portugal contra Castela no reinado de D. Fernando, 1381 - 1383); 1385 - assédio por D. João de Castela (Guerra da Independência, 1384 - 1387); 1498 - obras de reconstrução no castelo; séc. 15 - 16 - construção do cubelo artilheiro do castelo e renovação da alcaidaria; 1511 - 1512 - D. Manuel manda construir algumas torres nas muralhas e reparar duas que estavam danificadas; 1512 - foral novo; 1513 - elevação a cidade; 1570 - elevação a Bispado; 1580 - ocupação de Elvas sem combate (traição), por D. Sancho de Avila (União Ibérica); 1641 - 1653 - período de construção da fortificação abaluartada da Praça de Elvas no seu essencial destruindo-se grande parte da cerca fernandina; 1641 - 1648 - período de construção do Forte de Santa Luzia no seu essencial; 1644 - assédio pelo Marquês de Torrecusa (Guerra da Restauração, 1640 - 1668); 1658 - 1659 - cerco por D. Luís de Haro, com resistência heróica e Batalha das Linhas de Elvas a 14 de Janeiro de 1659 (Guerra da Restauração, 1640-1668); 1706 - assédio pelo exército franco-espanhol (Guerra da Sucessão de Espanha, 1704 - 1712); 1712 - assédio pelo Marquês de Bay (Guerra da Sucessão de Espanha, 1704 - 1712); 1762 - o Regimento de Infantaria é subdividido no 1º Regimento de Infantaria de Elvas e no 2º Regimento de Infantaria de Elvas; 1763 - 1792 - período de construção do Forte da Graça (PT04120702006) no seu essencial; 1767 - construção dos Quartéis do Casarão tendo-se aproveitado as cortinas laterais do Baluarte do Casarão; as obras foram executadas sob a direcção do Eng. Valleré; 1801 - assédio por Manuel Godoy (Guerra das Laranjas, com a Espanha); 1806, 9 de Maio - por Decreto, o 2º Regimento de Infantaria de Elvas passa a designar-se por Regimento de Infantaria nº 17; 1807 - entrada do exército francês (Guerras Peninsulares, 1807 - 1811); 1808 - assédio pelo exército anglo-luso (Guerras Peninsulares, 1807 - 1811); 1810 - 1812 - construção Fortim de São Mamede; 1810 - construção Fortim de São Domingos; 1812 - construção Fortim de São Francisco; 1815, até - construção do fortim São Pedro; 1834, 20 de Fevereiro - por Decreto, o Regimento de Infantaria N.º 17 aquartela-se em Elvas; 1834, 26 de Maio - Regimento de Infantaria nº 17 é extinto na Convenção de Évora-Monte; 1840 - 1842 - o regimento de Infantaria nº 17 denomina-se Batalhão de Infantaria nº 20; 1842 - 1899 - o Batalhão de Infantaria nº 20 sobe ao escalão de Regimento de Infantaria nº 4; 1899 - 1902 - O regimento de Infantaria nº 4 passa a designar-se por Regimento de Caçadores nº 4; 1902 - 1911 - o Regimento de Caçadores nº 4 passa a Batalhão de Caçadores nº 4; 1926 - é organizado em Elvas o Batalhão de Caçadores nº 8, unidade formada com os 2º e 3º Batalhões do Regimento de Infantaria nº 22, 2º Batalhão do Regimento de Infantaria nº 17 e material do 4º Grupo de Metralhadoras; 1975, 21 de Março - de novo criado o Regimento de Infantaria de Elvas; 1975, 1 de Maio - o Regimento recebe o desactivado Batalhão de Caçadores nº 1 com a designação de Destacamento de Portalegre do Regimento de Infantaria de Elvas; 1979, 30 de Abril - o Batalhão de Caçadores nº1 é extinto ficando o Regimento de Infantaria de Elvas fiel depositário do seu património; 1993, 14 de Julho - por despacho do Ministro da Defesa Nacional 72/93, de 30 de Junho, o Regimento de Infantaria de Elvas passa a designar-se Regimento de Infantaria n.º 8; 1997 - 1998 a Câmara Municipal de Elvas candidata os Fortins de São Domingos, São Pedro e São Mamede ao programa "Life" para obras de recuperação; 1999, Abril - a Direcção-Geral de Infraestruturas do Ministério da Defesa Nacional lança Concurso Público de Ideias para a Salvaguarda e Valorização do Património do Estado, afecto à Defesa Nacional, na Cidade de Elvas; 2004, 15 Março - Abertura concurso pela DGEMN - DREMS para obras de conservação em panos de muralha; 2005 - a CME prepara a candidatura das Fortificações de Elvas a Património Mundial.

Tipologia
Arquitectura militar medieval e moderna. Fortificação em relevo e rasante. Cercas urbanas medievais interligando torreões. Fortificação abaluartada envolvendo cidade e transformando-a num imenso quartel, segundo o Método Antigo de Fortificação Holandesa, compreendendo sete baluartes, quatro meios baluartes e um redente ligados pelas competentes cortinas, e várias obras exteriores como revelins e contra-guardas.

Características Particulares
Juntamente com o Forte da Graça (v. PT041207020006) e o Forte de Santa Luzia (v. PT041207030027), constitui um dos maiores conjuntos de fortificações abaluartadas do mundo, com um perímetro superior a 10Km. Cercas urbanas medievais: construções muçulmanas reabilitadas pelos cristãos, conservando ainda portas com arcos de ferradura. Fortificação abaluartada: exemplar raríssimo na Europa do Método Antigo de Fortificação Holandesa, com reabilitações posteriores que não o descaracterizam tipologicamente.

Dados Técnicos
Cercas urbanas medievais: construções perpendiculares ao solo com alvenaria de pedra disposta à fiada e argamassa de cal. Fortificação abaluartada: paramentos escarpados de alvenaria de pedra disposta à fiada e argamassa de cal; rebocos de argamassa de cal; construção dos terraplenos e esplanadas com terra batida; canhoeiras e parapeitos em alvenaria de tijolo e com formigão de terra e cal; inúmeras edificações (casamatas, paióis, armerias, casas da guarda, guaritas, etc.) junto aos baluartes e portas, em alvenaria de pedra e tijolo com argamassa de cal, usando abóbadas com arco semicircular.

Materiais
Pedra (granito e calcário), tijolo, cal, areia e terra (taipa)

Bibliografia
CARDOSO, P. Luís, Dicionário Geográfico de Portugal, T. 1, Lisboa, 1747; BARBOSA, Inácio de Vilhena, As Cidades e Vilas da Monarquia Portuguesa que têm Brasão de Armas, Vol. 3, Lisboa, 1860; VARELA, Cónego Aires, Sucessos que houve nas fronteiras de Elvas, Olivença, Campo Maior e Ouguela, o primeiro ano da Recuperação de Portugal, que começou em o 1º de Dezembro de 1640 e fez fim em último de Novembro de 1641, Elvas, 1901; PIRES, A. Thomaz, O Castelo de Elvas (...), Estudos e Notas Elvenses, 9, Elvas, 1907; VARELA, Cónego Aires, Teatro das Antiguidades de Elvas, etc., Elvas, 1915; PIRES, A. Thomaz, As Ruas d'Elvas, Elvas, 1924; MATTOS, Gastão de Mello de, Nicolau de Langres e a sua Obra em Portugal, Lisboa, 1941; KEIL, Luís, Inventário Artístico de Portugal - Distrito de Portalegre, Lisboa, 1943; ALMEIDA, João de, Roteiro dos Monumentos Militares Portugueses, Lisboa, 1946; ERICEIRA, Conde de, História de Portugal Restaurado, Porto, 1946; DGEMN, Boletim da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais, nº 54, 1948; VALADAS, Jorge Faro, A Batalha das Linhas de Elvas, Elvas, 1954; GAMA, Eurico, Elvas / Rainha da Fronteira, Elvas, 1986; MOURA, Carlos, Do rigor teórico à urgência prática: a arquitectura militar in História da Arte em Portugal - O limiar do Barroco, Vol. 8, Lisboa, 1986; MOREIRA, Rafael, Engenharia Militar in Dicionário da Arte Barroca em Portugal, Lisboa, 1986; MOURINHO, Alberto de Oliveira, A Gloriosa Batalha das Linhas de Elvas, Elvas, 1991; MORGADO, Amílcar F., Elvas, Praça de Guerra, Arquitectura Militar, Elvas, 1993; ; SELVAGEM, Carlos, Portugal Militar, Lisboa, 1994; RODRIGUES, Jorge e PEREIRA, Mário, Elvas, Lisboa, 1996; ARMAS, Duarte de, Livro das Fortalezas, Lisboa, 1997; ALMADA, Vitorino de, Efemérides de Elvas in Album Alentejano, T. 3, Distrito de Portalegre, Lisboa, s. d..

Documentação Gráfica
DGEMN: DSID, DREMS

Documentação Fotográfica
DGEMN: DSID, DREMS

Documentação Administrativa
DGEMN: DSID, DREMS

Intervenção Realizada
DGEMN: 1958 - reparação da Casa da Guarda das Portas de Olivença; DGEMN / Câmara Municipal de Elvas: 1959 e 1960 - Reparação da Torre da Cadeia; DGEMN: 1962 - reconstrução do muro de um baluarte junto ao Quartel de Lanceiros 1; 1963 - consolidação de cortinas na zona dos aquartelamentos; DGEMN: 1964 e 1965 - conservação de fortificações abaluartadas na zona S. com reconstrução de guaritas; 1965 - restauro da Torre da Cadeia; 1966 - reparação de muros junto à Porta da Esquina; 1967 - conservação e restauro de muros junto à Porta da Esquina e ao Castelo; substituição de um envidraçado, que resguardava a capela sobre Porta da Esquina, por um alpendre; 1971 - conservação de muros e reconstrução de guaritas na Rua das Muralhas (Lanceiros 1); 1972 - reparação de coberturas nas Portas de São Vicente; restauro de uma guarita; 1976 e 1977 - consolidação de cortinas e reconstrução de uma guarita no Quartel de Caçadores; 1980, 1982 e 1984 - obras de consolidação do Fortim de São Pedro; 1983 - consolidação muros; 1986 - consolidação de panos de muralha na Rua Sá da Bandeira e junto ao Arco do Bispo; 1994 - obras de conservação no troço da muralha fernandina na R. das Escadinhas e na guarita pertencente à Porta de Terceiros; 1996 - reparação de rombo na muralha fernandina ( logradouro da Sociedade da Banda 14 de Janeiro ); 1998 - 2002 - reparação panos muralha e coroamentos; 2000 - remoção de vegetação, prenchimento de rombos, com pedra idêntica à existente e assente com argamassa de cal e areia, e refechamento e juntas com argamassa de cal e areia; reparação pontual de rebocos e caiação túneis das Portas de São Vicente e de Olivença; Recuperação dos Fortins: Fortim de São Mamede: reparação de paramentos, reconstrução de troços em ruína, recuperação do acesso, limpeza e remoção de vegetação nos panos de muralha e fosso; Fortins de São Pedro: conservação e recuperação do acesso e limpeza do fosso; 2001 - obras de recuperação na fresnte abaluartada da Porta de Olivença; 2002 - limpeza de vegetação, refechamento de juntas, consolidação de coroamentos; 2004 - conclusão recuperação de um pano de muralha.

Observações
*1 - abrange também a Freguesia da Assunção; *2 - Os fortins construidos após as invasões francesas tinham como principal objectivo o aumento da eficácia defensiva da Praça e a sua localização avançada retardava a aproximação do inimigo; *3 - Em 1997 - 1998 a Câmara Municipal de Elvas candidatou os 3 fortins (São Domingos, São Pedro e São Mamede) ao programa "Life" para obras de recuperação; o imóvel encontra-se abrangido pelo Concurso Público de Ideias para a Salvaguarda e Valorização do Património do Estado, afecto à Defesa Nacional, na Cidade de Elvas, lançado em Abril de 1999 pela Direcção-Geral de Infraestruturas do Ministério da Defesa Nacional.

Autor e Data
Rosário Gordalina 1992 / Domingos Bucho 1997

Actualização
Rosário Gordalina 2006

Fonte: www.monumentos.pt

Arpels
June 27th, 2007, 12:06 PM
este conjunto de forificações de Elvas é fantastico e bastante eficiente com a conjugação de fogo entre os varios fortes, fortins e afins...

O Prof Godin
June 29th, 2007, 10:11 PM
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:) :) :) :cheers:

O Prof Godin
June 29th, 2007, 10:17 PM
… …À minha "casa de Bragança" se deve a independência de Portugal…

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:) :) :) :lol:

O Prof Godin
June 29th, 2007, 10:23 PM
…aqui fica o link para o thread anterior

O Prof Godin
June 29th, 2007, 10:24 PM
http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=412229&highlight=Evora+Monte

sorry…

Arpels
July 1st, 2007, 05:40 PM
as antenas ficam tão mal ali :(

O Prof Godin
July 2nd, 2007, 04:41 AM
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Plantas Gerais

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Reconstrução Korrodi

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:) :) :) :cheers:

O Prof Godin
July 2nd, 2007, 04:46 AM
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:cheers:

O Prof Godin
July 2nd, 2007, 07:23 AM
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:cheers:

Arpels
July 2nd, 2007, 12:23 PM
tenho aqui um vestigio de um castelo nos arredores de Chaves Prof, é o castelo de Santo Estevão do qual so resta o k tera sido a torre de menagem, se tiver cortes e plantas era interessante debater este castelo:

http://i34.photobucket.com/albums/d127/tamosaga/CasteloSantoEstevaochaves2.jpg?t=1183368081
http://i34.photobucket.com/albums/d127/tamosaga/CasteloSantoEstevaoChaves.jpg?t=1183368177

pedrodepinto
July 2nd, 2007, 02:37 PM
Bom trabalho, Professor :okay:!

O Prof Godin
July 2nd, 2007, 11:21 PM
…vou ver se encontro algo…

mynuster
July 3rd, 2007, 01:06 AM
belo trabalho! :)

O Prof Godin
July 5th, 2007, 12:10 AM
Fotos

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O Prof Godin
July 5th, 2007, 12:14 AM
Castelo de Santo Estêvão

IPA
Monumento

Nº IPA
PT011703310006

Designação
Castelo de Santo Estêvão

Localização
Vila Real, Chaves, Santo Estêvão

Acesso
EM que liga a EN 103 (Chaves - Bragança) à EN 103-5 (Chaves - Espanha) no Km 176,6

Protecção

MN, Dec. nº 29 604, DG 112 16 Maio 1939

Enquadramento
Rural, isolado, situado na parte mais elevada da população de Santo Estêvão, na veiga do rio Tâmega, distando cinco quilómetros da cidade de Chaves. Insere-se num pequeno terreiro relvado, com corredor central e envolvente em cantaria, pontuado de algumas árvores, bancos de jardim e uma boca de fogo; é protegido por um muro em pedra com acesso por portão em ferro. Adossado ao muro da fachada posterior, a E., existe uma construção recente de sanitários. Na proximidade, ergue-se a Igreja Paroquial de Santo Estêvão e torre sineira (v. PT011703310146).

Descrição
Torre de planta quadrangular de massa simples e com cobertura em telhado de quatro águas enquadrada por um caminho de ronda. Fachadas com cerca de 14 m de altura e três pisos em cantaria aparente, de aparelho "vittatum", coroadas por merlões piramidais de tamanho diferente. A fachada principal está virada a O., possuindo acesso por portal de arco quebrado de aduelas assentes nos pés-direitos, situado ao nível do primeiro piso, precedido por escada de pedra com guarda do mesmo material, de rebordo marcado, e encimado por consolas de sustentação de um alpendre desaparecido. Ao nível do segundo piso, abre-se janela geminada, de lumes estreitos trilobados e com mainel central; na parte superior esquerda surge uma gárgula de canhão. Na fachada lateral N., abre-se ao nível do piso térreo, um portal de arco quebrado, com aduelas assentes no pé direito encimado por consolas, e, ao nível do segundo piso, janela geminada, de lumes estreitos trilobados descentrada e gárgula superior. A fachada S. apresenta três frestas simples ao nível do primeiro piso e uma janela geminada, de lumes estreitos trilobados ao nível do segundo piso e gárgula central. A fachada E. apresenta, ao nível do piso térreo, duas pequenas frestas e no primeiro piso duas frestas simples e um portal de arco curvo e intradorso recortado assente em impostas cortadas, e gárgula superior. INTERIOR com paredes em cantaria de granito, e pisos de espaço único, comunicantes por escada de madeira encostada à parede S.. O piso térreo possui um pilar central de granito, de secção quadrada com chanfros, pavimento em lajeado de pedra e apresenta o vigamento de madeira de suporte do soalho do primeiro piso. Este possui pavimento em madeira, pilar central semelhante, mas mais estreito e escada em madeira de dois lanços para acesso ao segundo piso. O segundo piso, um espaço amplo, com pavimento em madeira, apresenta visível a estrutura de madeira de suporte do telhado e um pequeno alçapão, com escada móvel de ferro para acesso à cobertura; nos quatro vãos das janelas geminadas surgem conversadeiras e no ângulo SE. uma lareira de granito.

Descrição Complementar
Não definido

Utilização Inicial
Residencial: casa torre

Utilização Actual
Marco histórico-cultural

Propriedade
Pública: estatal

Afectação
Sem afectação

Época Construção
Séc. 13 / 14

Arquitecto | Construtor | Autor
Desconhecido.

Cronologia
Séc. 11 - referência documental a uma "villa" ou vasta propriedade rural chamada de Santo Estêvão; 1212 - Afonso IX de Leão a pretexto da defesa dos direitos da Infanta D. Teresa, conquista o castelo de Santo Estêvão; 1231 - restituição do castelo à coroa portuguesa, na sequência do acordo de paz do Sabugal; 1253 - D. Afonso III veio a Santo Estevão receber como sua esposa a infanta D. Beatriz, filha de Afonso X de Leão e Castela; 1258 - concessão do Foral a Santo Estêvão por D. Afonso III; 1385 - em consequência das guerras com Castela, o castelo sofreu grandes danos; 1666 - o castelo é novamente danificado devido às guerras com Espanha; 1942, 27 Abril - cedido a título precário à Casa do Povo de Santo Estêvão; 1951, 13 Julho - inscrito a favor do Estado.

Tipologia
Arquitectura civil residencial, medieval e gótica. Torre senhorial de planta quadrada, de massa simples, com fachadas de três pisos, em cantaria aparente, coroadas por merlões piramidais. A fachada principal possui acesso sobrelevado, por portal de arco quebrado, e, em cada uma das fachadas, no último piso, rasga-se uma janela geminada, de lumes estreitos trilobados com mainel central, tendo interiormente conversadeiras. Interiormente, os pisos têm espaço único, intercomunicantes por escada de madeira, existindo no último piso lareira de granito. A construção da torre que hoje vemos, sugere um certo paralelismo com outras estruturas edificadas em território galego, como as torres da Pena na Portela, ou da Forxa na Porqueira, Orense.

Características Particulares
Apesar de Santo Estêvão ter sido uma importante orla fronteiriça nortenha, que desfrutou de considerável reputação militar, nos séculos 12 e 13, pelas batalhas que aí se travaram, e do imóvel ser conhecido como castelo, estamos perante uma torre residencial que se tornaria o centro de uma habitação civil de maiores dimensões, conforme revelam as consolas nas várias fachadas, possivelmente para sustentação de alpendres entretanto desaparecidos, bem como os orifícios para suporte de outras construções que fotografias antigas revelam. Na fachada E. o portal existente ao nível do primeiro piso terá sido a evolução de uma janela geminada e o portal na fachada N., assim como os diferentes tipos de fresta na fachada E., revelam transformações de épocas diferentes. As fachadas são rematadas por merlões piramidais de tamanho diferente. No interior, os primeiros dois pisos apresentam um pilar central de granito, de secção quadrada com chanfros, sendo o do piso médio mais estreito.

Dados Técnicos
Estrutura autoportante.

Materiais
Estrutura, escada externa e pavimento do piso térreo em granito; portas, pavimentos e escada interior em madeira; cobertura da torre com telha de aba e canudo; vidros martelados; portão, escada móvel, tirantes, pendural e florão em ferro.

Bibliografia
COUTINHO, Carlos da Cunha, Os forais das vilas de Santo Estevão de Chaves e de Chaves (1258 e 1514), in Arquivo Histórico de Portugal, vol. III, Lisboa, 1937 - 1939, p. 7 - 18; COUTINHO, Carlos da Cunha, Notas Históricas e Críticas, Lisboa, 1938; PALMEIRA, Carlos, Anuário de Chaves nº 3, Chaves 1952; Revista Aquae Flaviae nº 3, 1990; MACHADO, Júlio M., Crónica da Vila Velha de Chaves, Chaves, 1994; Revista Aquae Flaviae nº 18, 1997; VERDELHO, Pedro, Roteiro dos Castelos de Trás-os-Montes, Chaves, 2000; Revista Aquae Flaviae nº 27, 2002; GOMES, Rita Costa, Castelos da Raia, vol. II Trás-os-Montes, Lisboa, 2003.

Intervenção Realizada
DGEMN: 1940 - Demolição de anexo para isolamento da Torre; armação do telhado em madeira de castanho incluindo forro de pinho nacional e frechal de betão armado; 1941 - apeamento e reconstrução completa do pilar central da torre, compreendendo a construção de alicerce e execução de novas cantarias; reconstrução completa de janelas geminadas, compreendendo a substituição de cantarias mutiladas, reparação geral das ombreiras, escoramentos; entaipamento de vãos em alvenaria e cantaria; refechamento de juntas e limpeza de cantarias; colocação de dois tirantes e um pendural de ferro quadrado na armação do telhado incluindo o florão em chapa de ferro; execução da cobertura do telhado com telha nacional dupla; execução e assentamento de vigas grossas em madeira de negrilho nos dois pavimentos; demolição de muros de alvenaria; consolidação geral das ameias da torre incluindo a substituição de pedras mutiladas; execução de muros de alvenaria argamassada; regularização do terreno envolvente; 1942 - assentamento completo de travejamento em madeira de negrilho incluindo a execução e assentamento de alguns cachorros em pedra; colocação de caixilhos exteriores em madeira de castanho; 1943 - conclusão das obras de restauro, compreendendo a execução e assentamento de lajedo de cantaria no pavimento térreo, execução de dreno em alvenaria para escoamento das águas, reconstrução de escada exterior em cantaria, reparação geral da chaminé, execução de dois pavimentos, com soalho de pinho e escada de acesso, arranjo geral dos paramentos de cantaria interiores e exteriores; 1945 - construção e fornecimento de uma porta exterior em madeira de castanho para o piso térreo; construção de duas portas exteriores para o primeiro piso e de oito portadas para as janelas do segundo piso em madeira de castanho; construção de caixilharia de madeira de castanho das oito frestas das janelas do terceiro piso; reparação da cobertura de telha; construção de uma guarda de segurança em cantaria, assente na escada exterior de pedra da entrada principal; 1946 - reparação geral das cantarias das frestas; substituição das cantarias, limpeza e refechamento das juntas nos paramentos exteriores; aumento da parte superior da chaminé acima do nível do telhado; execução de oito caixilhos de madeira de castanho das frestas; 1962 - construção do muro de vedação, de um passeio de cantaria irregular em torno da torre e do lajeado e degrau da entrada para o terreiro; Casa do Povo: posteriormente - instalação eléctrica no primeiro piso.

Observações
Na proximidade da torre, ergue-se a Igreja Paroquial de Santo Estêvão, que poderá ter sido construída nas ruínas de uma capela pertencente ao castelo, a qual conjuntamente com a torre sineira que lhe está adossada, fizesse parte de um recinto fortificado. A configuração arquitectónica da torre sineira demonstra características de defesa, pela espessura e altura dos muros e a quase inexistência de aberturas.

Autor e Data
Isabel Sereno e Ricardo Teixeira 1994 / Sónia Basto 2005

Não definido

O Prof Godin
July 5th, 2007, 12:16 AM
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:)

Qual é o teu interesse neste edifício, Arpels ?…

pedrodepinto
July 5th, 2007, 12:33 AM
Bom trabalho, Professor :okay:!

Arpels
July 5th, 2007, 01:27 PM
é por curiosidade Prof. já tinha conhecimento dela mas não fazia ideia de k fosse mesmo torre de castelo, julgava ser torre defensiva sim mas com caracter habitacional sem panos de muralhas :yes:

O Prof Godin
July 13th, 2007, 02:18 AM
…Torre, castelo, fortaleza é o tema do thread…

Aéreas

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O Prof Godin
July 13th, 2007, 02:23 AM
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O Prof Godin
July 13th, 2007, 02:26 AM
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July 13th, 2007, 02:28 AM
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July 13th, 2007, 02:30 AM
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:) :) :) :cheers: …uma "nova" maravilha…:lol:

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July 13th, 2007, 02:32 AM
Torre de São Vicente / Torre de Belém

IPA
Monumento

Nº IPA
PT031106320024

Designação
Torre de São Vicente / Torre de Belém

Localização
Lisboa, Lisboa, Santa Maria de Belém

Acesso
Av. de Brasília

Protecção
MN, Dec. 16-06-1910, DG 136 de 23 Junho 1910, ZEP, DG 11 de 14 Janeiro 1960, ZEP, Port. nº 44/92, DR 36 de 12 Fevereiro 1992. Património Mundial - UNESCO 1983

Enquadramento
Urbano. Ribeirinho. Implanta-se, isolado, no leito do rio Tejo, junto à margem direita, entre a Doca do Bom Sucesso e Pedrouços, sobre um afloramento basáltico do denominado "complexo Lisboa - Mafra", tendo nas imediações, a E, o Mosteiro de Santa Maria de Belém (v. PT031106320005), a O. o Forte do Bom Sucesso (v. PT031106320616) e, a N, a Casa do Governador da Torre de Belém (v. PT031106320289), a Antiga Residência do Governador do Forte do Bom Sucesso (v. PT031106320290) e a Capela de S. Jerónimo (v. PT031106320054). Liga-se a terra por uma ponte sobre lençol de água retido por um dique semi-circular com amplos degraus.

Descrição
Planta composta por torre quadrangular e baluarte de forma hexagonal irregular, de flancos alongados, que se projecta para S em direcção ao meio do rio. Volumes articulados com torre verticalista e baluarte de massa horizontal. Coberturas exteriores em terraço. No ângulo NE um cais com escada protegido por pano de muro coroado de merlões piramidais dá acesso, por ponte levadiça, ao baluarte através de portal de arco pleno com decoração vegetalista e de grutescos, encimado por pedra de armas com brasão real e flanqueado por colunelos rematados por esferas armilares. O baluarte possui muralhas com jorramento onde se rasgam 17 canhoneiras quadradas, de capialços abertos para o exterior, e um óculo a N; coroamento em muro baixo com merlões em forma de escudo curvo com cruz da Ordem de Cristo a envolver terraço; nos vértices guaritas cilíndricas em ressalto, sobre mísulas zoomórficas, cobertas por domos de gomos. Caixa murária e guaritas cintadas por friso torso com grande nó a N. No interior do baluarte uma cave, com acesso por escada em caracol a N, 2 salas contíguas com abobadilhas de berço suportadas por arcos plenos de cantaria, 4 paióis e instalações sanitárias. No 1º piso casamata de pavimento lageado inclinado em direcção ao exterior e cobertura em abobadilhas de berço e de aresta com nervuras, apoiadas em arcos e pilastras de cantaria; perifericamente situam-se os compartimentos onde se rasgam as canhoneiras, de pés-direitos e angulações assimétricas, cobertos de abóbadas rebaixadas. Para o claustro abrem-se 2 arcos plenos, a N e S, e 6 arcos quebrados, a E e O, intercalados por pilares inferiormente quadrangulares, facetados a meia altura, com gárgulas, e rematados em pináculos torsos ligados por balaustrada com cruzes da Ordem de Cristo ao nível do terraço, acantonada por colunas com esferas armilares e tendo a S nicho com imagem de Nossa Senhora com o Menino. Torre a N com 4 registos marcados exteriormente por fenestrações e um adarve e, no interior, um piso inferior constituído por uma cisterna abobadada. No 1º registo, porta rectangular a S, janelas em arco pleno a E e N e guaritas nos cunhais NE e NO. No 2º, varanda a S sobre cachorrada com matacães, constituído por arcada de volta perfeita provida de balaustrada rendilhada e coberta por alpendre de cantaria; a E, N e O janelas de sacada em arco pleno com balcão de duplo-arco mainelado, sobre cachorros; nos cunhais NE e NO nichos com estátuas de S. Vicente e S. Miguel. No 3º, janelas geminadas de duplo-arco pleno mainelado, a E, N e O, e 2 janelas de arquivolta plena, torsa, com balaustrada, intercalando 2 esferas armilares e grande pedra de armas com brasão real. O 4º registo é recuado e rodeado por caminho de ronda ameiado sobre cachorrada com matacães; a N porta em arco pleno e meio óculo, a E janela de peito em arco pleno. O terraço é circundado por muro baixo com merlões piramidais e acantonado por pequenas guaritas. A O torreta cilíndrica que abriga escada de caracol que liga os pisos, embebida na caixa murária e iluminada por frestas. INTERIOR: 1º piso, Sala do Governador, com poço octogonal que abre para a cisterna, nos cantos NE e No estreitos corredores conduzem às guaritas, embebida na parede a O pequena porta de acesso à escada; no 2º, Sala dos Reis, com pequena lareira cantonal; no 3º, Sala das Audiências também com lareira. Os 3 pisos são cobertos com abobadilhas rebocadas. No 4º, Capela de pavimento lageado e cobertura em abóbada polinervada com bocetes com emblemática manuelina, apoiada em mísulas esculpidas.

Descrição Complementar
Dos elementos manuelinos originais, destacam-se o portal de entrada, a fenestração, as mísulas das guaritas e a abóbada da sala do último piso (Capela). O portal é em arco de volta perfeita de arquivolta única decorada com grutescos (taças, elementos florais, aves, animais fantásticos e volutas de folhagem) emoldurada por toros recamados de folhas, o interior sobre bases facetadas e o exterior encimado por 2 cogulhos que ladeiam pedra de armas com brasão real, sendo o colunelo da dir. inferiormente estriado. Flanqueiam o portal 2 colunas embebidas, rematadas por esferas armilares. Nas janelas predominam os arcos de volta perfeita, simples ou geminados, de molduras chanfradas ou com colunelos lisos ou torsos com rosetas, encimados por capitéis vegetalistas e enastrados. Os 7 arcos do varanda S. apoiam-se em colunelos lisos com capitéis de enastrado torso. Nesta e nas janelas de sacada acrescentaram-se balaustradas rendilhadas, algumas com Cruzes da Ordem de Cristo. As guaritas do baluarte assentam em mísulas esculpidas com animais fantásticos (grutescos) e a de NO. com cabeça de rinoceronte. A Capela da Torre possuí abóbada de perfil rebaixado, polinervada estrelada, de pontas duplicadas nos cantos NE e NO, emoldurada por arcos decorados com meias-esferas, assente em mísulas com motivos vegetalistas e máscaras, e com bocetes heráldicos (esferas armilares, cruzes da Ordem de Cristo e brasão real no fecho) emoldurados por coroas de folhagem. As molduras das portas da torre e das guaritas são em arco polilobado.

Utilização Inicial
Militar: Torre de vigia e defesa / Administrativa: fiscalização de embarcações *1

Utilização Actual
Marco histórico-cultural / Turística.

Propriedade
Pública: Estatal

Afectação
IPPAR, DL 106F/92, de 01 Junho

Época Construção
Séc. 16

Arquitecto | Construtor | Autor
Francisco de Arruda

Cronologia
Séc. 16, 1ª met. - Garcia de Resende, na Crónica de D. João II, afirma que este rei considerando as defesas de Lisboa insuficientes e querendo dotar a barra do Tejo de fortificações eficazes, ordenou "fazer uma forte fortaleza", de que o próprio cronista chegou a fazer o debuxo. O rei, porém, morreu e foi D. Manuel, 20 anos mais tarde, que retomando a ideia do seu antecessor, mandou construir a Torre de Belém; 1513 - Carta de Lourenço Fernandes que refere que uns amigos de Boitaca disseram que o rei ordenara a este que construísse uma torre em Restelo Velho, por ser muito necessária; 1514 - Início da construção, sobre um afloramento basáltico que se situava, então, a alguma distância da margem, sendo parte da cantaria utilizada aparelhada nos estaleiros do Mosteiro de Santa Maria de Belém; 1516 - Francisco de Arruda é documentalmente referido como "mestre do baluarte do Restelo", aí recebendo 763 cantos de cantaria lavrada e 504 varas de pedra aparelhada, entregues por Diogo Rodrigues, almoxarife e recebedor; 1519 - Ano apontado como o da conclusão da obra, aí residindo desde então Gaspar de Paiva, irmão do aio do rei; 1521, 15 Setembro - Nomeação oficial de Gaspar de Paiva como 1º capitão-mor e alcaide, que colocou a fortaleza sob a invocação do padroeiro da cidade, chamando-lhe Castelo de São Vicente a par de Belém; 1571 - Francisco d'Holanda aconselha o rei sobre a construção de uma "fortíssima e expugnável" fortaleza que defendesse convenientemente a capital do reino e que a Torre de Belém "devia ser fortalecida, reparada e acabada (...) que tanto tem custado sem estar bem acabada", e desenha-a com um baluarte rectangular, acantonado por guaritas paralelipipédicas; 1580 - Depois de poucas horas de combate, a Torre rende-se às forças espanholas comandadas pelo Duque de Alba; 1580 a 1830 - As masmorras servem de prisão do Estado; Séc. 16, último quartel - Em data indeterminada é construída uma casa, "quartéis filipinos", de planta rectangular, com 2 pisos rasgados por janelas rectangulares, sobre o terraço do baluarte, patente em todas as representações do monumento até ao séc. 19, que igualmente mostram a inexistência de balaustradas nas varandas, de merlões amoriados com a Cruz da Ordem de Cristo e de domos de gomos nas guaritas; 1589 - D. Filipe II ordena ao eng. italiano Fr. João Vicenzio Casale que projectasse poderosa fortaleza para ser construída no local do "inútil castelo de S. Vicente", tendo este apresentado 3 propostas em que o baluarte era envolvido por outro de maiores dimensões, obra que não chegou a concretizar-se; 1633 - Numa planta da Torre de Belém inserta num Códice da Casa de Cadaval não figuram os arcos cruzados da casamata e nos 4 arcos maiores do topo S. surge marca de divisória; 1655 - Data inscrita numa lápide colocada na parede N. do claustro, que atesta uma função aduaneira e de controle da navegação mercantil da Torre, devendo-lhe as embarcações estrangeiras pagar 1 cruzado à saída do porto, imposto que foi progressivamente aumentado; 1780 / 1782 - Sob reinado de D. Maria I, o Gen. Guilherme de Valleré construiu o Forte do Bom Sucesso, cuja bateria ligava à partede O. do baluarte da Torre através de corredor muralhado; 1808 / 1814 - As invasões francesas motivaram algumas alterações para aquartelamento de tropas; 1832 - Lord Beresford aconselha que se fortaleça de artilharia todos os fortes da barra do Tejo, com especial cuidado na Torre de Belém, onde deveriam ser colocadas fortes baterias dos lados do baluarte, sobre carretas atravessadas para melhor cobrir os soldados, visto os muros serem muito baixos; 1833 - Abolição do imposto devido pelas embarcações estrangeiras; 1845 / 1846 - Em consequência dos protestos de Almeida Garrett sobre o estado de ruína do Monumento e esforços do Duque de Terceira, então Ministro de Guerra, foram efectuadas obras sob tutela de D. Fernando II, como o atesta lápide, dirigidas pelo Eng. Militar António de Azevedo e Cunha, tendo sido demolidos os "quartéis filipinos e acrescentados elementos revivalistas como os merlões armoriados, a balaustrada do varandim S., o claustro com platibanda rendilhada e o nicho com imagem da Virgem e o Menino; 1865 / 1867 - Colocação de um farolim na extremidade SE. do terraço; a Torre foi utilizada como estação dos serviços telegráficos; instalação da fábrica de Gás nas imediações, emanando fumos, o que causou grandes protestos; 1940 - Passa para a alçada do Ministério das Finanças tendo sido efectuadas algumas obras de conservação; 1983 - Várias obras de adaptação para albergar um dos núcleos da XVII Exposição Europeia de Arte, Ciência e Cultura, destacando-se o fechamento do claustro com cúpula de plástico transparente; classificada como Património Mundial pela UNESCO.

Tipologia
Arquitectura militar, manuelina, maneirista e revivalista, neo-manuelina. Edifício militar manuelino composto por torre quadrangular de 4 andares e baluarte poligonal com merlões, forma que combina a tradição medieval de torre, filiada no modelo da torre de menagem do Castelo de Vincennes, segundo Mário Tavares CHICÓ, conjugada com as novas técnicas de fortificação decorrentes do aparecimento de nova artilharia piro-balística que implicava muralhas fortes e planimetria poligonal, baseado em modelos italianos. À estrutura original foi acrescentado edifício paralelepipédico de linhas simples, maneirista, e, posteriormente, o seu espaço foi ocupado por um claustro rectangular decorado com elementos neo-manuelinos, patentes em todo o monumento, como cruzes da Ordem de Cristo, esferas armilares, rendilhados, pináculos torsos.

Características Particulares
A sua originalidade reside na implantação, estrutura e planimetría: uma torre de grande altura (30m) provida de baluarte, construída no leito do rio Tejo, nas imediações do Mosteiro de Santa Maria de Belém e da Capela de S. Jerónimo, com os quais se pode estabelecer uma relação directa a nível funcional. As guaritas são salientes e assentam em mísulas esculpidas com animais fantásticos e uma cabeça de rinoceronte, considerada a 1ª representação deste animal no mundo europeu. Ao invés de ser dissimulada na paisagem, a grande altimetria da Torre, a fragilidade e o demasiado decorativismo escultórico (maioritariamente neo-manuelino) que patenteia, não se coadunam com objectivos bélicos, transformando o monumento num dos símbolos expoentes dos Descobrimentos Portugueses. Todas as abóbadas são de tijolo exceptuando a do 4º piso da torre, construída em cantaria.

Dados Técnicos
Estrutura mista e paredes autoportantes

Materiais
Calcário (lioz), tijolo, madeira, vidro, plástico.

Bibliografia
HOLANDA, Francisco de, Da Fábrica que Falece à Cidade de Lisboa, Lisboa, 1571 (ed. de 1986); RESENDE, Garcia de, Crónica dos Valerosos e Insignes Feitos del Rei D. João II, Lisboa, 1622, p. 115; s.a., A Torre de Belém, in Serões, Lisboa, 1909, p. 419 - 426; SANTOS, Reynaldo dos, A Torre de Belém, Coimbra, 1922; SILVA, Augusto Vieira da, Torre de Belém, Projectos de Remodelação no séc. XVI, in Revista de Arqueologia e História, vol. 6, Lisboa, 1927 - 1928; SANCHES, José Dias, Apontamentos e Croquis à Pena Sobre o Mosteiro dos Jerónimos e Torre de Belém, Lisboa, 1929; Idem, Belém e Arredores Através dos Tempos, Lisboa, 1940; COSTA, Américo, Torre de Belém, in Dicionário Corográfico de Portugal Continental e Insular; vol. 3. Lisboa, 1932; NUNES, J. de Sousa, A Torre de S. Vicente a Par de Belém, Lisboa, 1932; Idem , A Torre de Belém, Lisboa, 1959; ARAÚJO, Norberto de, Inventário de Lisboa, fasc. 1, Lisboa, 1944; CHICÓ, Mário Tavares, A Arquitectura em Portugal na Época de D. Manuel e nos Princípios do Reinado de D. João III: O Gótico Final Português, o Estilo Manuelino e a Introdução da Arte do Renascimento, Porto, 1948; RIBEIRO, Mário de Sampaio Ribeiro, A Torre e a Fortaleza de Belém, Separata dos Anais, Lisboa, 1954; Ministério das Obras Públicas, Relatório da Actividade do Ministério nos Anos de 1959, 1º Volume, Lisboa, 1960; GONÇALVES, A. Nogueira, A Torre Baluarte de Belém, Sep. da Rev. Ocidente, 67 vol., Lisboa, 1964; NUNES, António Lopes Pires, As Fortalezas de Transição nos Cartógrafos do séc. XVI in Livro do Congresso. Segundo Congresso sobre Monumentos Militares Portugueses, Lisboa, 1984, p. 54 - 66; DIAS, Pedro, Os Antecedentes da Arquitectura Manuelina in História da Arte em Portugal, 5 vol., Lisboa, 1986, p. 9 - 91; idem, A Arquitectura Manuelina, Porto, 1988; NÉU, João B. M., Em Volta da Torre de Belém. Evolução da Zona Ocidental de Lisboa, Lisboa, 1994; MOREIRA, Rafael, Torre de Belém in O Livro de Lisboa, Lisboa, 1994; AA. VV., Torre de Belém, Intervenção de Conservação Exterior, IPAAR, Lisboa, 2000; AIRES-BARROS, Luís, As Rochas dos Monumentos Portugueses: Tipologias e Patologias, vol. II, Lisboa, Abril 2001.


Intervenção Realizada
DGEMN: 1939 - Limpeza de cantarias; construção de janelas, substituição de pavimentos; 1940 - Reparação de abóbadas e rebocos; 1942 - Reparação geral da ponte levadiça, rebocos, cantarias, portas e caixilhos com pintura; 1948 - Elaboração de 4 estátuas de Navegadores a colocar no jardim da Torre de Belém, adjudicadas aos escultores Álvaro de Brée, Ernesto Canto da Maia e Leopoldo de Almeida; 1951 / 1952 - Diversas obras de reparação; 1954 - Reparação dos rebocos e consolidação do varandim do lado poente; 1955 - Reparação e pintura de caixilharia; 1956 - Beneficiações diversas: madeiras e caixilharias, portas, tampa da cisterna e mastro; 1957 - Substituição de lajedo de cantaria e tijoleira; consolidação de merlões, realização de sondagens; trabalhos de carpintaria; 1958 - Iluminação e trabalhos de construção civil; 1959 / 1960 - Iluminação exterior; reparação da instalação eléctrica; 1962 - Conservação de pavimentos; reparação das escadas da entrada e cunhal N.; substituição de portas; 1963 - Reparação de fechos, consolidação de cantarias, pintura em caixilharia e tectos; substituição das cordas na guarda de acesso; obras de reparação, na dependência dos guardas; elaboração de reproduções em gesso de lápides comemorativas; 1964 / 1965 - Instalação eléctrica; 1966 / 1967 - Diversas obras de conservação; 1969 - Consolidação da imagem de Nossa Senhora; reconstrução da varanda da fachada N.; 1970 - Consolidação do varandim do lado S.; 1972 - Consolidação de cantarias e pinturas; consolidação da varanda N.; porta superior da torre; tectos das salas; reparação nas paredes exteriores, muralha e resguardo; 1973 - Reparação das "bocas" de saídas de água e pavimentos; paramentos das paredes e tectos, e chaminés; 1977 - Pinturas de paredes, tectos e abóbadas; alteração dos sanitários na Casamata; 1980 - Limpeza geral e pintura de paredes e tectos e abóbada na Casamata e salas diversas; pintura em caixilharia de portas e janelas; fixação dos terminais dos merlões; limpeza nas cantarias; 1985 - Beneficiações diversas; 1986 - Remodelação da instalação eléctrica na zona do claustro; 1987 - Beneficiações diversas. IPPAR: 1994 - Em colaboração com o World Monuments Fund e a Direcção do Mosteiro dos Jerónimos e Torre de Belém, foi constituída uma equipa técnico-científica constituída por elementos da U.N.L., I.S.T. e L.N.E.C., no sentido de se proceder à conservação do exterior do monumento, procedendo-se por etapas: 1º documentação do estado de conservação, 2º diagnóstico dos problemas, 3º ensaios "in situ" com tratamentos, 4º intervenção, primeiro na torre e depois no baluarte; 5º recomendações para manutenção. Levantamento do estado de conservação dos paramentos exteriores do imóvel; realização de levantamentos, sondagens e testes de lavagem, através de nebulização com água, e de escovagem e micro-abrasão; micro-enchimento de superfícies e recolocação de argamassa nas juntas; 1997 / 1998 - Retomado o projecto com intervenção a partir da avaliação dos resultados obtidos anteriormente, começando pela torre e seguindo-se o baluarte: limpeza geral das superfícies; limpeza, tratamento e refechamento de juntas com argamassas resistentes, porosas, aderentes e sem sais; micro-enchimentos; tratamento final das juntas; intervenções estruturais em fracturas de pedras, consolidadas com varões de aço inoxidável e resina epoxídrica (cachorros do varandim); reforço estrutural dos elementos com manifestações de instabilidade; reposicionamento de blocos desalinhados; consolidação de peças escultóricas; limpeza especial; tratamento final (para impedir a recolonização biológica das áreas vulneráveis aplicou-se hidrófugo de tipo polisiloxano).

Observações
*1 Contrariamente ao que a maioria dos historiadores afirmam, a Torre de Belém parece não ter sido construída com o único propósito de defesa da barra do Tejo. Tal é corroborado pela sua indissimulação na paisagem, falta de protecção pelo lado N., gravoso por se localizar originariamente no meio do rio, pela sua notória fragilidade sobretudo da torre, já por si demasiado alta e dotada de uma varanda corrida na fachada S, configuração dos capialços das bombardeiras, abrindo indevidamente para o exterior e muros demasiado baixos. De facto, na documentação abundam referências como cárcere, local de quarentena e de alfândega, da qual ainda se conserva uma lápide inscrita.

Fonte: www.monumentos.pt

Arpels
July 13th, 2007, 12:09 PM
a mais bela fortaleza k existe :) felizmente k lhe tiraram alguns apendices estranhos k não apareciam nas pinturas quinhentistas!!

pedrodepinto
July 13th, 2007, 02:09 PM
a mais bela fortaleza k existe :)

Numa palavra, é soberba :drool:!

O Prof Godin
July 31st, 2007, 09:47 PM
…já visto e revisto, mas ainda não o tinha posto oficialmente…talvez o meu favorito…

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O Prof Godin
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July 31st, 2007, 09:53 PM
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:) :) :) :cheers:

O Prof Godin
July 31st, 2007, 09:55 PM
Castelo de Ourém / Paço dos Condes de Ourém

IPA
Monumento

Nº IPA
PT031421110001

Designação
Castelo de Ourém / Paço dos Condes de Ourém

Localização
Santarém, Ourém, Nossa Senhora das Misericórdias

Acesso
EN 356, ao Km 113,349

Protecção
MN, Dec. 16-06-1910, DG 136 de 23 Junho 1910

Enquadramento
Urbano, isolado, destacado. Implantado num sítio de grande valor estratégico de difícil acesso por estrada calcetada, dominando a estrada N. / S., envolvido por vegetação na qual predomina a oliveira. Localizado no alto do monte à volta do qual se encontra a antiga Vila de Ourém (v. PT031421110004), rodeado a N. pelo Terreiro de Santiago, largo da igreja que ali esteve, foi praça de armas, onde se ergue a estátua do Condestável D. Nuno Álvares Pereira.

Descrição
Planta composta por corpo principal rectangular e por 2 torreões inseridos na muralha da vila, de diferentes alturas e projecção, de planta poligonal, formada por um corpo quadrangular e um pentagonal, de volumes escalonados, com os 2 pisos inferiores rematados por terraço, rodeado por balcão com matacães sobre arcaria apontada, de tijolo, assente em mísulas piramidais de cantaria; um 3º piso corresponde a corpo prismático, de base quadrangular, assente nas plataformas, com telhado de 4 águas. O pano de muralha que une os torreões, rematado por caminho de ronda, é rasgado por porta em arco quebrado no exterior, abatido no interior. Portas em arco quebrado rasgam os torreões do lado do recinto, vãos com vergas rectas com dentículos os corpos superiores; no exterior o paramento é vazado por frestas. No interior abóbada de aresta cobrindo o corpo pentagonal, saliente, e travejamento e telhado no corpo quadrangular. O recinto comunicava com o Paço através de túnel rasgado no rés do chão do Paço e a torre SE. por passadiço que comunicava com túnel rasgado no 1º piso. Os alçados S., E. e O. do Paço são rematados por balcão com matacães iguais aos dos torreões, o alçado N. por friso rendilhado em tijolo; este alçado virado para um pátio é, ao contrário do oposto, copiosamente vazado por vãos rectangulares e em arco quebrado; no pátio ergue-se a parte inferior de um cubelo oval, que protegia o acesso ao túnel. Sem cobertura, são ainda visíveis no interior as mísulas onde se apoiavam os barrotes dos soalhos e tectos. No interior do recinto existe cisterna de grandes dimensões.

Descrição Complementar
Memórias Paroquiais- 1758 - Descrição: "(...) Em todo o alto do monte (...) está uma grande planície chamada o Terreiro de Santiago, também com muro baixo, que mostra praça de armas, que ainda hoje tem um baluarte para quartel a nascente, e junto a este terreiro para sul está o castelo, que consta de 3 torres de mediana altura, duas para o Norte e uma para o Sul pela qual se entra no castelo e largo que de muro alto o cerca, em o qual está uma cisterna subterranea que sempre conserva água cristalina. Descendo deste castelo em distância de um tiro de besta para o Sul está o solar do senhor da terra que é uma casa forte de arquitectura primoroza do tempo antigo a que ornam e defendem dois torreões fronteiros fundados na muralha para sul e no que fica da parte direita estão as armas dos Condes de Ourém e Marquês de Valença que foram senhores da Vila (...). Foi esta vila edificada com o nome de "Abdegas" pelos anos de 751, depois da fundação de Roma, e El-Rei D. Afonso Henriques antes de ganhar Lisboa a tomava aos mouros e a mandou habitar pelos anos de 1148 (?). O seu castelo e muros é obra do mesmo rei, depois de restaurado o dotou a D. Tareja, sua filha, a qual lhe deu foral com grandes privilégios no ano de 1180 e foi a primeira terra que se dotou as infantas de Portugal.(...).

Utilização Inicial
Militar (castelo) / Residencial (Paços Reais)

Utilização Actual
Marco histórico-cultural / Turística

Propriedade
Privada: Pessoa colectiva

Afectação
Sem afectação

Época Construção
Séc. 12 / 15

Arquitecto | Construtor | Autor
Desconhecido

Cronologia
1136 - conquista de Ourém aos Mouros; 1178 - D. Afonso Henriques doa Ourém a sua filha D. Teresa; 1180 - foral da Vila por D. Teresa; 1218 - foral confirmado por D. Afonso II; 1240 - D. Sancho II doa a vila a sua mulher D. Mécia Lopes de Haro; 1249 - a Vila regressa ao domínio da Coroa; 1256 - D. Mécia Lopes é, segundo a tradição, encerrada numa das torres do castelo; 1282 - D. Dinis doa a vila a sua mulher D. Isabel; 1315 - de novo na posse da Coroa; 1357 - D. Pedro doa a Vila a sua mãe D. Brites, viúva de D. Afonso IV; 1358 - D. Pedro concede a Vila e o título de Conde de Ourém a D. João Afonso Telles de Menezes; 1381 - D. Fernando doa a Vila e o título a João Fernandes Andeiro; 1384 - D. João I concede a D. Nuno Àlvares Pereira o senhorio da Vila e o título; 1422 - o Condestável doa todos os seus bens e títulos aos seus netos D. Afonso e D. Fernando; 1433 - D. Duarte confirma a doação da Vila a D. Afonso, 4º Conde de Ourém; 1435 - D. Afonso, Conde de Ourém chefia a embaixada portuguesa ao Concílio de Basileia - Ferrara - Florença; 1451 - D. Afonso, Conde de Ourém recebe o título de Marquês de Valença; Séc. 15, meados - D. Afonso, Marquês de Valença manda rasgar o seu Paço nas muralhas do primitivo castelo; 1460, 29 de Agosto - morte de D. Afonso, Marquês de Valença; não deixando descendentes legítimos, os seus bens e títulos passam a seu irmão D. Fernando, Conde de Arraiolos e Marquês de Vila Viçosa; 1483 - degolação de D. Fernando, implicado no atentado a D. João II; a Vila passa à Coroa; 1487, 8 de Junho - trasladação restos mortais D. Afonso para a Colegiada (142111003); 1515 - foral novo por D. Manuel; 1695 - reforma do foral por D. Pedro II; 1755 - o castelo é praticamente destruído com o terramoto e Ourém, que tinha ficado arrasada, é abandonada pela população, que se fixa na Aldeia da Cruz; 1810 - o castelo é vítima das invasões francesas; 1841 - a Aldeia da Cruz é elevada a categoria de vila com a designação de Vila Nova de Ourém; 1934 - devolução por parte do Ministério de Guerra do Castelo de Ourém à Fazenda Pública (artº. 2º - D.L.nº 24 849 de 13 de Setembro; 1934 / 1945 - as obras de restauro são suspensas por falta de verbas; 1946 - estragos nos telhados dos torreões causados pelo temporal; 1955 - pedido de autorização para construção de um marco geodésico tronco-cónico no torreão mais elevado do castelo; 1959 - pedido de instalação de uma pousada no Castelo de Ourém, tendo sido dado parecer negativo pela DGEMN; 1963 - desabamento de 6 metros da muralha junto à entrada da vila; 1966 - pedido da Junta de Freguesia de Ourém para reconstrução das muralhas; a Comissão Regional de Turismo de Leiria pede parecer à DGEMN sobre a construção de um restaurante no Castelo de Ourém; 1967 - pedido feito à Junta Autónoma de Estradas pela Junta de Freguesia de Ourém, para a colocação de sinais informativos do castelo; 1968 - aprovado o projecto sobre "recolha de elementos históricos e arqueológicos para a elaboração de um estudo de recuperação do Castelo de Ourém", pedido a Hamilton da Silva Alexandre; 1969 - foi efectuado um estudo para o arranjo da envolvente; 1969 - a Agência se Viagens Fátima Travel Inc., sediada nos USA, pede autorização para a utilização de alguns dos espaços do castelo para promover actividades culturais e turísticas, sendo para o efeito necessário efectuar algumas obras, que não receberam a concordância da DGEMN; 1983 - destruição da iluminação do castelo por actos de vandalismo; 1991, 20 de Junho - a junção da antiga vila de Ourém e da Aldeia da Cruz - Vila Nova de Ourém - deram origem à constituição da cidade com a antiga denominação - Ourém.

Tipologia
Arquitectura militar, gótica, mudéjar. Exemplo de Paço senhorial - fortaleza, de torres-baluartes avançadas, de diferentes alturas, com traçado poligonal e lados oblíquos para melhor defesa dos flancos, com remates em balcões munidos de matacães; carácter mudéjar na ligação da torre de menagem ao castelo (MOREIRA, 1989), no tratamento das arcadas dos matacães e no rendilhado em tijolo do friso da fachada N. do Paço que levaram Santos Simões (1949) a atribuir a obra a artistas do N. de África. Provavelmente influenciado pela tipologia das roccas italianas quatrocentistas, nomeadamente a Rocca Sismonda de Rimini (MOREIRA, 1989).

Características Particulares
O passadiço exterior, envolvendo o paço, sustentado por arcos quebrados de tijolo sobre mísulas, fazendo lembrar bandas lombardas, técnica raramente usada a N. do rio Tejo (DIAS, 1986)

Dados Técnicos
Paredes autoportantes e estrutura mista

Materiais
Estruturas: opus caementicium opus incertum, opus siliceum de granito, pedra calcária e tijolo, telha.

Bibliografia
CORTESÃO, Jaime, Ourém in Guia de Portugal, Lisboa, 1927; SEQUEIRA, Gustavo de Matos, Inventário Artístico de Portugal - Distrito de Santarém, vol. 3, Lisboa, 1949; SIMÕES, J. M. Santos, Tomar e a sua Judiaria, Lisboa, 1949; ALMEIDA, Carlos Alberto Ferreira de, Castelologia Medieval de Entre Douro e Minho, Porto, 1978; ALMEIDA, José António Ferreira de, Tesouros Artísticos de Portugal, Lisboa, 1980; DIAS, Pedro, História da Arte em Portugal - O Gótico, vol. 4 Lisboa, 1986; ELYSEU, José das Neves Gomes, Esboço Histórico do Concelho de Vila Nova de Ourém in Ourém - Estudos e Documentos, Vol. 3, Vila Nova de Ourém 1988 (1ª ed. 1868); FLORES, José Eduardo de Oliveira, Album da Vila de Ourém in Ourém - Estudos e Documentos, Vol.3, Vila Nova de Ourém, 1988 (1ª ed. 1894); MOREIRA, Rafael, A época manuelina in História das Fortificações Portuguesas no Mundo, Lisboa, 1989; MENDONÇA, Emília Isabel Mayer Godinho de, Ourém Medieval (texto policopiado, FLL - HIA), Lisboa, 1993; ELYSEU, Neves, FLORES, Joaquim, FLORES, José, OURÉM - Três Contributos para a sua História: Ourém: Estudos e Documentos, 2ª ed., vol. III, Ourém, 1994

Documentação Gráfica
DGEMN: DSID, Carta de Risco

Documentação Fotográfica
DGEMN: DSID, Carta de Risco

Documentação Administrativa
ANTT: Memórias Paroquiais-Ourém, vol. 26 - Memória 51 - pág. 395 a 410 - mif. 37; DGEMN: DSID, Carta de Risco

Intervenção Realizada
DGEMN: 1936 - beneficiação e restauro do castelo de Ourém: reconstrução de paredes de alvenaria argamassada; reconstrução de cunhais com 2 pavimentos em cantaria silharada; 1937 - obras de restauro e consolidação do castelo: reconstrução das muralhas; reparação geral dos adarves e das abóbadas; desaterros na praça de armas; limpeza geral dos parementos da torre de menagem; recuperação total de um dos torreões; 1938 - reconstrução das muralhas; 1939 / 1941 - reconstrução de muralhas; execução de arcos; 1942 - construção da armação de um telhado em madeira de eucalipto; cobertura da armação do telhado com telha nacional dupla; 1943 / 1944 / 1945 - obras de restauro; construção da cobertura e pavimentos; construção de arcos em tijolo prensado nas varandas; cintagem de paredes com vigas de betão armado; recuperação de paredes de alvenaria; cantaria lavrada assente em cunhais e portais; 1947 - diversos trabalhos de restauro: regularização de paredes na torre principal; consolidação estrutural; 1952 - obras de conservação, assentamento das cantarias, consolidação das ruínas; 1954 - execução da cobertura na torre de menagem; 1955 - colocação de um marco geodésico tronco-cónico no canto SO. do torreão mais elevado do castelo; 1960 - iluminação exterior do Castelo de Ourém; 1967 - iluminação exterior do Castelo de Ourém; 1968 / 1969 - consolidação e recuperação da cintura de muralhas do lado poente e norte: limpeza dos paramentos das muralhas; reconstrução dos troços de muralha desaparecidos; construção de caleiras para deviar as águas pluviais das terras onde assenta a muralha; refechamento de juntas; escavação arqueológica; 1972 - recuperação e valorização da zona do castelejo; 1980 - obras de beneficiação: asssentamento de portas em madeira de pinho; pintura de portas e janelas; limpeza das muralhas, refechamento de juntas; 1982 - beneficiação e valorização das muralhas; 1983 - vedação do recinto do castelo; 2005 - levantamento do Antigo Paço dos condes e elaboração da Carta de Risco; projecto de musealização do Paço elaborado pela DRML.

Fonte: www.monumentos.pt

Pelha
July 31st, 2007, 09:55 PM
Na minha opinião só peca pela sua pequenez, tirando esse facto não deixa de ser uma fortificação lindíssima, aprecio bastante os tijolos nas cimalhas.

Bons conteúdos Professor. :cheers:

...Aguardo ansiosamente pelo "Castelo dos Mouros". :D

O Prof Godin
August 1st, 2007, 12:05 AM
…Castelo dos Mouros…Ok…vou ver…:)

O Prof Godin
August 6th, 2007, 01:16 AM
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August 6th, 2007, 02:47 AM
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O Prof Godin
August 6th, 2007, 02:49 AM
Castelo de Castro Marim

IPA
Monumento

Nº IPA
PT050804020001

Designação
Castelo de Castro Marim

Localização
Faro, Castro Marim, Castro Marim

Acesso
Monte do Castelo (acesso por estrada alcatroada que circunda o outeiro)

Protecção
MN, Dec. 16-06-1910, DG, 136 de 23 Junho 1910, ZEP, DG 236 de 06 Outubro 1956

Enquadramento
Urbano. Isolado; implantado harmonicamente no topo de um outeiro, em redor do qual se estende o casarío da vila, com salinas a E. na margem do rio Guadiana. Dentro do perímetro muralhado localiza-se a Igreja de Santiago (v. 0804020011). Ligado à praça forte por uma cortina de muralhas está o Forte de São Sebastião (v.0804020003). Integrado na Reserva Natural do Sapal de Castro Marim.

Descrição
Barbacã de planta triangular irregular, percorrida por adarve desprovido de merlões exceptuando o vértice S., com uma plataforma, e nos dois torreões baixos rectangulares que se salientam nos vértices E. e O., ambos cobertos por terraços e providos de portas em arco pleno, a última encimada por pedra de armas de Portugal Antigo e inscrição epigráfica. O pano N. da muralha integra cortina do castelejo (denominado "castelo velho"), de planta trapezoidal aproximada ao quadrado, percorrido por adarve desprovido de merlões e com 4 cubelos cilíndricos nos vértices. A N. e S. abrem-se portas em arco, uma das quais com pedra de armas picada e inscrição epigráfica. No interior do castelejo edifícios de dois pisos adossados aos muros O. e N., com portas e janelas rectangulares, e do lado E. as ruínas da antiga alcáçova e dependências anexas. No exterior, adossado à muralha S. corpo estreito saliente, com esbarro, e vestígios da torre de menagem e do denominadop baluarte que a ladeava. No terreiro são visíveis algumas estruturas arruinadas como alguns troços de caixas-murárias e um vão em arco pleno.

Descrição Complementar
INSCRIÇÕES: 1. (CEMP nº 385) Inscrição comemorativa do povoamento de Castro Marim por D. Afonso III gravada numa lápide a encimar um escudo esculpido em relevo e picado, onde são perceptiveis 5 castelos e 2 escudetes em pé e dois deitados formando cruz, colocada sobre a porta que dá acesso ao castelejo; superficie epigráfica erodida impede leitura integral da última linha; a altura a que se encontra impossibilita a obtenção de medidas; calcário;Tipo de letra: Inicial capitular carolino-gótica; Leitura: ERA M CCC XII (=ano de 1274 ) POPULAVIT CASTRUM MARINUS REX ALFONSUS PORTUGAL ET ALGARBI ET STI[...]; 2. (CEMP nº393) Inscrição comemorativa da encomenda ou do inicio da construção da porta do castelo gravada numa lápide, em campo epigráfico enquadrado por moldura simples filetada, encimada por um escudo, composto por três escudetes pendentes postos em pala entre dois escudetes deitados, formando cruz acantonada de quatro castelos, bordadura carregada com oito castelos(?), rematado por pequena cornija, colocada sobre a porta da barbacã; a altura a que se encontra impossibilita a obtenção de medidas; superficie epigráfica picada especialmente na metade direita dificulta a leitura; calcário; Tipo de letra: Inicial capitular carolino-gótica; Leitura: ERA Mª CCCª XVII(=1279) SABADO PRIMO DIA DE JULHO FOI ESTA PORTA E[...] MADA EM T[EM]PO DE REY D[OM] DINIS ERA COM[...] REINAR XVII DIA[S DE FEVEREIRO].

Utilização Inicial
Militar: castelo

Utilização Actual
Marco histórico-cultural /Educativa e cultural : Museu Arqueológico

Propriedade
Pública: Estatal

Afectação
Câmara Municipal de Castro Marim: Auto de cedência 23 Ag. 1941

Época Construção
Séc. 13 / 16 / 17 / 18

Arquitecto | Construtor | Autor
Desconhecido

Cronologia
Pré - Romano - No local da fortaleza deve ter existido um castro do período Neolítico ocupado sucessivamente por fenícios, gregos (854 a.C.) e Cartagineses (final do séc. IV a.C.) e destruído por forte cataclismo antes da chegada dos romanos; Peródo romano - Reconstrução da fortaleza e constituição de uma importante base política e económica que manteve a sua importância durante a dominação árabe; 1230, déc.de - A Reconquista sistemática da região E. do Algarve pela Ordem de Santiago propicia a fixação de população nesta zona (GARCIA, 1986, p.77); 1238 - D. Sancho II alcança a foz do Guadiana; 1242 - A Ordem de Santiago reconquista definitivamente Castro Marim, sob o mestrado de D. Paio Peres Correia; 1274 - D. Afonso III inicia o povoamento oficial de Castro Marim como testemunha a inscrição nº. 1; 1277, 8 Jul. - A Carta de Foral dada por D. Afonso III incentiva o povoamento da vila e o rei manda reconstruir a fortaleza; Séc. 13, último quartel - D. Dinis, compensando a perda de Ayamonte para Castela, manda reforçar a fortificação, conhecida por "Castelo Velho", e construir o Castelo de Fora (barbacã), para defesa da população; 1279, 1 Jul. - Início da construção ou da encomenda da porta do Castelo, uma das primeiras obras realizadas no reinado de D. Dinis conforme testemunha a inscrição nº 2; 1282, 1 Maio - D. Dinis confirma e amplia o foral anterior; 1319, 14 Mar. - Por Bula do Papa João XXII, Castro Marim, do bispado de Silves, é doada à recém criada Ordem Militar de Cristo que ali estabeleceu a sua primeira sede por ter "castello muy forte a que a desposiçom do lugar da seer defeso, que he na fronteyra dos dictos enmijgos e parte con eles" (Mon. Henr., doc. 62, p. 112); 1334 - A sede da Ordem de Cristo transita de Castro Marim para Tomar, originando algum abandono da fortaleza; 1421, 10 Ab. - Foral de D. João I autorizando que ali vivessem 40 homiziados para promover o aumento da população; 1453, Ab. - D. Afonso V de visita à vila regulamenta as pescarias; 1504, 20 Ag. - Foral Novo dado por D. Manuel I, que manda restaurar as fortificações de Castro Marim incluindo as muralhas do castelo; 1509 / 1510 - Desenhos executados por Duarte de Armas, representando uma barbacã ameiada (com alguns merlões destruídos) de planta irregular, acompanhando o relevo, dentro da qual se implantava a vila; no vértice E. sobressaía um torreão quadrangular rematado por merlões e aberto por uma grande porta em arco recto provida de ponte levadiça; no vértice O. outro torreão baixo era rasgado por uma porta em arco pleno com fecho decorada por pedra de armas (escudo de ponta com 5 escudetes em aspa); do lado N., junto ao chão abria-se pequeno arco de canalização; flanqueado pela barbacã, a N., o castelejo tinha planta rectangular (aproximada ao quadrado) com cubelos cilíndricos idênticos nos vértices, rematados com merlões e coroados por uma estrutura de madeira de forma cónica (provável travejamento de telhado); do lado S. adossava-se a torre de menagem, quadrangular, com janelas em arco pleno em dois registos na fachada N. e uma janela mainelada do lado oposto; a torre de mengem estava adossada a um "baluarte" rectangular, baixo e ameiado; na cortina exterior, a N., localizava-se a porta falsa em arco pleno protegida por corpo baixo saliente da muralha desprovido de merlões; no interior do recinto a alcáçova era composta por "aposentamentos térreos e sobradados" que ladeavam um pátio longitudinal, incluindo uma capela e duas cisternas; dentro do "muro da vila" é visível o aglomerado urbano, de casa térreas, de 2 e de 3 pisos, e uma capela com campanário de sineira dupla; extramuros algumas casas a E. e O., havendo deste lado um outeiro com forca, a SO. uma capela e a E. as salinas e a foz do rio Guadiana com a zona de "arevilha" assinalada, onde navegavam duas naus; a NE., sobre uma ribeira, afluente, estava implantado um moinho de maré; 1600 - Henrique Fernandes Sarrão descreve o castelo como tendo "três portas na cerca e um castelo mui forte, que está consertado de novo, e nele uma torre mui alta e fermosa, donde se descobre muita vista"; 1640 - Com as guerras da Restauração a fortaleza foi remodelada com a edificação de uma fortificação do tipo abaluartado que só viria aser concluída no reinado de D. Afonso VI; as suas funções defensivas foram repartidas com o forte de São sebastião (v.0804020003) e o Revelim de Santo António; 1755 - O terramoto arrasa a antiga vila intra-muros que irá ser reconstruída fora das muralhas; estragos causados especialmente na Igreja de Santiago (v. 0804020011); reedificação do castelo por ordem de D. José; 1969, 28 Fev. - Alguns danos provocados pelo sismo.

Tipologia
Arquitectura militar medieval e da Restauração. Da época medieval subsiste o "castelo velho" (castelejo), de planta trapezoidal, quase quadrangular, com cubelos cilíndricos nos vértices. Na época da restauração os merlões foram substituídos por troneiras patentes nos torreões de ângulo e no vértice S..

Características Particulares
Castelo que adaptou as estruturas medievais às características pirobalísticas das peças de artilharia ligeira e pesada da época da Restauração. Enquadramento paisagístico ímpar, em virtude da proximidade das salinas e da foz do rio Guadiana. A nível epigráfico destaque para a inscrição nº 1 por ser a primeira epígrafe portuguesa a registar um povoamento oficial levado a cabo pelo próprio monarca; e para a nº 2 por ser um dos primeiros exemplares redigido em português e que comemora uma das primeiras medidas do rei D. Dinis.

Dados Técnicos
Estruturas autoportantes

Materiais
Cantarias, alvenarias mistas (calcário e xisto vermelho) rebocadas e sem reboco, madeira, telha.

Bibliografia
ALMEIDA, João de, Roteiro dos monumentos militares Portugueses, Vol. III, Lisboa, 1948.; GARCIA, João Carlos, O Espaço Medieval da Reconquista no Sudoeste da Península Ibérica, Lisboa, 1986; BARROCA, Mário Jorge, Epigrafia Medieval Portuguesa (862-1422), vol. II, pp. 982-984 e 1006-1010, Porto, 2000.

Documentação Gráfica
DGEMN:DSID

Documentação Fotográfica
DGEMN:DSID

Documentação Administrativa
DGEMN:DSID

Intervenção Realizada
DGEMN: 1942 - 1952 - reconstrução e consolidação de paredes em alvenaria; emprego de cantaria aparelhada em degraus e cunhais; construção de uma porta exterior; 1958 - reconstrução de rebocos interiores e exteriores, construção de alvenaria hidráulica nas muralhas junto à ermida; reconstrução de telhados e tectos em madeira; pintura e reparação de altares; 1960 - obras de adaptação a museu; reparação de muralhas, reconstrução de abóbadas e arcos, bases capitéis e colunas; construção de calçada à portuguesa; 1977 - consolidação gradual das várias construções no interior do castelo; restauro do paiol e da antiga capela resnascença:apeamento de alvenarias em ruína e execução de alvenaria em fundação e elevação, construção de telhados; 1978 - demolição de alvenarias que prejudicam o conjunto interior da capela; construção de alvenaria hidráulica em fundação de uma escada; assentamento de degraus e lajedo; 1979 - construção de alvenaria hidráulica em elevação nos panos da muralha; assentamento de coberturas e espelhos de cantaria nos degraus da capela; 1980 / 1982 / 1983 - construção de alvenaria em elevação para consolidação e tapamento de rombos em troços de muralha a recuperar; 1982 - abastecimento de águas às instalações sanitárias; 2000 / 2003 Nov. - escavações dirigidas pela arqueóloga Ana Margarida Arruda; 2004 - Museu: em obras.

Fonte: www.monumentos.pt

O Prof Godin
August 6th, 2007, 02:52 AM
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Castelo Velho de Alcoutim / Castro de Santa Bárbara

IPA
Sítio

Nº IPA
PT050802010005

Designação
Castelo Velho de Alcoutim / Castro de Santa Bárbara

Localização
Faro, Alcoutim, Alcoutim

Acesso
Cerro de Santa Bárbara

Protecção
IIP, Dec. nº 67/97, DR 301 de 31 Dezembro 1997

Enquadramento
Rural, num cabeço, vegetação densa com vários arbustos e alto matagal. Estruturado em relação ao rio Guadiana com boa visibilidade.

Descrição
Desenvolve-se em redutos circulares sendo o primeiro de planta rectangular com várias torres maciças adossadas à muralha e duas portas de acesso ao interior, cisterna com c. de 560cm de comprimento e 250cm de largura, paredes com espessura de 90-70cm e oito compartimentos habitacionais de planta rectangular de alvenaria de xisto; segundo reduto entre os dois corpos de muralhas e segundo corpo também defendido por várias torres de xisto protegendo algumas habitações das quais restam, a O., algumas estruturas habitacionais de planta rectangular de silhares de xisto. Troços de muralha constituídos de blocos de xisto e grauvaque misturados com terra e argila com a espessura de 2m. Arranque de 4 torres maciças de planta irregular duas com cerca de 5m x 5m e duas com cerca de 3m x 3m.

Descrição Complementar
Não definido

Utilização Inicial
Residencial: castro / Militar: castro / Militar: castelo

Utilização Actual
Devoluto

Propriedade
Privada

Afectação
Sem afectação

Época Construção
Séc. 8 / 9 / 10 / 11

Arquitecto | Construtor | Autor
Desconhecido

Cronologia
Séc. 8 - 9 - construção inicial *1; Séc. 10 - com o estabelecimentodo califado omíada de Córdova, verifica-se a restruturação urbana no Castelo, reparação das muralhas e acrescento de um torreão junto da porta principal; Séc. 11 - abandono do castelo; 1996, 07 Outubro - Despacho de classificação como Imóvel de Interesse Público.

Tipologia
Arquitectura militar, medieval. Castelo que se desenvolve em redutos circulares de duas linhas defensivas; primeiro reduto de planta rectangular, irregular; torres quadrangulares; possui no seu perímetro interior restos de paredes de vários edifícios; os da 1ª fase afastados das muralhas e os da 2ª fase adossados à muralha e cortando completamente os anteriores. Do período califal existem ainda vestígios de um edifício rectangular central, cujas paredes se encostam a muros anteriores. O tipo de aparelho aponta para uma tipologia tipicamente omíada, com certas influências sírio-palestinianas e bizantinas.

Características Particulares
Não definido

Dados Técnicos
Paredes autoportantes

Materiais
Xisto da região; grauvaque; argila; terra

Bibliografia
OLIVEIRA, Francisco Xavier D' Athaíde, Monografia do Concelho de Vila Real de Santo António, Algarve, 1908; SANTOS, Maria V. A. dos, Arqueologia Romana do Algarve, vol.1, Lisboa, 1971; CATARINO, Helena, Escavações Arqueológicas nos Castelos de Alcoutim in Actas do 4º Congresso Sobre o Algarve, Lisboa, 1984; IDEM, Vestígios Muçulmanos no Nordeste Algarvio e o Castelo Velho de Alcoutim, Actas do 6º Congresso sobre o Algarve, Lisboa, 1986; IDEM, Arqueologia Medieval Islâmica no Algarve - Alcoutim, Salir e Paderne, Boletim Informativo Encontro de Arqueologia do Algarve, Faro, 1990; Carta Arqueológica de Portugal: concelhos de Faro, Olhão, Tavira, Vila Real de Santo António, Castro Marim e Alcoutim, 2, Lisboa, 1995; CATARINO, Helena, Castelos Muçulmanos no Algarve in Noventa Séculos entre a Serra e o Mar, Lisboa, 1997.

Documentação Gráfica
DGEMN: DSID; CMA

Documentação Fotográfica
DGEMN: DSID

Documentação Administrativa
DGEMN: DSID

Intervenção Realizada
H. Catarino: 1986 / 1993 - escavações arqueológicas.

Observações
*1 - o local teve uma possível ocupação pré-histórica, durante a Idade do Bronze, existindo próximos alguns cemitérios de cistas. Contundo, apenas se recolheram alguns pequenos fragmentos de artefactos líticos nos enchimentos dos muros das estruturas habitacionais islâmicas. A partir da Alta Idade Média este local pode ter começado por ser um sítio de refúgio, protegido pelos afloramentos rochosos e por uma muralha grosseira que circundaria a encosta; também para este período nos faltam evidências arqueológicas precisas; contudo, na camada de enchimento da rocha, recolheram-se alguns fragmentos de cerâmica comum grosseira, fabricados a forno lento muito irregular, alguns com restos de decoração aplicada de cordões plásticos digitados, que apontam para cronologias medievais arcaicas ( finais do período visigótico - inícios do período muçulmano ). A camada 5 corresponde aos derrubes dos edifícios na fase emiral, revelando fragmentos de telhas, de cerâmica e de alguns objectos metálicos, que apontam para cronologias de finais do período emiral; sob o muro de um dos compartimentos do edifício rectangular, construído no centro do castelo na fase do califado, recolheram-se fragmentos de uma taça a verde e manganês. O espólio recolhido na camada 3, embora maioritariamente de características califais, apresenta alguma cerâmica que aponta para cronologias da 1ª metade do Séc. 11, designadamente algumas candeias e vários fragmentos decorados a corda seca parcial.

Fonte: www.monumentos.pt

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August 6th, 2007, 02:58 AM
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:) :) :) :cheers:

O Prof Godin
August 6th, 2007, 02:59 AM
Fortaleza de Alcoutim

IPA
Monumento

Nº IPA
PT050802010004

Designação
Fortaleza de Alcoutim

Localização
Faro, Alcoutim, Alcoutim

Acesso
Cerro do Castelo Velho; Margem direita da Ribeira de São Marcos confluente com o rio Guadiana

Protecção
IIP, Dec. nº 45/93, DR 280 de 30 Novembro 1993

Enquadramento
Urbano. Situa-se na encosta de um monte, que se levanta na margem direita da ribeira de São Marcos, junto da sua confluência com o Guadiana, fronteiro à fortaleza espanhola de São Lucar, que fica situada na margem esquerda deste rio. As muralhas envolvem a povoação.

Descrição
Trata-se da intersecção de duas construções de diferentes épocas. O castelo medieval e um forte moderno. Ambas são de planta irregular. As muralhas medievais são coroadas de merlões e têm adarves. A construção moderna é composta de várias baterias e um baluarte voltados ao rio.

Descrição Complementar
Não definido

Utilização Inicial
Militar

Utilização Actual
Não definido

Propriedade
Pública: estatal

Afectação
Câmara Municipal de Alcoutim, auto de cedência de 26 Setembro 1941

Época Construção
Séc. 13 / 17

Arquitecto | Construtor | Autor
Não definido

Cronologia
1240 - Alcoutim foi tomado aos Mouros por D. Sancho II, procurando-se de imediato reedificar o castelo e construir uma forte muralha para defesa da povoação, a que o monarca deu o título de vila; 1304 - D. Dinis mandou restaurar o castelo e as muralhas e concedeu foral à vila que veio a doar à Ordem de São Tiago; 1369 - Na fortaleza assinou-se a paz de Alcoutim entre D. Fernando I e D. Henrique de Castela; A construção defensiva viria ainda a ser reparada no tempo de D. João II e de D. Manuel; 1640 - Durante a guerra da Restauração foram feitas novas obras de reforço da fortaleza, entre outras as baterias do Cortadoiro e Santa Bárbara, destinadas a bater o rio e a praça espanhola fronteiriça.

Tipologia
Arquitectura militar medieval e moderna, baterias voltadas para o rio, paiol e outras construções, voltadas para terra, protegidas por fortes cortinas de muralhas.

Características Particulares
Não definido

Dados Técnicos
Não definido

Materiais
Não definido

Bibliografia
ALMEIDA, João de, Roteiro dos Monumentos Militares Portugueses, Vol. III, Lisboa, 1948

Documentação Gráfica
Não definido

Documentação Fotográfica
Não definido

Documentação Administrativa
Não definido

Intervenção Realizada
1961 - DGEMN - obras de consolidação de blocos de alvenaria que se encontravam desligados e construção de panos de muralha afim de se consolidarem diversos troços; 1967 - procedeu-se ao apeamento de alvenarias em ruína e à sua reconstrução; 1969 - foram demolidas várias casas em ruína para desobstruir troços de muralha, que depois foram consolidados com a construção de alvenaria hidráulica em elevação; 1977 - apeamento e reconstrução de alvenarias em cortinas e merlões, refechamento de fendas em panos de muralha, empregando gatos de betão armado; assentamento de uma nova porta em madeira para a porta do castelo; 1979 - consolidação do castelo e paiol: demolição de alvenarias e telhados e posterior reconstrução; assentamento de soleira em cantaria na porta do paiol; 1981 - obras de recuperação: construção de alvenaria hidráulica em elevação para a recuperação de uma escada de acesso aos adarves, recuperação de cortinas e merlões, reconstrução de rebocos na zona das baterias e de um baluarte; 1985 - obras de conservação nas muralhas e construção de um archete no vão da porta do castelo empregando tijolo maciço e argamassa de cimento; 1988 - instalação de iluminação eléctrica exterior.

Observações
Os vários vestígios encontrados no local indicam ter existido um castro lusitano, de transição do neolítico para o calcolítico. Os Fenícios teriam ai aportado em finais do séc. X a.C., estabelecendo uma feitoria, sob a vigilância do castro lusitano. Os Gregos, em meados do séc. VIII a.C., fixaram no local uma colónia, que se fundiu na população lusitana. Também os Galo-Celtas e os Cartagineses teriam ocupado o lugar. Os Romanos, no início do séc. II a.C., conquistaram Alcoutim quando este era já um centro rico, com um porto fluvial muito frequentado. A fortaleza foi transformada numa forte base militar de ocupação e importante centro político a que chamaram Alcoutinium. Tomada pelos Alanos em 415, a praça de Alcoutim entrou em franca ruína, em virtude da paralisação das exportações minerais. Vieram os mouros em 715, mudando-lhe o nome para Alcatâ não conseguiram restaurar a sua antiga importância política e comercial.

Fonte: www.monumentos.pt

Arpels
August 6th, 2007, 11:36 AM
esta mto detiorada na actualidade, a bem dizer ja a seculos k esta, uma pena k as vistas dali são lindissimas.

fred_mendonca
August 8th, 2007, 10:04 PM
Bom thread! :applause:

daniel322
August 9th, 2007, 02:34 AM
Belo trabalho como já é costume :okay: é preciso paciência para ler tudo como deve ser mas como quem corre por gosto não cansa.. :D

O Prof Godin
August 10th, 2007, 01:50 AM
…Bom…continuando na direcção de Vila Real de Santo António para Sagres, vamos encontrar mais alguns "castelos" ou "Fortes" e "Fortalezas", de relativamente pequena dimensão, que constituiram a primeira linha de defesa da costa, mandados construir pelos nossos reis Filipes (hoje, à luz da história, penso que foram bons reis, embora espanhóis, que não propuseram a integração ibérica, e aos quais Portugal deve muito, no tocante à fortificação de costa…)…

…assim começo pela já apresentada fortificação do Forte de Nossa Senhora da Conceição, Cabanas, Tavira:

http://i164.photobucket.com/albums/u17/banithor/Portugal/Cidades%20de%20Praia%20PT/Algarve/Cabanas%20-%20Tavira/Cabanas-1.jpg

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:) :) :) :cheers:

Forte da Conceição / Forte de São João / Forte de São João da Barra

IPA
Monumento

Nº IPA
PT050814020004

Designação
Forte da Conceição / Forte de São João / Forte de São João da Barra

Localização
Faro, Tavira, Conceição

Acesso
Sítio da Praia, no extremo NO. da povoação de Cabanas

Protecção
IIP, Dec. nº 43 073, DG 162 de 14 Julho 1960

Enquadramento
Rural, implantado junto ao areal da praia de Cabanas.

Descrição
Planta em estrela de 4 pontas com baluartes nos ângulos servidos por rampas. Porta na frente voltada a terra antecedida de fosso. Frontaria em arco pleno. Sobre a porta um espaldar em cujo terço inferior se encontram duas lápides epigrafadas encimadas por pedra de armas com brasão real, e um frontão curvo centrado por edícula.

Descrição Complementar
INSCRIÇÕES: 1. Inscrição comemorativa da construção da fortaleza, indicativa do administrador da obra e comemorativa da construção da ponte de Tavira, gravada numa lápide, num campo epigráfico relevado e enquadrado por moldura. Calcário rosa. Dimensões: 150x50. Nexos e inclusões. Tipo de letra: capital quadrada. Leitura modernizada: SENDO REGENTE DOS REINOS E SENHORIOS DE PORTUGAL O SERENÍSSIMO PRÍNCIPE DOM PEDRO O CONDE DE VALE DE REIS DOS CONSELHOS DE ESTADO E GUERRA CAPITÃO GERAL DESTE REINO ACHANDO ESTE SÍTIO CAPAZ MANDOU FAZER ESTA FORTALEZA DE PEDRA E CAL ESTANDO DESENHADA JÁ DE TERRA EFAXINA(?) REINANDO O SENHOR REI DOM JOÃO O IV DA GLORIOSA MEMÓRIA NO ANO DE 1656 O MESMO CONDE DE VALE DE REIS MANDOU FAZER A PONTE DA CIDADE DE TAVIRA E GOVERNANDO ESTA FORTALEZA O SARGENTO MAIOR DOMINGOS DE CARPIÃO CASTANHEDA SE LHE ENCARREGOU A ADMINISTRAÇÃO DESTA OBRA A QUAL FEZ DAR PRINCÍPIO EM 19 DE DEZEMBRO DO ANO DE 1670. 2. Inscrição comemorativa da reedificação da fortaleza, indicativa do nome do promotor da obra e do inspector da mesma, gravada numa lápide, num campo epigráfico relevado enquadrado por moldura, colocada sob a inscrição nº 1, no sentido de dar continuidade à informação aí contida. Calcário. Dimensões: 145x25. Tipo de letra: capital quadrada. Leitura modernizada: FOI REEDIFICADA ESTA FORTALEZA POR SEU TERCEIRO NETO NUNO JOSÉ FULGÊNCIO DE MENDONÇA E MOURA CONDE DE VALE DE REIS GOVERNADOR E CAPITÃO GERAL DO DITO REINO GENTIL HOMEM DA CÂMARA DO PRÍNCIPE NOSSO SENHOR E DEPUTADO DA JUNTA DESTE REINANDO DONA MARIA I SENDO INSPECTOR DELA O DOUTOR JOSÉ CAETANO DE ANDRADE CASTRO ANO DE 1793.

Utilização Inicial
Militar: forte

Utilização Actual
Residencial

Propriedade
Privada: pessoa singular

Afectação
Sem afectação

Época Construção
Séc. 17 / 18

Arquitecto | Construtor | Autor
André Pillarte (conjectural)

Cronologia
1670, 19 Dezembro - Início da construção da fortaleza pelo conde de Vale de Reis, capitão geral do Reino e membro do Conselho de Estado e da Guerra; 1793 - reedificação da fortaleza, por se encontrar muito arruinada, pelo governador e capitão José Fulgêncio de Mendonça e Moura, conde de Vale de Reis, trineto do primeiro promotor da obra, sendo inspector dela o doutor José Caetano de Andrade Castro.

Tipologia
Arquitectura militar, moderna. Forte abaluartado em planta estrelada.

Características Particulares
A inscrição refere que o desenho da fortaleza foi primeiramente desenhado na terra.

Dados Técnicos
Não definido

Materiais
Cantaria, alvenaria, madeira em portas e caixilhos.

Bibliografia
João Baptista da Silva LOPES, Corografia (...) do reino do Algarve, Lisboa, 1841; João de ALMEIDA, Roteiro dos monumentos militares Portugueses, Vol. III, Lisboa, 1948; COUTINHO, Valdemar, Castelos, Fortalezas e Torres da Região do Algarve, Vila Real de Santo António, 1997.

Documentação Gráfica
DGEMN: DSID; DREMS

Documentação Fotográfica
DGEMN: DSID

Documentação Administrativa
DGEMN: DSARH

Intervenção Realizada
Não definido

O Prof Godin
August 10th, 2007, 02:08 AM
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Forte de Nossa Senhora da Conceição, Tavira.

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O Forte do Rato, Tavira:

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E esta reminiscência de algo mais antigo, a Torre D`Ares, Luz, Tavira;

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Castelo de Tavira - Muralhas:

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:) :) :) :cheers:

Biblo e Refes:

Muralhas do Castelo de Tavira

IPA
Monumento

Nº IPA
PT050814060002

Designação
Muralhas do Castelo de Tavira

Localização
Faro, Tavira, Santiago

Acesso
Alto de Santa Maria, Trav. da Fonte, Cç. D. Paio Peres Correia, R. da Bela Fria, R. Detrás dos Muros; R. António Viegas.

Protecção
MN, Dec. nº 29 604, DG 112 de 16 Maio 1939, ZEP, DG 31 de 06 Fevereiro 1960

Enquadramento
Urbano. Os restos do castelo erguem-se no meio do casario na parte velha da cidade, junto da Igreja de Santa Maria ( v. PT050814050001 ). Do alto do castelo, cujo núcleo principal está ajardinado, desfruta-se magnífico panorama sobre a cidade, até ao mar.

Descrição
Do antigo Castelo e cinta de muralhas resta apenas um bastião de ângulo que defendia uma porta, alguns panos ameados com seteiras, por entre o casario, e uma das antigas portas denominada Arco da Misericórdia em arco de volta perfeita de cantaria aparelhada. Algumas estruturas são em taipa, revestidas de pedra aparelhada ou rusticada, argamassada. Cunhais de cantaria reforçando alguns ângulos.

Descrição Complementar
Não definido

Utilização Inicial
Militar: castelo

Utilização Actual
Cultural / turística (Horário da visita ao núcleo principal: dias úteis - 8.30 às 17; Sábados, domingos e feriados - horário de Verão: 10 às 19; horário de Inverno: 9 às 17).

Propriedade
Pública: municipal ( castelo ) / Pública: estatal ( muralhas )

Afectação
Sem afectação

Época Construção
Séc. 13 / 17 / 20

Arquitecto | Construtor | Autor
Arquitecto Paisagista António Viana Barreto

Cronologia
Neolítico - provável época da 1ª fortaleza que teria consistido num castro de povoamento neolítico. Por ela passaram sucessivamente os fenícios, os gregos e os galo-celtas (séc. 4 a.C.) que remodelaram a fortaleza e mudaram o nome da localidade para Talábriga. Vieram sucessivamente os cartagineses os cúnios e os romanos que remodelaram a fortaleza e mudaram o nome para Balsa; 1114 - Os mouros apoderam-se da fortaleza, reedificam-na e chamam-lhe Tabira; 1242 - conquistada para a coroa portuguesa por D. Paio Peres Correia; Séc.13, 1ª metade - D. Sancho II doa Tavira à ordem de Santiago; 1252 - D. Afonso X, o Sábio, conquista Tavira no âmbito das suas pretensões pela posse do Algarve; 1264 - D. Afonso X abandona a fortaleza; 1266 - D. Afonso III concede-lhe foral; 1292 - D. Dinis manda reedificar a fortaleza, acrescentando-lhe a torre de menagem e a cerca com 7 portas: a de Fernão Mendes, a da Mouraria, a do Postigo, a da Feição, a de Vila Fria, a de D. Manuel e a Porta Nova; 1303, 15 de Abril D. Dinis concede aos moradores carta de privilégio;1504, 20 de Agosto - D. Manuel concede-lhe foral novo e eleva-a à categoria de cidade, aumentando-lhe os privilégios; 1640, após - a fortaleza medieval dionisíaca é restaurada logo após a Restauração com obras novas de tipo abaluartado; 1975 - Projecto de Arquitectura Paisagista da envolvente das muralhas e praça adjacente (Praça do Infante), pelo Arquitecto Paisagista António Viana Barreto.

Tipologia
Arquitectura militar medieval, moderna. Fortaleza abaluartada, de planta irregular, implantada em terreno alto, panos de muralha ameados, portas protegidas por torres ameadas.

Características Particulares
A torre octogonal, inovação construtiva atribuída ao período almóada, com paralelos com a destruída torre poligonal do Castelo de Silves (v. PT050813070002) e com as suas congéneres ainda existentes em território espanhol como em Badajoz, Sevilha, Jerez de la Frontera, Niebla e Écija (GOMES, 1989).

Dados Técnicos
Estrutura autoportante

Materiais
Cantaria, alvenaria, taipa.

Bibliografia
João Baptista da Silva LOPES, Corografia (...) do reino do Algarve, Lisboa, 1841; João de ALMEIDA, Roteiro dos monumentos militares Portugueses, Vol. 3, Lisboa, 1948; GOMES, Rosa Varela, A Arquitectura militar muçulmana, in História das Fortificações Portuguesas no Mundo, org. Rafael Moreira, Lisboa, Alfa, 1989.

Documentação Gráfica
DGEMN: DSID, Carta de Risco, DREMS

Documentação Fotográfica
DGEMN: DSID, Carta de Risco, DREMS

Documentação Administrativa
DGEMN: DSID, DSARH, DREMS

Intervenção Realizada
DGEMN: 1940, reconstrução completa do arco de entrada no castelo em cantaria apicoada; reconstrução completa de muralhas em alvenaria em argamassa hidráulica; 1961 - demolição de blocos de muralha que se desagregaram com a derrocada de 1960 junto ao jardim do castelo e no torreão perto da cerca do quartel da Graça; 1969 - reconstrução do troço de muralhas que serve de suporte à parada do quartel da Graça; construção de alvenaria hidráulica em elevação para construção dos troços que ruiram; 1972 - consolidação de muralhas: apeamento e reconstrução de alguns panos; 1974 - obras de consolidação junto ao quartel da Graça; construção de alvenaria hidráulica em tapamento de rombos; 1975 - construção de alvenaria hidráulica em tapamento de rombos; 1978 - apeamento de alvenarias em mau estado e construção de novas; 1980 - consolidação de alguns troços da muralha; 1981 - assentamento de silhares de cantaria em cunhais da torre do castelo; 1982 - 1985, 1986, 1987, 1989 - consolidação da torre; reconstrução do arco de ligação; execução de alvenaria de taipa em enchimento de panos de muralha; 1990 - reparação do torreão: entaipamento de vãos, execução de alvenaria de pedra para tapamento de rombos; 2000 - obras de consolidação dos muros do troço de muralha junto à R. Detrás dos Muros; Associação Campo Arqueológico de Tavira: 2001 - escavações arqueológicas com o objectivo de determinar o traçado e o período de construção das muralhas; DGEMN: DREMS: 2002 - consolidação troço muralhas perto da Trav. dos Pelames a SO.; 2004 - obras de conservação e valorização no troço correspondente ao Convento da Graça (v. PT050814050018) na R. da Bela Fria e na R. António Viegas.

Fonte: www.monumentos.pt

O Prof Godin
August 10th, 2007, 02:18 AM
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Ruínas do Castelo de Salir

IPA
Monumento

Nº IPA
PT050808070041

Designação
Ruínas do Castelo de Salir

Localização
Faro, Loulé, Salir

Acesso
Vila de Salir

Protecção
Inexistente

Enquadramento
Rural, montanha, isolado; implantado num ponto elevado do Barrocal algarvio, a O. de Salir, disfrutando de uma ampla visibilidade sobre os vales férteis que se desenvolvem a N. e a O.. Localização específica num monte não muito elevado (pouco mais de 250m de altitude) que antecede os picos mais altos da Serra do Caldeirão, significando um dos últimos pontos de contacto com as rotas mais próximas do litoral. Localiza-se a E. da estação arqueológica romana da Torrinha.

Descrição
Planta centralizada irregular definindo uma figura geométrica oval. Volumes articulados dispostos horizontalmente (na origem dispostos verticalmente), sem qualquer cobertura exterior, para além dos sistemas característicos a uma ou duas águas que cobrem o casario tradicional que se implantou no interior do recinto, ou a cobertura em terraço do centro interpretativo. Fachada principal virada a S., onde o declive é menos acentuado; portão principal desconhecido, mas, ao que tudo indica, deveria situar-se no extremo SE., correspondendo hoje à principal R. de acesso ao castelo; cinco panos de muralhas definidos pelo portão principal e por quatro torres, todas de secção quadrangular e de que ainda se conservam vestígios; Torre D (ou "Muro do Meio"), implantada a NE., numa zona de acentuado declive, revela uma sapata muito robusta, conservando-se a pouco mais de 1m acima do caminho, cuja abertura obrigou à sua destruição quase total; secção de 4,7m x 3,88m; Torre C (ou "Torre da Alfarrobeira"), localiza-se na vertente mais a N. do castelo, precisamente no local onde o declive em relação ao vale é mais acentuado; conserva ainda 3m c. de altura, possuindo uma secção de 5,1m x 4,6m; Torre B, (também denominada de "Muro Maior"), localiza-se na vertente NE., sendo a que se encontra mais afastada do caminho; secção praticamente idêntica às restantes (4,6m c. de lado) e está hoje adossada a alguns edifícios a E. e a S.; era a torre albarrã do conjunto; Torre Sul encontra-se hoje integrada em construções posteriores, e adossa-se ao pano de muralha do lado SE.; possui ainda uma secção de 4,8m c. de lado e conserva-se praticamente até aos 4m de altura; dois panos de muralha são ainda visíveis: o N., que actualmente liga as Torres D e B, passando pela C, e um pequeno pano a SE., conhecido como "Muro da Sabedoria", são o que resta do caminho de ronda que circundava o castelo e que ligava o interior do recinto, mais baixo, às torres avançadas da estrutura; caminhos ajardinados, com pavimento em calçada típica portuguesa delimitados por canteiros e pelas torres nas vertentes viradas para o exterior, e pelos restos das muralhas; colocação de bancos de jardim junto da torre B; Aparelho das muralhas: pseudo-isódomo muito irregular, com algumas fiadas de pedra mal aparelhada dispostas horizontalmente, mas com o recurso abundante a cotovelos e subvertendo-se muitas vezes este padrão horizontal. Impossibilidade em determinar qualquer interior original, bem como eventuais articulações de corpos e sistemas de iluminação e abobadamento. Via principal definida pela Tv. do Castelo, que parte da entrada principal a SE. para terminar a O., dividindo praticamente ao meio o recinto interior do castelo; CENTRO INTERPRETATIVO - Localizado sobre a área escavada, a E. da torre B; Planta rectangular regular; Volume simples disposto horizontalmente em apenas um registo; Fachada principal virada a S., para a via pública, a que se acede através de um duplo lanço de quatro degraus; três registos de cinco corpos, compostos por cinco painéis de portas, com puxadores; pequeno alpendre metálico ao nível do segundo painel, desenvolvendo-se superiormente um terceiro registo de painéis acompanhando a divisão geométrica em cinco corpos. Fachada lateral O. adossada à muralha, mas contendo amplos janelões verticais a toda a altura, protegidos por painéis semelhantes aos da fachada principal e por outro alpendre metálico. Fachada lateral O. adossada a casario térreo. Fachada posterior, voltada a N. com um passadiço metálico sobre a área escavada, permitindo a visita superior dos trabalhos arqueológicos.

Descrição Complementar
. Área escavada muito reduzida a E. da Torre B, compõe-se de um rectângulo irregular onde foram identificadas algumas construções originais, designadamente um pátio e uma cozinha, estruturas habituais de época islâmica.

Utilização Inicial
Militar: Castelo

Utilização Actual
Turística / Cultural: Centro interpretativo

Propriedade
Pública: municipal / Privada: pessoa singular

Afectação
Sem afectação

Época Construção
Séc. 11 / 12

Arquitecto | Construtor | Autor
Desconhecido

Cronologia
Séc. 12 - construção do castelo; 1189 - D. Sancho I terá conquistado a povoação; Séc. 12, finais - Reforço das muralhas *1; Sécs. 12-13 - Maioria das cerâmicas encontradas nas intervenções arqueológicas e das estruturas habitacionais identificadas; 1505 - Existem 87 fogos na freguesia; Séc. 16, finais - o castelo encontrava-se já em ruínas; 1758 - No castelo existem 11 fogos; 1755 - Grandes danos provocados pelo Terramoto; 1798 - Freguesia de São Sebastião de Salir possui 408 fogos; 1841 - Informação de que o castelo já se encontra arruinado; 1987 - Primeira campanha arqueológica no interior do castelo; 1993 - Elevação a Vila.

Tipologia
Arquitectura militar islâmica, almóada. Castelo de taipa sem alcáçova, de planta oval acompanhando as linhas de relevo do monte onde se implanta.

Características Particulares
Construção islâmica tardia, numa altura de intensa pressão militar cristã. Inserido na rede de castelos almóadas do Algarve, uma extensa linha defensiva do litoral e do interior da província, que ligava praticamente os dois extremos, desde a Castro Marim e a Alcoutim: Salir encaixava-se na rede defensiva rural, linha de fortificações que aliava os castelos a uma série de alcarias na zona do barrocal, funcionando também como posto avançado para o interior.

Dados Técnicos
Paredes autoportantes

Materiais
Taipa *2; pedra; tijolo; telha; madeira; ferro; vidro; mosaico

Bibliografia
LOPES, João Baptista da Silva, Corografia ou memória económica, estatística e topográfica do reino do Algarve, Lisboa, Academia das Ciências de Lisboa, 1841; GUERREIRO, M. V. et alli, "Duas descrições do Algarve no século XVI", Cadernos de História Económica e Social, Lisboa, 1983; MARQUES, J., "Os castelos algarvios da Ordem de Santiago no reinado de D. Afonso III", in I Jornadas de História Medieval do Algarve e Andaluzia, Loulé, 1987, pp.101-130; CATARINO, Helena, "Escavações arqueológicas nos castelos de Salir e Paderne", in V Congresso do Algarve, vol. I, Silves, Racal Clube, 1988, pp.35-38; MARTINS, Isilda Maria Pires, Arqueologia do concelho de Loulé, Loulé, Câmara Municipal de Loulé, 1988; CATARINO, Helena, "Arqueologia medieval islâmica no Algarve: Alcoutim, Salir e Paderne", in Encontro de Arqueologia do Algarve, Faro, SEC, 1990, pp.123-131; CATARINO, Helena, "O castelo de Salir: estruturas habitacionais e cerâmicas do período almóada", in VII Congresso do Algarve, vol. I, Silves, Racal Clube, 1992, pp.19-25; CATARINO, Helena, "A fortificação muçulmana de Salir (Loulé): primeiros resultados arqueológicos", Al-'Ulyã, nº1, Loulé, Arquivo Histórico Municipal de Loulé, 1992, pp.13-27; CATARINO, Helena, "Objectos de osso e de metal recolhidos nas escavações do Castelo de Salir (Loulé)", Al-Úlyã, nº2, Loulé, Arquivo Histórico Municipal de Loulé, 1993, pp.17-31; SERRA, Manuel Pedro, "Contribuição histórica para o "Plano de Salvaguarda e Reabilitação de Salir"", Al-'Ulyã, nº2, Loulé, Arquivo Histórico Municipal de Loulé, 1993, pp.33-47; CATARINO, Helena, "Os castelos de taipa do período muçulmano no Sul de Portugal: o exemplo de Salir (Loulé)", in Trabalhos de Antropologia e Etnologia, vol. 34, fasc.3/4, Porto, Sociedade Portuguesa de Antropologia e Etnologia, pp.335-349; CATARINO, Helena, "O castelo de Salir: resultado das escavações dos silos", Al-'Ulyã, nº 4, Loulé, Arquivo Histórico Municipal de Loulé, 1995, pp.9-30; CATARINO, Heleno, Catálogo de cerâmicas islâmicas do Castelo de Salir, Loulé, Museu Arqueológico Municipal de Loulé, 1996; CATARINO, Helena, "Castelos muçulmanos do Algarve", in Noventa séculos entre a Serra e o Mar, Lisboa, IPPAR, 1997, pp.449-457; CATARINO, Helena, O Algarve Oriental durante a ocupação islâmica: povoamento rural e recintos fortificados, 3 vols., Loulé, Arquivo Histórico Municipal de Loulé, 1997/98; CATARINO, Helena, "O castelo de Salir: escavações da campanha de 1998", Al-'Ulyã, nº7, Loulé, Arquivo Histórico Municipal de Loulé, 1999/2000, pp.77-128; SANTOS, João António, Salir. Uma vila na Beira Serra, Loulé, ALMARGEM, 1999; CATARINO, Helena, "Castelos e território omíada na kura de Ossónoba", in Actas do Simpósio internacional sobre castelos. Mil anos de fortificações na Península Ibérica e no Magrebe (500-1500), Lisboa, Câmara Municipal de Palmela / Colibri, 2002, pp.29-44.

Documentação Gráfica
DGEMN: DSID; CML

Documentação Fotográfica
DGEMN: DSID; CML

Documentação Administrativa
CML

Intervenção Realizada
1987 - 2002 - Série de campanhas arqueológicas; 2000 - 2002 - Construção do centro interpretativo e beneficiação das áreas visitáveis do recinto (caminho de ronda a N. e local das escavações).

Observações
*1 - Entre os trabalhos então realizados foi possível identificar o entaipamento de uma porta e o acrescento de torres de taipa (CATARINO, 2002); *2 - Juntamente com a taipa aparece uma "argamassa heterogéna com pedras, seixos de ribeira, ossos pouco triturados, fragmentos de cerâmica e de materiais de construção, que dão ao conjunto um tom castanho-claro-acizentado" (CATARINO, 1992).

Fonte: www.monumentos.pt

:) :) :)

O Prof Godin
August 10th, 2007, 02:26 AM
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Fortaleza de Faro

IPA
Monumento

Nº IPA
PT050805050013

Designação
Fortaleza de Faro

Localização
Faro, Faro, Sé

Acesso
A E. o Lg. de São Francisco e R. José Maria Brandeiro, a S. a linha dos caminhos de ferro, a O. R. do Comandante Francisco Manuel, e a N.: Lg. D. Francisco Gomes e a R. do Albergue.

Protecção
IIP, Dec. nº45/93, DR 280 de 30 Novembro 1993

Enquadramento
Urbano, planície, adossado. Situado junto à ria, circunscreve uma pequena elevação que foi sendo povoada desde a Idade do Ferro, segundo o que atestam os vestígios arqueológicos. Em torno desta extendem-se áreas mais planas, actualmente dando lugar ao Lg. de São Francisco a E. e o Lg. D. Francisco Gomes Avelar a N.. A O. e a S. as muralhas confrontam a ria, confronto que seria mais evidente antes da construção da linha dos caminhos de ferro nos finais do século 19, retirando a agressividade das muralhas quando vistas da ria. As muralhas definem assim o núcleo urbano mais antigo da cidade, cuja malha ainda deixa transparecer os eixos principais da urbe romana, o "cardium" e o "decumanum", ambas desembocando nas entradas das muralhas. Apenas os troços das muralhas voltadas para a Ria e para o Lg. de S. Francisco, e em partes da R. do Albergue, não têm habitações adossadas no seu exterior, situação resultante de uma política de revalorização das muralhas, contando com a demolição de várias casas que outrora estiveram adossadas aos panos desta. Conservam-se adossadas às muralhas alguns edifícios de interesse artístico, como é o caso do edifício do Governo Civil (v. 0805050075), que integra parte da muralha no seu interior, o antigo quartel setecentista, situado a S. e no interior das muralhas, onde estaria fixado o castelo, o Seminário Episcopal de São José (v. 0805050070), e com maior destaque o portal monumental concedido por Francisco Fabri para a entrada N. das muralhas, segundo a traça neoclássica e durante o bispado de Dom Francisco Gomes Avelar (v.0805050002).

Descrição
Fortificação de planta elíptica com o eixo maior no sentido N.-S., sendo constituída por muralhas *2, ameadas num troço a O. *3 com merlões providos de seteiras, vários torreões de planta semi-circular e quadrangular, três portas de acesso ainda conservadas *4 e um revelim de planta poligonal a S., ladeando uma interrupção recente da muralha. Vários troços das muralhas e até mesmo alguns torreões, integram a estrutura de casas oitocentistas que aí foram sendo adossadas. As muralhas conservam alguns troços do antigo adarve (caminho de ronda), principalmente nos troços a E. e a S.. A Porta da Vila, ou Porta de Entre-Amba-las-Águas *5, encontra-se voltada para N. apresentando um longo corredor com abóbada de berço em tijolo burro à vista, abrindo-se uma porta em arco em ferradura no alçado O., num patamar mais baixo e acedido através de umas escadas, onde se extende um banco em pedra; ainda no mesmo alçado se abre um pequeno nicho numa posição relativamente alta, sendo confrontado com um idêntico no alçado oposto. A Porta do Repouso, ou Porta dos Freires, abre-se para E. e é constituída por duas torres barbacãs unidas entre si e entre as muralhas por arcos de volta perfeita (segmentos de abóbada de berço em tijolo burro), tal como o vão das muralhas; o arco voltado a SE. encontra-se entaipado devido à construção de uma pequena ermida setecentista voltada para o interior da porta (ermida de Nossa Senhora do Repouso), enquanto o vão entre as barbacãs correspondem a uma intervenção do século 19. A Porta Nova, voltada para O., é de proporções mais modestas, apresentando uma configuração rectangular com os cantos superiores arredondados; conservam-se nesta os antigos encaixes dos gonzos da porta. O revelim, designado como baluarte de S. Sebastião, apresenta cunhais em cantaria e canhoeiras voltadas para O.; possui quatro mísulas nesta face, próximas do chão, ligadas por arcos em tijolo, possivelmente destinadas a servir de assento a uma bateria de fogo rasante *6. Num pequeno troço de muralha situado entre a Porta da Vila e a Porta Nova, ligeiramente saliente, é apresentado uma suave inclinação do pano, mais acentuado nas esquinas deste, correspondendo a um reforço abaluartado da antiga muralha. Quanto aos torreões 7*, grande parte dos que apresentam planta quadrangular ou rectangular são prolongados por intervenções mais recentes, sendo rematadas por telhados de quatro águas; destaca-se o torreão que ladeia a N. a Porta do Repouso que sofreu um grande acrescento visando ser um miradouro privado. Dois torreões medievais, flaqueantes, situam-se numa inflexão da linha da muralha no sentido do antigo castelo *8. O torreão junto ao revelim é ameado, sendo uma sobrevivência do perímetro amuralhado do antigo castelo. Dois dos torreões de planta semi-circular, voltados ambos para SE., são multifacetados na metade superior, com 5 faces; um torreão situado a NE., de planta semicircular, é rematado por um muro rebocado e polifacetado com 7 faces. Encontra-se alguns vãos rasgados nas muralhas, como é caso de uma porta com moldura em cantaria que ladeia pela direita a Porta Nova ou uma janela de um edifício situado à N. do Seminário; em frente deste último imóvel e aberto um pequeno vão com cerca de 70 cm de largura e dotado de gradeamento *9.

Descrição Complementar
INSCRIÇÕES: inscrição gravada em lápide rectangular no alçado E. do corredor da Porta da Vila, com sulcos pintados a preto e sem moldura; tipo de letra: cursiva; leitura: ARCO DA VILA / FACHADA NEO-CLÁSSICA DO ARQUITECTO FRANCISCO XAVIER FABRI CONSTRUÍDA SOBRE O ANTIGO ARCO E INAUGURADA EM 1812 / OBRAS DE RECUPERAÇÃO REALIZADAS NO ANO DE 1992 / O PRESIDENTE DA CÂMARA, (assinatura) João Carlos Dinonísio Botelho / C. M. DE FARO / PRODIATEC COMUNIDADE EUROPEIA; Inscrição gravada em lápide rectangular no alçado E. do corredor da Porta da Vila, sem moldura; tipo de letra: capital quadrada; leitura: À MEMÓRIA DO REI D. JOÃO III QUE EM 1540 ELEVOU FARO À CATEGORIA DE CIDADE, SE CONSAGRA ESTA LÁPIDE INAUGURADA A 14 DE JUNHO DE 1940; inscrição gravada em lápide rectangular no alçado O. do corredor da Porta da Vila, sem moldura; tipo de letra: capital quadrada; leitura: A MEMORIA DO BENEMERITO E INSIGNE BISPO DO ALGARVE D. FRANCISCO GOMES DO AVELAR (MDCCXXXIX-MDCCCXVI) / A CIDADE DE FARO AGRADECIDA / XVII-I-MCMXXV.

Utilização Inicial
Militar: castelo e muralhas; fortaleza; baterias

Utilização Actual
Cultural

Propriedade
Pública: estatal / privada: pessoa singular

Afectação
Sem afectação

Época Construção
Séc. 7 / 9 / 11 / 12 / 13 / / 16 / 17 / 18

Arquitecto | Construtor | Autor
Desconhecido.

Cronologia
Séc. I-II - ocupação romana do que já seria uma povoação fortificada datada da idade do ferro; são construídas novas muralhas; 552 a 624 - é reconstruída a torre do castelo que se situa junto ao actual Largo de São Francisco, fazendo esta parte do troço das muralhas de origem tardo-romana. A base da torre é semicircular e a restante parte polifacetada precisamente por ter sido reconstruída durante o período de domínio bizantino no sul da Península Ibérica. Outras duas torres, localizadas fora do castelo foram igualmente reconstruídas; 870 - data desta época a maior parte da muralha, a construção desta deve-se ao príncipe Ben Bekr, sucessor de Yahia Ben Bekr, possivelmente construída sobre uma pré-existente romana, visigótica ou mesmo bizantina; as portas da fortificação foram dotadas de portas de ferro chapeadas; Séc. 9 - é construída a alcáçova árabe, no interior das muralhas romanas, à qual corresponde o castelo; a fortaleza árabe era constituída por uma forte alcáçova e por uma vasta cerca amuralhada com 4 portas e 1 postigo; Séc. 11 - é construído o arco em ferradura que hoje ainda se conserva no interior do Arco da Vila; disposto em cotovelo, este abria-se para o antigo porto de abrigo; Séc. 12 - após a invasão almoada constroem-se duas torres albarrãs diante da actual Porta do Arco do Repouso; 1249, 29 Março - as tropas de D. Afonso III e de D. Paio Peres Correia conquistam a fortificação; o castelo foi colocado como um dos postos em terçaria em poder de D. João de Aboim e do filho, Pero Eanes de Portel; 1250 - D. Afonso III manda reparar as muralhas e as torres; 1251 - retoma pelos mouros, ao que parece, devido às guerras com Castela; 1260, Janeiro - reconquista definitiva da praça; 1266, Agosto - D. Afonso III concede a primeira carta de foral a Faro; este monarca manda reedificar a fortaleza cercando-a de altas muralhas apoiadas em várias torres; 1267, 16 Fevereiro - por carta régia de D. Afonso X de Castela foram entregues todos os castelos e terras do Algarve a D. Afonso III, rei de Portugal; 1269, 12 Julho - novo foral concedido por D. Afonso III, destinada aos mouros residentes; 1373 - D. Fernando entrega o castelo a Nuno Gonçalves Velho que fez dele sua menagem; 1449 - a muralha conserva ainda a sua integridade primitiva; 1475 - as fortificações de Faro encontram-se arruinadas; 1491, 14 Abril - Faro passa a pertencer à Casa da Rainha, sendo doada por D. João II à rainha D. Leonor; 1504, 20 Agosto - o foral é confirmado; 1540, 7 Setembro - D. João III eleva Faro à condição de cidade e manda restaurar toda a fortaleza; 1577, 30 Março - a sede do bispado do Algarve, até aí assente na cidade de Silves, foi transferida para Faro; foi anexado um revelim durante o reinado de D. Sebastião; 1596 - o assalto das tropas inglesas pelo comando do Conde de Essex danifica as muralhas, tendo sido realizadas de imediato as obras de restauro com adaptação à artilharia; Séc. 16, finais - 17, inícios - é possível que as torres tivessem canhoeiras, apesar de não se apresentarem vestígios; 1617-1618 - o 8º Governador Militar do Algarve, D. João de Castro, encomenda a Alexandre Massay, engenheiro militar de origem italiana ao serviço de Filipe II, o levantamento exaustivo de todas as fortificações nesta região; desta obra resulta a planta mais antiga que se conhece do castelo e muralhas de Faro; 1630 - é aberta a Porta Nova; 1621 - O Engenheiro Militar Alexandre Massay refere-se à Porta do Mar dizendo que esta se encontrava tapada, devendo abrir-se e fazer-se um revelim junto dela, no entanto, não chegou a realizar tais obras; este engenheiro configurará o imóvel até fins do séc. 19; 1630 - é aberta a Porta Nova; Séc.17 - com a generalização da artilharia, as muralhas sofrem algumas adaptações às novas necessidades militares, derrubam-se ameias e algumas torres, de modo a igualar com a altura da cortina, como forma de assegurar a funcionalidade das bocas de fogo; 1633 - a cava que envolvia as muralhas que seria banhadas pelo canal, encontrava-se entupida, tendo sido necessário limpá-la de forma a recolher a água do mar; 1640 - após esta data, que assinala a Restauração da Independência, foram derrubadas as ameias de algumas torres para que se igualassem em altura com os muros dos panos de muralha, possibilitando a implantação das bocas de fogo; foram assim acrescentadas as baterias do lado do mar e alguns baluartes, assim como uma nova cintura de muralhas; após a revolução, foi restaurada com obras de tipo abaluartado, criando redutos e baterias voltadas ao mar; 1644 - o engenheiro João Gilot, realiza obras nas muralhas, tendo como finalidade adaptá-las às necessidades da defesa; 1653 - num relatório do Engenheiro Pedro da Santa Colomba enviado ao príncipe D. Teotónio é referido a importância da praça de Faro no contexto da região, seja pelas pescarias ou pelo comércio aí praticado; tornava-se assim urgente renovar as estruturas defensivas segundo as novas técnicas, e a construção de um forte de quatro baluartes para a defesa da barra; 1654 - o Conde de Val de Reis, Governador e Capitão General do Reino do Algarve, numa carta enviada para a Corte, informa ter mandado reparar as muralhas, e principalmente os baluartes de São Jorge e de São Sebastião, de forma a serem adaptados a nova artilharia; nestes foram rebaixados os muros; as ameias das muralhas foram arrasadas e criados parapeitos de serventia a estas; fez-se ainda grande parte do fosso da muralha; deu-se início à fortaleza da barra, designada posteriormente como fortaleza de São Lourenço da Barra de Faro; no mesmo ano o Cabido de Faro opõe-se às obras realizadas, insistindo na construção de uma cerca que envolva os arrabaldes; 1664 - as reparações estavam quase concluídas; 1709 - construção da capela de Nossa Senhora do Repouso sobre tutela da Câmara Municipal de Faro, entaipando um dos arcos da entrada da porta do Arco do Repouso; 1755 - o terramoto de 1 de Novembro danifica grande parte das muralhas, incluíndo torres e baluartes; 1773 a 1789 - as portas sofreram alterações; 1795, c. - o Conde de Val de Reis, Governador militar do Reino do Algarve, encarrega o Coronel José Sande de Vasconcelos de executar a planta da Praça de Faro; Séc. 18 - derrube das muralhas desde a Porta da Vila até ao Baluarte de S. Sebastião; Séc. 18, último quartel - é construído um quartel de planta em U, adossado interiormente a três lados do castelo medieval, a mando do Conde de Resende, Governador e Capitão General de Reino do Algarve; Séc. 18, finais - as muralhas perdem importância enquanto reduto militar; Séc. 19 - após a perda de funções militares, são realizadas remodelações no castelo; algumas das intervenções penalizaram fortemente a identidade do castelo; é aberto um vão entre as torres barbacãs da Porta d Repouso; 1812, 25 Outubro - construído o Arco da Vila pelo Arquitecto genovês Francisco Xavier Fabri; 1841 - segundo Silva Lopes (LOPES, 1841), o "quartelamento do castello" foi avaliado em 10 000 réis; 1849 - mantém ainda alguns equipamentos militares, mas os troços das muralhas são abandonados pelas autoridades e vão caindo aos poucos nas mãos de particulares, integrando as casas oitocentistas então construídas; 1871 - os armazéns do castelo servem de depósitos de alfarroba; Séc. 19, finais - construção da linha de caminho de ferro nas imediações das muralhas, impedindo definitivamente que a água da maré chegasse junto destas; 1897 - os espaços do antigo quartel são arrendados a uma firma portuense que aí instala uma fábrica de álcool; 1911- parte das muralhas e do castelo estiveram em risco de demolição devido a um projecto para uma "estrada de circunvalação"; 1923 - com o aproveitamento da zona intra-muros por armazéns e posteriormente pela fábrica de cerveja, foi necessário rasgar a muralha a S. para a abertura de uma via larga para os transportes de grandes dimensões, fazendo actualmente a ligação entre a Rua do Castelo e o Largo S. Francisco; foi demolido um troço de 8,15 metros de comprimento; interrompeu-se, desta maneira, o caminho de ronda que ainda se conservava; 1931-1940 - construção da Fábrica da Companhia Produtiva de Malte e Cerveja Portugália sobre o antigo castelo, adulterando-se profundamente os torreões e os panos de ligação à Vila-a-Dentro; esta construção ocupa o espaço de uma antiga Fábrica de alcool de finais do século anterior; esta fábrica nunca chega a entrar em funcionamento; actualemente, este espaço fabril é utilizado como espaço expositivo dependente do museu municipal; 1940 - restauro total das portas da vila; 1971-1986 - aquisição e demolição de prédios anexos às muralhas; 1993 - são classificadas as muralhas.

Tipologia
Arquitectura militar, medieval e moderna. Cortina de muralhas com adarve, ameadas em alguns troços, pontuadas por várias torres de secção quadrangular, rectangular e semicircular, sendo algumas destas polifacetadas na metade superior. Conservam-se ainda três portas de acesso à área intra-muros, implantadas nos extremos dos antigos eixos viários romanos, cardium e decumanus, sendo o extremo S. o espaço onde se erguia o antigo castelo e alcáçova. Porta N. composta por um corredor com abóbada de canhão, com uma porta em arco em ferradura do século 11 no alçado lateral O., apontando para uma antiga disposição em cotovelo da primitiva entrada. Porta E. defendida por duas torres barbacãs do século 12 unidas à muralha por dois arcos, um destes entaipado pela edificação de uma pequena ermida setecentista. Porta O., de modestas dimensões, aberta no século 17, apresenta uma configuração rectangular com os cantos superiores arredondados. Revelim segundo a tipologia Vauban situado a S., de planta trapezoidal e dotado de canhoeiras. Outros contributos da nova estética defensiva moderna encontram-se ainda presentes no reforço das antigas muralhas medievais, como um troço a S. que é suavemente abaluartado. As torres de base semi-circulares e polifacetadas na metade superior do corpo corresponde, possivelmente, a uma fundação tardo-romana e um acrescento bizantino.

Características Particulares
Conserva o único arco em ferradura em "situ" da região algarvia, aparecendo este nas iluminuras. Estas muralhas têm ainda a particularidade de se situarem em zona plana.

Dados Técnicos
Estrutura monolítica.

Materiais
Alvenaria de pedra, taipa, cantarias e tijolos burros.

Bibliografia
VASCONCELOS, J., de, Mapa das praças e fortalezas do reino do Algarve , (ANTT), século 18; LOPES, João Baptista da Silva, Corografia do Reino do Algarve, Lisboa, 1841; WEINHOLTZ, J. de B., O castelo da cidade de Faro e o livro Castelos Portugueses de João Crave, in Notícias do Sul, ano I, n.º 37, Vila Real de Santo António, 1928; WEINHOLTZ, J. de B., O castelo da cidade de Faro, in Notícias do Sul, ano I, n.º 40, Vila Real de Santo António, 1928; ALMEIDA, João de, Roteiro dos Monumentos Militares Portugueses, vol. III, Lisboa, 1948; LEAL, J., Crónica de Faro, As muralhas da cidade, in Jornal do Algarve, ano 3, n.º 156, Vila Real de Santo António, 1960; SANTOS, M., A Praça de Faro na Idade Média, Actas do Congresso Histórico de portugal Medievo, vol. XIX, Braga, 1965; LEAL, J., Faro valorizou-se, estando em curso o restauro das muralhas, a iluminação dos monumentos (...), in Jornal do Algarve, ano 11, n.º 569, Vila Real de Santo António, 1968; ROSA, José Pinheiro e, As Muralhas de Faro, separata dos Anais do Município de Faro, Faro, 1975; ROSA, José Pinheiro e, As muralhas de Faro, in Folha de Domingo, ano LXI, Faro, 1975; AZEVEDO, José Correia de, Enciclopédia da Arte Portuguesa, vol. 2, s.l., 1976; AZEVEDO, José António Correia de, Algarve Monumental, s.l., 1977; CALLIXTO, Carlos Pereira, Apontamentos para a história das fortificações da praça de Faro, Anais do Município de Faro, Faro, 1978 a 1982; CALLIXTO, Carlos Pereira, O Mapa das Fortificações do Algarve Desenhado por José de Sande Vasconcelos - Apontamentos para a História das Fortificações do reino do Algarve, in Anais do Município de Faro, n.º XII, Faro, 1982; CALLIXTO, Carlos Pereira, As fortificações marítimas da praça de Faro, in Anais do Município de Faro, n.ºXIII, 1983, pp.301-312; GUERREIRO, M. V. e MAGALHÃES, J. R., Duas Descrições do Algarve, do séc. XVI, in Revista de História Económica e Social, Lisboa, 1983; ROSA, José António Pinheiro e, Monumentos e Edifícios Notáveis do Concelho de Faro, Faro, 1984; CALLIXTO, Carlos Pereira, A praça de guerra de Faro, in Anais do Município de Faro, n.ºXVII, 1987, pp.117-180; CALLIXTO, Carlos Pereira, As fortificações marítimas da praça de faro no ano de 1821, in Anais do Município de Faro, n.º XVIII, 1988, pp.63-70; GUEDES, Lívio da Costa, Aspectos do reino do Algarve nos séculos XVI e XVII - A Descripção de Alexandre Massaii (1621), Lisboa, 1988; Dispositivos defensivos de Faro (Algarve, Portugal), III Congreso de Arqueología Medieval española, Coord. de GOMES, Mário Varela e GOMES, Rosa M. Mendonça Varela, vol. II, Oviedo, 1989, pp. 287-295; CALLIXTO, Carlos Pereira, A recuperação do Castelo de Faro, in Anais do Município de Faro, n.º XX, Faro, 1990; PAULA, Rui M. e PAULA, Frederico, Faro - Evolução Urbana e Património, Faro, 1993; AZEVEDO, Correia de, Portugal Monumental, vol. 8, Lisboa, 1994; LAMEIRA, Francisco Ildefonso C., Faro-Edificações Notáveis, Faro, 1995; CATARINO, Helena, Castelos Muçulmanos no Algarve, in Noventa séculos entre a Serra e o Mar, Lisboa, 1997, pp.449-457; COUTINHO, Valdemar, Castelos, Fortalezas e Torres da região do Algarve, Faro, 1997; GAMITO, Teresa Júdice, A cidade de Ossonoba e o seu território envolvente, in Noventa séculos entre a Serra e o Mar, Lisboa, 1997, pp. 343-360; LAMEIRA, Francisco, As muralhas de Faro (Desdobrável), Faro, 1997; LAMEIRA, Francisco, Faro - A arte na história da cidade, Faro, 1999; CATARINO, Helena Maria Gomes, O Algarve Islâmico: roteiro por Faro, Loulé, Silves e Tavira, Faro, 2002; LAMEIRA, Francisco, O Castelo de Faro (desdobrável), Faro, 2003; LOBO, Francisco Sousa, O sistema defensivo da cidade, in Monumentos, n.º24 (Março, 2006), Lisboa: DGEMN.

Documentação Gráfica
DGEMN: DSID; CMF: Gabinete Técnico Local

Documentação Fotográfica
DGEMN: DSID

Documentação Administrativa
DGEMN

Intervenção Realizada
1940 - Restauração completa das portas da vila compreendendo a substituição de cantarias, limpeza e refechamento de juntas; restauro e limpeza de uma torre na antiga muralha, joje transformada em torre sineira da Sé; 1966 - recuperação do baluarte e torres situadas no extremo S., compreendendo a construção de alvenaria hidráulica em elevação, e ameias bem como a construção de moldura de tijolo no baluarte; 1967 - demolição de prédios adquiridos para desafogo da muralha e reparação dos respectivos troços; 1969 - reparação geral das muralhas depois do sismo de 28 de Fevereiro de 1969, compreendendo a construção de alvenarias hidráulicas em cortinas e merlões, viradas para o Lg. de São Francisco. 1971-1986 - são adquiridos e demolidos prédios que se encontravam adossados às muralhas; 1983 e 1986 - reparação de rombos e refechamento de juntas;1992 - obras de recuperação.

Observações
*1 - DOF...incluindo os elementos ainda existentes das muralhas; *2 - a grossura do muro nunca é menos de 1,85 metros; *3 - no caso do troço que envolve o seminário episcopal, é possível que os merlões tenham sido entaipados para elevar o muro e dar mais privacidade; neste imóvel religioso, o troço de muralha ainda conserva grande parte do adarve; *4 - haveria ainda a Porta do Socorro, ou porta falsa, situada no antigo castelo, e a Porta do Mar, ou porta do castelo, a S., entretanto entaipada; existem autores que dizem que esta última seria mais uma designação da Porta da Vila; esta última porta seria banhada pela água da Ria Formosa quando a maré enchia, fazendo-se então o acesso pelo mar; *5 - esta porta apresenta na face voltada para o Largo Francisco Gomes do Avelar, o Arco da Vila (v. 0805050002), uma construção de princípios do século XIX da autoria do arquitecto genovês Xavier Fabri, emoldurando esta porta segundo uma linguagem arquitectónica neoclássica; por cima desta porta assenta a antiga ermida de Nossa Senhora de Entre-amba-las-águas, posteriormente designada de ermida de Nossa Senhora do Ó; *6 - este baluarte foi, durante muito tempo, denominado por "Mesa dos Mouros"; outro baluarte existiria onde hoje ergue uma casa com um portão que rasga a muralha, próximo do baluarte de S. Sebastião, conhecido por sua vez, como sendo o baluarte de São Jorge; em 1621, Massaii refere a existência de 4 peças de artilharia dispostas a servir e outras sete desmontadas neste baluarte, enquanto o de S. sebastião teria apenas 3 peças de ferro; *7 - não existem vestígios da torre de menagem; *8 - o antigo castelo teria oito torres, uma das quais de menagem; *9 - é possível que tenha funcionado como canhoeira dado que confronta uma zona de atracagem de barcos.

Fonte: www.monumentos.pt

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O Prof Godin
August 10th, 2007, 02:34 AM
Sé Catedral / Igreja de Santa Maria

IPA
Monumento

Nº IPA
PT050805050004

Designação
Sé Catedral / Igreja de Santa Maria

Localização
Faro, Faro, Sé

Acesso
Lg. da Sé, nº11, Lg. D. Afonso III, Tv. do Rasquinho / R. de Domingos Guieiro nº16, R. do Trem nº20.

Protecção
IIP, Dec. nº 40 361, DG 228 de 20 Outubro 1955

Enquadramento
Urbano, planície, destacado em pleno centro histórico, no interior das muralhas medievais, na plataforma cimeira da pequena elevação onde assenta o núcleo urbano. Fachada principal voltada para um amplo largo empedrado e rodeado pelos edifícios do Paço Episcopal (v. PT050805050069), dos Paços do Concelho, e confrontando o Seminário Episcopal de São José (v. PT050805050070); o largo é utilizado como estacionamento, com alguns espaços ajardinados e uma estátua em pedra representando o bispo D. Francisco Gomes Avelar; o imóvel encontra-se a uma cota mais elevada, assentando sobre plataforma e dispondo em frente da galilé de uma larga escadaria. Fachada posterior voltada para pequena travessa empedrada, confrontando um alto edifício; fachada posterior do pátio aberta para o Lg. D. Afonso III, empedrado, onde se encontra o antigo Convento de Nossa Senhora da Assunção (v. PT050805050003), dispondo de zona ajardinada e no qual se ergue a estátua de bronze de D. Afonso III; este espaço, utilizado como parque de estacionamento, estende-se para O., contornando a fachada S. do pátio, dando lugar a um pequeno espaço onde se concentra serviços de restauração e algumas casas habitacionais. As dependências a S. encontram-se adossadas a casas de habitação, integradas num quarteirão. Do terraço da torre sineira excelente vista sobre o centro histórico e a Ria Formosa. Acesso automóvel ao centro histórico restrito a residentes. Estação rodoviária a 750m e ferroviária a 900m. O imóvel não dispõe de acesso para deficientes motores.

Descrição
Planta longitudinal composta por torre-galilé, 3 naves com várias capelas adossadas, transepto saliente, cabeceira tripartida, a S., 2 alas do claustro abertas para pátio com várias dependências, entre elas a capela de São Miguel e a Capela dos Ossos. A S. da ala O. do claustro, adossada em ângulo recto, a Casa de Eça e Armazém, de planta trapezoidal. Volumes articulados e escalonados, massas dispostas na horizontal. Cobertura diferenciada em telhado 2 águas na nave central, capelas colaterais e capelas do Senhor Jesus e das Almas, de 1 água nas sacristias e nalgumas dependências, de 3 águas na Casa de Eça, nas capelas dos extremos do transepto, de 4 águas sobre a ala O. do claustro e sobre a capela de São Miguel (telhado de tesoura), terraço sobre a torre sineira, e cúpula sobre a capela de Nossa Senhora do Rosário. Fachadas rebocadas e caiadas de branco, exceptuando a torre-galilé e o exterior da capela-mor em pedra emparelhada. Fachada principal orientada, antecedida pela torre-galilé, de 2 registos rematados por cornija saliente assente sobre cachorrada e com sinos suspensos em suportes que prolongam o alçado N. e E. da torre; registo inferior com portal em arco ogival em cada um dos 3 alçados, unidos pelas impostas através de 1 friso e com portas em ferro forjado, dando acesso a galilé com cobertura interior em abóbada de aresta, e pavimento em lápides de pedra, algumas sepulcrais; portal principal em arco quebrado com as arquivoltas assentes sobre colunelos com capitéis vegetalistas, apresentando a arquivolta exterior decoração em cruzes; no registo superior 1 janela em cada alçado, sendo as do alçado N. e O. de verga em arco abatido, apresentando uma lápide com inscrição sobre a do alçado O.; relógio ao centro da empena sineira do alçado N.. À esquerda da torre 2 panos correspondentes à Capela do Senhor Jesus, com remate recto e pequena janela emoldurada ao centro, mais recuada, e à nave do lado do Evangelho, rematado pela água do telhado e com 2 janelas emolduradas dispostas quase axialmente. À direita da torre construção adossada ao pano da nave lateral e dependências; neste corpo avançado abrem-se de forma descoordenada uma janela rectangular, uma janela pequena, pequeno óculo oval e uma porta; incrustada uma lápide sepulcral disposta na horizontal; sobre este corpo, janela emoldurada de verga recta no pano da nave lateral, sendo ainda ladeado por um outro corpo saliente em pedra emparelhada que assenta sobre o corpo avançado e sobe até à altura da torre, correspondendo interiormente à escadaria de acesso ao terraço da torre; o pano da nave lateral e dependências é rematado pela água do telhado. A S. a fachada da ala O. do claustro, assente sobre plataforma e delimitada por cunhais em alvenaria pintada de amarelo e rematada por beirado assente sobre cimalha; de 2 registos com arcada gradeada com 4 arcos de volta perfeita assentes em pés de cantaria no inferior; superiormente 4 janelas axiais de sacada com dupla verga e cornija e com guardas em ferro forjado, recorte nas ombreiras e pequeno apontamento decorativo ao centro da verga; o corpo apresenta ainda porta emoldurada com dupla verga recta, rematada por cruz e encimada por janela num pano que confronta o alçado S. da torre. Fachada N. marcada pela proeminência da 4 capelas anexas do lado do Evangelho e pela sacristia que se adossa à capela colateral do lado do Evangelho; corpo da sacristia com remate recto e com janela emoldurada ao centro, deixando a descoberto parte da capela colateral do lado do Evangelho; capela de Nossa Senhora da Conceição com remate recto assente sobre modilhões e com pano delimitado por estreitos contrafortes salientes, rasgando-se ao centro uma fresta geminada; entre esta capela e a seguinte, abre-se no pano da nave lateral, porta travessa com moldura em cantaria e verga recta rematada por cornija, sendo ainda encimada por janelão semelhante; esta porta é antecedida por plataforma situada entre capelas e dispõe de escadaria de 7 degraus; sobre as capelas que ladeiam este vão partem dois contrafortes; Capela das Almas, estreita e encimada por empena semicircular com óculo tetralobado no tímpano; no pano desta capela abrem-se 2 janelas axiais emolduradas; Capela de Nossa Senhora do Rosário de 2 corpos rematados por cornija saliente, tendo o mais avançado pequena janela emoldurada em cada alçado, e o corpo recuado, mais alto do que o anterior, encimado por cúpula e por 2 pináculos nos cantos; sobre este último corpo partem 2 contrafortes encostados ao pano da igreja; última capela correspondente à do Senhor Jesus, sendo esta rematada por uma empena semicircular recortada superiormente em meio círculo; no pano desta abre-se janela emoldurada descentrada com a empena. Fachada S. correspondente à cerca que envolve parte do pátio. Fachada posterior com 5 panos correspondentes a corpos distintos: o 1º com remate recto e beirado, rasgando-se ao centro janela emoldurada; sobre este, e mais recuado, encontra-se o pano da sacristia, delimitado por cunhal e remate em meia empena com duas gárgulas; 2º pano com remate recto em beirado assente sobre cimalha; inferiormente 2 vãos emoldurados, uma porta e uma janela jacente, respectivamente, e superiormente uma janela emoldurada rectangular; 3º pano correspondente à capela-mor, remate em empena encimado por cruz de pedra; pano delimitado por cunhais rematados 2 pináculos; destacam-se 2 gárgulas; 4º pano com remate em empena, com janela jacente emoldurada aberta inferiormente e janela emoldurada aberta superiormente; 5º pano correspondente à sacristia, adossada à fachada N., mais recuado; remate em empena semi-circular e janela emoldurada descentrada. No seguimento desta fachada, abre-se porta emoldurada com verga recta encimada por cornija que dá acesso ao pátio. À esquerda, integrada no muro do pátio, cruz em pedra. PÁTIO - CLAUSTRO: espaço ajardinado, com algumas árvores e pavimentos em lápides de pedra e calçada. Alçado O.: correspondente à ala O. do claustro inacabado, apresentado uma fachada idêntica à fachada exterior deste corpo, com a única diferença que as obreiras das janelas não apresentam quaisquer recortes; as arcadas dão acesso a uma larga galeria com abóbadas de aresta. Alçado N. (ou fachada S. da igreja): 1º pano correspondente a 1 das duas alas do claustro incompleto; este apresenta 2 registos rematados por beirado assente sobre cimalha e delimitados por cunhais de cantaria; no registo inferior correm três arcos de volta perfeita assentes sobre pés de pedra emparelhada, abertos para curta e estreita galeria com cobertura interior em abóbadas de aresta, apresentando uma porta e duas janelas emolduradas nos espaços dos tramos e uma segunda porta no extremo E. da galeria; ainda neste registo, à esquerda da arcada, pano delimitado por pilastra de cantaria e o cunhal; no registo superior 4 janelas de sacada idênticas às do alçado anterior; sobre o 2º vão pedra de armas e debaixo da sacada, no registo inferior, lápide com a inscrição "ANNO 1697"; entre este corpo e a capela que se segue, abre-se uma porta e uma janela no pano da nave lateral, idênticos aos da fachada N.; segue-se a Capela de São Domingos, semelhante à Capela de Nossa Senhora da Conceição, mas com três contrafortes e uma fresta geminada mais alta; tanto esta capela como a oposta, têm janela emoldurada virada para o corredor de acesso à porta travessa; segue-se o pano do corpo da Sacristia, de remate recto com beirado, e com pequena janela emoldurada ao centro. Parte S. do pátio com várias construções distintas: muro rasgado por vão emoldurado de acesso ao espaço onde se encontra retábulo forrado a ossos humanos composto por arco inscrito num outro mais pequeno, assente sobre o altar, onde se encontra um nicho com a figura de uma santa; o retábulo é rematado por frontão triangular; neste espaço encontram-se várias lápides sepulcrais. No seguimento do muro encontra-se a fachada da Capela de São Miguel ou dos Bispos, com pano encimado por cimalha pronunciada e rematado por empena recortada com ornamentos auriculares em massa nos contornos e uma cartela central em massa pintada com a imagem das Almas do Purgatório; no pano abre-se portal emoldurado com verga em arco de volta-perfeita e porta almofadada; defronte algumas lápides sepulcrais. Segue-se uma reentrância na linha de fachadas com a colocação de um fontanário recente. Seguem-se algumas dependências cujas fachadas abrem uma janela e duas portas emolduradas, uma destas situada no extremo da galeria da ala O. do claustro inacabado. CASA DE EÇA / ARMAZÉM: fachada principal voltada para a R. do Trem, com um pano delimitado por cunhal de pedra emparelhada e pilastra de alvenaria pintada de amarelo, sendo rematada superiormente por um beirado assente sobre uma cimalha; abre-se uma porta com moldura em cantaria e com verga recta; a outra fachada abre para o Lg. da Sé, de forma perpendicular à ala O. do claustro, com 2 linhas de rasgamento de vãos emoldurados: inferiormente janela gradeada e superiormente 3 janelas idênticas. INTERIOR: naves laterais mais baixas que a central; tramos marcados por 6 colunas dóricas onde assentam os arcos portantes dos tectos; pavimento em madeira no espaço da assembleia da nave central e em lajeado nos restantes espaços, com excepção para algumas capelas com pavimento em mármore xadrez. Paredes rebocadas e pintadas de branco com silhar de azulejos envolvente pintados a amarelo e a azul. Cimalha envolvente onde repousam os tectos de madeira da naves, de secção em arco abatido, sendo estes monocromáticos. Púlpito em mármore e com dossel com cobertura interior em talha adossado à 1ª coluna do lado da Epístola a contar da cabeceira, voltado para a nave central. Parede do lado da Epístola: vão emoldurado de acesso a escadas com verga em arco de volta perfeita; a cortar obliquamente este pano, escadas de acesso ao coro-alto, com porta emoldurada sobreposta de janelão no primeiro patamar; guarda-vento em madeira encostado a reentrância com arco abatido, com intradorso decorado por pintura a têmpera; cobertura do guarda-vento decorada por pintura de brutescos sobre tábuas de madeira; na reentrância encontram-se duas pias de água benta em mármore; coro-alto com cobertura em abóbada de berço com balaustrada corrida em madeira; grande orgão acharoado, decorado com pintura a óleo, dourado e laca sobre madeira com cenas orientalizantes de chinoiserie, 4 nichos sobrepostos, de 3 castelos e anjos músicos no remate anjos músicos. Parede do lado do Evangelho: Capela Baptismal com acesso por arco de volta perfeita, barra polícroma em rodapé; três capelas com retábulos, uma porta travessa e uma outra capela no braço do transepto. Capela do Bom Jesus pouco reentrante, com arco encimado por frontão interrompido e retábulo de planta plana, composto por banco, três tramos, irrompendo o central pelo ático, com a imagem do Senhor Crucificado; mesa de altar com o Senhor Morto exposto. Capela de Nossa Senhora do Rosário profunda, de planta quadrangular, encimada por cúpula com óculo assente sobre pendentes e alçados laterais forrados com 2 painéis de azulejos azuis e brancos; retábulo de planta côncova, composto por sotobanco, duplo banco, corpo único com 3 tramos delimitados por 6 colunas pseudo-salomónicas; no central profunda tribuna com a imagem do orago sobre pedestal; arco de entrada para a capela em talha dourada. Capela das Almas com retábulo à superfície de planta plana, composto por sotobanco, banco, corpo único com três tramos delimitados por 4 colunas pseudo-salomónicas, irrompendo o central pelo ático e expondo a imagem do Senhor Crucificado ladeado por 2 anjos; nos tramos laterais 2 anjos assentes sobre mísulas; arco com trabalho em talha. Porta travessa emoldurada por azulejos e encimada pelo janelão. Capela de Nossa Senhora da Conceição, de planta poligonal, com abóbada artesoada com nervuras a descarregarem sobre mísulas e colunelos incrustrados nas paredes integralmente revestidas a azulejos polícromos com cercadura; expõe a imagem de Nossa Senhora de Fátima assente sobre pedestal em madeira; iluminada pela fresta geminada e pela janela no alçado lateral esquerdo, dispondo ainda no alçado lateral direito uma porta emoldurada de acesso a uma sacristia; neste espaço encontra-se actualmente um orgão portátil. Alçado do lado da Epístola: capela no braço do transepto, porta travessa, 2 capelas com retábulos e vão de acesso a uma dependência. Capela de São Domingos semelhante à de Nossa Senhora da Conceição, destacando-se nesta as pinturas na cantaria do arco de entrada e uma arca tumular; revestimento integral azulejos de padronagem e barras polícromas e um painel de azulejos no pavimento; porta travessa encimada por um janelão. Capela de São Brás com frontispício em talha dourada e retábulo à superfície, de planta côncava, composto por banco, corpo único e três tramos com 4 colunas pseudo-salomónicas, com um nicho central com a imagem do orago que irrompe pelo ático. Capela de Nossa Senhora dos Prazeres com arco e frontispício em talha dourada assente sobre plintos em mármores polícromos, sendo esta profunda com cobertura em abóbada de berço com profusa decoração imitando nuvens e anjos e com os alçados laterais revestidos a talha; ao centro desta eleva-se um baldaquino octogonal com 6 colunas figurando anjos atlantes ostentando a figura do orago sobre um trono; pavimento em mármore xadrez e altar em mármore polícromo com figuração; silheres decorativos a azul; Segue-se uma porta emoldurada com arco em ogiva assente em capitéis com figuras. Na parede sobre este vão encontram-se suspensas duas telas pintadas. À altura destas telas, no primeiro patamar das escadas de acesso ao coro-alto, abre-se uma porta emoldurada de acesso às salas do piso superior. Alçado posterior: abrem-se duas capelas colaterais e a capela-mor, todas bastante profundas. Capela do Santíssimo Sacramento com arco de entrada encimado por uma cartela bem destacada; alçados laterais revestidos a talha com quatro imagens de vulto assentes sobre mísulas em cada lado, com duas telas pintadas no alçado lateral esquerdo separadas pela abertura de uma janela, e três telas pintadas no alçado lateral direito; tecto em abóbada de berço pintada a creme, azul, branco, cinzento e dourado, com medalhão central figurando um ostiário; retábulo de planta plana, composto por sotobanco, banco, corpo único, um só tramo com larga e profunda tribuna, trono piramidal de talha dourada. Arco triunfal pleno rematado por ático de cantaria calcária com frontão interrompido com um óculo no tímpano; no fecho pedra de armas e a data de 1640. Capela-mor com pavimento em mármore xadrez, alçados laterais revestidos a azulejo, uma janela no pano esquerdo e uma porta encimada por uma janela de sacada no pano direito; a estes se encostam dois cadeirais com pinturas nos espaldares; cobertura em abóbada de berço com caixotões definidos por nervuras reticuladas de secção quadrada assentes sobre mísulas, com pinturas de brutescos; 4 destes caixotões são vasados permitindo a iluminação da capela; retábulo-mor de planta plana e em talha dourada, com embasamento revestido a azulejos de tapete, banco, corpo único e três tramos, cada um com um nicho, quatro colunas, entablamento e ático com uma tela circular ao centro. Capela de São Francisco de Paula (antiga capela do Santo Lenho) com arco de entrada decorado com anjos e cartela no fecho; alçados laterais com silhar de azulejos azuis e brancos historiados e rodapé decesponjados; dois níveis de nichos relicários; no alçado lateral esquerdo abre-se um arcosólio que alberga o túmulo do bispo D. António Pereira da Silva, sendo este em mármore de várias cores; cobertura em abóbada de berço de madeira pintada de uma só cor; retábulo de talha, de planta compósita constituído por sotobanco, banco, dois corpos de três tramos, sendo o central inferior um nicho que expõe uma imagem de um santo assente sobre uma peanha, e ático. Sacristia principal situada a S. desta última capela, com acesso por vão situado na capela de São Domingos, apresentando uma cobertura reticulada; nas paredes azulejos polícromos de padrão reaplicados na parte inferior de uma janela e no forro interior de um armário. Na Capela de São Miguel tecto de caixotão de madeira e várias pedras tumulares. Na cripta encontram-se depositados os restos mortais de vários bispos.

Descrição Complementar
HERÁLDICA: Brasão de pedra colocado no fecho do arco da capela-mor, esquartelado: no primeiro: três pares de asas; o segundo é partido: à esquerda um castelo e à direita um leão rompante e na faixa inferior, três flores de lis; no terceiro: onze borlas alinhadas em três filas; no quarto: cruz flordelisada. Brasão de pedra colocado no fecho do arco da capela do Santíssimo Sacramento, esquartelado: o primeiro e o quarto de prata, com escudetes de azul em cruz, carregados cada um de cinco besantes do campo; o segundo e terceiro de vermelho com três flores de lis de ouro; ao centro um escudete de vermelho com anel de ouro, encimado pelo chapéu verde episcopal, com as seis borlas de ouro em três séries. INSCRIÇÕES: incrição em lápide sepulcral situada no pano a S. da torre da fachada, disposta na horizonta e sem moldura; pedra calcária; tipo de letra: capital quadrada; leitura: A S DE LOPO DE FARIA Q DEIXOV A ESTA SEE A SVA ORTA COM SINQVO OFICIOS PERPETVOS F ANO 1581; inscrição gravada em lápide rectangular situada no alçado posterior do interior da igreja, entre a capela do Santíssimo Sacramento e a capela-mor, com sulcos pintados a preto e sem moldura; com a ilustração das armas do bispo no topo; mármore; tipo de letra: capital quadrada; leitura: D.O.M. / MARCELLINVS . ANTONIVS . MARIA . FRANCO / ALGARBIENSIS . DIOECESIS . ANTISTES / QVINQUAGESIMVM . A . SVSCEPTO SACERDOTIO / AGENS . ANNVM / XIII . KAL. AVG. REP. SAL. AN. CIC (último C invertido) . IC (C invertido) . CCCC . XXXXIII / HOC . TEMPLVM / SOLLEMNI . POMPA . CONSECRAVIT / CANONICI . SACERDOTES . ATQVE . CIVES / POSTERIS . TANTAE . REI . MEMORIAM / HOC MARMORE . TRADENDAM / CENSVERE; inscrição gravada em lápide rectangular situada no alçado posterior do interior da igreja, entre a capela-mor e a capela do Santo Lenho, com sulcos pintados a preto e sem moldura; mármore; tipo de letra: capital quadrada; leitura: (primeira linha em grego) / ANNO . CHRISTIANO . MCMXX / XV . KAL . SEXTILES / ANTONIVS . MENDES . BELLO / CARDINALIS . PATRIARCHA . OLYSIPONENSIS / SOLEMNIBVUS . CAERIMONHS . SACRAVIT / EPISCOPVUM . ALGARBIENSEM / MARCELLINVM . ANTONIVM . MARIAM . FRANCO / ORTV . BALSENSEM / EPISCOPIS . IN . SACRO . RITV . ADSTANTIBVS / EMMANVELE . MENDES . DA . CONCEIÇÃO . SANTOS / DESIGNATO . ARCHIEP . METROP . EBORENSI / ANTONIO . ALVES . FERREIRA / EPISCOPO . VISENSI / ORDO . CANONICORVM / CVM . RELIQVO . CLERO . AEDIS . MAIORIS . PHARON . / FAVSTISSIMI . DIEI . MEMORIAM / POSTERIS . TRADENDAM . HOC . MARMORE / CENSVERVNT.

Utilização Inicial
Cultual: Igreja colegial / Cultual: Sé / Educativa: Colégio de Santa Maria da Ordem de Santiago

Utilização Actual
Cultual: Sé / Cultural: área museológica (salas do cabido)

Propriedade
Privada: Igreja Católica

Afectação
Sem afectação

Época Construção
Séc. 13 / 17 / 18

Arquitecto | Construtor | Autor
ARQUITECTOS: Frei Paio e Frei Pedro (1251), João Antunes (c. 1704-1715) (atr.). AZULEJEIROS: António Pereira (1690) (atr.), Gabriel del Barco (1690), Diogo Mendes (1695). CARPINTEIROS: Gabriel Domingues da Costa (1664 e 1676). DOURADOR: Mathias de Oliva (1674 e 1679). ENTALHADORES: João Dias (1642), João Baptista Severino (c. 1704-1715), Gaspar Martins (c. 1704-1715), Manuel Martins (1719-24), Francisco Ataíde (1724), Oficina de Tomé da Costa e Francisco Xavier Guedelha (1748), Manuel Francisco Xavier (1762); Miguel Nobre (1744). FERREIRO: Pedro Fernandes (1664). PEDREIROS: Diogo Mendes, João Baptista(1674). PINTORES: António de Oliveira Bernardes (Séc. 18, inícios), Francisco Correia da Silva (1751), Francisco Cordeiro. ORGANEIROS: Arp Schnitger (1716), Pascoal Caetano Oldovini (1767).

Cronologia
1251 - o Arcebispo de Braga D. João Viegas manda construir, sobre o local onde se situaria uma mesquita, a Igreja de Santa Maria; para tal efeito, o arcebispo encarrega os dominicanos Frei Pelágio e Frei Pedro de construírem a igreja; a antiga mesquita, por sua vez, teria sido construída sobre um templo romano que se situaria a 3 metros abaixo da cota actual, que teria igualmente sido adaptada a templo cristão sob o domínio visigótico; 1271 - as obras terminam, tendo a igreja sido entregue à Ordem de Santiago como recompensa pela participação desta na tomada de Faro aos mouros; 1321 - o monarca, após pedido dos governantes de Faro, doa uma casa fronteira à igreja para acrescentamento desta última; Séc. 15 - campanha de obras com influências batalhinas, sendo contruído a torre da frontaria, duas capelas do cruzeiro, e o portal; 1518 - a Visitação da Ordem de Santiago refere numa capela da cabeceira, o desaparecido retábulo portátil "de marfim, velho, que tem a Paixão, de imagens pequenas"; 1531 - a igreja poderá ter sofrido alguns estragos durante o sismo que se registou neste ano; 1551 - novo sismo atinge Faro; 1554 - a igreja recebe a visita da Ordem de Santiago, sendo o documento resultante desta uma importante descrição do edifício gótico; a capela-mor teria abóbada de alvenaria, com os arcos, chaves e represas em pedra, destacando-se a representação das armas do reino na chave; o chão seria lageado; 1564 - é nomeado para Bispo do Algarve D. Jerónimo Osório, sendo a sede de bispado ainda situada em Silves; este prelado irá, tal como os seus antecessores, intentar a transferência da Sé de Silves para Faro; por essa data ainda havia a dúvida de qual seria a localidade que iria receber a sede diocesana, sendo proposto, para além de Faro, as cidades de Lagos e Tavira; D. João III partilhava da mesma indecisão, o que levou o novo prelado algarvio a andar em visita pastoral, de forma a estudar com prudência qual seria a localidade mais adequada; 1577, 30 Março - é transferida a Diocese do Algarve de Silves para Faro, sendo a igreja elevada a Sé; 1596 - é incendiada e saqueada pelas tropas inglesas do Conde de Essex, destruindo, muito possivelmente, os livros e paramentos que teriam sido trazidos da antiga Sé de Silves; os telhados ruiram e as paredes ficaram danificadas; deste episódio apenas teriam ficado de pé, embora deterioradas, as capelas da cabeceira e do transepto, as paredes exteriores, a torre e as colunas; 1598 - o bispo do Algarve, D. Francisco Martins Mascarenhas, envia ao Papa Clemente VIII um relatório sobre o estado da igreja e a incapacidade do bispado em repará-la; o dito relatório refere o seguinte: "a Sé foi queimada; só ficaram de pé oito capelas por serem de abóbada; os retábulos foram queimados; as paredes ardidas; as naves arruinadas; queimou-se o coro com os orgãos, livros de canto, a casa do Cabido e o Cartório; foi roubado prata, ornamentos, sinos e relógio". O Bispo e o Cabido recebem ajuda do rei D. Filipe I para a reconstrução da igreja, tendo sido aproveitadas a torre sineira, as oito capelas abobadadas de alvenaria com nervuras e contrafortes de cantaria (3 na cabeceira e 5 laterais), refez-se as paredes destruídas e as colunas góticas com arcarias ogivais são substituídas por colunas toscanas de cantaria com quatro arcos plenos, assumindo desta maneira o estilo chão; 1600 - instituída na Sé a Confraria do Rosário pelo Bispo D. Fernando Martins Mascarenhas; 1603 - falecimento do fundador da Capela do Senhor Jesus, o Cónego Gaspar da Mota; antes desta data é construída a primeira capela lateral, que corresponde actualmente à do Senhor Jesus; 1608 - segundo Silva Lopes, o bispo fez uma visita à Sé, deixando nela os estatutos de visita em 148 capítulos; 1630 - referida a existência de um órgão positivo, tendo neste ano sido sujeito a reparações; fala-se de uma sacristia nesta data; 1635 - conserto do órgão; 1637 - 1643 - são substituídas as frestas góticas do coro por janelas, tendo ainda sido substituído a cobertura de abóbada de nervuras; data de início da construção da capela-mor; 1639 - termina-se a obra da sacristia, tendo sido aberto para esta uma porta na capela de São Domingos; 1640 - capela-mor concluída pelo Bispo D. Francisco Barreto I, sendo esta a data que aparece na pedra de armas deste bispo situada no fecho do arco triunfal; execução da tribuna do órgão; 1642 - 1643 - retábulo e cadeiral da capela-mor assentes por João Dias, mestre carpinteiro responsável pela feitura do arcaz da sacristia; a imaginária deste retábulo não teria sido feita por artistas locais, mas sim por oficinas em Lisboa (LAMEIRA, 1999); 1649 - revestimento azulejar das paredes laterais, com azulejos de padrão azuis, amarelos e brancos; 1649 - 1671 - a Sé esteve Vaga, cabendo ao cabido a administração dos assuntos diocesanos; 1653 - 1664 - construção Capela dos Ossos no espaço do cemitério; 1660 - o cabido, agindo num período em que a Sé estava vaga, substitui as portas laterais góticas pelas actuais, abrindo sobre estas algumas janelas; 1660 - substituídas as portas laterais, a do Sol, a S., e a da Sombra, voltada a N.; as janelas que as encimam terão sido feitas pela mesma altura; 1664 - o cabido manda revestir com azulejos polícromos a capela-mor, utilizando os azulejos que sobravam para criar os lambris das capelas laterais; 1673 - sob a posse do bispo D. Francisco Barreto II, é feita uma nova Capela do Santíssimo, o que leva à destruição de um absidíolo; esta obra só é terminada com o seu sucessor, D. José de Meneses, deixando no arco triunfal a representação das suas armas; 1674 - retábulo da Capela do Santíssimo Sacramento; este retábulo recebe os painéis dos intercolúneos em 1679; foi obra iniciada pelo bispo D. Francisco Barreto, retomada por D. Francisco Barreto II, pelo cabido da Sé e concluída com o bispo D. José de Meneses; trabalharam neste o dourador Mathias de Oliva, o pedreiro João Baptista, o ferreiro Pedro Fernandes e o carpinteiro Gabriel Domingues; 1676 - ornamentação em talha do interior da capela do Santíssimo Sacramento pelo marceneiro Gabriel Domingues da Costa, tendo-se realizado um trono piramidal em degraus de grandes dimensões, um dos primeiros realizados em todo o país; é feito durante o bispado de D. José de Meneses o arco de entrada, de madeira pintada a imitar diversos mármores; no topo do arco encontra-se o brasão deste prelado; 1679 - é dourado a capela do Santíssimo Sacramento pelo dourador Matias de Oliva; 1683 - chega a Faro o artista italiano João Baptista Severino; 1685 - 1703 - durante o bispado de D. Simão da Gama, as pretensões em construir um claustro foram postas de parte, criando no lugar deste um cemitério destinado a enterrar pessoas pobres; neste cemitério mandou erguer uma capela dedicada a São Miguel (ou das Almas do Purgatório) para que aí fossem celebrados os ofícios dos defuntos; durante este bispado foi construído a Casa do Cabido sobre os arcos do iniciado claustro, paralelos à parede S. da igreja; sobre uma janela desta casa, voltada para o claustro, apresenta-se as armas deste prelado; 1687 - trabalhos de reparação do órgão, com a colocação de 80 tubos e foles novos, pela quantia de 30$000; 1690 - o bispo D. Simão da Gama patrocina a construção da Capela de Nossa Senhora do Rosário, sendo o trabalho azulejar da autoria de Gabriel del Barco, artista espanhol, ou do mestre lisboeta António Pereira, sendo aplicados por um mestre assentador assistente de Faro; 1695 - revestimento de azulejos polícromos das capelas de São Domingos e Senhora da Conceição pelo mestre Diogo Mendes; colocação do lageado; 1696 - a confraria da Capela de Nossa Senhora do Rosário resolve abrir na abóbada uma clarabóia "para dar mais luz", tendo o Cabido contribuído com 30$000 réis; 1697 - feitura do tecto da Sala Capitular; Séc. 17, finais - durante o bispado de D. Simão da Gama é lageado as naves da Sé; constrói-se a Capela de São Miguel situada no claustro e reconstrói-se a Casa do Cabido; data também deste bispado o início da construção dos arcos do claustro; Séc. 18, inícios - feitura das telas do apostolado do espaldar do cadeiral da capela-mor, da autoria a António de Oliveira Bernardes; campanha de ornamentação na capela-mor; 1703 - oferecidas duas telas com as representações da Adoração dos Pastores e a Adoração dos Magos à Confraria de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, pelo Cónego Domingos Pereira da Silva; 1703 - feitura do arco da Capela de Nossa Senhora do Rosário; 1704 - 1715 - início construção da Capela- Relicário do Santo Lenho no lugar de um absidíolo, durante o bispado de D. António Pereira da Silva, tendo sido destinada à sepultura deste prelado; o mausoléu de mármore que se situa na parede esquerda da capela, feito em mármore, é, possivelmente, da autoria do arquitecto régio João Antunes; o retábulo de Santo Lenho constitui um caso ímpar, sendo a sua feitura da responsabilidade de João Baptista Severino e dos seus cunhados Gaspar e Manuel Martins; a morte prematura do prelado levou a uma longa interrupção dos trabalhos desta capela; 1708 - é refeito o baptistério; 1712 - transferência da Capela das Almas para uma nova capela, oposta à última, no lado do Evangelho, permitindo a construção da sacristia e a casa do despacho; 1716 - 1717 - construção de dois órgãos gémeos por Arp Schnitger; 1719 - 1721 - execução do retábulo da Capela das Almas, pelo entalhador Manuel Martins; 1722 - danificada pelo terramoto; é aberta uma janela na capela de Nossa Senhora da Conceição; 1724 - é feito o arco da Capela das Almas pelo entalhador Francisco Ataíde; o mesmo entalhador faz neste ano o retábulo da Capela de Nossa Senhora do Rosário; 28 Dezembro - contrato com Manuel Martins para a execução do retábulo da Capela de Santa Bárbara; 1725 - o arco do coro-alto, após ter sido destruído pelo terramoto de 1722, é finalmente reconstruído; 1726 - 1750 - é construído um retábulo na capela que antes seria a das Almas, sendo então dedicada a S. Brás; 1728 - é reparada a capela do Senhor Jesus; 1729 - relógio de sol esculpido num dos contrafortes; 1739 - são feitos os quarenta e oito armários para a sala do Cabido, espaço que servia simultaneamente de vestiário, sendo designado "casa dos armários"; 1743 - 1745 - introdução de dois registos no órgão por organeiro anónimo de Tavira; 1744 - feitura do retábulo do Senhor dos Passos com Miguel Nobre; 1748 - alguns membros do Cabido responsáveis pela Confraria de São Brás, pedem autorização para deitar abaixo o arco da capela e construir outro, em correspondência com o da capela que confronta; esta obra foi realizada pela Oficina de Tomé da Costa e Francisco Xavier Guedelha; 1750, c. de - um dos órgãos é transferido para o Brasil e colocado na Sé de Mariana, em Minas Gerais; 1751 - pintura do órgão por Francisco Correia da Silva, artista tavirense; concluído o retábulo da capela de Nossa Senhora dos Prazeres, cuja capela teria sido edificada à custa do Arcediago de Lagos, D. José da Gama; 1752 - acrescento de um remate no retábulo de D. Francisco Barreto; 1753 - 1756 - feitura do retábulo e do prolongamento em talha pelo arco da Capela do Senhor Jesus; é encarnada a imagem do orago desta capela; 1755, 01 Novembro - grandes danos provocados pelo terramoto, incluíndo a destruição da abóbada de nervuras da Capela do Senhor Jesus; a torre sineira é remodelada depois do terramoto; 1762 - banqueta da capela-mor feita pelo entalhador Manuel Francisco Xavier por 21$600 tendo sido o douramento da responsabilidade do pintor Joaquim José que o fez por 22$000; 1767 - reconstrução do órgão por Pascoal Caetano Oldovini por 600$000 réis; feitura do órgão positivo; séc. 18, meados - retábulo da Capela de Nossa Senhora dos Prazeres; 1775 - construção do corpo superior suspendeu-se por acórdão capitular apesar da esmola de 1000 cruzados que para ela deu o bispo D. Drei Lourenço de Santa Maria; 1779 - os azulejos da capela-mor são retirados e consolidados, uma vez que se encontravam desde o terramoto de 1755 muito degradados; 1786 - a capela do Santo Lenho é adaptada ao culto de São Francisco de Paula, contando nesta data com o revestimento azulejar; 1813 - claustro incompleto; Séc. 19, finais - é retirado o retábulo que tapava o fundo da capela de Nossa Senhora da Conceição; 1886 - num restauro realizado neste ano,foi subsituído o pavimento de lageado da capela do Santíssimo Sacramento por um soalho; 1898 - é reparada a talha da Capela das Almas; 1933 - a capela do Senhor Jesus é restaurada por Francisco Guerreiro Afonso; 1932 - restauro da Capela do Senhor Jesus por Francisco Guerreiro Afonso; 1950 - é retirado o soalho da capela do Santíssimo Sacramento e colocado um pavimento em mármore; esta obra foi sustentada por uma benemérita senhora farense, D. Maria do Carmo Ferrete Afonso, ao mesmo tempo que se fazia a Casa da Confraria adossada a esta capela; 1955, 20 Outubro - por decreto desta data é classificada como Imóvel de Interesse Público; 1969 - estragos provocados pelo sismo; 1972 - 1974 - a Fundação Calouste Gulbenkian patrocina o restauro do orgão seiscentista, que foi entregue para esses efeitos à casa holandesa de D. A. Flentrop.

Tipologia
Arquitectura religiosa, gótica, maneirista, barroca. Igreja erguida sobre as possíveis ruínas de uma mesquita, de um templo cristão da alta idade média e de um templo romano (no largo da Sé foi encontrado o antigo fórum romano e na capela de São Domingos foi encontrada recentemente uma arca tumulária medieval); alguns autores avançam ainda com a hipótese de que a torre sineira seria uma das torres do castelo medieval. Do edifício medieval restam ainda as capelas dos braços do transepto e a torre sineira.A igreja apresenta planta longitudinal, de influência mendicante, nomeadamente pela via batalhina, de 3 naves, 4 tramos, contemporânea e semelhante à da igreja matriz de São Clemente de Loulé, cabeceira tripartida, transepto inscrito e capelas laterais, com claustro - pátio a S.. Fachada principal orientada precedida por torre, formando fachada-torre, com arco ogival em cada alçado abertos para um narthex que comunica com o portal principal, igualmente em arco quebrado. Interior com tectos em madeira suportados por arcos assentes sobre colunas dóricas. Púlpito do lado da Epístola; retábulo-mor maneirista, de planta plana aproximando-se das características formais do retábulo principal da Igreja de São Roque de Lisboa, não tendo porém um segundo corpo como este último; retábulo da sacristia maneirista de corpo único e um só tramo com uma tribuna central rodeada por painéis pintados, semelhante ao retábulo da sacristia do Convento da Cartuxa de Évora. Retábulo do Santíssimo Sacramento barroco, de planta plana e corpo único com grande tribuna que alberga monumental trono piramidal; retábulo da Capela do Santo Lenho barroco de planta compósita, com tribuna e trono e paredes forradas com níveis de nichos relicários; retábulo da capela das Almas barroco, de planta plana; retábulo da capela de Nossa Senhora do Rosário barroco, de planta côncava e corpo único e três tramos com seis colunas pseudo-salomónicas, apresentando ao centro uma tribuna com trono; retábulo da capela do Senhor Jesus barroco, de planta plana; retábulo da capela de São Brás barroco, de planta côncava; retábulo da capela de Nossa Senhora dos Prazeres composto por baldaquino octogonal composto de banco, seis colunas figurando anjos atlantes, e com trono onde é exposto a imagem do orago; paredes e tecto profusamente ornamentados. Capelas revestidas a azulejos seiscentistas e da 1ª metade do séc. 18. Orgão setecentista de 3 castelos e 4 nichos sobrepostos com estrutura influenciada pela escola alemã.

Características Particulares
Destaca-se o Torreão que antecede a entrada do templo, dando espaço a uma galilé no registo inferior; o claustro inacabado, apresentando somente duas alas concluídas, cujo projecto inicial terá sido alterado nos finais do séc. 17 para dar lugar a um cemitério para os pobres. A Capela de Santo Lenho, o único relicário da região; o retábulo da Capela do Santíssimo Sacramento eucarístico não inserido no interior de tribuna mas desenvolvido junto à mesa de altar, sendo um dos primeiros tronos piramidais de grandes dimensões realizados em todo o país; merece igualmente destaque a capela de Nossa Senhora dos Prazeres, exemplar único na região algarvia, sendo constituída por um baldaquino octogonal com seis colunas com forma de anjos atlantes e com um trono onde é esposto a imagem do orago; o revestimento a estuque da cobertura da capela é igualmente único neste contexto geográfico. Os azulejos da Capela de Nossa Senhora do Rosário têm a particularidade de terem sido os primeiros que se fizeram para combater a importação do azulejo holandês, sendo uns dos mais notáveis da região algarvia.

Dados Técnicos
Estrutura mista.

Materiais
Estrutura rebocada e caiada de branco ou em pedra emparelhada; elementos estruturais, pilastras, colunas, cunhais, contrafortes, frisos, cornijas e embasamento em pedra calcária; pias de água benta e púlpito em pedra mármore; retábulos e elementos decorativos em talha dourada e policroma; cadeiral em madeira com pintura nos espaldares; orgão pintado e com elementos em talha dourada; tectos de madeira pintada nas naves; pavimentos de madeira, lajes de pedra calcária e cerâmico; janelas com vidro simples e frestas geminadas com vidros multicolores; portas e caixilharias de madeira; revestimento ou silhar de azulejos; painéis com telas pintadas; cobertura exterior em telha; ferro forjado em portões, grades, janelas de sacad, candeeiros e sinos.

Bibliografia
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Documentação Gráfica
DGEMN: DSID; DREMS; CMF

Documentação Fotográfica
DGEMN: DSID; DREMS

Documentação Administrativa
DGEMN: DSID; DREMS; Arquivo do Cabido da Sé de Faro

Intervenção Realizada
DGEMN: 1969 - reparação das coberturas; 1971 - reparação da cobertura da nave central; 1973 - continuação da reparação das coberturas; 1973 / 1974 - restauro do órgão pela firma Flentrop, financiado pela Fundação Calouste Gulbenkian; 1981 - reparação e pintura da abóbada de uma capela na nave lateral esquerda, caiação das abóbadas do nartex, coro e paredes das naves; 1984 /1985 - beneficiação da instalação eléctrica; 1988 - obras de conservação, pinturas e correcção de estuques; 1989 - reparação das coberturas, portas, caixilhos e pinturas; 1994 - reparação dos sinos; 1995 - restauro do carrilhão: reparação dos cabeçalhos e apoios de madeira, tratamento das estruturas de ferro, remoção e recolocação dos sinos; 1996 - recuperação e limpeza geral das coberturas; reparação de caixilharias, coberturas, gradeamentos, caiações exteriores, reparação dos gradeamentos e juntas da torre sineira; 1997 - 1999 - obras de recuperação no antigo claustro e acesso à Torre sineira; restauro de pinturas murais, esgrafitos e azulejos; 2000 - recuperação geral: reparação das coberturas, de rebocos em paredes exteriores e interiores, caiações, reparação de pavimentos de madeira e tijoleira, reparação e pintura de caixilharias, remoção de rebocos na sacristia de modo a deixar à vista rebocos esgrafitados preexistentes, remoção de tinta plástica nas nervuras de pedra do tecto da capela-mor, remoção de cal dos caixotões policromados da abóbada do altar-mor, pintura dos tectos da nave, e trabalhos diversos. Conservação e restauro de azulejos da capela-mor, nave central, Capela das Almas, Capela do Senhor Jesus dos Pobres, Capela de Nossa Senhora do Rosário, Capela de Nossa Senhora da Conceição, Capela de São Domingos, escada de acesso ao coro-alto: limpeza de vidrados, consolidação de argamassas com substituição parcial, remoção e recolocação pontual de azulejos, dessalinização do suporte e painéis, preenchimento de lacunas, levantamento total dos revestimentos e revestimento da Capela Baptismal com azulejos provenientes da capela das Almas e de manufactura actual; recolocação dos silhares de padronagem segundo lógica hipoteticamente mais próxima da original; Proprietário: 2001 - 2002 - renovação do presbitério com construção de nova mesa de altar; DREMS: 2001 - 2002 - obras de adaptação da sala do piso térreo do edifício anexo para funcionamento dos serviços da DREMS; 2002 - obras de conservação de coberturas, pavimentos e caixilharias; caiação geral; 2006 - recuperação do túmulo de Rui Valente(conservação e restauro da arca tumular e estátua jacente) e da capela de São Domingos incluindo desmonte do pavimento, escavação arqueológica, execução de soalho e lambrim em madeira, substituição de vidros em janela de dois lumes, limpeza e tratamento de juntas nos arcos das nervuras da abóbada e nas colunas.



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:baeh3: :eek2: :horse: :horse: :horse: :)

Barragon
August 10th, 2007, 02:53 AM
Desconhecia o de Salir :eek:

Arpels
August 10th, 2007, 12:50 PM
a Sé de Faro é uma sombra do edificio k era antes do grande terramoto :sleepy:

O Prof Godin
August 10th, 2007, 09:15 PM
…pois é. Pena não haver desenhos…se bem que o Korrodi também andou pelo Algarve…

Arpels
August 10th, 2007, 09:18 PM
não ha da se, nem gravuras, ha sim alguns relatos ao longo da historia, a decadencia do edificio da sé começou ja depois do assalto dos Ingleses á cidade no sec. XVI mas acentuou-se com o terramoto, o Korrodi tinha um plano para ela era:?

O Prof Godin
August 10th, 2007, 09:20 PM
…não sei…mas ele fez um hotel em Vila Real de Santo António. Como era um apaixonado pelo gótico…quem sabe…

Arpels
August 10th, 2007, 09:21 PM
:) tem fotos desse hotel:?

O Prof Godin
August 10th, 2007, 10:41 PM
…já aqui foi posto, mas não por mim…um tread sobre Vila Real de Santo António. Eu não me entendo com o nosso motor de busca…

Ondas
January 14th, 2008, 12:10 AM
Neste fim-de-semana fui visitar dois castelos alentejanos, o de Évoramonte e o de Arraiolos :)

As fotos de Évora Monte são de ontem, as de Arraiolos são de hoje ;)

Aviso que são muitas fotos ;)

Évoramonte

http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/c/ce/ETZ-evoramonte.png

Évora Monte é uma freguesia portuguesa do concelho de Estremoz, com 99,42 km² de área e 724 habitantes (2001). Densidade: 7,3 h/km². Tem o nome alternativo de Santa Maria.

Fez parte do património da Casa de Bragança, tendo sido sede de concelho até ao século XIX. Teve foral em 1248. Em 1801 tinha 2 661 habitantes e 227 km². Era constituído por 5 freguesias: Évora Monte, São Pedro (Évora Monte), São Bento do Mato, Freixo e Vidigão. Após as reformas administrativas do início do liberalismo foi-lhe anexada a freguesia de Santa Justa.Em 1849 tinha 3 030 habitantes e 270 km².

Aqui se assinou, em 26 de Maio de 1834 a Convenção de Évora Monte, que pôs termo à guerra civil de 1832-34 travada entre absolutistas e liberais.

Fonte (http://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%89vora-monte) da imagem e do texto ;)

Ontem estava um belo dia para passear, vamos então às fotos :D

O Castelo (http://pt.wikipedia.org/wiki/Castelo_de_%C3%89vora_Monte)
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Uma vista desde o exterior do castelo
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Mais vistas
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Um dos "nós"
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Já no interior do castelo
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Uma maqueta
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Já no andar seguinte
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Vista desde esse mesmo andar
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No andar seguinte
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Vista desse andar
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Já no terraço do castelo
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Terraço do castelo
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Já fora do castelo, uma fonte com dois gatos
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A Igreja Matriz de Santa Maria de Évoramonte (http://pt.wikipedia.org/wiki/Igreja_Matriz_de_Santa_Maria_de_Evoramonte)
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Portas da muralha
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Arraiolos

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Arraiolos é uma vila portuguesa no Distrito de Évora, região Alentejo e subregião do Alentejo Central, com cerca de 3 500 habitantes.

É sede de um município com 684,08 km² de área e 7 616 habitantes (2001), subdividido em 7 freguesias. O município é limitado a norte pelos municípios de Mora e Sousel, a leste por Estremoz, a sul por Évora, a sudoeste por Montemor-o-Novo e a noroeste por Coruche.

A vila é conhecida pela confecção dos tapetes de Arraiolos.

Fonte (http://pt.wikipedia.org/wiki/Arraiolos) da imagem e do texto ;)

Fotos tiradas hoje, um dia que estava um frio e uma ventania do topo do castelo que vai lá vai! :runaway: É por essa razão que não tirei muitas fotos e também a razão porque as fotos não ficaram grande coisa :)

O Castelo (http://pt.wikipedia.org/wiki/Castelo_de_Arraiolos)
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Já ao pé da igreja, as vistas
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Portal da igreja
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Pormenor da fachada da igreja
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Para finalizar, panoramas desta viagem, feitos com algumas das fotos postadas :D

Panorama das vistas do castelo de Évoramonte
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Cliquem no link para verem o original (11063 x 2083) :okay: - http://img80.imageshack.us/img80/1054/panoex8.jpg

Panorama do terraço do castelo de Évoramonte
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Cliquem no link para verem o original (8710 x 1805) :okay: - http://img115.imageshack.us/img115/103/pano2wh1.jpg

Panorama das vistas do castelo de Arraiolos
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Cliquem no link para verem o original (7659 x 2029) :okay: - http://img80.imageshack.us/img80/8574/pano3my9.jpg

Ainda fiz mais um panorama do castelo de Arraiolos, só que ficou com uma curvatura meio esquisita ;)

:cheers:

O Prof Godin
January 14th, 2008, 12:21 AM
…obrigado…

Rexluso
March 6th, 2008, 12:01 PM
Se repararem bem... uma dessas pintinhas no mapa é o NOSSO castelo de Olivença!

Arpels
March 6th, 2008, 12:47 PM
já existe outro thread de castelos de Portugal http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=325147

Lino
March 6th, 2008, 01:55 PM
Ver se ponho aqui umas minhas de Celorico e Linhares da Beira...

pedrodepinto
March 6th, 2008, 07:14 PM
descobri esta foto de outro palacete em Sintra, adoro o verde ao redor!
http://img.photobucket.com/albums/v119/rael_portugal/Lisbon_Streets_and_Buildings/f346137_sintra.jpg

Brutal :drool:!

JohnnyMass
March 8th, 2008, 01:33 AM
é daquelas fotos que muitas pessoas não devem acreditar ser Portugal!:D

Lino
March 8th, 2008, 02:37 AM
Linhares da Beira:
http://i57.photobucket.com/albums/g221/linogalveias/Monte%20Formoso/P1010020.jpg

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vistas do cimo:
http://i57.photobucket.com/albums/g221/linogalveias/Monte%20Formoso/P1010021.jpg

http://i57.photobucket.com/albums/g221/linogalveias/Monte%20Formoso/P1010022.jpg

http://i57.photobucket.com/albums/g221/linogalveias/Monte%20Formoso/P1010023.jpg

:drool:

Celorico da Beira:
http://i57.photobucket.com/albums/g221/linogalveias/Monte%20Formoso/P1010075.jpg

fui numa viagem de grupo (era ao Museu do Pão em Seia, muito fixe):
http://i57.photobucket.com/albums/g221/linogalveias/Monte%20Formoso/P1010070.jpg

vistas:
http://i57.photobucket.com/albums/g221/linogalveias/Monte%20Formoso/P1010069.jpg

Aconselháveis!!

JohnnyMass
March 8th, 2008, 02:48 AM
ora aí está um sítio onde nunca fui!:D belíssimo!:yes:

pedrodepinto
March 8th, 2008, 02:24 PM
Essas vistas :drool:...

Barragon
March 8th, 2008, 03:36 PM
:drool:

Belíssimas

Ricardo Jorge
March 14th, 2008, 04:42 AM
Fixe!!! A reorganização está a revitalizar uma quantidade enorme de threads que estavam ofuscados pelos threads principais! :banana:

Bem... quanto ao mapa dos pontinhos, meus amigos, li algures um dia que temos perto de 900 castelos, fortes, fortificações, cidades fortificadas, etc... não sei se isso conta por exemplo com o demolido castelo de Braga (séc XIX), ou as muralhas derrubadas de Setúbal (algures entre 1920 e 1940, não tenho a certeza) e de Aveiro (séc.XIX).

Só assim na minha zona, que não estão no mapa, lembro-me logo do Forte do Pessegueiro e do Forte de Milfontes :yes:

P.S.: Só para que tenham consciência o quanto temos maltratado Portugal, no século XIX a proposta para a demolição do castelo de Guimarães só não passou por 1 magro voto na câmara municipal. Braga, Aveiro e Setúbal não tiveram a mesma sorte.

Barragon
March 14th, 2008, 01:15 PM
^^ Não acredito que existisse pessoas com uma mente assim :ohno:

Setúbal.. ainda se pode ver alguma coisa... mas... :bash:

http://i3.photobucket.com/albums/y67/Barragon/Aereas/Baixa5.jpg

Ondas
March 14th, 2008, 02:55 PM
Este castelo só descobri há pouco tempo... :D

No contexto da Reconquista cristão da península Ibérica, Canha constituía, com Alcoutim, Cabrela, Ferreira, Mértola e Torrão, a fronteira Nordeste-Este da Ordem de Santiago na região. Possuiu castelo, do qual apenas nos resta o nome na rua principal, cuja localização, hoje desconhecida, seria a cavaleiro da povoação. Este integrava uma rede defensiva mais ampla que compreendia sete outros: Castelo de Almada, Castelo de Belmonte Samora Correia, Castelo de Cabrela, Castelo de Coina-a-Velha, Castelo de Palmela, Castelo de Sesimbra e o Castelo de Setúbal.

Quando as forças de Abu Yusuf Ya'qub al-Mansur, por volta do ano de 1190 avançaram para o Norte, arrasaram alguns castelos nomeadamente os Castelo de Alcácer do Sal, Castelo de Coina-a-Velha, Castelo de Coruche e de Castelo de Palmela, entre outros. O de Canha também terá sido danificado, iniciando-se então, a sua decadência até não mais restar, em nossos dias, vestígio algum.
Fonte (http://pt.wikipedia.org/wiki/Castelo_de_Canha)

Freguesia de Canha

Atribui-se o nome da localidade ao facto de existirem na região grande profusão de canas, daí o topónimo de Villa Nova de Canya.
Devido à sua excelente localização geográfica, atraiu desde longa data a fixação do homem, como atestam os diversos vestígios encontrados na proximidade da ribeira, datáveis do paleolítico. Do neolítico há a registar a existência de uma sepultura megalítica tipo cista. A presença de um castro neolítico também foi referenciada na região.
Do período da ocupação romana do território encontram-se vestígios da sua passagem por Canha, nomeadamente na área do Monte do Escatelar (propriedade privada) onde se encontra os restos de uma presumível “Villae”. De salientar a existência de um fragmento de mosaico policromo, actualmente inserido numa das habitações do monte e de diversos materiais cerâmicos.
Durante o período da reconquista, Canha aparece em 1186 como limite do Castelo de Alcácer do Sal e, posteriormente, com Cabrela e Belmonte faz parte das sentinelas avançadas que defrontavam os mouros. Pertencendo à cavalaria e mestrado de Santiago recebeu em 1235 Foral dado por D. Paio Peres Correia, comendador de Alcácer e, 17 anos mais tarde, em 1252, D. Aires Vasques concede à referida Ordem a igreja de Canha.
Com a reforma manuelina dos forais, Canha recebeu um novo foral em 1516. No entanto, em 1527, encontra-se incluída por doação ao futuro Cardeal D. Henrique no rol dos bens afectos à ordem de Santiago que serviam de sustento às Comendadeiras de Santos.
Possui autonomia administrativa enquanto sede de concelho do mesmo nome até 1838, data em que passou a fazer parte do concelho de Aldeia Galega, actual Montijo. No entanto, esta situação não foi pacifica uma vez que o concelho foi extinto pela primeira vez em 1836, por decreto de 6 se Novembro, restaurado por decreto de 2 de Janeiro de 1838 para, finalmente, em 17 de Abril de 1838, ser definitivamente extinto. Administrativamente continua a ter a categoria de vila, uma vez que a extinção do concelho não determina a perda do titulo.
Para a sua extinção e integração no concelho de Aldeia Galega terá contribuído o facto da maioria dos proprietários rurais da área serem residentes em Aldeia Galega ou na zona do seu concelho, pelo que não se justificava o pagamento de impostos noutro concelho que não fosse o da sua residência.
A freguesia é constituída por terrenos agrícolas, bastante férteis, que lhe conferem um carácter rural por excelência, o que se deduz também pelo facto de, em 1855, se terem perdido as searas devido às grandes às grandes enchentes da ribeira. Saliente-se também que é o único local do município onde se cultiva arroz.
Já neste século, Canha viu proclama a republica na noite de 4 para 5 de Outubro de 1910, bem como assistiu ao desmembramento da sua área para criação das freguesias de Santo Isidro, em 1957, e de Pegões, 1985.


Joaquim Balderico
Arquivo Histórico
Câmara Municipal de Montijo
Fonte (http://www.mun-montijo.pt/municipio/cm_jf_canha_resenha_historica.asp)

E sem dúvida a melhor prova... :D

http://www.fisicohomepage.hpg.ig.com.br/images/MTJ-canha.gif

Símbologia

-O castelo - Uma alusão ao facto, de a localidade ter tido em tempos um elemento castrense deste tipo.
Fonte (http://www.fisicohomepage.hpg.ig.com.br/mtj-canha.htm)

:D :banana: :cheers:

Pena que não tenha "sobrevivido" até hoje :(

Arpels
March 15th, 2008, 02:27 PM
lindo o de Linhares :yes: o povoado casa bem com a imponencia granitica do castelo, Barras para baixo não ha mais vertices da fortaleza:?

pauloluso
March 15th, 2008, 04:50 PM
Não sei porquê? Mas o de Celorico da Beira não tem um ar muito original. Parece que foi remendado recentemente. As torres ficam um bocado esquezitas.:weird:

Arpels
March 15th, 2008, 05:38 PM
numca entrei no castelo de Celorico embora ja tenha estado várias veses na cidade, ao k sei la por dentro não tera nada, a pedra foi pilhada á força toda, é provavel que tenha levado algumas remodelações para repor pedra :dunno:

Ondas
May 3rd, 2008, 04:01 PM
A pedido do Prof, aqui vão algumas das minhas fotos do Castelo de Palmela :D

http://i183.photobucket.com/albums/x305/ondas/HPIM9873.jpg

http://i183.photobucket.com/albums/x305/ondas/HPIM9883.jpg

http://i183.photobucket.com/albums/x305/ondas/HPIM9885.jpg

http://i183.photobucket.com/albums/x305/ondas/HPIM9887.jpg

http://i183.photobucket.com/albums/x305/ondas/HPIM9903.jpg

http://i183.photobucket.com/albums/x305/ondas/HPIM9908.jpg

http://i183.photobucket.com/albums/x305/ondas/HPIM9909.jpg

http://i183.photobucket.com/albums/x305/ondas/HPIM9912.jpg

As vistas para Setúbal... :drool:
http://img141.imageshack.us/img141/9416/setubalpy4.jpg

:cheers:

Arpels
May 4th, 2008, 01:05 AM
tem uma vista o castelo de Palmela :drool:

O Prof Godin
May 4th, 2008, 05:15 AM
…obrigado Ondas…

pedrodepinto
May 4th, 2008, 04:44 PM
Boas fotos :okay:!

Lampiao2000
May 16th, 2011, 10:03 PM
CASTELO DE NOUDAR

http://1.bp.blogspot.com/-7Jg_wkZxn-A/Tax0kjbkbnI/AAAAAAAADQM/7H6fo5ZUyis/s1600/Castelo%2Bde%2BNoudar.JPG

http://3.bp.blogspot.com/-z1KEbc8LQRs/Tax0ceHjthI/AAAAAAAADQE/4UuXySidKUQ/s1600/Castelo%2Bde%2BNoudar%2B2.JPG

http://2.bp.blogspot.com/-CtLaD03kj4s/Tax0S0-AW6I/AAAAAAAADP8/3YEpwSVE2Ko/s1600/Castelo%2Bde%2BNoudar%2B3.JPG
Aqui (http://portugalfotografiaaerea.blogspot.com/search/label/Castelo%20de%20Noudar)

Arpels
May 17th, 2011, 02:08 PM
Noudar tem uma implantação fantastica :yes: boas vistas de Linhares...

Miguel_Arq
May 17th, 2011, 05:26 PM
Fantástico este castelo/fortificação de Noudar.
Infelizmente durante o Estado Novo fartaram-se de demolir as construções do interior de muitas fortalezas, deixando apenas as Igrejas e as Torres de Menagem.

Barragon
May 18th, 2011, 03:47 PM
Porquê ? havia uma aldeia?

Miguel_Arq
May 21st, 2011, 01:29 AM
Porquê ? havia uma aldeia?

Claro. O interior das muralhas estava cheio de edifícios.
A vila de Noudar, foi extinta em 1825, iniciando-se então um lento processo de despovoamento, o que implicaria a mudança da sede municipal para Barrancos.

Aliás, tens um exemplo semelhante aí bem perto. Do interior das muralhas de Sesimbra so resta o Castelo e a Igreja. Existe lá uma maquete com a reconstituição da antiga vila.

pai nosso
May 21st, 2011, 01:54 AM
CASTELO DE NOUDAR


Eu adoro História Militar Portuguesa, especialmente os Castelos e fortificações portuguesas, e conheço muitas fortificações por este país fora, mas este só à poucos anos é que descobri que existia, e fiquei fascinado pela a localização e estilo, logo quero ir lá:cry::cry::cry:!!


Portanto, em suma, muito obrigado Lampiao2000 por estas excelentes fotos!!!:applause:

Lampiao2000
May 21st, 2011, 02:54 PM
As fotos não são minhas, só tive o trabalho de as colocar aqui. ;)

pai nosso
May 23rd, 2011, 11:43 AM
As fotos não são minhas, só tive o trabalho de as colocar aqui. ;)

Obrigado da mesma!!!:D

O Prof Godin
May 24th, 2011, 10:45 PM
…meti uma listagem com links directos para cada Castelo…

O Prof Godin
May 25th, 2011, 03:53 AM
Castelo de Santa Maria da Feira

http://img.photobucket.com/albums/v241/Phobos.europe/4007300.jpg

http://img.photobucket.com/albums/v241/Phobos.europe/4008021.jpg

http://img.photobucket.com/albums/v241/Phobos.europe/4008027.jpg

http://img.photobucket.com/albums/v241/Phobos.europe/8048346.jpg[

O Prof Godin
May 25th, 2011, 03:55 AM
Linhares da Beira:
http://i57.photobucket.com/albums/g221/linogalveias/Monte%20Formoso/P1010020.jpg

http://i57.photobucket.com/albums/g221/linogalveias/Monte%20Formoso/P1010032.jpg

vistas do cimo:
http://i57.photobucket.com/albums/g221/linogalveias/Monte%20Formoso/P1010021.jpg

http://i57.photobucket.com/albums/g221/linogalveias/Monte%20Formoso/P1010022.jpg

http://i57.photobucket.com/albums/g221/linogalveias/Monte%20Formoso/P1010023.jpg

O Prof Godin
May 25th, 2011, 03:58 AM
CASTELO DE NOUDAR

http://1.bp.blogspot.com/-7Jg_wkZxn-A/Tax0kjbkbnI/AAAAAAAADQM/7H6fo5ZUyis/s1600/Castelo%2Bde%2BNoudar.JPG

http://3.bp.blogspot.com/-z1KEbc8LQRs/Tax0ceHjthI/AAAAAAAADQE/4UuXySidKUQ/s1600/Castelo%2Bde%2BNoudar%2B2.JPG

http://2.bp.blogspot.com/-CtLaD03kj4s/Tax0S0-AW6I/AAAAAAAADP8/3YEpwSVE2Ko/s1600/Castelo%2Bde%2BNoudar%2B3.JPG
Aqui (http://portugalfotografiaaerea.blogspot.com/search/label/Castelo%20de%20Noudar)

Arpels
May 26th, 2011, 12:39 PM
CASTELO DE OURÉM

Vila + castelo triangular medieval + paço Condal adossado ao castelo + túmulo do 4º Conde de Ourém, interessante a vista para a serra D'Aire e em certos dias para o Trevim na Lousã, fabulosa a vista de um dos terreões do paço para uma grande floresta lá em baixo no vale, a elevação onde se situa a vila velha e o castelo surge altaneira sobre um grande vale, tanto a estrada de Ourém nova para a Ourém velha como a de Fátima para Ourém recomendam prudencia.

Historia:

Com possível origem em tempos sem historia, tal é a sua antiguidade, foi construído no alto de monte tendo por base outras construções mais antigas, dominando todo o que lhe está subjacente.

Ourém, a velha vila que o megassismo de 1755 grandemente destroçou, e cujos principais monumentos depois disso restaurados vieram a ser vitimas em 1810 da vandálica acção das tropas francesas de Massena, fora até ao século XVIII uma notável povoação.

Assente no alto duma colina de declive alcantilado em certos lugares, essa situação topográfica e o facto de morrer a não longa distância uma ribeira induzem a crer que desde remota época pré-histórica tivesse sido assento de ocupação humana, atravessando depois em circunstâncias mal conhecidas os seculares tempos durante os quais a região esteve sucessivamente dominada por romanos, suevos, visigodos e árabe-berberes, até ser libertada deste último domínio e integrada nas terras que para o sul iam prolongando o recente reino de Portugal.

Documentalmente, a sua história não remonta para além do século XII; o nome Ourém aparece pela primeira vez em 1159 no diploma que doando aos templários o castelo de Ceras e o seu termo, inclui nas confrontações destes um local assinalado com o nome de portum Ourens, crivelmente um vau da ribeira de Ourém. A velha vila assim chamada foi objecto da doação feita por D. Afonso Henriques a sua filha D. Teresa, em data que se desconhece, mas certamente bastante anterior a 1180, visto que neste ano outorgou a infanta aos moradores de Ourém direitos municipais concedendo-lhes foral.

Em 1299 ainda o povoamento desta vila, que entretanto revertera a Coroa, continuava fraco, visto te-la D. Dinis doado nesse ano a Martim Lourenço da Cerveira com obrigação de o promover; porém relativamente ao século XIV há base documental que permite crer muito aproximado ao de Torres Novas, ou ao de Pombal, o número dos seus moradores. Nos fins deste século andou Ourém relacionada, como quase todas as terras portuguesas, com as vicissitudes da crise dinástica subsequente ao falecimento de D. Fernando. Sob autoridade do Conde de Barcelos, João Afonso Tela de Meneses, irmão da rainha viuva Leonor Teles a vila não apoiou, decerto contra a vontade dos seus moradores, o movimento patriótico chefiado pelo Mestre de Avis, futuro D. João I; foi porém conquistada no começo do verão de 1384 pelo Mestre da Ordem de Cristo, e assim ficou incluída na falange de povoações que se negavam a reconhecer quaisquer direitos régios ao monarca castelhano.

D. João, como consorte da filha e herdeira do defunto monarca português. Por ai fez transito e algum estacionamento a hoste do Condestável nas vésperas de Aljubarrota.

Monumentalmente, o esplendor de Ourém foi obra quatrocentista dos condes de Ourém e duques de Bragança, em cuja opulenta casa ducal a vila estava incluída. Mas não só o palácio dos condes e a Colegiade, em cuja cripta jaz, num artístico túmulo, o conde D. Afonso, marquês de Valença, recordam essas iniciativas, pois também acrescentamentos operados no castelo então foram realizados.

Desde muito cedo, a velha vila de Ourém deve ter sido povoação fortificada. Com verosimilhança se crê que já o fosse nesses tempos da dominação muçulmana; mas a documentação só se lhe refere, pela primeira vez, em 1178, embora em termos de poder considerar-se já anterior a sua existência.

Arruinado pelo megassismo de 1755, e descurado por uma população minimizada pela criação da vizinha Vila Nova de Ourém, dele restavam há poucos anos apenas algumas torres e arruinados panos de muralha – porém a Fundação da Casa de Bragança benemeritamente promoveu obras de restauro e reedificação que restituíram a sua primitiva grandiosidade, melhor recordando assim que por ali ecoou em horas trágicas e voz de Portugal.

fonte: http://castelosdeportugal.no.sapo.pt/ourem.htm

http://i3.photobucket.com/albums/y70/jani1/Ouremaerea1.jpg?t=1306402524

http://i3.photobucket.com/albums/y70/jani1/ouremaerea2.jpg?t=1306402524 http://1.bp.blogspot.com/-3AeV48pG2Jo/TXYSw7gFDpI/AAAAAAAAEjY/0mrlfhHyoP0/s1600/Our%25C3%25A9m-3.jpg


A vila após passar uma das portas do perimetro amuralhado, logo após a fonte medieval e a colegiada (onde se encontra o tumulo do Conde numa cripta que escapou intacta ao terramoto mas que foi substancialmente vandalizada pelas tropas de Napoleão:


http://i3.photobucket.com/albums/y70/jani1/ourem1.jpg?t=1306402845

http://i3.photobucket.com/albums/y70/jani1/ourem2.jpg?t=1306402845

http://i3.photobucket.com/albums/y70/jani1/ourem3.jpg?t=1306402845

http://i3.photobucket.com/albums/y70/jani1/ourem4.jpg?t=1306402845

http://i3.photobucket.com/albums/y70/jani1/ourem5.jpg?t=1306402845

Ourém a nova (+/- 2 a 3 km de Ourém a velha) lá em baixo, confesso que vista da estrada Fátima/Ourém nimguem ia julgar que é tão alto lá em cima no castelo:

http://i3.photobucket.com/albums/y70/jani1/ourem6.jpg?t=1306402845


Castelo:

http://i3.photobucket.com/albums/y70/jani1/ouremcastelo1.jpg?t=1306402845

http://i3.photobucket.com/albums/y70/jani1/ouremcastelo2.jpg?t=1306402845

Paço Ducal com os dois torreões que o Conde mandou construir no séc. XIV, a ligação do paço para o castelo era feita por uma passagem, hoje sem tecto, por uma torre semi arruinada:


http://i3.photobucket.com/albums/y70/jani1/ourempaoducal1.jpg?t=1306402845

http://i3.photobucket.com/albums/y70/jani1/ourempaoducal2.jpg?t=1306402845


a passagem arruinada, sem tecto:

http://i3.photobucket.com/albums/y70/jani1/ourempaoducal3.jpg?t=1306403433

o paço arruinado com 3 andares:

http://i3.photobucket.com/albums/y70/jani1/ourempaoducal4.jpg?t=1306403433

http://i3.photobucket.com/albums/y70/jani1/ourempaoducal5.jpg?t=1306403433

dentro do paço em ruinas, vista de uma janela para a serra D'Aire, no páteo lá em baixo deviam assar bois inteiros para os banquetes da realeza:

http://i3.photobucket.com/albums/y70/jani1/ourempaoducal6.jpg?t=1306403433

http://i3.photobucket.com/albums/y70/jani1/ourempaoducal7.jpg?t=1306403433

a bela vista de um dos torreões para a floresta, parece um ninho de águias, já o nevoeiro se tinha dissipado:

http://i3.photobucket.com/albums/y70/jani1/ourempaoducal8.jpg?t=1306403433

O Túmulo do Conde na cripta da colegiada, foi violentamente saqueado pelas tropas de Napoleão, partiram-no, espalharam os ossos e roubaram o que havia para roubar, foi restaurado graças ao paciente trabalho de anos de um clérigo, é ainda em estilo gótico, mto florido, mas reflete já a transição para o estilo seguinte, guarda alguns enigmas entre os quais as duas gruas de uma das fachadas do tumulo, a não perder para quem quizer visitar:


http://i3.photobucket.com/albums/y70/jani1/ouremcripta1.jpg?t=1306404277

http://i3.photobucket.com/albums/y70/jani1/ouremcripta2.jpg?t=1306404277

http://i3.photobucket.com/albums/y70/jani1/ouremcripta3.jpg?t=1306404277

http://i3.photobucket.com/albums/y70/jani1/ouremcripta4.jpg?t=1306404277

http://i3.photobucket.com/albums/y70/jani1/ouremcripta5.jpg?t=1306404277

pauloluso
May 26th, 2011, 11:12 PM
Este ultimo castelo até está muito bem conservado para a sua idade.:)

Obrigado pelas explicações. Gostei desta visita.:applause:

Lampiao2000
May 27th, 2011, 12:33 AM
Bem, adorei o Castelo de Ourém!

jpfg
May 27th, 2011, 12:44 AM
Adoro estas threads, belo trabalho :)

Barragon
May 27th, 2011, 12:27 PM
Arpels faz um thread de Ourém com essas fotos :yes:

Arpels
May 27th, 2011, 08:30 PM
são poucas e não tenho nenhuma da parte nova :dunno: a minha maquina tem pouca potencia...obrigado pessoal.

Barragon
May 29th, 2011, 12:30 PM
Arpels essas aí que meteste são suficientes :)