Reflex
February 23rd, 2005, 05:46 PM
Parque Mayer adiado para 1 de Março na Assembleia Municipal
A Câmara Municipal de Lisboa está a analisar a hipótese de implantação de uma nova Feira Popular, nos moldes tradicionais em que ela existia em Entrecampos, mas modernizada, numa zona do Parque da Belavista que está ainda a ser alvo de obras.
Carmona Rodrigues confirmou ontem, no final da reunião da Assembleia Municipal, onde se deslocaram os feirantes, que \"o Parque da Belavista é uma das hipóteses, mas não na zona onde foi feito o Rock in Rio. E há outros locais em estudo, como Carnide\", disse o presidente da câmara.
Ontem, estava agendada a discussão da permuta dos terrenos de Entrecampos pelos do Parque Mayer, mas a proposta acabou por ser adiada para 1 de Março, pois antes da votação ainda será preciso resolver algumas situações, que deverão ter o apoio da comissão de acompanhamento do Parque Mayer, à qual baixou a proposta.
Gestão urbana do Parque das Nações adiada
Entre as questões pendentes, disse Carmona Rodrigues, está \"a obtenção do acordo expresso do proprietário dos terrenos\", a Bragaparques, algo que o presidente da câmara disse estar a ser resolvido. Além disso, será necessário chegar a acordo com os feirantes sobre a indemnização a pagar-lhes e também com a Fundação \"O Século\".
A negociação com os feirantes passa pela indemnização mas também pela hipótese de alguns virem a instalar-se na nova feira que a autarquia quer criar. Os feirantes querem ter direito de opção e reclamam o direito a ser ressarcidos quando se fizer a hasta pública dos terrenos de Entrecampos.
Outra questão que ainda não ficou ontem resolvida foi a da passagem da gestão urbana do Parque das Nações para a câmara. A proposta, que fora já aprovada pelo executivo, não chegou a ser votada e baixará à comissão permanente de Finanças e Desenvolvimento Económico da assembleia, por sugestão do PS.
Segundo o líder da bancada socialista, o PS preferia a solução da gestão tripartida (câmaras de Loures e Lisboa e Parque Expo) mas, para não atrasar mais a definição da gestão urbana do Parque das Nações, os socialistas estão dispostos a viabilizar a proposta da maioria PSD na câmara.
Foi ainda aprovada por maioria, com o voto contra do PCP, a alteração em regime simplificado ao PDM da classificação das áreas do Bairro de S. João de Brito e da zona sul da mata de Alvalade. Esta proposta merecera um parecer desfavorável da comissão de urbanismo, que defendia ser mais \"prudente aguardar a revisão do PDM\".
Segundo a vereadora Eduarda Napoleão, o que se propõe \"é que uma zona verde, que de verde não tem nada, possa ser considerada área consolidada de edifícios, para fechar uma malha urbana e permitir o realojamento dos moradores do Bairro de S. João de Brito\".
\"O que faz sentido é que a área actualmente ocupada pelo bairro passe a ser uma zona verde e que a que a zona classificada como área de expansão tecnológica, que também não faz sentido, possa passar a ser zona consolidada de edifícios\", nela se construindo, em parceria com o Instituto Nacional de Habitação e com os proprietários, as casas destinadas ao realojamento, além de outros imóveis destinados à venda livre, disse a vereadora.
Fonte: Publico
A Câmara Municipal de Lisboa está a analisar a hipótese de implantação de uma nova Feira Popular, nos moldes tradicionais em que ela existia em Entrecampos, mas modernizada, numa zona do Parque da Belavista que está ainda a ser alvo de obras.
Carmona Rodrigues confirmou ontem, no final da reunião da Assembleia Municipal, onde se deslocaram os feirantes, que \"o Parque da Belavista é uma das hipóteses, mas não na zona onde foi feito o Rock in Rio. E há outros locais em estudo, como Carnide\", disse o presidente da câmara.
Ontem, estava agendada a discussão da permuta dos terrenos de Entrecampos pelos do Parque Mayer, mas a proposta acabou por ser adiada para 1 de Março, pois antes da votação ainda será preciso resolver algumas situações, que deverão ter o apoio da comissão de acompanhamento do Parque Mayer, à qual baixou a proposta.
Gestão urbana do Parque das Nações adiada
Entre as questões pendentes, disse Carmona Rodrigues, está \"a obtenção do acordo expresso do proprietário dos terrenos\", a Bragaparques, algo que o presidente da câmara disse estar a ser resolvido. Além disso, será necessário chegar a acordo com os feirantes sobre a indemnização a pagar-lhes e também com a Fundação \"O Século\".
A negociação com os feirantes passa pela indemnização mas também pela hipótese de alguns virem a instalar-se na nova feira que a autarquia quer criar. Os feirantes querem ter direito de opção e reclamam o direito a ser ressarcidos quando se fizer a hasta pública dos terrenos de Entrecampos.
Outra questão que ainda não ficou ontem resolvida foi a da passagem da gestão urbana do Parque das Nações para a câmara. A proposta, que fora já aprovada pelo executivo, não chegou a ser votada e baixará à comissão permanente de Finanças e Desenvolvimento Económico da assembleia, por sugestão do PS.
Segundo o líder da bancada socialista, o PS preferia a solução da gestão tripartida (câmaras de Loures e Lisboa e Parque Expo) mas, para não atrasar mais a definição da gestão urbana do Parque das Nações, os socialistas estão dispostos a viabilizar a proposta da maioria PSD na câmara.
Foi ainda aprovada por maioria, com o voto contra do PCP, a alteração em regime simplificado ao PDM da classificação das áreas do Bairro de S. João de Brito e da zona sul da mata de Alvalade. Esta proposta merecera um parecer desfavorável da comissão de urbanismo, que defendia ser mais \"prudente aguardar a revisão do PDM\".
Segundo a vereadora Eduarda Napoleão, o que se propõe \"é que uma zona verde, que de verde não tem nada, possa ser considerada área consolidada de edifícios, para fechar uma malha urbana e permitir o realojamento dos moradores do Bairro de S. João de Brito\".
\"O que faz sentido é que a área actualmente ocupada pelo bairro passe a ser uma zona verde e que a que a zona classificada como área de expansão tecnológica, que também não faz sentido, possa passar a ser zona consolidada de edifícios\", nela se construindo, em parceria com o Instituto Nacional de Habitação e com os proprietários, as casas destinadas ao realojamento, além de outros imóveis destinados à venda livre, disse a vereadora.
Fonte: Publico