View Full Version : Sítios Arqueológicos em Portugal
Arpels March 2nd, 2005, 04:35 PM Adoro arqueologia, foi 1 dos meus 3 curssos escolhidos pa faculdade, infelizmente não fui pa nehum mas adiante...:(
CONIMBRIGA (algumas fotos foram cedidas amavelmente pelo Jikas):
a cidade, vista aerea real e reconstrução virtual:
EDIFICIOS PUBLICOS:
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/conimbriga01.jpg?t=1193830943
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/conimbriga02.jpg?t=1193830997
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/conimbriga03.jpg?t=1193831026
o forum:
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/conimbrigaforum01.jpg?t=1193831166
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/conimbrigaforum02.jpg?t=1193831193
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/conimbrigaforum03.jpg?t=1193831216
as grandes termas do sul:
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/conimbrigatermasdosul01.jpg?t=1193831395
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/conimbrigatermasdosul02.jpg?t=1193831455
CASAS PARTICULARES DA CIDADE:
casa das cruzes suasticas assim chamada devido as cruzes suasticas dos mosaicos da casa:
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/swastikhouse01.gif?t=1186500752
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/swastikhouse02.jpg?t=1186500864
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/swastikhouse03.jpg?t=1186500886
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/swastikhouse04.jpg?t=1186500920
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/swastikhouse05.jpg?t=1186500947
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/swastikhouse06.jpg?t=1186500978
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/swastikhouse07.jpg?t=1186501005
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/swastikhouse08.jpg?t=1186501028
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/swastikhouse09.jpg?t=1186501067
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/swastikhouse10.jpg?t=1186501097
casa dos esqueletos assim chamada porque aqui foram encontrados esqueletos a quando das escavações arqueologicas:
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/casaesqueletosmapa-1.gif?t=1193831882
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/casaesqueletos01-1.jpg?t=1193831914
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/casaesqueletos02-1.jpg?t=1193831936
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/casaesqueletos05-1.jpg?t=1193831956
casa de Cantaber, Cantaber era um Romano rico que habitava esta casa em Conimbriga e foi capturado pelos Barbaros em 468 DC:
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/cantaberhouse01.jpg?t=1193391364
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/cantaberhouse02.jpg?t=1193391375
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/cantaberhouse03.jpg?t=1193391423
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/cantaberhouse08.jpg?t=1193391445
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/cantaberhouse09.jpg?t=1193391460
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/cantaberhouse10.jpg?t=1193391474
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/cantaberhouse11.jpg?t=1193391489
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/cantaberhouse12.jpg?t=1193391504
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/cantaberhouse13.jpg?t=1193391519
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/cantaberhouse04.jpg?t=1193391536
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/cantaberhouse05.jpg?t=1193391552
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/cantaberhouse06.jpg?t=1193391571
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/cantaberhouse14.jpg?t=1193391592
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/cantaberhouse07.jpg?t=1193391604
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/fountainshouse01.jpg?t=1193391693
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/fountainshouse02.jpg?t=1193391781
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/fountainshouse03.jpg?t=1193391802
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/fountainshouse04.jpg?t=1193391830
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/fountainshouse05.jpg?t=1193391854
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/fountainshouse06.jpg?t=1193391870
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/fountainshouse07.jpg?t=1193391898
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/fountainshouse17.jpg?t=1193392006
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/fountainshouse18.jpg?t=1193392019
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/fountainshouse16-1.jpg?t=1215283658
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/fountainshouse08.jpg?t=1193392295
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/fountainshouse16.jpg?t=1193392286
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/fountainshouse09.jpg?t=1193392353
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/fountainshouse11.jpg?t=1193392376
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/fountainshouse10.jpg?t=1193392363
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/fountainshouse12.jpg?t=1193392391
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/fountainshouse13.jpg?t=1193392404
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/fountainshouse14.jpg?t=1193392442
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/fountainshouse15.jpg?t=1193392463
Conimbriga foi abandona apos as invasões Barbaras no sec IV/V tendo o bispo da cidade mudado a sede do bispado de Conimbriga para Aeminuim (actual Coimbra), um pouco antes das invasões Barbaras os habitantes da cidade construiram á pressa um muro de protecção da cidade com os restos de algumas casas, actualmente o maior legado desta cidade é os mosaicos Romanos que cobrem o chão das casas dos Romanos endinheirados da época, não admira pois a influencia que esta cultura teve na nossa cultura nomeadamente a presença entre nós da tradição da calçada Portuguesa.
Lss911 March 2nd, 2005, 04:46 PM Conímbiga é um caso raro em termos de cidades romanas. Connimbríga tinha uma organização diferente da cidade-romana: a cidade era normalmente organizada em torno de uma basílica que era central (espaço público), esta é organizada com um templo que encima um espaço rectângular sem contrução alta e em redor desta os edifícios residenciais e públicos!
Existe um excelente museu de arqueologia romana em conímbriga que vale mesmomuito a pena!
Arpels March 2nd, 2005, 04:52 PM MIROBRIGA DOS CÉLTICOS:
aspecto de uma das calçadas Romanas que atravessam o povoado em direcção a uma domus com pinturas murais, na segunda foto uma escadaria k vencia o desnivel do terreno para quem circulava entre domus:
http://i9.photobucket.com/albums/a51/mirim1/mircasa01.jpg?t=1216150791
http://i9.photobucket.com/albums/a51/mirim1/mircasa02.jpg?t=1216150956
casa com compartimento onde ainda é posivel ver vestigios de frescos nas paredes e parte do sistema de drenagem (esgotos) da casa:
esgoto:
http://i9.photobucket.com/albums/a51/mirim1/mircasa04.jpg?t=1216150904
http://i9.photobucket.com/albums/a51/mirim1/mircasa05.jpg?t=1216150976
http://i9.photobucket.com/albums/a51/mirim1/mircasa06.jpg?t=1216151018
http://i9.photobucket.com/albums/a51/mirim1/mircasa07.jpg?t=1216151034
a ponte que confina com o edificio termal tem o piso coberto com lages de pedra identica ás lages da calçada que percorre parte da cidade de Miróbriga dos Célticos:
http://i9.photobucket.com/albums/a51/mirim1/mirponte01.jpg?t=1216151049
http://i9.photobucket.com/albums/a51/mirim1/mirponte03.jpg?t=1216151183
as termas divididdas em termas oeste e termas este, o edificio oeste é o melhor exemplo de edificio termal Romano em terrirorio nacional, no topo das ombreiras lisas de alguma portas ainda é possivel ver capiteis corintios e parte das lajes k forravam chão do edificio, ao fundo das termas este esta uma ponte pavimentada com lajes iguais á da calçada Romana k se ve no restante sitio arqueologico com grande lajes, perto esta um conjunto de ruinas de habitaçoes das quais uma casa apresenta ainda vestigios de frescos:
o edificio este das termas é a parte mais antiga do complexo termal e confina com a ponte:
http://i9.photobucket.com/albums/a51/mirim1/mirtermas01.jpg?t=1216151200
http://i9.photobucket.com/albums/a51/mirim1/mirtermas02.jpg?t=1216151431
http://i9.photobucket.com/albums/a51/mirim1/mirtermas03.jpg?t=1216151456
o edificio oeste das termas foi feito á posteriori e apresenta uma decoração mais requintada:
http://i9.photobucket.com/albums/a51/mirim1/mirtermas04.jpg?t=1216151569
http://i9.photobucket.com/albums/a51/mirim1/mirtermas05.jpg?t=1216151583
http://i9.photobucket.com/albums/a51/mirim1/mirtermas06.jpg?t=1216151599
http://i9.photobucket.com/albums/a51/mirim1/mirtermas07.jpg?t=1216151613
http://i9.photobucket.com/albums/a51/mirim1/mirtermas10.jpg?t=1218843666
http://i9.photobucket.com/albums/a51/mirim1/mirtermas11.jpg?t=1218843894
http://i9.photobucket.com/albums/a51/mirim1/mirtermas08.jpg?t=1216151629
http://i9.photobucket.com/albums/a51/mirim1/mirtermas09.jpg?t=1216151643
o forum é dominado pelo templo principal refeito em parte com as colunas, k apesar de serem iguais as k originalmente estavam no templo, eram as colunas do portico de entrada do edifico oeste das termas), tendo sido trazidas para aqui por um arqueologo na decada de 60, este templo é parte de um complexo de varios templos dedicados a varios deuses entre os quais Esculapio e Vénus:
vista aerea do forum com os templos e as tabernae além de algumas domus:
http://i9.photobucket.com/albums/a51/mirim1/mirforum01.jpg?t=1216151661
inscrição que se encontra do lado esquerdo do templo principal do forum, originalmente estava noutro local da estação arqueológica:
http://i9.photobucket.com/albums/a51/mirim1/mirforum02.jpg?t=1216151804
o templo principal supresai sobre um pódio de grandes dimensões k faz lembrar um palco de um teatro romano e vista para o forum (praça publica):
http://i9.photobucket.com/albums/a51/mirim1/mirforum03.jpg?t=1216151822
http://i9.photobucket.com/albums/a51/mirim1/mirforum04.jpg?t=1216151875
http://i9.photobucket.com/albums/a51/mirim1/mirforum06.jpg?t=1216151939
o Hipódromo situado mais a sul da cidade e já fora do perimetro urbano:
http://i9.photobucket.com/albums/a51/mirim1/mircirco01.jpg?t=1216152067
http://i9.photobucket.com/albums/a51/mirim1/mircirco02.jpg?t=1216152080
após as invasões Barbaras Mirobriga foi abandonada (séc. V/VI DC) em deterimento da actual sede administrativa da area, Santiago do Cacem, para a qual forneceu mta pedra para a construção nomeadamente a construção do castelo.
Fern March 2nd, 2005, 04:53 PM Nunca la estive (Cnimbriga) mas parece ser enorme!!! Mas o que eu ouvi dizer e que estava muito mal conservada e que agradeceria se se fizesse um pouco mais de esforco!
Nao ouviram falar tb aqui a uns tempos de umas ruinas muito interessantes em Sintra mas que ninguem ligava e estavam em perigo de ser destruidas para dar lugar a um empreendimento imobiliario?
Arpels March 2nd, 2005, 04:54 PM era o chamado forum Reflex, o museu tem estatuas e montes de objectos de uso diario, é fantastico de facto :okay:
Arpels March 2nd, 2005, 04:56 PM tambem houvi qualquer coisa Fern, Sintra era para os Romanos um local mistico, eles chamavam-lhe Mons Lunae (montes da lua) e desde mto cedo na historia se fala de ruinas lá.
Reflex March 2nd, 2005, 11:13 PM era o chamado forum Reflex, o museu tem estatuas e montes de objectos de uso diario, é fantastico de facto :okay:
:? Aparentemente sou omnipresente no forum, eheh!!! :lol:
Conheço ambas, se bem que a minha paixão é obviamente Conimbriga e os seus fantásticos mosaicos! :okay:
Tenho também por aqui algures algumas fotos sobre as ruinas de Milreu (as maiores e mais bem conservadas do Algarve), se o meu Photobucket hoje já estiver ok, a ver se posto...;)
Arpels March 2nd, 2005, 11:16 PM boa Reflex :okay:, eu do Milrreu so tenho uma :(
Reflex March 2nd, 2005, 11:21 PM Espero que seja do edificio maior. É que desse ficaram todas desfocadas!!!:wallbash:
Arpels March 2nd, 2005, 11:24 PM a que tenho é mas apanha só o edificio ao longe e ao perto ve-se o friso dos peixes na piscina termal!!
Arpels March 3rd, 2005, 02:11 PM Próxima de Alter do Chão, a ponte Romana de Vila Formosa sobre a ribeira da Seda, datada do sec. II DC, tem um tabuleiro de 116 metros de comprimento, desenvolvendo-se sobre seis arcos plenos, todos de idênticas dimensões. Os arcos encontram-se apoiados em pegões quadrangulares, de alvenaria granítica, apresentando molduras salientes na base e talha-mar triangulares a montante. O pavimento é constituído por lajedo de granito aparelhado, apresentando lateralmente guardas de cantarias da mesma natureza
PONTE DE VILA FORMOSA - Alentejo:
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/ponteromanavilaformosa01.jpg?t=1215283386
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/ponteromanavilaformosa02.jpg?t=1215283442
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/ponteromanavilaformosa03.jpg?t=1215283459
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/ponteromanavilaformosa04.jpg?t=1215283477
Fabio March 3rd, 2005, 06:15 PM a conservaçao de Conimbriga é de cair o queixo :eek2:
onde fica localizado esse sitio?
Arpels March 3rd, 2005, 06:24 PM Conimbriga é de longe o mais bem preservado sitio arqueologico Português Fabio, perto das ruinas da cidade tem o museu tambem fantastico pela coleção de artefactos e estuas procedentes da cidade :okay:
Marco Bruno March 3rd, 2005, 06:33 PM onde fica localizado esse sitio?
perto de Coimbra no centro de Portugal
http://teachserv.earth.ox.ac.uk/~geolsoc/map_proj/europe/portugal/portugal_map.gif
Lss911 March 3rd, 2005, 11:24 PM O nosso centum cellas também é um excelente registo de ocupação romana! Aliás a torre fazia parte de um complexo bastante grande e que nem sequer está totalmente investigado, ainda há áreas à espera de escavações arqueológicas!
http://www.ippar.pt/monumentos/imagens_monumentos/sitio_centum.jpg
http://www.ippar.pt/monumentos/imagens_monumentos/sitio_centum2.jpg
(fotos de www.ipar.pt)
Barragon March 3rd, 2005, 11:24 PM Conimbriga é de longe o mais bem preservado sitio arqueologico Português Fabio, perto das ruinas da cidade tem o museu tambem fantastico pela coleção de artefactos e estuas procedentes da cidade :okay:
Arpels conímbriga é maior que miróbriga? em termos de área.... é que penso que em mirógbriga há um campo de corridas daquelas com cavalos a puxar os coches c duas pessoas... penso que miróbriga é maior secalhar se estivesse mais preservado ... coinímbriga fosse o segundo local :cheers:
Reflex March 4th, 2005, 12:14 AM Onde é que é o centum cellas, Lss??? Confesso que há muito ando com curiosidade sobre esse sitio e nunca soube onde era...:|
Reflex March 4th, 2005, 12:22 AM Como prometido, algumas fotos de Milreu, o principal vestigio romano algarvio (fica em EstÓi na zona de Olhão/Faro).
Algumas fotos estão desfocadas...Shame on me! :rant:
http://img.photobucket.com/albums/v245/TheReflexx/22024.jpg
http://img.photobucket.com/albums/v245/TheReflexx/22023.jpg
http://img.photobucket.com/albums/v245/TheReflexx/22031.jpg
http://img.photobucket.com/albums/v245/TheReflexx/22038.jpg
http://img.photobucket.com/albums/v245/TheReflexx/22037.jpg
http://img.photobucket.com/albums/v245/TheReflexx/22041.jpg
http://img.photobucket.com/albums/v245/TheReflexx/22051.jpg
http://www.ippar.pt/patrimonio/itinerarios/alent_algarve/imagens/itin_milreu.jpg
(esta tirei do site do IPPAR...)
Lss911 March 4th, 2005, 12:33 AM Onde é que é o centum cellas, Lss??? Confesso que há muito ando com curiosidade sobre esse sitio e nunca soube onde era...:|
é um monumento impar nas suas características (se calhar a nível europeu) e estudei o monumento há pouco para um exame de história de arte na universidade e é de grande interesse arqueológico, até porque o trabalho todo ainda não está feito!
Freguesia: Colmeal da Torre
Concelho: Belmonte
Distrito: Castelo Branco
Reflex March 4th, 2005, 12:34 AM :okay:
Arpels March 4th, 2005, 01:48 AM Arpels conímbriga é maior que miróbriga? em termos de área.... é que penso que em mirógbriga há um campo de corridas daquelas com cavalos a puxar os coches c duas pessoas... penso que miróbriga é maior secalhar se estivesse mais preservado ... coinímbriga fosse o segundo local :cheers:
é sim Barragon, Conimbriga é a maior area de actuação arqueologica no pais.
Arpels March 4th, 2005, 01:50 AM tens razão Barragon, existe 1 hipodramo, só os vestigios dele alias, vou ver onde tenha a foto dele e depois posto, em Conimbriga esta ainda por escavar o teratro Romano, nota-se o montinho formado pelas ruinas dele!!
Arpels March 4th, 2005, 01:53 AM estão bem boas as fotos Reflex :okay:, tambem tenho algumas de la do Milreu, vou ver se não tenho iguais as tuas e despois posto.
Arpels March 4th, 2005, 01:53 AM Onde é que é o centum cellas, Lss??? Confesso que há muito ando com curiosidade sobre esse sitio e nunca soube onde era...:|
Centum Cellas é em Belmonte!!
JohnnyMass March 4th, 2005, 08:55 AM Conímbriga é realmente demais. Infelizmente nunca lá fui apesar de ter lá passado bem perto umas centenas de vezes, enfim.
Para quem tiver interessado em saber como é que a cidade era no tempo dos romanos, o círculo de leitores tem, ou tinha, um excelente livro sobre o assunto com muitas reconstituições históricas. Eu por acaso tenho uma cópia no meu quarto...em Portugal! RATS!! :bash:
Arpels March 4th, 2005, 11:15 AM aqueles mosaicos com peixes do Milrreu são fabulosos :eek2:
Lss911 March 4th, 2005, 11:59 AM O programa iconográfico de mirleu é de facto muitíssimo bom e está bem conservado em muitas zonas! Repare-se nos motivos marinhos, geométricos e vegetalistas! São soberbos!
Arpels March 4th, 2005, 12:32 PM Lisboa tem tambem alguns vestigios arquologicos Romanos muito interessantes embora tenham sido mto delapidados como o k resta do teatro Romano e o Criptoportico na Baixa.
Fern March 4th, 2005, 02:40 PM E aqueles ruinas/banhos romanos na Baixa por baixo de um banco (ja nao me lembro qual e)? Eu ja la fui mas nao me consigo lembrar ou econtrar nem por nada!!
Arpels March 4th, 2005, 02:44 PM @ Reflex so não tenho de Troia :( tens pai alguma coisa Reflex?
@ Johnny tambem tenho 1 livro que me deram em puto com imagens e recontruções virtuais das ruinas de Conimbriga mas a minha irmã levou td pa Inglaterra :(
@ Lss da a sensação k ja na altura o Algarve seria 1 zona balnear mto apreciada pelos motivos marinhos em grande abundancia em Milreu!!
Reflex March 4th, 2005, 05:23 PM Referes-te a Cetrobriga, Arpels?
Não tenho nada disso...:(
Arpels March 4th, 2005, 05:41 PM ya Cetobriga, não encontro nadika :(
Arpels March 4th, 2005, 09:41 PM SMEAGLEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE 2 piquenas fotos do hipodromo de Mirobriga :okay:
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/mirobrigacirco01.jpg?t=1185972318http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/mirobrigacirco02.jpg?t=1185972338
algo do genero existiu também aqui em Lisboa na zona do Rossio/Restauradores na antiguidade.
Barragon March 4th, 2005, 11:08 PM muito fixe :D é enorme... parece um de Roma .. já fui lá há anos mas lembrome que era muito comprido
Arpels March 4th, 2005, 11:45 PM ops era Barragon e não Smeagle :) este so tem praticamente as pedras rasteiras ao chão o resto ja desapareceu!!
Reflex March 5th, 2005, 12:02 AM Estive lá há cerca de 5 anos e confesso que não me lembro de qualquer hipódromo...:|
Arpels March 5th, 2005, 01:38 PM não é mesmo ao pe das ruinas Reflex mas esta la a placa a indicar!!
Reflex March 5th, 2005, 02:06 PM Ah... Então não devo mesmo ter lá ido. Fui numa visita de estudo no 10º ano e nem sempre estão estruturadas a ponto de se ver tudo...:|
(faz lembrar 1 que fiz no 6º ano, em que eramos para ir à Arrabida e acabou por não dar tempo e a prof. do cimo do castelo de Palmela apontou para 1 serra e disse "Olhem a Arrábida é ali!" É óbvio que ainda hoje não sei porque raio de motivo não a atirei muralhas abaixo!!! :lol: :bash: )
Barragon March 5th, 2005, 04:40 PM Pois Arpels, a distância do hipódromo ao centro das ruínas pode revelar que afinal haveria no local uma grande área habitada .. mas é como todas as ruínas romanas, ainda há algo por descobrir :) querias tirar o curso devido à curiosidade que desperta, mas penso que irias ficar sem trabalho :(
Arpels March 5th, 2005, 07:19 PM poix é uma area fascinante mas uma desgraça de cursso em termos de saidas profisionais :sleepy:
Arpels March 7th, 2005, 12:51 PM Bracara Augusta (Braga), capital da Gallaécia Romana, possui um vasto campo arqueologico, com nucleos de vestigios já musealizados e patentes ao publico, amplamente estudado como comprovam estas visões virtuais da cidade na época aurea do império Romano:
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/bragavirtual02.jpg?t=1203085819
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/bragavirtual01.jpg?t=1203085855
o balneario Castrejo pre-Romano:
como estava quando foi achado :
http://img.photobucket.com/albums/v695/aleck1/braga5.jpg?t=1193217999
actualmente dentro da estação da CP:
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/bragabalneariocastrejo01.jpg?t=1203086123
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/Bragabalneariocastrejo02.jpg?t=1203086145
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/bragabalneariocastrejo03.jpg?t=1203086160
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/bragabalneariocastrejo06.jpg?t=1203086203
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/bragabalneariocastrejo07.jpg?t=1203086243
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/bragabalneariocastrejo08.jpg?t=1203086263
termas do alto da cividade:
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/bragatermas01.jpg?t=1203086639
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/bragatermas02.jpg?t=1203086654
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/bragatermas03.jpg?t=1203086668
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/bragatermas04.jpg?t=1203086696
moeda com busto de Hadrianus (Adriano) encontrada nestas termas:
a domvs de Santiago da qual resta apenas parte do pequeno peristelo que em tempos teve mosaicos mas ao serem retirados para restauro foram danificados de tal forma k se tornou inviavel repo-los in situ:
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/bragadomussantiago01.jpg?t=1203086747
Fonte do Idolo, Santuario rupestre consagrado a deusa Annaba por um nobre Romano da cidade de Arcobriga (ARCOBRIGENSIS) e sua familia, actualmente é parte de um nucleo museologico com edificio próprio para o efeito:
desenho da fonte, se reparem nas inscrições do lado direito a uma k diz NABIAGO, essa é uma das denominações da deusa das aguas ANNABIA (entre vários outros nomes para a mesma deusa dentro do mesmo tipo):
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/bragafontedoidolo01.jpg?t=1203087035
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/bragafontedoidolo04.jpg?t=1203087050
ara aqui encontrada nas obras de desatulhamento da fonte e dedicada á mesma deusa a k foi dedicada a fonte, encontra-se no museu D. Diogo de Sousa:
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/bragafontedoidolo05.jpg?t=1203087125
Lss911 March 7th, 2005, 01:50 PM Em Lisboa tb há sítios arqueológicos romanos:
Além das ruínas do Teatro Romano*, existem outros lugares em Lisboa onde foram encontrados vestígios da mesma época.
Os achados que a Arqueologia tem revelado localizam-se na parte baixa da cidade e na encosta do antigo oppidum (local do actual Castelo de São Jorge). Nem todos estão visitáveis: o inevitável crescimento urbano tem destruído uns e impedido a fruição de outros.
Outros testemunhos são conhecidos apenas através de documentos antigos, caso da ponte de Sacavém ou do aqueduto que vinha de Belas, ambos referidos no séc. XVI pelo humanista Francisco de Holanda, na sua obra Da fabrica que falece há cidade de Lysboa.
in: http://www.museu-teatroromano.net
Olisipo
Estrategicamente implantada junto da embocadura do Tejo, num território de vastos recursos, Lisboa, chamada Olisipo pelos romanos, detinha todas as condições para ser o melhor porto atlântico da Hispânia.
O cônsul Décimo Júnio Bruto, logo no início da romanização*, compreendeu as suas qualidades como ponto militar e fez dela a base de apoio logístico para as campanhas que travou no Norte.
O destaque sempre crescente de Lisboa no contexto do mundo romano, fez com que o Imperador Augusto* lhe concedesse o estatuto de município, com o nome de Felicitas Julia Olisipo.
O tecido urbano
O traçado urbano foi moldado pela geografia do lugar, pelas actividades económicas e pelo modelo de cidade ideal dos romanos.
Entre o actual Castelo e o rio localizava-se a cidade propriamente dita, tendo como centro o forum* civil e administrativo (na zona do Largo da Madalena e da Sé ?).
Um conjunto monumental distribuía-se pela encosta virada ao Tejo, como se de um cenário se tratasse: termas, templos, mercados e teatro.
Uma importante utilização dos recursos marinhos fez surgir numerosas estruturas de apoio, designadamente, fábricas com tanques de salga (cetárias).
Este conjunto de transformação de pescado distribuía-se ao longo da zona ribeirinha e do antigo braço do rio, o esteiro, que atravessava a "Baixa" pela linha da actual Rua Augusta.
Arpels March 7th, 2005, 01:57 PM ya, descobri também que desde a casa dos bicos ate mais o menos a Praça da Figueira é so tanques de salga de peixe Romanos alem do cemiterio ao pé do Rossio, ja visitaste as termas na baixa Lss? são fantasticas, em determinada altura do ano tiram a grelha da estrada e pode-se la ir visitar, fui la uma vez em visita de estudo, temos tambem a dependencia do Milenium eles remodelaram-na toda e quando faziam as obras descobriram mosaicos e sepulturas bem como artefactos que estão expostos nas montras do banco, receberam um premio internacional pela conservação do patrimonio e td :)
Lss911 March 7th, 2005, 02:08 PM Nunca fui, mas soube na semana passada que a dependÊncia do Millenium admite visitantes às 5ªs de tarde, domingos e 4ªs feiras (este dia é o dia das escolas).
Em relação à cena de tirarem a grelha e tal, não sei quando é que costumam de o fazer e se há "requisitos" de acesso específicos. Gostava muito de ir lá. Mas À dependÊncia do Millenium vou lá mal tenha tempo!
Acho que a zona romana de Lisboa está muito bem preservada, no sentido em que os arqueólogos fizeram um excelente trabalho de escavações e a apresentação aos visitantes tb - com aquelas galerias e arcos!
Arpels March 7th, 2005, 02:15 PM pena esse site não deixar ver as colecções Lss :( eu acho fenomenal 1 banco assim, se não é coisa unica numca tinha houvido falar nada igual, nas trazeiras da pa ver o mosaico de 1 compartimento, o prédio foi todo remodelado por dentro e é lindo, sera k deixam visitar sem ser grupos escolares? :?
Lss911 March 7th, 2005, 02:18 PM deixam, aliás eu não me expliquei bem: 4ª feira é que é o dia das escolas lá no millenium. Na 5ª feira de tarde e domingo é para o pessoal to do que quiser! E acho que é grátis ainda por cima!
Arpels March 7th, 2005, 02:31 PM baril :) adoro borlius, tenho de ir visitar akilo tb!!
Lss911 March 7th, 2005, 02:35 PM :okay: vale a pena!
Reflex March 8th, 2005, 09:48 PM O que é esse "idolo", Arpels? Mais concretamente, I mean...
Arpels March 8th, 2005, 10:06 PM é 1 fonte santuario dedicada a deusa Celtica/Iberica das aguas Annaba Reflex!!
Reflex March 8th, 2005, 11:46 PM Acho-o fantástico! :eek: Mas pensei que a envolvente, todas as outras pedras que se vêm por detrás também fizessem parte, que fosse parte de algum tipo de edificio...;)
Arpels March 8th, 2005, 11:52 PM as pedras por traz são um muro, aqui na foto não da pa ler mas na foto k tenho le-se perfeitamente em Latim o k la diz, so percebo Antonivs o resto é latim :), tera sido parte do pateo de uma casa e esta encostado a uma fonte!!
Arpels March 3rd, 2006, 11:07 PM decidi reabilitar este thread com fotos novas e dar-lhe continuidade :banana:
Barragon March 3rd, 2006, 11:18 PM Fazes tu senão bem... :okay:
Arpels March 3rd, 2006, 11:24 PM obrigado, tenho coisas novas k valem a pena :okay:
Puto March 3rd, 2006, 11:26 PM venham ela Arpels :D nós adoramos as tuas antiguidades :banana:
Arpels March 3rd, 2006, 11:32 PM A villa de S. Cucufate fica situada em Vila de Frades, no concelho da Vidigueira. A sua longa e diversificada história começa com a ocupação do local a partir do Neolítico Final, tendo sido depois habitado por uma população pré-romana. Foi só em meados do século I d.C. que seu deu lugar à construção de uma villa, de condições e dimensões ainda muito rústicas, mas que adivinhava já a implantação ou reconstrução de uma nova villa adaptada às necessidades arquitectónicas, estéticas e funcionais da época, ou seja do século II d.C.. Só no século IV d.C., grande parte da villa que constituia uma miscelânea entre a primeira e a segunda, foi praticamente demolida, tendo apenas restado alguns alicerces. Uma nova construção foi edificada, desta vez apresentando estruturas de tipo palaciano, que perduraram no tempo até hoje. O edifício foi abandonado aquando das grandes invasões bárbaras, e só voltou a ser ocupado, mais tarde, por volta do século X d.C., pelos muçulmanos, que fizeram da villa um mosteiro. De novo abandonado pelos seus ocupantes, aquando da Reconquista Cristã, no século XII, só voltou a ter vida no século XIII, onde se estabeleceu um convento, que permaneceu até ao século XVI e cujo santo padroeiro deu o nome ao edifício que é hoje S. Cucufate. Apesar de ter sido evacuada provavelmente com a ameaça de ruir, a villa manteve a sua capela, cujo culto foi perpetuado até ao século XVIII.
As sucessivas comunidades monásticas que habitaram S. Cucufate souberam, em parte, preservar o património deixado pelos romanos, ao deixarem incólume a residência senhorial, mas arruinaram consideravelmente o espaço destinado à pars rustica, implantando lá um cemitério para os monges, local onde se situava a residência do feitor.
Monumento de altíssimo valor e extremamente bem conservada, a villa de S. Cucufate ficava situada na circunscrição administrativa de Pax Iulia, tendo esta cidade sido, provavelmente, a sua grande cliente no mercado do vinho, do pão e do azeite, uma vez que esta produção ficou atestada pela descoberta de grainhas de uvas perto de uns pesos de prensas, e pelo respectivo lagar.
A villa contornada por um ribeiro possuia uma área circundante de terrenos fertéis e cultiváveis, e em redor destes, ricos pastos e bosques. Esta grandiosidade poderia supor que a villa pertenceria a um rico proprietário e que as suas terras constituiam um latifúndio. Apesar desta suposição, não foram encontradas quaisquer inscrições que revelassem o nome da família, ou famílias, que habitaram a villa, até ao século IV d.C..
aspecto da vila:
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/scucufate01.jpghttp://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/scucufate02.jpg
Puto March 3rd, 2006, 11:50 PM Lindas fotos :D és um espetáculo Arpels :yes:
Arpels March 4th, 2006, 12:25 AM obrigado ;)
monumento funerario Neolitico, possivelmente usado tb local de culto religioso, trata-se da maior anta conhecida em Portugal (8m altura), fica "perto" de Évora e é constituida com a classica camara (7m de largo) e corredor longo (12mX1.5/2m), a sua construção deverá situar-se entre 3000 AC e 2000 AC ou seja 5000 a 4000 anos atrás :eek2:
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/1antazambujeiro01.jpg
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/1antazambujeiro02.jpg
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/1antazambujeiro03.jpg
aquando dos trabalhos arqueologicos de recuperação do monumento iniciados em 1965, foi encontrado um vasto espoleo de caracter ritual e de adorno do qual tenho a foto de um colar de contas, o restante material esta exposto no museu de Èvora:
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/1antazambujeiro04.jpg
Arpels March 4th, 2006, 01:57 PM anexo as ruinas aqui estão fotos de alguns dos expositores e de material arqueologico encontrado durante as escavações:
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/monografico01.jpg
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/monografico02.jpg
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/monografico03.jpg
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/monografico04.jpg
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/monografico05.jpg
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/monografico06.jpg
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/monografico07.jpg
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/monografico08.jpg
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/monografico09.jpg
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/monografico10.jpg
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/monografico11.jpg
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/monografico12.jpg
leão proviniente do estado do SCP em Conimbriga :)
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/monografico13.jpg
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/monografico14.jpg
Barragon March 4th, 2006, 03:29 PM Tem de facto muitas peças mesmo :yes:
Barragon March 5th, 2006, 05:37 PM Arpels podias meter conímbriga e miróbriga neste sub forum.
http://www.skyscrapercity.com/forumdisplay.php?f=657
Arpels March 6th, 2006, 06:15 PM mas são estações arqueologicas inteiras e não monumentos isolados Barra :dunno: de resto tb nimguem visita :( ainda a pouco tempo pus em Meadle Ages a igreja da Graça e so duas pessoas la foram dizer algo!!
Arpels March 7th, 2006, 11:15 PM ja é do conhecimento aqui do pessoal a descoberta de um sitio arqueologico no Martim Moniz na zona em que esta prevista a construção de um empreendimento da EPUL, de qualquer das formas aqui esta a noticia mais detalhada, é so passa-la para o desktop, aumentar e ler:
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/MartimMoniz01.jpg
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/MartimMoniz02.jpg
JohnnyMass March 8th, 2006, 10:41 PM lá vai o empreendimento parar mais uns anos...
Arpels March 8th, 2006, 10:45 PM ya bom mas ao menos é certo k o terreno sera liberado para o empreendimento :yes:
JohnnyMass March 9th, 2006, 12:10 AM vamos lá ver é quando...
Barragon March 9th, 2006, 12:16 AM E onde vão por essas cenas??
Arpels March 9th, 2006, 12:29 AM ira ser retirado o expolio removivel o resto sera tapado ou provavelmente removido para fazer os alicerces dos predios, não se pode preservar td o que aparece de ruinas :yes:
Barragon March 9th, 2006, 12:39 AM Então e não estás contra???
Arpels March 9th, 2006, 12:44 AM não, entendo k nem tudo é possivel salvar, se se salva-se td o k aparece nas nossas cidades em termos de arqueologia não se fazia nada, cada vez k se cava nas zonas velhas aparece sempre algo :dunno: alem do mais seria um crime manter a zona em questão no estado em k esta.
Barragon March 9th, 2006, 12:49 AM De facto.... mas pronto... tenta-se tirar o máximo e depois o resto vai tudo com o catano!
Arpels March 9th, 2006, 01:05 AM segundo consta tera aparecido bastante espolio, vai para o museu da cidade aonde estão por exemplo algumas estelas do cemiterio da Praça da Figueira k teve de ser destruido em parte porcausa do metro, tenho la fotos delas no trabalho quando puder posto :yes:
Barragon March 9th, 2006, 01:54 AM Está bem Arpels ... achas que vão para um bom local??
Arpels March 9th, 2006, 01:59 AM relativo, o museu é uma vergonha para o k pretende transmitir mas prontos, preferia k tivessem pegado nos vestigios e os tivessem incluido numa estação de metro em exposição, teria mais visitantes de certeza!!
Barragon March 9th, 2006, 02:07 AM Concerteza..... mas sempre se por numa loja de roupa... assim por baixo :D
Arpels March 9th, 2006, 02:17 AM depois so olhavam pa miuda da loja ne? :bash:
:rofl::rofl:
Barragon March 9th, 2006, 02:32 AM :lol: entravamos na loja só para ver aquilo e compras nada :D
Arpels March 9th, 2006, 02:34 AM ves o monumento ja não ves mais nada :D
JohnnyMass March 9th, 2006, 03:13 AM vamos lá a ver o que vai acontecer.
Arpels March 9th, 2006, 03:33 AM é coisa pa durar Jikas :yes:
Barragon March 9th, 2006, 01:21 PM Eu não estou contente com isso ...
Arpels March 9th, 2006, 03:33 PM mas tens de ficar :tongue::D
JohnnyMass March 9th, 2006, 05:26 PM quem espera sempre alcança!:D
Barragon March 9th, 2006, 06:56 PM Já estou à espera do metro no terreiro do paço e nada :(
Arpels March 9th, 2006, 07:18 PM tem paciencia, é melhor apanhares um autocarro se não não sais dai :rofl::rofl:
Barragon March 9th, 2006, 07:33 PM :D :crazy2:
Arpels March 9th, 2006, 07:44 PM :D
Barragon March 9th, 2006, 08:08 PM :wallbash:
Arpels March 9th, 2006, 08:20 PM melhor fazeres grafitis, das cabo da cabeça :rant:
Barragon March 9th, 2006, 08:28 PM :badnews:
JohnnyMass March 10th, 2006, 02:16 AM já é a segunda vez que te atiras do prédio hoje!!!:eek: tens 9 vidas como os gatos?:D
Puto March 10th, 2006, 02:59 PM :lol: é por causa do divino.. o Barra foi abençoado no encontro :lol:
Barragon March 10th, 2006, 04:23 PM Estou todo partidinho :lol:
JohnnyMass March 11th, 2006, 12:30 AM tadinho do bichaninho...:lol:
Arpels March 11th, 2006, 12:56 AM de cada vez k se amanda la tem de ir a CML ca agulheta limpar a rua :ohno:
napolit March 11th, 2006, 11:27 PM Adorei as fotos dos locais que pusisteis, nao conhecia nenhum exceito conimbriga e as antes que ficam perto de Évora, onde já estive :P. Estou asombrado, nao conhecia que havia tantos restos romanos em portugal, pensava que havia muito menos lol
Arpels March 12th, 2006, 12:06 AM a muitos sitios arqueologicos Romanos, a zona mais rica em vestigios desta civilização é de longe o Alentejo que era uma zona de produção de cereais na antiguidade :yes:
Arpels March 12th, 2006, 12:23 AM Os primeiros vestígios desta Villa foram encontrados em 1947 por um agricultor que andava a lavrar os campos.
A vila romana pertencia a uma família muito rica chamada Basilli e era uma vila essencialmente agrícola, pois existem vestígios do que era o lagar de azeite e os celeiros.
Actualmente pode-se ver na estrutura da casa da familia o local onde os senhores faziam ginástica e onde tomavam banhos e também onde as crianças brincavam.
A casa tinha muitos quartos, cozinha e salas cobertos de mosaicos com motivos florais e geometricos.
Ainda lá se encontram alguns desses mosaicos, outros foram levados para Monforte e Lisboa onde estão expostos em museus.
Para os servos e serviçais, também havia termas, mais modestas que as do senhor da casa.
Nestas ruínas também podemos ver o que resta da Basílica Paleo-Cristã e o Batistério, que é um dos mais raros da Península Ibérica devido á sua configuração.
mapa do sitio arqueologico de Torre de palma:
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/torrepalmamapa.jpg?t=1192200372
a domus:
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/torrepalmadomus01.jpg?t=1192200311
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/torrepalmadomus02.jpg?t=1192200064
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/torrepalmadomus03.jpg?t=1192200167
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/torrepalmadomus04.jpg?t=1192200183
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/torrepalmadomus05.jpg?t=1192200199
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/torrepalmadomus06.jpg?t=1192200221
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/torrepalmadomus07.jpg?t=1192200240
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/torrepalmadomus08.jpg?t=1192200254
a basilica Paleocristã, com absdide na cabeçeira, cuja separação em 3 naves era feita por dua fiadas de colunas das quais so restam as bases:
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/torrepalmabasilica01.jpg?t=1192198714
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/torrepalmabasilica02.jpg?t=1192198773
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/torrepalmabasilica03.jpg?t=1192198823
o batisferio aonde eram batizados os Cristãos, a sua configuração em forma de cruz de Lorena é rara (encontra-se junto á basilica numa estrutura feita especialmente para o proteger das intemperies:
cruz de lorena (para dar ideia do feitio do baptisferio):
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/torrepalmabaptisferio04.png?t=1192198860
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/torrepalmabaptisferio01.jpg?t=1192198938
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/torrepalmabaptisferio02.jpg?t=1192198918
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/torrepalmabaptisferio03.jpg?t=1192198895
algum do espolio praticamente todo ele a posse e guarda de vários museus do pais (alguns mosaicos actualmente em museus e ceramica):
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/torrepalmaceramica1.jpg?t=1192198514
mosaico com motivos geometricos (sec. II/III):
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/torrepalmamosaico.jpg?t=1192199090
mosaico dos cavalos e pormenor de um dos cavalos:
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/torrepalmamosaicodoscavalos1.jpg?t=1192199137
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/torrepalmamosaicodoscavalos2.jpg?t=1192199152
mosaico das musas:
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/torrepalmamosaicodasmusas1.jpg?t=1192199188
mosaico do triunfo de Baco (deus do vinho):
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/torrepalmamosaicotriunfodebaco.jpg?t=1192199255
Arpels March 21st, 2006, 04:53 PM mais um sitio arqueologico, Vila Romana da Abicada:
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/vilaromanaabicada01-1.jpg?t=1185973965
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/vilaromanaabicada02-1.jpg?t=1185974123
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/vilaromanaabicada03-1.jpg?t=1185974142
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/vilaromanaabicada04-1.jpg?t=1185974161
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/vilaromanaabicada05-1.jpg?t=1185974181
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/vilaromanaabicada06-1.jpg?t=1185974200
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/vilaromanaabicada07-1.jpg?t=1185974225
Arpels October 25th, 2006, 06:57 PM A villa de Casais Velhos situa-se a caminho da praia do Guincho, pouco depois de passada a povoação da Areia. As suas ruínas já eram conhecidas de longa data - por isso deram ao sítio o nome sugestivo de Casais Velhos.
As primeiras intervenções arqueológicas organizadas tiveram lugar no ano de 1945, tendo sido orientadas por Afonso do Paço e Fausto de Figueiredo. Durante os anos de 1968, 1970 e 1971, D. António de Castelo Branco e Octávio da Veiga Ferreira efectuaram campanhas de limpeza e consolidação das ruínas.
É ainda visível uma parte do aqueduto que trazia água de uma nascente próxima para um tanque situado sensivelmente a meio das ruínas, a partir do qual se alimentava o complexo termal situado a poucos metros de distância, onde encontramos pequenas banheiras semi-circulares e a zona dos banhos quentes.
Na parte setentrional da villa foram postos a descoberto diversos compartimentos, dois deles dotados de «cubas» com encaixe para tampa hermética. Este pormenor e a descoberta de uma grande quantidade de conchas de múrex, põem a hipótese de os ocupantes da villa se terem dedicado à indústria da tinturaria da púrpura.
A villa possuía três locais distintos de enterramento, dois a sul e um a poente. As sepulturas eram do tipo caixa, delimitadas por esteios de calcário afeiçoados, sendo alguns deles cantarias de antigas estruturas. Os esqueletos encontravam-se na posição de decúbito dorsal, voltados a nascente.
O espólio arqueológico resultante das campanhas de escavação não foi muito abundante, sendo de referir várias moedas datáveis de entre os anos 205 e 450 da nossa era, o que sugere uma ocupação mais intensa do local exactamente nos finais do Império Romano do Ocidente. De realçar também, uma moeda ainda envolta no tecido de linho (exemplar raríssimo e do maior interesse histórico); uma agulha de bronze; brincos de bronze; uma bilha com decoração no bojo e uma lucerna (datável, pela forma, dos séculos III ou IV da nossa era):
complexo termal:
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/casaisvelhos01.jpg
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/casaisvelhos02.jpg
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/casaisvelhos03.jpg
cubas onde se fabricava a "purpura":
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/casaisvelhos04.jpg
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/casaisvelhos05.jpg
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/casaisvelhos06.jpg
daniel322 October 26th, 2006, 12:38 AM essas n conhecia
Arpels October 26th, 2006, 12:53 AM a Abicada esta a ser divulgada a pouco tempo e ainda ha mto para fazer na recuperação dela :yes:
Reflex October 26th, 2006, 11:38 PM http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/tpalma17.jpg
Já agora, estava aqui a ver esta imagem e lembrei-me da calçada portuguesa... será que derivada ou foi inspirada nos mosaicos romanos? (nunca tinha traçado paralelismo entre as 2 coisas...)
Arpels October 27th, 2006, 12:00 AM segundo alguns historiadores ha uma relação sim :yes: a primeiracalçada apareceu no final do sec. XIX no Rossio em Lisboa, epoca em que havia um grande interesse em td o que era antiguidades, dai este ponto de vista deles!!
O Prof Godin October 27th, 2006, 03:27 AM De facto a difusão da calçada dita à portuguesa no espaço público fez-se a partir da sua primeira utilização em massa do Rossio no século XIX. Como sempre, generalizou-se a todo o pais. Em Coimbra existe uma depurada aplicação nas ruas que circundam o Instituto Maternal Bissaya Barreto, eventual desenho de artista (?) dos anos 40 a 50, relacionado com a construção do jardim do Liceu e do Instituto. Mas também esta é padronizada, isto é recorre a um molde e repete o desenho. Em arquitectura costuma-se designa-la por calçadinha de vidraço, pela utilização de um determinada pedra calcária e pela dimensão do cubo. Penso que o cubo original deveria ter uma dimensão de 4x4 na superfície. Ultimamente tenho visto a sua aplicação irregular e de dimensão variada, perdendo toda a sua graça.
Mas a sua utilização vêm seguramente do mosaico romano. Em alguns casos como na Casa das Brolhas, Lamego, e nas casas da Lousã aparece o que se chamava inicialmente calcada à portuguesa. São “pequenos” painéis artísticos que revestem os átrio de entrada, interiores em relação à rua. A pedra utilizada é o seixo do rio ou pedra rolada e era colocada ao alto. Permitia uma maior imaginação artística e mais detalhe. A sua difusão faz-se a partir do século XVI, evoluindo para a forma actual no século XIX.
Arpels October 27th, 2006, 11:55 AM sim pode-se considerar esses exemplos k deste e alguns outros como uma fase inicial da calçada Portuguesa sem duvida :yes:
Arpels October 27th, 2006, 02:57 PM desta cidade resta pouco a superficie estando grande parte nas camadas do subsolo da Baixa Lisboeta, contudo do que resta a maioria é visitavel (neste caso é o NARC dentro das intalações do Millenium) e a cronologia do que é visitavel vai desde o sec. VI/III BC ate pelo menos o sec. V AC e esta espalhado pela cidade e pelos museus da cidade.
ruinas de casas Punicas datadas de entre o sec VI/III BC, as pedras ao meio das casas eram as possiveis lareiras/fogoes e dispunham apenas de um compartimento, num dos cantos de uam das casas ve-se o que resta de um poço Romano:
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/DSC04422.jpg
os restos de uma casa Romana abastada do qual so existe parte do balneario da casa com a piscina e um dos arcos do hipocausto e os mosaicos do peristelo datados do sec. III AC, dos mosaicos so resta um bocado porque grande parte foi destruida para fazer uma forja e forno no sec. XVIII forja da qual se ve aquela estrutura redonda e o forno inteiro ja sem a abobada:
a parte do hipocausto, salas subterraneas aonde se aqueciam com a queima de lenhas as salas exteriores dos banhos, grande parte do hipocausto esta soterrado para la da parede do edificio Pombalino que alberga estas ruinas:
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/olisipocasaromana01.jpg
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/olisipocasaromana02.jpg
a piscina:
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/olisipocasaromana03.jpg
do lado de fora da piscina o mosaico e parte da forja oitocentista:
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/olisipocasaromana04.jpg
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/olisipocasaromana05.jpg
o forno:
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/olisipocasaromana06.jpg
os tanques de salga de peixe e feitura do GARRUM, molho a base de peixe que se exportava em anforas pera todo o mundo Romano, ainda existem anforas e loiça Romans da epoca, os tanques vão desde a caso dos Bicos ate quase ao Rossio so estando uma parte a vista:
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/olisipotanquessalga01.jpg
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/olisipotanquessalga02.jpg
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/olisipotanquessalga03.jpg
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/olisipotanquessalga04.jpg
este tanque tem agua, quando as marés de inverno chegam eles enchem bastante:
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/olisipotanquessalga05.jpg
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/olisipotanquessalga06.jpg
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/olisipotanquessalga07.jpg
este tanque foi usado no sec. V para enterrar um indeviduo do sec. masculino, esta deitado de bruços e parte do esqueleto dos joelhos para baixo esta para la do edificio, o tanque foi escavado de um dos lados para porem uma lapide com o corpo em cima, nesta epoca os tanques ja não tinham utilização comercial:
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/olisipotanquessalga08.jpg
o criptoportico, com entrada na rua da Conceição descoberto no sec. XVIII, encontram-se submersas grande parte do ano sendo apenas visitaveis quando as marés estão ao nivel mais baixo e as galerias ficam parcialmente sem agua:
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/olissippocripto01.jpg
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/olissippocripto02.jpg
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/olissippocripto03.jpg
entre o teatro e o criptoportico temos as lapides das pedras negras, são 4 lapides epigrafadas, ja aqui foram postadas, são o que resta do templo de Cibele, descoberto na decada de 40 do sec. XVIII.
tem escrito o seguinte:
lapide 1) MERCVR.../ CAESA.../ AVGVST.../ C. IVLIVS F. IU.../ PERMISS V. DEC.../ DEDIT. F...;
lapide 2) DEVM MATR / T. LICINIVS / AMARANTIVS / V. S. L. M.;
lapide 3) L. CAECILIO. L. F. CELERI. RECTO. / QVAEST. PROVINC. BAET. / TRIB. PLEB. PRAETORI. FEL. IVL. / OLISIPO; esta é a lapide maior nas fotos e é a mais importante visto disipar qualquer duvida sobre o nome antigo da cidade, trata-se de uma homenagem a um pretor da provincia da betica (actual Andaluzia) feita pelo povo de Felicitas Ivlia Olisipo.
lapide 4) MATRI DE / VM MAG. IDAE / A FRHYG. T. L. / LYCH CERNO / P. H. R. PERN. IIVI / CASS. ET CASS. STA. / M. AT. ET AP. COSS. GAI
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/olisipolapides2.jpg
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/olisipolapides1.jpg
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/olisipolapides3.jpg
a lapide maior:
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/olisipolapides5.jpg
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/olisipolapides6.jpg
a ultima quem sobe a rua:
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/olisipolapides4.jpg
dois pedestais de estatuas dos deuses Esculapio (encontrado na rua da Prata) e do deus Apolo (encontrado na rua das Canastras), ambas no MNA:
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/olisipopedestalesculapioruadaprata.jpghttp://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/olisipopedestalapoloruadascanastras.jpg
parte de um sarcofago encontrado no convento de Chelas (MNA):
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/sarcofagoconventodechelaslisboasecI.jpg?t=1218635195
o museu do teatro Romano com o que resta do teatro reconstruido na epoca de Nero, numa parte esta o sitio onde estava o palco e noutra as colunas ( fustes, bases e capiteis) e estatuas (2 Silenos) encontradas in situ:
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/olisipoteatroromano05.jpg
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/olisipoteatroromano01.jpg
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/olisipoteatroromano02.jpg
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/olisipoteatroromano03.jpg
pormenor de um dos Silenos:
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/olisipoteatroromano04.jpg
no museu da cidade temos as lapides funerarias epigrafadas encontradas quando se contruio o metro na necropole Romana da Praça da Figueira:
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/olisipolapide1.jpg
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/olisipolapide2.jpg
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/olisipolapide3.jpg
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/olisipolapide4.jpg
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/olisipolapide5.jpg
Barragon October 27th, 2006, 04:41 PM Desconhecia as de cascais :eek:
Belo post Arpels... muito completo!
Arpels October 27th, 2006, 06:36 PM este post engloba Lisboa antiquerrima toda ate novas descobertas :yes:
Arpels October 31st, 2006, 03:59 PM Sitio arqueologico do castelo da Lousa - Aldeia da Luz - Alentejo
O chamado Castelo da Lousa, também denominado como Castelo Romano da Lousa, localiza-se na antiga aldeia de Nossa Senhora da Luz, Freguesia da Luz (Mourão), Concelho de Mourão, Distrito de Évora, em Portugal.
Erguido no alto de uma escarpa em posição dominante sobre o rio Guadiana, cuja travessia vigiava, na realidade trata-se de uma fortificação romana de pequenas dimensões, de planta retangular, em aparelho de xisto, material abundante na região. Este sítio arqueológico, testemunho da ocupação romana da península Ibérica, foi datado entre o século II e o século I a.C..
Aquando da construção da barragem de Alqueva, uma das acções desenvolvidas foi um levantamento arqueológico-topográfico actualizado dos vestígios da fortificação romana, optando-se por preservá-los para as futuras gerações. Essa tarefa foi empreendida através do envolvimento dos vestígios com sacos de areia, cobertos por sua vez com uma pasta especial de cimento, visando evitar o desgaste provocado pelas águas.
O castelo da Lousa jaz actualmente debaixo das aguas da barragem de Alqueva.
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/castelodalousa1.jpghttp://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/castelodalousa2.jpg
MarcoSousa November 2nd, 2006, 06:24 AM Mas q grandes otarios, uma lapide romana com uma caixa de ar-condicionado em cima. Meus amigos... only in Portugal.
Arpels November 7th, 2006, 02:52 PM http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/06032006.jpg
foto dos tanques:
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/tanquesromanosbelem.jpg
Arpels November 7th, 2006, 02:54 PM http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/25092006.jpg
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/galegos1.jpg?t=1201890940
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/galegos2.jpg?t=1201890741
Arpels June 25th, 2007, 04:46 PM mais um sitio arqueologico situado no lugar do Freixo, concelho de Marco de Canaveses, trata-se de uma cidade inteira.
http://www.tongobriga.net/pt/sitio_arqueo.html
tuga14 June 25th, 2007, 05:09 PM Disconhecia, há um tempo atrás, parece me interessante a cidade romana:okay:
Arpels June 25th, 2007, 05:13 PM é interessante sobre vários aspectos, é das cidades Romanas em territorio Portugues k melhor exemplificam a adaptação da cultura castreja a cultura Romana, algumas casas foram feitas sobre casas castrejas de planta redonda e o balneario castrejo ainda lá esta também :yes:
pedrodepinto June 25th, 2007, 05:27 PM é interessante sobre vários aspectos, é das cidades Romanas em territorio Portugues k melhor exemplificam a adaptação da cultura castreja a cultura Romana, algumas casas foram feitas sobre casas castrejas de planta redonda e o balneario castrejo ainda lá esta também :yes:
Bem conservado, não haja dúvida :yes:!
Arpels June 25th, 2007, 05:28 PM ja houvi falar em circo mas não sei nada de concreto, sera desta um circo Romano em razoavel estado de conservação? :happy:
pedrodepinto June 25th, 2007, 05:30 PM ja houvi falar em circo mas não sei nada de concreto, sera desta um circo Romano em razoavel estado de conservação? :happy:
Isso seria estupendo :happy:!
tuga14 June 25th, 2007, 05:40 PM sem duvida que sim!!:D
Arpels August 2nd, 2007, 01:01 PM Villa Romana da Freiria, situada no concelho de Cascais esta villa Romana, datada dos sec. II a IV, é formada por vários edificios, contem mosaicos na parte da habitação senhorial, de acordo com a camara municipal, não é possivel ainda possivel visitar as ruinas estando em curso a elaboração do plano de pormenor da área envolvente da villa romana de Freiria de forma a k possa no futuro ser visitado pelo publico, as fotos reportam-se as termas da villa que são a parte melhor preservada do conjunto:
quadrante solar:
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/freiria11.jpg?t=1194340218
mosaico:
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/freiria10.jpg?t=1194340230
a vila:
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/freiria0.jpg?t=1186486048
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/freiria1.jpg?t=1186486178
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/freiria2.jpg?t=1186486199
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/freiria3.jpg?t=1186486211
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/freiria4.jpg?t=1186486228
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/freiria5.jpg?t=1186486245
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/freiria6.jpg?t=1186486265
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/freiria7.jpg?t=1186486287
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/freiria8.jpg?t=1186486300
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/freiria9.jpg?t=1186486323
Arpels August 27th, 2007, 04:34 PM A cidade romana de Collippo é referida desde o século 1 pelos autores latinos como sendo um povoado túrdulo situado na faixa atlântica entre Conimbriga e Eburobrittium.. Os Túrdulos eram um povo ibérico que viviam na região de Cádiz e que, a certa altura, emigraram para o actual território português, tendo-se fixado na região de Leiria uns 300 ou 400 anos antes de Cristo. Teriam escolhido o Outeiro de S. Sebastião para fixar um grande povoado, com certeza devido às suas excelentes condições geo-estratégicas. Este Outeiro, todavia, deveria ser já habitado, pois nas escavações efectuadas ali no Verão passado encontraram-se alguns fragmentos de cerâmica pré-histórica. Aquelas mesmas escavações permitiram recolher algumas cerâmicas pré-romanas, provavelmente dos túrdulos, que parece terem escolhido o ponto mais alto do morro de S. Sebastião, onde está hoje o depósito de água, para edificarem o seu povoado. Infelizmente, hoje em dia poucas são as provas da presença destes povos pré-romanos no local, já que o cabeço de S. Sebastião foi totalmente destruído ao longo deste século pelos trabalhos de remoção de terras e extracção de areias que ali teve lugar. O monte onde está hoje o depósito de água, que há umas décadas atrás era bem mais alto, teria sido o local onde se iniciou a história de Collippo, que, começando por ser um povoado pré-romano, rapidamente se transformará ao longo dos primeiros séculos da nossa Era na cidade mais importante da região leiriense. O próprio termo “Collippo” resulta da junção da palavra latina “Coilis”, que significa colina, outeiro, com o radical túrdulo “-ippo” que significará povoado ou povoado fortificado. O termo Collippo, ele mesmo testemunha então a união entre os túrdulos e romanos significando povoado ou cidade da colina. No lugar onde se elevou a cidade de Collippo subsistia, nos primeiros tempos do povoamento leiriense, na Idade Média, o paço de um rico homem chamado Randufo ou Randulfo, como uma das testemunhas que subscreve o foral de Leiria de 1142 Randulfus Zoleimaiz. Este foral refere o local como um núcleo de povoamento merecedor de expressa protecção jurídica, já que, para além de Leiria, aparece ali demarcado para efeitos de justiça Leirenam et Heirenam riuulos et usque ad Palatium Randulfi. Passado alguns anos, em 1152, já este Palácio de Randiilfo será freguesia, devendo então, com certeza, existir uma igreja matriz. Esta será pois uma das mais antigas igrejas da área de Leiria e, nos inícios do século XIII, num documento de 1211, Sancti Sebastiani de palacio de randulfo é citado como uma das poucas ermidas que então se espalhavam pelo extenso termo leiriense. As ruínas da antiga cidade que então deveriam marcar aquela paisagem, justificariam, certamente, o destaque que se atribuía ao local. Aliás, a reutilização de sítios antigos pelas igrejas e primeiros núcleos de povoamento cristão nada tem de extraordinário, sendo isso mesmo preconizado por vários bispos desejosos de cristianizar sítios herdeiros de um longo passado cultural. A importância do local nesta altura, e eventual riqueza da sua ermida, é testemunhado arqueologicamente por uma chapa de cobre adornada de esmaltes com policromia brilhante, fazendo parte de um relicário saído das oficinas de Limoges, e datável da primeira metade do século XIII. A peça achada em S. Sebastião, em 1912, a grande profundidade, foi adquirida pelo então Museu Etnológico de Lisboa (O de mv. 4625). Os frades de Santa Cruz, que por esta altura possuiriam uma herdade próxima do local acabariam por estender o seu domínio às propriedades onde teve assento a cidade romana. Assim, num documento de 3 de Abril de 1544, os frades crúzios emprazavam de novo aquelas terras a domjnguos Carreyra morador em ha quintã de som sabastiam que d amtyguamente se chamaua ho paço de Rendulfo mas com a condiçam que nam deixem nem comsytam leuar nhuua pedra grande nem pequena dos Edefiçios antiguos da dita qujnta pera outras hobras de fora deila. Estes Edefiçios antiguos só poderiam ser as ruínas da antiga Cllippo. A proibição de se retirarem pedras da quinta para hobras de fora deila, visa, certamente, acabar com uma prática até aí muito frequente e de tal forma significativa que merece uma atenção particular no documento. Tal prática de delapidação das estruturas romanas já seria corrente, pelo menos, desde meados do século XII, altura em que o local serviu de fonte de abastecimento de matéria-prima nas obras de construção do castelo de Leiria. O desmantelamento das ruínas do antigo burgo romano continuaria até ao nosso século. Em 1909, Tavares Proença Júnior teria comprado uma inscrição funerária que, segundo diz nos seus manuscritos guardados no museu de Castelo Branco, teria aparecido ao retirarem pedra das ruínas das edificações do oppidum.
Estas sucessivas delapidações ao longo dos séculos servem para nos ajudar a entender a actual ausência de estruturas bem visíveis e claramente esclarecedoras de ali ter existido uma cidade antiga da qual so restam alguns vestigios dos quais se salienta uma grande estatua de magistrado Romano (estatua de togado) e um mosaico também de grandes proporções (mosaico do hipocampo) e uma cabeça descomunal de Minerva pertencente a uma colecção particular:
mosaico do hipocampo:
http://img.photobucket.com/albums/v244/Arpels/collipomosaicohipocampo2.jpg?t=1218635069
estatua de togado:
http://img.photobucket.com/albums/v244/Arpels/collipotogado1.jpg?t=1218635014
Cabeça de estatua de Minerva:
http://img.photobucket.com/albums/v244/Arpels/collipominerva3.jpg?t=1218635028
Arpels August 27th, 2007, 05:35 PM http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/06032006.jpg
foto dos tanques:
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/tanquesromanosbelem.jpg
este fim de semana passei lá neste sitio e um senhor das obras disse-me k já não existe nada disto :sleepy:
tuga14 August 27th, 2007, 05:39 PM Já não existe nada disso?:ohno:
Isto só visto....:|
Arpels August 27th, 2007, 05:41 PM :ohno: disseram de inicio k talvez se aproveitassem alguns tanques mas pelos vistos foi td destroido, avaliando o k o homem disse...
tuga14 August 27th, 2007, 05:42 PM Pois, em Portugal já se estava á espera disto... plo menos que deixassem alguns dos tanques....
Arpels August 27th, 2007, 05:45 PM é a ganancia a sobrepor-se ao patrimonio da cidade :(
tuga14 August 27th, 2007, 05:58 PM pois, e também a ignorancia e especulação imobiliaria...:|
Arpels August 27th, 2007, 06:08 PM e este caso ainda veio a publico, ha casos k nem temos conhecimento :bash:
tuga14 August 27th, 2007, 06:14 PM Faço ideia dos que nem se quer vieram a publico...pois, devem ser muitos mesmo, olha tenho aqui em Rio Maior vários exemplos de casos destes, um é da retirada dos tectos acaixotados do 1º andar da Casa Senhorial que iriam para um suposto restauro e que nunca mais voltaram para lá, outro caso é a destruição parcial de uns muros (não sei se sao medievais) aqui ao pé da minha casa, naquele sitio das ruínas medievais... e isto agora está num estado deplorável, partiram uma parte dos muros á já algum tempo e ainda está assim, até começou a crescer grandes ervas de aninha em cima deles:| agora vê que não acontece só em Lisboa :bash:
Arpels August 27th, 2007, 06:21 PM é assim, nalguns casos é impossivel deixar ficar as estruturas mas pelo menos deve-se tornar publico a descoberta e recolher o máximo de artefactos e fotos dos sitios para memória futura, ás veses durante construção de n de edificações acham estructuras e não comunicam as autoridades por várias razões, as veses porque de facto as autoridades demoram a mandar tecnicos para estudarem os achados e as obras ficam paradas e outras veses para não se chatearem e por puro desinteresse a não ser o interesse económico, se fosse só em Lisboa.
tuga14 August 27th, 2007, 06:25 PM Pois, mas aqui é por pura ignorancia por parte do shore presidente, empregados camarários e etc... o que vale é que ainda existe aqui um arqueólogo na cidade, mas que nada ou quase nada faz, pois o presidente não investe capital na arqueologia e no património antigo da cidade...
Arpels August 27th, 2007, 06:34 PM nesses casos ao menos que tapem os achados para evitar a degradação :yes:
tuga14 August 27th, 2007, 06:42 PM pois esse tal muro nao está tapado, está cheio de ervas gigantes,e o que estava tapado, a pouco e pouco o plastico que protegia o resto rasgou-se todo...:|
Arpels August 27th, 2007, 06:50 PM esta condenado :(
tuga14 August 27th, 2007, 06:52 PM Eu ainda hei de ter fõlego e mandar um email ao Ippar, isto já está assim á meses, eu cá pra mim o Ippar nem sabe desta situação!:(
Arpels August 27th, 2007, 06:55 PM duvido k não saiba, o IPPAR tb falha mto mas não perdes nada em mandar.
tuga14 August 27th, 2007, 06:59 PM Pois, logo se vê;)
Barragon August 27th, 2007, 07:00 PM É melhor confirmares isso Arpels... não ia abaixo assim à toa.
Arpels August 27th, 2007, 07:04 PM eu perguntei a um senhor k vinha a sair de lá, disse ser o encarregado das obras :dunno: e de facto olhando para o sitio, eu tinha-o visto na altura das escavações, nota-se k foi construido algo, ficara sempre a duvida se destruiram td ou ficou algum tanque la para o fundo na direcção da torre de Belém mas agora so quando o hotel abrir é k vou sondar, eles concerteza dirão algo.
Arpels August 27th, 2007, 07:27 PM edit
marioagsilva September 7th, 2007, 06:07 PM Conimbriga é realmente espectacular. A última vez que a visitei foi à cerca de 6 anos.
Não moro longe, pois resido perto da Figueira da Foz, mas infelizmente as minhas féria têm sido sempre para Norte, onde também existe uma cidade romana que tem tudo para ser igual ou maior que Conímbriga, falo de Tongobriga no Freixo (concelho de Marco de Canavezes).
Tongobriga é uma cidade ainda por descobrir, pois muito pouco foi escavado (existe lá uma escola de arqueologia), e julgo, pela evolução que tenho visto nos últimos 5 anos, que só dentro de 10 a 20 anos se equipará a Conímbriga, mas com a vantagem de se preservar convenientemente tudo o que for descoberto, algo que não aconteceu em Conimbriga no início.
Arpels September 7th, 2007, 06:23 PM pois a favor de Tongobriga ha esse facto de ser uma estação arqueologica recentemente estudada e escavada segundo os métodos cientificos actuais sem o perigo de se cometerem erros como certas "barbaridades" que se fazeram no fim do sec. XIX/inicio do sec. XX em Conimbriga desde arrancar paineis de mosaico sem registar de onde os tiraram a outros :( bem vindo ao forum :cheers1:
marioagsilva September 7th, 2007, 06:34 PM Obrigado!
E, já agora, quando fui pela primeira vez a Conímbriga, durante a década de 80, lembro-me de ter visto dois esqueletos protegidos por uma campânula de vidro (e sujeitos aos efeitos do sol). Da última vez que lá fui, procurei-os para os mostrar à minha filha (na altura deveria ter três anos e ficou bastante triste) e não os vi. Perguntei a um grupo de funcionários (julgo que deviam ser estudantes de arqueologia) e nunca tinham ouvido falar dos ditos esqueletos. Alguém sabe o que lhes aconteceu???
Arpels September 7th, 2007, 06:45 PM sei k existiam de facto, estavam numa casa á entrada mesmo pegada á muralha, por isso se chama a essa casa a casa dos esqueletos mas não sei o k foi feito deles, estarão no museu? :dunno:
marioagsilva September 7th, 2007, 06:51 PM No museu não estão, e o mais certo é terem sido destruídos pelo sol (pouco cuidado na conservação do espólio encontrado naquela época), ou talvez tenham sido novamente enterrados. Uma pergunta que ninguém responsável em Conímbriga me soube responder.
Arpels September 7th, 2007, 06:55 PM pode ser k alguem daqui saiba, de facto mesmo protegidos por uma campânula de vidro ao ar livre vão embora num instante.
pedrodepinto September 7th, 2007, 06:59 PM Bem-vindo marioagsilva :cheers1:!
Ondas September 7th, 2007, 08:08 PM Bem vindo :cheers1:
tuga14 September 7th, 2007, 09:13 PM Bem vindo!:drunk:
O Prof Godin September 10th, 2007, 02:27 AM Conimbriga é realmente espectacular. A última vez que a visitei foi à cerca de 6 anos.
Não moro longe, pois resido perto da Figueira da Foz, mas infelizmente as minhas féria têm sido sempre para Norte, onde também existe uma cidade romana que tem tudo para ser igual ou maior que Conímbriga, falo de Tongobriga no Freixo (concelho de Marco de Canavezes).
Tongobriga é uma cidade ainda por descobrir, pois muito pouco foi escavado (existe lá uma escola de arqueologia), e julgo, pela evolução que tenho visto nos últimos 5 anos, que só dentro de 10 a 20 anos se equipará a Conímbriga, mas com a vantagem de se preservar convenientemente tudo o que for descoberto, algo que não aconteceu em Conimbriga no início.
pois a favor de Tongobriga ha esse facto de ser uma estação arqueologica recentemente estudada e escavada segundo os métodos cientificos actuais sem o perigo de se cometerem erros como certas "barbaridades" que se fazeram no fim do sec. XIX/inicio do sec. XX em Conimbriga desde arrancar paineis de mosaico sem registar de onde os tiraram a outros :( bem vindo ao forum :cheers1:
Obrigado!
E, já agora, quando fui pela primeira vez a Conímbriga, durante a década de 80, lembro-me de ter visto dois esqueletos protegidos por uma campânula de vidro (e sujeitos aos efeitos do sol). Da última vez que lá fui, procurei-os para os mostrar à minha filha (na altura deveria ter três anos e ficou bastante triste) e não os vi. Perguntei a um grupo de funcionários (julgo que deviam ser estudantes de arqueologia) e nunca tinham ouvido falar dos ditos esqueletos. Alguém sabe o que lhes aconteceu???
sei k existiam de facto, estavam numa casa á entrada mesmo pegada á muralha, por isso se chama a essa casa a casa dos esqueletos mas não sei o k foi feito deles, estarão no museu? :dunno:
No museu não estão, e o mais certo é terem sido destruídos pelo sol (pouco cuidado na conservação do espólio encontrado naquela época), ou talvez tenham sido novamente enterrados. Uma pergunta que ninguém responsável em Conímbriga me soube responder.
pode ser k alguem daqui saiba, de facto mesmo protegidos por uma campânula de vidro ao ar livre vão embora num instante.
…bem-vindo mas, […existe lá uma escola de arqueologia…] escola de arqueologia é coisa que não existe em Portugal…existem cursos…
…os ossos estão com a Doutora Eugénia Cunha…
O Prof Godin September 10th, 2007, 02:34 AM este fim de semana passei lá neste sitio e um senhor das obras disse-me k já não existe nada disto :sleepy:
Já não existe nada disso?:ohno:
Isto só visto....:|
:ohno: disseram de inicio k talvez se aproveitassem alguns tanques mas pelos vistos foi td destroido, avaliando o k o homem disse...
Pois, em Portugal já se estava á espera disto... plo menos que deixassem alguns dos tanques....
é a ganancia a sobrepor-se ao patrimonio da cidade :(
pois, e também a ignorancia e especulação imobiliaria...:|
é assim, nalguns casos é impossivel deixar ficar as estruturas mas pelo menos deve-se tornar publico a descoberta e recolher o máximo de artefactos e fotos dos sitios para memória futura, ás veses durante construção de n de edificações acham estructuras e não comunicam as autoridades por várias razões, as veses porque de facto as autoridades demoram a mandar tecnicos para estudarem os achados e as obras ficam paradas e outras veses para não se chatearem e por puro desinteresse a não ser o interesse económico, se fosse só em Lisboa.
…existem ruínas, vestígios e outros achados que não têm particular valor…em PT existem aos milhares…sobretudo no Minho, onde não há lavrador que não tenha umas ruínas no seu campo…:)
marioagsilva September 10th, 2007, 12:12 PM …bem-vindo mas, […existe lá uma escola de arqueologia…] escola de arqueologia é coisa que não existe em Portugal…existem cursos…
…os ossos estão com a Doutora Eugénia Cunha…
Obrigado pelo esclarecimento acerca das ossadas.
Se estão com a Dra. Eugénia Cunha para serem estudados e preservados é de se louvar, mas... não deveriam estar à vista de todos os que, como eu, são amantes e não estudantes de arqueologia??? Não deveriam ser postas em exposição no Museu???: ohno:
Em relação à questão Escola/Cursos de arqueologia, devo discordar do seu esclarecimento, pois na localidade do Freixo, ao lado das ruínas de Tongobriga, existe a Escola Profissional de Arqueologia criada em 1990 pelo IPPAR e o Ministério da Educação:
http://www.geira.pt/tongobriga/
http://www.geira.pt/tongobriga/page9.htm#Page%209
O caro amigo deve estar-se a referir ao facto de não haver em Portugal uma Universidade de Arqueologia, e não uma Escola de Arqueologia.
Mais uma vez obrigado pelo esclarecimento.
Arpels September 10th, 2007, 12:16 PM …existem ruínas, vestígios e outros achados que não têm particular valor…em PT existem aos milhares…sobretudo no Minho, onde não há lavrador que não tenha umas ruínas no seu campo…:)
existem achados k não são de todo viaveis manter o k não quer dizer k não tenham valor, eles são estudados no contexto e posteriormente destruidos porque não ha hipotese de os manter face ao k se vai contruir no terreno, até ai td bem, temos um caso recente k foi aqui no Martim Moniz onde se esta a contruir no terreno uma urbanização da EPUL, os achados foram fotografados e retirados artefactos para musealizar.
Arpels September 10th, 2007, 12:20 PM Obrigado pelo esclarecimento acerca das ossadas.
Se estão com a Dra. Eugénia Cunha para serem estudados e preservados é de se louvar, mas... não deveriam estar à vista de todos os que, como eu, são amantes e não estudantes de arqueologia??? Não deveriam ser postas em exposição no Museu???: ohno:
Em relação à questão Escola/Cursos de arqueologia, devo discordar do seu esclarecimento, pois na localidade do Freixo, ao lado das ruínas de Tongobriga, existe a Escola Profissional de Arqueologia criada em 1990 pelo IPPAR e o Ministério da Educação:
http://www.geira.pt/tongobriga/
http://www.geira.pt/tongobriga/page9.htm#Page%209
O caro amigo deve estar-se a referir ao facto de não haver em Portugal uma Universidade de Arqueologia, e não uma Escola de Arqueologia.
Mais uma vez obrigado pelo esclarecimento.
as ossadas deviam estar no museu em condições próprias para a sua manutenção para se entenderem dentro do contexto da historia da cidade da qual fizeram parte.
Arpels September 24th, 2007, 06:06 PM Um dos maiores povoados calcolíticos da Europa Ocidental.
LOCALIZAÇÃO: Casal do Zambujal, junto do lugar da Ribeira de Pedrulhos. Na estrada T. Vedras/Sta. Cruz, a cerca de 1 km da cidade, vira-se à esquerda em direcção a Ribeira de Pedrulhos. Continue em frente e... pergunte, porque as placas toponímicas não abundam nestas paragens.
DESCRIÇÃO: A 3 Km de Torres Vedras encontra-se o Castro do Zambujal, um dos maiores povoados calcolíticos da Europa Ocidental.
A fortificação está estrategicamente implantada num planalto, em cujo sopé corre a Ribeira de Pedrulhos, um afluente do rio Sizandro.
Durante o 3º milénio a. C. (3000 AC), este rio era navegável e uma bacia marítima chegava até à confluência com a Ribeira de Pedrulhos, constituindo um excelente porto comercial.
No seu estado actual, o Zambujal apresenta o resultado de uma longa série de modificações, acrescentos e reparações, demonstrando conceitos de fortificação completamente novos.
Um corredor de apenas 1 m de largura conduz ao núcleo central do povoado. Trata-se de uma fortificação circular, cujos muros chegam a atingir 15 m de espessura.
O topo destes muros serviria de plataforma sobre a qual os defensores se moviam. Desta muralha central sobressaem bastiões semi-circulares, cobertos por cúpulas, e barbacãs com seteiras orientadas de modo a cobrirem as estreitas entradas da 2ª linha de defesa.
As casas eram de planta ovalada, com uma cúpula feita de adobe, possuindo uma fogueira no interior.
A fundição e a comercialização do cobre deve ter constituído o factor mais importante da economia deste lugar ou, pelo menos, aquele que explica a presença de objectos “exóticos” importados, como o marfim. Muitos dos objectos aqui encontrados possuem extraordinárias semelhanças com outros do Próximo Oriente.
Todos estes aspectos reflectem a imagem de uma sociedade que viveu do cultivo de cereais e da criação de gado, e que sabia fundir o cobre e comercializá-lo.
Pela estrutura da fortaleza conclui-se a existência de uma eficaz e rígida organização, pois só assim se explica que ela se tenha mantido durante séculos (c. 2500 a.C. - c. 1700 a.C.), desenvolvendo-se em extensão.
Apesar dos estudos, continua-se sem se conhecer a origem dos construtores desta fortificação e dos seus inimigos, apesar de alguns investigadores pretenderem ver, nos primeiros, uma origem no Próximo Oriente.
Sem dúvida, perdura a sensação de que, com estas fortificações, algo de estranho e inteiramente novo surgiu, sendo inegável a sua semelhança com alguns povoados fortificados do Próximo Oriente.
Recomenda-se vivamente que complemente a sua visita com uma passagem pelo Museu Municipal, onde encontra diversas informações que auxiliam a interpretação do monumento
ÉPOCA: Calcolítica.
ESTADO DE CONSERVAÇÃO: Mau. Vestígios cobertos de vegetação.
ACESSOS: Estrada alcatroada até à boca dos vestígios.
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/zambujal01.jpg?t=1190645978
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/zambujal02.jpg?t=1190646211
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/zambujal03.jpg?t=1190646236
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/zambujal04.jpg?t=1190646262
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/zambujal05.jpg?t=1190646278
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/zambujal06.jpg?t=1190646311
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/zambujal07.jpg?t=1190646333
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/zambujal08.jpg?t=1190646354
pedrodepinto September 24th, 2007, 06:35 PM Parece interessante :okay:! Não conheço :(...
Arpels September 30th, 2007, 01:01 AM este artigo não se refere a um sitio arqueologico mas refere-se a uma escrita k se desenvolveu localmente em determinada parte do territorio nacional sendo um dos poucos registos bem representados de uma das linguas anteriores a Latinização da peninsula Iberica (o unico registo vivo é o Basco), pena estar apenas parcialmente decifrável:
Almodôvar: Museu abre amanhã sobre escrita Península Ibérica
Uma estela funerária com uma das maiores inscrições da escrita tartéssica é um dos «tesouros» do museu que abre sábado na vila alentejana de Almodôvar, para desvendar achados epigrafados com a mais antiga escrita da Península Ibérica.
O Museu da Escrita do Sudoeste, (como também é conhecida a escrita tartéssica), criado pela autarquia local no edifício do antigo Cine-Teatro Municipal, em pleno centro histórico de Almodôvar, abre às 15:00.
No âmbito das Jornadas Europeia do Património, a decorrerem este fim-de-semana, o museu vai estar aberto também no domingo, voltando a encerrar até ao dia da inauguração oficial, ainda sem data marcada.
O arqueólogo e coordenador científico do projecto, Amílcar Guerra, explicou à agência Lusa que o núcleo museológico vai «expor alguns dos mais importantes achados arqueológicos epigrafados com caracteres da Escrita do Sudoeste».
Trata-se, sobretudo, de estelas funerárias, ou seja, colunas tumulares em pedra de xisto, nas quais os antigos faziam inscrições e eram colocadas ao alto nas sepulturas.
A instalação do museu em Almodôvar, segundo o arqueólogo, justifica-se «plenamente», porque este concelho «é uma das áreas da Península Ibérica com uma das maiores e das mais importantes concentrações» daqueles achados.
O museu, que vai abrir com 20 peças, inclui um espólio permanente de 16 estelas achadas no núcleo arqueológico de Almodôvar.
Este espólio, acrescentou, «deverá ser variado com a exposição de outras estelas descobertas fora do núcleo de Almodôvar, que são também muito interessantes e diversificadas».
As 16 estelas epigrafadas com Escrita do Sudoeste achadas no concelho de Almodôvar fazem parte das 75 estelas descobertas em território português e de um total de 90 conhecidas na Península Ibérica.
Entre o espólio inicial do museu, Amílcar Guerra destacou a Estela de São Martinho, achada no sítio arqueológico com o mesmo nome na freguesia de São Marcos da Serra, no concelho algarvio de Silves.
«É uma estela notável, não apenas pelas suas dimensões, mas especialmente pela extensão do seu texto, com cerca de 60 signos identificados, o que permite considerá-la uma das inscrições mais extensas de escrita tartéssica», precisou.
Em termos de interesse científico, o arqueólogo destacou ainda a Estela da Abóbada, achada no sítio arqueológico com o mesmo nome na freguesia de Gomes Aires, em Almodôvar.
«É uma estela particularmente interessante e fora do comum por ser uma das poucas com figuras», salientou, frisando tratar-se de «um exemplo ilustrativo do interesse da escrita tartéssica».
A Escrita do Sudoeste ou Tartéssica, da I Idade do Ferro no Sul de Espanha e Portugal, foi desenvolvida pelos Tartessos, o nome pelo qual os gregos conheciam a primeira civilização do Ocidente, que se terá desenvolvido nas zonas das actuais regiões da Andaluzia espanhola e Baixo Alentejo e Algarve.
A escrita dos Tartessos, que tiveram influências culturais de Egípcios e Fenícios, explicou Amílcar Guerra, «é distinta das dos povos vizinhos, complexa e permanece indecifrável até à actualidade».
Diário Digital / Lusa
28-09-2007 11:56:00
mapa de sistemas de escrita da Peninsula Iberica:
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/sistemasdeescrita.gif?t=1191843142
exemplo de uma estela da escrita Tartésia do Sudoeste peninsular (estela de Bensafrim e desenho da mesma):
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/estelabensafrim1.jpg?t=1191843193
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/estelabensafrim3.jpg?t=1192013068
possivel leitura da estela de Bensafrim:
http://fisterras.soios.com/conios/bensafrim%20(pt).php
uma outra estela (estela da Aboboda e desenho da mesma para facilitar a visualização da escrita):
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/estelaabobadaalmodovar1.jpg?t=1191843222
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/estelaabobadaalmodovar02.gif?t=1191843285
alentejolover September 30th, 2007, 01:21 AM O Alentejo continua bem vivo:banana: :)
Arpels September 30th, 2007, 01:38 AM continua :)
pedrodepinto September 30th, 2007, 02:36 PM É sem dúvida muito bom para o Alentejo :applause:!
Arpels September 30th, 2007, 11:40 PM localizada em Santiago da Guarda, concelho de Ansião, esta edificação é atribuída ao período quatrocentista/quinhentista, onde sobressai a torre quadrangular que se julga ser anterior às restantes construções. Adossado a esta torre existem diversas edificações, que se desenvolvem em torno dum pátio central rectangular, cujo acesso se fazia por um portal junto à torre e no qual se via a data de 1544 e o brasão esquartelado dos Vasconcelos Ribeiros e Sousas do Prado, Condes de Castelo Melhor.
Monumento Nacional desde 1978, recentemente restaurado, actualmente faz parte de um projecto entre a Câmara Municipal de Ansião (Proprietária do imóvel) e a Liga de Amigos de Conimbriga de forma a implementar um dos centros de interpretação do Circuito da Romanização e também do Parque Ecológico de Algarinho / Gramatinha / Ariques. As fundações deste Paço Senhorial assentam em vestígios duma Villa romana do Baixo Império, da qual surgiram até ao momento estruturas e mosaicos de grande qualidade atribuidos ao sec. IV DC." (Rodrigo Manuel Marques Pereira) Arqueólogo)", os mosaicos são visiveis atraves de grandes superficies vidradas colocadas sobre o chão.
Estamos igualmente em presença de um dos raros edifícios civis de apoio aos caminhos de Santiago.
Em suma, o Complexo Monumental de Santiago da Guarda, único no panorama nacional, ibérico e mesmo Europeu, pretende assumir não apenas o papel de centro de interpretação do património histórico-arquitectónico- arqueológico, mas também de Centro de Interpretação da Paisagem de Sicó e Centro difusor das grandes Rotas regionais do Centro de Portugal.
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/st01.jpg?t=1191184413http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/st02.jpg?t=1191184440http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/st03.jpg?t=1191184476
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/st04.jpg?t=1191184524http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/st05.jpg?t=1191184549http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/st06.jpg?t=1191184562
Arpels October 10th, 2007, 03:14 PM com caneco brutallllllllllll tanta moeda :eek2:
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/valedomouromoedas02.jpg?t=1192526013http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/valedomouromoedas01.jpg?t=1192526284
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/valedomouromoedas03.jpg?t=1192526308http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/valedomouromosaico.jpg?t=1192526321
Eduardo Pinto
"Valor comercial não tem nenhum, mas o histórico é enorme!". O arqueólogo António Sá Coixão refere-se ao tesouro de 4526 moedas romanas achado, há dias, no Vale do Mouro, freguesia da Coriscada, Meda. Embrulhado num saco de serapilheira resistiu 16 séculos, desde que escondido supostamente por um ferreiro na parede da sua casa, até ser encontrado no último dia de uma campanha de escavações do que parece ser um "vicus", uma aldeia do tempo do império romano.
Andavam dois trabalhadores a fazer as arrumações finais quando um deles deu por uns "ferragachos" (utensílios em ferro), que saíam de um murete da escavação. Foi ao retirá-los que acabou por aparecer o que se assemelhava a um embrulho. Veterano da arqueologia, Sá Coixão desconfiou do que se preparava para descobrir - há cinco anos tinha encontrado cerca de 400 moedas em Freixo de Numão - quando deu o alerta aos trabalhadores "Fujam, fujam, depressa!".
Espantados, os dois ajudantes não se fizeram de mancos e num ápice ganharam lonjura do local, atingidos em simultâneo pelas gargalhadas de gozo do arqueólogo. "Pensávamos que ele estava a falar de víboras, que há por aí muitas", queixaram-se os dois homens, enquanto Sá Coixão ainda hoje se escangalha a rir quando fala no episódio. A brincadeira acabou por desvendar uma fortuna em moedas romanas, muitas delas já defeituosas e todas sem excepção com uma coloração esverdeada que cobre as figuras e dizeres impressos nas ditas.
O tesouro está datado do século IV, quando os povos bárbaros começaram a invadir o território do império romano. "Quem tinha algum dinheirinho amealhado tratou de o esconder, esperando voltar a casa mais tarde", presume o especialista, admitindo que nos casos em que os donos foram mortos ou tiveram de fugir para longe acabaram por deixar para trás os haveres.
Embora exista mercado clandestino para este tipo de achado, a verdade é que a fortuna do Vale do Mouro não dá para comprar absolutamente nada nem é passível de ser trocado por euros. "Isto passa a ser património nacional", refere Coixão. Um museu, que a freguesia da Coriscada ambiciona, poderá ser o destino final do tesouro, depois de devidamente tratado por especialistas para avivar as inscrições e evitar que se deteriorem mais em contacto com o ar.
Para além do tesouro romano, outro dos grandes achados do Vale do Mouro é um painel de minúsculos mosaicos policromado, com seis cores, onde sobressaem, de acordo com Sá Coixão, as figuras de Baco (o deus do vinho para os romanos) e da sua acompanhante. O painel estende-se ao longo de uma sala em forma de L e apresenta-se bastante deteriorado em alguns pontos. Tal deveu-se à queda dos muros do edifício e ao crescimento das raízes das árvores. Os mosaicos encontrados fora do sítio foram encaixotados e, talvez um dia, "se houver dinheiro para a musealização do local possam ser repostos".
As escavações regressam no próximo Verão ao Vale do Mouro, onde já foram descobertas também umas termas senhoriais da mesma época, bem como um pequeno lagar de vinho.
JN Norte
Arpels October 10th, 2007, 04:26 PM …existem ruínas, vestígios e outros achados que não têm particular valor…em PT existem aos milhares…sobretudo no Minho, onde não há lavrador que não tenha umas ruínas no seu campo…:)
nem é preciso ir ao campo Prof., a maioria das cidades e vilas são locais de alto risco devido á densidade de estruturas antigas soterradas por m2.
pedrodepinto October 10th, 2007, 05:10 PM Inacreditável :eek:!
tuga14 October 10th, 2007, 05:16 PM Meus deus!!:eek: Que tesouro este!
Arpels October 10th, 2007, 06:32 PM nem as maquinas do casino dão tanta moeda de uma acentada, 1600 anos estiveram as moedas enfiadas num buraco numa parede.
Arpels October 11th, 2007, 10:45 PM vai dar a noticia da descoberta das moedas na TVI (telejornal) :cheer:
Ondas October 11th, 2007, 10:47 PM Quem é que se terá dado ao trabalho de as contar todas :sly: :lol:
Mesmo assim é uma descoberta importante, 4526 moedas! :shocked:
Arpels October 11th, 2007, 11:43 PM ya deve ter sido um martirio contar tanta moeda :lol: é assim, em termos de achado monetario de uma acentada não se conhece nada do género nesta quantidade, o maior achado de uma vez e em grande quantidade foi feito recentemente em Freixo de Numão onde existiu uma cidade Romana e foram achadas 400 e picos numismas, normalmente as moedas vão aprecendo á medida k se desenrolam as escavações nas estações arqueologicas e mesmo assim raramente são acahadas em grandes quantidades, a maior colecção de numismas achadas numa estação arqueologica em Portugal, foi achada em varias campanhas de escavações, é a colecção de moedas de Ammaia com cerca de 1200 e tal numismas mas neste caso trata-se de uma cidade inteira, neste sitio onde acharam estas 4500 e tal numismas era uma VICUS que não é mais que uma aldeia ou aglomerado de casas.
Arpels October 12th, 2007, 02:55 PM Castro de Chibanes
A mais antiga ocupação humana do Castro de Chibanes iniciou-se há cerca de 4800 anos, durante a Idade do Cobre. As boas condições naturais de defesa foram reforçadas pela construção de uma verdadeira fortificação com espessas e altas muralhas.
A vida deste povoado desenvolveu-se até ao final do Horizonte Campaniforme (há cerca de 3700 anos) e assentou sobre uma economia agro-pecuária florescente, muito embora a prática da caça e da recolecção de moluscos marino-estuarinos esteja igualmente documentada. A metalurgia do cobre fez parte das actividades artesanais.
A população de Chibanes terá enterrado os seus mortos na vizinha necrópole da Quinta do Anjo.
Abandonado no final do Horizonte Campaniforme, o sítio de Chibanes viria de novo a ser utilizado como local de residência, graças às suas boas condições geoestratégicas, em períodos de grande instabilidade socioeconómica, como foram a II Idade do Ferro (sécs.II-I a.C.).
A estas ocupações humanas correspondem, respectivamente, a construção de uma fortificação associada à urbanização do espaço intra-muros sob influência itálica. Registaram-se, ainda, vestígios de ocupação da Época romana imperial, embora escassos.
O castro terá sido abandonado em favor da recem criada cidade Romana de Cetobriga, localizada possivelmente num local mais acessivel e menos ingreme e k se julga ser a cidade k deu origem a Setúbal.
http://img.photobucket.com/albums/v244/Arpels/castrochibanes01.jpg?t=1192189799
http://img.photobucket.com/albums/v244/Arpels/castrochibanes02.jpg?t=1192189873
http://img.photobucket.com/albums/v244/Arpels/castrochibanes03.jpg?t=1192189918
http://img.photobucket.com/albums/v244/Arpels/castrochibanes04.jpg?t=1192189934
http://img.photobucket.com/albums/v244/Arpels/castrochibanes05.jpg?t=1192189958
http://img.photobucket.com/albums/v244/Arpels/castrochibanes06.jpg?t=1192189985
http://img.photobucket.com/albums/v244/Arpels/castrochibanes07.jpg?t=1192190028
http://img.photobucket.com/albums/v244/Arpels/castrochibanes08.jpg?t=1192190052
http://img.photobucket.com/albums/v244/Arpels/castrochibanes09.jpg?t=1192190087
Ondas October 12th, 2007, 04:51 PM Aqui tão perto e desconhecia :no: :bash:
As coisas que eu descubro neste fórum :lol:
Arpels October 12th, 2007, 05:04 PM :) é uma escola.
tuga14 October 12th, 2007, 05:06 PM :lol: para mim é a 2ª escola:D
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Também desconhecia dessas ruínas castrenses!
Fmars October 18th, 2007, 10:39 PM Castro de Monte Mozinho ou Cidade Morta de Penafiel
Grande povoado fortificado, que ocupa uma área superior a 200.000 m2. Os primeiros vestígios conhecidos datam do século I d.C., tendo sido também ocupado durante a Idade Média. Para além de numerosas casas de planta circular ou rectangular importa salientar a existência de um templo construído na época flaviana. Refira-se igualmente a descoberta, fora da muralha, de um monumento funerário turriforme, bastante arruinado.
http://i145.photobucket.com/albums/r235/fer_mars/Mozinho/Mozinho.jpg
http://i145.photobucket.com/albums/r235/fer_mars/Mozinho/Mozinho1.jpg
Arpels October 19th, 2007, 01:20 AM andava de olho neste castro pa postar aqui :yes::okay: é um caso suigeneres porcausa daquela estrutura grande ao centro que é raro nos castros além de k é um dos melhores exemplos de como deve estar o patrimonio arqueologico deste pais.
pedrodepinto October 19th, 2007, 09:47 PM Muito bem conservado :okay:!
Lino October 24th, 2007, 02:47 PM Conímbriga foi destruída pelos Visigodos.
A cidade não tem uma organização Romana porque tem origens célticas, sendo originalmente, segundo a Wikipedia e os historiadores, um castro da tribo Conii.
É linda!!
Hei-de por fotos de Foz Côa!
Mértola também é linda, adoro visitá-la. Adoro aquela mesquita que foi transformada em igreja e o castelo, de onde se tem lindas vistas sobre o Guadiana. Até o Café Guadiana parece uma escavação arqueológica. :D
Coimbra então está pejada de restos. Árabes, romanos, medievais... a Praça Velha era um cemitério. E há o Pátio da Inquisição e o da Universidade que foi escavado há uns tempos. E a Coimbra Editora, ali ao lado da Porta da Barbacã na Ferreira Borges.
Santa Clara-a-Velha. Antes creio que se entrava por aquela escada à esquerda, quando estava tudo inundado...
http://www.hci.pt/images/VisitaO2006/4.jpg
Pátio da Inquisição (note-se o chão e as colunas):
http://i57.photobucket.com/albums/g221/linogalveias/Coimbra/P1090074.jpg
http://i57.photobucket.com/albums/g221/linogalveias/Coimbra/P1090075.jpg
http://i57.photobucket.com/albums/g221/linogalveias/Coimbra/P1090080.jpg
Cerca de S. Bernardo, ali ao lado onde funciona o Centro de Artes Visuais:
http://i57.photobucket.com/albums/g221/linogalveias/Coimbra/P1090091.jpg
http://i57.photobucket.com/albums/g221/linogalveias/Coimbra/P1090094.jpg
fernao October 24th, 2007, 02:55 PM Conímbriga foi destruída pelos Visigodos.
Um detalhe apenas - Conimbriga foi conquistada e destruida pelos Suevos, nao pelos Visigodos.
Lino October 24th, 2007, 03:31 PM Oops, obrigado pela correcção.
Arpels October 24th, 2007, 04:42 PM a cerca de S. Bernardo é onde e é o k? um edificio? :?
Arpels October 24th, 2007, 07:15 PM deste sitio arqueologico, correspondente á actual Coimbra, em termos de edificado resta apenas o criptoportico que, de acordo com achados arqueologicos no entulho Romano, data do sec. I DC, o criptoportico consiste numa estrutura formada pela sucessão de galerias subterraneas destinadas a nivelar o solo onde acentaria o forum da cidade, fica situado debaixo do museu Machado de Castro, escavações efectuadas em redor do criptoportico, para apurar a sua extenção, na segunda metade do sec. XX, trouxeram a luz do dia algumas cabeças de estatuas de personalidades historicas desta civilização, algumas delas de imperadores, cre-se que possam ter sido parte das estatuas k ornamentavam o forum avaliando a sua dimensão um pouco acima da escala natural, encontram-se agora em exposição no museu Machado de Castro, recentemente foi descoberta uma domus com mosaicos aquando de um arranjo sobre o adro da universidade, a domus voltou a ser tapada e ao longo da historia de varios arranjos outros vestigios tem aparecido não sendo de todo possivel aproveitar ou musealizar a maioria deles, alguns outros artefactos estão tb na posse do museu:
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/CA01.jpg?t=1200438994
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/CA02.jpg?t=1200439226
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/CA03.jpg?t=1200439243
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/CA04.jpg?t=1200439259
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Lino October 24th, 2007, 08:30 PM a cerca de S. Bernardo é onde e é o k? um edificio? :?
No Pátio da Inquisição, ali onde estão os homens da foto, viras-te para a esquerda e vês um túnel, que é o da foto. Passas o túnel e estás na Cerca. http://i57.photobucket.com/albums/g221/linogalveias/Coimbra/patio_inquisio.jpg
Arpels October 25th, 2007, 12:28 PM ja sei :yes::okay:
pedrodepinto October 27th, 2007, 02:32 PM Parece interessante ;)!
Arpels November 2nd, 2007, 01:00 PM Situada a 2 Kms, esta estação romana tem sido palco de escavações efectivas a partir da década de 60. Encerra interessantes quadros de mosaico e vestígios de estrutura de antiga quinta romana.
As ruínas romanas de Vila de Cardíio, de valor patrimonial e histórico, são alvo do interesse e estudo quer por parte de nacionais como estrangeiros e, terão tido a sua génese entre o século I e IV durante a ocupação romana da região como o provam construções e espólio devidamente recolhidos e identificados.
Seu nome deriva de se ter encontrado o nome CARDILVM escrito cm pequenas tesselas de mosaico e teria funcionado como «villa» rural de uma família nobre. Foi também encontrada a inscrição latina viventes cardilium et avitam felix tvrre, inserida no opvs tesselatum de uma sala, o que tem levado os especialistas deste período a sugerir várias leituras.
No entanto, é ponto assente de que neste espaço terão vivido Cardilio e Avita, importantes figuras da região e possivelmente os primitivos donas desta vila nobre.
Se durante alguns anos foi vitima de ter sido explorada como pedreira, 0 que durou até 1930, só tendo sido submetida a trabalhos de escavação, em 1963, pelo arqueólogo Afonso de Paço, devido à iniciativa da Câmara Municipal de Torres Novas. Deste modo foi possível por a descoberto um conjunto de alicerces, bases de colunas e pavimentos por mosaico de tesselas, que formam um edifício com três elementos principais: o ostivm, o peristylium e a exedra.
Das ruínas, com extensos pavimentos de opvs signinvm e opvs tessellatvm, destacam-se o peristylum (elemento central), no qual é formado um claustro, formado por vestígios de colunas, com vinte metros de largo, no qual se encontram vários mosaicos de cores vivas formados por pedras azuis e brancas misturadas com barro vermelho e amarelo formando diversos motivos geométricos, que se completam, entre outros, com nós de Salomão simples ou múltiplos.
Fazem ainda parte aquele que teria sido um jardim quadrado com cerca de onze metros, um poço revestido de alvenaria com sete metros de profundidade no extremo sul e uma pequena arcaria em tijolo para aquecimento de água.
No ostivm, que terá sido a entrada principal, é pavimentada por mosaico de tesselas, à volta de cinco por cinco metros, com vários painéis aonde se encontram a inscrição latina, os bustos de Cardilio e de Avita e, um grupo de aves com flores pendentes dos bicos, enquadrados por um conjunto policromático e de motivos geométricos.
Antes da exedra existia um pórtico com colunas com base em mármore, das quais hoje só resta uma.
http://img.photobucket.com/albums/v244/Arpels/villacardilivm01.jpg?t=1194006418
http://img.photobucket.com/albums/v244/Arpels/villacardilivm02.jpg?t=1194006433
http://img.photobucket.com/albums/v244/Arpels/villacardilivm03.jpg?t=1194006465
http://img.photobucket.com/albums/v244/Arpels/villacardilivm04.jpg?t=1194006480
http://img.photobucket.com/albums/v244/Arpels/villacardilivm05.jpg?t=1194006496
http://img.photobucket.com/albums/v244/Arpels/villacardilivm06.jpg?t=1194006512
http://img.photobucket.com/albums/v244/Arpels/villacardilivm07.jpg?t=1194006542
http://img.photobucket.com/albums/v244/Arpels/villacardilivm08.jpg?t=1194006558
http://img.photobucket.com/albums/v244/Arpels/villacardilivm09.jpg?t=1194006578
os donos da casa Cardilivm e Avita:
http://img.photobucket.com/albums/v244/Arpels/villacardilivm10.jpg?t=1194006753
http://img.photobucket.com/albums/v244/Arpels/villacardilivm12.jpg?t=1194006653
o Cupido, encontrado nas ruinas aquando de escavações arqueologicas:
Cupido, também conhecido como Amor, era o deus equivalente em Roma ao deus grego Eros. Filho de Vênus e de Marte, andava sempre com seu arco, pronto para disparar sobre o coração de homens e deuses. Teve um romance muito famoso com a princesa Psique, a deusa da alma.
Cupido encarnava a paixão e o amor em todas as suas manifestações. Logo que nasceu, Júpiter (pai dos deuses), sabedor das perturbações que iria provocar, tentou obrigar Vénus a se desfazer dele. Para protegê-lo, a mãe o escondeu num bosque, onde ele se alimentou com leite de animais selvagens.
Cupido era geralmente representado como um menino alado que carregava um arco e um carcás com setas. Os ferimentos provocados pelas setas que atirava despertavam amor ou paixão em suas vítimas. Outras vezes representavam-no vestido com uma armadura semelhante à que usava Marte, (o deus da guerra), talvez para assim sugerir paralelos irónicos entre a guerra e o romance ou para simbolizar a invencibilidade do amor. Embora fosse algumas vezes apresentado como insensível e descuidado, Cupido era, em geral, tido como benéfico em razão da felicidade que concedia aos casais, mortais ou imortais. No pior dos casos, era considerado malicioso pelas combinações que fazia, situações em que agia orientado por Vénus.
http://img.photobucket.com/albums/v244/Arpels/villacardillivmeros.jpg?t=1194006835
tuga14 November 2nd, 2007, 05:12 PM Belas fotos!
Gostei dos mosaicos!!:drool:
Lino November 3rd, 2007, 02:25 AM Tão fixe o local!
pedrodepinto November 3rd, 2007, 04:26 PM Fenomenal :drool:! O mais interessante é constatar que muitos destes locais não são divulgados :sleepy:...
Arpels November 3rd, 2007, 09:56 PM ya mto pouco divulgado, salve-se o empenho da edilidade Municipal de Torres Novas k tem dedicado a este sitio arqueologico o maior carinho e dedicação na sua salvaguarda :okay:
pedrodepinto November 4th, 2007, 02:17 AM É uma bela acção :okay:!
Lino November 4th, 2007, 02:59 AM Li hoje no jornal que a equipa de Conímbriga vai estar à frente dos estudos em Mêda, na Guarda, onde já estão a planear mais terreno para fazer mais escavações. Já lá descobriram azulejos únicos. :)
pedrodepinto November 4th, 2007, 02:06 PM Será muito interessante acompanhar o decorrer das escavações :okay:!
Arpels November 4th, 2007, 02:19 PM não é azulejos Lino são mosaicos :lol: essa estação arqueologica do Vale do Mouro, coriscada, concelho de Mêda ainda vai dar mto k falar, além dos mosaicos k falaste foi aqui que se encontraram as tais 4 mil quinhentas e tais moedas a uns meses atraz, é considerada unica no interior norte do pais visto ser uma região onde são raros os grandes paineis de mosaicos, se achar a sala k vi coberta de mosaicos posto aqui.
tuga14 November 7th, 2007, 06:03 PM Exposição da Vilae Romana...espero que gostem!!:D
Sitios arqueológicos no Concelho de Rio Maior
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Placas explicativas
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Exposição da Vilae Romana na Casa Senhorial El Rei D.Miguel
---Ninfa De Rio Maior
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Vilæ Romana de Rio Maior
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Arpels November 7th, 2007, 06:23 PM belos paineis de mosaicos :yes:
tuga14 November 7th, 2007, 06:25 PM ^^:yes:
Bem mereciam um restauro!
Arpels November 7th, 2007, 06:32 PM pois, ate porque é a unica villa Romana na area k se conheçe bem, enfim...
tuga14 November 7th, 2007, 08:17 PM Pois, e por isso devia de ser valorizada... mas pronto é o que temos.
Lino November 7th, 2007, 09:03 PM O cemitério e edifícios novos já poderão ter destruído alguns vestígios romanos, quem sabe? Impressionante. :)
tuga14 November 7th, 2007, 09:15 PM Sim uma parte dizem q foi danificada pela agricultura, mas acho q o cemiterio nao, pois a terra deste está mais alta q o nivel normal;):)
tuga14 November 7th, 2007, 09:17 PM Mais imagens da Vilae tiradas dos docs de PDF:D
http://i89.photobucket.com/albums/k202/tuga14/mosaico.jpg
http://i89.photobucket.com/albums/k202/tuga14/mosaico1.jpg
http://i89.photobucket.com/albums/k202/tuga14/mosaico2.jpg
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Localização da vilae
http://i89.photobucket.com/albums/k202/tuga14/mapavilae.jpg
Desenho da vilae
http://i89.photobucket.com/albums/k202/tuga14/vilae.jpg
____________________________
Mapa caseiro:D
http://i89.photobucket.com/albums/k202/tuga14/Legenda.jpg
verde: Casa Senhorial El Rei Dom Miguel
vermelho: Vilae
azul: Cemitério
Arpels November 7th, 2007, 09:25 PM era villae de alto luxo :drool:
tuga14 November 7th, 2007, 09:32 PM Por acaso era uma Vilae mesmo muito bonita! So aqueles mosaicos...:drool:
Lino November 7th, 2007, 09:35 PM Belos mosaicos... sobre o cemitério, é mesmo ali ao lado... e para um cemitério é sempre necessário por mais terra da mole para enterrar os mortos e os poder decompor, logo poderia ser...
tuga14 November 7th, 2007, 09:38 PM Pois, também poderia ser, nunca se sabe;)
pedrodepinto November 10th, 2007, 01:53 AM Bom trabalho :okay:!
tuga14 November 10th, 2007, 02:30 AM Obrigado!:)
Arpels December 17th, 2007, 02:41 PM O monumento n.º 7 de Alcalar é o mais bem conservado da necrópole. Este é constituido por um cairn, mamoa de pedras que encolve um tholos, construção com corredor e cripta coberta de falsa cúpula. Tendo sido inicialmente estudado em 1880, é desde o III milénio a.C. que o território localizado para norte da ria do Alvor até ao sopé da Serra de Monchique encerra um povoado com mais de 10 ha, localizado num promontório sobranceiro à Ribeira da Torre, a cerca de cinco quilómetros da Mexilhoeira Grande, perto do lugar de Alcalar. Geograficamente, encontra-se implantado de modo privilegiado, com um excelente domínio sobre uma área que poderemos considerar de "charneira" entre a serra e o mar. Em torno deste autêntico "lugar central", evoluíram diferentes núcleos habitacionais, ao mesmo tempo que se edificavam monumentos funerários megalíticos sobre as pequenas elevações que os circundavam. Esta edificação funerária perfaziam, por seu turno, uma verdadeira necrópole constituída por cerca de duas dezenas de sepulcros dotados de mamoa, reunidos em pequenos agrupamentos destrinçáveis entre si pelo eclectismo das soluções arquitectónicas encontradas para a sua edificação. Espelhando a própria evolução cronológica do conjunto em epígrafe, encontramos, desde um "tholoi" com cripta rematada em falsa cúpula, passando por dolmens erguidos com monólitos de arenito de dimensões assinaláveis, até um hipogeu escavado artificialmente na rocha, para enterramento colectivo. Vários factores terão, decerto, contribuído para a eleição e perpetuação da ocupação humana nesta zona. A vasta gama de recursos de subsistência propiciou, entre outras actividades, a exploração piscatória e marisqueira da ria. A presença de diversos recursos hídricos (incluindo de água potável) apropriava-se na perfeição à prática da agro-pecuária baseada na exploração cerealífera e hortícula, com eventual recurso ao regadio. Além disso, a caça abundante e a existência de variadas matérias-primas essenciais à construção e fabrico de múltiplos artefactos, revelaram-se elementos fundamentais para a fixação de populações numa área tão circunscrita durante um tão longo espaço de tempo.
http://img.photobucket.com/albums/v244/Arpels/alcalar7-01.jpg?t=1197895098
http://img.photobucket.com/albums/v244/Arpels/alcalar7-02.jpg?t=1197895144
http://img.photobucket.com/albums/v244/Arpels/alcalar7-03.jpg?t=1197895221
http://img.photobucket.com/albums/v244/Arpels/alcalar7-04.jpg?t=1197895248
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pedrodepinto December 18th, 2007, 07:18 PM Curioso esse monumento :yes:!
Arpels December 18th, 2007, 07:31 PM é um tipo de tumulo a k se chama tholos, este é raro porque esta inteiro, normalmente não tem a cupula...
Arpels December 18th, 2007, 09:10 PM A villa de Milreu é tida pelos estudiosos como uma "dependencia" administrativa da antiga cidade de Ossonoba (Faro), a ocupação da vila data do sec. I AC até pelo menos o sec X DC altura em k so o templo, de inicio dedicado ao culto das aguas e posteriormente transformado em igreja, ainda estava em uso acabando tb por ser definitivamente abandonado após o colapso das abobadas, a construção mais recente data do sec. VI (pequena piscina para baptismos cristãos), no sec. XVIII foi construido um edificio sobre as ruinas aproveitanto algumas das suas pedras, o interior esta também escavado e tem ruinas de parte da villa la dentro, interessante nesta estação arqueologica é desde tempos antigos (sec. I AC) a utilização de motivos marinhos (golfinhos/atuns/lulas etc) na decoração, tb nas moedas de Ossonoba e da visinha Balsa bem como de toda a costa da Baetica este tipo de tematica marinha era usado na decoração:
moeda de ossonoba com um atum e um barco de cada lado simbolo das actividades comerciais k se praticavam na zona, na villa também apareceram moedas com a mesma temática:
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/ruinasmilreu30.jpg?t=1198003219
busto de Dionisio (deus do vinho) e de Julia (filha de Tito) com o seu penteado caracteristico k a própria criou e virou moda entre as Romanas:
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/ruinasmilreu31.jpg?t=1198003297http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/ruinasmilreu32.jpg?t=1198003342
3 bustos achados nas escavações (um é so a cabeça), Agripina (mulher de nero), o Imperador Adriano e o Imperador Galieno:
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/ruinasmilreu36.jpg?t=1198003648
mapa da estação arqueologica:
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/ruinasmilreu00.jpg?t=1198003791
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/ruinasmilreu01.png?t=1198003811
as ruinas, reparem na beleza dos mosaicos :drool:
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/ruinasmilreu02.jpg?t=1198003859
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/ruinasmilreu03.jpg?t=1198003873
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/ruinasmilreu18.jpg?t=1198003911
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/ruinasmilreu04.jpg?t=1198003930
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/ruinasmilreu29.jpg?t=1198003954
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/ruinasmilreu05.jpg?t=1198004069
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/ruinasmilreu06.jpg?t=1198004097
atum:
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/ruinasmilreu07.jpg?t=1198004117
lula :D
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/ruinasmilreu08.jpg?t=1198004134
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/ruinasmilreu09.jpg?t=1198004195
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/ruinasmilreu10.jpg?t=1198004209
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/ruinasmilreu11.jpg?t=1198004238
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/ruinasmilreu12.jpg?t=1198004252
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/ruinasmilreu13.jpg?t=1198004270
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o templo com abside era privado para culto dos habitantes da villa, julga-se k seria dedicado ao culto das aguas de acordo com comparação feita com templos do genero existentes na Galia (os fana de tradição céltica mto comuns na Gália) também dedicados ao mesmo culto e tambem da mesma época (sec. IV DC), a diferença é k este tem abside, era totalmente rodeado por um pequeno murete com friso (so resta parte do friso coberto de mosaicos na parte do murete ao pé da fachada) sobre o qual se apoiavam colunas formando um portico, tambem aqui predomina os motivos marinhos 400 anos depois do inicio da construção da villa:
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/ruinasmilreu15.jpg?t=1198004305
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/ruinasmilreu16.jpg?t=1198004549
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/ruinasmilreu17.jpg?t=1198004572
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/ruinasmilreu20.jpg?t=1198004656
golfinho:
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/ruinasmilreu21.jpg?t=1198004673
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/ruinasmilreu22.jpg?t=1198004708
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/ruinasmilreu23.jpg?t=1198004724
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/ruinasmilreu25.jpg?t=1198004740
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/ruinasmilreu26.jpg?t=1198004759
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/ruinasmilreu19.jpg?t=1198004799
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/ruinasmilreu24.jpg?t=1198004827
pequena piscina do frigidarium, interessante a decoração com peixes gordos, quando cheio de agua os peixes parecem normais:
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/ruinasmilreu27.jpg?t=1198004848
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/ruinasmilreu28.jpg?t=1198005026
tuga14 December 18th, 2007, 09:29 PM Bem mas que colecção de bustos e mosaicos!:drool:
Pelo o que vejo isto era uma Villae extremamente importante!:eek:
É das maiores villae do País?
Arpels December 18th, 2007, 09:33 PM sim das maiores :yes: ainda hoje se desconhece totalmente a extenção da villa, parte foi desmantelada para usarem a pedra noutros lados.
tuga14 December 18th, 2007, 10:05 PM Bem, estou surpreendido!:)
Quem a habitava era o governador de Ossonoba?
Arpels December 18th, 2007, 10:15 PM julga-se k seria de alguem com um cargo elevado na administração do municipio de Ossonoba, pelo menos alguem de posses era avaliando o luxo da construção e a ornamentação da villae...
Arpels December 18th, 2007, 10:21 PM existem mais dois templos desse genero em Portugal, um em S. Cucufate e outro em Marim, em Odrinhas existe parte da abside de um templo do mesmo genero...
tuga14 December 18th, 2007, 10:25 PM julga-se k seria de alguem com um cargo elevado na administração do municipio de Ossonoba, pelo menos alguem de posses era avaliando o luxo da construção e a ornamentação da villae...
existem mais dois templos desse genero em Portugal, um em S. Cucufate e outro em Marim, em Odrinhas existe parte da abside de um templo do mesmo genero...
:okay:
O de S.Cucufate ja o vi em fotos, mas o outro em Marim nunca vi;)
Arpels December 18th, 2007, 10:46 PM não tenho fotos do de Marim mas não esta tão bem preservado como este ou o de S. Cucufate :yes:
pedrodepinto December 20th, 2007, 03:17 PM O que aqui se aprende ;)!
Arpels December 26th, 2007, 06:53 PM alertada ou não alertada a asneira foi feita em Outubro deste ano, vejam o brilhante resultado:
noticias em Portugal:
O director regional da delegação de Castelo Branco do ex-IPPAR classificou como “muito grave” a reparação com cimento de uma ponte romana na região.
A Ponte de Segura (concelho de Idanha-a-Nova) mantém a estrutura base de origem romana, apesar do tabuleiro já ter sido reconstruído séculos depois (tera sido parcialmente reconstruida no sec. XVI e ainda em 1817 apos o tabuleiro da ponte ter sido arrastado pelas águas, tendo-se procedido, no mesmo ano, à construção do novo tabuleiro que assenta em alicerces romanos agora cimentados, a parte reconstruida da ponte no sec, XIX é visivel pela diferença do estado da pedra nova do tabuleiro e o estado da pedra almofadada Romana dos arcos. A ponte tem cinco arcos em perfeito estado de conservação, 15 metros de altura, 92 metros de comprimento e 5,80 metros de largura). Em declarações à agência Lusa, o director do ex-Instituto Português do Património Arquitectónico (IPPAR), José Afonso, referiu que a ponte liga Portugal e Espanha sobre o Rio Erges e “é gerida pela empresa Estradas de Portugal, responsável pela obra de reabilitação e reforço estrutural da estrutura”.
“Foi feito o revestimento de algumas sapatas com cimento, que é o maior veneno do património, da arquitectura e construção tradicional. É um processo irreversível. Aliás, em contacto com a humidade ou chuvas, forma um ácido que ataca a pedra”, lamentou.
Segundo aquele responsável, devia ser usado “o mesmo tipo de cimento que era fabricado pelos romanos”, mantendo os materiais ancestrais. “Trata-se de património importante, só que não está classificado. É uma ponte internacional e para a classificar é preciso envolver entidades dos dois países, o que tem representado alguma dificuldade”, explicou José Afonso.
De acordo com o responsável, “ao não estar classificada, legalmente não é necessário haver comunicação ao Instituto Português do Património Arquitectónico (IPPAR) para intervir naquela construção romana”. “Mas devia haver prudência, sentido de responsabilidade e cidadania da parte dos técnicos no sentido de cuidar bem de uma ponte que, independentemente de estar classificada ou não, é património histórico de todos”, sublinha.
José Afonso admite que outros casos semelhantes possam ocorrer, porque, “em Portugal, os técnicos envolvidos nestes trabalhos continuam a agir sem sentido de responsabilidade”. Por outro lado, “a legislação nestes casos devia ser mais simples e o Estado devia actuar mais depressa quando se detectam os problemas”.
Sem formas legais de actuar, José Afonso considera importante lançar o alerta sobre a situação. “Acho que a própria Estradas de Portugal já foi alertada e está a par do problema”, refere. Apesar das diversas tentativas, a Agência Lusa não conseguiu obter esclarecimentos da Estradas de Portugal.
noticias em Espanha:
Patrimonio
Sergio Lorenzo | Cáceres www.hoy.es 08/09/2007
Lo denuncia la Asociación de Amigos de la Vía de la Plata de Cáceres El puente, mitad español y mitad portugués, está junto a Piedras Albasz.
La Asociación de Amigos de la Vía de la Plata de Cáceres ha denunciado, que se están recubriendo de cemento piedras romanas del puente de Segura. Este puente se encuentra sobre el río Eljas a 5 kilómetros de Piedras Albas y muy cerca del pueblo portugués de Segura. Está justo en la frontera, y la mitad del puente es portugués y la otra mitad es español.
'Ofensa' al arte
La Asociación de Amigos de la Vía de la Plata comenta que las obras se han hecho en la parte portuguesa, actuando en las zapatas y tajamares de los pilares, «de una forma ofensiva para las piedras romanas, para el arte y la cultura, recubriendo de hormigón armado varias de las hiladas inferiores de sus sillares, con lo que se pierde la visión del conjunto de la obra romana para siempre», explica la Asociación, que asegura que la ingeniería restauradora de puentes antiguos tiene otras soluciones menos agresivas para consolidar los apoyos de los pilares sin recubrirlos de cemento.
La Asociación se pregunta qué va a pasar con los dos pilares restantes situados en territorio español.
El puente está compuesto de cinco arcos. Tiene cinco bóvedas de luces comprendidas entre 10,50 y 7,50 metros. Las bóvedas de los extremos son totalmente romanas, las tres bóvedas centrales mantienen los pilares romanos, pero las bóvedas han sido reconstruidas puede que en el siglo XVI. Los sillares romanos son almohadillados y las pilas tienen un tajamar triangular.
Expertos en ingeniería romana han destacado la belleza de este puente romano, que para algunos es una réplica en miniatura del Puente de Alcántara. Para algunos no se ha destacado lo suficientemente el puente de Segura al hacerle sombra el de Alcántara.
antes das obras:
http://img.photobucket.com/albums/v244/Arpels/pontedesegura3.jpg?t=1198689816
durante as obras:
http://img.photobucket.com/albums/v244/Arpels/pontedesegura4.jpg?t=1200256834
http://img.photobucket.com/albums/v244/Arpels/pontedesegura2.jpg?t=1198687852
depois das obras:
http://img.photobucket.com/albums/v244/Arpels/pontedesegura1.jpg?t=1198687766
zeh December 26th, 2007, 07:54 PM excelente thread Arpels, Coninbriga é um lugar fantastico que ainda nao conheço. Tenho muita vontade de ir a Casa dos Repuchos
Arpels December 26th, 2007, 08:02 PM visite, os mosaicos são lindos :yes:
Lino December 26th, 2007, 10:08 PM Realmente, bases de betão para uma ponte romana é um crime... :(
tuga14 December 26th, 2007, 10:16 PM :eek: Bases de betão numa ponte destas é um atentado... ao menos que as contruissem com argamassa e pedra...
pedrodepinto December 26th, 2007, 11:30 PM Não ficou muito bem :ohno:...
Arpels January 24th, 2008, 03:19 PM XORCA DE OURO - SINTRA:
Xorca de Ouro da Penha Verde, actualmente exposta no British Museum of London.
http://img.photobucket.com/albums/v244/Arpels/xorcadapenhaverde1.jpg?t=1201179786
"A xorca de ouro da Penha Verde, proviniente do Povoado Calcolítico da Penha Verde, constitui o único espólio recolhido num enterramento de inumação então acidentalmente localizado, entre duas bancadas de calcário e coberto com lajes. Trata-se de um torques formado por três arcos de secção circular, unidos nos topos e aderentes em todo o comprimento. As duas extremidades da peça ligam-se entre si através de uma placa canelada, ligeiramente curvilínea e provida de dois encaixes. Junto aos topos registam-se dois conjuntos de campânulas geminadas. A decoração incisa, presente nos três arcos do torques, é formado por quatro conjuntos de barras e triângulos preenchidos. A difícil atribuição cronológica deste adorno maciço resulta, sobretudo, da inexistência de outro espólio típico associado à necrópole. Porém, é quase impossível não o associar aos contextos conhecidos do Bronze Final."
Resta dizer que esta peça foi ilegalmente levada de Portugal e retirada de Sintra, para ser exposta no British Museum, a xorca foi publicada em 1895 por José Leite Vasconcellos que também noticiou, 7 anos mais tarde (apos a sua publicação da xorca), a sua venda ao museu Britânico:
http://images.google.pt/imgres?imgurl=http://imagensvasco.no.sapo.pt/Sintra/_1897131_sintracollar150.jpg&imgrefurl=http://serradesintra.blogspot.com/2004/06/xorca-de-oura-da-penha-verde.html&h=180&w=150&sz=7&hl=pt-PT&start=1&um=1&tbnid=aquDl7yqFc1BWM:&tbnh=101&tbnw=84&prev=/images%3Fq%3Dxorca%2Bde%2Bouro%2Bsintra%26svnum%3D10%26um%3D1%26hl%3Dpt-PT%26sa%3DN
TESOURO DO CHÃO DE LAMAS - Lamas - Miranda:
http://img.photobucket.com/albums/v244/Arpels/tesourodechaodelamas1.jpg?t=1201180776
O tesouro de Chão de Lamas esta patente ao público no Museu Arqueológico Nacional de Madrid, na chamada e Sala del Tesouro, encontram-se desde o ano de 1922, com os números 28586 e 28591 um conjunto de objectos a que os arqueólogos chamam Tesouro de Chão de Lamas.
Trata-se de um conjunto de peças de prata lavrada e fundida, de raro valor, e que, sem se saber como, foi parar a Espanha, onde tem sido estudado por arqueólogos e etnógrafos de além fronteiras.
Sabe-se que um “português ilustre” e “entusiasta hispanófilo” conseguiu que o Estado
Espanhol comprasse para figurar num museu da Península perante a impossibilidade
de o Governo Português o adquirir por falta de dinheiro...
As peças de que se compõe o tesouro são seis:
Uma lunula; ou colar (torque) de prata lavrada e repuxada cujas extremidades simulam cabeças de serpente;
Duas lunulas ou peitorais, uma de prata batida outra fundida;
Dois vasos (um de 156 m/m e outro de 124 m/m são bojudos e têm ornamentos e cordoes à volta do gargalo e no bojo folhas largas e estilizadas.
O umbo ou umbiqo de escudo de guerra ou seja o seu ornamento central com ornatos de ouro ou de prata muito dourada, com um diâmetro de 115 m/m.
Pertencem todas elas a certa classe já elevada da arte de ourivesaria de que tanto se pode orgulhar a Península nos períodos proto-históricos, mas ao mesmo tempo deixam dúvidas quanto à sua origem, porque, pelo seu exotismo, fogem um pouco às regras estabelecidas e podem admitir influências provocadas por meio de relações de ordem comercial ou ainda pela movimentação de povos antes do período da sua fixação.
Por estas razões o tesouro de Chão de Lamas vem levantar uma série de problemas como por exemplo, o da origem destes artefactos e do tipo de civilização onde foram encontrados.
É muito possível que estes belos objectos encontrados no planalto de Lamas e que denunciam cultura artística apreciável, correspondente aos últimos séculos anteriores a Cristo, não representem a existência de qualquer aglomerado humano de importância onde fossem objectos de uso corrente, pois não há notícia, até hoje, de populações activas e cultura elevada no território mirandense.
Será, assim, mais verosímil a hipótese de este tesouro ter vindo de qualquer outro núcleo de população vizinha, mais ou menos próximo, destruído pelas sucessivas invasões dos povos do Norte e abandonado a toda a espécie de pilhagens.
Dificilmente terão resposta estas dúvidas.
Só é lamentável que por falta de dinheiro, de cultura e de patriotismo se alienem bens de incalculável valor artístico e histórico, tornando cada vez mais pobre e despido de interesse o interior deste País...
N. .R. — Este artigo foi baseado em Notas sobre Miranda do Corvo da autoria do Coronel. Belisário Pimenta publicado no “Diário de Coimbra” em 1950.
[“Mirante. Órgão regionalista de defesa e propaganda do Concelho de Miranda do Corvo”. Miranda do Corvo, Ano II, n.º 15, (Jun. 1979)]
Lino January 24th, 2008, 04:09 PM Citânia de Briteiros, povoação celtibera perto de Guimarães:
http://www.hoteldonasofia.com/fr/imagens/roteiro/CIT%C2NIABRIT.jpg :)
Arpels January 24th, 2008, 04:28 PM :yes: é enorme http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=318203
kinas January 24th, 2008, 09:17 PM Escavações no recém-descoberto Teatro Romano de Braga:
http://item.slide.com/r/1/0/i/9--JAjPM5T-Y70LgnUK8usCbbnIYGKFh/
http://deco-00.slide.com/r/1/0/dl/KyV7UGsa7T8lQ4wLi4Dz-QkRTedN5k8l/item
É pena ter os patos à volta :ohno:
Arpels January 24th, 2008, 09:21 PM é impressão minha ou na segunda foto nota-se o feitio redondo onde se situava as bancadas? :sly:
tuga14 January 24th, 2008, 11:57 PM Sim, não é impressao tua, eu também noto o semi circulo das bancadas;)
Boas fotos Kinas;)
Arpels January 25th, 2008, 02:03 AM bem me pareceu :yes:
Lino January 25th, 2008, 04:52 AM Nota-se perfeitamente!! Que paraíso para os arqueólogos!! :)
O gosto pela arqueologia começou quando visitei as escavações do Mosteiro de Stª Clara-a-Velha quando era puto, adorei visitar aquilo tudo!! Mais Conímbriga, o Criptopórtico do Machado de Castro... pena que em Portugal os arqueólogos não sejam tão bem vistos. :(
Arpels January 25th, 2008, 12:39 PM o problema não é só serem bem ou mal vistos são as saidas profisionais.
Lino January 25th, 2008, 04:10 PM Sim, há poucos a serem empregados, mas até os mandam fora como fizeram agora com os do PA de VN Foz Côa, pois a cultura em Portugal é elitista, ficando a cultura autóctone ao abandono.
Arpels January 25th, 2008, 04:12 PM nem mais :yes:
Arpels January 30th, 2008, 12:17 PM Situada na Freguesia de Familicão, Nazare, este templo foi descoberto nos anos 60 tem sido catalogado como visigótico, ultimamente as leituras feitas pela Arqueologia da Arquitectura apontam para uma igreja que segue as características das igrejas asturianas. Seria deste modo "um posto avançado na progressão da influência galaico-asturiana" que pode ter reutilizado material anterior, presumivelmente visigótico. Os últimos estudos apostam mais no afastamento do universo visigótico e aproximam-no extraordinariamente do restrito número de templos asturianos, conforme se comprova pela existência de tribuna ocidental e câmara supra-absidal. A juntar a estas evidências, há que aprofundar o estudo estilístico dos capitéis da eikonosthasis, cujo vegetalismo e organização em andares aponta também, ainda que com tratamento menos saliente do campo escultórico, para os característicos capitéis vegetalistas asturianos.
Em 1986 é classificado como Monumento Nacional e no presente parece mais um dos muitos destroços visíveis do nosso património. Quando foi notícia no final da década de 80 este importante templo estava transformado num curral de gado, o que já nos aparece referido em documentos de 1702.
Em restauro, prevê-se a abertura ao público no primeiro Semestre de 2008:
http://img.photobucket.com/albums/v244/Arpels/giao6.jpg?t=1201688304
http://img.photobucket.com/albums/v244/Arpels/giao5.jpg?t=1201688087
http://img.photobucket.com/albums/v244/Arpels/giao4.jpg?t=1201688113
http://img.photobucket.com/albums/v244/Arpels/giao3.jpg?t=1201688131
http://img.photobucket.com/albums/v244/Arpels/giao2.jpg?t=1201688161
http://img.photobucket.com/albums/v244/Arpels/giao1.jpg?t=1201688181
Lino January 30th, 2008, 02:18 PM Fantástico, espero a abertura!!
Arpels June 8th, 2008, 08:09 PM Estruturado de acordo com o espírito de Bolonha, o novo curso de 1º ciclo em Arqueologia, que a Universidade do Algarve (UAlg) oferece no ano lectivo de 2008/2009, dá a cada estudante a possibilidade de “desenhar” o seu próprio currículo com o apoio de um tutor.
O curso inova também ao apostar na área da Arqueologia Empresarial, sector onde até agora não existia oferta formativa em Portugal.
Trata-se da primeira licenciatura em Arqueologia no Sul do país (onde até agora só existiam especializações na área), oferecedno um ramo de Arqueologia Empresarial totalmente inovador à escala nacional e dá liberdade individual ao estudante para traçar o seu próprio percurso académico de acordo com os seus interesses, sempre com o apoio de um tutor.
São estas a principais características do novo curso de 1º ciclo que a UAlg, através da Faculdade de Ciências Humanas e Sociais (FCHS), disponibiliza no próximo ano lectivo (2008/2009).
O curso foi pensado de forma abrangente até no que toca às provas de acesso: História da Arte e Património ou Português ou Geologia e Biologia.
“Queremos abrir a porta a alunos com bagagens académicas diversas, desde a área das Humanidades à Científica, já que o curso em si aposta fortemente na interdisciplinaridade como forma de conferir competências diferenciadoras aos técnicos que vamos formar”, refere Nuno Bicho, docente da FCHS e dinamizador da licenciatura em Arqueologia.
O curso de Arqueologia é oferecido, no 1º ano, em conjunto com o curso de Património Cultural, igualmente sob a alçada da FCHS.
Seis cadeiras obrigatórias, 20 opcionais
No primeiro semestre do 1º ano, os alunos terão de fazer seis cadeiras obrigatórias comuns. Depois terão à escolha uma panóplia de 20 cadeiras opcionais, cuja selecção lhes permitirá trilhar um percurso mais de acordo com as respectivas motivações.
“As disciplinas opcionais distribuem-se por três áreas fundamentais, que são a área Histórico-Geográfica, Teoria e Métodos de Trabalho de Campo, sendo que cada aluno terá de completar um número mínimo de créditos em cada uma destas vertentes”, refere o arqueólogo Nuno Bicho.
Para escolher, os alunos poderão recorrer à figura de um tutor e receberão orientação quanto às opções a tomar. “Garantimos que o aluno nunca se sentirá perdido, na medida em que tem todo o apoio da instituição ao longo da sua formação.”
Outra inovação que o curso de Arqueologia comporta prende-se com a possibilidade de o aluno poder, em qualquer parte do seu curso, após o 1º semestre, fazer trabalho de campo com qualquer arqueólogo do país, em qualquer zona, desde que com aprovação prévia por parte da direcção do curso.
“Entendemos que esta é uma forma de sensibilizar o estudante não só para o correcto desempenho da profissão, mas também para as vantagens de estabelecer parcerias e criar uma rede de contactos que lhe permita evoluir profissionalmente”, refere Nuno Bicho.
Quanto à formação pós-graduada, será dada a possibilidade aos estudantes de avançar tanto para o 2º ciclo – onde se mantém a oferta que já existia em anos anteriores na UAlg, através do Centro de Estudos do Património da FCHS –, como para o 3º ciclo, na medida em que já está actualmente em preparação um programa de doutoramento em parceria com a Unidade de Arqueologia da Universidade Clássica de Lisboa (UNIARQ).
Ramo empresarial com elevados índices de empregabilidade
O graduado do curso de Arqueologia da UAlg encontrará um mercado diversificado de trabalho, não só ao nível do Estado, tanto em organismos centrais, como em organismos autárquicos, mas também em instituições privadas e, finalmente, como empresário e técnico especialista.
“O sector da Arqueologia Empresarial é o que tem empregado a maior parte dos licenciados em Portugal, chegando mesmo a absorver profissionais oriundos do mercado espanhol”, explica Nuno Bicho, sublinhando que “isto acontece mesmo não existindo em Portugal formação específica no sector da Arqueologia Empresarial”, um dos dois ramos de especialização propostos pela UAlg no novo curso de 1º ciclo (a par com o ramo de Investigação).
A Arqueologia Empresarial consiste em verificar os recursos arqueológicos, propor e preparar a respectiva protecção no âmbito de qualquer obra.
Neste contexto, avança Nuno Bicho, “o sector das obras públicas é, naturalmente, o que mais profissionais absorve, na medida em que é muito dinâmico e opera em cenários, muitas vezes, de larga escala, como é o caso da construção de auto-estradas, aeroportos, vias ferroviárias, entre outros”.
Fonte: (4 Jun2008). O Barlavento.on line:
Arpels June 8th, 2008, 08:48 PM Arquivo: Edição de 14-04-2008
http://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/setubalmosaico.jpghttp://i5.photobucket.com/albums/y198/obelix1/setubalmosaico2.jpg
Directora do MAEDS destaca importância de achados arqueológicos
“Acidentalmente encontrámos a ponta do véu do centro cívico de Cetóbriga”
No subsolo de um edifício na Rua António Joaquim Granjo, junto ao MAEDS, foram descobertos pela primeira vez mosaicos romanos na cidade, o que vem provar que Cetóbriga não era só uma cidade ligada às conservas de peixe.
Virgínia Ferreira
vmgf.virginia@gmail.com
Pensava-se que a Setúbal romana era uma cidade industrial porque “não se encontrava o centro cívico, a área dos templos, dos edifícios públicos, área residencial por excelência”, explica a directora do Museu de Arqueologia e Etnografia do Distrito de Setúbal, Joaquina Soares.
No entanto, este achado arqueológico, que aconteceu por acaso, no início do mês de Março, enquanto decorriam obras de manutenção do edifício particular, sito na rua António Joaquim Granjo n.º19, perto da avenida Luísa Todi, vem mostrar que naquele local existiu “um grande edifício certamente de uma família muito importante em Cetóbriga ou então um edifício de carácter público”. Estas são as duas hipóteses a considerar, uma vez que neste momento ainda não é possível “fazer uma informação já tão nítida da sua vocação funcional”, explica Joaquina Soares. Mas, a directora do MAEDS diz que não há dúvidas de que se trata “de um edifício robusto, que extravasa o próprio lote onde foi encontrado e avança pelas ruas” contíguas.
Além do mais, como chama a atenção o presidente da Assembleia Distrital de Setúbal, ao lado dos alicerces do edifício existe “um esgoto público, com uma caixa muito grande”, o que comprova “que estamos ao longo de uma urbe” onde vários edifícios escoavam as suas águas residuais.
Na reunião de 30 de Março, da assembleia distrital, “foi consensual a importância da casa romana e que deveria caminhar-se para a sua musealização”, relembrou o presidente da Assembleia Distrital de Setúbal, do qual depende o MAEDS. Joaquim Gonçalves destaca que este achado arqueológico deve ser conservado, em nome da “preservação da memória colectiva e pela consequente atracção do turismo cultural como uma boa perspectiva económica para a cidade”. Assim, ficou decidido que a Câmara Municipal vai “protocolar com o Museu, assumindo o aluguer do edifício, ficando o MAEDS responsável pela sua musealização”.
Este protocolo é fundamental para se poder continuar com a escavação, porque neste momento a intervenção do MAEDS no local está parada, como explica o arqueólogo responsável, “a escavação prosseguiu até determinada altura. Não avançou mais porque a área que ia ser intervencionada, pelo dono, resumia-se a essa área”. Carlos Tavares da Silva destaca que com o protocolo “as escavações vão prosseguir por todo o rés-do-chão e estamos convencidos que vamos pôr à vista muitos mais destes testemunhos”.
O MAEDS realizou estas escavações graças à disponibilidade da proprietária do edifício, que também está disponível para efectuar o contrato de arrendamento daquele rés-do-chão com a autarquia, e que “deu-nos sensivelmente um mês para fazermos os nossos estudos”, depois de ter sido colocado “à vista essa pequena área que nos permitiu logo ver que era um mosaico”, realça Joaquina Soares.
O facto de terem sido encontrados estes mosaicos romanos, constituídos por pequenos cubos de pedra, com 6 mm de lado, vem revelar que Cetóbriga “não era um simples aglomerado de fábricas ou fabriquetas de produção de conservas de peixe em salmoura”, como se pensava até este momento, esclarece o arqueólogo Carlos Tavares da Silva. Este achado vem provar que vivia neste local “gente com recursos económicos consideráveis e/ ou existiam edifícios públicos também de grande importância”.
“Visitas guiadas às próprias escavações, com áreas de visita controladas”
Ainda antes de todas as escavações estarem concluídas, pode ser possível visitar o local e ver os mosaicos romanos.
Joaquina Soares assegura que, em relação às visitas ao local, “a partir do momento em que haja alguma conservação das estruturas expostas à vista é uma ideia que temos”. No entanto, como a área é reduzida, tratando-se de um lote urbano com cerca de 90 m2, onde até ao momento menos de um terço está escavado, “as visitas terão de ser de 2 ou 3 pessoas no máximo a circular”, com um membro da equipa responsável por ir tirando as dúvidas dos visitantes.
Depois da intervenção no local, o MAEDS convidou Carlos Beloto para dar uma opinião sobre este achado, uma vez que tem realizado muitos trabalhos ao nível de conservação de mosaicos. Segundo a directora do MAEDS, este “ficou fascinado com os mosaicos e disse que não era normal aparecer tanto vermelho”, colocando inclusive a hipótese de estes terem sido importados do norte de África e montados por artífices de lá. De acordo com estas características dos mosaicos, o arqueólogo Carlos Tavares da Silva diz que este facto “salienta ainda mais a importância de quem utilizou o mosaico” e portanto de quem era proprietário do edifício.
As escavações realizadas até agora, por uma equipa de três arqueólogos e três técnicos de arqueologia, mostram “um grande edifício, que tem uma parede mestra de facto notável pela sua largura e pelo alicerce, que tem mais de 2 metros de profundidade”, explica Carlos Tavares Silva. Além de que, o actual edifício, que “terá sido construído no período Barroco” (século XVII/ XVIII), com dois pisos, “assentou sobre os derrubes da época romana”, porque não tem alicerces.
Neste edifício, para além dos mosaicos, “temos também materiais e estratos arqueológicos muito importantes para a história da cidade, porque eles têm a ver com as origens do aglomerado habitacional de Setúbal”, afirma Carlos Tavares da Silva, que destaca o facto de que estes são os “vestígios da ocupação romana mais antiga”da cidade.
Quanto ao futuro deste espaço, Joaquim Gonçalves, presidente da Assembleia Distrital de Setúbal, fala numa “sala dos mosaicos romanos”, que poderá ser “uma mais valia para o museu”, dada a proximidade e “uma mais valia para o município de Setúbal e para o enriquecimento cultural da península de Setúbal”.
V.F.
Barragon June 8th, 2008, 09:31 PM :eek: excelentes notícias! Não sei onde é.
Arpels June 8th, 2008, 10:27 PM ao pé do museu de arqueologia de setubal Barra http://www.milcores.pt/cursos/BaixaSetubalComMAESDeSeta.gif MAEDS=Museu de Arqueologia e Etnografia do Distrito de Setúbal, é o segundo nucleo de mosaicos que se conhece na zona, o outro é em Troia no balneario com desenho mais simples k estes em Setubal que até agora são unicos no genero em Portugal.
zip95 June 10th, 2008, 12:59 AM Grande trabalho, Arpels! :applause:
In a few weeks (when I´m back from my next trip to Portugal) I will add some pictures of Mangualdes "Ruinas romanas" (even if they are not very spectacular and everything else than in a good condition) and from the "Anta de Cunha Baixa" to this thread.
Until then here are some photos from the "Dólmen da Orca" a.k.a. "Lapa da Orca" a.k.a. "Orca do Fiais da Telha" ...
http://i119.photobucket.com/albums/o149/zipf95/Dolmen01.jpg
http://i119.photobucket.com/albums/o149/zipf95/Dolmen02.jpg
http://i119.photobucket.com/albums/o149/zipf95/Dolmen03.jpg
http://i119.photobucket.com/albums/o149/zipf95/Dolmen04.jpg
http://i119.photobucket.com/albums/o149/zipf95/Dolmen06.jpg
Cumprimentos,
Zip
Arpels June 10th, 2008, 01:54 AM thanks :okay: cumprimentos!!
Arpels June 10th, 2008, 02:15 AM ruinas Romanas em Mangualde? :sly: é a citânia da Raposeira:?
zip95 June 10th, 2008, 08:08 AM ruinas Romanas em Mangualde? é a citânia da Raposeira
Yes. Here (http://www.cmmangualde.pt/default.asp?pag=html/conteudo83.htm) is what the CM has to say about it.
Que signifar/caracterizar um "Citânia da Raposeira"? Guess I am clueless in the moment. Eu preciso ajuda ... :)
Arpels June 10th, 2008, 03:57 PM Uma citânia é um tipo de povoado caracteristico da idade do ferro, tem origem em povos Celtoides ou semi Celtoides, com uma distribuição muito dilatada no oeste da Europa, fachada Atlantica, caracterizado pela existencia de casas de planta redonda ou oval cujos telhados eram na maioria feitos em palha, a citânia é identica aos castros em todos estes pormenores, contudo, é um pouco maior adiquirindo já as caracteristicas de uma pequena cidade, este tipo de povoado é o antepassado de muitas povoações e cidades Portuguesas e Espanholas actuais, no caso concreto da citânia da Raposeira é o k resta de um povoado Lusitano posteriormente Romanizado por volta do sec. I AC e abandonado por volta do sec IV DC, ao contrário dos povoados dos povos Galaicos os povoados Lusitanos estão mto pouco estudados e a maioria terá sido destruida na época Romana em retaliação pela resistencia deste povo á penetração dos Romanos no seu território, o melhor exemplo de um povoado do género Lusitano é o castro da Carcoda no distrito de Viseu.
zip95 June 10th, 2008, 11:50 PM Wow! Thanks, Arpels, for this profound explanation! The next time I will be there I will look at the ruinas with other eyes or even with a deeper respect.
And, if time allows it, I will visit São Pedro do Sul / Carvalhais to have a sneak at the Castro da Cárcoda...
Muito obrigado!
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