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March 17th, 2005, 11:43 AM
repovoar Ambelis e privados avançam com 50 milhões para reabilitar imóveis degradados Anunciados arrendamentos a partir de 200 euros e casas entre 60 mil e 300 mileuros césar santos
Responsáveis admitem que a reabilitação no centro é difícil
Sandra Alves
Rejuvenescer a capital, criando habitações de qualidade a preços acessíveis à classe média. Este é o objectivo do fundo de investimento imobiliário "Lisboa Século XXI", que foi apresentado, ontem, numa cerimónia que marcou publicamente o regresso de Santana Lopes à presidência da Câmara Municipal. Ao seu lado esteve Carmona Rodrigues, agora vice-presidente.
"A pré-comercialização dos primeiros espaços vai começar dentro de doi s meses e daqui a seis meses inicia-se a ocupação", anunciou Miguel Dias Costa, presidente da J.M. Peterson&Associados, que coordena o projecto com a sociedade gestora FundBox e a empresa de capitais públicos Ambelis (Agência para a Modernização Económica de Lisboa). "O fundo vai viver muito de fazer reabilitações rápidas", frisou o responsável. A Ambelis será "uma peça chave" pelo conhecimento da realidade da capital e o relacionamento com a autarquia.
Regras de mercado
A ideia é disponibilizar para jovens /estudantes, entre os 18 e os 35 anos, quartos e apartamentos para arrendamento a partir de 200 euros e com preço de venda entre os 60 mil euros (T0) e os 300 mil euros (T2). "Não haverá concursos. Isto é uma situação de mercado. Os apartamentos vão ser postos à venda ou para arrendamento e quem chegar primeiro é que compra ou arrenda", sublinhou Miguel Dias Costa. Para quem tiver o Cartão Lisboa Século XXI "haverá descontos, que podem ir até aos dez por cento", revelou o dirigente da J.M. Peterson&Associados (ver texto ao lado).
O fundo imobiliário "já tem um portfolio perfeitamente definido" de imóveis para recuperação situados "em toda cidade. Não tanto na zona histórica porque aí a reabilitação é muito difícil do ponto técnico", explicou o responsável. Mas outras entidades e particulares proprietários de prédios podem juntar-se ao projecto, vendendo o seu imóvel ao fundo ou entregando-o para recuperação e exploração (o proprietário será depois remunerado como um investidor).
Atrair 15 mil moradores
O "Lisboa Século XXI" vai arrancar com um investimento inicial de 50 milhões de euros. Na base deste projecto está o facto de 70% dos edifícios da cidade terem mais de 30 anos e necessitarem de reabilitação, sendo que muitos dos proprietários não têm meios para o fazer.
Por outro lado, na última década aumentou a tendência de compra de casa por parte dos jovens em detrimento do arrendamento. Neste mesmo período, assistiu-se à migração da população de Lisboa para concelhos vizinhos como Sintra e Cascais, mas os postos de trabalho continuam a alimentar o fluxo de entradas na cidade.
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Por tudo isto, a meta do fundo é disponibilizar cerca de 10 mil fogos, de pequena dimensão mas habitáveis, preferencialmente com parque de estacionamento, para atrair 15 mil novos moradores até 2013
Responsáveis admitem que a reabilitação no centro é difícil
Sandra Alves
Rejuvenescer a capital, criando habitações de qualidade a preços acessíveis à classe média. Este é o objectivo do fundo de investimento imobiliário "Lisboa Século XXI", que foi apresentado, ontem, numa cerimónia que marcou publicamente o regresso de Santana Lopes à presidência da Câmara Municipal. Ao seu lado esteve Carmona Rodrigues, agora vice-presidente.
"A pré-comercialização dos primeiros espaços vai começar dentro de doi s meses e daqui a seis meses inicia-se a ocupação", anunciou Miguel Dias Costa, presidente da J.M. Peterson&Associados, que coordena o projecto com a sociedade gestora FundBox e a empresa de capitais públicos Ambelis (Agência para a Modernização Económica de Lisboa). "O fundo vai viver muito de fazer reabilitações rápidas", frisou o responsável. A Ambelis será "uma peça chave" pelo conhecimento da realidade da capital e o relacionamento com a autarquia.
Regras de mercado
A ideia é disponibilizar para jovens /estudantes, entre os 18 e os 35 anos, quartos e apartamentos para arrendamento a partir de 200 euros e com preço de venda entre os 60 mil euros (T0) e os 300 mil euros (T2). "Não haverá concursos. Isto é uma situação de mercado. Os apartamentos vão ser postos à venda ou para arrendamento e quem chegar primeiro é que compra ou arrenda", sublinhou Miguel Dias Costa. Para quem tiver o Cartão Lisboa Século XXI "haverá descontos, que podem ir até aos dez por cento", revelou o dirigente da J.M. Peterson&Associados (ver texto ao lado).
O fundo imobiliário "já tem um portfolio perfeitamente definido" de imóveis para recuperação situados "em toda cidade. Não tanto na zona histórica porque aí a reabilitação é muito difícil do ponto técnico", explicou o responsável. Mas outras entidades e particulares proprietários de prédios podem juntar-se ao projecto, vendendo o seu imóvel ao fundo ou entregando-o para recuperação e exploração (o proprietário será depois remunerado como um investidor).
Atrair 15 mil moradores
O "Lisboa Século XXI" vai arrancar com um investimento inicial de 50 milhões de euros. Na base deste projecto está o facto de 70% dos edifícios da cidade terem mais de 30 anos e necessitarem de reabilitação, sendo que muitos dos proprietários não têm meios para o fazer.
Por outro lado, na última década aumentou a tendência de compra de casa por parte dos jovens em detrimento do arrendamento. Neste mesmo período, assistiu-se à migração da população de Lisboa para concelhos vizinhos como Sintra e Cascais, mas os postos de trabalho continuam a alimentar o fluxo de entradas na cidade.
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Por tudo isto, a meta do fundo é disponibilizar cerca de 10 mil fogos, de pequena dimensão mas habitáveis, preferencialmente com parque de estacionamento, para atrair 15 mil novos moradores até 2013