Phobos
April 4th, 2005, 01:25 AM
Dez meses depois da inauguração, o comboio automático transporta diariamente pouco mais de 500 pessoas, reconhece a empresa responsável
Sem vistas para o exterior e com um ruído constante, alguns moradores do bairro da Tapada do Mocho, em Oeiras, vão à janela e só vêem passar o SATU, um inovador veículo que segue quase sempre vazio. "Isto é um inferno", desabafou Joaquim Marques, um dos moradores que teve "de mudar do quarto para a sala" porque "o ruído é constante entre as sete e a 01h00 da madrugada".
Joaquim Marques vive num sexto andar e quando vai à janela tem como vizinhos a Estação da Tapada (única no trajecto que liga a estação de Paço de Arcos ao centro comercial Oeiras Parque), a uns escassos metros de si, e os "poucos utentes" que utilizam este novo meio de transporte, uma obra lançada por Isaltino Morais, quando era presidente da Câmara de Oeiras, através de um controverso contrato com a empresa de construção civil Teixeira Duarte.
Apesar de ter já sido inaugurado em Junho de 2004, os utentes e os moradores garantem que o SATU - Sistema Automático de Transporte Urbano de Oeiras, um veículo eléctrico não poluente e sem condutor, circula quase sempre vazio.
"Os utentes são muito poucos, vejo dois ou três, depende, mas nunca vai cheio", disse Maria Manuela Miranda, uma utilizadora habitual do SATU. Joaquim Marques já escreveu cartas para a autarquia e para a empresa responsável pela obra, mas até hoje não obteve qualquer resposta. Também Pedro Manique se queixa do "ruído constante e da perda da vista" para o exterior. "Vivo num sétimo andar e passei a ter uma estação ao nível do sexto, portanto é como se vivesse num primeiro andar", lamentou-se o morador, frente à infra-estrutura de betão onde circula o veículo, vários metros acima do solo.
Em declarações à Lusa, a representante da Câmara de Oeiras na administração do SATU respondeu a estas queixas, dizendo que "os valores de ruído estão dentro dos previstos na legislação". Segundo Fátima Azevedo, está-se a "cumprir aquilo que estava previsto" pelos responsáveis do projecto.
Além disso, acrescentou, "os hábitos fazem com que as pessoas depois já não tenham a mesma percepção do que no princípio".
Quanto à paisagem, a administradora afirmou que "não há legislação que dê às pessoas o direito à vista" e garantiu que "as distância foram cumpridas naquilo que o regulamento exige". Fátima Azevedo adiantou que desde a sua inauguração, o SATU já transportou cerca de 125 mil pessoas, uma média de 15 mil por mês, ou entre 500 a 600 por dia.
No entanto, acrescentou, tem "constado isso", ou seja, que as carruagens vão quase vazias. "Sendo um transporte novo e com 1200 metros é compreensível que não tivesse muitos passageiros, mas estamos convencidos de que a afluência vai ser bem maior quando alargarmos o SATU ao Lagoas Parque e também ao Tagus Parque, e posteriormente ao Cacém",
O investimento com a primeira fase do projecto foi de 23 milhões de euros e foi totalmente assumido pela Teixeira Duarte, empresa que possui grandes interesses imobiliários na zona do Lagoas Parque.
http://www.jorgecorreiasantos.interdinamica.net/artes/jcs/images/622004216441.jpghttp://www.jorgecorreiasantos.interdinamica.net/artes/jcs/images/6220041230322.jpg
fonte:Publico (http://jornal.publico.pt/noticias.asp?a=2005&m=04&d=03&id=13998&sid=1535)
Sem vistas para o exterior e com um ruído constante, alguns moradores do bairro da Tapada do Mocho, em Oeiras, vão à janela e só vêem passar o SATU, um inovador veículo que segue quase sempre vazio. "Isto é um inferno", desabafou Joaquim Marques, um dos moradores que teve "de mudar do quarto para a sala" porque "o ruído é constante entre as sete e a 01h00 da madrugada".
Joaquim Marques vive num sexto andar e quando vai à janela tem como vizinhos a Estação da Tapada (única no trajecto que liga a estação de Paço de Arcos ao centro comercial Oeiras Parque), a uns escassos metros de si, e os "poucos utentes" que utilizam este novo meio de transporte, uma obra lançada por Isaltino Morais, quando era presidente da Câmara de Oeiras, através de um controverso contrato com a empresa de construção civil Teixeira Duarte.
Apesar de ter já sido inaugurado em Junho de 2004, os utentes e os moradores garantem que o SATU - Sistema Automático de Transporte Urbano de Oeiras, um veículo eléctrico não poluente e sem condutor, circula quase sempre vazio.
"Os utentes são muito poucos, vejo dois ou três, depende, mas nunca vai cheio", disse Maria Manuela Miranda, uma utilizadora habitual do SATU. Joaquim Marques já escreveu cartas para a autarquia e para a empresa responsável pela obra, mas até hoje não obteve qualquer resposta. Também Pedro Manique se queixa do "ruído constante e da perda da vista" para o exterior. "Vivo num sétimo andar e passei a ter uma estação ao nível do sexto, portanto é como se vivesse num primeiro andar", lamentou-se o morador, frente à infra-estrutura de betão onde circula o veículo, vários metros acima do solo.
Em declarações à Lusa, a representante da Câmara de Oeiras na administração do SATU respondeu a estas queixas, dizendo que "os valores de ruído estão dentro dos previstos na legislação". Segundo Fátima Azevedo, está-se a "cumprir aquilo que estava previsto" pelos responsáveis do projecto.
Além disso, acrescentou, "os hábitos fazem com que as pessoas depois já não tenham a mesma percepção do que no princípio".
Quanto à paisagem, a administradora afirmou que "não há legislação que dê às pessoas o direito à vista" e garantiu que "as distância foram cumpridas naquilo que o regulamento exige". Fátima Azevedo adiantou que desde a sua inauguração, o SATU já transportou cerca de 125 mil pessoas, uma média de 15 mil por mês, ou entre 500 a 600 por dia.
No entanto, acrescentou, tem "constado isso", ou seja, que as carruagens vão quase vazias. "Sendo um transporte novo e com 1200 metros é compreensível que não tivesse muitos passageiros, mas estamos convencidos de que a afluência vai ser bem maior quando alargarmos o SATU ao Lagoas Parque e também ao Tagus Parque, e posteriormente ao Cacém",
O investimento com a primeira fase do projecto foi de 23 milhões de euros e foi totalmente assumido pela Teixeira Duarte, empresa que possui grandes interesses imobiliários na zona do Lagoas Parque.
http://www.jorgecorreiasantos.interdinamica.net/artes/jcs/images/622004216441.jpghttp://www.jorgecorreiasantos.interdinamica.net/artes/jcs/images/6220041230322.jpg
fonte:Publico (http://jornal.publico.pt/noticias.asp?a=2005&m=04&d=03&id=13998&sid=1535)