checco24
April 26th, 2005, 06:57 PM
Aencosta do Casal Ventoso, em Alcântara, Lisboa, vai ser transformada num parque urbano temático dedicado à geologia, arqueologia e antropologia, com caminhos pedonais, zonas de estadia e seis esculturas gigantes de animais pré-históricos. O projecto, encomendado pela Câmara Municipal de Lisboa (CML) a uma empresa de arquitectura paisagística, está orçado em 2,4 milhões de euros e, de acordo com informações do gabinete da presidência, "já foi consignado à empresa Acoril, Empreiteiros, SA". A intervenção abrange uma área de 16 hectares e deverá demorar um ano.
A encosta do Casal Ventoso - onde durante anos funcionou um dos maiores supermercados de droga da capital, servindo também de abrigo a muitos toxicodependentes - foi alvo de uma gigantesca operação de demolição no final do mandato de João Soares e, desde então, tem estado votada ao abandono. No início do mandato, o actual presidente, Santana Lopes, visitou a zona e ordenou a remoção do entulho que resultara das demolições, mas só agora foi conhecido o projecto para o local.
De acordo com Jorge Cancela, autor do projecto, a zona tem algumas "limitações", pelo facto de ser "declivosa e instável" e ter terrenos "muito soltos". Mas, ao mesmo tempo, "oferece uma oportunidade de valorização paisagística e de ligação à mata de Monsanto e tapada das Necessidades". A opção acabou por recair num parque urbano, dedicado à memória pré-histórica do local, que seja um "elemento de valorização de uma das zonas mais expostas da cidade, por se encontrar num canal de entrada e saída de Lisboa".
Para justificar a opção temática, o projectista lembra que "o Vale de Alcântara terá sido um dos primeiros locais de presença humana de Lisboa", abrigando uma flora e fauna "muito interessantes para os caçadores da época". Com o objectivo de "contar esta história" e "recuperar a memória do local", serão colocadas, em pontos estratégicos, seis esculturas gigantes de animais pré-históricos um leão das cavernas, um mamute, um tigre dentes de sabre, um veado, um rinoceronte e um hipopótamo".
"Vão ser o grande acontecimento daquele parque", diz Jorge Cancela, adiantando que as esculturas, da autoria de Luís Cruz, serão feitas em aço corten e pintadas com cores arrojadas. As peças terão entre 9 e 12 metros de altura e serão iluminadas à noite para que chamem a atenção de quem passa de carro. A intervenção inclui também a arborização da encosta, a criação de percursos pedonais - que liguem a zona da Rua Maria Pia à Avenida de Ceuta e à Quinta do Loureiro -, pequenas zonas de estadia e contemplação, colocação de mobiliário urbano e iluminação e um polidesportivo descoberto. No futuro, a meta do arquitecto é que seja construído, na Avenida de Ceuta, um Centro de Interpretação do Vale de Alcântara, que explique a origem do local e funcione em rede com outros museus da cidade.
Ficha
Junta recomenda
Embora ainda não tenha tido acesso ao projecto definitivo, o presidente da Junta de Freguesia de Santo Condestável, Lourenço Bernardino, já conhece as intenções da autarquia para a encosta de Alcântara e aplaude a intenção. "A situação como está não é recomendável", diz, apelando à CML para que faça a intervenção de uma só vez e inclua a construção do prometido polidesportivo coberto.
Arborização autóctone
A intervenção prevê a arborização da encosta, para que se faça o prolongamento com a mata de Monsanto e a tapada das Necessidades. Segundo o projectista, serão utilizadas espécies autóctones (pinheiros mansos e carvalhos) e flora mediterrânica (zambujeiro e medronheiro) . As árvores estarão "visíveis" dentro de três a cinco anos.
In JN
A encosta do Casal Ventoso - onde durante anos funcionou um dos maiores supermercados de droga da capital, servindo também de abrigo a muitos toxicodependentes - foi alvo de uma gigantesca operação de demolição no final do mandato de João Soares e, desde então, tem estado votada ao abandono. No início do mandato, o actual presidente, Santana Lopes, visitou a zona e ordenou a remoção do entulho que resultara das demolições, mas só agora foi conhecido o projecto para o local.
De acordo com Jorge Cancela, autor do projecto, a zona tem algumas "limitações", pelo facto de ser "declivosa e instável" e ter terrenos "muito soltos". Mas, ao mesmo tempo, "oferece uma oportunidade de valorização paisagística e de ligação à mata de Monsanto e tapada das Necessidades". A opção acabou por recair num parque urbano, dedicado à memória pré-histórica do local, que seja um "elemento de valorização de uma das zonas mais expostas da cidade, por se encontrar num canal de entrada e saída de Lisboa".
Para justificar a opção temática, o projectista lembra que "o Vale de Alcântara terá sido um dos primeiros locais de presença humana de Lisboa", abrigando uma flora e fauna "muito interessantes para os caçadores da época". Com o objectivo de "contar esta história" e "recuperar a memória do local", serão colocadas, em pontos estratégicos, seis esculturas gigantes de animais pré-históricos um leão das cavernas, um mamute, um tigre dentes de sabre, um veado, um rinoceronte e um hipopótamo".
"Vão ser o grande acontecimento daquele parque", diz Jorge Cancela, adiantando que as esculturas, da autoria de Luís Cruz, serão feitas em aço corten e pintadas com cores arrojadas. As peças terão entre 9 e 12 metros de altura e serão iluminadas à noite para que chamem a atenção de quem passa de carro. A intervenção inclui também a arborização da encosta, a criação de percursos pedonais - que liguem a zona da Rua Maria Pia à Avenida de Ceuta e à Quinta do Loureiro -, pequenas zonas de estadia e contemplação, colocação de mobiliário urbano e iluminação e um polidesportivo descoberto. No futuro, a meta do arquitecto é que seja construído, na Avenida de Ceuta, um Centro de Interpretação do Vale de Alcântara, que explique a origem do local e funcione em rede com outros museus da cidade.
Ficha
Junta recomenda
Embora ainda não tenha tido acesso ao projecto definitivo, o presidente da Junta de Freguesia de Santo Condestável, Lourenço Bernardino, já conhece as intenções da autarquia para a encosta de Alcântara e aplaude a intenção. "A situação como está não é recomendável", diz, apelando à CML para que faça a intervenção de uma só vez e inclua a construção do prometido polidesportivo coberto.
Arborização autóctone
A intervenção prevê a arborização da encosta, para que se faça o prolongamento com a mata de Monsanto e a tapada das Necessidades. Segundo o projectista, serão utilizadas espécies autóctones (pinheiros mansos e carvalhos) e flora mediterrânica (zambujeiro e medronheiro) . As árvores estarão "visíveis" dentro de três a cinco anos.
In JN