Reflex
June 22nd, 2005, 09:42 PM
Hipótese de transferir para Sintra o único equipamento cultural da cidade está em aberto Maria da Luz Rosinha diz ter obtido a garantia de que o espaço não sairá "para já"
Luz Rosinha gostaria de ampliar o museu, mas não está nos planos do Município de Vila Franca adquirir terrenos em Alverca
Há vários anos que os responsáveis do Museu do Ar, em Alverca, se queixam das condições do único equipamento cultural permanente da cidade. Localizado junto à estação da CP, abriu em 1971, num antigo hangar das Oficinas Gerais de Material Aeronáutico (OGMA), espaço que já não responde às necessidades. Surge agora a hipótese de mudar para outro concelho.
Na última reunião pública da Câmara de Vila Franca de Xira, o vereador do PSD Rui Rei perguntou à presidente, Maria da Luz Rosinha, se confirmava a compra pela Força Aérea de um terreno em Sintra, destinado a instalar o Museu do Ar. As informações do social-democrata apontam para um estudo que destaca a falta de espaço em Alverca, tornando a mudança inevitável.
Segundo Maria da Luz Rosinha, o Município obteve a garantia, durante uma reunião com o chefe de Estado Maior da Força Aérea, de que "o espaço museológico não sairá para já do concelho". Um terreno em Sintra, junto à Base Aérea n.º 1. apenas "albergará um pólo museológico de peças e materiais que já não conseguem ser expostos em Alverca", disse.
A autarquia já solicitou uma reunião à nova Administração das OGMA, com vista a encontrar um espaço alternativo, para ampliar o museu, visto que adquirir um terreno em Alverca do Ribatejo não está nos planos imediatos.
Todavia, Maria da Luz Rosinha não conseguiu garantir em absoluto a permanência do museu nos moldes actuais, porque a Força Aérea quer criar pólos de exposição junto de várias bases e não é seguro que a importância de Alverca se mantenha.
Numa visita ao local, não se fica indiferente ao amontoado de materiais e à ausência de espaço. Segundo o coronel Fernandes, responsável pelo museu, algumas peças foram retiradas da exposição, "aguardando a execução de protecções apropriadas". É o caso da colecção filatélica. "Certos documentos estão escondidos atrás de fotografias e alguns livros foram retirados" das estantes da biblioteca", esclareceu.
Em média, o museu recebe 20 mil visitantes por ano, 60% dos quais estudantes. Embora se trate do único equipamento cultural da cidade, os residentes do concelho raramente o visitam.
Números
9 mil
Peças É o espólio do Museu do Ar, entre aviões de grande porte e pequenas peças, como condecorações e instrumentos de voo. Por falta de espaço, só estão expostos 20 dos 100 aviões. 20 mil visitantes É o valor médio anual, de acordo com os responsáveis do museu. Sessenta por cento são estudantes. Os residentes em Alverca estão longe de ser frequentadores assíduos.
JN (http://jn.sapo.pt/2005/06/22/grande_lisboa/instalacoes_museu_ar_podem_mudar_con.html)
Luz Rosinha gostaria de ampliar o museu, mas não está nos planos do Município de Vila Franca adquirir terrenos em Alverca
Há vários anos que os responsáveis do Museu do Ar, em Alverca, se queixam das condições do único equipamento cultural permanente da cidade. Localizado junto à estação da CP, abriu em 1971, num antigo hangar das Oficinas Gerais de Material Aeronáutico (OGMA), espaço que já não responde às necessidades. Surge agora a hipótese de mudar para outro concelho.
Na última reunião pública da Câmara de Vila Franca de Xira, o vereador do PSD Rui Rei perguntou à presidente, Maria da Luz Rosinha, se confirmava a compra pela Força Aérea de um terreno em Sintra, destinado a instalar o Museu do Ar. As informações do social-democrata apontam para um estudo que destaca a falta de espaço em Alverca, tornando a mudança inevitável.
Segundo Maria da Luz Rosinha, o Município obteve a garantia, durante uma reunião com o chefe de Estado Maior da Força Aérea, de que "o espaço museológico não sairá para já do concelho". Um terreno em Sintra, junto à Base Aérea n.º 1. apenas "albergará um pólo museológico de peças e materiais que já não conseguem ser expostos em Alverca", disse.
A autarquia já solicitou uma reunião à nova Administração das OGMA, com vista a encontrar um espaço alternativo, para ampliar o museu, visto que adquirir um terreno em Alverca do Ribatejo não está nos planos imediatos.
Todavia, Maria da Luz Rosinha não conseguiu garantir em absoluto a permanência do museu nos moldes actuais, porque a Força Aérea quer criar pólos de exposição junto de várias bases e não é seguro que a importância de Alverca se mantenha.
Numa visita ao local, não se fica indiferente ao amontoado de materiais e à ausência de espaço. Segundo o coronel Fernandes, responsável pelo museu, algumas peças foram retiradas da exposição, "aguardando a execução de protecções apropriadas". É o caso da colecção filatélica. "Certos documentos estão escondidos atrás de fotografias e alguns livros foram retirados" das estantes da biblioteca", esclareceu.
Em média, o museu recebe 20 mil visitantes por ano, 60% dos quais estudantes. Embora se trate do único equipamento cultural da cidade, os residentes do concelho raramente o visitam.
Números
9 mil
Peças É o espólio do Museu do Ar, entre aviões de grande porte e pequenas peças, como condecorações e instrumentos de voo. Por falta de espaço, só estão expostos 20 dos 100 aviões. 20 mil visitantes É o valor médio anual, de acordo com os responsáveis do museu. Sessenta por cento são estudantes. Os residentes em Alverca estão longe de ser frequentadores assíduos.
JN (http://jn.sapo.pt/2005/06/22/grande_lisboa/instalacoes_museu_ar_podem_mudar_con.html)