Reflex
June 22nd, 2005, 09:44 PM
reunião PS e CDU inviabilizaram, pela segunda vez, a construção de uma unidade hoteleira da ENATUR Grupo Pestana vai analisar as razões do chumbo para definir os próximos passos
Segunda votação, novo chumbo. A criação de uma pousada no Palácio do Freixo e nas antigas instalações das Moagens Harmonia não avançará neste mandato. A proposta foi rejeitada, ontem, pela Oposição da Câmara do Porto e terá de esperar, agora, pelo desfecho das eleições autárquicas. Rui Rio, que é também candidato do PSD à autarquia, fez a primeira promessa eleitoral "Se ganhar com maioria, há pousada no Freixo", garantiu Rio. O Grupo Pestana, gestor da rede da ENATUR, analisa as razões do chumbo, antes de definir qual o próximo passo a dar.
A ligeira melhoria nas contrapartidas financeiras para o Município pela concessão dos imóveis e os compromissos de manter o palácio aberto à fruição dos visitantes e de suportar a deslocalização do Museu de Ciência e Indústria e a manutenção dos jardins não convenceram o PS e a CDU. O comunista Rui Sá considera que as garantias são "vagas", embora encare como "positiva" a tentativa de aproximação às objecções levantadas, em Fevereiro (data do primeiro chumbo da proposta), pela CDU.
"Estou disponível para colaborar e termos uma proposta para ser votada" ainda neste mandato, salienta Rui Sá. O autarca entende que o actual Executivo "está em condições para apreciar este assunto", antes das eleições. Recorde-se que o candidato socialista à presidência da Câmara, Francisco Assis, defende o adiamento da decisão para o próximo mandato. No entanto, os vereadores do PS não usaram esse argumento.
O socialista Rodrigo Oliveira insistiu na manutenção do Museu da Ciência e Indústria no Freixo, desenvolvendo o "projecto do núcleo museológico" previsto para a área e já com financiamento . "Ficaríamos com um pólo museológico de grande envergadura", assinalou o vereador. Quando ao palácio, sugere a instalação do Governo Civil, poupando dinheiro ao erário público. A actual sede do Governo Civil é alugada.
"Existe um hotel projectado para a marina do Freixo à espera, há quatro anos, pela aprovação no Urbanismo", acusa Rodrigo Oliveira, lembrando, porém, que o PS apresentou uma proposta de ocupação do museu num módulo das antigas moagens Harmonia, o que anularia a construção de 32 dos 70 quartos da pousada, durante as negociações com o Grupo Pestana. Mas foi recusada.
A apreciação por voto secreto redundou no chumbo. Rui Sá tinha sugerido a retirada da proposta, para que as garantias fossem aprofundadas na negociação. "Acho que o ridículo tem limites em todo o mundo. Negociámos de Fevereiro a Junho e, agora, íamos retirar para negociar?", salienta Rui Rio, que acusa o PS de ter uma política de "bota-abaixo".
"Depois de chumbar a pousada, o PS deixa-me uma pista que é colocar o Governo Civil no Freixo, porque ia pagar um aluguer um pouco superior do que a ENATUR. Mas não me explicaram e eu também não perguntei, se o Governo Civil ia recuperar as moagens Harmonia e alugar os quartos", acrescentou. E, na pele de candidato, deixa claro que, haja ou não coligação PSD/PP, o seu programa eleitoral terá a pousada da ENATUR "Se for o PS, não há pousada no Freixo", conclui.
Também Rui Sá recusa a instalação do Governo Civil no palácio por não ser adequado ao funcionamento de serviços e impedir a fruição pública do imóvel.
JN (http://jn.sapo.pt/2005/06/22/grande_porto/palacio_freixo_pousada_espera_eleico.html)
Segunda votação, novo chumbo. A criação de uma pousada no Palácio do Freixo e nas antigas instalações das Moagens Harmonia não avançará neste mandato. A proposta foi rejeitada, ontem, pela Oposição da Câmara do Porto e terá de esperar, agora, pelo desfecho das eleições autárquicas. Rui Rio, que é também candidato do PSD à autarquia, fez a primeira promessa eleitoral "Se ganhar com maioria, há pousada no Freixo", garantiu Rio. O Grupo Pestana, gestor da rede da ENATUR, analisa as razões do chumbo, antes de definir qual o próximo passo a dar.
A ligeira melhoria nas contrapartidas financeiras para o Município pela concessão dos imóveis e os compromissos de manter o palácio aberto à fruição dos visitantes e de suportar a deslocalização do Museu de Ciência e Indústria e a manutenção dos jardins não convenceram o PS e a CDU. O comunista Rui Sá considera que as garantias são "vagas", embora encare como "positiva" a tentativa de aproximação às objecções levantadas, em Fevereiro (data do primeiro chumbo da proposta), pela CDU.
"Estou disponível para colaborar e termos uma proposta para ser votada" ainda neste mandato, salienta Rui Sá. O autarca entende que o actual Executivo "está em condições para apreciar este assunto", antes das eleições. Recorde-se que o candidato socialista à presidência da Câmara, Francisco Assis, defende o adiamento da decisão para o próximo mandato. No entanto, os vereadores do PS não usaram esse argumento.
O socialista Rodrigo Oliveira insistiu na manutenção do Museu da Ciência e Indústria no Freixo, desenvolvendo o "projecto do núcleo museológico" previsto para a área e já com financiamento . "Ficaríamos com um pólo museológico de grande envergadura", assinalou o vereador. Quando ao palácio, sugere a instalação do Governo Civil, poupando dinheiro ao erário público. A actual sede do Governo Civil é alugada.
"Existe um hotel projectado para a marina do Freixo à espera, há quatro anos, pela aprovação no Urbanismo", acusa Rodrigo Oliveira, lembrando, porém, que o PS apresentou uma proposta de ocupação do museu num módulo das antigas moagens Harmonia, o que anularia a construção de 32 dos 70 quartos da pousada, durante as negociações com o Grupo Pestana. Mas foi recusada.
A apreciação por voto secreto redundou no chumbo. Rui Sá tinha sugerido a retirada da proposta, para que as garantias fossem aprofundadas na negociação. "Acho que o ridículo tem limites em todo o mundo. Negociámos de Fevereiro a Junho e, agora, íamos retirar para negociar?", salienta Rui Rio, que acusa o PS de ter uma política de "bota-abaixo".
"Depois de chumbar a pousada, o PS deixa-me uma pista que é colocar o Governo Civil no Freixo, porque ia pagar um aluguer um pouco superior do que a ENATUR. Mas não me explicaram e eu também não perguntei, se o Governo Civil ia recuperar as moagens Harmonia e alugar os quartos", acrescentou. E, na pele de candidato, deixa claro que, haja ou não coligação PSD/PP, o seu programa eleitoral terá a pousada da ENATUR "Se for o PS, não há pousada no Freixo", conclui.
Também Rui Sá recusa a instalação do Governo Civil no palácio por não ser adequado ao funcionamento de serviços e impedir a fruição pública do imóvel.
JN (http://jn.sapo.pt/2005/06/22/grande_porto/palacio_freixo_pousada_espera_eleico.html)