Reflex
July 8th, 2005, 10:01 PM
Empreiteiros regressaram ao trabalho depois de parar as máquinas durante sete dias IPPAR vai reagir hoje à decisão da autarquia
O silêncio que reinou durante os últimos sete dias nas obras do túnel de Ceuta, no Porto, foi quebrado ontem pela manhã. Os empreiteiros aceitaram o desafio da Câmara que, anteontem, deu instruções à empresa municipal de Gestão Obras Públicas (GOP) para negociar com os construtores soluções provisórias que permitam a reabertura ao trânsito das ruas que dão acesso ao Hospital de Santo António. A autarquia decidiu sem consultar o Instituto Português do Património Arquitectónico (IPPAR), que deverá reagir hoje em comunicado.
Depois de ter ordenado aos empreiteiros a suspensão dos trabalhos na zona especial de protecção do Museu Nacional Soares dos Reis, sob a ameaça de "sanções penais e contra-ordenacionais", o Instituto interpôs uma providência cautelar no Tribunal Administrativo e Fiscal do Porto, solicitando a paralisação dos trabalhos e requerendo fiscalização policial para garantir o cumprimento do embargo. O resultado da acção ainda não é conhecido.
Ontem à tarde, o rodopio de máquinas e homens voltou ao túnel. Colocavam-se trilhos na Rua do Dr. Tiago de Almeida, junto ao Hospital, apressavam-se passeios no cruzamento com a Rua do Rosário. Ali, no interior de uma papelaria, Deolinda Silva contemplava o reinício dos trabalhos. Para dar gás ao negócio, trocou o expositor de jornais e revistas, que há dias atravancava o passeio, pelas grades de protecção que delimitam a obra.
"Ao menos em vez de olharem para as obras olham para os jornais", diz, sorridente. "A ver se aproveitamos isto para vender alguma coisa". Há meses que o pó e o barulho lhe irritam a garganta e atormentam a cabeça. O recomeço da obras trouxe-lhe a boa disposição. "Ouvi dizer que na segunda-feira isto já vai estar tudo limpo". A esperança vai pondo cobro a um "calvário" que parece não ter fim.
Fonte: JN (http://jn.sapo.pt/2005/07/08/grande_porto/obras_voltam_tunel.html)
O silêncio que reinou durante os últimos sete dias nas obras do túnel de Ceuta, no Porto, foi quebrado ontem pela manhã. Os empreiteiros aceitaram o desafio da Câmara que, anteontem, deu instruções à empresa municipal de Gestão Obras Públicas (GOP) para negociar com os construtores soluções provisórias que permitam a reabertura ao trânsito das ruas que dão acesso ao Hospital de Santo António. A autarquia decidiu sem consultar o Instituto Português do Património Arquitectónico (IPPAR), que deverá reagir hoje em comunicado.
Depois de ter ordenado aos empreiteiros a suspensão dos trabalhos na zona especial de protecção do Museu Nacional Soares dos Reis, sob a ameaça de "sanções penais e contra-ordenacionais", o Instituto interpôs uma providência cautelar no Tribunal Administrativo e Fiscal do Porto, solicitando a paralisação dos trabalhos e requerendo fiscalização policial para garantir o cumprimento do embargo. O resultado da acção ainda não é conhecido.
Ontem à tarde, o rodopio de máquinas e homens voltou ao túnel. Colocavam-se trilhos na Rua do Dr. Tiago de Almeida, junto ao Hospital, apressavam-se passeios no cruzamento com a Rua do Rosário. Ali, no interior de uma papelaria, Deolinda Silva contemplava o reinício dos trabalhos. Para dar gás ao negócio, trocou o expositor de jornais e revistas, que há dias atravancava o passeio, pelas grades de protecção que delimitam a obra.
"Ao menos em vez de olharem para as obras olham para os jornais", diz, sorridente. "A ver se aproveitamos isto para vender alguma coisa". Há meses que o pó e o barulho lhe irritam a garganta e atormentam a cabeça. O recomeço da obras trouxe-lhe a boa disposição. "Ouvi dizer que na segunda-feira isto já vai estar tudo limpo". A esperança vai pondo cobro a um "calvário" que parece não ter fim.
Fonte: JN (http://jn.sapo.pt/2005/07/08/grande_porto/obras_voltam_tunel.html)