Reflex
August 2nd, 2005, 03:14 PM
Ordem criou serviço de organização de percursos temáticos, após ter recebido várias solicitações de grupos estrangeiros Parque das Nações entre as preferências
São sobretudo grupos de arquitectos estrangeiros que têm usufruído do mais recente serviço da Secção Regional Sul da Ordem dos Arquitectos (OA), criado para responder a solicitações oriundas de grupos de turistas interessados num acompanhamento especializado de arquitectura na região de Lisboa. O serviço foi criado no início do ano e, até ao momento, organizou cerca de meia dúzia de visitas guiadas a edifícios e equipamentos de «boa qualidade» em Lisboa.
Ricardo Aboim Inglés, arquitecto responsável pelo serviço, explica que «havia uma lacuna neste sector» e que, face à crescente procura, «a Ordem acabou por assegurar esse papel de promoção da arquitectura». A única condição que o arquitecto põe para organizar estes percursos é que as obras a visitar sejam todas de qualidade e, preferencialmente, da autoria de arquitectos portugueses. Contudo, admite que, quando visitam o Parque das Nações, é obrigatório passar pela Estação do Oriente, da autoria do arquitecto catalão Santiago Calatrava.
Com efeito, o ex-recinto da Expo'98 lidera as preferências de quem procura a OA para guiar percursos pela capital. «As pessoas querem muito ir à Expo», diz o arquitecto, explicando que é uma intenção que demonstram quando fazem o primeiro contacto. Ricardo Aboim Inglés admite que o recinto do Parque das Nações «é capaz de ser a face mais visível e o sítio onde há uma maior concentração de projectos de arquitectura contemporânea» e também de espaços públicos de qualidade.
Além da Estação do Oriente, a visita ao recinto inclui passagens obrigatórias pelo Pavilhão de Portugal - famoso pela pala de Siza Vieira, mas ainda não visitável por dentro - e pelo Pavilhão do Conhecimento dos Mares, hoje transformado em Museu da Ciência e projectado pelo arquitecto Carrilho da Graça. É também na zona do Parque das Nações que, segundo Aboim Inglés, se concentram os melhores edifícios de habitação projectados por arquitectos em Lisboa, a sua principal dor de cabeça quando está a organizar estas visitas.
«A pior coisa que me podem pedir é para visitar habitação de qualidade», diz, adiantando que, no concelho, contam-se pelos dedos da mão os edifícios para viver de qualidade excepcional feitos por arquitectos.
Outro dos edifícios que já foi pedido para visitar por um dos grupos que procurou a OA foi a Reitoria da Universidade Nova de Lisboa, em Campolide, da autoria dos arquitectos Manuel e Francisco Aires Mateus, classificada com o Prémio Valmor em 2002. Da rota dos 'obrigatórios' fazem ainda parte o Centro de Documentação e Informação da Presidência da República, também de Carrilho da Graça, o Mosteiro dos Jerónimos e a Fundação Calouste Gulbenkian. «Levei lá um grupo e ficaram boquiabertos. A Fundação também foi excepcional e mandou abrir tudo, até o grande auditório», disse Ricardo Aboim Inglés, adiantando que, em geral, as entidades têm recebido os pedidos de visita com agrado. «É um reconhecimento para o edifício», diz.
Da lista de participantes já fizeram parte suecos, holandeses e alemães, mas nenhum português. «Houve dois contactos, mas não se concretizaram. Quando dissemos que o serviço era pago e que precisavam de dizer a data e o número de pessoas, não voltaram a ligar», disse. A Ordem procura que o autor do projecto, ou alguém do seu gabinete, acompanhe a visita para falar do edifício.
Fonte: JN (http://jn.sapo.pt/2005/08/02/grande_lisboa/arquitectos_guiam_visitas_a_edificio.html)
São sobretudo grupos de arquitectos estrangeiros que têm usufruído do mais recente serviço da Secção Regional Sul da Ordem dos Arquitectos (OA), criado para responder a solicitações oriundas de grupos de turistas interessados num acompanhamento especializado de arquitectura na região de Lisboa. O serviço foi criado no início do ano e, até ao momento, organizou cerca de meia dúzia de visitas guiadas a edifícios e equipamentos de «boa qualidade» em Lisboa.
Ricardo Aboim Inglés, arquitecto responsável pelo serviço, explica que «havia uma lacuna neste sector» e que, face à crescente procura, «a Ordem acabou por assegurar esse papel de promoção da arquitectura». A única condição que o arquitecto põe para organizar estes percursos é que as obras a visitar sejam todas de qualidade e, preferencialmente, da autoria de arquitectos portugueses. Contudo, admite que, quando visitam o Parque das Nações, é obrigatório passar pela Estação do Oriente, da autoria do arquitecto catalão Santiago Calatrava.
Com efeito, o ex-recinto da Expo'98 lidera as preferências de quem procura a OA para guiar percursos pela capital. «As pessoas querem muito ir à Expo», diz o arquitecto, explicando que é uma intenção que demonstram quando fazem o primeiro contacto. Ricardo Aboim Inglés admite que o recinto do Parque das Nações «é capaz de ser a face mais visível e o sítio onde há uma maior concentração de projectos de arquitectura contemporânea» e também de espaços públicos de qualidade.
Além da Estação do Oriente, a visita ao recinto inclui passagens obrigatórias pelo Pavilhão de Portugal - famoso pela pala de Siza Vieira, mas ainda não visitável por dentro - e pelo Pavilhão do Conhecimento dos Mares, hoje transformado em Museu da Ciência e projectado pelo arquitecto Carrilho da Graça. É também na zona do Parque das Nações que, segundo Aboim Inglés, se concentram os melhores edifícios de habitação projectados por arquitectos em Lisboa, a sua principal dor de cabeça quando está a organizar estas visitas.
«A pior coisa que me podem pedir é para visitar habitação de qualidade», diz, adiantando que, no concelho, contam-se pelos dedos da mão os edifícios para viver de qualidade excepcional feitos por arquitectos.
Outro dos edifícios que já foi pedido para visitar por um dos grupos que procurou a OA foi a Reitoria da Universidade Nova de Lisboa, em Campolide, da autoria dos arquitectos Manuel e Francisco Aires Mateus, classificada com o Prémio Valmor em 2002. Da rota dos 'obrigatórios' fazem ainda parte o Centro de Documentação e Informação da Presidência da República, também de Carrilho da Graça, o Mosteiro dos Jerónimos e a Fundação Calouste Gulbenkian. «Levei lá um grupo e ficaram boquiabertos. A Fundação também foi excepcional e mandou abrir tudo, até o grande auditório», disse Ricardo Aboim Inglés, adiantando que, em geral, as entidades têm recebido os pedidos de visita com agrado. «É um reconhecimento para o edifício», diz.
Da lista de participantes já fizeram parte suecos, holandeses e alemães, mas nenhum português. «Houve dois contactos, mas não se concretizaram. Quando dissemos que o serviço era pago e que precisavam de dizer a data e o número de pessoas, não voltaram a ligar», disse. A Ordem procura que o autor do projecto, ou alguém do seu gabinete, acompanhe a visita para falar do edifício.
Fonte: JN (http://jn.sapo.pt/2005/08/02/grande_lisboa/arquitectos_guiam_visitas_a_edificio.html)