Mahler
August 2nd, 2005, 11:42 PM
Linha 2-Verde do metrô, que sai da Estação Ana Rosa, pode ir além da Vila Prudente. Está em estudo a possibilidade de ligá-la ou pelo menos aproximá-la da Linha 3-Vermelha (Leste-Oeste), na altura do Tatuapé. Isso significaria começar a fechar a malha metroviária. Mas é apenas uma possibilidade para o futuro revelada pelos técnicos, ainda não confirmada pela diretoria da Companhia do Metropolitano. A Linha 2 vai ter também, na Estação Klabin, integração com a Linha 5 (Capão Redondo), que hoje termina no Largo 13 de Maio, reforçando a interligação da rede.
O custo do trecho de 3,4 quilômetros entre Ana Rosa e Ipiranga é de R$ 850 milhões e a obra tem sido tocada com recursos do Estado. Na sexta-feira, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) anunciou que desistiu de obter financiamento de R$ 394 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para a Linha 2.
Alckmin afirmou que o banco mudou as exigências e, se o governo fosse cumpri-las, o Estado teria prejuízo. O presidente do BNDES, Guido Mantega, alegou motivos técnicos e ainda sugeriu que São Paulo estaria esnobando o dinheiro.
Alckmin - A princípio, a Linha 2 teria três estações: Klabin e Imigrantes, que serão entregues em março, e Ipiranga, prevista para entrar em funcionamento em setembro de 2006. Depois, foi incluída a Sacomã e, na semana passada, o governador autorizou o início do projeto da Estação Tamanduateí. As duas devem ser concluídas em 2008.
As obras na 2-Verde avançam em dez frentes de túnel. São escavados 13 metros por dia no total. Temos 1.600 pessoas trabalhando, se possível 24 horas, explicou o engenheiro Luiz Carlos Pereira Grillo, gerente de construção da linha. Ela segue em túneis gêmeos - independentes - até a Estação Imigrantes, depois o traçado fica duplo - os dois sentidos no mesmo túnel - até a Ipiranga.
Entre Ana Rosa e Klabin são 910 metros de túnel. Falta concluir cerca de 200 metros. A previsão é vazar no dia 25 de outubro. Os acessos da Estação Klabin, toda enterrada, ficam na Rua Vergueiro, na frente do Liceu Pasteur e do outro lado da rua, na mesma altura.
Está na fase de escavação da última laje do fundo da estação, onde ficarão os trilhos. O acabamento deve começar em outubro, mas a inauguração vai ser só em março. Ainda permanece interditado um trecho de 400 metros da Rua Vergueiro, na altura da Rua Desembargador Aragão. Ele deve ser liberado em dezembro, disse Grillo.
Na quinta-feira, foi concluída a abertura de um dos túneis de 600 metros entre as Estações Klabin e Imigrantes. Há mais 400 metros em superfície já prontos. O próximo deve estar completo até o dia 15 de agosto, garantiu o engenheiro.
Estacionamento - A linha não terá terminais de ônibus, mas estão previstas algumas baias para embarque e desembarque de passageiros. O único estacionamento previsto vai ser feito na Estação Imigrantes, que fica na esquina da Avenida Ricardo Jafet com Rua Saioá. Um dos públicos-alvo desse estacionamento é quem vem de Santos. Mas é uma obra secundária, para uma outra etapa do projeto.
A Estação Ipiranga, na esquina da Rua Gentil de Moura com a Visconde de Pirajá, está mais crua. Vai ser entregue em setembro. A obra foi iniciada com atraso por conta das desapropriações. A imissão de posse do último imóvel saiu essa semana. Já foi escavado um poço com 42 metros.
Recentemente, o governo chinês anunciou que pretende investir US$ 242 bilhões (US$ 99 bilhões de euros) na rede ferroviária nas duas primeiras décadas do século 21.
Linha Amarela será entregue em 2008, com cinco estações
A Linha 4-Amarela do metrô (Luz-Vila Sônia), que vai custar R$ 2,1 bilhões, deve estar pronta em 2008 com cinco estações - Butantã, Pinheiros, Paulista, República e Luz. Pode ser concluída ainda a Faria Lima. Houve um compromisso da gestão anterior e estamos negociando com a Prefeitura para colaborar na obra, diz o diretor de Planejamento e Expansão dos Transportes Metropolitanos, Renato Pires de Carvalho Viégas. Segundo ele, as demais - Oscar Freire, Higienópolis, Morumbi e Fradique Coutinho - só devem ser entregues em 2010.
O Estado vai deixar 70% dessas estações prontas. Depois, deve fazer concessão ou parcerias público-privadas (PPPs) para a conclusão, conforme indicar o estudo mercadológico, em que o concessionário vai fornecer trens, sinalização e alguns sistemas. Em troca, vai operar 25 ou 30 anos e depois devolver ao Estado.
Só que apenas 50 metros dos 12,8 quilômetros da Linha 4 já foram escavados. A obra está dentro do cronograma, que prevê a entrega de cinco estações entre Luz e Vila Sônia em 2008, garante o gerente de Construção da linha, Marco Antonio Buoncompagno.
Os trabalhos estão sendo desenvolvidos em 13 frentes, principalmente escavações de poços de acesso e início de estações. Estão sendo usados os métodos shield (veja box) - de Luz até a Faria Lima - e austríaco - Faria Lima à Vila Sônia.
Estão em obras o Pátio Vila Sônia, o acesso ao pátio, os poços Caxingui e três poderes, Estação Butantã, poço Waldemar Ferreira, Estação Pinheiros (Largo da Batata), poço Ferreira de Araújo, Estações Faria Lima, Fradique Coutinho (Rua dos Pinheiros), Oscar Freire (esquina com Avenida Rebouças), poço Coronel José Eusébio e Estação Higienópolis (sob a Rua da Consolação). Na República, as obras começam no mês que vem, diz o gerente.
Uma das pistas da Avenida Ipiranga deve ser interditada em fins de agosto, por um ano. Depois, será liberada e interditada a outra pista. Na área da Estação da Luz, estão em demolição sete imóveis. Depois serão mais 18 nas Ruas Mauá, Brigadeiro Tobias e Cásper Líbero.
As interdições de trânsito estão na Avenida Faria Lima, altura do Largo da Batata, e na Rua dos Pinheiros, entre a Mourato Coelho e a Mateus Grou. Vamos ter, mas ainda não está definida a data, uma interdição em definitivo na Avenida do Imigrante Japonês, na Vila Sônia, porque é o local em que aflora o túnel e vai dar no pátio. Para organizar o tráfego, porém, a avenida será substituída por duas ruas, afirma Buoncompagno.
O custo do trecho de 3,4 quilômetros entre Ana Rosa e Ipiranga é de R$ 850 milhões e a obra tem sido tocada com recursos do Estado. Na sexta-feira, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) anunciou que desistiu de obter financiamento de R$ 394 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para a Linha 2.
Alckmin afirmou que o banco mudou as exigências e, se o governo fosse cumpri-las, o Estado teria prejuízo. O presidente do BNDES, Guido Mantega, alegou motivos técnicos e ainda sugeriu que São Paulo estaria esnobando o dinheiro.
Alckmin - A princípio, a Linha 2 teria três estações: Klabin e Imigrantes, que serão entregues em março, e Ipiranga, prevista para entrar em funcionamento em setembro de 2006. Depois, foi incluída a Sacomã e, na semana passada, o governador autorizou o início do projeto da Estação Tamanduateí. As duas devem ser concluídas em 2008.
As obras na 2-Verde avançam em dez frentes de túnel. São escavados 13 metros por dia no total. Temos 1.600 pessoas trabalhando, se possível 24 horas, explicou o engenheiro Luiz Carlos Pereira Grillo, gerente de construção da linha. Ela segue em túneis gêmeos - independentes - até a Estação Imigrantes, depois o traçado fica duplo - os dois sentidos no mesmo túnel - até a Ipiranga.
Entre Ana Rosa e Klabin são 910 metros de túnel. Falta concluir cerca de 200 metros. A previsão é vazar no dia 25 de outubro. Os acessos da Estação Klabin, toda enterrada, ficam na Rua Vergueiro, na frente do Liceu Pasteur e do outro lado da rua, na mesma altura.
Está na fase de escavação da última laje do fundo da estação, onde ficarão os trilhos. O acabamento deve começar em outubro, mas a inauguração vai ser só em março. Ainda permanece interditado um trecho de 400 metros da Rua Vergueiro, na altura da Rua Desembargador Aragão. Ele deve ser liberado em dezembro, disse Grillo.
Na quinta-feira, foi concluída a abertura de um dos túneis de 600 metros entre as Estações Klabin e Imigrantes. Há mais 400 metros em superfície já prontos. O próximo deve estar completo até o dia 15 de agosto, garantiu o engenheiro.
Estacionamento - A linha não terá terminais de ônibus, mas estão previstas algumas baias para embarque e desembarque de passageiros. O único estacionamento previsto vai ser feito na Estação Imigrantes, que fica na esquina da Avenida Ricardo Jafet com Rua Saioá. Um dos públicos-alvo desse estacionamento é quem vem de Santos. Mas é uma obra secundária, para uma outra etapa do projeto.
A Estação Ipiranga, na esquina da Rua Gentil de Moura com a Visconde de Pirajá, está mais crua. Vai ser entregue em setembro. A obra foi iniciada com atraso por conta das desapropriações. A imissão de posse do último imóvel saiu essa semana. Já foi escavado um poço com 42 metros.
Recentemente, o governo chinês anunciou que pretende investir US$ 242 bilhões (US$ 99 bilhões de euros) na rede ferroviária nas duas primeiras décadas do século 21.
Linha Amarela será entregue em 2008, com cinco estações
A Linha 4-Amarela do metrô (Luz-Vila Sônia), que vai custar R$ 2,1 bilhões, deve estar pronta em 2008 com cinco estações - Butantã, Pinheiros, Paulista, República e Luz. Pode ser concluída ainda a Faria Lima. Houve um compromisso da gestão anterior e estamos negociando com a Prefeitura para colaborar na obra, diz o diretor de Planejamento e Expansão dos Transportes Metropolitanos, Renato Pires de Carvalho Viégas. Segundo ele, as demais - Oscar Freire, Higienópolis, Morumbi e Fradique Coutinho - só devem ser entregues em 2010.
O Estado vai deixar 70% dessas estações prontas. Depois, deve fazer concessão ou parcerias público-privadas (PPPs) para a conclusão, conforme indicar o estudo mercadológico, em que o concessionário vai fornecer trens, sinalização e alguns sistemas. Em troca, vai operar 25 ou 30 anos e depois devolver ao Estado.
Só que apenas 50 metros dos 12,8 quilômetros da Linha 4 já foram escavados. A obra está dentro do cronograma, que prevê a entrega de cinco estações entre Luz e Vila Sônia em 2008, garante o gerente de Construção da linha, Marco Antonio Buoncompagno.
Os trabalhos estão sendo desenvolvidos em 13 frentes, principalmente escavações de poços de acesso e início de estações. Estão sendo usados os métodos shield (veja box) - de Luz até a Faria Lima - e austríaco - Faria Lima à Vila Sônia.
Estão em obras o Pátio Vila Sônia, o acesso ao pátio, os poços Caxingui e três poderes, Estação Butantã, poço Waldemar Ferreira, Estação Pinheiros (Largo da Batata), poço Ferreira de Araújo, Estações Faria Lima, Fradique Coutinho (Rua dos Pinheiros), Oscar Freire (esquina com Avenida Rebouças), poço Coronel José Eusébio e Estação Higienópolis (sob a Rua da Consolação). Na República, as obras começam no mês que vem, diz o gerente.
Uma das pistas da Avenida Ipiranga deve ser interditada em fins de agosto, por um ano. Depois, será liberada e interditada a outra pista. Na área da Estação da Luz, estão em demolição sete imóveis. Depois serão mais 18 nas Ruas Mauá, Brigadeiro Tobias e Cásper Líbero.
As interdições de trânsito estão na Avenida Faria Lima, altura do Largo da Batata, e na Rua dos Pinheiros, entre a Mourato Coelho e a Mateus Grou. Vamos ter, mas ainda não está definida a data, uma interdição em definitivo na Avenida do Imigrante Japonês, na Vila Sônia, porque é o local em que aflora o túnel e vai dar no pátio. Para organizar o tráfego, porém, a avenida será substituída por duas ruas, afirma Buoncompagno.