Paulo2004
August 4th, 2005, 09:21 PM
Sem construções, não há Parque Oriental. A certeza é de Rui Rio. O presidente da Câmara do Porto e candidato à reeleição pela coligação PSD/PP entende que não é possível a um município rasgar um equipamento de dimensão metropolitana apenas com fundos da autarquia. O investimento privado surge como solução.
Também os socialistas partilham deste conceito. Embora defenda um projecto distinto para a zona Oriental, Francisco Assis deixou claro que considera o recurso a capitais privados para a execução do prometido parque. O candidato do PS não seguirá o plano de pormenor do arquitecto Sidónio Pardal - embora se preveja que seja aprovado em Executivo antes das eleições - e, como já noticiou o JN, aposta na recuperação da proposta do concurso de ideias de 1994.
Tal como Rui Rio, o comunista Rui Sá está ao lado da solução de Sidónio Pardal. A redução do parque ao vale do rio Tinto é uma ideia originária da equipa, contratada pelos socialistas, para a elaboração do Plano Director Municipal. A ideia vingou. "Não me choca ter uma bordadura urbanizada para lá das vias que circundam o Parque Oriental", admite Rui Sá, vendo-a como uma oportunidade de reduzir o peso da construção nos cofres municipais e de "tornar a zona mais segura e atractiva".
Admite que se perdeu muito tempo (cerca de ano e meio) a discutir a Alameda de Azevedo, o que atrasou a elaboração do plano de pormenor do parque. A alameda perdeu o perfil de auto-estrada para se converter em avenida, mas, ainda assim, "não foram introduzidas todas as melhorias que gostaria". Com um plano aprovado, o candidato da CDU crê que a autarquia deverá avançar com o arranjo dos espaços verde nos terrenos municipais.
Hipódromo ou golfe
Convencido de que o modelo do Parque Oriental, projectado por Sidónio Pardal, é o "único possível", Rui Rio defende que não é possível construir completamente um parque metropolitano num mandato.
"O Parque da Cidade demorou largos anos a construir e tem mérito de vários executivos camarários. Foi feito neste mandato o que era possível lançar o projecto e torná-lo imparável", afiança o autarca, certo de que "a construção do Parque Oriental tem de ser viável", tal como a sua manutenção.
O candidato do PSD/PP vê na introdução de um hipódromo no espaço uma forma de obter receitas. "A concessão do hipódromo ou mesmo de golfe dão fundos para a manutenção do parque, que é para ir construindo, à medida que for sendo viável do ponto de vista financeiro", acrescenta ainda.
Já João Teixeira Lopes, candidato do Bloco de Esquerda, tem dúvidas sobre o recurso às construções como modelo de financiamento de espaços verdes para a cidade. "Não deve apostar-se na construção, sobretudo se for intrusiva. Já existe construção a mais no Porto", sustenta o bloquista, com críticas aos atrasos na elaboração do projecto para o parque.
"A Câmara atrasou-se e muito em relação ao Parque Oriental, que é uma prioridade para uma área onde a qualidade de vida é menor. Poderá servir uma boa parte da Área Metropolitana do Porto. Por isso, esse projecto devia ser pensado também com as autarquias de Valongo e de Gondomar, que até são da mesma cor política", salienta Teixeira Lopes, que prefere o recurso a meios de financiamento estatais e comunitários do que a imobiliários.
Também os socialistas partilham deste conceito. Embora defenda um projecto distinto para a zona Oriental, Francisco Assis deixou claro que considera o recurso a capitais privados para a execução do prometido parque. O candidato do PS não seguirá o plano de pormenor do arquitecto Sidónio Pardal - embora se preveja que seja aprovado em Executivo antes das eleições - e, como já noticiou o JN, aposta na recuperação da proposta do concurso de ideias de 1994.
Tal como Rui Rio, o comunista Rui Sá está ao lado da solução de Sidónio Pardal. A redução do parque ao vale do rio Tinto é uma ideia originária da equipa, contratada pelos socialistas, para a elaboração do Plano Director Municipal. A ideia vingou. "Não me choca ter uma bordadura urbanizada para lá das vias que circundam o Parque Oriental", admite Rui Sá, vendo-a como uma oportunidade de reduzir o peso da construção nos cofres municipais e de "tornar a zona mais segura e atractiva".
Admite que se perdeu muito tempo (cerca de ano e meio) a discutir a Alameda de Azevedo, o que atrasou a elaboração do plano de pormenor do parque. A alameda perdeu o perfil de auto-estrada para se converter em avenida, mas, ainda assim, "não foram introduzidas todas as melhorias que gostaria". Com um plano aprovado, o candidato da CDU crê que a autarquia deverá avançar com o arranjo dos espaços verde nos terrenos municipais.
Hipódromo ou golfe
Convencido de que o modelo do Parque Oriental, projectado por Sidónio Pardal, é o "único possível", Rui Rio defende que não é possível construir completamente um parque metropolitano num mandato.
"O Parque da Cidade demorou largos anos a construir e tem mérito de vários executivos camarários. Foi feito neste mandato o que era possível lançar o projecto e torná-lo imparável", afiança o autarca, certo de que "a construção do Parque Oriental tem de ser viável", tal como a sua manutenção.
O candidato do PSD/PP vê na introdução de um hipódromo no espaço uma forma de obter receitas. "A concessão do hipódromo ou mesmo de golfe dão fundos para a manutenção do parque, que é para ir construindo, à medida que for sendo viável do ponto de vista financeiro", acrescenta ainda.
Já João Teixeira Lopes, candidato do Bloco de Esquerda, tem dúvidas sobre o recurso às construções como modelo de financiamento de espaços verdes para a cidade. "Não deve apostar-se na construção, sobretudo se for intrusiva. Já existe construção a mais no Porto", sustenta o bloquista, com críticas aos atrasos na elaboração do projecto para o parque.
"A Câmara atrasou-se e muito em relação ao Parque Oriental, que é uma prioridade para uma área onde a qualidade de vida é menor. Poderá servir uma boa parte da Área Metropolitana do Porto. Por isso, esse projecto devia ser pensado também com as autarquias de Valongo e de Gondomar, que até são da mesma cor política", salienta Teixeira Lopes, que prefere o recurso a meios de financiamento estatais e comunitários do que a imobiliários.