View Full Version : A história do Palácio Monroe e de sua destruição


JorgeRubies
August 7th, 2005, 02:38 AM
Conforme prometi, segue abaixo a escandalosa história da destruição do Palácio Monroe, história essa da qual o modernista Lúcio Costa é um dos protagonistas.

Como comentário, só queria dizer que numa das últimas entrevistas desse arquiteto e urbanista antes de falecer, ele foi perguntado se preferia o modelo das cidades norte-americanas ou européias. Com a maior desfaçatez, respondeu que preferia as cidades européias, o oposto do modelo de cidades que implantou em Brasília e no Brasil.

O texto e as fotos foram copiados do fotolog - http://www.fotolog.net/tumminelli/
Era uma série diária com 7 partes.

Outra página completíssima sobre o Monroe é - http://www.fotonadia.art.br/monroe.htm

Abraços a todos
Jorge - http://www.piratininga.org

http://img256.imageshack.us/img256/5535/monroe14pw.jpg

PALACIO MONROE - Parte 1
1904

Foto de Augusto Malta


A partir de hoje começarei uma serie que abordará e mostrará o famoso Palácio Monroe. Sua construção, sua vida e sua criminosa demolição. O epílogo da vida do Monroe será uma surpresa para muitos que desconhecem a verdadeira causa de sua demolição. Por isso peço que você acompanhe e divulgue a serie para seus amigos e conhecidos. Você verá como uma historia fantasiosa perdura por muitos anos entre os cariocas encobrindo um dos maiores crimes contra a historia do Rio e do Brasil. É só aguardar.

Vamos lá... A foto é de autoria de Augusto Malta, um alagoano, que após trocar sua bicicleta por uma máquina fotográfica, tornou-se alguns anos depois um dos principais fotógrafos da evolução urbana do Rio. Malta foi o autor de mais de 30 mil fotos. Registrou a grande mudança urbanística que o Rio de Janeiro sofreu durante o governo do Prefeito Pereira Passos entre outras fotos. Recebeu o cargo de fotografo municipal em junho de 1903.

Nessa foto podemos ver as conclusões da construção do Palácio Monroe, cercado de andaimes de madeira. O Monroe foi construído originalmente nos EUA pelo Governo do Brasil. Participava das comemorações do centenário de aniversario de integração do Estado de Louisiana nos EUA. Esse estado pertenceu à França até 1803. A sua construção causou impacto perante a todos os presentes à comemoração. A imprensa americana ressaltou seu estilo, suas linhas. Por fim foi merecedor do prêmio de melhor arquitetura da época, o Grande Prêmio Medalha de Ouro. Seu projetista foi o Coronel Arquiteto Francisco Marcelino de Souza Aguiar. Sua estrutura, toda metálica, permitiu seu desmonte para ser remontado em solo brasileiro. Foi erguido então no fim da Rua do Passeio onde havia um velho casario. Em estilo eclético, marcou pelo rompimento do uso da arquitetura portuguesa no Brasil.

A Avenida Central ainda em fase final de construção. Pode-se observar no canto inferior esquerdo uma nesga da nova calçada, em pedra portuguesa, com as ondas que vieram ser iguais a da Avenida Atlântica. Ao lado, os belos postes de iluminação publica. O Obelisco no fim da Avenida ainda não Havia sido feito e instalado.

http://img256.imageshack.us/img256/6487/monroe28fd.jpg

PALACIO MONROE - Parte 2
1906/7
Postal do inicio do século XX



Continuando a historia do Palácio Monroe, iniciada ontem, temos na foto ele já com a sua construção acabada. A escadaria de sua entrada que era virada para a, então, Avenida Central (atual Rio Branco). Infelizmente não podemos observar os famosos leões que haviam nela e que atualmente, se não me engano, estão numa residencia em Pernanbuco. Observa-se também os jardins do Monroe ao lado esquerdo da foto.

Entregue aos cariocas e ao Brasil em 1906 por ocasião da Terceira Conferencia Pan Americana que foi sediada nele. Sua reconstrução, depois da sua transferência dos EUA, começou em 1904. Durante a abertura da Conferência, o mestre de cerimônias, Barão do Rio Banco, batizou o, então, Pavilhão Brasil (lembre-se que ele foi construído para representar nosso país nos EUA), de Palácio Monroe, uma homenagem ao presidente norte americano James Monroe, idealizador do Pan Americanismo. Além dessa conferencia o Monroe foi palco de vários eventos, tais como, 4º Congresso Médico latino Americano, foi sede do Ministério da Viação, sediou o Congresso Internacional de Jurisconsultos entre outras coisas. Em 1925, foi transformado em sede do Senado Federal. Com a transferência da capital federal do Rio para Brasília, o Monroe passou a sediar o Estado Maior das Forças Armadas.

http://img256.imageshack.us/img256/9932/monroe39yh.jpg

PALACIO MONROE – Parte 3
1958


A nossa maquina do tempo pulou 40 anos e caímos agora em 1958. O presidente é Juscelino Kubsticheck, que estava no poder há dois anos.

O Rio de Janeiro ainda era Capital Federal, mas Brasília a essa altura era mais que um sonho. No ano seguinte ela começaria a ser construída.

O Monroe ainda abrigava o Senado Federal. Imponente, lá estava ele cercado de modernos prédios os quais podemos ver na foto. Um misto de poder com divertimento, Cinema Odeon (logo atrás do Monroe), Cine Império (demolido), Capitolio (demolido), O Bar Amarelinho, lá no Fundo o Teatro Municipal. Indo para a esquerda o Hotel Serrador, o Passeio Público e o prédio da Mesbla (o do relogio). O vazio atrás desse prédio será ocupado pela catedral de São Sebastião do Rio de Janeiro, o prédio da Petrobrás e do BNDES, muitos anos depois.

A quantidade de carros nas ruas do Rio já era uma preocupação... O Aterro do Flamengo viria a ser uma solução para desafogar o transito, mas ele só seria construído pelo Governador Carlos Lacerda na década de 60. Nessa época só existia a área onde está o MAM e o Monumento aos Mortos da 2ª Guerra. Os bondes disputavam com os ônibus o transporte dos cariocas. O Metrô era um sonho, mas em menos de 20 anos ele estaria nessa região (Estação Cinelândia)...

Em 1964 os militares deporiam João Goulart e iniciariam o período de uma terrível ditadura militar no Brasil. O Monroe duraria apenas mais 12 anos...

Amanhã, o inicio do fim do Palácio Monroe...

http://img256.imageshack.us/img256/7923/monroe48vc.jpg

PALACIO MONROE – Parte 4
1975

FOTO ARQUIVO ASCOM/RIOTRILHOS


Hoje começa a ser analisado o processo de demolição do Palácio Monroe e uma historia que perdura por muitos anos vai ser aqui jogada por terra...

Vamos lá.

O sonho de haver um sistema metroviário no Rio é antigo, porém só em 1966 é que se abriu uma frente de estudos para a inicialização da viabilidade das obras. A Companhia do Metropolitano do Rio de Janeiro então foi criada em 1968. O primeiro canteiro de obras se deu na Gloria em 1970, mas as obras ficaram paralisadas entre 1971 e 1974. Em 1975 as obras foram retomadas e seguiram em direção ao Centro da Cidade. A estação seguinte a da Gloria seria a Estação Cinelândia. No meio do traçado dos trilhos estava o Palácio Monroe. O que fazer? O intuito do Metrô sempre foi preservar prédios de importância histórica que estivessem próximos ao traçado dos trilhos, como o Teatro Municipal e a Câmara de Vereadores, mas o Monroe estava bem no meio do traçado. A solução foi fazer uma modificação no traçado original da linha. Um desvio que passaria ao lado do Monroe, para que fosse poupada a sua demolição.

Decidida essa etapa e estudada a obra, pôs-se em pratica a construção do desvio. Por causa do terreno e da proximidade das fundações do Monroe foi empregada uma moderna tecnologia para que tudo corresse bem. O escoramento do terreno foi feito com cuidado para que não houvesse perigo dele ceder e por em risco o Monroe. As fundações do Palácio eram verificadas duas vezes ao dia.

As obras continuavam e o tombamento do Monroe (pedido em 1970) não saía. No entando continuava uma batalha para a sua preservação.

A escadaria de mármore da entrada do Palácio foi desmontada por uma equipe de técnicos vinda especialmente da Itália. A retirada da escada era necessária, pois coincidia com as paredes da vala a ser aberta. A escadaria foi desmontada cuidadosamente e guardada no interior do Palácio.

A escavação da vala, colocação das contenções necessárias, entre outras medidas, resultaram no sucesso da operação e no final o Palácio não havia sido abalado em nada. A feitura de tal empreitada e seu sucesso foram alvo de matérias em revistas especializadas.

Da parte do Metrô o Monroe estava salvo. No entanto, aproveitando-se da sua obra, o então Presidente da Republica Ernesto Geisel, autorizou o Patrimônio da União a providenciar sua demolição em 1976.

A obra, os esforços, então haviam sido em vão, para a frustração e tristeza daqueles que preservaram o Monroe e que tiveram um exaustivo trabalho que foi completamente ignorado e também para a tristeza de muitos cariocas que viram ruir um pedaço da historia da cidade e da historia do Brasil. Trabalho esse que é ignorado por muitos cariocas e inclusive jornalistas, que no mínimo deveriam ter a obrigação de saber que o Monroe foi poupado pelo progresso, mas que continuam insistindo em publicar a historia que o Metrô foi o culpado pela demolição do Palácio.

Então toda vez que você estiver chegando ou saindo da Estação Cinelândia (em direção à Zona Sul) preste atenção na ligeira curva que o trem faz e lembre-se dessa frase publicada num manifesto contra a demolição:

“... restará aos usuários do Metrô perceberem que, onde foi o Monroe, haverá uma misteriosa curva...”.

Amanhã você saberá os reais motivos que levaram o Presidente Ernesto Geisel a autorizar a demolição do Monroe e as duas principais figuras que o ajudaram nessa empreitada.

http://img256.imageshack.us/img256/5144/monroe50zk.jpg

PALACIO MONROE – Parte 5
1975

FOTO ARQUIVO ASCOM/RIOTRILHOS



Enquanto o Metrô desviava o trajeto da linha para poupar o Palácio Monroe de sua demolição, três figuras muito conhecidas dos brasileiros pediam ferrenhamente a sua demolição. Eis seus nomes:

1. GENERAL ERNESTO GEISEL: Quarto presidente militar desde o Golpe de 64. Empossado pelo Colégio Eleitoral em 1974. Nutria um ferrenho horror pelo filho do Coronel Arquiteto Francisco Marcelino de Souza Aguiar, projetista do Palácio Monroe, . A raiva que Geisel sentia dele foi originada quando o filho de Souza Aguiar foi promovido no Exercito em detrimento de Geisel. Por puro ódio e vingança, Geisel aproveitou seu poder de Presidente da Republica e simplesmente autorizou a demolição do Monroe, acabando com o premiado projeto do pai de seu inimigo.

2. ROBERTO MARINHO: Jornalista. Chefe das Organizações Globo. É de conhecimento público o apoio dado por Marinho aos militares desde a época do Golpe. Aproveitando a grande circulação do Jornal O Globo, fez uma enorme campanha a favor da demolição do Monroe aproveiotando-se da obra do Metrô. Quase que diariamente O Globo publicava editoriais exigindo o desaparecimento do Palácio. Fica claro que esse apoio aos militares visava sempre ter os beneficios que o governo federal podia proporcionar. No ultimo editorial publicado pelo Globo podia-se ler as seguintes palavras:

“Por decisão do Presidente da Republica, o Patrimônio da União já está autorizado a providenciar a demolição do Palácio Monroe. Foi, portanto, vitoriosa a campanha desse jornal que há muito se empenhava no desaparecimento do monstrengo arquitetônico da Cinelândia. (...) O Monroe não tinha qualquer função e sua sobrevivência era condenada por todas as regras de urbanismo e de estética. Em seu lugar o Rio ganhará mais uma praça. Que essa boa noticia, que coincide com o fim das obras de superfície do metrô da Cinelândia seja mais um estimulo à remodelação de toda essa área de presença tão marcante na historia do Rio de Janeiro”.


3. LUCIO COSTA: Arquiteto. Defendia também a demolição do Monroe. Com qual intuito? O de dar chance à arquitetura brasileira moderna? Ou ser mais um agraciado pelo Governo Federal quando fosse preciso? Costa chegou ao cúmulo de passar abaixo-assinados em associações de arquitetos para endossar a demolição do Monroe. Foi mal visto na época por seus colegas que nunca o perdoaram por esse gesto criminoso.

Do lado oposto à demolição estavam arquitetos, o CREA, o Jornal do Brasil, o Juiz Federal Dr. Evandro Gueiros Leite (que sugeriu que o Monroe sediasse o Tribunal Federal de Recursos, que estava sem sede), o Serviço Nacional do Teatro, a Fundação Estadual dos Museus, a Secretaria Estadual de Educação, e várias outros entidades importantes e principalmente o povo carioca. Em vão...

Portanto, essas três figuras pisotearam e riram dos apelos de todos e foram os principais responsáveis pelo desaparecimento de um importante pedaço de nossa historia.

A foto mostra parte do desvio feito no traçado já junto à Praça Floriano.


Amanhã: a demolição propriamente dita e os lucros da empresa contratada para demoli-lo

http://img256.imageshack.us/img256/9146/monroe68eu.jpg

PALACIO MONROE – Parte 6
1976

FOTO ARQUIVO ASCOM/RIOTRILHOS


Depois de aprovada com o aval oficial do Presidente General Ernesto Geisel, a demolição do premiado Palácio começou entre janeiro e março de 1976.

O valioso prédio começou a sucumbir. Aos poucos um importante pedaço da historia de nosso país começava a virar pó, pedra e escombros.

A empresa que foi contratada para demolir o Monroe pagou apenas CR$ 191 Mil (cento e noventa e um mil cruzeiros) com direito de venda de todo o material. Com a venda do bronze e ferro do Monroe ela faturou nada menos que CR$ 9 Milhões. Tudo foi vendido... Vitrais, lustres de cristal, pinturas valiosas, estatuas de mármore de carrara e bronze, moveis em jacarandá a balaustrada de mármore (como a que foi leiloada no dia 19 desse mês e tive a oportunidade de ver e fotografar). Havia uma escada de ferro em caracol que foi vendida pela pechincha de CR$ 5, 00 (cinco cruzeiros), o metro. Sem contar muitas outras peças. Grande parte do piso, com mais de 2000 metros quadrados, foram para o Japão. Tudo por causa do tipo de madeira: peroba do campo. Seis dos dezoito anjos de bronze foram parar na fazenda de Luiz Carlos Branco em Uberaba, além de alguns balcões de mármore e vitrais. Os leões que ficavam na escadaria na entrada do Monroe hoje estão no Instituto Ricardo Brennand em Recife, Pernambuco.

E esse foi o triste fim do Palácio Monroe. Destruído única e exclusivamente pelo sentimento de ódio e vingança de um homem, apoiado pela mídia mafiosa e manipuladora e pela idéia tresloucada de que o Monroe devia desaparecer por não ser um representante da arquitetura brasileira. O respeito pela historia de um país, pelo esforço de quem o projetou, do suor dos operários que o constrruiram e pelos apelos de inúmeras pessoas sensatas não foi sequer considerado. Três homens puderam, pelo poder (mesmo que temporário), pisotear tudo e todos. O que resta agora são fotos, memórias, lembranças e lágrimas.


Amanhã o vazio...

http://img256.imageshack.us/img256/6228/monroe77cr.jpg

PALACIO MONROE – Última parte
1976

FOTO ARQUIVO ASCOM/RIOTRILHOS


Terminada a demolição o terreno ficou vazio. As obras da Estação Cinelândia do Metrô continuavam. A partir daí o Metrô tornou-se, erroneamente, o grande vilão de toda essa historia. E até hoje grande parte dos cariocas atribuem a ele a demolição do Monroe. Cabe a nós fazer um trabalho de formiga e divulgar entre todos que conhecemos a verdadeira historia do fim do Palacio Monroe.

Os algozes do Monroe ficaram felizes e com certeza dormiram tranqüilamente pouco se importando com o ocorrido e com as pessoas que tentavam salvar o Palacio.

O Monroe não existia mais. Em seu lugar surgiu uma praça.

Nela hoje está um belo chafariz que foi originalmente posto na Praça XV. Depois passou para a Praça Onze, Praça da Bandeira e terminou no lugar do Monroe pouco tempo depois da sua demolição. Chafariz belíssimo comprado na Áustria pelo Governo Imperial em 1878. Em homenagem ao Palacio é chamado de Chafariz do Monroe.

O Prefeito do Rio, Sr César Maia, lançou uma idéia de reconstrução do Monroe. Ficou engavetada.

Em 2002, durante a construção do estacionamento subterrâneo que se localiza debaixo da praça onde ele ficava os operários encontraram uma caixa metálica contendo vários objetos relativos à construção do Monroe, entre esses objetos estavam uma pedra do Palácio e uma edição espacial do Jornal do Brasil. Esse material foi entregue à Biblioteca Nacional e parece que hoje está em poder da Secretaria Municipal das Culturas. Repetindo o que escrevi ontem... O que fica agora são fotos, memórias, lembranças e lágrimas.


Aqui termina essa serie sobre o Palácio Monroe. Agradeço especialmente a Mario Carlos Silva Lopes da Assessoria de Comunicação da RIOTRILHOS. Sem ele essa serie não estaria completa.

Dedico esse trabalho à memória do Coronel Engenheiro Francisco Marcelino de Souza Aguiar.

diogoap
August 7th, 2005, 03:12 AM
... é a triste história do patrimônio histórico do Brasil!
muitas vezes substituidos pra fazer prédios quadrados e feios e qualquer outro lixo inútil :ohno: e pensar que poderiamos ter cidades lindas com bairros inteiros de prédios antigos tipo as cidades européias...

balacobaco
August 7th, 2005, 03:16 AM
é uma pena a demolição do palácio monroe, e tem toda uma história por trás disso... é interessante, mas triste.

Menino de Sampa
August 7th, 2005, 03:29 AM
Medonho.

Kauã
August 7th, 2005, 03:31 AM
UM CRIME !!!

Phobos
August 7th, 2005, 03:52 AM
Muito bom thread Jorge :okay:

Este prédio fez parte da minha infância,eu me lembro que a minha mãe tinha um quadro grande com uma foto antiga dele na parede da sala,e que sempre me despertou curiosidade.
Foi uma pena terem acabado com ele,ainda por cima nas circunstancias que foi e depois de tudo o que foi feito pelo Metro para evitar que ele foi abaixo....É mesmo inaceitável que um presidente da República por pura birra deite abaixo um patrimonio da cidade,e que um arquitecto respeitado seja favorável a isso.
Já agora para qem não sabe,a cúpula do Monroe foi inspirada num prédio público de Paris que já não me lembro qual é: http://img301.imageshack.us/img301/8403/parisc19102mt.jpg

Diogo_Gardoni
August 7th, 2005, 05:35 AM
Que merda, hein...

Artibeus
August 7th, 2005, 06:40 AM
Demoliram só por causa do metrô (e porque tinha gente que queria?)?
Que ridículo, isso... um crime mesmo, perderam um prédio lindo! Deveriam ter deixado pelo menos as ruínas pra contar a história e virar lenda... O quê que tem no lugar? Nadz?

Diogo_Gardoni
August 7th, 2005, 08:51 AM
Demoliram só por causa do metrô (e porque tinha gente que queria?)?
Que ridículo, isso... um crime mesmo, perderam um prédio lindo! Deveriam ter deixado pelo menos as ruínas pra contar a história e virar lenda... O quê que tem no lugar? Nadz?

No lugar, fizeram a praça Mahatma Gandhi, que tem um chafariz lindo, bem antigo, e um estacionamento no subsolo. Mesmo sendo uma obra muito bonita, toda em ferro, é evidente que o chafariz não tem o mesmo impacto do Monroe.

Bruno BHZ
August 7th, 2005, 08:08 PM
Ler a história, não só desse Palácio, como de todos os grandes prédios antigos que foram demolidos no Brasil, me dá uma tristeza profunda. Para mim esse tipo de coisa é a prova da imbecilidade humana, uma pessoa que decide demolir um prédio desses, ainda mais por um motivo fútil, é criminosa, insensível, sei lá. Este fotolog (tumminelli) é muito bom, muitas fotos antigas do Rio, mas eu não gosto muito de ver fotos antigas de grandes cidades brasileiras, me dá uma tristeza constatar o monte de coisas que foram demolidas, ainda mais porque, por exemplo, acho a avenida Rio Branco de hoje linda, muito interessante. No entanto, ficar recordando que ela foi construída por cima de verdadeiros palácios, me dá um "desgaste emocional" enorme... para que sofrer? hehehe

Ainda bem que eu moro em BH, uma cidade jovem, que também saiu demolindo tudo, mas que ao menos tinha pouca coisa de relevância para demolir. Demolimos casinhas, lindas também, mas nenhuma perda que se compare a um Monroe, porque nem tínhamos muitos "Monroes" para demolir.

Eu sempre lamentei a destruição desse palácio, mas nunca soube exatamente onde ele se localizava, sabia que era mais ou menos aí, mas a terceira foto foi a primeira que vi exatamente sua posição em relação ao centro do Rio e, permitam-me a heresia depois dessa lamentação toda, achei o prédio meio desalinhado em relação à avenida (?) que dá no Municipal, aos prédios atrás. Como estou acostumado a ver essa parte da cidade sem o Monroe, a partir dos jardins, acho que fica mais harmônico sem ele. Mas é CLARO que não defendo a demolição, ein!

damiao
August 7th, 2005, 08:33 PM
caramba, até eu fiquei triste!!! ditadores asquerosos!!!

Artibeus
August 8th, 2005, 12:02 AM
Valeu, Diogo!

E é mesmo, Bruno... é MUITO triste ver fotos antigas comparando com as atuais... que crime que fizeram com esses lugares, pqp... tinha tanto lugar pra expandir a cidade, pra quê demolir os prédios históricos? >/

O Natalense
August 8th, 2005, 04:57 AM
Que barbarismo.

nictheroy
August 8th, 2005, 03:15 PM
Na minha opinião este é um dos capitulos mais tristes da históira do Rio de Janeiro, que não inclui só a demolição do Monroe, mas como de quase toda a Av. Rio Branco! A um tempo atras Cesar Maia queria reconstrui-lo, mas a idéia não vingou... eu sou COMPLERTAMENTE a favor, a despeito de qualquer teoria que seja contra a reconstrução!

JohnnyMass
August 9th, 2005, 03:04 AM
Como é que é possível??? Que atentado ao património!!! Parece coisa de português!!:ohno:

Phobos o edifício em Paris é o Tribunal do Comércio na Ile de la Cite.
http://img.photobucket.com/albums/v706/joao74/noronhas/Picture069.jpg
http://img.photobucket.com/albums/v706/joao74/noronhas/Picture045.jpg

JoseRodolfo
August 9th, 2005, 05:07 AM
Preciso ler isso mas agora não tenho tempo. Logo lerei! :okay:

Artibeus
August 9th, 2005, 05:41 AM
Nictheroy, tu tem aquelas fotos antigas da Rio Branco? Se tiver posta, por favor!

nictheroy
August 9th, 2005, 05:42 AM
Nictheroy, tu tem aquelas fotos antigas da Rio Branco? Se tiver posta, por favor!

Aquelas que eu já tinha postado aqui??

Artibeus
August 9th, 2005, 05:56 AM
^ É! Se tiver outras, pode ser, também! =)

nictheroy
August 9th, 2005, 05:57 AM
Aqui vai as fotos:


http://www.almacarioca.com.br/imagem/fotos/rioantigo/fotoa082.jpg

http://www.almacarioca.com.br/imagem/fotos/rioantigo/fotoa129.jpg

http://www.almacarioca.com.br/imagem/fotos/rioantigo/fotoa128.jpg

http://www.almacarioca.com.br/imagem/fotos/rioantigo/fotoa177.jpg

http://www.almacarioca.com.br/imagem/fotos/rioantigo/fotoa217a.jpg

http://www.senado.gov.br/comunica/historia/imagens/monroe_est1_1.jpg

http://www.almacarioca.com.br/imagem/fotos/rioantigo/fotoa217.jpg

http://www.almacarioca.com.br/imagem/fotos/rioantigo/fotoa070.jpg

http://www.almacarioca.com.br/imagem/fotos/rioantigo/fotoa080.jpg

http://www.almacarioca.com.br/imagem/fotos/rioantigo/fotoa141.jpg

http://www.almacarioca.com.br/imagem/fotos/rioantigo/fotoa140.jpg

http://www.almacarioca.com.br/imagem/fotos/rioantigo/fotoa142.jpg

http://www.almacarioca.com.br/imagem/fotos/rioantigo/fotoa073.jpg

Artibeus
August 9th, 2005, 06:21 AM
;~~~~~~~~~~~~~~~~~

Inacreditável, que tenham destruído essa avenida quase toda... =/
Que crime! Era pra ser inafiançável! Que gente cega, sem nada na cabeça...

Como seria bom se ainda tivesse esses prédios... =(

Valeu pelas fotos, nic! Ah, notem a imensa variedade de automóveis da época!

JohnnyMass
August 9th, 2005, 11:25 AM
Meu Deus!! IMPRESSIONANTES!!! Não fazia a menor ideia que o Rio tinha tido uma avenida assim, parece Paris ou Berlim no final do século XIX. E agora não resta nada...

Arpels
August 9th, 2005, 01:03 PM
pena que podiam ter preservado essa area da cidade :sleepy: e não faltaria espaço para predios modernos, são erros irrecuperaveis, o mesmo aconteceu aqui tambem, dai que se va a BA e Madrid e se espante com a preservação que esses lindos edificios levaram, temos um edificio da epoca do Monroe aqui que esta em risco de desaparecer, foi feito no Brasil para pavilhão de Portugal numa grande exposição que houve no Rio de Janeiro e depois foi desmontado e embarcado para Lisboa e remontado no actual Parque Eduardo VII (o Monroe era muito mais lindo) a fachada esta bem tratada mas o interior esta uma lastima e esta ao abandono :( vou postar uma foto dele, desculpem estar postando a foto nesse thread, não é da mesma cidade em qustão aqui, mas é para terem uma ideia do que se perde neste mundo para fazer caixinhas de fosforo:
http://i21.photobucket.com/albums/b290/lisbona/DSC01757.jpg

Luis FTC
August 9th, 2005, 01:30 PM
Uma vergonha!

JoseRodolfo
August 9th, 2005, 04:46 PM
Obrigado pela história. Acho que tudo isso retrada bastante como o nosso país é. Infelizmente.

Bruno BHZ
August 9th, 2005, 06:48 PM
Meu Deus!! IMPRESSIONANTES!!! Não fazia a menor ideia que o Rio tinha tido uma avenida assim, parece Paris ou Berlim no final do século XIX. E agora não resta nada...

Também não é assim. Destruíram quase tudo dessa avenida, mas já nas ruas que a cruzam, assim como em todo o centro do Rio, ainda sobrou muita coisa antiga. Além disso, desse set de fotos mesmo, tem lugares ainda hoje preservados.

Quase tudo q aparece nesta foto...
http://www.almacarioca.com.br/imagem/fotos/rioantigo/fotoa177.jpg

... e do outro lado esses grandes...
http://www.almacarioca.com.br/imagem/fotos/rioantigo/fotoa140.jpg

... Ainda estão de pé, por exemplo.

Tenhamos mais coerência e calma. Estes prédios todos foram construídos em torno da década de 10 à de 30. Começaram a ser demolidos na de 50, quando ainda não tinham 40 anos, quando muito. Não tinham nada de histórico, na época não tinham valor, não dá para julgar com a nossa consciência de hoje. Hoje não se faria isso. E, além disso, essa avenida toda, como quase todos esses prédios afrancesados, foram construídos por cima das ruínas de centenas de casarões e palacetes coloniais, todos sistematicamente demolidos, em larga escala, no final do século XIX e no início do século. Demolidos para construir o que se considerava "vanguarda" na época - essa arquitetura "afrancesada". E logo depois, substituída mais uma vez pela "vanguarda" - modernismo. Os coloniais ninguém liga tanto, porque não gostam???

JoseRodolfo
August 9th, 2005, 06:56 PM
Tenhamos mais coerência e calma. Estes prédios todos foram construídos em torno da década de 10 à de 30. Começaram a ser demolidos na de 50, quando ainda não tinham 40 anos, quando muito. Não tinham nada de histórico, na época não tinham valor, não dá para julgar com a nossa consciência de hoje. Hoje não se faria isso. E, além disso, essa avenida toda, como quase todos esses prédios afrancesados, foram construídos por cima das ruínas de centenas de casarões e palacetes coloniais, todos sistematicamente demolidos, em larga escala, no final do século XIX e no início do século. Demolidos para construir o que se considerava "vanguarda" na época - essa arquitetura "afrancesada". E logo depois, substituída mais uma vez pela "vanguarda" - modernismo. Os coloniais ninguém liga tanto, porque não gostam???

Entendo perfeitamente o que vc quer dizer, a questão dos valores pesa muito. Eu quando penso sobre isso, muitas vezes acabo caindo nestas idéias. Afinal o que pensaremos sobre o assunto daqui a uns 40 anos!? Será o que fui construido, ou seja basicamente modernismo, algo fantástico de nos encher de orgulho!? Quem sou eu pra saber. Mas vc levanta um ponto importante, ao qual sempre me remeto quando penso nesta questão.

noize
August 9th, 2005, 07:04 PM
Mesmo não sendo históricos na época, a sua destruição soh consolida mais o estigma do mal gosto brasileiro...

Bruno BHZ
August 9th, 2005, 07:05 PM
Entendo perfeitamente o que vc quer dizer, a questão dos valores pesa muito. Eu quando penso sobre isso, muitas vezes acabo caindo nestas idéias. Afinal o que pensaremos sobre o assunto daqui a uns 40 anos!? Será o que fui construido, ou seja basicamente modernismo, algo fantástico de nos encher de orgulho!? Quem sou eu pra saber. Mas vc levanta um ponto importante, ao qual sempre me remeto quando penso nesta questão.

Sabe que eu também penso isso. Não sei se será um dia considerado tão bonito hehehe mas certamente marcou uma época... Penso quando eu estiver morrendo e os prédios "modernistas" do centro de BH serão centenários, Brasília centenária... hehe Provavelmente os bons exemplares dessa época serão sim muito elogiados.

JoseRodolfo
August 9th, 2005, 07:16 PM
^^ Pois é, só com o tempo poderemos analisar os fatos com isenção.

como diz Hegel, "a coruja de Minerva só levanta vôo no crepúsculo da noite"

nictheroy
August 9th, 2005, 07:19 PM
Também não é assim. Destruíram quase tudo dessa avenida, mas já nas ruas que a cruzam, assim como em todo o centro do Rio, ainda sobrou muita coisa antiga.

Tem bastante coisa antiga, mas nem tanto assim..... sendo que isso não justifica nada né!

Tenhamos mais coerência e calma. Estes prédios todos foram construídos em torno da década de 10 à de 30. Começaram a ser demolidos na de 50, quando ainda não tinham 40 anos, quando muito.

A esmagadora maioria dos prédios antigos da Rio Branco datavam de 1904, 1905, data da inauguração da avenida. Então na época das demolições eles já eram um pouquinho mais antigos do que você escreveu hehehe!

Não tinham nada de histórico, na época não tinham valor, não dá para julgar com a nossa consciência de hoje.

Mas como o noize escreveu, as demolições só consolidam mais o estigma do mal gosto brasileiro

Hoje não se faria isso.

Mas hoje já é tarde demais.... muita coisa boa foi demolida para colocarem no lugar essas feiuras que temos hoje!

E, além disso, essa avenida toda, como quase todos esses prédios afrancesados, foram construídos por cima das ruínas de centenas de casarões e palacetes coloniais, todos sistematicamente demolidos, em larga escala, no final do século XIX e no início do século. Demolidos para construir o que se considerava "vanguarda" na época - essa arquitetura "afrancesada". E logo depois, substituída mais uma vez pela "vanguarda" - modernismo. Os coloniais ninguém liga tanto, porque não gostam???

Para você ver como nosso País é.... nunca teve memória e nunca vai ter!!

Bruno BHZ
August 9th, 2005, 07:24 PM
Para você ver como nosso País é.... nunca teve memória e nunca vai ter!!

As reformas feitas por Napoleão em Paris também mostram que eles são um povo sem memória? Por que lá também foi tudo abaixo, pra ficar do "jeitinho que a gente gosta", hoje. Olha a idade da cidade e a idade dos prédios de uma Champs Elysee.

nictheroy
August 9th, 2005, 07:24 PM
Sabe que eu também penso isso. Não sei se será um dia considerado tão bonito hehehe mas certamente marcou uma época... Penso quando eu estiver morrendo e os prédios "modernistas" do centro de BH serão centenários, Brasília centenária... hehe Provavelmente os bons exemplares dessa época serão sim muito elogiados.

Penso muito nisso também, por isso que sou contra a demolição indiscriminada dos prédios atuais (estariamos cometendo os mesmos erros do passado). Mas acho que só terão algum valor aqueles prédios que representem o verdadeiro modernismo e não esses bloquinhos feitos em escala industrial!

nictheroy
August 9th, 2005, 07:30 PM
As reformas feitas por Napoleão em Paris também mostram que eles são um povo sem memória? Por que lá também foi tudo abaixo, pra ficar do "jeitinho que a gente gosta", hoje. Olha a idade da cidade e a idade dos prédios de uma Champs Elise.

Eu estava justamente com o exemplo de Paris na cabeça hehehehe (juro!!)... mas apesar de serem casos semelhantes, possuem MUITAS diferenças!!! Pelo menos a "Nova Paris" foi feita com harmonia e bom gosto, deixando de ser uma "favela medieval" para se tornar uma linda cidade.... já no Brasil o caso é outro... deixamos de ter lindas cidades para termos "favelas modernistas"!!!

Bruno BHZ
August 9th, 2005, 07:34 PM
Eu estava justamente com o exemplo de Paris na cabeça hehehehe (juro!!)... mas apesar de serem casos semelhantes, possuem MUITAS diferenças!!! Pelo menos a "Nova Paris" foi feita com harmonia e bom gosto, deixando de ser uma "favela medieval" para se tornar uma linda cidade.... já no Brasil o caso é outro... deixamos de ter lindas cidades para termos "favelas modernistas"!!!

Aí é uma questão de gosto. O que eu acho é que no mundo inteiro houve este tipo de demolição em massa, não é coisa daqui. Se a gente demoliu para fazer coisa pior, é outra discussão.

nictheroy
August 9th, 2005, 07:36 PM
Aí é uma questão de gosto. O que eu acho é que no mundo inteiro houve este tipo de demolição em massa, não é coisa daqui. Se a gente demoliu para fazer coisa pior, é outra discussão.

Então, você escreveu TUDO! É uma questão de gosto mesmo... e no nosso caso em particular é de MUITO MAU GOSTO!!!!

Luis FTC
August 9th, 2005, 08:10 PM
Eu estava justamente com o exemplo de Paris na cabeça hehehehe (juro!!)... mas apesar de serem casos semelhantes, possuem MUITAS diferenças!!! Pelo menos a "Nova Paris" foi feita com harmonia e bom gosto, deixando de ser uma "favela medieval" para se tornar uma linda cidade.... já no Brasil o caso é outro... deixamos de ter lindas cidades para termos "favelas modernistas"!!!

Putz, pior que é isso mesmo. Não sou contra a arquitetura Modernista. Sou contra prédios toscos, mal-feitos e construídos aos montes onde antes existiam construções elegantes e de bom-gosto. Aquilo que tem qualidade é sempre bem-vindo, seja clássico, modernista, etc. E como foi dito aqui antes: o avanço da arquitetura Modernista poderia ter sim acontecido sem que isso representasse a destruição da arquitetura européia que existia antes em nossas cidades. Não havia necessidade. A avenida Rio Branco, como é hoje, poderia ser feita em outro lugar, por exemplo...

JohnnyMass
August 10th, 2005, 02:43 AM
Também não é assim. Destruíram quase tudo dessa avenida, mas já nas ruas que a cruzam, assim como em todo o centro do Rio, ainda sobrou muita coisa antiga. Além disso, desse set de fotos mesmo, tem lugares ainda hoje preservados.

Quase tudo q aparece nesta foto...
http://www.almacarioca.com.br/imagem/fotos/rioantigo/fotoa177.jpg

... e do outro lado esses grandes...
http://www.almacarioca.com.br/imagem/fotos/rioantigo/fotoa140.jpg

... Ainda estão de pé, por exemplo.

Tenhamos mais coerência e calma. Estes prédios todos foram construídos em torno da década de 10 à de 30. Começaram a ser demolidos na de 50, quando ainda não tinham 40 anos, quando muito. Não tinham nada de histórico, na época não tinham valor, não dá para julgar com a nossa consciência de hoje. Hoje não se faria isso. E, além disso, essa avenida toda, como quase todos esses prédios afrancesados, foram construídos por cima das ruínas de centenas de casarões e palacetes coloniais, todos sistematicamente demolidos, em larga escala, no final do século XIX e no início do século. Demolidos para construir o que se considerava "vanguarda" na época - essa arquitetura "afrancesada". E logo depois, substituída mais uma vez pela "vanguarda" - modernismo. Os coloniais ninguém liga tanto, porque não gostam???
mostra-me fotos dos edificios coloniais e eu digo-te se gosto ou não.;)...tenho a certeza que gosto, sendo eu português e a arquitectura colonial portuguesa.

eu também não disse que todo o rio antigo tinha sido demolido...só aqui nesta avenida já que muito do que se via nas fotos antigas já não está lá.

JohnnyMass
August 10th, 2005, 02:47 AM
As reformas feitas por Napoleão em Paris também mostram que eles são um povo sem memória? Por que lá também foi tudo abaixo, pra ficar do "jeitinho que a gente gosta", hoje. Olha a idade da cidade e a idade dos prédios de uma Champs Elysee.
bem se vê que não conheces Paris muito bem Bruno...existem em Paris milhares de edifícios, igrejas, palácios, etc, etc que não foram demolidos. O mal de muita gente é que vê os fantasticos boulevards e pensa que não existe lá mais nada...completamente falso.

tiago.r.rangel
November 3rd, 2007, 06:25 PM
Este Palacio Monroe ERA Lindo mesmo
para quem quiser saber mais sobre a construção da Av Rio Branco(central)
recomendo
http://www.aprendario.com.br/rj_avcentral.asp

Baixem o PDF do livro e exelente!

RVpoa
November 7th, 2007, 05:44 AM
Uma tragédia, como a descaracterização da Avenida Rio Branco que era linda, ainda tem belos exemplares desse período, mas nem de longe o mesmo charme, uma pena, e acho que as pessoas de modo geral lamentam menos a substituição dos edificios coloniais que as consruções afrancezadas por serem bem mais simples e repetitivas, enquanto estes exemplares da Av. Rio Branco ostentavam belas cúpulas e fachadas com belos trabalhos escultóricos, pelo menos é o q me faz não lamentar tal substituição, mas a bem da verdade que é o mesmo comportamento ocorrido no período da Ditadura Militar e com o advento do modernismo brasileiro, a questão é que ao invés de uma mudança para melhor como no primeiro caso...foi para pior...eu diria bem pior.

Mascate
November 7th, 2007, 03:03 PM
Vejam onde os leões que ornamentavam o Palácio Moroe vieram parar:

Veja Rio (Revista Veja - Semana de 12 de julho 2006)

O palácio que virou memória: Monroe é lembrado na época de seu centenário

Era uma vez um palácio que nasceu em berço de ouro, premiado com uma medalha por sua extravagante arquitetura belle époque. Ao contrário dos contos de fada, a história não acabou bem. Neste mês, o Palácio Monroe, antiga sede do Senado Federal, estaria completando 100 anos. Em janeiro, houve outra data redonda: trinta anos de sua demolição, que costuma ser atribuída erroneamente à construção do metrô. "Não é verdade que o Monroe teve de ser demolido por causa das obras. A empresa tomou todas as precauções para evitar que o palácio sofresse qualquer abalo em sua estrutura. O traçado da linha 1 foi alterado para contornar o prédio", diz o atual presidente da Rio Trilhos, Alexandre Farah.
As escadarias de mármore de Carrara foram cuidadosamente desmontadas e levadas para o interior do edifício no período da obra. O trabalho acabou sendo inútil.
"Durante um ano, houve uma campanha nos jornais pela demolição. Havia quem chamasse o Monroe de 'monstrengo do Passeio'. Apesar dos protestos de entidades como o Clube de Engenharia e o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, o presidente Ernesto Geisel decidiu derrubá-lo", lamenta o coronel Antonio Souza Aguiar. Antonio é neto do engenheiro militar que projetou o palácio, o marechal Francisco Marcelino Souza Aguiar, prefeito do Rio depois de Pereira Passos (veja quadro abaixo). Entre aqueles que recomendavam a demolição estavam nomes como os arquitetos Lúcio Costa e Maurício Roberto. As razões que levaram à demolição permanecem sombrias. Na época, falou-se em negócios obscuros como a construção de um estacionamento, perseguições políticas, picuinhas pessoais.

A história do Monroe, da glória ao desmonte, vai ser lembrada neste ano em uma exposição que está sendo organizada pela Secretaria Municipal de Patrimônio e pelo Arquivo Geral da Cidade. As instituições estão reunindo documentos e alguma coisa que sobreviveu do palácio. Nove balaústres de mármore que ornavam a fachada do Monroe, assim como uma pedra com nomes de artistas que trabalharam na construção do palácio, estão no Memorial Getúlio Vargas, na Glória. A caixa do tempo, uma espécie de urna em que eram depositados jornais, fotos e documentos da data do início das obras, ficou no Arquivo Geral da Cidade. A marca registrada do palácio eram os leões de massa de Carrara, que guardavam a entrada. Hoje eles estão longe do Rio. Em 1999, foram arrematados por 250.000 dólares em um leilão pelo colecionador pernambucano Ricardo Brennand e agora ornamentam os portões do Instituto Brennand em Recife, um castelo que abriga desde um importante acervo de arte da Europa medieval até obras do Brasil do século XIX. Em Brasília, o Senado Federal mantém mobiliário do Monroe e o antigo plenário.

Na Praça Mahatma Ghandi, a lembrança do passado se limita ao chafariz francês de ferro fundido, que já andou pela Praça da Bandeira e hoje em dia marca o lugar onde um dia existiu o palácio. Um estacionamento subterrâneo foi inaugurado no local em 2002. E para os usuários do metrô restou uma misteriosa curva nas proximidades da Estação Cinelândia.

http://www.rio.rj.gov.br/arquivo/arquiv_imp.htm

muckie
November 10th, 2007, 06:41 AM
snif snif

Gutovsky
November 12th, 2007, 07:12 AM
Um crime arquitetônico...
Incrível como interesses pessoais podem derrubar até paredes de mármore!
Quanto será que custaria reconstruir o Monroe?

luisoliveira
October 16th, 2010, 04:08 PM
Os militares tem horror a democracia e ao trabalho por competência, a destruição do Palácio Monroe, como também, o que o Coronel Jarbas Passarinho fez com a educação no Brasil (muita gente esquece o que ele fez :toilet:) tinham objetivos certos, mediocrizar toda uma nação. E os militares estão aí, os mesmos, intocáveis, notoriamente corporativista, "garbosos" golpistas e ineficientes, à postos em suas privilegiadas e confortáveis trincheiras do "patriotismo" esperando a hora certa, junto com os sazonais Robertos Marinhos, de abraçar uma causa qualquer para aproveitar e brincar com seus soldadinhos :bash: à defender seus parasitários status quo a serviços de interesses que eles não entendem ou fingem não entender:nuts: .
No que isso dá já sabemos..... (vide Hugo Chavez, Castelo Branco, Hitler, Stalin, militares Argentinos, Chilenos, Uruguaios, Bolivianos e etc).
Viva as raras exceções como o Coronel Engenheiro Francisco Marcelino de Souza Aguiar........... que confirmam a regra.

Marcio Carioca
October 16th, 2010, 06:24 PM
^^

Ressureições estão ficando muito comuns aqui no SSC... :lol:



Nessa foto podemos ver as conclusões da construção do Palácio Monroe, cercado de andaimes de madeira. O Monroe foi construído originalmente nos EUA pelo Governo do Brasil. Participava das comemorações do centenário de aniversario de integração do Estado de Louisiana nos EUA. A sua construção causou impacto perante a todos os presentes à comemoração. A imprensa americana ressaltou seu estilo, suas linhas. Por fim foi merecedor do prêmio de melhor arquitetura da época, o Grande Prêmio Medalha de Ouro. Seu projetista foi o Coronel Arquiteto Francisco Marcelino de Souza Aguiar. Sua estrutura, toda metálica, permitiu seu desmonte para ser remontado em solo brasileiro. Foi erguido então no fim da Rua do Passeio onde havia um velho casario. Em estilo eclético, marcou pelo rompimento do uso da arquitetura portuguesa no Brasil.



Não sei se entendi bem. Me desculpem se eu estiver falando besteira, mas se foi desmontado nos Estados Unidos e reconstruído aqui, por que não o desmontaram mais uma vez? Já que houve um movimento tão grande para salvá-lo, por que isso não foi proposto? :?

O Monroe poderia mesmo ter sido salvo? :cripes:

Marcio Carioca
October 16th, 2010, 06:46 PM
http://img259.imageshack.us/img259/8686/adobeflashplayer.jpg

Neste vídeo, a partir do 4º minuto, é possível ver o Monroe. Se você, assim como eu, não gosta de Roberto Carlos, retire o som. No trecho em que o palácio aparece, ele está cantando em... italiano! :lol:

T6VonweAV24

Wendell Rocha
October 17th, 2010, 03:50 AM
:rant: :rant: :rant:

Nossa...:(

Gente, isso é tão Brazil...

Me lembrou também o que, na minha opnião, foi a maior perda arquitetônica de Belém, o Grand Hotel que foi demolido para dar lugar ao hediondo Hilton Hotel. :ohno:

http://i32.photobucket.com/albums/d6/joaobbbb/Belem_Antiga/10-GrandeHotel-HotelHilton.jpg

acarleial
October 17th, 2010, 07:00 AM
Que absurdo essas demolições...
Aqui em Fortaleza tinha o Palácio do Plácido, demolido na década de 70 pra virar um supermercado. O terreno passou anos abandonado e hoje é um centro de artesanato. :bash:

Antes:
http://i483.photobucket.com/albums/rr193/acarleial/Castelo2.jpg

Depois:
http://media.mmota.com.br/index_gallery/fotos/tipo_suite3_varanda_vistaCEART.JPG

Lulamann
October 17th, 2010, 07:20 AM
Em salvador houve barbaridade semelhante. A destruição da antiga Igreja da Sé para que os bondes pudessem circular no centro de Salvador no final dos anos 20 e início dos 30 do século XX.
Autoria: J.J. Seabra.
Resultado: Os bondes saíram de circulação nos anos 60 e lamentamos até hoje a perda dessa igreja.

Lulamann
October 17th, 2010, 07:29 AM
Cara o piloto do helicóptero de Roberto Carlos perderia o brevê com essas manobras radicais se fossem hoje...o cara entrou no túnel...:uh:

Anilda-Ani Ferreira
January 27th, 2012, 04:17 PM
Como fazer para publicar a história do Palácio Monroe no Rio de Janeiro, no meu mural do facebook?

zeh
January 27th, 2012, 05:14 PM
hahahahaha...

Olha ai gata!
www.answers.yahoo.com

Aproveita e ouve a música, o link está na minha assinatura...

Guajará
January 27th, 2012, 05:23 PM
ainda não li toda a primeira página, mas o tema é muito interessante.
quanto ao palácio triste mesmo. sempre vejo nas livrarias fotos do RJ da Bella Epoque, e fico impressionado.

:rant: :rant: :rant:

Nossa...:(

Gente, isso é tão Brazil...

Me lembrou também o que, na minha opnião, foi a maior perda arquitetônica de Belém, o Grand Hotel que foi demolido para dar lugar ao hediondo Hilton Hotel. :ohno:

http://i32.photobucket.com/albums/d6/joaobbbb/Belem_Antiga/10-GrandeHotel-HotelHilton.jpg

Esse é um dos episodios mais triste da historia de Belém.