Diogo_Gardoni
August 7th, 2005, 10:18 PM
Sistema VLT da Barra prevê o uso de ônibus
http://doweb.rio.rj.gov.br/sdcgi-bin/om_isapi.dll/bondes%20da%20Barra.jpg.gif?infobase=28092004.nfo&object=bondes%20da%20Barra.jpg&softpage=_recs
Luiz Ernesto Magalhães
O projeto da prefeitura para implantar um sistema de VLT (bonde moderno) entre a Barra da Tijuca e o Recreio dos Bandeirantes prevê a instalação de 26 estações ao longo de 18,9 quilômetros das avenidas das Américas e Genaro de Carvalho. Os pontos, distantes 755 metros entre si, seriam vizinhos ao principais shoppings e condomínios desses bairros. Os dados constam de um estudo de demanda, entregue na sexta-feira à Secretaria municipal de Transportes, pela empresa francesa Systra, contratada para desenvolver o plano.
Embora o prazo de implantação do sistema seja de quatro anos e meio, o secretário municipal de Transportes, Arolde de Oliveira, acredita ser possível criar um serviço provisório, com ônibus, para atender a Barra e o Recreio, até os Jogos Pan-Americanos de 2007.
— Isso nos daria tempo de preparar a licitação para implantar o serviço em definitivo. O plano inicial é que o prazo de concessão seja de 25 anos — disse Arolde.
A implantação completa do sistema, que a prefeitura pretende fazer por concessão à iniciativa privada, tem um custo estimado de R$ 720 milhões. O investimento maior (46,5%) se refere à importação dos 32 carros elétricos que seriam usados na linha. Segundo o estudo, o custo para a implantação do serviço sairia pela metade do custo da adoção de um serviço de metrô de superfície, como na Linha 2.
O valor da tarifa ainda não está estipulado. Dependem de estudos complementares a serem entregues no fim do mês. O trabalho deverá propor alternativas tarifárias, com e sem subsídios do município.
Uma estação central nas proximidades do Cebolão
Pela proposta, os trens circulariam a uma velocidade média de 27,7 quilômetros/hora, pelo canteiro central das vias, onde também seria o embarque.
O projeto propõe a criação de uma estação central próxima ao Cebolão, para receber passageiros de outros serviços de transportes projetados para a região: o corredor T-5 (linha de VLT entre a Barra e a Penha) e a Linha 4 (Barra- Morro de São João, em Botafogo). O número de usuários para o serviço a curto prazo é estimado entre 98,5 mil e 139 mil por dia. O total vai depender de negociações para a integração do VLT às linhas de ônibus já existentes e a implantação do metrô e do T-5.
— A integração supõe a adoção de uma tarifa única entre o bonde e os demais sistemas — explicou Raymond Glas, do Departamento de Planejamento de Transporte da Systra.
A adoção de coletivos na linha também foi prevista no plano. O investimento inicial em ônibus, que teriam que ser do tipo articulados, é sete vezes inferior ao do bonde moderno. Mas nesse caso, a capacidade do sistema de aceitar a entrada de mais passageiros sofre redução.
Veículos passariam em intervalos de dois minutos
Caso sejam usados os bondes modernos, a capacidade do sistema seria de 13 mil passageiros por hora em cada sentido, com os veículos passando a intervalos de dois minutos. No caso da adoção de ônibus, a capacidade do sistema cai para cerca de 5 mil/hora.
Inexistência de terreno é o principal entrave
O consultor Raymond Gras, da Systra, aponta a falta de um terreno público com pelo menos 50 mil metros quadrados, nas vizinhanças da Avenida Salvador Allende, como o principal obstáculo para a implantação do bonde moderno, já que resultaria em desapropriações. A necessidade de área ocorre porque a manutenção dos trens exigirá a construção de uma oficina especializada. Sua implantação na Barra está descartada devido à falta de áreas livres.
— É um obstáculo que teria que ser superado. Mas, ambientalmente, o serviço tem mais vantagens que os meios de transporte existentes. Por circularem sobre uma espécie de colchão de ar, provocam pouco ruído — disse Gras.
O projeto sofreu adaptações no trecho do Recreio. A idéia inicial era de que os trens entrassem no bairro pelo canteiro central da Avenida Salvador Allende, mas o espaço não seria suficiente. Optou-se, então, pela Avenida Genaro de Carvalho, onde estão previstas cinco das 26 estações do projeto.
Cinco viadutos e passarelas no trajeto do VLT
A adoção do serviço exigirá ainda a implantação de pelo menos cinco viadutos e passarelas para desviar o tráfego dos carros dos bondes. Na maior arte do traçado, porém, será possível implantar o serviço no próprio canteiro central, sem reduzir o espaço para a passagem de carros pela Avenida das Américas.
O projeto prevê estações próximas às seguintes áreas: Tijucamar, Jardim Oceânico, Shopping Cittá América, Condomínio Porto dos Cabritos, Condomínio Lagoa Marsul, Rua Gilson Amado, Rua Ricardo Marinho, Rua General Santander, Condomínio Nova Ipanema e Cebolão.
A partir daí, o percurso incluiria estações na altura do Bosque da Barra, Condomínio Santa Marina, Condomínio Novo Leblon, Condomínio Santa Mônica, Hospital Rio-Mar, Condomínio Interlagos e Condomínio Pedra de Itaúna.
Antes do bonde da Barra, planos que ficaram no papel
O trecho final teria estações próximas ao Condomínio Pontões da Barra, Avenida Salvador Allende, escola de pilotagem Helimar, Condomínio San Francisco e Avenida Benvindo de Novaes. Nesta última, o bonde entraria na Avenida Genaro de Carvalho, que teria estações na altura do Recreio Shopping e das ruas Viriato Silva e Giomar de Novaes.
O bonde da Barra não é o primeiro projeto proposto pela prefeitura para a região. Outras idéias acabaram não saindo do papel por falta de recursos. Ano passado, o município propôs investir num trecho da Linha 4 do metrô, entre a Gávea e o Jardim Oceânico. A proposta foi anunciada após abandonar o Trans-Pan, que previa linhas de VLTs entre a Barra e os aeroportos do Rio.
http://doweb.rio.rj.gov.br/sdcgi-bin/om_isapi.dll/bondes%20da%20Barra.jpg.gif?infobase=28092004.nfo&object=bondes%20da%20Barra.jpg&softpage=_recs
Luiz Ernesto Magalhães
O projeto da prefeitura para implantar um sistema de VLT (bonde moderno) entre a Barra da Tijuca e o Recreio dos Bandeirantes prevê a instalação de 26 estações ao longo de 18,9 quilômetros das avenidas das Américas e Genaro de Carvalho. Os pontos, distantes 755 metros entre si, seriam vizinhos ao principais shoppings e condomínios desses bairros. Os dados constam de um estudo de demanda, entregue na sexta-feira à Secretaria municipal de Transportes, pela empresa francesa Systra, contratada para desenvolver o plano.
Embora o prazo de implantação do sistema seja de quatro anos e meio, o secretário municipal de Transportes, Arolde de Oliveira, acredita ser possível criar um serviço provisório, com ônibus, para atender a Barra e o Recreio, até os Jogos Pan-Americanos de 2007.
— Isso nos daria tempo de preparar a licitação para implantar o serviço em definitivo. O plano inicial é que o prazo de concessão seja de 25 anos — disse Arolde.
A implantação completa do sistema, que a prefeitura pretende fazer por concessão à iniciativa privada, tem um custo estimado de R$ 720 milhões. O investimento maior (46,5%) se refere à importação dos 32 carros elétricos que seriam usados na linha. Segundo o estudo, o custo para a implantação do serviço sairia pela metade do custo da adoção de um serviço de metrô de superfície, como na Linha 2.
O valor da tarifa ainda não está estipulado. Dependem de estudos complementares a serem entregues no fim do mês. O trabalho deverá propor alternativas tarifárias, com e sem subsídios do município.
Uma estação central nas proximidades do Cebolão
Pela proposta, os trens circulariam a uma velocidade média de 27,7 quilômetros/hora, pelo canteiro central das vias, onde também seria o embarque.
O projeto propõe a criação de uma estação central próxima ao Cebolão, para receber passageiros de outros serviços de transportes projetados para a região: o corredor T-5 (linha de VLT entre a Barra e a Penha) e a Linha 4 (Barra- Morro de São João, em Botafogo). O número de usuários para o serviço a curto prazo é estimado entre 98,5 mil e 139 mil por dia. O total vai depender de negociações para a integração do VLT às linhas de ônibus já existentes e a implantação do metrô e do T-5.
— A integração supõe a adoção de uma tarifa única entre o bonde e os demais sistemas — explicou Raymond Glas, do Departamento de Planejamento de Transporte da Systra.
A adoção de coletivos na linha também foi prevista no plano. O investimento inicial em ônibus, que teriam que ser do tipo articulados, é sete vezes inferior ao do bonde moderno. Mas nesse caso, a capacidade do sistema de aceitar a entrada de mais passageiros sofre redução.
Veículos passariam em intervalos de dois minutos
Caso sejam usados os bondes modernos, a capacidade do sistema seria de 13 mil passageiros por hora em cada sentido, com os veículos passando a intervalos de dois minutos. No caso da adoção de ônibus, a capacidade do sistema cai para cerca de 5 mil/hora.
Inexistência de terreno é o principal entrave
O consultor Raymond Gras, da Systra, aponta a falta de um terreno público com pelo menos 50 mil metros quadrados, nas vizinhanças da Avenida Salvador Allende, como o principal obstáculo para a implantação do bonde moderno, já que resultaria em desapropriações. A necessidade de área ocorre porque a manutenção dos trens exigirá a construção de uma oficina especializada. Sua implantação na Barra está descartada devido à falta de áreas livres.
— É um obstáculo que teria que ser superado. Mas, ambientalmente, o serviço tem mais vantagens que os meios de transporte existentes. Por circularem sobre uma espécie de colchão de ar, provocam pouco ruído — disse Gras.
O projeto sofreu adaptações no trecho do Recreio. A idéia inicial era de que os trens entrassem no bairro pelo canteiro central da Avenida Salvador Allende, mas o espaço não seria suficiente. Optou-se, então, pela Avenida Genaro de Carvalho, onde estão previstas cinco das 26 estações do projeto.
Cinco viadutos e passarelas no trajeto do VLT
A adoção do serviço exigirá ainda a implantação de pelo menos cinco viadutos e passarelas para desviar o tráfego dos carros dos bondes. Na maior arte do traçado, porém, será possível implantar o serviço no próprio canteiro central, sem reduzir o espaço para a passagem de carros pela Avenida das Américas.
O projeto prevê estações próximas às seguintes áreas: Tijucamar, Jardim Oceânico, Shopping Cittá América, Condomínio Porto dos Cabritos, Condomínio Lagoa Marsul, Rua Gilson Amado, Rua Ricardo Marinho, Rua General Santander, Condomínio Nova Ipanema e Cebolão.
A partir daí, o percurso incluiria estações na altura do Bosque da Barra, Condomínio Santa Marina, Condomínio Novo Leblon, Condomínio Santa Mônica, Hospital Rio-Mar, Condomínio Interlagos e Condomínio Pedra de Itaúna.
Antes do bonde da Barra, planos que ficaram no papel
O trecho final teria estações próximas ao Condomínio Pontões da Barra, Avenida Salvador Allende, escola de pilotagem Helimar, Condomínio San Francisco e Avenida Benvindo de Novaes. Nesta última, o bonde entraria na Avenida Genaro de Carvalho, que teria estações na altura do Recreio Shopping e das ruas Viriato Silva e Giomar de Novaes.
O bonde da Barra não é o primeiro projeto proposto pela prefeitura para a região. Outras idéias acabaram não saindo do papel por falta de recursos. Ano passado, o município propôs investir num trecho da Linha 4 do metrô, entre a Gávea e o Jardim Oceânico. A proposta foi anunciada após abandonar o Trans-Pan, que previa linhas de VLTs entre a Barra e os aeroportos do Rio.