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August 31st, 2005, 12:52 AM
A infra-estrutura ferroviária no Norte e Nordeste ganha financiamento especial
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou uma linha de financiamento especial para a infra-estrutura ferroviária nos estados do Norte e Nordeste brasileiros. O financiamento será integrado ao Programa de Apoio Financeiro a Investimentos em Ferrovias nas Regiões Norte e Nordeste - e serão desembolsados, até 2009, R$ 1 bilhão para projetos que contemplem a melhoria da malha na região e a criação de novos trechos, como a ferrovia Transnordestina.
A nova linha do BNDES terá custo entre 1% e 1,5% mais a Taxa de Juros de Longo Prazo - , inferior aos 3% cobrados nos financiamentos atuais para o setor ferroviário nas regiões incentivadas. Agora, a menor taxa (1%) será concedida quando houver participação de recursos das empresas nos investimentos. Os prazos de pagamento serão determinados em função da capacidade financeira do grupo econômico, da empresa e do empreendimento.
O BNDES explicou que o programa contemplará, além de novos projetos, os que já estão sob análise do banco e aguardam aprovação do empréstimo. Os recursos serão preferencialmente para melhorias e novos trechos nas regiões. Se alguma concessionária estiver interessada em investir na Transnordestina, por exemplo. As empresas que devem ser contempladas com os recursos são a Estrada de Ferro Carajás e Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), controladas pela Companhia Vale do Rio Doce (CVRD), a Estrada de Ferro Norte-Sul e a Companhia Ferroviária do Nordeste (CFN).
O primeiro projeto que será financiado pelo banco por meio desse novo modelo, será a melhoria da malha ferroviária da CFN, nos estados do Maranhão, Piauí, Ceará, Paraíba e Pernambuco. O BNDES ira desembolsar R$ 144 milhões, o que corresponde a 80% do orçamento total do projeto, de R$ 180 milhões. Esse empréstimo já está sendo analisado e deve ser aprovado ainda este mês.
A malha ferroviária brasileira tem 29,8 mil quilômetros, extensão muito inferior à de países com dimensões semelhantes, como é o caso dos Estados Unidos (160 mil km), Rússia (86 mil km) e Canadá (56,7 mil km). Outros, com área territorial bem menor que a do Brasil, têm uma rede de transportes ferroviários, como é o caso da Argentina, com 34 mil km, e da Alemanha, com 63,8 mil km.
A quantidade de cargas transportadas em ferrovias na região Nordeste encontrava-se, em 2004, nos mesmos níveis observados em 1998. A abrangência da malha ferroviária na região Norte é importante na medida que facilita o planejamento da ocupação e da exploração do solo - também é muito pequena, formada por apenas duas ferrovias, a Estrada de Ferro Carajás e a Estrada de Ferro Norte-Sul.
Segundo o BNDES, a participação do transporte ferroviário na produção total do transporte brasileiro é de cerca de 21%, muito abaixo da participação do modo rodoviário, de 61%. A grande dependência do País em relação ao transporte por rodovias resulta em uma matriz desequilibrada e em custos logísticos excessivos, devido ao elevado consumo de combustíveis exigido por tonelada-quilômetro.
Fonte: Gazeta Mercantil
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou uma linha de financiamento especial para a infra-estrutura ferroviária nos estados do Norte e Nordeste brasileiros. O financiamento será integrado ao Programa de Apoio Financeiro a Investimentos em Ferrovias nas Regiões Norte e Nordeste - e serão desembolsados, até 2009, R$ 1 bilhão para projetos que contemplem a melhoria da malha na região e a criação de novos trechos, como a ferrovia Transnordestina.
A nova linha do BNDES terá custo entre 1% e 1,5% mais a Taxa de Juros de Longo Prazo - , inferior aos 3% cobrados nos financiamentos atuais para o setor ferroviário nas regiões incentivadas. Agora, a menor taxa (1%) será concedida quando houver participação de recursos das empresas nos investimentos. Os prazos de pagamento serão determinados em função da capacidade financeira do grupo econômico, da empresa e do empreendimento.
O BNDES explicou que o programa contemplará, além de novos projetos, os que já estão sob análise do banco e aguardam aprovação do empréstimo. Os recursos serão preferencialmente para melhorias e novos trechos nas regiões. Se alguma concessionária estiver interessada em investir na Transnordestina, por exemplo. As empresas que devem ser contempladas com os recursos são a Estrada de Ferro Carajás e Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), controladas pela Companhia Vale do Rio Doce (CVRD), a Estrada de Ferro Norte-Sul e a Companhia Ferroviária do Nordeste (CFN).
O primeiro projeto que será financiado pelo banco por meio desse novo modelo, será a melhoria da malha ferroviária da CFN, nos estados do Maranhão, Piauí, Ceará, Paraíba e Pernambuco. O BNDES ira desembolsar R$ 144 milhões, o que corresponde a 80% do orçamento total do projeto, de R$ 180 milhões. Esse empréstimo já está sendo analisado e deve ser aprovado ainda este mês.
A malha ferroviária brasileira tem 29,8 mil quilômetros, extensão muito inferior à de países com dimensões semelhantes, como é o caso dos Estados Unidos (160 mil km), Rússia (86 mil km) e Canadá (56,7 mil km). Outros, com área territorial bem menor que a do Brasil, têm uma rede de transportes ferroviários, como é o caso da Argentina, com 34 mil km, e da Alemanha, com 63,8 mil km.
A quantidade de cargas transportadas em ferrovias na região Nordeste encontrava-se, em 2004, nos mesmos níveis observados em 1998. A abrangência da malha ferroviária na região Norte é importante na medida que facilita o planejamento da ocupação e da exploração do solo - também é muito pequena, formada por apenas duas ferrovias, a Estrada de Ferro Carajás e a Estrada de Ferro Norte-Sul.
Segundo o BNDES, a participação do transporte ferroviário na produção total do transporte brasileiro é de cerca de 21%, muito abaixo da participação do modo rodoviário, de 61%. A grande dependência do País em relação ao transporte por rodovias resulta em uma matriz desequilibrada e em custos logísticos excessivos, devido ao elevado consumo de combustíveis exigido por tonelada-quilômetro.
Fonte: Gazeta Mercantil