RRC
October 11th, 2005, 12:01 AM
Interessante esse artigo, claro que ele puxa a sardinha pro lado dele, mas expõe dados interessantes.
Puxão de orelhas
Jurandir Fernandes
(Artigo publicado no Jornal da Tarde – 03/07/2005)
O governo do presidente Lula não passa por uma boa fase ultimamente. Caminha acuado com os feitos e desfeitos dos artífices de sua própria base de sustentação, incluindo seu partido.Como diziam nossos ancestrais, se queres conhecer o vilão, dá-lhe o bastão.
No Congresso Nacional, na última semana, além das pesadas denúncias sobre a corrupção no âmbito da administração federal, o Governo recebeu uma saraivada de críticas dos senhores senadores da República, dos mais diversos partidos e estados, devido a falta de investimento federal no metrô de Salvador. Os queridos soteropolitanos, que em São Paulo temperam com alegria o nosso cotidiano, corriam o risco de perder um financiamento do Banco Mundial para obras do metrô, porque o Governo Federal não comparecia com a parte que lhe cabia.
Sabemos que o metrô é uma das melhores soluções para o transporte nas grandes metrópoles. É uma solução cara, cerca de 100 milhões de dólares o quilômetro (preço médio internacional) algo em torno de 240 milhões de reais por quilômetro de metrô em funcionamento.
Depois da bronca dos senadores, o ministro Palocci prometeu liberar recursos para os metrôs de quatro capitais: Fortaleza, Salvador, Recife e Belo Horizonte. Como consequência, foi divulgado pelo Ministério das Cidades o aumento de R$ 30 milhões no Orçamento Federal para investimento nos metrôs de Recife, Fortaleza, Salvador e Natal.
Com a medida, os recursos destinados para os metrôs, em 2005, passam de R$ 138 milhões para R$ 168 milhões, valor que inclui as obras do metrô de Belo Horizonte.
Para nós, pobres mortais, R$ 168 milhões é muito dinheiro. Mas, para obras de metrô nas capitais estaduais significam “zero”. Com esses recursos anunciados pelo Governo Federal dá para construir em Recife (R$ 26.205 milhões) 108 metros de metrô, ou seja, um quarteirão . Para Fortaleza, 104 metros. Para Salvador, motivo da bronca dos senadores, 120 metros. E, para Natal, 5 metros (R$ 1,2 milhão).
O investimento federal na construção de metrô nas metrópoles brasileiras é de fundamental importância. Principalmente para as camadas mais necessitadas, que clamam por um transporte eficiente, dentro de um novo padrão de dignidade e cidadania. Investir no transporte rápido sobre trilhos ou corredores exclusivos significa devolver à população o direito ao convívio familiar, mais lazer e horas disponíveis ao estudo e conseqüente aprimoramento da capacidade produtiva dos brasileiros.
Sensível aos anseios da população, o Governo do Estado de São Paulo investe pesado no transporte metro-ferroviário da Grande São Paulo. Em 2005 e 2006, só no metrô o Governo do Estado investirá cerca de R$ 2,4 bilhões, com recursos diretos e empréstimos internacionais. São verbas destinadas à construção simultânea de duas novas linhas. Mais 18 quilômetros e 9 estações a serem entregues nos próximos 3 anos.
Na Companhia Paulista de Trens Metropolitanos – CPTM não é diferente. No biênio 2005/2006, o Estado aplicará mais de R$ 600 milhões. São recursos para modernizar a linha “F”, rumo à zona Leste, além de atender alunos e professores da nova Universidade de São Paulo, conhecida como USP Leste, recém-instalada pelo Governo do Estado na região. No outro extremo da cidade, o Governo trabalha para expandir a linha “C”, a da marginal Pinheiros. Hoje, esta linha já opera com trens de Primeiro Mundo, dotados de ar condicionado e muito conforto. Para melhorar o padrão de atendimento aos usuários dos trens, a CPTM remodela e moderniza 328 carros de passageiros, que se engatados formariam um trem de seis quilômetros.
Neste ano e no próximo, o Governo do Estado de São Paulo estará, portanto, aplicando R$ 3 bilhões para expandir e melhorar o transporte metro-ferroviário da Região Metropolitana de São Paulo. Isso tudo com recursos próprios, sem ajuda do Governo Federal. É o resultado de uma administração séria, valorizando o dinheiro público, falando pouco e fazendo muito.
Não precisa de puxão de orelhas para funcionar.
Jurandir Fernandes é secretário de Estado dos Transportes Metropolitanos
Puxão de orelhas
Jurandir Fernandes
(Artigo publicado no Jornal da Tarde – 03/07/2005)
O governo do presidente Lula não passa por uma boa fase ultimamente. Caminha acuado com os feitos e desfeitos dos artífices de sua própria base de sustentação, incluindo seu partido.Como diziam nossos ancestrais, se queres conhecer o vilão, dá-lhe o bastão.
No Congresso Nacional, na última semana, além das pesadas denúncias sobre a corrupção no âmbito da administração federal, o Governo recebeu uma saraivada de críticas dos senhores senadores da República, dos mais diversos partidos e estados, devido a falta de investimento federal no metrô de Salvador. Os queridos soteropolitanos, que em São Paulo temperam com alegria o nosso cotidiano, corriam o risco de perder um financiamento do Banco Mundial para obras do metrô, porque o Governo Federal não comparecia com a parte que lhe cabia.
Sabemos que o metrô é uma das melhores soluções para o transporte nas grandes metrópoles. É uma solução cara, cerca de 100 milhões de dólares o quilômetro (preço médio internacional) algo em torno de 240 milhões de reais por quilômetro de metrô em funcionamento.
Depois da bronca dos senadores, o ministro Palocci prometeu liberar recursos para os metrôs de quatro capitais: Fortaleza, Salvador, Recife e Belo Horizonte. Como consequência, foi divulgado pelo Ministério das Cidades o aumento de R$ 30 milhões no Orçamento Federal para investimento nos metrôs de Recife, Fortaleza, Salvador e Natal.
Com a medida, os recursos destinados para os metrôs, em 2005, passam de R$ 138 milhões para R$ 168 milhões, valor que inclui as obras do metrô de Belo Horizonte.
Para nós, pobres mortais, R$ 168 milhões é muito dinheiro. Mas, para obras de metrô nas capitais estaduais significam “zero”. Com esses recursos anunciados pelo Governo Federal dá para construir em Recife (R$ 26.205 milhões) 108 metros de metrô, ou seja, um quarteirão . Para Fortaleza, 104 metros. Para Salvador, motivo da bronca dos senadores, 120 metros. E, para Natal, 5 metros (R$ 1,2 milhão).
O investimento federal na construção de metrô nas metrópoles brasileiras é de fundamental importância. Principalmente para as camadas mais necessitadas, que clamam por um transporte eficiente, dentro de um novo padrão de dignidade e cidadania. Investir no transporte rápido sobre trilhos ou corredores exclusivos significa devolver à população o direito ao convívio familiar, mais lazer e horas disponíveis ao estudo e conseqüente aprimoramento da capacidade produtiva dos brasileiros.
Sensível aos anseios da população, o Governo do Estado de São Paulo investe pesado no transporte metro-ferroviário da Grande São Paulo. Em 2005 e 2006, só no metrô o Governo do Estado investirá cerca de R$ 2,4 bilhões, com recursos diretos e empréstimos internacionais. São verbas destinadas à construção simultânea de duas novas linhas. Mais 18 quilômetros e 9 estações a serem entregues nos próximos 3 anos.
Na Companhia Paulista de Trens Metropolitanos – CPTM não é diferente. No biênio 2005/2006, o Estado aplicará mais de R$ 600 milhões. São recursos para modernizar a linha “F”, rumo à zona Leste, além de atender alunos e professores da nova Universidade de São Paulo, conhecida como USP Leste, recém-instalada pelo Governo do Estado na região. No outro extremo da cidade, o Governo trabalha para expandir a linha “C”, a da marginal Pinheiros. Hoje, esta linha já opera com trens de Primeiro Mundo, dotados de ar condicionado e muito conforto. Para melhorar o padrão de atendimento aos usuários dos trens, a CPTM remodela e moderniza 328 carros de passageiros, que se engatados formariam um trem de seis quilômetros.
Neste ano e no próximo, o Governo do Estado de São Paulo estará, portanto, aplicando R$ 3 bilhões para expandir e melhorar o transporte metro-ferroviário da Região Metropolitana de São Paulo. Isso tudo com recursos próprios, sem ajuda do Governo Federal. É o resultado de uma administração séria, valorizando o dinheiro público, falando pouco e fazendo muito.
Não precisa de puxão de orelhas para funcionar.
Jurandir Fernandes é secretário de Estado dos Transportes Metropolitanos