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October 31st, 2005, 04:12 PM
Um movimento de cidadãos lisboetas entregou ao presidente da Câmara de Lisboa dezasseis propostas para melhorar a cidade e a qualidade de vida dos munícipes ao nível da mobilidade, espaços verdes e salvaguarda do património.
O documento, hoje divulgado, é da autoria do Fórum Cidadania e foi entregue ao presidente da Câmara, Carmona Rodrigues, na cerimónia da posse do novo executivo camarário, na passada sexta-feira.
«Durante a campanha eleitoral, o professor Carmona Rodrigues apelou à cidadania e nós esperamos agora poder discutir estas propostas com a autarquia para melhorar a qualidade de vida dos lisboetas», disse hoje à Agência Lusa Pedro Policarpo, do Fórum Cidadania.
Pedro Policarpo adiantou que as propostas que constam do documento foram lançadas para debate durante este ano, mas nunca obtiveram resposta da autarquia.
«Esperamos que estes quatro anos sejam completamente diferentes dos anteriores», afirmou Pedro Policarpo, esperando que o actual mandato «dê ouvidos aos cidadãos no que são os desejos para a cidade».
Entre as propostas que constam do documento, de 33 páginas, o Fórum Cidadania defende a criação de planos de pormenores para o Paço do Lumiar, que transforme a zona entre o Museu do Traje e o Largo de São Sebastião num «oásis de turismo de qualidade», e para a área envolvente do Palácio da Ajuda.
O movimento pretende também que os 1.276 metros da Avenida da Liberdade se tornem um local de passeio e diversão, mas também de residência e serviços.
«A avenida é o único boulevard de Lisboa, mas já não tem nem 10% da traça e da qualidade de vida dos tempos dos nossos pais», refere o movimento, sublinhando que 90% do edificado antigo nesta artéria já não existe e o que resta está em risco de desaparecer.
Para o Fórum Cidadania, também é preciso resolver os «vários conflitos» que afectam a praça do Príncipe Real, «um dos locais mais bonitos de Lisboa».
Entre as medidas defendidas para este local, o movimento realça o cancelamento do actual projecto de reconversão do Palacete Ribeiro da Cunha em hotel de charme e a reposição «urgente» do eléctrico número 14 (linha Cais do Sodré-Amoreiras).
O Fórum Cidadania propõe ainda a transformação de zonas não urbanizadas ou semi-urbanas com espaços livres e com grande potencial de renovação «estilo Expo 98» em «zonas de oportunidade».
Com estas características, o movimento aponta Pedrouços (Docapesca), as zonas ribeirinhas entre a Praça do Comércio e o Parque das Nações e ao longo da 24 de Julho, o Vale de Santo António, em Chelas, Alcântara, a zona do aeroporto e a zona ribeirinha entre o Cais do Sodré e a Casa dos Bicos.
O movimento alerta ainda para os «símbolos» da cidade que estão abandonados e que precisam de ser recuperados urgentemente, como é o caso do Arco da Rua Augusta.
«É uma peça de beleza única», que está «degradado, preto de tão sujo, com a pedra lascada, poluída e com as suas câmaras interiores votadas a armazém de materiais de construção», sustenta o Fórum Cidadania.
Diário Digital / Lusa
link (http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=12&id_news=199454)
:applause:
O documento, hoje divulgado, é da autoria do Fórum Cidadania e foi entregue ao presidente da Câmara, Carmona Rodrigues, na cerimónia da posse do novo executivo camarário, na passada sexta-feira.
«Durante a campanha eleitoral, o professor Carmona Rodrigues apelou à cidadania e nós esperamos agora poder discutir estas propostas com a autarquia para melhorar a qualidade de vida dos lisboetas», disse hoje à Agência Lusa Pedro Policarpo, do Fórum Cidadania.
Pedro Policarpo adiantou que as propostas que constam do documento foram lançadas para debate durante este ano, mas nunca obtiveram resposta da autarquia.
«Esperamos que estes quatro anos sejam completamente diferentes dos anteriores», afirmou Pedro Policarpo, esperando que o actual mandato «dê ouvidos aos cidadãos no que são os desejos para a cidade».
Entre as propostas que constam do documento, de 33 páginas, o Fórum Cidadania defende a criação de planos de pormenores para o Paço do Lumiar, que transforme a zona entre o Museu do Traje e o Largo de São Sebastião num «oásis de turismo de qualidade», e para a área envolvente do Palácio da Ajuda.
O movimento pretende também que os 1.276 metros da Avenida da Liberdade se tornem um local de passeio e diversão, mas também de residência e serviços.
«A avenida é o único boulevard de Lisboa, mas já não tem nem 10% da traça e da qualidade de vida dos tempos dos nossos pais», refere o movimento, sublinhando que 90% do edificado antigo nesta artéria já não existe e o que resta está em risco de desaparecer.
Para o Fórum Cidadania, também é preciso resolver os «vários conflitos» que afectam a praça do Príncipe Real, «um dos locais mais bonitos de Lisboa».
Entre as medidas defendidas para este local, o movimento realça o cancelamento do actual projecto de reconversão do Palacete Ribeiro da Cunha em hotel de charme e a reposição «urgente» do eléctrico número 14 (linha Cais do Sodré-Amoreiras).
O Fórum Cidadania propõe ainda a transformação de zonas não urbanizadas ou semi-urbanas com espaços livres e com grande potencial de renovação «estilo Expo 98» em «zonas de oportunidade».
Com estas características, o movimento aponta Pedrouços (Docapesca), as zonas ribeirinhas entre a Praça do Comércio e o Parque das Nações e ao longo da 24 de Julho, o Vale de Santo António, em Chelas, Alcântara, a zona do aeroporto e a zona ribeirinha entre o Cais do Sodré e a Casa dos Bicos.
O movimento alerta ainda para os «símbolos» da cidade que estão abandonados e que precisam de ser recuperados urgentemente, como é o caso do Arco da Rua Augusta.
«É uma peça de beleza única», que está «degradado, preto de tão sujo, com a pedra lascada, poluída e com as suas câmaras interiores votadas a armazém de materiais de construção», sustenta o Fórum Cidadania.
Diário Digital / Lusa
link (http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=12&id_news=199454)
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