View Full Version : Providência cautelar pode parar as obras nos Aliados


Reflex
December 2nd, 2005, 12:13 AM
Associações Campo Aberto, APRIL e GAIA vão interpor duas acções contra a Metro e o IPPAR Reclamam a suspensão da eficácia do parecer do instituto por violar a lei
As máquinas iniciaram, há uma semana, a retirada da calçada portuguesa e a destruição dos canteiros na placa central da Avenida dos Aliados, no Porto. Mas os trabalhos poderão parar. As associações cívicas Campo Aberto, GAIA e APRIL estão decididas a travar a obra e vão interpor, nos próximos dias, duas acções contra o Instituto Português do Património Arquitectónico (IPPAR) e a Empresa Metro no Tribunal Administrativo e Fiscal do Porto.

O objectivo fundamental é a paralisação imediata da intervenção. Assim, avançará, primeiro, uma providência cautelar para suspender a eficácia do parecer do IPPAR, em que manifesta concordância com o estudo prévio dos arquitectos Álvaro Siza e Souto Moura para o conjunto dos Aliados e das praças da Liberdade e de General Humberto Delgado. A empreitada recomeçou no passado dia 24. A situação obrigaria a parar os trabalhos de imediato (logo que a Empresa do Metro fosse notificada da entrada da acção judicial), até que o Tribunal Administrativo permita o reinício da obra.

Violar lei do património
No mesmo processo, as associações, representadas pelo jurista Paulo Duarte, solicitarão a declaração de nulidade daquele parecer do IPPAR (ler Apontamentos) por considerarem que viola a lei de protecção do património. A legislação limita ao que é estritamente necessário as intervenções em espaços ou em imóveis em vias de classificação.

"O parecer que o IPPAR deu autorizando as obras na Avenida dos Aliados contraria a lei que rege a protecção do património. Nunca poderia ter emitido uma posição favorável a uma mudança daquela amplitude num espaço urbano em vias de classificação. O IPPAR vem dizer que nada daquilo é suficientemente valioso e autoriza que desapareça", assinala, ao JN, Paulo Araújo, da associação Campo Aberto, que quer "evitar o pior".

Caso o tribunal dê razão às associações, Paulo Araújo acredita de que será uma boa lição para o IPPAR, impedindo que sucedam "situações análogas no futuro". Se o parecer for considerado nulo, as obras não poderão prosseguir. Por lei, a intervenção só pode ser concretizada com autorização expressa do instituto. Sendo o parecer nulo, o aval é inexistente.

Ultrapassa os estatutos
A par deste processo, dará entrada em tribunal outra acção contra a Empresa do Metro, enquanto dono de obra, reclamando a suspensão da empreitada. Considera-se que a intervenção nos Aliados não poderia ser executada pela empresa.

Além dos argumentos já conhecidos e denunciados pelas associações de inexistência de discussão pública sobre o projecto e do desrespeito pela avaliação de impacto ambiental do sistema de Metro na Área Metropolitana do Porto - no estudo, recomenda-se, para os Aliados, a "recuperação do jardim após a conclusão do empreendimento, repondo*se, tanto quanto possível, a situação inicial" -, surge um novo fundamento.

"A Metro não tem, estatutariamente, competência para fazer obras de requalificação urbana, que não sejam decorrentes da intervenção directa da empresa, como a construção de linhas ou de estações", sublinha ainda Paulo Araújo. Enquanto sociedade comercial, a Metro apenas pode praticar actos que estejam dentro do seu objecto. As associações entendem que a requalificação total da avenida e de duas praças vai além do que seria necessário para repor a situação existente, antes da construção da estação subterrânea do metro nos Aliados.

A requalificação está orçada em 4,8 milhões de euros e possui um prazo de execução de 150 dias. A Empresa do Metro prevê a conclusão dos trabalhos em Março do próximo ano.

Apontamentos
Classificação
O conjunto urbano da Praça da Liberdade, da Avenida dos Aliados e da Praça de Engenheiro Humberto Delgado, no Porto, encontra-se em vias de classificação há mais de 12 anos. O despacho para iniciar o processo data de 28 de Setembro de 1993.

Parecer do IPPAR
No parecer, o Instituto Português do Património Arquitectónico (IPPAR) revela concordância com o estudo prévio dos arquitectos Álvaro Siza e Souto Moura. Considera que a proposta ajuda a resolver alguns "problemas" do desenho actual com o "reforço do carácter de alameda do conjunto praça da Liberdade /Av dos Aliados, diluindo, nomeadamente através do alinhamento da placa central e dos passeios, a individualização da Praça da Liberdade". Quanto à substituição das calçadas em calcário, o IPPAR entende que merece reflexão, mas aceita a mudança "Não sendo obviamente uma solução pacífica do ponto de vista estético, consiste, no entanto, numa opção de base dos projectistas, indispensável à coerência do presente projecto e que portanto se julga ser de aceitar".

Análise da IGAT
A Comissão Parlamentar de Educação, Ciência e Cultura decidiu enviar o relatório final da petição contra a requalificação dos Aliados para a Inspecção-Geral da Administração do Território (IGAT) para análise. Já o Parlamento irá discutir o projecto em plenário.
Fonte: JN (http://jn.sapo.pt/2005/12/01/grande_porto/providencia_cautelar_pode_parar_obra.html)

TeKnO_Lx
December 2nd, 2005, 12:29 AM
deixem os prós actuar :laugh:

Daniel_Portugal
December 2nd, 2005, 12:37 AM
bem.. so espero que nao parem as obras.. e que fique tudo parado com aquela merda toda fodida.. fodasse!

Filipe_Golias
December 2nd, 2005, 12:39 AM
Podiam era muito bem ter esperado pra depois do Natal... Mas não, vão começar em plena época natalítica, vulgo consumista, em que aumenta o afluxo de gente e veículos à Baixa... :wallbash:

Reflex
December 2nd, 2005, 12:44 AM
Ora, ora, ora, Filipe... Ate parece que nao sabes que lhes dá 1 gosto especial foder a vida a quem passa...:|
É sempre assim, nas obras deste país...

Barragon
December 2nd, 2005, 12:45 AM
Que desmazelo....

Daniel_Portugal
December 2nd, 2005, 12:48 AM
enfim.. so espero que a puta das obras acabem depressa.. irritame mesmo ver imensos turistas a passar por la.. e aquilo tudo em obras.. tenho sempre a sensaçao que os afugenta..

Barragon
December 2nd, 2005, 12:58 AM
Claro que os afungenta.... mas o pior são mesmo os comerciantes...

Filipe_Golias
December 2nd, 2005, 12:59 AM
Pois... vamos ter a dona Laura a mandar vir :runaway:

JohnnyMass
December 2nd, 2005, 01:21 AM
BOA!!!! Espero que o bom senso acabe por vencer!!! A melhor notícia do dia.

Arpels
December 2nd, 2005, 11:30 AM
bem.. so espero que nao parem as obras.. e que fique tudo parado com aquela merda toda fodida.. fodasse!

poix quando as providencias cautelares avançam com as obras a decorrer é pior a emenda k o soneto :sleepy: embora esta obra para mim seja deitar dinheiro fora que podia ser canalizado para coisas mais importantes.

Barragon
December 2nd, 2005, 12:09 PM
E com a paragem das obras o custo vai aumentar..... e depois metade vai para o bolso.... e tal.

Arpels
December 2nd, 2005, 12:19 PM
ora ;) depois falam em derrapanso orçamental, que é natural haver mas não nestas quantidades!!

Daniel_Portugal
December 2nd, 2005, 03:59 PM
sempre a mesma conversa :lol:

Phobos
December 2nd, 2005, 10:28 PM
Primeiro começam a destruir e depois querem voltar atrás...É sempre a mesma coisa.

Marco Bruno
December 2nd, 2005, 11:13 PM
LOL, começar as obras na época natalícia :lol:

Daniel_Portugal
December 2nd, 2005, 11:32 PM
que merda =\

JohnnyMass
December 3rd, 2005, 12:27 AM
LOL, começar as obras na época natalícia :lol:
ao bom espírito português! a ânsia de fazer aquela merda é tanta que não olham a nada.

Daniel_Portugal
December 3rd, 2005, 12:40 AM
ao bom espírito português!

tens mesmo algum rancor por PT nao tens?

Filipe_Golias
December 3rd, 2005, 02:57 AM
Daniel, abre os olhos... o Jikas é REALISTA! Não achas uma estupidez e acto irreflectido começar umas obras num centro importante duma cidade como o Porto em plena época natalícia?? Até parece que só se vê disto agora... Se não conheces mais atitudes deste tipo, vai a http://www.portugalnoseumelhor.pt e encontras lá situações bem ridiculas, actos de não se pensar e agir po desenrrasca.

JohnnyMass
December 3rd, 2005, 03:03 AM
tens mesmo algum rancor por PT nao tens?
tenho claro, tenho muito rancor por ser um pais de vigaristas e corruptos...se tu não os vês é porque deves viver dentro de uma redoma de vidro, não vês televisão nem lês jornais...

Daniel_Portugal
December 3rd, 2005, 03:03 AM
sites como "portugal no seu melhor" ou programas como "nós por cá" não me têm a mim como cliente podes ter a certeza.. não gosto de jornalistas da má lingua.. à custa deles a que o povinho reles diz barbaridades do nosso pais. umas coisas podem ser certas... outras meu amigo.. absolutamente exageradas.. e eu nao posso concentir isso. é claro que eu nao posso mudar o rumo da reles gentalha que por ai anda.. infelizmente.. para mim o rumo ideal para essas pessoas era a campa.

JohnnyMass
December 3rd, 2005, 03:05 AM
então bem vindo à realidades...essa "gentalha" como tu lhe chamas é mesmo a maioria da população portuguesa. acho impressionante recusares-te a ver as evidências, acho doentio mesmo.

Filipe_Golias
December 3rd, 2005, 03:20 AM
Por amor de Deus... vais dizer que as fotos e os assuntos tratados no "Portugal no seu melhor" e no "Nós por cá" são falsos e é tudo complô dos "malvados jornalistas"?? :weird:

Isso só vem mesmo mostrar que tu fechas os olhos e preferes ignorar o que há de mal no país - isso, juntamente com a crítica maldosa e destructiva, NÃO É, definitivamente, sinal de bom cidadão.

JohnnyMass
December 3rd, 2005, 03:49 AM
acho que o daniel devia mudar de nick para Daninuts!!!:lol:

Barragon
December 3rd, 2005, 01:06 PM
sites como "portugal no seu melhor" ou programas como "nós por cá" não me têm a mim como cliente podes ter a certeza.. não gosto de jornalistas da má lingua.. à custa deles a que o povinho reles diz barbaridades do nosso pais. umas coisas podem ser certas... outras meu amigo.. absolutamente exageradas.. e eu nao posso concentir isso. é claro que eu nao posso mudar o rumo da reles gentalha que por ai anda.. infelizmente.. para mim o rumo ideal para essas pessoas era a campa.

Sem comentários....

Reflex
December 3rd, 2005, 10:50 PM
Eu dou parte de razao ao Daniel... É obvio que tudo aquilo que é apresentado nesses sites/programas sao veridicos e nao ha como tapar o Sol com uma peneira... Mas a verdade é que de ha 1ns anos a esta parte, tem-se feito 1 certo jornalismo destrutivo (do qual creio que o exemplo mais flagrante é o Jornal da TVI, ja que tabloides merdosos sempre houve e sempre continuarao...) que realmente mete nojo! Muitas vezes critica-se e deita-se abaixo o país de forma absolutamente gratuita...

Daniel_Portugal
December 3rd, 2005, 11:06 PM
haja coerencia finalmente! alguem com os olhos abertos à grande influencia da comunicaçao social sobre o povo.. o povo que se limita a engolir, e nada mais.

porque uma coisa é fechar os olhos pro k ta mal.. outra é engolir aquilo que a comunicaçao social quer. e nao é so a comunicaçao social.. a propria oposiçao politica..

engraçado que eu digo isto.. e ontem vi um skecth na RTP1, o canal com o melhor noticiario a anos luz dos outros, e entao vi um sketch da maria barroso.. e ela disse "muitas vezes as noticias dao coisas más... más.. más.. exageram. exageram exageram.. quando nos temos um país repleto de grandes medicos, grandes escritores, com cidades fantasticas, (etc)".. e realmente ela subiu 101% da minha consideraçao. é deste tipo de gente "jovem" que o pais precisa! nao de uma cambada de sansessugas que so sabe dizer mal mal mal.. e depois o povinho inculto acredita em tudo.. PAH.. HA COISAS MÁS.. mas a maior parte nao ta mal fodasse! abram os olhos pra realidade.. saiam à rua caralho! vejam as pessoas com roupas de marca! com carro! com telemovel na mao! vejam os cafes e restaurantes cheios!!! vejam as discotecas cheias! vejam as promoçoes de viagens pra todo o lado do mundo a esgotarem!! vejam a quantidade de pessoas nos shoppings!!! abram os olhos caralhO! as pessoas quando têm que falar mal.. falam mal mal mal.. mas pra fazer a sua vidinha cheia de qualidade estão elas aí prontas!!!! so nao vê kem nao ker!

Filipe_Golias
December 3rd, 2005, 11:29 PM
E alguém aqui disse que TODO o jornalismo é credível e não adultera a realidade? Não! É claro que há jornalismo mau, sensacionalista, deturpador... e que quem tiver o mínimo de inteligência consegue triar a informação verdadeira da falaciosa. Mas há jornalismo correcto e o exemplo que falaste da SIC é dos que mais segue esta via do "informar pela informação". Sem criar "histórias de faca e alguidar" eles tb sabem apontar estes caso excepcionais que trazem à luz a vertente ridícula e irreflectida da sociedade portuguesa.

Não há porque fingir desconhecer isto. E tb não é por se reconhecer isto que tb se ignora a qualidade de vida que possa existir no país.

Mas já agora... vês as pessoas a fazerem isso tudo como tendo uma boa vida... como explicas o crescente endividamento das familias portuguesas? E não são os pobres que se endividam porque esses só podiam penhorar a própria pele.

Daniel_Portugal
December 3rd, 2005, 11:38 PM
se fosse um endividamento tao generalizado.. a certa altura deixar-se-iam de ver tantos carros.. telemoveis.. pessoas em restaurantes e lojas..

o caso é que ha digamos que 20 mil pessoas que se individam.. e as noticias buscando essa VERDADE, deturpam a realidade dizem "os portugueses cada vez se individam mais".. dando portanto a entender que TODOS se individam.. e isso já é MENTIRA.

o pior do jornalismo da má lingua é que nao diz nenhuma mentira de raiz.. NAO.. esse jornalismo exagera os pekenos problemas tornando-os grandes.. assim sendo ninguem pode dizer que eles mentem.. no entanto.. VERDADE a que eles nao falam.. enfim...

tal como tu disseste ha que saber distinguir a realidade do real.. e entao é isso que eu faço. eu distingo. e nessa destinçao a que conclusao chego? chego a conclusao que existe uma determinada percentagem de FILHOS DA PUTA e que todos os portugueses sao chamados de FILHOS DA PUTA à custa desse grupo minoritário!

porque se o joaquim é FILHO DA PUTA e eu nao sou, entao deve-se dizer.. o joaqum é filho da puta e o daniel não!.. o que acontece com o jornalismo é que diz "eles sao os dois filhos da puta!".. pahh ta mal. ta muito mal.

Reflex
December 3rd, 2005, 11:41 PM
Cabrao do Joaquim...:lol:

Daniel_Portugal
December 3rd, 2005, 11:42 PM
é.. a culpa é toda dele :lol: LADRAO! VIGARISTA! :hilarious

Filipe_Golias
December 3rd, 2005, 11:44 PM
Mesmo quando quem diz essas noticias são meios que TU consideras fidedignos? Então se é assim, estamos feitos porque vivemos numa sociedade de informação falsa e não podemos confiar em nada nem ninguém! :sly:

Por este andar, até somos dos países com desenvolvimento sustentado mais eficiente da Europa, com maior rendimento per capita, exportamos mais do que importamos, não há 7% desemprego, não estão a fechar fábricas por todo o país, os fogos dos ultimos anos foram todos em Espanha e não cá, o desporto é super-apoiada governamentalmente, não somos dos povos mais sedentários...

Em que ficamos?

Daniel_Portugal
December 3rd, 2005, 11:48 PM
nao exageres.. eu nunca disse isso filipe.

e ja agora uma pergunta muito engraçada.. quantas sao as coisas que TU sabes que sao positivas.. quer as tenhas conhecido aki no forum.. quer tenha sido noutro lado kualker.. kuantas coisas sao as coisas positivas que TU sabes.. e k ves no telejornal? noticias sobre o euro? noticias sobre o mtv awards? noticias sobre o circuito da boavista? noticias sobre as bibliotecas e livrarias do porto? e mais? e depois dessas? tanta coisa boa k havia pra dizer k nao se diz.. é so mal mal mal.. é pena pah.. isso é pena nao axas?

JohnnyMass
December 3rd, 2005, 11:54 PM
se fosse um endividamento tao generalizado.. a certa altura deixar-se-iam de ver tantos carros.. telemoveis.. pessoas em restaurantes e lojas..

o caso é que ha digamos que 20 mil pessoas que se individam.. e as noticias buscando essa VERDADE, deturpam a realidade dizem "os portugueses cada vez se individam mais".. dando portanto a entender que TODOS se individam.. e isso já é MENTIRA.

o pior do jornalismo da má lingua é que nao diz nenhuma mentira de raiz.. NAO.. esse jornalismo exagera os pekenos problemas tornando-os grandes.. assim sendo ninguem pode dizer que eles mentem.. no entanto.. VERDADE a que eles nao falam.. enfim...

tal como tu disseste ha que saber distinguir a realidade do real.. e entao é isso que eu faço. eu distingo. e nessa destinçao a que conclusao chego? chego a conclusao que existe uma determinada percentagem de FILHOS DA PUTA e que todos os portugueses sao chamados de FILHOS DA PUTA à custa desse grupo minoritário!

porque se o joaquim é FILHO DA PUTA e eu nao sou, entao deve-se dizer.. o joaqum é filho da puta e o daniel não!.. o que acontece com o jornalismo é que diz "eles sao os dois filhos da puta!".. pahh ta mal. ta muito mal.
TU ÉS LOUCO!!!! FODASSE CALA-TE PAH!!! não vês o ridículo que tu és com estas comparações?

Filipe_Golias
December 4th, 2005, 12:00 AM
Eu não disse que disseste... mas se encararmos toda a informação como duvidosa, eram essas questões que pairariam, certamente. Era terrível viver num mundo assim.

Aí tocamos numa outra questão que é... o predomínio de noticias sobre coisas más - mortes, acidentes, desastres, crimes, julgamentos... Nisso, concordo. Já está enraizada essa cultura. Tanto que as "boas" noticias só se sobrepõem às más de índole pouco generalizada se forem de interesse nacional porque senão ficam votadas a terminarem os blocos informativos.

E aí isso cabe a quem faz a programação das noticias a serem transmitidas... será melhor encher o jornal com noticias somente boas, mesmo que curriqueiras, e poucas ou quase nenhumas más... ou encher com as noticias que verdadeiramente estão a acontecer no país, são (supostamente) de interesse geral, mesmo que predominem as "más" noticias?

Cansa ver tanta coisa má nos (tele)jornais, bem que queria que só acontecessem coisas óptimas... mas prefiro que mostrem o que realmente acontece, e se acontecem mais coisas más que boas, assim seja.

Daniel_Portugal
December 4th, 2005, 12:26 AM
TU ÉS LOUCO!!!! FODASSE CALA-TE PAH!!! não vês o ridículo que tu és com estas comparações?

os numeros que eu dei foram meros exemplos caso nao tenhas chegado lá. o que quis dizer é que ha X percentagem de pessoas que se endividam... e depois generaliza-se como se fosse toda a gente.. quando a maior parte nao se anda prai a individar caralho!

JohnnyMass
December 4th, 2005, 12:28 AM
pois não anda não...tu como não te endividas pensas que mais ninguém o faz.:lol:~
mas és capaz de ter razão e eu estou só a ser ultra-negativista em relação ao nosso belo país onde toda a gente ganha mesmo muito bem e não tem necessidade de recorrer ao crédito para viver.

Daniel_Portugal
December 4th, 2005, 12:46 AM
eu quando nao tenho dinheiro nao compro.. e muita gente como eu faz assim..

eu quero ir ao brasil este verao.. e quero umas colunas de som de 400 euros.. o que vou fazer? vou poupar pra ir ao brasil.. e comprar umas colunas de 80 euros.. é tao simples quanto isso.

e nao me venhas dizer que a maior parte da gente se individa porque nao tens dados pra isso.. alias aquilo que eu as vezes ouço dizer é "ahh nao tenho dinheiro.. que pena.. vou juntar e comprar depois".. nunca ouvi ninguem dizer "ahh nao tenho dinheiro.. que sa foda.. vou por a credito e depois seja o que deus quiser".

individar ou nao nao passa por se ter dinheiro ou nao.. passa por se ser estupido ou nao. eu nao sou rico.. a maior parte do mundo nao é rico.. portanto ha que saber ver o que pode comprar.. se eu hoje tenho um ipod, uma makina digital e um pc.. e vou de ferias todos os anos é porke poupo noutras coisas.. nao é porque comprei a credito ou coisa que o valha...

pra começar no meu frigorifico vez tudo marca continente. porque é mais barata.. e tem a mesma qualidade.. e isso é so um exemplo. outro exemplo é a roupa.. eu tenho roupas boas.. de marcas boas.. mas o meu armario nao tem uma tonelada de roupa.. tem so a que eu preciso.. pahh eu sei poupar.. e muita gente o sabe tambem.

JohnnyMass
December 4th, 2005, 01:24 AM
não tenho dados para isso?LOL...estiveste cá em casa a ver o que tenho e o que não tenho foi?:lol:

Daniel_Portugal
December 4th, 2005, 01:26 AM
se tens algo que COMPROVE EFECTIVAMENTE o numero de pessoas que se individam até aos dentes (sim.. nao falo em coisas minimas).. entao podes mostrar aqui.

e ja agora.. a par disso.. poe tambem o numero de pessoas que se endividam noutros paises que tu consideras melhores pra se viver :) digo isto porke nao sei kuais sao..

JohnnyMass
December 4th, 2005, 01:28 AM
não ponho porque quer ponha quer não vais dar a conversa da treta do costume e sinceramente estou-me BORRIFANDO para o que dizes aqui, dás-me dores de cabeça.

Daniel_Portugal
December 4th, 2005, 02:01 AM
entao nao ponhas.. talvez seja porke nao tens.. e por falar em dores de cabeça.. talvez tu a que me des a mim.. o que vale é que istoé mesmo so um forum no qual eu posto quando nao ha outra coisa pra fazer.

Filipe_Golias
December 4th, 2005, 02:08 AM
o que vale é que istoé mesmo so um forum no qual eu posto quando nao ha outra coisa pra fazer.

Ya... já dei conta disso



Anywho...

Estou pra ver o nível de caos a que a avenida e praça vão chegar, com estas obras, trânsito ininterrupto e quando a chuva vier pra ficar (se vier).

JohnnyMass
December 4th, 2005, 02:11 AM
então filipe, sabes bem que isso não vai acontecer...ou melhor, vai, mas não é suposto discutirmos isso. vamos só falar dos resultados que como sabemos vão ser mesmo muito bons.

Filipe_Golias
December 4th, 2005, 02:20 AM
Tens razão, Jikas :cheers: ando aqui eu a preocupar-me sem razão, mesmo.

JohnnyMass
December 4th, 2005, 02:22 AM
no fim vai correr tudo bem vais ver!;)

Arpels
December 4th, 2005, 01:24 PM
quanto tempo irão denorar as obras, ha previsões?

JohnnyMass
December 4th, 2005, 04:40 PM
há, acho que são 3 ou 5 meses ja não me lembro bem.

Reflex
December 4th, 2005, 10:07 PM
...ou seja 9 meses ou 1 ano!:lol:

Filipe_Golias
December 4th, 2005, 10:14 PM
Mais intervalo, menos intervalo (pra uma bejeca)... mais uma providência cautelar, menos uma providência cautelar...

:lol:

Reflex
December 4th, 2005, 10:41 PM
Quanto à providencia cautelar estejam descansados... Duvido que o senhor Sá Fernandes se vire para o Porto, agora que ja tem 1 tacho em Lisboa...:bash::bash:

Arpels
December 5th, 2005, 01:35 PM
pk? no Porto tambem causa polemica nacional a intervenção deste senhor!!

Daniel_Portugal
December 5th, 2005, 03:53 PM
nem sei..

Filipe_Golias
December 27th, 2005, 07:14 PM
Andava a pesquisar umas cenas no google e dei com este comunicado (já de Abril) da associação Campo Aberto, acerca das obras na avenida dos Aliados. Revejo-me em bastantes aspectos que eles referiram, senão em quase todos.

Comunicado à imprensa

19 de Abril de 2005

(Organização não-Governamental de Ambiente)
A nova Avenida dos Aliados: um presente envenenado

Apresentado publicamente pelos seus autores em 14 de Março passado, o projecto de remodelação da Avenida dos Aliados deverá, segundo anúncio da Câmara da Porto, estar concretizado até ao próximo mês de Agosto. Essa remodelação, financiada e executada pela empresa Metro do Porto, é consequência da construção de uma estação de Metro que, situada como está a meio caminho entre duas outras muito próximas (S. Bento e Trindade), nunca foi cabalmente justificada.

Pelas declarações que foram vindo a público, e pelas intervenções anteriores dos mesmos arquitectos no espaço público da cidade (Rotunda da Boavista, por exemplo), não se pode dizer que o projecto para a Avenida seja uma surpresa. De facto, uma das tendências que avulta nas transformações a que a cidade vem sendo submetida é a recusa do colorido, do canteiro com flores, e a opção pelos grandes espaços monocromáticos cobertos com granito ou arrelvados: toda a zona da Cordoaria, Parada Leitão e Leões foi intensamente petrificada pela Porto 2001; e as flores e canteiros desapareceram dos jardins da Rotunda da Boavista, da Cordoaria e da Avenida de Montevideu. Esta predilecção pelo cinzentismo, que ignora ou desdenha o que é característico das nossas cidades em favor de uniformizantes modelos de importação, é inteiramente perfilhada pelos arquitectos a quem foi adjudicada a requalificação da Avenida dos Aliados.

Uma primeira perplexidade é que, tendo as obras da Porto 2001 provocado um desagrado tão manifesto em vastos sectores da cidade, se insista na mesma estética minimalista. Quem frequenta a cidade reconhece como o espaço público petrificado se tornou inóspito, mais frágil e, tirando ocasiões especiais, mais rarefeito da presença humana; e como essas transformações radicais, ao obliterarem a memória dos lugares, criaram, na feliz expressão de Rui Moreira, um efeito de orfandade nos cidadãos. Dir se ia, pois, que o fracasso da Porto 2001 não trouxeensinamentos a quem planeia o espaço público ou sobre ele decide, e que estamos perante uma flagrante incapacidade de aprender com a (má) experiência.

As intervenções em zonas públicas consolidadas com alto valor patrimonial ou simbólico devem respeitar o carácter dos locais - e, em qualquer caso, não podem ser decididas de forma autocrática, ignorando a opinião dos cidadãos e os seus laços afectivos com a cidade. Ora, nada disso se passou neste caso e noutros semelhantes: os arquitectos decidem com toda a liberdade sobre o futuro de lugares que a todos pertencem; e à cidade, aturdida pelo prestígio dos arquitectos, só é consentido que exprima uma admiração sem reservas ou se cale.

Há aqui graves vícios de procedimento: primeiro, que o trabalho seja confiado aos arquitectos por ajuste directo e não por concurso público; segundo, que não haja um caderno de encargos que corporize, a bem da salvaguarda do património e da identidade urbana, os parâmetros a que

o projecto deve obedecer; terceiro, que não se tenha promovido uma ampla e fecunda discussão pública em todas as fases do processo. E o procedimento autista da Câmara é ainda mais inaceitável por estar em causa um espaço emblemático, autêntica sala de visitas da cidade.

Ressalvando que este processo, por estar ferido de autoritarismo e torpedear os direitos dos cidadãos, deveria ser refeito desde o início, entendemos ainda assim manifestar a nossa opinião, na esperança de que pelo menos se repensem algumas das opções mais gravosas do actual projecto, como sejam:

1) o uso exagerado do granito, agravado pela ausência de arborização na placa central da Praça da Liberdade, que irá conferir um ar soturno a todo o conjunto e potenciar situações de desconforto térmico em dias de calor (já notório noutros locais da cidade sujeitos a tratamento semelhante);

2) a supressão, como já aconteceu na Praça da Batalha, da calçada portuguesa - que, além de embelezar o pavimento e ser uma marca da nossa fisionomia urbana que importa preservar, é no presente caso especialmente valiosa, exibindo um conjunto de raros e expressivos desenhos alusivos à produção do vinho do Porto;

3) a abolição dos canteiros floridos, numa atitude de menosprezo pela grande tradição floral portuense, que hoje sobrevive nos jardins públicos graças ao inestimável Viveiro Municipal e aos meritórios esforços dos jardineiros camarários;

4) a promessa de renovar a arborização da Avenida com árvores iguais às que ainda lá existem (Acer platanoides) e se revelaram inadaptadas ao local, o que só se pode explicar por ignorância;

5) o sacrifício de duas esplêndidas magnólias, junto à Igreja dos Congregados, que são uma referência na zona e florescem vistosamente nos primeiros meses de cada ano;

6) as facilidades concedidas ao automóvel, com a manutenção de três faixas de rodagem em cada sentido e dos atravessamentos na placa central, o que é uma atitude incompreensível face ao pesado investimento na rede do Metro e torna o centro da Avenida, que se quer um passeio público animado de vida, numa ilha rodeada de trânsito intenso;

7) o bizarro capricho de rodar 180 graus a estátua equestre de D. Pedro, obrigando o a dar as costas, 170 anos depois, ao inimigo que tão garbosamente enfrentou durante o histórico cerco do Porto.

Fazer cidade não pode ser, como tem sido nos últimos anos, vestir o espaço público com um novo figurino que o torne irreconhecível. O dinheiro que se tem esbanjado nessas mal avisadas requalificações seria muito mais bem empregado na manutenção ou recuperação historicamente consciente de jardins e praças, ou na construção de novos jardins ou espaços públicos de qualidade em lugares onde eles não existam. Esta nova Avenida dos Aliados que a empresa Metro do Porto oferece à cidade tem um ar de requentado a cidade, para seu bem, deve ter a frontalidade e a lucidez de recusar a oferta.

JohnnyMass
December 27th, 2005, 08:03 PM
disse e volto a dizer, rui rio, siza e companhia para a fogueira JÁ!!! atrasados mentais dum cabrão!!! QUE RAIVA QUE ISTO ME DÁ!!!!:bash:

Filipe_Golias
December 27th, 2005, 08:09 PM
O que mais me assusta é o perigo de realmente a cidade ficar "petrificada" e minimalista demais, tendo em conta a tradição arquitectónico e urbanistica da cidade, e perder as réstias de cores que ainda possui :( Não nego que algumas zonas recentemente reconvertidas ficaram mais arrumadas e agradáveis... mas temo o alastrar de um urbanismo muito "estéril".

JohnnyMass
December 27th, 2005, 08:12 PM
epah eu abomino mesmo. cada vez que penso no que fizeram nos leões e na cordoaria!:puke:

Filipe_Golias
December 27th, 2005, 08:25 PM
Nos Leões nota-se que há ali bastante desorganização. Já nem me recordo como era aquilo antes, só sei que a praça era toda rodeada por rua, até junto à faculdade. Agora aquela unica rua é um autentico funil para quem vem dos clérigos e da rua de ceuta :bash: Podiam ter alargado aquilo perfeitamente porque a praça é enorme.

Arpels
December 27th, 2005, 08:58 PM
a meu ver a obra vai parar e vai ficar td cheio de pedras e terra e so daqui a umas decadas se decidirão a por td como estava :sleepy:

Filipe_Golias
December 27th, 2005, 09:02 PM
a meu ver a obra vai parar e vai ficar td cheio de pedras e terra e so daqui a umas decadas se decidirão a por td como estava :sleepy:

Era o cúmulo! Tinhamos revolta popular muito tempo antes, aposta nisso! :shocked: É um espaço demasiado central e importante para ser votado ao abandono.

Arpels
December 27th, 2005, 09:03 PM
neste pais td é possivel, oxala k não :(

Reflex
December 27th, 2005, 10:24 PM
Só 1 questão que não sei se concordo ou não com o dito e gostava de pedir a vossa opinião: acham que a estação dos Aliados era escusada?

Barragon
December 27th, 2005, 10:49 PM
Não...

Reflex
December 27th, 2005, 11:10 PM
Pois, eu também acho que não. Era a mesma coisa que se dizer que a estação do ML dos Restauradores era evitavel por ter perto a da Avenida e a do Rossio...;)

Arpels
December 27th, 2005, 11:46 PM
nem mais :yes:

Filipe_Golias
December 28th, 2005, 12:58 AM
Só 1 questão que não sei se concordo ou não com o dito e gostava de pedir a vossa opinião: acham que a estação dos Aliados era escusada?

Eu acho que é importante a sua existência em termos da sua centralidade e potencialidade em escoar e descarregar muitas pessoas. Mas é verdade que uns 300 metros acima está a "estação-mãe" de todo o Metro do Porto, que tem o peso que tem em toda a rede, e uns 100-200m abaixo tem outra. E o que notei de ambas as vezes que estive nesta estação, é que não tem tanta gente como se suporia ter, como a Trindade e o Bolhão têm.

Reflex
December 28th, 2005, 01:05 AM
Era complicado que a principal avenida do Porto (e a mais carismática) visse o Metro a passar por debaixo de si e não tivesse 1 estação...É 1 pouco como a estação da Avenida no ML, também tem muito menos gente que o Marques ou os Restauradores, mas nao imagino a sua não existencia...;)

JohnnyMass
December 28th, 2005, 01:07 AM
Pois, eu também acho que não. Era a mesma coisa que se dizer que a estação do ML dos Restauradores era evitavel por ter perto a da Avenida e a do Rossio...;)
não é bem a mesma coisa.

Reflex
December 28th, 2005, 01:14 AM
Só se for por causa do comboio...;)

JohnnyMass
December 28th, 2005, 01:17 AM
não...é mesmo porque a distancia da estação da avenida ao rossio é maior que da trindade a são bento!;)

Reflex
December 28th, 2005, 01:19 AM
Olha que não me pareceu muito... A Av.Liberdade é bastante maior que a dos Aliados, mas de qualquer modo a estação da Avenida fica +- a meio...

Filipe_Golias
December 28th, 2005, 01:26 AM
São cerca de 750m entre Trindade e S. Bento.

Reflex
December 28th, 2005, 01:38 AM
Penso que da Avenida até ao Rossio não é tanto.

Alias, estive a medir por escala aqui num mapa que tenho, e em linha recta é pouco menos de 600metros...

Arpels
December 28th, 2005, 10:38 AM
a avenida da Liberdade tem 1200 metros do Marques aos Restauradores :yes:

JohnnyMass
December 29th, 2005, 12:27 AM
bom não sei, apenas me parece que no porto as estações estão muito mais perto, posso estar enganado.

simius
December 29th, 2005, 01:39 AM
alguem tem a possibilidade de postar fotos que mostremn a evolução das obras..ou um render a mostrar cm vai ficar??

Filipe_Golias
December 29th, 2005, 04:37 AM
alguem tem a possibilidade de postar fotos que mostremn a evolução das obras..ou um render a mostrar cm vai ficar??

Eu hoje vou à baixa e vou levar a máquina comigo ;)

Arpels
December 29th, 2005, 10:52 AM
bom não sei, apenas me parece que no porto as estações estão muito mais perto, posso estar enganado.

tambem me da a senssação disso :yes:

Barragon
December 29th, 2005, 01:24 PM
Eu hoje vou à baixa e vou levar a máquina comigo ;)

:pepper:

eheh finalmente! quero fotos de gajas :lol:

Filipe_Golias
December 29th, 2005, 06:11 PM
Eu hoje vou à baixa e vou levar a máquina comigo ;)

Não fui :lol: O dia estava nojento... perdi a vontade :sleepy: Mas amanhã vou!

Gajas, barra? Só se forem as dos "É 5 éros!" :lol: Ou então as putas junto à Trindade, mas essas devem estar a preparar o Ano Novo :hilarious

Arpels
December 29th, 2005, 07:17 PM
as putas tens de pagar pa tirar a foto :)

Filipe_Golias
December 29th, 2005, 08:43 PM
Só um excerpto:

«(...)A Avenida é, hoje, o espelho de meio século de políticas de desarrumação do centro, que conduziram à decadência da Baixa.

No entanto, se um vasto programa de revitalização e reabilitação deste espaço magistral e carismático se impõe como inadiável, nada justifica que se desfigure o que ainda resta do espírito do lugar - jardins, passeios e árvores, os seus atributos. A herança do Porto 2001, de alterar o chão e deixar o resto ao abandono, parece ter firmado raízes.

Requalificar o espaço da Avenida? Fazer regressar os bonitos candeeiros de ferro que foram substituídos pelos horrorosos postes de rotundas? Restituir à Praça a dignidade da sua placa central que, aos poucos, passou a uma nesga ovóide e vergonhosa? Acabar com as patológicas travessias de peões e resgatar a Praça para as pessoas? Substituir o túnel dos Congregados, retrato de uma sociedade que despreza os direitos dos deficientes à mobilidade? Acabar com o estacionamento selvagem de automóveis, e de autocarros a fazer horas? Transformar o espaço em redor da estátua de Garrett num sítio aprazível, com bancos (mas não de pedra), lagos, etc.? E mais coisas positivas? Sim, totalmente de acordo. Agora que requalificadores promovidos a proprietários da História, em nome da transformação, abastardem as nossas referências e trapaceiem os nossos símbolos é um exercício absurdo de agressão à cidade. Com o visto do IPPAR! E o pior ainda está para vir, quando os requalificadores impuseram que das Cardosas à Câmara é Praça e tudo seja liberdade! E morra, de vez, a Avenida. É preciso ter desaforo!

Os pós-modernos devem aplaudir. Os apreciadores da modernização a martelo também. Por mim, que já vivi, vi e suportei muitas ofensas, direi, como meu pai, lojista honrado da Baixa do Porto, que estas coisas me revoltam as entranhas. Porque, afinal, o que está em causa não é só reinventar a Avenida, é falsificá-la.»

Fonte: JN (http://jn.sapo.pt/2005/12/29/grande_porto/civilizacao_baixa.html)

JohnnyMass
December 29th, 2005, 11:09 PM
pois...mais umas palavrinhas de alguem com muito bom senso.

Filipe_Golias
December 31st, 2005, 08:34 PM
Uma foto, assim de fugida, do estado do separador central da avenida. Não tá grande coisa pois tirei-a com uma mão, a outra segurava o guarda-chuva :lol:
Mesmo que quisesse tirar mais fotos, são poucos os lugares de onde posso tirar, já que está tudo cercado de redes! A placa da praça da liberdade tb já foi todo retirada e está em terra.

http://i3.photobucket.com/albums/y54/parutakupiu/Porto/Baixa/Baixa53.jpg

Reflex
December 31st, 2005, 08:43 PM
Que desgraça!! Felizmente estive lá ha 4 meses, ainda haviam obras do metro, mas pelo menos ainda vi calçada portuguesa!!!

Filipe_Golias
December 31st, 2005, 08:48 PM
E ainda vês... rachada ou incompleta :bash:

Estes gajos pensam que são só uns rabiscos feitos com pedras coloridas, mas estas pedras contam graficamente a história do vinho do Porto! :gaah:

Phobos
December 31st, 2005, 09:39 PM
Mas eles preferem apagar o produto que mais identifica o Porto e trocar por dedras de granito pretas que não simbolizam nada.Será isto uma premonição do futuro do Porto? :runaway:

Reflex
December 31st, 2005, 10:18 PM
...provavelmente sim, até ao dia em que de lá tirarem o Rui-sabetudo-Rio!:|

Filipe_Golias
December 31st, 2005, 10:25 PM
É mais fácil tirar o Rui Rio do poiso que recuperar a Baixa tal como era :(

Filipe_Golias
January 6th, 2006, 06:28 AM
Acessos à estação 'forçam' requalificação dos Aliados

Metro argumenta que a colocação das bocas de acesso à estação nos passeios laterais inviabilizaram a conservação do arranjo anterior da avenida e defende a solução final


A colocação dos acessos à estação subterrânea do metro nos passeios laterais dos Aliados - inicialmente, estavam projectados para a placa central - conduziu ao processo de requalificação da avenida e da Praça da Liberdade, no Porto. Na contestação judicial à providência cautelar para a paragem imediata das obras nos Aliados, a Empresa do Metro esclarece que a construção das bocas "inviabilizava por completo a conservação do arranjo anterior, designadamente por efeito do sensível alargamento dos passeios laterais e do visível estreitamento do passeio central".

Mudanças no jardim

Embora o estudo de impacto ambiental do sistema do metro ligeiro recomendasse a "reposição do status quo ante", a Metro entende que esse parecer servia para avaliar os impactos do sistema e não um projecto de requalificação urbana. A intenção era apenas de "garantir o bom ordenamento urbano e, na mais esticada das hipóteses, a preservação do património cultural".

À data do estudo de impacto ambiental, a solução final para a avenida "já preconizava alterações profundas na configuração do jardim, uma vez que eram introduzidas na placa central as obras de acessos por escadas, os elevadores e as grelhas de ventilação", pode ler-se no documento, entregue no Tribunal Administrativo e Fiscal do Porto. Mas não mexia na configuração da avenida e da praça. Para potenciar uma "maior mobilidade" dos utentes do metro no acesso à estação subterrânea, decidiu transferir-se as bocas da placa central para os passeios laterais.

"Nem a reposição integral pretendida pelos requerentes [Manuela Ramos, Paulo Araújo e as associações cívicas Campo Aberto, APRIL e GAIA] é tecnicamente viável nem a sua substituição tem qualquer relevância ambiental", considera a Metro, realçando que, "em estreita colaboração com o Município do Porto", foi solicitado aos arquitectos Álvaro Siza e Souto Moura que elaborassem o projecto de requalificação.

Por isso, a empresa defende que a Câmara não pode ficar afastada da contenda judicial. A providência cautelar, apresentada pelas associações cívicas, é contra o IPPAR e a Metro. "É inquestionável que o Município do Porto deve ser chamado à presente demanda. Nem no reino do absurdo se poderia conceber que o objecto de litígio não afecta directamente os interesses do Município do Porto, quando está em causa o projecto de requalificação de uma das partes mais nobres do coração da cidade", argumenta.

Certa de que colaboram com os "melhores técnicos nacionais e reconhecidos internacionalmente", a Metro não tem dúvidas de que a solução de Siza e de Souto Moura "não só mantém a vocação inicial de espaço público de lazer, como, pelas características do projecto, esta vocação é reforçada", respeitando o património edificado.

Fonte: JN (http://jn.sapo.pt/2006/01/06/grande_porto/acessos_a_estacao_forcam_requalifica.html)

Arpels
January 6th, 2006, 10:35 AM
Uma foto, assim de fugida, do estado do separador central da avenida. Não tá grande coisa pois tirei-a com uma mão, a outra segurava o guarda-chuva :lol:
Mesmo que quisesse tirar mais fotos, são poucos os lugares de onde posso tirar, já que está tudo cercado de redes! A placa da praça da liberdade tb já foi todo retirada e está em terra.

http://i3.photobucket.com/albums/y54/parutakupiu/Porto/Baixa/Baixa53.jpg

:( para mim o Rui Rio foi das piores m*** k apareceram nessa camara so faz asneira, traz problemas aos transeuntes e automobilistas!!

JohnnyMass
January 6th, 2006, 12:16 PM
e as obras continuam...:bash:

Arpels
January 6th, 2006, 02:12 PM
agora ja não adianta ter esperança k as obras parem Jikas, so se for a meio como ja disse aki para um estudo tipo estudo de impacto :lol: e depois repegam nelas duas ou tres decadas depois!!

Daniel_Portugal
January 6th, 2006, 04:27 PM
vamos esperar ate ver como ficou o resultado final... quem sabe ate vai ficar mesmo muito bonito... axo k começam logo a disparar uma data de bocas.. e afinal de contas ninguem sabe como vai ficar na realidade.. kuando tiver tudo pronto.. eu vou la tirar fotos de todos os recantos e mais alguns que queiram.. e entao ai voces dizem de sua justiça..

eu espero que fique bem.. e tenho esperanças que vai ficar bem.. a ver vamos..

é claro que comparar a beleza dela com fotos em que ela ta em obras.. é logico que em obras ela nao esta bonita :lol:

Reflex
January 6th, 2006, 05:27 PM
Metro argumenta que a colocação das bocas de acesso à estação nos passeios laterais inviabilizaram a conservação do arranjo anterior da avenida E defende a solução final
A colocação dos acessos à estação subterrânea do metro nos passeios laterais dos Aliados - inicialmente, estavam projectados para a placa central - conduziu ao processo de requalificação da avenida e da Praça da Liberdade, no Porto. Na contestação judicial à providência cautelar para a paragem imediata das obras nos Aliados, a Empresa do Metro esclarece que a construção das bocas "inviabilizava por completo a conservação do arranjo anterior, designadamente por efeito do sensível alargamento dos passeios laterais e do visível estreitamento do passeio central".

Mudanças no jardim

Embora o estudo de impacto ambiental do sistema do metro ligeiro recomendasse a "reposição do status quo ante", a Metro entende que esse parecer servia para avaliar os impactos do sistema e não um projecto de requalificação urbana. A intenção era apenas de "garantir o bom ordenamento urbano e, na mais esticada das hipóteses, a preservação do património cultural".

À data do estudo de impacto ambiental, a solução final para a avenida "já preconizava alterações profundas na configuração do jardim, uma vez que eram introduzidas na placa central as obras de acessos por escadas, os elevadores e as grelhas de ventilação", pode ler-se no documento, entregue no Tribunal Administrativo e Fiscal do Porto. Mas não mexia na configuração da avenida e da praça. Para potenciar uma "maior mobilidade" dos utentes do metro no acesso à estação subterrânea, decidiu transferir-se as bocas da placa central para os passeios laterais.

"Nem a reposição integral pretendida pelos requerentes [Manuela Ramos, Paulo Araújo e as associações cívicas Campo Aberto, APRIL e GAIA] é tecnicamente viável nem a sua substituição tem qualquer relevância ambiental", considera a Metro, realçando que, "em estreita colaboração com o Município do Porto", foi solicitado aos arquitectos Álvaro Siza e Souto Moura que elaborassem o projecto de requalificação.

Por isso, a empresa defende que a Câmara não pode ficar afastada da contenda judicial. A providência cautelar, apresentada pelas associações cívicas, é contra o IPPAR e a Metro. "É inquestionável que o Município do Porto deve ser chamado à presente demanda. Nem no reino do absurdo se poderia conceber que o objecto de litígio não afecta directamente os interesses do Município do Porto, quando está em causa o projecto de requalificação de uma das partes mais nobres do coração da cidade", argumenta.

Certa de que colaboram com os "melhores técnicos nacionais e reconhecidos internacionalmente", a Metro não tem dúvidas de que a solução de Siza e de Souto Moura "não só mantém a vocação inicial de espaço público de lazer, como, pelas características do projecto, esta vocação é reforçada", respeitando o património edificado.
Fonte: JN

Filipe_Golias
January 6th, 2006, 06:08 PM
Reflex... post #91 ^^

Reflex
January 6th, 2006, 08:49 PM
Quando vim postar a noticia reparei que o thread tinha ressuscitado e pensei que alguem a tivesse postado, mas fui ver e não a encontrei (porque o Arpelius fez quote ao post que tinha a tua foto e nao reparei que tinha sido quote). My mistake!;)

JohnnyMass
January 6th, 2006, 11:17 PM
até eu elaborava um projecto melhor do que aquele, conseguia integrar as entradas e manter o arranjo basicamente como está.

Reflex
January 7th, 2006, 02:35 AM
Associações reclamam a suspensão de eficácia do aval do IPPAR No processo, lembram que destruir património em classificação é "crime"

As três associações cívicas Campo Aberto, GAIA e APRIL não desistem de parar a obra de requalificação dos Aliados (Porto). Foi já com os trabalhos em curso que o Instituto Português do Património Arquitectónico (IPPAR) concedeu o parecer favorável à reconversão da avenida (a decisão data de 13 de Dezembro do ano passado). Ontem, as associações interpuseram, no Tribunal Administrativo e Fiscal do Porto, uma nova providência cautelar para suspender a eficácia da recente autorização, dada pelo IPPAR, e para travar a empreitada.

"Era indispensável apresentar esta acção, pois, de outro modo, o parecer do IPPAR nunca seria contestado. A segunda providência cautelar possui um efeito suspensório imediato da autorização, dada pelo instituto, que está a permitir que a obra se faça na Avenida dos Aliados. Se assim for, a obra devia parar", explica Paulo Araújo, da associação Campo Aberto.

Por lei, logo que a Empresa do Metro seja notificada do pedido de supensão de eficácia pelo tribunal, é obrigada a suspender os trabalhos. Só poderá retomá-los se o juiz entender, após um requerimento da empresa, que a paralisação da intervenção prejudica o interesse público. Um reinício sempre condicionado à decisão final do tribunal sobre a suspensão ou não da eficácia do parecer favorável do IPPAR.

Lei prevê multa ou prisão
Na providência, as associações, representadas pelo jurista Paulo Duarte, destacam que o principal objectivo é "evitar a consumação da destruição irreversível de uma das partes mais nobres do coração histórico da cidade". Certas de que a execução do projecto dos arquitectos Álvaro Siza e Souto Moura será a "consumação de um atentado ao património cultural e ambiental", defendem que o aval do IPPAR é um "acto manifestamente ilegal" por desrespeito da lei do património cultural.

Além dessa violação, apontam para o Código Penal. "Quem destruir, no todo ou em parte, danificar, desfigurar ou tornar não utilizável coisa pertencente ao património cultural e legalmente classificada ou em vias de classificação é punido com pena de prisão até cinco anos ou com pena de multa até 600 dias", pode ler-se na providência cautelar.

Embora o IPPAR considere que a obra em curso é uma requalificação e não uma demolição, as associações contrapõem que "todos os elementos do espaço público" do conjunto da Avenida dos Aliados e das praças da Liberdade e de General Humberto Delgado, em vias de classificação desde o ano de 1993, será destruído pela intervenção.

"Transformar um conjunto constituído por duas praças e uma avenida numa alameda, remover calçadas (...), desfazer passeios, arrasando os pavimentos e os respectivos perfis consiste, evidentemente, em 'destruir uma construção incorporada no solo com carácter de permanência' [definição de edificação no Regime Jurídico da Urbanização e da Edificação]. Consiste, numa palavra, em demolir", refere-se no documento "Uma vez distinguido um qualquer bem com a honra da classificação (ou do juízo preliminar que o coloca em vias de classificação), jamais o IPPAR poderá autorizar qualquer intervenção que o destrua, o danifique ou, simplesmente, o desfigure".
Fonte: JN

JohnnyMass
January 7th, 2006, 02:46 AM
VERGONHA!!!

Filipe_Golias
January 7th, 2006, 03:24 AM
Este IPPAR está mais que visto que é gerido por incompetentes...

Eu percebo que queiram parar as obras, mas agora quando já metade foi ao ar? Que nexo tem agora parar? Acham que se conseguirem reverter o processo, vão repor tudo como estava antes? Calçadas? Tal e qual? Acabaria tudo por resultar no arrastar interminável da baixa num estaleiro de obras :bash:

Filipe_Golias
January 11th, 2006, 04:46 AM
Mais um iluminado artigo de opinião... e de um arquitecto!

Respeitar o espaço público

Sabe-se pouco do que se está a passar na Avenida dos Aliados e na Praça da Liberdade.

A fotografia é muito bonita e já antiga, mas retrata um quadro urbano de grande beleza e rigor de desenho, que, infelizmente, está em vias de delapidação, a cargo de dois dos mais prestigiados arquitectos portuenses contemporâneos.

Duvido que Siza e Souto Moura tenham olhado para ela, não só com "olhos de ver", mas sobretudo com olhos de compreender! Sabe-se pouco do que se está a passar na Avenida dos Aliados e na Praça da Liberdade. O que mais vem ao conhecimento é que há polémica e contestação, que as coisas se arrastam pelas avenidas do contencioso, que o IPPAR (o mesmo do Túnel de Ceuta, não esqueçam!) meteu "os pés pelas mãos" numa manifesta incapacidade de leitura e análise cultural, a Câmara o que quer ver é a obra arrumada sem gastar um euro (louvável contabilisticamente, mas subserviente legal e urbanisticamente!) e o cidadão comum, que já acredita em muito pouco, não anda longe da posição camarária, ou seja, arrumem o assunto depressa que a paciência se esgota.

Mas a cidade ficará a perder e não é pouco. Embora, já é algum ganho ou menor prejuízo, conste que "o cavalo de D. Pedro IV" e este, porque está montado nele, já não vão ser virados ao contrário, ao que dizem, por custar muito dinheiro que a sociedade "Metro do Porto" tem agora de gerir sob maior controle. Apoio tudo que seja economizar dinheiros públicos para os aplicar melhor no interesse público, mas lamento que tenha sido sequer colocada tal hipótese pelos arquitectos, pois se D. Pedro e o seu corajoso cavalo estão naquela posição ela tem razões e justificação histórica, não foi só para virar "o rabo do cavalo" à Câmara, que, na altura, estava logo atrás, mais ou menos no local da "Menina Nua".

Com sabem, a resistência liberal do Porto, comandada pelo "rei soldado", foi sofrida porque da outra banda, na "Serra do Pilar", os miguelistas tinham instaladas as baterias de artilheiros que iam bombardeando a cidade. Ora, a posição da "Estátua de D. Pedro IV" tem a ver precisamente com isso, uma afirmação de liderança e resistência contra quem atacava a partir do sul. Não é a única razão, mas esta é histórica e forte e não deveria ter passado à margem da análise urbanística de tão responsáveis arquitectos e professores.

Esta foto revela mais algumas lições que parecem agora esquecidas: O tratamento da centralidade axial do desenho da Avenida e da posição do monumento na Praça; a coexistência na placa central entre o peão e as superfícies ajardinadas; o primoroso desenho do espaço, que embora datado é sempre uma lição de rigor e beleza; a luminosidade clara e reflectora dos pavimentos em contraste com o tom mais escuro dos edifícios, o que não foi escolhido por acaso; um fecho de fundo da Praça de grande monumentalidade e anunciador de fugas visuais convidativas no sentido transversal, dos Clérigos e 31 de Janeiro.

Tudo isto e muito mais, numa fotografia que poderia ser saudosa e salutar memória cultural da "sala de visitas" de uma cidade que sabe receber, mas que ficará só como "saudosa", porque "salutar" não a souberam entender os dois prestigiados arquitectos.

Fica uma vez mais em aberto uma questão fundamental é preciso que o Porto seja mais discutido, que haja maior e mais sereno debate sobre questões vitais do desenho e da transformação da cidade. Intervir no "Espaço Público" requer a presença obrigatória do arquitecto, mas não se esgota na sua mesa de trabalho. O destinatário é o cidadão, a quem se exige - como tal se deve conferir o direito! - uma responsabilização cívica e cultural e ela só pode ser garantida se ele tiver acesso à informação e conheça, atempadamente, as regras da participação.

Rigorosamente o contrário de tudo que foi feito pela "Porto 2001" e agora pela "Metro do Porto", e que poderia ter evitado algumas aberrações feitas, com custos que no futuro ainda vamos ter de amargar.

Fonte: JN

Arpels
January 11th, 2006, 09:58 AM
até o IPPAR estamos bem entregues estamos :ohno:

Filipe_Golias
January 12th, 2006, 02:49 AM
O IPPAR é uma corja, tá mais que visto...

Phobos
January 12th, 2006, 06:22 PM
Se nem um organismo decente que sirva para preservar a historia temos,é porque a coisa está mal...

Arpels
January 12th, 2006, 07:57 PM
é verdade nem o IPPAR já não há em kem se confiar :ohno: aliás se o IPPAR anda-se como deve ser a casa Garret não ia abaixo não!!

JohnnyMass
January 12th, 2006, 08:13 PM
não me pronuncio mais sobre isto, cambada de anormais...quanto dinheiro é que será que o IPPAR anda a arrecadar com isto?

Barragon
January 12th, 2006, 10:45 PM
Concerteza que os bolsos devem andar cheios!