Barragon
December 15th, 2005, 05:24 PM
As ruas da cidade do Porto, quer por via das obras inacabadas do metro (leia-se requalificação das envolventes às estações), quer por falta de manutenção ou pavimentações mal feitas, continua a apresentar um panorama desolador. Tirando alguns oásis de piso irrepreensível, multiplicam-se os buracos, os pisos ondulados, os remendos mal feitos, em suma, tudo o que uma rua não deve ser.
Mesmo sem fazer um levantamento exaustivo de tudo o que está mal, bastaria, por exemplo, uma curta conversa com um taxista para identificar meia dúzia de "cancros".
O maior dos quais tem cerca de 400 metros, começa no cruzamento da Areosa e termina na Rua de Santa Justa. E só se acredita depois de por lá se passar.
"Esta parte da rua não deve ter obras há 20 ou 30 anos. Quando começaram as obras na Rua de Costa Cabral, ainda cortaram aqui o trânsito durante dois dias. Vá-se lá saber porquê, ficou tudo na mesma", afirmou António Barbosa, funcionário de uma oficina de móveis.
Praticamente não se vê um centímetro de asfalto sem remendos. Sítios há em que os desníveis parecem que vão desintegrar as viaturas.
Vergonha
Recorrendo novamente ao roteiro de Armando Soares, taxista com 26 anos de experiência, destacam-se, pela negativa, as ruas de Santos Pousada, de Serralves, do Barão de Forrester (onde se localiza a sede dos SMAS) ou a Avenida de Fernão de Magalhães, no troço compreendido entre o Campo 24 de Agosto e a Rua de Barros Lima.
A lista poderia prosseguir pelas ruas Duque de Saldanha e António Carneiro (Bonfim), Costa e Almeida (Paranhos) ou dos Bragas (Cedofeita), entre dezenas de outras ruas.
"Cada vez que levo o táxi à vistoria, tenho de mudar rótulas da suspensão, casquilhos e borrachas. E os veículos de transportes públicos têm de ir anual ou semestralmente à inspecção periódica", referiu Armando Soares.
Sem soluções milagrosas Armando Soares defendeu a constituição de brigadas permanentes.
"Era uma forma de ocupar os desempregados. Pô-los a levantar os paralelos, virá-los e assentá-los em condições. Isto assim é uma vergonha", afirmou.
Igualmente sem explicação ficam as vias asfaltadas e intervencionadas à posteriori. É que os buracos abertos são simplesmente remendados. E, no entanto, a legislação é bastante clara neste aspecto. O empreiteiro ou qualquer entidade que intervenha na via pública, tem de deixar o pavimento tal como estava antes da intervenção. Sem excepções.
Desça-se a Rua da Boavista a partir da Praça da República. Lá está, no meio do asfalto, uma "cicatriz" em paralelepípedo.
Ou suba-se a Avenida de Fernão de Magalhães, junto à Praça de Francisco Sá Carneiro. Lá está, bem visível e saliente, um quadrado em paralelo.
A verdade é que a última palavra cabe ao automobilista. Se a sua viatura sofrer algum dano provocado por estes "remendos" deverá pedir responsabilidades à dona da obra, ou seja, a Câmara Municipal do Porto. E será à autarquia que competirá ser ressarcida pela empresa que efectuou a obra.
Mesmo sem fazer um levantamento exaustivo de tudo o que está mal, bastaria, por exemplo, uma curta conversa com um taxista para identificar meia dúzia de "cancros".
O maior dos quais tem cerca de 400 metros, começa no cruzamento da Areosa e termina na Rua de Santa Justa. E só se acredita depois de por lá se passar.
"Esta parte da rua não deve ter obras há 20 ou 30 anos. Quando começaram as obras na Rua de Costa Cabral, ainda cortaram aqui o trânsito durante dois dias. Vá-se lá saber porquê, ficou tudo na mesma", afirmou António Barbosa, funcionário de uma oficina de móveis.
Praticamente não se vê um centímetro de asfalto sem remendos. Sítios há em que os desníveis parecem que vão desintegrar as viaturas.
Vergonha
Recorrendo novamente ao roteiro de Armando Soares, taxista com 26 anos de experiência, destacam-se, pela negativa, as ruas de Santos Pousada, de Serralves, do Barão de Forrester (onde se localiza a sede dos SMAS) ou a Avenida de Fernão de Magalhães, no troço compreendido entre o Campo 24 de Agosto e a Rua de Barros Lima.
A lista poderia prosseguir pelas ruas Duque de Saldanha e António Carneiro (Bonfim), Costa e Almeida (Paranhos) ou dos Bragas (Cedofeita), entre dezenas de outras ruas.
"Cada vez que levo o táxi à vistoria, tenho de mudar rótulas da suspensão, casquilhos e borrachas. E os veículos de transportes públicos têm de ir anual ou semestralmente à inspecção periódica", referiu Armando Soares.
Sem soluções milagrosas Armando Soares defendeu a constituição de brigadas permanentes.
"Era uma forma de ocupar os desempregados. Pô-los a levantar os paralelos, virá-los e assentá-los em condições. Isto assim é uma vergonha", afirmou.
Igualmente sem explicação ficam as vias asfaltadas e intervencionadas à posteriori. É que os buracos abertos são simplesmente remendados. E, no entanto, a legislação é bastante clara neste aspecto. O empreiteiro ou qualquer entidade que intervenha na via pública, tem de deixar o pavimento tal como estava antes da intervenção. Sem excepções.
Desça-se a Rua da Boavista a partir da Praça da República. Lá está, no meio do asfalto, uma "cicatriz" em paralelepípedo.
Ou suba-se a Avenida de Fernão de Magalhães, junto à Praça de Francisco Sá Carneiro. Lá está, bem visível e saliente, um quadrado em paralelo.
A verdade é que a última palavra cabe ao automobilista. Se a sua viatura sofrer algum dano provocado por estes "remendos" deverá pedir responsabilidades à dona da obra, ou seja, a Câmara Municipal do Porto. E será à autarquia que competirá ser ressarcida pela empresa que efectuou a obra.