Barragon
December 19th, 2005, 02:36 PM
Luís Filipe Menezes diz que o assunto já está a ser tratado por técnicos das câmaras do Porto e de Gaia. Projecto de ligação entre margens do Douro não implicará custos municipais.
Há um grupo de empresários austríacos interessados em pegar na ideia do teleférico entre Gaia e Porto. É Luís Filipe Menezes quem o garante, insistindo em tirar do mofo um projecto que anda em bolandas desde 1999, a única altura em que mereceu simpatia da margem direita do rio. O socialista Nuno Cardoso, que estava sentado no cadeirão maior da edilidade portuense, disponibilizou-se a apadrinhá-lo, em nome do turismo.O social-democrata Rui Rio veio a seguir, sucedendo-o no cargo, e o teleférico ficou pendurado.
Menezes, porém, continua a acreditar no meio de transporte. Até traçou o caminho entre a Ribeira de Gaia e o Palácio de Cristal. E já encontrou forma de calar os mais poupados, economicamente falando. Ou seja, não custará tostão aos municípios se for "executado na lógica da concessão/exploração". "Há técnicos de ambos os lados a trabalhar no assunto", garante o autarca gaiense.
É o espírito de "afirmação de co-liderança na Área Metropolitana do Porto" que faz Menezes teimar em projectos que cita há anos. "Há oito anos não se falava de Gaia. Falava-se em concelhos PS e PSD. Hoje é o contrário. Fala-se de duas cidades [Porto e Gaia] com características diferentes, mas que querem apostar em áreas de excelência ", justifica.
Com olhos em Bruxelas
Três dias depois de ter visto aprovado o plano de actividades e orçamento da autarquia gaiense para o próximo ano, Luís Filipe Menezes insiste em deitar cá para fora objectivos que levarão mais tempo a concretizar. A maioria exige, contudo, idêntica vontade do lado do Porto, por ora, e publicamente , mudo e quieto.
"Para mim, um ciclo político são dois mandatos. Reconheço que o enfoque é para o impacto imediato. Mas há obras que não podem ficar na gaveta. Porque são estratégicas. O teleférico é uma delas. Há outras a ponte pedonal junto à Luís I, o aproveitamento da ponte Maria Pia, a ponte para segunda linha do metro junto à Arrábida", afirma Menezes.
O autarca aponta razões "para se andar depressa", para desejar que esse ciclo político a meias comece já para o ano. Em breve, abrir-se-ão candidaturas a verbas de Bruxelas, através do IV Quadro Comunitário de Apoio . É a elas que quer ir beber dinheiros para sustentar projectos que tem para Gaia. É com elas que diz ser possível concretizar "objectivos que tardam", mesmo quando os projectos implicam que do Governo venha acordo, como é o caso das pontes.
No que respeita a obras "em casa", Menezes desfia um rosário de inaugurações que pretende desfiar "a curto prazo" mais 400 fogos sociais, as piscinas de Lever, o Arquivo Municipal, o cine-teatro Brazão, o primeiro troço da via do Centro Histórico (47,9 milhões de euros), a remodelação do nó da Afurada à Arrábida.
Depois, vêm outros projectos, que inclui "num novo ciclo de desenvolvimento". Neles está a a reabilitação de todos os rios e ribeiras ; parques de estacionamento (e aqui ressuscita o do Jardim do Morro e as escadas rolantes de acesso ao tabuleiro inferior da ponte Luís I); aquecimento em todas as escolas básicas (um milhão de euros), em parceria com a Gaiadigital. Está, ainda, em marcha a recuperação da serra de Negrelos e o plano estratégico para o Centro Histórico, dando ideias que evitem abandono de espaços ligados às caves do vinho do Porto.
Há um grupo de empresários austríacos interessados em pegar na ideia do teleférico entre Gaia e Porto. É Luís Filipe Menezes quem o garante, insistindo em tirar do mofo um projecto que anda em bolandas desde 1999, a única altura em que mereceu simpatia da margem direita do rio. O socialista Nuno Cardoso, que estava sentado no cadeirão maior da edilidade portuense, disponibilizou-se a apadrinhá-lo, em nome do turismo.O social-democrata Rui Rio veio a seguir, sucedendo-o no cargo, e o teleférico ficou pendurado.
Menezes, porém, continua a acreditar no meio de transporte. Até traçou o caminho entre a Ribeira de Gaia e o Palácio de Cristal. E já encontrou forma de calar os mais poupados, economicamente falando. Ou seja, não custará tostão aos municípios se for "executado na lógica da concessão/exploração". "Há técnicos de ambos os lados a trabalhar no assunto", garante o autarca gaiense.
É o espírito de "afirmação de co-liderança na Área Metropolitana do Porto" que faz Menezes teimar em projectos que cita há anos. "Há oito anos não se falava de Gaia. Falava-se em concelhos PS e PSD. Hoje é o contrário. Fala-se de duas cidades [Porto e Gaia] com características diferentes, mas que querem apostar em áreas de excelência ", justifica.
Com olhos em Bruxelas
Três dias depois de ter visto aprovado o plano de actividades e orçamento da autarquia gaiense para o próximo ano, Luís Filipe Menezes insiste em deitar cá para fora objectivos que levarão mais tempo a concretizar. A maioria exige, contudo, idêntica vontade do lado do Porto, por ora, e publicamente , mudo e quieto.
"Para mim, um ciclo político são dois mandatos. Reconheço que o enfoque é para o impacto imediato. Mas há obras que não podem ficar na gaveta. Porque são estratégicas. O teleférico é uma delas. Há outras a ponte pedonal junto à Luís I, o aproveitamento da ponte Maria Pia, a ponte para segunda linha do metro junto à Arrábida", afirma Menezes.
O autarca aponta razões "para se andar depressa", para desejar que esse ciclo político a meias comece já para o ano. Em breve, abrir-se-ão candidaturas a verbas de Bruxelas, através do IV Quadro Comunitário de Apoio . É a elas que quer ir beber dinheiros para sustentar projectos que tem para Gaia. É com elas que diz ser possível concretizar "objectivos que tardam", mesmo quando os projectos implicam que do Governo venha acordo, como é o caso das pontes.
No que respeita a obras "em casa", Menezes desfia um rosário de inaugurações que pretende desfiar "a curto prazo" mais 400 fogos sociais, as piscinas de Lever, o Arquivo Municipal, o cine-teatro Brazão, o primeiro troço da via do Centro Histórico (47,9 milhões de euros), a remodelação do nó da Afurada à Arrábida.
Depois, vêm outros projectos, que inclui "num novo ciclo de desenvolvimento". Neles está a a reabilitação de todos os rios e ribeiras ; parques de estacionamento (e aqui ressuscita o do Jardim do Morro e as escadas rolantes de acesso ao tabuleiro inferior da ponte Luís I); aquecimento em todas as escolas básicas (um milhão de euros), em parceria com a Gaiadigital. Está, ainda, em marcha a recuperação da serra de Negrelos e o plano estratégico para o Centro Histórico, dando ideias que evitem abandono de espaços ligados às caves do vinho do Porto.