Reflex
January 5th, 2006, 09:55 PM
Câmara já tem autorização para avançar com expropriações em S. Félix da Marinha. Disponibilizados 100 hectares para empresas que apostem no trabalho qualificado
É o primeiro de três parques empresariais a avançar em Gaia. Até 2008, a Câmara quer criar 3500 empregos em S. Félix da Marinha, disponibilizando, para isso, uma área com cerca de 100 hectares. O projecto está feito. As contas também. Falta dinheiro, o aval da tutela e empresas candidatas. A aposta é no trabalho qualificado, ligado à alta tecnologia, "ao conhecimento". E para que não surjam dúvidas "da vontade e do consenso políticos", já há autorização para iniciar com o processo de expropriações, se assim for necessário.
Lado a lado, o presidente e vice-presidente da Câmara de Gaia, respectivamente, Luís Filipe Menezes e Marco António Costa, desfiaram, ontem, em tom de confiança, argumentos que constam do processo ligado à criação do Parque Tecnológico e ao Centro de Incubação de Base Tecnológica na freguesia que tem fronteira com Espinho.
Piscar de olhos
A confiança justifica-se com a aprovação unânime que o projecto mereceu, anteontem, em reunião camarária. PSD, PP, PS e CDU uniram-se porque "se fala em postos de trabalho" num concelho que sofre níveis preocupantes de desemprego. Os argumentos farão parte da candidatura ao Programa de Incentivos à Modernização da Economia (Prime) que, a curto prazo, a edilidade se compromete a apresentar.
São argumentos que cheiram a um piscar de olho a empresas interessadas em novos espaços que não impliquem o atravessamento do Douro. Visam conseguir fundos comunitários que poderão aliviar os bolsos municipais em cerca de 75%.
E fala-se em investimentos na ordem dos 12,5 milhões de euros, nas duas fases do projecto que os autarcas acreditam ser possível concretizar até 2008 .
"Gaia está na margem esquerda. É no atravessamento do rio, para Norte, que se encontram dificuldades viárias. E Gaia está a meio caminho do potentado económico que é a Galiza e a centralidade política que é Lisboa", referiu Marco António Costa.
"A criação de uma associação pública de direito privado, liderada pela Câmara, para gerir as áreas de acolhimento empresarial, significa uma responsabilização municipal importante. Será uma entidade sem fins lucrativos que se compromete a aplicar ganhos nos espaços e terá, como parceiros, empresas municipais e agentes económicos", salientou Luís Filipe Menezes.
Dedicados, por ora, a resolver o parque tecnológico de S. Félix da Marinha, os dois autarcas tentam, também, dar resposta a outro tipo de empresas (indústria transformadora e de armazenamento) e a outras áreas do concelho. Sandim e Brandariz (Perosinho) têm, em termos de Plano Director Municipal, 380 hectares de terreno reservados para os outros dois parques que, em Março, poderão estar planeados.
Fonte: JN
É o primeiro de três parques empresariais a avançar em Gaia. Até 2008, a Câmara quer criar 3500 empregos em S. Félix da Marinha, disponibilizando, para isso, uma área com cerca de 100 hectares. O projecto está feito. As contas também. Falta dinheiro, o aval da tutela e empresas candidatas. A aposta é no trabalho qualificado, ligado à alta tecnologia, "ao conhecimento". E para que não surjam dúvidas "da vontade e do consenso políticos", já há autorização para iniciar com o processo de expropriações, se assim for necessário.
Lado a lado, o presidente e vice-presidente da Câmara de Gaia, respectivamente, Luís Filipe Menezes e Marco António Costa, desfiaram, ontem, em tom de confiança, argumentos que constam do processo ligado à criação do Parque Tecnológico e ao Centro de Incubação de Base Tecnológica na freguesia que tem fronteira com Espinho.
Piscar de olhos
A confiança justifica-se com a aprovação unânime que o projecto mereceu, anteontem, em reunião camarária. PSD, PP, PS e CDU uniram-se porque "se fala em postos de trabalho" num concelho que sofre níveis preocupantes de desemprego. Os argumentos farão parte da candidatura ao Programa de Incentivos à Modernização da Economia (Prime) que, a curto prazo, a edilidade se compromete a apresentar.
São argumentos que cheiram a um piscar de olho a empresas interessadas em novos espaços que não impliquem o atravessamento do Douro. Visam conseguir fundos comunitários que poderão aliviar os bolsos municipais em cerca de 75%.
E fala-se em investimentos na ordem dos 12,5 milhões de euros, nas duas fases do projecto que os autarcas acreditam ser possível concretizar até 2008 .
"Gaia está na margem esquerda. É no atravessamento do rio, para Norte, que se encontram dificuldades viárias. E Gaia está a meio caminho do potentado económico que é a Galiza e a centralidade política que é Lisboa", referiu Marco António Costa.
"A criação de uma associação pública de direito privado, liderada pela Câmara, para gerir as áreas de acolhimento empresarial, significa uma responsabilização municipal importante. Será uma entidade sem fins lucrativos que se compromete a aplicar ganhos nos espaços e terá, como parceiros, empresas municipais e agentes económicos", salientou Luís Filipe Menezes.
Dedicados, por ora, a resolver o parque tecnológico de S. Félix da Marinha, os dois autarcas tentam, também, dar resposta a outro tipo de empresas (indústria transformadora e de armazenamento) e a outras áreas do concelho. Sandim e Brandariz (Perosinho) têm, em termos de Plano Director Municipal, 380 hectares de terreno reservados para os outros dois parques que, em Março, poderão estar planeados.
Fonte: JN