Filipe_Golias
January 6th, 2006, 07:34 AM
Marquês ganha fonte retirada de D. João I
Requalificação do emblemático jardim já avançou e deverá estar pronta em final de Maio Coreto, quiosque e biblioteca serão recuperados
Afonte que foi retirada da Praça de D. João I (Porto), no âmbito da requalificação urbana da Capital Europeia da Cultura, em 2001, vai ser colocada no jardim da Praça do Marquês de Pombal. A empreitada de requalificação daquele espaço já está em marcha. A Empresa do Metro, responsável pela operação, espera ter os trabalhos concluídos no final de Abril. Máquinas e operários começaram, esta semana, a trabalhar.
O projecto é do gabinete do arquitecto Souto Moura e implica algumas alterações ao antigo perfil do espaço ajardinado, que ficará com uma área verde maior e menos percursos pedonais. Ainda assim, terá, além dos acessos à estação subterrânea de metro, seis zonas de entrada duas do lado SantaCatarina, duas do lado de Costa Cabral e outras duas na zona central da praça.
No interior do jardim, a Empresa do Metro garante que vai manter e recuperar o mobiliário urbano existente em toda a Praça (bancos e mesa em granito, bancos em ferro e madeira, marco do correio, entre outras estruturas, instalando também novo mobiliário, como papeleiras). Por outro lado, vai ser instalada uma nova iluminação em toda a Praça do Marquês, com a colocação de réplicas dos candeeiros tradicionais do Porto.
Por outro lado, a intervenção contempla a recuperação dos equipamentos tradicionais da praça coreto, quiosque, biblioteca e uma pequena fonte.
Mas a nova estrela do jardim do Marquês vai ser mesmo a fonte que estava na Praça de D. João I. A estrutura foi retirada aquando das obras da Capital da Cultura e, desde altura, o seu destino final permanecia desconhecido. Embora a hipótese do equipamento ir para a Praça do Marquês sempre fosse uma das possibilidades mais fortes.
Agora, a fonte terá de ser montada previamente, para que haja uma aprovação final por parte do projectista da requalificação do Marquês.
Refira-se, ainda, que a intervenção da Metro inclui a plantação de mais três árvores (na margem do jardim em frente à igreja do Marquês). O espaço não ficará, contudo, com mais exemplares do que aqueles que tinha antes das obras do metro a construção da estação subterrãnea obrigou ao transplante de três plátanos para a Praça Francisco Sá Carneiro.
Números
120
dias é o prazo de execução da empreitada de requalificação do jardim do Marquês, esventrado por causa da construção da estação da estação subterrânea de metro (incluída na Linha Amarela)
3
árvores vão ser plantadas pela Metro
6
entradas terá o renovado jardim, além dos acessos à estação de metro
Ruas envolventes ao jardim renovadas
A intervenção de requalificação urbana levada a cabo pela Empresa do Metro inclui a renovação das degradas artérias que circundam o Jardim do Marquês. De ambos os lados do espaço existirão três faixas de rodagem, sendo que os passeios também serão alvo de tratamento.
A operação procurará revitalizar a Praça do Marquês, que ficou em más condições por causa das obras de construção da estação de metro. Uma empreitada de vulto, que demorou mais de três anos a ser concretizada. Iniciada em Maio de 2002, a estação subterrânea só seria concluída em Agosto passado.
"A escavação consistiu na abertura de um poço elíptico de dimensões impressionantes, com 28 metros de profundidade e um diâmetro médio de 42 metros. O volume de terras escavado corresponde a cerca de 45 milhares de metros cúbicos", esclarece a Empresa do Metro.
A intervenção no jardim foi alvo de grande polémica, com associações ambientalistas a protestarem contra a degradação do emblemátivo espaço verde. A Metro argumenta que salvaguardou quase todas as árvores (só três foram retiradas e plantadas noutro local) e que as zonas ajardinadas até vão aumentar.
Fonte: JN (http://jn.sapo.pt/2006/01/06/grande_porto/marques_ganha_fonte_retirada_d_joao_.html)
Requalificação do emblemático jardim já avançou e deverá estar pronta em final de Maio Coreto, quiosque e biblioteca serão recuperados
Afonte que foi retirada da Praça de D. João I (Porto), no âmbito da requalificação urbana da Capital Europeia da Cultura, em 2001, vai ser colocada no jardim da Praça do Marquês de Pombal. A empreitada de requalificação daquele espaço já está em marcha. A Empresa do Metro, responsável pela operação, espera ter os trabalhos concluídos no final de Abril. Máquinas e operários começaram, esta semana, a trabalhar.
O projecto é do gabinete do arquitecto Souto Moura e implica algumas alterações ao antigo perfil do espaço ajardinado, que ficará com uma área verde maior e menos percursos pedonais. Ainda assim, terá, além dos acessos à estação subterrânea de metro, seis zonas de entrada duas do lado SantaCatarina, duas do lado de Costa Cabral e outras duas na zona central da praça.
No interior do jardim, a Empresa do Metro garante que vai manter e recuperar o mobiliário urbano existente em toda a Praça (bancos e mesa em granito, bancos em ferro e madeira, marco do correio, entre outras estruturas, instalando também novo mobiliário, como papeleiras). Por outro lado, vai ser instalada uma nova iluminação em toda a Praça do Marquês, com a colocação de réplicas dos candeeiros tradicionais do Porto.
Por outro lado, a intervenção contempla a recuperação dos equipamentos tradicionais da praça coreto, quiosque, biblioteca e uma pequena fonte.
Mas a nova estrela do jardim do Marquês vai ser mesmo a fonte que estava na Praça de D. João I. A estrutura foi retirada aquando das obras da Capital da Cultura e, desde altura, o seu destino final permanecia desconhecido. Embora a hipótese do equipamento ir para a Praça do Marquês sempre fosse uma das possibilidades mais fortes.
Agora, a fonte terá de ser montada previamente, para que haja uma aprovação final por parte do projectista da requalificação do Marquês.
Refira-se, ainda, que a intervenção da Metro inclui a plantação de mais três árvores (na margem do jardim em frente à igreja do Marquês). O espaço não ficará, contudo, com mais exemplares do que aqueles que tinha antes das obras do metro a construção da estação subterrãnea obrigou ao transplante de três plátanos para a Praça Francisco Sá Carneiro.
Números
120
dias é o prazo de execução da empreitada de requalificação do jardim do Marquês, esventrado por causa da construção da estação da estação subterrânea de metro (incluída na Linha Amarela)
3
árvores vão ser plantadas pela Metro
6
entradas terá o renovado jardim, além dos acessos à estação de metro
Ruas envolventes ao jardim renovadas
A intervenção de requalificação urbana levada a cabo pela Empresa do Metro inclui a renovação das degradas artérias que circundam o Jardim do Marquês. De ambos os lados do espaço existirão três faixas de rodagem, sendo que os passeios também serão alvo de tratamento.
A operação procurará revitalizar a Praça do Marquês, que ficou em más condições por causa das obras de construção da estação de metro. Uma empreitada de vulto, que demorou mais de três anos a ser concretizada. Iniciada em Maio de 2002, a estação subterrânea só seria concluída em Agosto passado.
"A escavação consistiu na abertura de um poço elíptico de dimensões impressionantes, com 28 metros de profundidade e um diâmetro médio de 42 metros. O volume de terras escavado corresponde a cerca de 45 milhares de metros cúbicos", esclarece a Empresa do Metro.
A intervenção no jardim foi alvo de grande polémica, com associações ambientalistas a protestarem contra a degradação do emblemátivo espaço verde. A Metro argumenta que salvaguardou quase todas as árvores (só três foram retiradas e plantadas noutro local) e que as zonas ajardinadas até vão aumentar.
Fonte: JN (http://jn.sapo.pt/2006/01/06/grande_porto/marques_ganha_fonte_retirada_d_joao_.html)