Filipe_Golias
January 7th, 2006, 04:36 AM
Paulo Rangel, deputado e relator do programa eleitoral de Rui Rio, crê que a fusão, a prazo, dos dois municípios é a única forma de criar "um grande pólo de atracção"
A fusão dos municípios do Porto e Gaia é a única forma de, em 2010 ou 2012, existir uma cidade que constitua um verdadeiro pólo de atracção. Quem o diz é Paulo Rangel, deputado na Assembleia da República, que, anteontem à noite, se manifestou disponível para lançar um movimento cívico para a união dos dois concelhos.
"O Porto tem de empenhar-se num programa estratégico, tem obrigação de constituir um pólo de atracção, sob pena de ser absorvido pela Galiza. E só há uma solução a fusão a prazo entre os concelhos do Porto e Gaia", afirmou Paulo Rangel, durante uma conferência na Universidade Católica do Porto. O deputado do PSD admitiu, mesmo, que já tinha defendido a tese, "quase em surdina", quando redigia o programa eleitoral de Rui Rio, que pela reacção de ontem mostrou discordar da ideia (Ler texto em baixo)
O ex-secretário de Estado da Justiça acredita que hoje há condições para lançar "este repto a todos" e que o projecto "pode mexer definitivamente com o nosso sentimento de mobilização". A união permitiria criar uma só cidade com 210 quilómetros quadrados e 560 mil habitantes.
Com a fusão, segundo Paulo Rangel, seria possível "reduzir custos administrativos, gerir o rio (Douro) de forma diferente, unir dois centros históricos e ainda revolucionar o planeamento e ordenamento das duas cidades".
"Tanto se fala em reforma administrativa que se houver duas autarquias que se queiram juntar não haverá quem impeça esse esforço", disse Paulo Rangel, que admite estender o projecto até Matosinhos.
O quarto encontro do ciclo de conferências "Olhares cruzados sobre o Porto", promovido pela Universidade Católica e pelo jornal "Público", versou sobre o tema "Centralismo Lisboa, rival ou aliada?". À pergunta, o deputado respondeu taxativamente: "Lisboa não é rival porque praticamente ignora o Porto, desconhece e nem quer saber o que aqui se passa", referiu. E também "não é aliada porque não tem nenhuma razão para se aliar".
Na sua intervenção, o director do "Público", José Manuel Fernandes, considerou que "Lisboa e Porto não devem ser rivais, mas têm de ser aliados para conseguirem pôr aquele paquiderme [Administração Pública] a mexer".
E a resposta de Rui Rio...
Rui Rio demarca-se da sugestão de Rangel
O presidente da Câmara Municipal do Porto, Rui Rio, demarcou-se, ontem, de uma hipotética união entre os concelhos do Porto e de Gaia.
"Não é essa exactamente a minha ideia. Uma coisa é o debate sobre regionalização e falarmos sobre um Governo Regional. No entanto, uma Câmara como a do Porto tem uma complexidade de tal forma elevada que, se actualmente já há muitas ineficácias, com a junção de duas autarquias elas aumentariam", referiu Rui Rio, falando à margem da inauguração do Abrigo Nocturno do Porto da Associação Médica Internacional (ler página 32).
O autarca citou, a título explicativo, o caso da Espanha, que tem um Governo Regional e câmara municipais mais pequenas que as portuguesas, mas "numa dimensão que não defendo para o nosso país".
Rui Rio comentava as afirmações de Paulo Rangel, deputado do PSD que defendeu a união dos dois concelhos.
"No entanto, as duas câmaras juntas apenas serviriam para aumentar a ineficácia, que é algo que existe permanentemente na Administração Pública e a improdutividade. Por isso, é tão difícil, por vezes, arranjar um simples buraco na rua, numa operação simples de manutenção", afirmou Rui Rio.
Para o presidente da Câmara do Porto, a escala ideal de uma cidade, em termos de dimensão, situa-se "abaixo da do Porto e acima da de Miranda do Douro", uma cidade, confessou, "que eu gosto muito".
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Eu confesso que via com bons olhos a fusão dos concelhos. Era da maneira que efectivamente o Douro era de uma só cidade e não limite natural de uma e outra; que o Porto ganharia uma área gigantesca, podendo expandir-se finalmente; beneficiava de novos investimentos e equipamentos que estão a ser feitos em Gaia; tinha praias de jeito at last! :D ... e outras coisas mais
A fusão dos municípios do Porto e Gaia é a única forma de, em 2010 ou 2012, existir uma cidade que constitua um verdadeiro pólo de atracção. Quem o diz é Paulo Rangel, deputado na Assembleia da República, que, anteontem à noite, se manifestou disponível para lançar um movimento cívico para a união dos dois concelhos.
"O Porto tem de empenhar-se num programa estratégico, tem obrigação de constituir um pólo de atracção, sob pena de ser absorvido pela Galiza. E só há uma solução a fusão a prazo entre os concelhos do Porto e Gaia", afirmou Paulo Rangel, durante uma conferência na Universidade Católica do Porto. O deputado do PSD admitiu, mesmo, que já tinha defendido a tese, "quase em surdina", quando redigia o programa eleitoral de Rui Rio, que pela reacção de ontem mostrou discordar da ideia (Ler texto em baixo)
O ex-secretário de Estado da Justiça acredita que hoje há condições para lançar "este repto a todos" e que o projecto "pode mexer definitivamente com o nosso sentimento de mobilização". A união permitiria criar uma só cidade com 210 quilómetros quadrados e 560 mil habitantes.
Com a fusão, segundo Paulo Rangel, seria possível "reduzir custos administrativos, gerir o rio (Douro) de forma diferente, unir dois centros históricos e ainda revolucionar o planeamento e ordenamento das duas cidades".
"Tanto se fala em reforma administrativa que se houver duas autarquias que se queiram juntar não haverá quem impeça esse esforço", disse Paulo Rangel, que admite estender o projecto até Matosinhos.
O quarto encontro do ciclo de conferências "Olhares cruzados sobre o Porto", promovido pela Universidade Católica e pelo jornal "Público", versou sobre o tema "Centralismo Lisboa, rival ou aliada?". À pergunta, o deputado respondeu taxativamente: "Lisboa não é rival porque praticamente ignora o Porto, desconhece e nem quer saber o que aqui se passa", referiu. E também "não é aliada porque não tem nenhuma razão para se aliar".
Na sua intervenção, o director do "Público", José Manuel Fernandes, considerou que "Lisboa e Porto não devem ser rivais, mas têm de ser aliados para conseguirem pôr aquele paquiderme [Administração Pública] a mexer".
E a resposta de Rui Rio...
Rui Rio demarca-se da sugestão de Rangel
O presidente da Câmara Municipal do Porto, Rui Rio, demarcou-se, ontem, de uma hipotética união entre os concelhos do Porto e de Gaia.
"Não é essa exactamente a minha ideia. Uma coisa é o debate sobre regionalização e falarmos sobre um Governo Regional. No entanto, uma Câmara como a do Porto tem uma complexidade de tal forma elevada que, se actualmente já há muitas ineficácias, com a junção de duas autarquias elas aumentariam", referiu Rui Rio, falando à margem da inauguração do Abrigo Nocturno do Porto da Associação Médica Internacional (ler página 32).
O autarca citou, a título explicativo, o caso da Espanha, que tem um Governo Regional e câmara municipais mais pequenas que as portuguesas, mas "numa dimensão que não defendo para o nosso país".
Rui Rio comentava as afirmações de Paulo Rangel, deputado do PSD que defendeu a união dos dois concelhos.
"No entanto, as duas câmaras juntas apenas serviriam para aumentar a ineficácia, que é algo que existe permanentemente na Administração Pública e a improdutividade. Por isso, é tão difícil, por vezes, arranjar um simples buraco na rua, numa operação simples de manutenção", afirmou Rui Rio.
Para o presidente da Câmara do Porto, a escala ideal de uma cidade, em termos de dimensão, situa-se "abaixo da do Porto e acima da de Miranda do Douro", uma cidade, confessou, "que eu gosto muito".
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Eu confesso que via com bons olhos a fusão dos concelhos. Era da maneira que efectivamente o Douro era de uma só cidade e não limite natural de uma e outra; que o Porto ganharia uma área gigantesca, podendo expandir-se finalmente; beneficiava de novos investimentos e equipamentos que estão a ser feitos em Gaia; tinha praias de jeito at last! :D ... e outras coisas mais