Barragon
January 10th, 2006, 10:20 AM
Estudo da Porto Vivo prevê a criação de unidade hoteleira e parque de estacionamento para 260 viaturas. Executivo vota a proposta.
http://thumbs.sapo.pt/?pic=http://jn.sapo.pt/2006/01/10/9081090.jpg&H=250&W=250&errorpic=http://jn.sapo.pt/images/lusomundo/jn/errorpic.gif
O Palácio das Cardosas, na Praça da Liberdade, no Porto, começou a ser construído no século XVIII.
Um hotel de luxo, comércio qualificado, 54 apartamentos de classe média-alta e 29 escritórios e ateliês nascerão no futuro quarteirão das Cardosas (Porto). É, pelo menos, a proposta que a Porto Vivo - Sociedade de Reabilitação Urbana (SRU) apresentará, hoje de manhã, na reunião do Executivo portuense. A reconversão de uma das unidades mais emblemáticas da cidade, delimitada pelo Passeio das Cardosas, pelo Largo dos Lóios, pelas ruas de Trindade Coelho e das Flores e pela Praça de Almeida Garrett, deverá avançar ainda este ano.
O processo é complexo, pois envolve a transformação de 42 parcelas (e um número aproximado de edifícios) e a demolição dos diversos anexos, que surgiram, nos últimos anos, no interior do quarteirão, desde que o acesso para a pequena praça por trás da fachada monumental do palácio das Cardosas foi encerrada. Actualmente, de acordo com o estudo da Quaternaire, Sopsec Projecto e Rui Passos Mealha Arquitecto, 60% da área útil edificada do quarteirão está devoluta e cerca de 15% é usada como armazém dos espaços comerciais no rés-do-chão. "A ocupação habitacional é reduzidíssima, apenas seis fogos têm residentes", pode ler-se no documento estratégico, encomendado pela SRU.
Palácio data de XVIII
A desertificação tomou conta do quarteirão. Nem sempre assim foi. Até à decada de 80, a zona fervilhava de vitalidade comercial, social e cultural e foi perdendo influência. O palácio das Cardosas, construído a partir do século XVIII até meados dos século XIX, e que chegou a acolher o café Astória, está ocupado, no essencial, pelo banco Millenium. Os imóveis mais antigos, datando do século XVII, encontram-se na Rua das Flores (zona pedonal) e na Praça de Almeida Garrett.
A proposta da SRU é equiparar na ocupação a nobreza arquitectónica do edificado numa área de transição do Centro Histórico para a Baixa. No âmbito da requalificação urbana, além do alargamento dos passeios, a intervenção-chave é a abertura da praça interior do palácio das Cardosas, colocando árvores e zonas de estar e os acessos ao futuro parque de estacionamento subterrâneo de três pisos com capacidade para 260 automóveis (servirá, sobretudo, o hotel de charme e os residentes). Pela praça, será possível aceder aos espaços comerciais e apreciar as montras.
A par do comércio de proximidade, os consultores sugerem a instalação de lojas de criadores nacionais e internacionais, ligados à moda, a pensar nos turistas. Também a restauração deverá ter qualidade. Prevê-se que o hotel de luxo tenha capacidade para 200 pessoas. Como os espaços comerciais poderão ocupar o rés-do-chão e o primeiro andar dos imóveis, a habitação, destinada a classe média-alta, ficará nos pisos superiores com tipologias que vão do T0 ao T4 duplex.
Fonte (http://jn.sapo.pt/2006/01/10/grande_porto/hotel_e_habitacoes_luxo_cardosas.html)
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O Palácio das Cardosas, na Praça da Liberdade, no Porto, começou a ser construído no século XVIII.
Um hotel de luxo, comércio qualificado, 54 apartamentos de classe média-alta e 29 escritórios e ateliês nascerão no futuro quarteirão das Cardosas (Porto). É, pelo menos, a proposta que a Porto Vivo - Sociedade de Reabilitação Urbana (SRU) apresentará, hoje de manhã, na reunião do Executivo portuense. A reconversão de uma das unidades mais emblemáticas da cidade, delimitada pelo Passeio das Cardosas, pelo Largo dos Lóios, pelas ruas de Trindade Coelho e das Flores e pela Praça de Almeida Garrett, deverá avançar ainda este ano.
O processo é complexo, pois envolve a transformação de 42 parcelas (e um número aproximado de edifícios) e a demolição dos diversos anexos, que surgiram, nos últimos anos, no interior do quarteirão, desde que o acesso para a pequena praça por trás da fachada monumental do palácio das Cardosas foi encerrada. Actualmente, de acordo com o estudo da Quaternaire, Sopsec Projecto e Rui Passos Mealha Arquitecto, 60% da área útil edificada do quarteirão está devoluta e cerca de 15% é usada como armazém dos espaços comerciais no rés-do-chão. "A ocupação habitacional é reduzidíssima, apenas seis fogos têm residentes", pode ler-se no documento estratégico, encomendado pela SRU.
Palácio data de XVIII
A desertificação tomou conta do quarteirão. Nem sempre assim foi. Até à decada de 80, a zona fervilhava de vitalidade comercial, social e cultural e foi perdendo influência. O palácio das Cardosas, construído a partir do século XVIII até meados dos século XIX, e que chegou a acolher o café Astória, está ocupado, no essencial, pelo banco Millenium. Os imóveis mais antigos, datando do século XVII, encontram-se na Rua das Flores (zona pedonal) e na Praça de Almeida Garrett.
A proposta da SRU é equiparar na ocupação a nobreza arquitectónica do edificado numa área de transição do Centro Histórico para a Baixa. No âmbito da requalificação urbana, além do alargamento dos passeios, a intervenção-chave é a abertura da praça interior do palácio das Cardosas, colocando árvores e zonas de estar e os acessos ao futuro parque de estacionamento subterrâneo de três pisos com capacidade para 260 automóveis (servirá, sobretudo, o hotel de charme e os residentes). Pela praça, será possível aceder aos espaços comerciais e apreciar as montras.
A par do comércio de proximidade, os consultores sugerem a instalação de lojas de criadores nacionais e internacionais, ligados à moda, a pensar nos turistas. Também a restauração deverá ter qualidade. Prevê-se que o hotel de luxo tenha capacidade para 200 pessoas. Como os espaços comerciais poderão ocupar o rés-do-chão e o primeiro andar dos imóveis, a habitação, destinada a classe média-alta, ficará nos pisos superiores com tipologias que vão do T0 ao T4 duplex.
Fonte (http://jn.sapo.pt/2006/01/10/grande_porto/hotel_e_habitacoes_luxo_cardosas.html)