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January 10th, 2006, 05:08 PM
Dentro de três anos ninguém irá reconhecer a frente ribeirinha da cidade do Porto, depois da requalificação que começará a ser realizada este ano e que ultrapassará as fronteiras do próprio município, prolongando-se para nascente até Gondomar. Passagens pedonais, em passadiços sobre o rio, ciclovias e áreas de recreio ao longo da margem fazem parte do plano. Mas o grande projecto será a construção das "Docas", no local do actual parque de estacionamento junto ao Edifício da Alfândega. Uma grande área de lazer que será complementada por uma marina com capacidade para receber veleiros de luxo.
O projecto das "Docas", da autoria do arquitecto Manuel Fernandes de Sá, será realizado pela Refer. Já teve parecer favorável do Instituto Português do Património Arquitectónico (Ippar), mas com as sucessivas mudanças verificadas na administração daquela empresa pertencente à CP ainda não deu entrada na Câmara do Porto para aprovação. Fonte da autarquia garante, no entanto, tratar-se de uma "obra de grande envergadura que provocará uma concorrência feroz entre os espaços de lazer de ambas as margens". Entre a do Porto e a tão publicitada pelo autarca de Gaia, localizada na margem esquerda.
Plataforma com bares
O actual parque de estacionamento junto à Alfândega será enterrado e terá capacidade para receber 450 automóveis. À superfície, ao longo de dois mil metros quadrados, será criado um vasto parque de lazer com 12 bares, restaurantes e lojas. No topo desta plataforma virada para o rio Douro será construída uma praça pública e um anfiteatro. Tudo ligado por passeios pedonais, incluindo à Rua Nova de Alfândega.
Embora o Ippar já tenha dado parecer positivo para o projecto, o ritmo das obras ficará dependente das escavações arqueológicas que serão realizadas no arranque dos trabalhos, uma vez que se suspeita que parte da antiga muralha fernandina esteja sepultada naquele local.
Este novo espaço de recreio ficará ainda ligado pedonalmente à Ribeira clássica, cujo processo de requalificação, depois de muitos problemas decorrentes dos vestígios arqueológicos encontrados e das dificuldades financeiras do município, está finalmente concluído. De fora do projecto inicial fica o comboio turístico que utilizaria o desactivado túnel da Alfândega e que ficaria ligado ao interface de Campanhã.
:applause:
e Lisboa nao faz um corno :bash:
O projecto das "Docas", da autoria do arquitecto Manuel Fernandes de Sá, será realizado pela Refer. Já teve parecer favorável do Instituto Português do Património Arquitectónico (Ippar), mas com as sucessivas mudanças verificadas na administração daquela empresa pertencente à CP ainda não deu entrada na Câmara do Porto para aprovação. Fonte da autarquia garante, no entanto, tratar-se de uma "obra de grande envergadura que provocará uma concorrência feroz entre os espaços de lazer de ambas as margens". Entre a do Porto e a tão publicitada pelo autarca de Gaia, localizada na margem esquerda.
Plataforma com bares
O actual parque de estacionamento junto à Alfândega será enterrado e terá capacidade para receber 450 automóveis. À superfície, ao longo de dois mil metros quadrados, será criado um vasto parque de lazer com 12 bares, restaurantes e lojas. No topo desta plataforma virada para o rio Douro será construída uma praça pública e um anfiteatro. Tudo ligado por passeios pedonais, incluindo à Rua Nova de Alfândega.
Embora o Ippar já tenha dado parecer positivo para o projecto, o ritmo das obras ficará dependente das escavações arqueológicas que serão realizadas no arranque dos trabalhos, uma vez que se suspeita que parte da antiga muralha fernandina esteja sepultada naquele local.
Este novo espaço de recreio ficará ainda ligado pedonalmente à Ribeira clássica, cujo processo de requalificação, depois de muitos problemas decorrentes dos vestígios arqueológicos encontrados e das dificuldades financeiras do município, está finalmente concluído. De fora do projecto inicial fica o comboio turístico que utilizaria o desactivado túnel da Alfândega e que ficaria ligado ao interface de Campanhã.
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e Lisboa nao faz um corno :bash: