View Full Version : AEROPORTOS DE PORTUGAL
Paulo2004 February 7th, 2006, 03:41 PM Expropriações para aeroporto praticamente concluídas
Aeroporto de Beja
A construção do Aeroporto Civil de Beja deverá começar até ao Verão deste ano, num investimento superior a 32 milhões de euros, que vai permitir criar cerca de 150 empregos directos. Em entrevista à agência Lusa, José Queiroz, presidente da Empresa de Desenvolvimento do Aeroporto de Beja (EDAB), adiantou que a expropriação dos terrenos para a construção das infra-estruturas está "praticamente concluída".
"A EDAB está a ultimar os projectos de execução, seguindo-se depois o lançamento dos concursos públicos para o início das obras até ao Verão deste ano", precisou.
Trinta por cento do investimento está contemplado no PIDDAC de 2006 e os restantes 70% serão garantidos por fundos comunitários, através do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional.
TeKnO_Lx February 7th, 2006, 09:01 PM resta saber quem é que vai utilzia-lo e para ke.. carga, charter, low costs, fábricas..?
Portugues February 8th, 2006, 01:22 AM Aeroporto de Beja? È para se carregar feno do Sul para o Norte do país? Se ainda fosse uma Base Militar com respectiva aeropista ainda se compreendia!
TeKnO_Lx February 8th, 2006, 01:34 AM Empreendimento
Factores Determinantes
Desde o início da década de 90 que se levanta a hipótese de utilização conjunta civil/militar das infra estruturas existentes em Beja. Ao contrário do lançamento de um aeroporto novo, a proposta para o alargamento da utilização da Base Aérea de Beja, para fins civis, tem como ponto de partida uma infra-estruturas já existente, o que na prática pode proporcionar ganhos temporais importantes e custos de operacionalização relativamente reduzidos, essencialmente quando comparados com a constituição de uma solução de raiz.
A situação actual da Base Aérea de Beja, apresenta um conjunto de factores determinantes no desenvolvimento do Aeroporto de Beja:
Infra-estruturas de grande qualidade com capacidade sobrante relativamente à utilização militar;
Possibilidade de utilização conjunta civil/militar das actuais infra-estruturas aeronáuticas;
Boa localização geográfica;
Zona pouco povoada;
Uma vasta área disponível para futuras construções;
Excelentes condições meteorológicas;
Espaço aéreo sem problemas de congestionamento;
Baixo nível de investimentos para o desenvolvimento do projecto;
Possibilidade de recurso a ajudas comunitárias;
Apoio das populações.
Factores Críticos
O sucesso deste projecto depende de alguns factores críticos aos quais deverá ser dada a atenção adequada de forma a não prejudicar a estratégia geral do seu desenvolvimento. Em particular, considera-se determinante que:
O aeroporto será a porta para uma grande parte da produção agrícola da zona de regadio e do movimento turístico da Barragem do Alqueva, de uma parte da carga e passageiros chegados e a transportar de Sines por via marítima, nos low cost e charter, rectaguarda de Lisboa e Faro.
Será dotado com a instalação de um Parque Empresarial na Área do aeroporto e elaborado um Plano Integrado de Desenvolvimento.
Estima-se que sejam criados incentivos, nomeadamente de natureza fiscal, e de facilidades de instalação para as empresas, dada a situação de interioridade da região.
Seja melhorado o sistema de transportes rodo/ferroviários, particularmente as ligações a Sines e Lisboa, para que venha a possuir características que permitam a rápida movimentação de pessoas e mercadorias, face ao aumento de tráfego que se prevê. De resto a transformação do IP8 em dupla faixa de rodagem está prevista e as obras serão lançadas a curto ou médio prazo.
O apoio político ao projecto não só das forças políticas regionais mas também nacionais.
Potencialidades
Foram identificadas algumas funções e valências que o aeroporto deverá assumir na sua nova concepção, assim como o seu posicionamento em termos de oferta de serviços, tendo em consideração a sua localização geográfica, as características económicas e demográficas da região, e as tendências internacionais de evolução do tráfego aéreo - onde os operadores, cada vez mais, tentam encontrar soluções menos congestionadas e simultaneamente mais eficientes e flexíveis e a mais baixos custos.
Relativamente às suas potencialidades o aeroporto de Beja poderá vir a constituir-se como:
Aeroporto internacional nas diversas vertentes de exploração com a possibilidade da prática de taxas aeroportuárias competitivas, dado o menor custo dos serviços praticados, facto derivado da existência de infra-estruturas já amortizadas e da necessidade de um baixo investimento para a operacionalização do projecto;
Aeroporto principal para companhias “Charter” que pretendam praticar tarifas competitivas, e/ou companhias “Low Cost Carrier”, dada a sua localização entre Lisboa, a costa oeste alentejana (incluída a Península de Tróia), o Algarve e as regiões espanholas próximo da fronteira, sobretudo se as taxas aeroportuárias a praticar em Beja forem competitivas relativamente às praticadas nos aeroportos vizinhos;
Plataforma de carga aérea geral;
Plataforma Logística para a carga a receber e a expedir de/para a América e África, incluído o transporte de peixe, utilizando aviões de grande porte e executando em Beja o “transhipment” para aviões menores para a ligação com os aeroportos europeus, ou recorrendo ao transporte pelas vias terrestre e marítima;
Entreposto para a carga recebida no Porto de Sines, passível de ser transportada por meios aéreos, frescos agrícolas produzidos na zona de regadio do Alqueva e Andaluzia e a porta para o movimento turístico demandando a costa a sul de Setúbal, a zona da barragem do Alqueva, o turismo residencial que esta em implementação, o turismo social e desportivo que se desenvolva desde o aproveitamento do Guadiana às aldeiras temáticas, golf, caça, etc, e as zonas fronteiriças espanholas;
Base de estacionamento para aviões de carácter executivo e saídos das linhas de montagem aguardando colocação nas companhias aéreas;
Área de manutenção de aeronaves e de fabricação de componentes;
Base de treino para tripulações de aviões comerciais;
Sede de escolas de Técnicos Aeronáuticos;
Pólo de localização de empresas relacionadas com a actividade aeronáutica;
Alternativo dos aeroportos nacionais para aviões de passageiros e carga, sobretudo em condições meteorológicas adversas e/ou períodos de congestionamento;
Pólo de atracção de empresas em diversas áreas de actividade.
Impactos
Relativamente aos impactos do projecto o aeroporto terá certamente grandes efeitos em toda a economia da região envolvente e no desenvolvimento das suas potencialidades, não apenas os directos, mas ainda os indirectos e induzidos.
A economia da região de Beja assenta sobretudo na produção agrícola. As condições climatéricas, os métodos de cultivo e a inadequação da maioria dos solos para uma agricultura de sequeiro, fazem com que se encontre dependente de subsídios e numa fase decadente com níveis e custos de produção incompatíveis com a concorrência externa.
As unidades industriais existentes são na sua maioria de carácter familiar e são raras as que empregam mais que uma dezena de trabalhadores. Parece anacrónico que, sendo o Alentejo uma fonte relativamente importante de matérias-primas, não apenas as de origem agrícola, mas também as originadas pela agro-pecuária, pela floresta e pela exploração dos subsolos, exista uma mingua de industrias transformadoras. É visível que esta situação é provocada sobretudo pelo baixo volume de investimentos, não apenas de carácter privado, mas também de natureza pública. As infra-estruturas existentes, sobretudo ao nível das acessibilidades, estão a ser substancialmente melhoradas, devendo salientar-se o lançamento próximo do IP8, com 2 faixas e separador e a anunciada linha de alta velocidade da ferròvia Lisboa/Beja/Faro/Huelva, que dêem consolidação a uma verdadeira plataforma logística.
Existem exemplos em todo o mundo relativamente à influência de infra-estruturas desta natureza no desenvolvimento de regiões, muitas vezes com reduzidas perspectivas, e que se transformaram rapidamente a partir do pólo gerador de actividades que é um aeroporto. Verifica-se que é prática actual construir aeroportos em zonas que se pretende desenvolver, sobretudo se existem estruturas aeroportuárias militares desactivadas ou pouco usadas.
Um aeroporto é um sistema complexo concebido para desempenhar funções técnicas, económicas e sociais, e constitui um precioso bem para qualquer país ou região. Gera sempre, na fase operacional, um elevado número de investimentos, de novos postos de trabalho e um fluxo de pessoas e bens, que produzirão efeitos na economia da região em que se situa.
Um exemplo bem elucidativo é Shannon, na Irlanda, onde a construção do aeroporto promoveu o desenvolvimento de uma zona industrial numa região até então pouco populosa, desfavorecida e com diminutas perspectivas de desenvolvimento.
Em Shannon tudo começou, à semelhança de Beja, com o aproveitamento de uma base militar.
Beja tem condições excelentes para um projecto semelhante e possui significativas vantagens:
Tem vias de comunicação rodo/ferroviárias, que, sobretudo após as melhorias planeadas serão de qualidade incomparavelmente superior às que ainda hoje servem Shannon, incluindo a ligação a Dublin;
Está geograficamente situada no centro de um círculo onde se concentram os possíveis mercados: Lisboa, Espanha, Algarve e costa atlântica;
É uma região produtora de matérias-primas: cereais, vinho, carne, leite, cortiça, mármores, minerais, frutos e produtos hortícolas, sobretudo quando se verificar a ampliação da área de regadio;
É uma zona pouco industrializada, logo apta para a atracção de novas unidades industriais;
Sendo reconhecida como uma das regiões menos desenvolvidas da Europa poderá vir a beneficiar de eventuais apoios especiais se forem accionados os respectivos mecanismos;
Tem uma grande vastidão de terrenos disponíveis na área circundante do aeroporto.
O aeroporto de Beja participará fortemente numa das aspirações do Alentejo, em geral, que é estancar a saída da população, que desde há muitos anos se vê forçada a procurar trabalho noutras regiões. Poderá constituir um importante Pólo de Desenvolvimento, cujos efeitos directos e induzidos ajudarão a transformar o quadro económico da região.
Face a este cenário o aeroporto de Beja deve caminhar para o conceito de pólo integrador de actividades, quer das estritamente relacionadas com a fileira aeronáutica,quer outras actividades económicas, num sentido mais lato, que em conjunto contribuam para o desenvolvimento da realidade regional.
Projectos e Obras
O planeamento da EDAB aponta para a abertura do aeroporto ao tráfego civil no final do ano de 2007. Trata-se de um objectivo possível se não se verificarem atrasos imponderáveis.
Com o concurso de assessoria Técnica à Gestão de Projectos, Coordenação e Fiscalização de Obras já concluído e em fase de adjudicação, a EDAB SA poderá mobilizar uma capacidade operacional de que não dispunha, em regime de outsourcing.
Essa capacidade é determinante para o lançamento de alguns projectos de abastecimento e serviços e a conclusão de projectos que estão em desenvolvimento, sem embargo de, em paralelo, se promover o lançamento de uma 1ª fase de obras cujos projectos de execução se encontrem finalizados.
A montante existe naturalmente a necessidade de adquirir os terrenos para as instalações do novo aeroporto civil.
O lançamento e acompanhamento dos projectos dos Edifícios , em particular no que respeita ao Terminal de Passageiros, será tido em conta pela equipa de Técnica nas fases iniciais do desenvolvimento do seu trabalho, uma vez que se dispõe já, do Programa Base que constitui referência importante e indispensável para aquele lançamento.
Durante o período em que decorrerá o desenvolvimento dos projectos em falta, completamento dos existentes e lançamento concomitante de algumas empreitadas que caracterizam a 1ª fase, é determinante dar início à Promoção e Divulgação do empreendimento quer por esforço directo da EDAB SA, quer através do recurso a organismos cuja função é a da promoção do investimento estrangeiro em Portugal.
Esta fase é vital para a sobrevivência do empreendimento.
Por outro lado, não fará sentido algum, ter obra e não ter garantido, atempadamente, a operacionalidade do aeroporto.
Essa operacionalidade dependerá de vários factores nos quais certamente se inclui a definição de uma estratégia de concessões e de concessionários em sintonia com as políticas definidas pelo governo para o sector.
Por consequência, a preparação da fase de Operação e Exploração deve iniciar-se praticamente no mesmo momento temporal da fase de construção.
Aliás, ao nível operacional é lícito admitir que alguns dos recursos humanos empregues na construção, podem e devem ser reaproveitados para as fases subsequentes porque são justamente os mais conhecedores dos detalhes dessa construção e sem dúvida mais preparados para as fases sequentes de manutenção e exploração.
http://www.edab.pt/components/com_akogallery/img_pictures/Maquete_1.jpg
http://www.edab.pt/components/com_akogallery/img_pictures/Maquete_2.jpg
http://www.edab.pt/components/com_akogallery/img_pictures/Maquete_3.jpg
http://www.edab.pt/components/com_akogallery/img_pictures/Maquete_4.jpg
http://www.edab.pt/components/com_akogallery/img_pictures/Maquete_5.jpg
http://www.edab.pt/components/com_akogallery/img_pictures/Maquete_6.jpg
http://www.edab.pt/components/com_akogallery/img_pictures/Maquete_7.jpg
Daniel_Portugal February 8th, 2006, 02:28 AM o aeroporto eh pequeno, nao acho que seja um grande risco :)
Barragon February 8th, 2006, 10:24 AM Está óptimo.
Reflex February 8th, 2006, 04:47 PM Aquilo que ouvi dizer é que seria para carga.
Acham que 180kms de Lisboa nao é muito longe, mesmo para low-costs?
TeKnO_Lx February 8th, 2006, 09:05 PM poix acho que sim..pareceme muito longe, não sei se valeria a pena, porque ainda teriam que aguentar uma longa viagem de autocarro
julgo que terá maior viabilidade no segmento de fábrica/escolas/carga
fred_mendonca February 8th, 2006, 10:35 PM acho um pouco estúpido não porem mangas no aeroporto, bem sei que vai ser um aeroporto pequeno mas ao menos que se faça logo com condições
traveler February 9th, 2006, 02:50 AM Parece muito bem.
CS-TOA February 9th, 2006, 02:39 PM Para um Aeroporto desse tamanho não é necessário mangas... As mangas são caras e as companhias low-cost preferem quase sempre a escada e autocarro ou mesmo a pé até ao terminal, porque sai muito mais barato o tempo de uso de uma escada ao tempo de uso duma manga.
Mas 180km de Lisboa, sem transportes rápidos de ligação, dúvido que consiga captar algum tráfego low-cost, só tráfego de carga se ligarem ao Terminal de Sines.
Fern February 9th, 2006, 05:28 PM Esteticamente esta um pouco estranho- parece um amontoado de armazens! Quanto à utilidade do investimento ainda acho melhor esperar para ver...
|
|