Reflex
February 14th, 2006, 11:53 PM
Cinco novos hotéis de cinco estrelas planeados para a Costa do Estoril absorvem 141,5 milhões de euros Outras unidades estão em estudo na Cidadela e Carcavelos, junto ao mar.
Nos próximos três anos, a Costa do Estoril vai reforçar a oferta hoteleira com a abertura de mais cinco espaços de cinco estrelas, passando de nove para 14 unidades. Nessa data, o segmento de hotéis de quatro e cinco estrelas atingirá os 75% da oferta total na região, a fatia mais elevada do país.
A este conjunto de investimentos, que representa um acréscimo total de 1200 camas, com custos na ordem dos 141,5 milhões de euros, poderão juntar-se outras unidades em estudo, como na Cidadela e em Carcavelos, em frente ao mar.
As contas e os projectos foram ontem revelados pelo presidente da Junta de Turismo da Costa do Estoril, Duarte Nobre Guedes, durante uma visita às obras de construção do Grande Real Villa Itália Hotel & Spa, um dos futuros ex-libris de cinco estrelas (ler ficha ao lado), na qual participou António Capucho, presidente da Câmara de Cascais, e Bernardo Trindade, secretário de Estado do Turismo. Este último, enalteceu o projecto pela preocupação em recuperar um edifício antigo, referindo-se à reintegração no hotel da antiga residência do rei Humberto II de Itália e da casa Pinto Basto.
No caso da Cidadela, há quatro ou cinco grupos interessados em investir - como o Pestana Pousadas - mas o projecto está dependente do parecer do Instituto Português do Património Arquitectónico, esperado para breve. Definido o que se pode ou não fazer na Cidadela, os grupos serão chamados a apresentar propostas que tenham em conta as valências da cultura e turismo, revelou o autarca António Capucho.
De acordo com Duarte Nobre Guedes, ao investimento na construção de novos hotéis juntam-se ainda a recuperação e requalificação de algumas unidades, cujo orçamento ronda os 18,5 milhões de euros. É o caso do Hotel Palácio (adiciona 40 quartos aos 162 existentes), Hotel Albatroz (82 para 100) e dos hotéis Atlântico e Cidadela. Outras unidades sofreram importantes reformulações no ano passado, como a Estalagem Senhora da Guia, Hotel Alvorada, Hotel Baia, Inglaterra e Sabóia.
O presidente da Junta de Turismo deixou, no entanto, um aviso "O esforço por parte dos investidores privados terá que ser acompanhado por algum investimento público". Dá como exemplos dessa parcela pública a requalificação das praias, do parque natural e do património edificado, assim como melhorias ao nível do trânsito, sinaléctica e restauração.
António Capucho disse, a propósito, que a Câmara vai "intervir em breve", na Boca do Inferno, independentemente do que vier a ser definido no plano de pormenor para a zona.
No ano passado, a Costa do Estoril recebeu mais de um milhão de dormidas, mais 4% que no ano anterior. A taxa de ocupação média nas 6500 camas existentes ronda os 57% e a maior fatia das dormidas cabe às unidades de quatro estrelas, com 56%, representando as de cinco estrelas 19%.
Os principais mercados da Costa do Estoril são Portugal (21,7%), Espanha (21,3%) e Reino Unido (10,9%), que representam mais de 50% do total das dormidas.
Fonte: JN
Nos próximos três anos, a Costa do Estoril vai reforçar a oferta hoteleira com a abertura de mais cinco espaços de cinco estrelas, passando de nove para 14 unidades. Nessa data, o segmento de hotéis de quatro e cinco estrelas atingirá os 75% da oferta total na região, a fatia mais elevada do país.
A este conjunto de investimentos, que representa um acréscimo total de 1200 camas, com custos na ordem dos 141,5 milhões de euros, poderão juntar-se outras unidades em estudo, como na Cidadela e em Carcavelos, em frente ao mar.
As contas e os projectos foram ontem revelados pelo presidente da Junta de Turismo da Costa do Estoril, Duarte Nobre Guedes, durante uma visita às obras de construção do Grande Real Villa Itália Hotel & Spa, um dos futuros ex-libris de cinco estrelas (ler ficha ao lado), na qual participou António Capucho, presidente da Câmara de Cascais, e Bernardo Trindade, secretário de Estado do Turismo. Este último, enalteceu o projecto pela preocupação em recuperar um edifício antigo, referindo-se à reintegração no hotel da antiga residência do rei Humberto II de Itália e da casa Pinto Basto.
No caso da Cidadela, há quatro ou cinco grupos interessados em investir - como o Pestana Pousadas - mas o projecto está dependente do parecer do Instituto Português do Património Arquitectónico, esperado para breve. Definido o que se pode ou não fazer na Cidadela, os grupos serão chamados a apresentar propostas que tenham em conta as valências da cultura e turismo, revelou o autarca António Capucho.
De acordo com Duarte Nobre Guedes, ao investimento na construção de novos hotéis juntam-se ainda a recuperação e requalificação de algumas unidades, cujo orçamento ronda os 18,5 milhões de euros. É o caso do Hotel Palácio (adiciona 40 quartos aos 162 existentes), Hotel Albatroz (82 para 100) e dos hotéis Atlântico e Cidadela. Outras unidades sofreram importantes reformulações no ano passado, como a Estalagem Senhora da Guia, Hotel Alvorada, Hotel Baia, Inglaterra e Sabóia.
O presidente da Junta de Turismo deixou, no entanto, um aviso "O esforço por parte dos investidores privados terá que ser acompanhado por algum investimento público". Dá como exemplos dessa parcela pública a requalificação das praias, do parque natural e do património edificado, assim como melhorias ao nível do trânsito, sinaléctica e restauração.
António Capucho disse, a propósito, que a Câmara vai "intervir em breve", na Boca do Inferno, independentemente do que vier a ser definido no plano de pormenor para a zona.
No ano passado, a Costa do Estoril recebeu mais de um milhão de dormidas, mais 4% que no ano anterior. A taxa de ocupação média nas 6500 camas existentes ronda os 57% e a maior fatia das dormidas cabe às unidades de quatro estrelas, com 56%, representando as de cinco estrelas 19%.
Os principais mercados da Costa do Estoril são Portugal (21,7%), Espanha (21,3%) e Reino Unido (10,9%), que representam mais de 50% do total das dormidas.
Fonte: JN