Reflex
February 26th, 2006, 03:39 AM
Futuro terminal no molhe sul poderá ajudar turismo. Cooperação com PALOP passa pela formação
O vídeo promocional mostra gente sorridente a acenar de um navio. O cenário cheira a uma viagem num cruzeiro e serve de pano de fundo à voz-off que vai construindo informações. Por segundos, as palavras 'carga' e 'contentores' varrem-se do discurso. "O terminal de passageiros de Leixões, localizado na doca 1 norte [Leça da Palmeira], dispõe de um cais acostável de 300 metros", ouve-se. Está dado o mote ao presidente da Administração do Porto do Douro e Leixões (ADPL) para anunciar um novo projecto a construção de um segundo cais para passageiros, no molhe sul em requalificação. Em nome do turismo e porque o "negócio dos cruzeiros está a florescer".
Ricardo Fonseca não esconde que a ideia ainda está verde, mas mostra-se determinado em conseguir que o projecto vá em frente. "O Norte não tem sido muito bafejado em projectos turísticos", diz, a crescentando que o novo terminal "contribuirá para o desenvolvimento do turismo" na região, necessitando, no entanto, de "receptividade da iniciativa privada".
Por ora, e enquanto não aparece o segundo cais, quem utilizar os serviços daAPDL já conta com vários serviços ligados ao turismo na Estação de Passageiros de Leixões considerada Património Arquitectónico e Histórico da cidade de Matosinhos e "um dos mais belos exemplares arquitectónicos dos anos 60".
Ajudar África
Outra aposta da APDL está no alargamento da cooperação com os países de língua oficial portuguesa, vulgo PALOP. Nos últimos três anos, tiveram formação no porto de Leixões 413 pessoas, oriundas de cinco ex-colónias. Angola lidera "cada vez mais o grupo" (com 229 formandos) e Moçambique é o que menos procura (sete), "porque a África do Sul é o destino natural".
Em termos absolutos, passaram, no ano passado, pelo Centro de Formação da APDL (aberto, igualmente, a toda comunidade portuária e a outros portos nacionais ) 901 trabalhadores em 158 acções.
Também em termos humanitários, o porto tem contribuído com ajudas a países africanos. Há dias, juntamente com a carga que um navio recebia, no terminal sul, com destino a Luanda, Lobito e Namibe, seguiram 15 contentores com material informático para S. Tomé e Príncipe.
Entalado entre zonas com grande desnidade populacional, a APDL, segundo Ricardo Fonseca, tem procurado "uma são convivência entre vizinhos", "minimizando incómodos resultantes, sobretudo, de ruídos".
Daí ter encomendado um relatório sobre a actual situação (que se estende até à ponte de Luís I, no Porto) e que sirva para cimentar a vontade em conseguir a certificação de qualidade ambiental, um trunfo importante "no espírito competitivo que está presente no porto".
Fonte: JN
O vídeo promocional mostra gente sorridente a acenar de um navio. O cenário cheira a uma viagem num cruzeiro e serve de pano de fundo à voz-off que vai construindo informações. Por segundos, as palavras 'carga' e 'contentores' varrem-se do discurso. "O terminal de passageiros de Leixões, localizado na doca 1 norte [Leça da Palmeira], dispõe de um cais acostável de 300 metros", ouve-se. Está dado o mote ao presidente da Administração do Porto do Douro e Leixões (ADPL) para anunciar um novo projecto a construção de um segundo cais para passageiros, no molhe sul em requalificação. Em nome do turismo e porque o "negócio dos cruzeiros está a florescer".
Ricardo Fonseca não esconde que a ideia ainda está verde, mas mostra-se determinado em conseguir que o projecto vá em frente. "O Norte não tem sido muito bafejado em projectos turísticos", diz, a crescentando que o novo terminal "contribuirá para o desenvolvimento do turismo" na região, necessitando, no entanto, de "receptividade da iniciativa privada".
Por ora, e enquanto não aparece o segundo cais, quem utilizar os serviços daAPDL já conta com vários serviços ligados ao turismo na Estação de Passageiros de Leixões considerada Património Arquitectónico e Histórico da cidade de Matosinhos e "um dos mais belos exemplares arquitectónicos dos anos 60".
Ajudar África
Outra aposta da APDL está no alargamento da cooperação com os países de língua oficial portuguesa, vulgo PALOP. Nos últimos três anos, tiveram formação no porto de Leixões 413 pessoas, oriundas de cinco ex-colónias. Angola lidera "cada vez mais o grupo" (com 229 formandos) e Moçambique é o que menos procura (sete), "porque a África do Sul é o destino natural".
Em termos absolutos, passaram, no ano passado, pelo Centro de Formação da APDL (aberto, igualmente, a toda comunidade portuária e a outros portos nacionais ) 901 trabalhadores em 158 acções.
Também em termos humanitários, o porto tem contribuído com ajudas a países africanos. Há dias, juntamente com a carga que um navio recebia, no terminal sul, com destino a Luanda, Lobito e Namibe, seguiram 15 contentores com material informático para S. Tomé e Príncipe.
Entalado entre zonas com grande desnidade populacional, a APDL, segundo Ricardo Fonseca, tem procurado "uma são convivência entre vizinhos", "minimizando incómodos resultantes, sobretudo, de ruídos".
Daí ter encomendado um relatório sobre a actual situação (que se estende até à ponte de Luís I, no Porto) e que sirva para cimentar a vontade em conseguir a certificação de qualidade ambiental, um trunfo importante "no espírito competitivo que está presente no porto".
Fonte: JN