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March 14th, 2006, 01:57 AM
Correndo tudo como o previsto, Portugal vai ter, pelo menos, dois novos museus nos próximos anos o do Côa, em 2008, e o pólo de Lisboa do Hermitage, em 2010. Se forem profícuas as negociações que decorrem entre o Ministério da Cultura e o empresário Joe Berardo, então a capital do país vai ter ainda um espaço para albergar aquela que é considerada a maior colecção de arte contemporânea existente entre nós.
O surgimento de novos espaços museológicos não quer dizer que sejam construídos edifícios de raiz. Em princípio, isso só vai acontecer com o Museu de Arte e Arqueologia do Vale do Côa, que representa um investimento de 30 milhões de euros e começa a ser edificado no fim do ano. Amanhã, a ministra da Cultura, Isabel Pires de Lima, desloca-se ao local para anunciar as novidades.
O JN apurou que há a possibilidade de o acesso ao museu ser feito por três vias terrestre, aérea e fluvial. O projecto contempla o alargamento do caminho que liga o local à cidade de Vila Nova de Foz Côa e a construção de um heliporto. Segundo Fernando Real, director do Instituto Português de Arqueologia, estão a decorrer negociações entre os ministérios da Cultura e das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, no sentido de ser construído, também, um cais no rio Douro. O mesmo responsável disse ao JN que se perspectiva o alargamento das visitas aos núcleos de gravuras rupestres que se encontram próximos do local do futuro museu.
O edifício, cujo projecto de arquitectura é da autoria de Tiago Pimentel e Camilo Rebelo, vai ser erigido na zona de confluência dos rios Côa e Douro, a poucos quilómetros da cidade. Será a porta de acesso "ao grande museu ao ar livre que é o vale do Côa", nas palavras de Fernando Real.
http://thumbs.sapo.pt/?pic=http://jn.sapo.pt/2006/03/13/9591996.jpg&H=250&W=250&errorpic=http://jn.sapo.pt/images/lusomundo/jn/errorpic.gif
Para Manuel Oleiro, director do Instituto Português de Museus, "as expectativas de sucesso são grandes". No seu entender, a nova estrutura "tem condições para se tornar num pólo de atracção acrescido" para a cidade, visto que será obrigatório passar em Foz Côa para se seguir para o museu.
Quanto ao pólo de Lisboa do museu russo Hermitage (cuja casa-mãe, em S. Petersburgo, é tão grande ou maior do que o Louvre de Paris), Manuel Oleiro admite ser "possível instalá-lo num equipamento existente ou que venha a ser remodelado". No que diz respeito às exposições - sempre com a duração de seis meses e com colecções de S. Petersburgo -, poderá haver de tudo, desde a arte egípcia ao século XX.
Lisboa será a quinta cidade a receber uma filial do Hermitage, depois de Londres, Las Vegas, Amesterdão e Kazan, capital da república russa do Tartaristão.
Depois da grande remodelação do Museu Grão Vasco, em Viseu, o Instituto Português de Museus vai levar a efeito uma série de obras no corrente ano. Por exemplo, o Museu de Aveiro (cujo acervo abrange colecções de pintura, escultura, paramentaria, azulejo, ourivesaria, mobiliário, cerâmica e um fundo documental dos séculos XV ao XIX) vai ser renovado. O projecto, da autoria de Alcino Soutinho, contempla também a construção de um novo espaço. Reabrirá em 2008. Já o Museu José Malhoa (Caldas da Rainha) será renovado pelo projecto de João Santa-Rita, que prevê uma pequena ampliação subterrânea. Ali se encontram, entre outras, colecções de pintura, desenho e cerâmica. Deve reabrir para o ano.
Hestnes Ferreira projectou a renovação e ampliação do Museu de Évora, cujas obras deverão estar concluídas em 2008. O acervo é constituído, fundamentalmente, pela colecção do arcebispo D. Frei Manuel do Cenáculo, que inlcui pintura, peças arqueológicas e numismática.
Também em 2008 reabrirá ao público o Museu Nacional Machado de Castro, em Coimbra. Da autoria de Gonçalo Byrne, o projecto prevê a construção de dois edifícios.
fonte (http://jn.sapo.pt/2006/03/13/cultura/dois_novos_museus_surgem_proximos_qu.html)
:applause:
Parecem-me óptimas noticias, para Lisboa que vai ter mais dois museus, e peca por "grandes museus"
So julgo que a coleção Berardo devia arranjar um nova localização e não o CCB comprementendo o seu espaço para exposições temporárias
o de Vila Nova de Foz Coa que vai ser uma ancora de turismo, emprego numa região pobre e cada vez deserta
O surgimento de novos espaços museológicos não quer dizer que sejam construídos edifícios de raiz. Em princípio, isso só vai acontecer com o Museu de Arte e Arqueologia do Vale do Côa, que representa um investimento de 30 milhões de euros e começa a ser edificado no fim do ano. Amanhã, a ministra da Cultura, Isabel Pires de Lima, desloca-se ao local para anunciar as novidades.
O JN apurou que há a possibilidade de o acesso ao museu ser feito por três vias terrestre, aérea e fluvial. O projecto contempla o alargamento do caminho que liga o local à cidade de Vila Nova de Foz Côa e a construção de um heliporto. Segundo Fernando Real, director do Instituto Português de Arqueologia, estão a decorrer negociações entre os ministérios da Cultura e das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, no sentido de ser construído, também, um cais no rio Douro. O mesmo responsável disse ao JN que se perspectiva o alargamento das visitas aos núcleos de gravuras rupestres que se encontram próximos do local do futuro museu.
O edifício, cujo projecto de arquitectura é da autoria de Tiago Pimentel e Camilo Rebelo, vai ser erigido na zona de confluência dos rios Côa e Douro, a poucos quilómetros da cidade. Será a porta de acesso "ao grande museu ao ar livre que é o vale do Côa", nas palavras de Fernando Real.
http://thumbs.sapo.pt/?pic=http://jn.sapo.pt/2006/03/13/9591996.jpg&H=250&W=250&errorpic=http://jn.sapo.pt/images/lusomundo/jn/errorpic.gif
Para Manuel Oleiro, director do Instituto Português de Museus, "as expectativas de sucesso são grandes". No seu entender, a nova estrutura "tem condições para se tornar num pólo de atracção acrescido" para a cidade, visto que será obrigatório passar em Foz Côa para se seguir para o museu.
Quanto ao pólo de Lisboa do museu russo Hermitage (cuja casa-mãe, em S. Petersburgo, é tão grande ou maior do que o Louvre de Paris), Manuel Oleiro admite ser "possível instalá-lo num equipamento existente ou que venha a ser remodelado". No que diz respeito às exposições - sempre com a duração de seis meses e com colecções de S. Petersburgo -, poderá haver de tudo, desde a arte egípcia ao século XX.
Lisboa será a quinta cidade a receber uma filial do Hermitage, depois de Londres, Las Vegas, Amesterdão e Kazan, capital da república russa do Tartaristão.
Depois da grande remodelação do Museu Grão Vasco, em Viseu, o Instituto Português de Museus vai levar a efeito uma série de obras no corrente ano. Por exemplo, o Museu de Aveiro (cujo acervo abrange colecções de pintura, escultura, paramentaria, azulejo, ourivesaria, mobiliário, cerâmica e um fundo documental dos séculos XV ao XIX) vai ser renovado. O projecto, da autoria de Alcino Soutinho, contempla também a construção de um novo espaço. Reabrirá em 2008. Já o Museu José Malhoa (Caldas da Rainha) será renovado pelo projecto de João Santa-Rita, que prevê uma pequena ampliação subterrânea. Ali se encontram, entre outras, colecções de pintura, desenho e cerâmica. Deve reabrir para o ano.
Hestnes Ferreira projectou a renovação e ampliação do Museu de Évora, cujas obras deverão estar concluídas em 2008. O acervo é constituído, fundamentalmente, pela colecção do arcebispo D. Frei Manuel do Cenáculo, que inlcui pintura, peças arqueológicas e numismática.
Também em 2008 reabrirá ao público o Museu Nacional Machado de Castro, em Coimbra. Da autoria de Gonçalo Byrne, o projecto prevê a construção de dois edifícios.
fonte (http://jn.sapo.pt/2006/03/13/cultura/dois_novos_museus_surgem_proximos_qu.html)
:applause:
Parecem-me óptimas noticias, para Lisboa que vai ter mais dois museus, e peca por "grandes museus"
So julgo que a coleção Berardo devia arranjar um nova localização e não o CCB comprementendo o seu espaço para exposições temporárias
o de Vila Nova de Foz Coa que vai ser uma ancora de turismo, emprego numa região pobre e cada vez deserta