View Full Version : Tecnologias da Linha Amarela


rkj
March 22nd, 2006, 07:47 PM
Matéria de Jun/2003 sobre as escolhas tecnológicas da Linha Amarela. Algumas escolhas e prazos foram alterados, mas dá uma boa idéia do que será.

Extraído da edição 411 da revista "O Empreiteiro" (http://www.oempreiteiro.com.br)

Novas técnicas reduzem custos e viabilizam Linha 4 do Metrô-SP

A Linha 4 (Amarela) do metrô paulistano, com 12,8 km entre a Estação Luz e o pátio da Vila Sônia, transportará mais de 900 mil usuários quando concluída. As obras devem começar em 90 dias e terminarão em 2006

Com a abertura, em junho, das propostas para a execução das obras da Linha 4 (Amarela) do metrô paulistano, está praticamente acertado que em setembro ou no máximo outubro próximo o empreendimento, há tanto aguardado, será iniciado. Dois consórcios saíram na frente para a construção dos três lotes que integram a primeira fase da linha que ligará a Estação Luz, no centro, à Vila Sônia, na zona oeste, numa extensão de 12,8 km, com cinco estações.

As melhores propostas comerciais foram entregues pelo consórcio Via Amarela, integrado pela CBPO, OAS, Alstom e Queiroz Galvão, classificada nos lotes 1 (da Estação Luz à rua Fradique Coutinho), que sairá por R$ 868 milhões, e para o lote 2 (da rua Fradique Coutinho à Vila Sônia) ao custo de R$ 730 milhões. Ambos são em túneis. O consórcio formado pela Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez e Siemens ofereceu a melhor proposta para o lote 3 para construção do pátio da Vila Sônia, com cerca de 111 mil m 2 , totalmente em superfície, no valor de R$ 264 milhões. Agora estão sendo analisadas a parte técnica dos projetos e se não ocorrerem problemas, os consórcios serão declarados vencedores.

O processo de licitação corria risco porque alguns consórcios foram desclassificados pela Companhia do Metrô na fase de pré-qualificação e obtiveram liminares na Justiça para apresentar suas propostas, cujos valores, porém, foram superiores aos dos vencedores e que são predominantemente compostos por empresas brasileiras e sobre as quais não há pendências jurídicas.

A equação financeira já estava solucionada há algum tempo. A primeira etapa da obra na qual serão construídos os 12,8 km de vias, parte do pátio para estacionamento e manobras dos trens, na Vila Sônia, e as estações Butantã, Pinheiros, Paulista, República e Luz, custará US$ 934 milhões, dos quais o governo estadual entrará com US$ 740 milhões, parte financiada pelo Banco Mundial (Bird) e pelo Japan Bank for International Cooperation (JBIC), US$ 209 milhões cada. Outros US$ 194 milhões sairão de empresas privadas e da contrapartida do governo do Estado de São Paulo.

Na Linha 4, pela primeira vez, o governo do Estado estará adotando o sistema de concessão dos serviços, esquema pelo qual o governo faz as desapropriações e contrata os serviços (obras civis, via permanente, eletrificação, telecomunicações e serviços auxiliares), deixando o restante, ou seja, a conclusão das estações (30% a 40%), aquisição dos trens (oito na primeira fase) e equipamentos para o centro de controle operacional ficam a cargo da iniciativa privada. O processo de licitação para a concessão deverá estar concluído em 18 meses, ainda durante a execução das obras da primeira etapa para permitir que os trens estejam disponíveis ao final das obras da primeira fase. Isso significa que a essa época, o concessionário já terá adquirido todos os equipamentos necessários para o início da operação da linha.

O tempo de concessão é de 30 anos, incluindo a execução da segunda fase que terá outras seis estações: Morumbi, Três Poderes, Faria Lima, Fradique Coutinho, Oscar Freire e Higienópolis, bem como a terceira fase que levará a Linha 4 até Taboão da Serra, com mais duas estações. O custo total do projeto completo ficou em US$ 1,26 bilhões.

Negócio atraente

A principal razão que levou o governo do Estado a adotar a concessão da Linha 4 à iniciativa privada é a necessidade de obter mais recursos e conseguir, com isso, expandir com maior rapidez as linhas de metrô pela Região Metropolitana de São Paulo (RMSP). O negócio, porém, parece ser muito bom. Na concorrência para fazer os estudos de viabilidade financeira da concessão nas duas fases, o Unibanco adotou a estratégia de cobrar o valor simbólico de R$ 0,01 pelo serviço e saiu vencedor. Além do valor apresentado na proposta comercial, o banco receberá uma taxa de sucesso de cerca de US$ 5 milhões, o que corresponde a 1% do valor da concessão da linha, que é da ordem de US$ 500 milhões a serem desembolsados pelo concessionário.

A Linha 4 é uma linha não radial que, quando completa, cruzará em diagonal a Linha 1 (Azul) na Luz, a Linha 3 (Vermelha) na República e a Linha 2 (Verde) na Paulista. Na Estação da Luz, fará também conexão com o complexo ferroviário e metropolitano, promovendo a integração com a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), pelas Linhas E (Laranja), D (Bege) e B (Cinza). Com isso, a Luz se transformará no mais importante ponto de integração, colaborando com os planos da Prefeitura Municipal melhorar centro da cidade. A Estação Luz já está sendo ampliada sob a rua Mauá. A nova Estação Luz da Linha 4 (Amarela) entrará na bissetriz entre a linha C da CPTM e a linha azul do metrô. A estação República também vai ser parcialmente ampliada, em direção à avenida São Luís, sob a avenida Ipiranga.

Essa linha propiciará, também, a ligação da região de Santo Amaro, alimentada pela Linha 5 (Lilás), desde o bairro de Capão Redondo, na divisa com o município de Itapecerica da Serra, até o centro de Santo Amaro, cujos usuários poderão atingir o centro da cidade e a malha metroviária hoje existente pela integração com a estação Pinheiros da Linha C (celeste, da CPTM).

Redução de custos

As dificuldades para o financiamento da nova linha metroviária, que exigia altos investimentos - previstos inicialmente em US$ 2 bilhões -, obrigaram as áreas técnicas do metrô paulistano a alcançar resultados expressivos na redução de custos do empreendimento, explica o engenheiro Sergio Salvadori, diretor de Engenharia do Metrô de São Paulo. "Era necessário otimizar os métodos construtivos e uma das decisões importantes foi a de construir os túneis em métodos não-destrutivos, tal fato reduzirá os custos, desapropriações, remanejamento de interferências, ajustes no sistema viário. A liberação do tráfego evitará congestionamento durante a obra melhorando a mobilidade e gastos com consumo de combustíveis. Uma solução não subterrânea causaria uma poluição visual e degradação das áreas por onde a linha vai passar, além de aumentar substancialmente as desapropriações", afirma.

Com relação à redução de custos na parte da engenharia, além da eliminação de três estações, as alterações mais significativas foram a substituição de túneis gêmeos por um único túnel, em via dupla, e com diâmetro interno reduzido de 10,19 m para 8,43, viabilizada com a diminuição da distância entre as vias que será de 3,75 m no lugar dos 4,5 m anteriormente previstos. Isso foi possível com a redução da bitola, agora universal com 1.435 mm, cujos equipamentos e acessórios são facilmente encontrados no mercado e também com a substituição das passagens de emergências nas laterais do túnel. "Por elas vamos construir pisos para que, em casos de emergência, as pessoas possam se locomover pelo leito da via, havendo saídas sinalizadas, e por escadas a cada 500 m", informa Salvadori.

Houve também a opção pela couraça para os túneis pelo fato que tal tipo de construção, além de causar menos transtorno na superfície, é um sistema previsível, ou seja, com os equipamentos bem dimensionados para os tipos de terreno que vão atravessar, uma previsão mais precisa dos prazos de construção, permitindo atingir as metas estabelecidas em contrato e a redução de contingências aplicáveis. O sistema mecanizado em couraça permite, ainda, um melhor controle dos recalques de superfície, reduzindo a incidência de danos nas edificações próximas aos túneis e o valor do seguro para as obras.

Outras providências que permitiram diminuir gastos foram a redução da largura dos trens para passagem por túneis menores, a alteração do terceiro trilho que do chão vai para o teto do túnel, passando para catenária rígida sustentada, reduzindo o gabarito. A tensão será dobrada, passando de 750 V para 1.500 V, permitindo que haja uma subestação elétrica a cada duas estações, antes havia uma para cada estação. O tipo do aparelho de mudanças de vias (AMV) também será substituído de 500 para 190 m de raio.

Métodos construtivos

Como toda a Linha 4 do metrô é subterrânea, somente na implantação das estações Morumbi, Três Poderes, Faria Lima, Fradique Coutinho e República haverá interferências na superfície e a aplicação do método de vala a céu aberto ou cut-and-cover (método invertido), como explica Salvadori. Nelas serão executadas paredes-diafragma a 28 m de profundidade e espessura de 80 cm a 1 m no perímetro da estação (futura escavação) e laje apoiada nestas paredes com reaterro, permitindo o rápido retorno da circulação de veículos no local. A escavação se dará sob a laje de cobertura e a retirada do material será feita por aberturas convenientemente localizadas nessa laje. Atingida a cota de fundo da escavação, será executado o radier . A parede-diafragma funcionará também como estrutura definitiva compondo a parede externa do túnel.

O método, considerado comum e anteriormente aplicado na estação República, elimina o uso de perfis metálicos para escoramento das valas, permite menor volume de escavação e a construção de estações rasas, com redução de custos de escadas rolantes, etc. As estações Luz, Higienópolis, Paulista, Oscar Freire e Butantã serão construídas pelo método New Austrian Tunneling Method (NATM)

"Os métodos executivos das estações criarão problemas menores para o trânsito das regiões, de grande demanda. Os desvios e alterações de tráfego já foram definidos com a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), para estabelecer as melhores rotas alternativas e menores prazos de interrupção. Na estação Fradique Coutinho, por exemplo, será necessário interditar parte da rua dos Pinheiros", diz.

Para execução dos túneis, o projeto prevê a utilização de equipamentos mecanizados em couraça ( shield ) para via dupla de dois tipos: um para escavação típica em solo, como o trecho da Estação Luz à Fradique Coutinho, e o outro, para escavação em terreno com a presença de solo e rocha.

Pelas definições do projeto básico avançado o shield para solo iniciará a escavação a partir do poço Hilton, indo em direção à estação Fradique Coutinho, pela rua da Consolação, avenida Rebouças e rua dos Pinheiros. Na estação, o shield será retirado e transportado para o poço 24 de maio, de onde rumará, sob a avenida Ipiranga até o poço João Teodoro, onde será retirado, passando em seu caminho pela Estação Luz. A extensão desse trecho é da ordem de 5,1 km.

Do outro lado, o shield para solo e rocha iniciará a escavação do túnel a partir do pátio da Vila Sônia pelo eixo da avenida Francisco Morato, cruzará o bairro do Butantã, atravessará o rio Pinheiros, atingirá o Largo da Batata e, pela rua dos Pinheiros, atingirá a estação Fradique Coutinho, de onde será retirado. A extensão desse túnel é de aproximadamente 5,2 km.

Escavação dos túneis

Extensão Método Percurso
1.478 m Shield em solo Estação da Luz até poço 24 de maio

150 m NATM em solo Poço 24 de maio e vias dupla e singela estação República

136 m NATM Estação República
68 m Cut-and-cover e poço Hilton


1.324 m Shield em solo Poço Hilton e poço e Coronel José Eusébio

507 m NATM em solo Poço Coronel José Eusébio e estação Paulista (estacionamento de trens)

2.335 m Shield em solo Estação Paulista e Fradique Coutinho

5.239 m Shield via dupla Estação Fradique Coutinho até a
354 m Cut-and-cover (ambos em solo e rocha) transição para o Pátio Vila Sônia


Sergio Salvadori comenta que foram grandes os avanços nos métodos executivos dos metrôs desde a primeira Linha 1 tanto com relação aos processos construtivos, como, principalmente aos equipamentos, e que a engenharia brasileira domina completamente essa tecnologia. "Usamos concreto com melhores propriedades e mais resistentes, o que permite reduzir o tamanho das peças", diz. Lembra também que anteriormente eram necessárias 20 pessoas para controlar um shield . "Hoje ele é operado por apenas seis pessoas e consegue escavar na presença d'água sem câmara de compressão", afirma.

"Todos os sistemas de comunicação e controle no trem são em fibra óptica, o que representa economia de custo, maior eficiência e alívio para os equipamentos". Informa que na Linha 4 todos os controles serão feitos a distância. Não se pode esquecer que metrô é uma obra social e tem de ser viabilizada com relação a custos e prazos para não prejudicar a população. Por isso, estamos sempre buscando o melhor custo-benefício: do ótimo ao bom têm-se de chegar ao melhor, sendo que abaixo do bom o projeto se torna inviável", em técnica e qualidade conclui o diretor de Obras do metrô de São Paulo.
Ao final da obra, terão sido aplicados cerca de 500 mil m 3 de concreto, escavados cerca de 2 milhões de m 3 e construídas cerca de 31 km de via permanente, incluindo o pátio, na qual serão aplicados sistemas de redução de ruídos e vibrações, onde necessário.

richter30
March 22nd, 2006, 08:52 PM
Essa matéria é realmente antigona...

a 1º etapa da linha 4 - amarela só vai estar pronta em novembro de 2008 com 6 estações: butantã, faria lima, pinheiros, paulista/consolação, republica e luz...

as demais da 2º etapa vão ser inauguradas ao longo de 2009 até a ultima em 2012....

quem dera se realmente fosse ser concluída em 2006 :(


As estações que vão inagurar esse ano são da linha 2 - verde (chacara klabin e imigrantes) no dia 31/03 e em 30/09 será a vez da estação alto do ipiranga.

Osasco Station
March 23rd, 2006, 02:07 AM
Eles tem mais que obrigação de reduzir o custo e o tempo, afinal essa linha demorou uma eternidade pra começar a ser construída e outra eternidade será a espera até que fique pronta..

RRC
March 23rd, 2006, 02:48 AM
Eu estudo ao lado de uma das frentes de trabalho na Av. Rebouças, dá pra ver que os trabalhos estão indo bem rápido, chegam a se formar filas de camilnhões betoneira na porta do terreno, tomara que esse ritmo continue após as eleições.

Agora uma dúvida, a alimentação da linha amarela será feita por via aérea e não pelo 3º trilho?? Minha nossa, isso é um extremo restrocesso, as estações vaõ ficar horríveis.

Heilig
March 23rd, 2006, 02:54 AM
nem se nota praticamente a rede caternaria, veja a linha lilas!

RRC
March 23rd, 2006, 02:56 AM
Não se nota?? Puxa, eu sempre notei, e muito!! Ainda mais que ela é em superfície, que retrocesso, economia assim a meu ver não vale a pena...

pdm
March 23rd, 2006, 03:01 AM
Não é só na linha 4, todas as novas linhas do Metrô serão alimentadas por via aérea...

Osasco Station
March 23rd, 2006, 03:15 AM
Não se nota?? Puxa, eu sempre notei, e muito!! Ainda mais que ela é em superfície, que retrocesso, economia assim a meu ver não vale a pena...
Superfície? Aonde?

Osasco Station
March 23rd, 2006, 03:15 AM
Não é só na linha 4, todas as novas linhas do Metrô serão alimentadas por via aérea...
Contanto que façam as linhas, não me importo.

RRC
March 23rd, 2006, 03:22 AM
^ ^com relação á linha Lilás que o Heilig mencionou, a parte hoje construída é em superfície.

Heilig
March 23rd, 2006, 05:04 AM
^ ^com relação á linha Lilás que o Heilig mencionou, a parte hoje construída é em superfície.

vc diz obras civis?

Pergunta para os funcionarios da linha lilas o que eles acham da caternaria e do abono de periculosidade deles :D Acho que nao gostam nao :p

rkj
March 23rd, 2006, 05:07 AM
Não se nota?? Puxa, eu sempre notei, e muito!! Ainda mais que ela é em superfície, que retrocesso, economia assim a meu ver não vale a pena...

Há cidades que só permitem alimentação aérea em linhas subterrâneas como será a 4-Amarela, mas não em linhas de superfície como a 5-Lilás.

Aliás, a continuação da 5-Lilás até Chacara Klabin será como: subterrânea, elevada ou de superfície ?

Felipinho
March 23rd, 2006, 05:10 AM
Outras providências que permitiram diminuir gastos foram a redução da largura dos trens para passagem por túneis menores, a alteração do terceiro trilho que do chão vai para o teto do túnel, passando para catenária rígida sustentada, reduzindo o gabarito. A tensão será dobrada, passando de 750 V para 1.500 V, permitindo que haja uma subestação elétrica a cada duas estações, antes havia uma para cada estação. O tipo do aparelho de mudanças de vias (AMV) também será substituído de 500 para 190 m de raio.


isso mostra que o brasil nao evoluiu em nada, que decepçao, o pais cabeça dura!! dificil aprender...
concordo com o RRC, retrocesso total!! que vergonha da minha cidade.

rkj
March 23rd, 2006, 05:13 AM
Essa matéria é realmente antigona...

a 1º etapa da linha 4 - amarela só vai estar pronta em novembro de 2008 com 6 estações: butantã, faria lima, pinheiros, paulista/consolação, republica e luz...

as demais da 2º etapa vão ser inauguradas ao longo de 2009 até a ultima em 2012....


Nas questões de datas, me pareceu também que mesmo considerando o atraso no início da construção, que a duração da construção será mais longa do que o previsto. Será que é pela ausência do shield em rocha ? Apesar de previsto nesse texto, e até ter legenda no mapa do metrô, lá consta que o trecho Vila Sônia - Faria Lima será construído por túnel de mineração, não por shield em rocha... ficou apenas o shield em solo no trecho Faria Lima - Luz.

E nessa matéria ainda havia a estação Três Poderes, que foi excluída recentemente do projeto quando a população local conseguiu fazer com que não fosse construído o terminal de ônibus. Eu acho que deveriam fazer a estação assim mesmo; há alguma demanda por perto como o prédio da FMU/FIAM/FAAM, e a distância entre as estações próximas ficou muito grande.

Heilig
March 23rd, 2006, 05:15 AM
Há cidades que só permitem alimentação aérea em linhas subterrâneas como será a 4-Amarela, mas não em linhas de superfície como a 5-Lilás.

Aliás, a continuação da 5-Lilás até Chacara Klabin será como: subterrânea, elevada ou de superfície ?

Subterranea. A nao ser que destruam metade de Santo Amaro, Brooklin, Campo Belo e Moema hehehe.

O trecho em elevado da lilas nem me agride. É visualmente bem mais interessante que um elevado como o Minhocao. Alem do que ele passa longe de predios e casas.

Mas opniao é opniao :D

RRC
March 23rd, 2006, 05:17 AM
Há cidades que só permitem alimentação aérea em linhas subterrâneas como será a 4-Amarela, mas não em linhas de superfície como a 5-Lilás.

Aliás, a continuação da 5-Lilás até Chacara Klabin será como: subterrânea, elevada ou de superfície ?


Achei impossível ser de superfície ou mesmo elevada pois vai passar por regiões muito valorizadas da cidade como Moema e Campo Belo, além de emfeia a paisagem os gastos com desapropriação seriam altíssimos. A lógica portanto diz que será subterrãnea.

Sobre a fiação aérea, o fato dela ser totalmente subterrãnea vai diminuir o impacto visual, mas mesmo assim não concordo com essa medida.

richter30
March 23rd, 2006, 05:28 AM
Pode até ser, mas ouvi dizer que o 3º trilho é usado em bitolas de 1600mm, enquanto os metrôs do mundo usam a bitola universal de 1435mm, e a maioria tudo rede aerea....

e outra coisa, a redução de ruidos internos é bem maior com o uso da rede aerea, ao invés do 3º trilho, pois pelo que li e junto com o tipo de trem, causam aquele barulhão da linha 1, 2 e 3 do nosso metrô em alguns trechos, já a linha 5 - lilás qdo entra no tunel vc só ouve um leve ruido, bem baixinho....o mesmo acontece com o expresso leste, agora não sei se é pq os trens tem aquele isolamento acustico, mas que tem uma diferença gritante, isso tem....

já morei no japão e o metrô de lá é rede aerea tb, pois proporciona mais segurança até pros proprios usuários contra queda acidental na via seguido de choque fatal....

richter30
March 23rd, 2006, 05:31 AM
Não sei se já viram a seção CARTA DO USUÁRIO no site do metrô...

O usuário Cássio Rosselini quer saber o motivo da bitola do trem da futura Linha 4-Amarela ser diferente das demais onde ela fará interligações. Ele acha que isso será prejudicial, uma vez que com a padronização ficaria mais fácil e barato adquirir peças e serviços.

O Metrô de São Paulo esclarece que seus trens foram concebidos originalmente com bitola de 1600 mm por ser tradição das ferrovias brasileiras e esta decisão direcionou a implantação das três linhas iniciais, a 1-Azul, a 3-Vermelha e a 2-Verde.

As interligações entre essas linhas cumpriram um papel estratégico na construção, por etapas, das linhas 3 e 2, apoiadas pelo pátio de manutenção e estacionamento de trens da Linha 1-Azul, em Jabaquara.
Tendo em vista o crescimento da malha metroviária na capital paulista e a complexidade operacional resultante da estratégia citada, a construção da Linha 4-Amarela foi projetada para ser implantada de uma única vez, com frota de trens e pátio próprios, e até vir a ser operada por terceiros, como já ocorre no Rio de Janeiro e em Buenos Aires, por exemplo.
A proposta de autonomia operacional dessa linha – que não invalida sua grande integração com o transporte público existente, já que se conectará diretamente com as linhas 1, 2 e 3 do Metrô e com toda a malha de trens da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM)– possibilitou:

- a adoção da bitola padrão internacional de 1435 mm no projeto;
- a troca de alimentação elétrica de 3º trilho de 750 volts com corrente contínua para catenária rígida de 1500 volts com corrente alternada, como os mais recentes metrôs do mundo têm adotado, reduzindo o custo de implantação uma vez que esta situação reduz o número de estações elétricas retificadoras;
- a adoção de sistema de sinalização e controle mais eficiente, denominado “bloco móvel”, permitindo a redução da largura dos trens em relação a dos atuais, uma vez que tal sistema reduz o intervalo dos trens, implicando em maior oferta de transporte. Além disto, os estudos de demanda efetuados demonstraram que a integração desta linha com as demais, dando ao Metrô pela primeira vez uma configuração de rede, permite uma melhor distribuição de passageiros entre elas o que significa menor concentração e maior conforto. A nova sinalização adotada possibilita, também, o uso de aparelhos de mudança de via menores e portanto mais baratos.

Essas escolhas, amparadas em várias vantagens de natureza construtiva e operacional (como a construção de túneis de menores dimensões, com redução de custos de escavação, sem perda de espaço para todos os sistemas e equipamentos necessários a uma operação eficiente), seguiram também uma tendência consagrada em nível internacional.
Nas últimas décadas, grande parte dos sistemas de transporte sobre trilhos em todo o mundo, especialmente os metrôs, adotaram a bitola de 1435 mm, considerando o maior desenvolvimento tecnológico nela concentrado e a conseqüente economia de escala na produção, que permite a diminuição nos valores de aquisição dos equipamentos, bem como menor tempo para o recebimento das encomendas e, ainda, possibilidades maiores de escolha entre os fornecedores do mercado mundial.
Todas as vantagens da bitola padrão internacional, de 1435 mm, foram avaliadas, aprovadas e por isso mesmo ela já foi adotada em São Paulo por ocasião do trecho inicial da Linha 5-Lilás, construído pela CPTM e operado pelo Metrô, desde 2002, entre Capão Redondo e o Largo Treze, em Santo Amaro.
Por fim, vale informar que cerca de 2/3 dos metrôs no mundo utilizam a bitola de 1435 mm, comprovando ser acertada a decisão do Metrô de São Paulo em adotá-la.

Heilig
March 23rd, 2006, 05:54 AM
Quantos metros no mundo tem diferentes padroes em uma mesma rede metroferroviaria? Eu nao concordo com isso. Ao menos numa primeira analise.

Quanto ao barulho acho que nao tem a ver com o metodo de alimentaçao mas com o metodo contrutivo. Nos trechos em shield o barulho é muito maior do que em trechos por tunel austriaco ou trincheiras.

richter30
March 23rd, 2006, 05:56 AM
O tipo de trem tb influi mto....os trens novos da atualidade já tem com tratamento acustico bem arrojado...

no metrô de nagoya - japão os trens são super silenciosos dentro dos tuneis....

Osasco Station
March 23rd, 2006, 05:14 PM
^ ^com relação á linha Lilás que o Heilig mencionou, a parte hoje construída é em superfície.
Elevado de Santo Amaro até Capão Redondo, Largo 13 em subterrâneo.

Osasco Station
March 23rd, 2006, 05:19 PM
Nas questões de datas, me pareceu também que mesmo considerando o atraso no início da construção, que a duração da construção será mais longa do que o previsto. Será que é pela ausência do shield em rocha ? Apesar de previsto nesse texto, e até ter legenda no mapa do metrô, lá consta que o trecho Vila Sônia - Faria Lima será construído por túnel de mineração, não por shield em rocha... ficou apenas o shield em solo no trecho Faria Lima - Luz.

E nessa matéria ainda havia a estação Três Poderes, que foi excluída recentemente do projeto quando a população local conseguiu fazer com que não fosse construído o terminal de ônibus. Eu acho que deveriam fazer a estação assim mesmo; há alguma demanda por perto como o prédio da FMU/FIAM/FAAM, e a distância entre as estações próximas ficou muito grande.

Ah entao eh por isso q tiraram a estacao? Deveriam construir assim mesmo, o fato de existir a estacao gera demanda e a distancia ficou absurda mesmo..

richter30
March 23rd, 2006, 07:14 PM
claro, bando de riquinhos e sem visão de futuro, já que o metrô pode não ser necessário para eles, mas será pra outros....

por isso que o brasil está o que está....

Ainda bem que aqui na região da av.paulista (onde moro), não aconteceu isso e as estações estão ai, disponiveis...

só depender do carro pra ir pros lugares é o fim do mundo....

rkj
March 23rd, 2006, 07:23 PM
claro, bando de riquinhos e sem visão de futuro, já que o metrô pode não ser necessário para eles, mas será pra outros....



Mesmo para os moradores que não usassem o metrô, a presença da estação valorizaria os imóveis. Mas pelo que entendi das matérias da época a questão era só mesmo contra o terminal de ônibus, ou seja, a população da região preferiu ficar sem metrô a ter o terminal, mas gostaria sim de ter metrô. Algo tipo "dos males o menor".

Eu só espero que a construção do poço de ventilação e saída de emergência seja especialmente desenhada para permitir a implantação futura da estação, porque colocar uma estação no meio do caminho é naturalmente mais complicado que colocar uma estação extendendo a linha.

richter30
March 23rd, 2006, 08:24 PM
Mesmo para os moradores que não usassem o metrô, a presença da estação valorizaria os imóveis. Mas pelo que entendi das matérias da época a questão era só mesmo contra o terminal de ônibus, ou seja, a população da região preferiu ficar sem metrô a ter o terminal, mas gostaria sim de ter metrô. Algo tipo "dos males o menor".

Eu só espero que a construção do poço de ventilação e saída de emergência seja especialmente desenhada para permitir a implantação futura da estação, porque colocar uma estação no meio do caminho é naturalmente mais complicado que colocar uma estação extendendo a linha.

se bem que a estação três poderes não foi eliminada definitivamente, apenas foi retirada do projeto inicial da linha 4, onde posteriormente poderá vir a ser construida já sem o terminal de onibus

Osasco Station
March 23rd, 2006, 11:11 PM
^^ como vc sabe? A estaçao sumiu dos mapas do dia para a noite, sem explicação.

richter30
March 24th, 2006, 04:28 AM
^^ como vc sabe? A estaçao sumiu dos mapas do dia para a noite, sem explicação.

Li numa matéria que a pedido dos moradores da região (por conta do terminal de onibus), que não queriam o terminal lá, e então o governo desistiu de construir a estação, porém não descartou a construção somente da estação mais tarde, caso haja real necessidade....(claro que necessidade sempre haverá), mas acredito que vão refazer o projeto sem o terminal e depois construir....só não me pergunte qdo....

rkj
March 27th, 2006, 04:06 AM
Eu passei hoje pelo poço João Teodoro, que fica depois da Luz e é de onde vai emergir o Shield, pela Luz, poços e estações da rua da Consolação, e em todos a sensação é de construção andando. Alguém sabe quando o Shield vai entrar no primeiro trecho (Hilton - Fradique Coutinho) ?

Osasco Station
March 27th, 2006, 05:31 AM
^^ só sei que o viário da Ipiranga foi reconstruído e agora estão mexendo nas outras faixas.. parece q foi mto rápido... será que as coisas são estão mudando?

rkj
March 27th, 2006, 05:44 AM
^^ só sei que o viário da Ipiranga foi reconstruído e agora estão mexendo nas outras faixas.. parece q foi mto rápido... será que as coisas são estão mudando?

Isso já tinha acontecido há meses atrás com a Faria Lima... veja que é a primeira vez que eles estão usando cover-and-cut ao invés de cut-and-cover, então a sensação é de que foi muito rápido, quando eles ainda têm muito para cortar embaixo da terra.

Mas é bom, trânsito pior por causa de obra do metrô é muito ruim: a obra é longa, então apesar de ter ganho de trânsito depois, por muito tempo o trânsito piora. Agora vai piorar só por algum tempo, mais parecido com o de obras de superfície ou elevadas.