Barragon
March 25th, 2006, 01:02 PM
http://thumbs.sapo.pt/?pic=http://jn.sapo.pt/2006/03/25/9721143.jpg&H=250&W=250&errorpic=http://jn.sapo.pt/images/lusomundo/jn/errorpic.gif
A ambição de ligar as duas margens do rio Douro faz nascer uma nova ponte pedonal. Depois da estrutura em aço inoxidável a 11 metros da ponte de Luís I não ter vingado, o engenheiro Adão da Fonseca volta a assinar o projecto para uma segunda travessia entre as ribeiras, reservada aos peões.
O desafio foi lançado pela Câmara de Gaia, que encomendou o projecto ao professor da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto - embora exista um entendimento coma Câmara portuense. Após a controvérsia pela excessiva proximidade à ponte de Luís I, a nova estrutura é distinta da primeira proposta de Adão da Fonseca (ler caixilho). Nascerá a 500 metros da travessia centenária, a cota baixa e a jusante da praça da Ribeira, no Porto, e da praça Sandeman, na marginal de Gaia, num local onde o leito do rio se torna mais largo.
"O Douro tem 250 metros de largura nesse local. Havia que garantir a passagem das embarcações, que cruzam o rio, e isso foi alcançado", explica, ao JN, Adão da Fonseca. A ponte suspensa com cinco metros de "largura útil para os peões" é mais alta do lado do Porto e começa a baixar na chegada à margem esquerda. A apresentação oficial da maqueta está marcada para as 11 horas de hoje, nas Caves Calém.
"A principal preocupação era que a ponte fosse transparente para não criar uma obstrução na paisagem. E penso que é absolutamente transparente", indica o autor, que, no processo de concepção, contou "com a ajuda dos colegas da Faculdade de Engenharia" e trocou impressões com o arquitecto Álvaro Siza. Suspensa por cabos verticais e com apenas um pilar próximo da margem gaiense, a estrutura em aço alcança um recorde "é o maior vão numa ponte pedonal no Mundo", sublinha Adão da Fonseca, recordando a arquitectura da desaparecida ponte pênsil (projectada por Stanislas Bigot e aberta ao trânsito no ano de 1843), que se destacava pela leveza na integração na paisagem.
Só hoje será conhecido o custo da construção da travessia pedonal entre Gaia e Porto e o modelo de financiamento. À apresentação oficial, seguir-se-á um periodo de discussão pública. O projecto é revelado à cidade a pensar na troca de opiniões.
Ligação em Massarelos de Duarte Castel-Branco
Estava prevista no extinto Plano Director Municipal de 1993. Duarte Castel-Branco, arquitecto que liderou a equipa responsável pela elaboração do PDM de 1993, propôs a execução de uma ponte pedonal sobre o Douro, a nascer em frente à igreja de S. Francisco, em Massarelos. Com um vão de 290 metros, ligaria Gaia e Porto a cota baixa. A ideia nunca foi concretizada, apesar de ter figurado no Plano de Médio Prazo da Câmara do Porto entre 1995 e 1999, no mandato de Fernando Gomes.
Travessia em aço a 11 metros da ponte Luís I
Apresentada em Novembro de 2000, a primeira ponte pedonal sobre o rio Douro, desenhada pelo engenheiro Adão da Fonseca, não saiu do papel. A estrutura em aço inoxidável, com 160 metros de comprimento , gerou controvérsia pela localização ficaria a apenas 11 metros da ponte de Luís I.
Fonte: JN
A ambição de ligar as duas margens do rio Douro faz nascer uma nova ponte pedonal. Depois da estrutura em aço inoxidável a 11 metros da ponte de Luís I não ter vingado, o engenheiro Adão da Fonseca volta a assinar o projecto para uma segunda travessia entre as ribeiras, reservada aos peões.
O desafio foi lançado pela Câmara de Gaia, que encomendou o projecto ao professor da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto - embora exista um entendimento coma Câmara portuense. Após a controvérsia pela excessiva proximidade à ponte de Luís I, a nova estrutura é distinta da primeira proposta de Adão da Fonseca (ler caixilho). Nascerá a 500 metros da travessia centenária, a cota baixa e a jusante da praça da Ribeira, no Porto, e da praça Sandeman, na marginal de Gaia, num local onde o leito do rio se torna mais largo.
"O Douro tem 250 metros de largura nesse local. Havia que garantir a passagem das embarcações, que cruzam o rio, e isso foi alcançado", explica, ao JN, Adão da Fonseca. A ponte suspensa com cinco metros de "largura útil para os peões" é mais alta do lado do Porto e começa a baixar na chegada à margem esquerda. A apresentação oficial da maqueta está marcada para as 11 horas de hoje, nas Caves Calém.
"A principal preocupação era que a ponte fosse transparente para não criar uma obstrução na paisagem. E penso que é absolutamente transparente", indica o autor, que, no processo de concepção, contou "com a ajuda dos colegas da Faculdade de Engenharia" e trocou impressões com o arquitecto Álvaro Siza. Suspensa por cabos verticais e com apenas um pilar próximo da margem gaiense, a estrutura em aço alcança um recorde "é o maior vão numa ponte pedonal no Mundo", sublinha Adão da Fonseca, recordando a arquitectura da desaparecida ponte pênsil (projectada por Stanislas Bigot e aberta ao trânsito no ano de 1843), que se destacava pela leveza na integração na paisagem.
Só hoje será conhecido o custo da construção da travessia pedonal entre Gaia e Porto e o modelo de financiamento. À apresentação oficial, seguir-se-á um periodo de discussão pública. O projecto é revelado à cidade a pensar na troca de opiniões.
Ligação em Massarelos de Duarte Castel-Branco
Estava prevista no extinto Plano Director Municipal de 1993. Duarte Castel-Branco, arquitecto que liderou a equipa responsável pela elaboração do PDM de 1993, propôs a execução de uma ponte pedonal sobre o Douro, a nascer em frente à igreja de S. Francisco, em Massarelos. Com um vão de 290 metros, ligaria Gaia e Porto a cota baixa. A ideia nunca foi concretizada, apesar de ter figurado no Plano de Médio Prazo da Câmara do Porto entre 1995 e 1999, no mandato de Fernando Gomes.
Travessia em aço a 11 metros da ponte Luís I
Apresentada em Novembro de 2000, a primeira ponte pedonal sobre o rio Douro, desenhada pelo engenheiro Adão da Fonseca, não saiu do papel. A estrutura em aço inoxidável, com 160 metros de comprimento , gerou controvérsia pela localização ficaria a apenas 11 metros da ponte de Luís I.
Fonte: JN