Fern
May 10th, 2006, 04:01 PM
Galp investe mais de 1.000 ME em Sines e cria mais 300 postos trabalho
http://213.58.135.100/images_sid/articles/238171/galppresidente.jpg
José Marques Gonçalves
A Galp Energia vai investir mais de mil milhões de euros na construção de uma nova refinaria de conversão para permitir aumentar a capacidade de produção de gasóleo em 2 milhões de toneladas e criar 300 novos empregos.
A nova refinaria permitirá cobrir as necessidades do mercado nacional em termos de gasóleo em 2010, o que permitirá reduzir as importações e terá um impacte positivo na balança comercial do país num valor superior a 1,2 mil milhões de euros, afirmou o presidente- executivo da Galp, José Marques Gonçalves, em conferência de imprensa.
Segundo o responsável, o projecto, que hoje foi apresentado à Agência Portuguesa de Investimento (API) reúne todas as condições, "e nalguns caso até as ultrapassa", para ser classificado como Projecto de Potencial Interesse Nacional (PIN), o que lhe permitirá receber apoios "claros e transparentes" por parte do Estado.
Em causa estão incentivos financeiros que, segundo a legislação comunitária, poderão atingir os 20 por cento do investimento total, e a atribuição de licenças gratuitas de emissão de dióxido de carbono (C02).
A nova refinaria deverá emitir cerca de 1,8 a 2 milhões de toneladas de C02 por ano que se não forem acomodadas no Plano Nacional de Atribuição de Licenças de Emissão (PNALE) terá um custo que poderá ascender a 60 milhões de euros por ano.
"Não temos a perspectiva de que toda a emissão de C02 nos seja concedida sem encargos e não vamos pedir nada a mais do que temos direito a partir do momento em que o projecto seja classificado como PIN", afirmou Marques Gonçalves.
O presidente executivo da Galp espera obter uma resposta da API relativamente à classificação PIN dentro de dois a três meses, afirmando que a resposta terá de ser rápida pois a empresa tem o projecto de engenharia já muito avançado.
A nova refinaria será construída em terrenos adjacentes à actual refinaria de Sines, numa área total de 30 hectares, cuja utilização terá ainda de ser alvo de negociação conjunta entre a Câmara Municipal de Sines e a API Parques.
A unidade irá implicar também o aumento da capacidade da central de cogeração projectada para a actual refinaria em 70 megawatts adicionais, o que dará um total de 150 megawatts (MW).
Marques Gonçalves afirmou que a capacidade instalada da central de cogeração permitirá responder às necessidades de vapor e de energia eléctrica e que o remanescente será vendido à rede.
As obras de construção da nova unidade estão previstas para avançar no último trimestre de 2007 e vão envolver a criação de 2.000 empregos em permanência até ao primeiro trimestre de 2010, altura em que a unidade entrará em funcionamento.
A Galp estima que durante a fase de maior actividade de construção, o número de trabalhadores ultrapasse os 4.000.
Quanto a empregos directos, a empresa prevê contratar 150 pessoas, estimando que outros 150 postos de trabalho sejam criados por empresas contratadas para trabalhos especializados de manutenção industrial.
Agência LUSA
2006-05-10 11:14:37
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José Marques Gonçalves
A Galp Energia vai investir mais de mil milhões de euros na construção de uma nova refinaria de conversão para permitir aumentar a capacidade de produção de gasóleo em 2 milhões de toneladas e criar 300 novos empregos.
A nova refinaria permitirá cobrir as necessidades do mercado nacional em termos de gasóleo em 2010, o que permitirá reduzir as importações e terá um impacte positivo na balança comercial do país num valor superior a 1,2 mil milhões de euros, afirmou o presidente- executivo da Galp, José Marques Gonçalves, em conferência de imprensa.
Segundo o responsável, o projecto, que hoje foi apresentado à Agência Portuguesa de Investimento (API) reúne todas as condições, "e nalguns caso até as ultrapassa", para ser classificado como Projecto de Potencial Interesse Nacional (PIN), o que lhe permitirá receber apoios "claros e transparentes" por parte do Estado.
Em causa estão incentivos financeiros que, segundo a legislação comunitária, poderão atingir os 20 por cento do investimento total, e a atribuição de licenças gratuitas de emissão de dióxido de carbono (C02).
A nova refinaria deverá emitir cerca de 1,8 a 2 milhões de toneladas de C02 por ano que se não forem acomodadas no Plano Nacional de Atribuição de Licenças de Emissão (PNALE) terá um custo que poderá ascender a 60 milhões de euros por ano.
"Não temos a perspectiva de que toda a emissão de C02 nos seja concedida sem encargos e não vamos pedir nada a mais do que temos direito a partir do momento em que o projecto seja classificado como PIN", afirmou Marques Gonçalves.
O presidente executivo da Galp espera obter uma resposta da API relativamente à classificação PIN dentro de dois a três meses, afirmando que a resposta terá de ser rápida pois a empresa tem o projecto de engenharia já muito avançado.
A nova refinaria será construída em terrenos adjacentes à actual refinaria de Sines, numa área total de 30 hectares, cuja utilização terá ainda de ser alvo de negociação conjunta entre a Câmara Municipal de Sines e a API Parques.
A unidade irá implicar também o aumento da capacidade da central de cogeração projectada para a actual refinaria em 70 megawatts adicionais, o que dará um total de 150 megawatts (MW).
Marques Gonçalves afirmou que a capacidade instalada da central de cogeração permitirá responder às necessidades de vapor e de energia eléctrica e que o remanescente será vendido à rede.
As obras de construção da nova unidade estão previstas para avançar no último trimestre de 2007 e vão envolver a criação de 2.000 empregos em permanência até ao primeiro trimestre de 2010, altura em que a unidade entrará em funcionamento.
A Galp estima que durante a fase de maior actividade de construção, o número de trabalhadores ultrapasse os 4.000.
Quanto a empregos directos, a empresa prevê contratar 150 pessoas, estimando que outros 150 postos de trabalho sejam criados por empresas contratadas para trabalhos especializados de manutenção industrial.
Agência LUSA
2006-05-10 11:14:37