Barragon
May 21st, 2006, 02:10 PM
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Praia tem há cerca de 30 um monstro de betão que nunca foi concluído e, ao longo do tempo, tem abrigado marginais e feito sombra aos carros.
Conhecido de todos os que frequentam a praia da Torralta, em Alvor, o edifício de dois andares em betão, inacabado há mais de três décadas, erguido sobre a duna, poderá em breve ser convertido numa unidade hoteleira.
Pedro Lopes, administrador do Pestana Algarve, revelou ao JN que deu entrada na Câmara «um ante-projecto para transformar a estrutura existente numa unidade de apoio ao Hotel D. João II», localizado do outro lado da estrada e também propriedade do grupo. «Queremos fechar a estrutura existente e fazer uma piscina coberta, Spa e restaurante, além de suites", avança. O edifício que no projecto inicial do complexo turístico da Torralta se destinava a recepção encontra-se em zona urbana e foi adquirido pelo grupo há cerca de um ano.
Prevista está também a recuperação da duna onde se erguem agora duas plataformas de betão com ferro saliente, e um estacionamento com capacidade para um número de viaturas superior ao que cabia no rés-do-chão do edifício. Na época balnear a estrutura era muito procurada para arrumar os carros à sombra apesar dos assaltos ou das multas. Tráfico de droga e abrigo de toxicodependentes são outras funções inscritas no currículo do edifício que o colapso da Torralta deixou em esqueleto.
Para António José Salvador, vendedor de frutas há 30 anos junto à entrada da praia, o estado do edifício «é a maior das vergonhas. Oxalá andem depressa com as obras». Receio de perder o lugar não tem. Nas contas de Pedro Lopes, o novo equipamento deverá estar operacional em 2008. O tempo de construção previsto não ultrapassa os dez meses, mas há muita tramitação legal pelo meio. E não serão feitas obras na época alta, assegura.
Roberto Silva, natural de Alvor, frequenta com regularidade a praia da Torralta. «Pior do que está é difícil. Deviam fazer algo», defende. Portuense a passar férias no Algarve, João Machado aplaude a ideia. «É uma nódoa na paisagem. Com a vedação é possível passa a pé, mas é um perigo. E esta praia é belíssima. Merece ser tomada em conta pelos privados e entidades públicas». Opinião idêntica tem Zulmira Carvalho. «Conheço isto desde que vim morar para o Algarve, há 20 anos. Dá muito mau aspecto. Esta zona precisa de mais atenção».
Gestão integrada
Para a Câmara Municipal de Portimão, o edifício na praia da Torralta e um outro na Praia da Rocha, junto ao edifício J. Pimenta, são os casos mais prementes de construções inacabadas em áreas turísticas do município.
No caso do edifício da Praia da Rocha, a autarquia diz estar a discutir soluções com os proprietários, que também adquiriram o imóvel no decurso de um processo de falência.
A autarquia garante, ainda, que a Praia da Rocha e Alvor terão, em breve, um gabinete para gestão integrada daqueles resorts. E explica «Embora a requalificação urbana da Praia da Rocha esteja mais adiantada, Alvor é também uma prioridade. Sobretudo nas zonas de praia e acessos com intervenção urbana pensada para a área do turismo», diz fonte oficial.
Fonte: JN
Boa... este faz-me lembrar o gigante de betão em troia que ainda está em pé...
Praia tem há cerca de 30 um monstro de betão que nunca foi concluído e, ao longo do tempo, tem abrigado marginais e feito sombra aos carros.
Conhecido de todos os que frequentam a praia da Torralta, em Alvor, o edifício de dois andares em betão, inacabado há mais de três décadas, erguido sobre a duna, poderá em breve ser convertido numa unidade hoteleira.
Pedro Lopes, administrador do Pestana Algarve, revelou ao JN que deu entrada na Câmara «um ante-projecto para transformar a estrutura existente numa unidade de apoio ao Hotel D. João II», localizado do outro lado da estrada e também propriedade do grupo. «Queremos fechar a estrutura existente e fazer uma piscina coberta, Spa e restaurante, além de suites", avança. O edifício que no projecto inicial do complexo turístico da Torralta se destinava a recepção encontra-se em zona urbana e foi adquirido pelo grupo há cerca de um ano.
Prevista está também a recuperação da duna onde se erguem agora duas plataformas de betão com ferro saliente, e um estacionamento com capacidade para um número de viaturas superior ao que cabia no rés-do-chão do edifício. Na época balnear a estrutura era muito procurada para arrumar os carros à sombra apesar dos assaltos ou das multas. Tráfico de droga e abrigo de toxicodependentes são outras funções inscritas no currículo do edifício que o colapso da Torralta deixou em esqueleto.
Para António José Salvador, vendedor de frutas há 30 anos junto à entrada da praia, o estado do edifício «é a maior das vergonhas. Oxalá andem depressa com as obras». Receio de perder o lugar não tem. Nas contas de Pedro Lopes, o novo equipamento deverá estar operacional em 2008. O tempo de construção previsto não ultrapassa os dez meses, mas há muita tramitação legal pelo meio. E não serão feitas obras na época alta, assegura.
Roberto Silva, natural de Alvor, frequenta com regularidade a praia da Torralta. «Pior do que está é difícil. Deviam fazer algo», defende. Portuense a passar férias no Algarve, João Machado aplaude a ideia. «É uma nódoa na paisagem. Com a vedação é possível passa a pé, mas é um perigo. E esta praia é belíssima. Merece ser tomada em conta pelos privados e entidades públicas». Opinião idêntica tem Zulmira Carvalho. «Conheço isto desde que vim morar para o Algarve, há 20 anos. Dá muito mau aspecto. Esta zona precisa de mais atenção».
Gestão integrada
Para a Câmara Municipal de Portimão, o edifício na praia da Torralta e um outro na Praia da Rocha, junto ao edifício J. Pimenta, são os casos mais prementes de construções inacabadas em áreas turísticas do município.
No caso do edifício da Praia da Rocha, a autarquia diz estar a discutir soluções com os proprietários, que também adquiriram o imóvel no decurso de um processo de falência.
A autarquia garante, ainda, que a Praia da Rocha e Alvor terão, em breve, um gabinete para gestão integrada daqueles resorts. E explica «Embora a requalificação urbana da Praia da Rocha esteja mais adiantada, Alvor é também uma prioridade. Sobretudo nas zonas de praia e acessos com intervenção urbana pensada para a área do turismo», diz fonte oficial.
Fonte: JN
Boa... este faz-me lembrar o gigante de betão em troia que ainda está em pé...