TeKnO_Lx
June 25th, 2006, 02:22 PM
As margens de Alqueva estão a suscitar o interesse dos grandes grupos económicos portugueses ligados ao sector do turismo. Sonae, Pestana, Banco Espírito Santo, Amorim e Finagra, de José Roquette são as principais empresas interessadas nas 11 áreas previstas para a construção de empreendimentos turísticos de acordo com a revisão do Plano de Ordenamento das Albufeiras de Alqueva e Pedrógão (POAAP).
http://www.investinportugal.pt/NR/rdonlyres/DC610518-5AEF-468D-9C51-A749090B16D2/0/ar41.jpg
Das seis unidades com um total de 480 camas previstas em 2002 na política de ordenamento das albufeiras anunciada por José Sócrates, quando era ministro do Ambiente, o novo plano prevê agora a instalação de 11 unidades com um máximo de 2500 leitos em cada, o que totaliza 22 500 camas. Os empreendimentos ficarão situados nos concelhos de Reguengos de Monsaraz (três unidades), Mourão, Moura e Portel (duas em cada) e Vidigueira e Serpa (ambas com uma unidade).
Depois do anúncio destes números, a associação ambientalista Quercus alertou para os possíveis danos ambientais. O ministro do ambiente, Nunes Correia, corrigiu o número de camas para 15 a 16 mil.
Outros dos interessados na vertente turística do grande lago é a Empresa de Desenvolvimento das Infra-Estruturas de Alqueva (EDIA), empresa que gere as potencialidades de todo o sistema de Alqueva. Está previsto, por parte da entidade, a construção de um hotel com cerca de 120 quartos, restaurante e ancoradouro. Este projecto irá nascer da recuperação dos antigos edifícios da EDP em Moura.
Uma estalagem localizada na margem direita da albufeira, já no concelho de Portel, também está nos planos da EDIA.
As primeiras intenções dos grandes grupos económicos na riqueza que podem trazer as margens de Alqueva foram anunciadas em 2004 pelo presidente da Câmara de Reguengos ao dizer que um “projecto de interesse nacional [o do grupo Roquette]”, se iria instalar na zona.
EMPREENDIMENTOS TURÍSTICOS NO ALQUEVA
REGUENGOS DE MONSARAZ
Três empreendimentos distribuídos pelas freguesias de São Marcos do Campo, São Pedro do Corval e Campinho, todos do grupo de José Roquette
- Campos de golfe
- Marina
- Turismo habitação
Investimento: mil milhões de euros
Postos de trabalho: 1200
Inicio construção: 2007
MOURÃO
Dois empreendimentos junto à ponte da EN que liga Reguengos a Mourão
- BES e Sonae interessados
- Projectos em fase de estudo
PORTEL
Dois empreendimentos na freguesia de Amieira e entre Amieira e Monte do Trigo
Amieira
- Marina (pronta a funcionar)
- Férias em barcos-casa
- Restaurante
- Hotel c/80 camas
investidor: Nautialqueva
+ 1 hotel em Amieira c/80 camas (investidor desconhecido)
Empreendimento entre Amieira e Monte do Trigo
Interessado (grupo Amorim)
MOURA
Dois empreendimentos, um junto ao paredão. outro na aldeia da Estrela
Investidores não revelados
Projectos por definir
SERPA
Um empreendimento Mina da Orada
Propostas em estudos/investidores desconhecidos
HISTORIAL
COMPORTAS
As comportas da barragem de Alqueva encerram a 8 de Fevereiro de 2002, pela mão de António Guterres, na altura primeiro-ministro.
ALDEIA SUBMERSA
A aldeia da Luz começou a submergir em 2003. Os habitantes começaram a transitar para a nova aldeia durante o Verão desse mesmo ano, após a trasladação do cemitério.
VISITANTES
Um ano depois do encerramento das comportas mais de um milhão de visitantes já tinha passado pelo paredão da barragem de Alqueva. Actualmente o número de visitantes é superior a dois milhões.
REGADIO
Até 2009 a EDIA prevê que todo o subsistema de Alqueva esteja a regar mais de 32 mil hectares. Actualmente o serviço chega a apenas 6500 hectares nas zonas de Ferreira do Alentejo e aldeia da Luz.
vai ser interessante ver em que medida isto vai afectar a concretização do turismo em ALqueva
-----------------------------------------------------------------------
Água da albufeira de Alqueva tem elevados níveis de poluição
As águas da albufeira de Alqueva, no Alentejo, têm elevados níveis de coliformes fecais, salmonelas e toxinas, alerta o Instituto da Água (Inag), citado pela edição de hoje do jornal “Expresso”.
De acordo com o Inag, a contaminação tem origem nos esgotos de um milhão de habitantes espanhóis e dos concelhos portugueses próximos da albufeira. Além disso, as estações de tratamento de água têm defeitos de funcionamento.
Mas apesar do Inag admitir que a água pode ser imprópria para banhos, não existem placas com essa informação para os turistas, noticia o jornal semanário.
A poluição das águas poderá influenciar os investimentos em empreendimentos turísticos ao longo de 1100 quilómetros da albufeira. O Plano de Ordenamento das Albufeiras de Alqueva e Pedrógão (POAAP) prevê 16 mil camas.
http://www.investinportugal.pt/NR/rdonlyres/DC610518-5AEF-468D-9C51-A749090B16D2/0/ar41.jpg
Das seis unidades com um total de 480 camas previstas em 2002 na política de ordenamento das albufeiras anunciada por José Sócrates, quando era ministro do Ambiente, o novo plano prevê agora a instalação de 11 unidades com um máximo de 2500 leitos em cada, o que totaliza 22 500 camas. Os empreendimentos ficarão situados nos concelhos de Reguengos de Monsaraz (três unidades), Mourão, Moura e Portel (duas em cada) e Vidigueira e Serpa (ambas com uma unidade).
Depois do anúncio destes números, a associação ambientalista Quercus alertou para os possíveis danos ambientais. O ministro do ambiente, Nunes Correia, corrigiu o número de camas para 15 a 16 mil.
Outros dos interessados na vertente turística do grande lago é a Empresa de Desenvolvimento das Infra-Estruturas de Alqueva (EDIA), empresa que gere as potencialidades de todo o sistema de Alqueva. Está previsto, por parte da entidade, a construção de um hotel com cerca de 120 quartos, restaurante e ancoradouro. Este projecto irá nascer da recuperação dos antigos edifícios da EDP em Moura.
Uma estalagem localizada na margem direita da albufeira, já no concelho de Portel, também está nos planos da EDIA.
As primeiras intenções dos grandes grupos económicos na riqueza que podem trazer as margens de Alqueva foram anunciadas em 2004 pelo presidente da Câmara de Reguengos ao dizer que um “projecto de interesse nacional [o do grupo Roquette]”, se iria instalar na zona.
EMPREENDIMENTOS TURÍSTICOS NO ALQUEVA
REGUENGOS DE MONSARAZ
Três empreendimentos distribuídos pelas freguesias de São Marcos do Campo, São Pedro do Corval e Campinho, todos do grupo de José Roquette
- Campos de golfe
- Marina
- Turismo habitação
Investimento: mil milhões de euros
Postos de trabalho: 1200
Inicio construção: 2007
MOURÃO
Dois empreendimentos junto à ponte da EN que liga Reguengos a Mourão
- BES e Sonae interessados
- Projectos em fase de estudo
PORTEL
Dois empreendimentos na freguesia de Amieira e entre Amieira e Monte do Trigo
Amieira
- Marina (pronta a funcionar)
- Férias em barcos-casa
- Restaurante
- Hotel c/80 camas
investidor: Nautialqueva
+ 1 hotel em Amieira c/80 camas (investidor desconhecido)
Empreendimento entre Amieira e Monte do Trigo
Interessado (grupo Amorim)
MOURA
Dois empreendimentos, um junto ao paredão. outro na aldeia da Estrela
Investidores não revelados
Projectos por definir
SERPA
Um empreendimento Mina da Orada
Propostas em estudos/investidores desconhecidos
HISTORIAL
COMPORTAS
As comportas da barragem de Alqueva encerram a 8 de Fevereiro de 2002, pela mão de António Guterres, na altura primeiro-ministro.
ALDEIA SUBMERSA
A aldeia da Luz começou a submergir em 2003. Os habitantes começaram a transitar para a nova aldeia durante o Verão desse mesmo ano, após a trasladação do cemitério.
VISITANTES
Um ano depois do encerramento das comportas mais de um milhão de visitantes já tinha passado pelo paredão da barragem de Alqueva. Actualmente o número de visitantes é superior a dois milhões.
REGADIO
Até 2009 a EDIA prevê que todo o subsistema de Alqueva esteja a regar mais de 32 mil hectares. Actualmente o serviço chega a apenas 6500 hectares nas zonas de Ferreira do Alentejo e aldeia da Luz.
vai ser interessante ver em que medida isto vai afectar a concretização do turismo em ALqueva
-----------------------------------------------------------------------
Água da albufeira de Alqueva tem elevados níveis de poluição
As águas da albufeira de Alqueva, no Alentejo, têm elevados níveis de coliformes fecais, salmonelas e toxinas, alerta o Instituto da Água (Inag), citado pela edição de hoje do jornal “Expresso”.
De acordo com o Inag, a contaminação tem origem nos esgotos de um milhão de habitantes espanhóis e dos concelhos portugueses próximos da albufeira. Além disso, as estações de tratamento de água têm defeitos de funcionamento.
Mas apesar do Inag admitir que a água pode ser imprópria para banhos, não existem placas com essa informação para os turistas, noticia o jornal semanário.
A poluição das águas poderá influenciar os investimentos em empreendimentos turísticos ao longo de 1100 quilómetros da albufeira. O Plano de Ordenamento das Albufeiras de Alqueva e Pedrógão (POAAP) prevê 16 mil camas.