Reflex
June 28th, 2006, 02:09 PM
Os carros podem não voltar a circular na velha Ponte Eiffel de Viana do Castelo. Fonte do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) disse ao Correio da Manhã que os problemas detectados recentemente em dois dos pilares podem levar ao encerramento definitivo da ponte, incluindo o tabuleiro ferroviário.
A informação ainda não foi tornada pública, mas o LNEC já terá informado o Ministério das Obras Públicas acerca dos graves problemas de segurança que afectam a velha ponte metálica, projectada pelo engenheiro francês Gustave Eiffel e inaugurada faz na próxima sexta-feira 128 anos.
Ao que o CM apurou, além da corrosão das vigas principais, que obrigou à realização das obras iniciadas em Janeiro e à análise de toda a estrutura do tabuleiro (que ontem começou), há dois pilares em risco de colapso, ao que tudo indica devido à extracção, muitas vezes ilegal, de inertes no rio Lima e que pode obrigar ao fecho da ponte à circulação de comboios.
O assunto vai ser debatido na próxima segunda-feira, numa reunião no Governo Civil de Viana do Castelo, em que vão participar o governador civil, o presidente da Câmara e o secretário de Estado das Obras Públicas.
Nessa reunião, Paulo Campos deve fazer um ponto de situação acerca do real estado da ponte e, no caso de a solução passar pelo seu encerramento definitivo a carros e comboios, dar nota de soluções alternativas.
Se a ponte não tiver remédio, é natural que o Governo não avance com a construção de uma nova travessia antes da conclusão dos estudos relacionados com o futuro TGV, entre o Porto e Vigo.
A Comissão de Utentes da Ponte Eiffel acusa o Estado de “negligência grosseira” e ontem, em conferência de imprensa, anunciou que “se os trabalhos não terminarem a 31 de Julho, como o previsto, entra em Tribunal uma queixa contra o Estado”.
A Comissão de Utentes mostra-se revoltada com os atrasos nas obras e, sublinha o seu presidente, Arménio Belo, que “há mais de seis anos que foram dados os primeiros alertas de degradação da ponte e, por negligência, nada foi feito”.
Na próxima sexta-feira, dia em que a ponte faz 128 anos, 128 vianenses vão empunhar outras tantas tochas e integrar uma marcha silenciosa, que vai percorrer a Eiffel, desde o cais de Darque até à Assembleia Municipal de Viana. Na manifestação, a Comissão de Utentes vai exigir respostas concretas acerca do estado e do futuro da ponte e, no imediato, a colocação de um ‘ferry boat’ para viaturas e passageiros.
Entretanto, a Associação Empresarial de Viana do Castelo diz que os comerciantes das duas margens estão a registar prejuízos superiores a 50 por cento e que o mesmo está a acontecer às mais de 20 mil pessoas que, todos os dias têm de fazer mais 20 quilómetros por dia para atravessar o Rio Lima.
CONSTÂNCIA AFASTA PESADOS
Os veículos com mais de 15 toneladas vão ser proibidos de atravessar a ponte sobre o Rio Tejo entre Constância e Vila Nova da Barquinha (Abrantes), como medida de segurança e alerta para a falta de condições da travessia. A medida entra em vigor a 10 de Julho e foi anunciada ontem pelos presidentes dos dois municípios, após uma visita ao local dos deputados da Comissão de Obras Públicas, Transportes e Comunicações. Os governos anteriores prometeram recuperar a ponte actual e construir uma nova, mas “nada disto aconteceu”, lamenta António Mendes, presidente da Câmara de Constância. Segundo o autarca, passam 250 camiões por dia na ponte. Com a interdição um terço dos veículos terá de procurar uma alternativa. Os deputados manifestaram-se preocupados com os riscos da travessia.
Fonte: CM
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A informação ainda não foi tornada pública, mas o LNEC já terá informado o Ministério das Obras Públicas acerca dos graves problemas de segurança que afectam a velha ponte metálica, projectada pelo engenheiro francês Gustave Eiffel e inaugurada faz na próxima sexta-feira 128 anos.
Ao que o CM apurou, além da corrosão das vigas principais, que obrigou à realização das obras iniciadas em Janeiro e à análise de toda a estrutura do tabuleiro (que ontem começou), há dois pilares em risco de colapso, ao que tudo indica devido à extracção, muitas vezes ilegal, de inertes no rio Lima e que pode obrigar ao fecho da ponte à circulação de comboios.
O assunto vai ser debatido na próxima segunda-feira, numa reunião no Governo Civil de Viana do Castelo, em que vão participar o governador civil, o presidente da Câmara e o secretário de Estado das Obras Públicas.
Nessa reunião, Paulo Campos deve fazer um ponto de situação acerca do real estado da ponte e, no caso de a solução passar pelo seu encerramento definitivo a carros e comboios, dar nota de soluções alternativas.
Se a ponte não tiver remédio, é natural que o Governo não avance com a construção de uma nova travessia antes da conclusão dos estudos relacionados com o futuro TGV, entre o Porto e Vigo.
A Comissão de Utentes da Ponte Eiffel acusa o Estado de “negligência grosseira” e ontem, em conferência de imprensa, anunciou que “se os trabalhos não terminarem a 31 de Julho, como o previsto, entra em Tribunal uma queixa contra o Estado”.
A Comissão de Utentes mostra-se revoltada com os atrasos nas obras e, sublinha o seu presidente, Arménio Belo, que “há mais de seis anos que foram dados os primeiros alertas de degradação da ponte e, por negligência, nada foi feito”.
Na próxima sexta-feira, dia em que a ponte faz 128 anos, 128 vianenses vão empunhar outras tantas tochas e integrar uma marcha silenciosa, que vai percorrer a Eiffel, desde o cais de Darque até à Assembleia Municipal de Viana. Na manifestação, a Comissão de Utentes vai exigir respostas concretas acerca do estado e do futuro da ponte e, no imediato, a colocação de um ‘ferry boat’ para viaturas e passageiros.
Entretanto, a Associação Empresarial de Viana do Castelo diz que os comerciantes das duas margens estão a registar prejuízos superiores a 50 por cento e que o mesmo está a acontecer às mais de 20 mil pessoas que, todos os dias têm de fazer mais 20 quilómetros por dia para atravessar o Rio Lima.
CONSTÂNCIA AFASTA PESADOS
Os veículos com mais de 15 toneladas vão ser proibidos de atravessar a ponte sobre o Rio Tejo entre Constância e Vila Nova da Barquinha (Abrantes), como medida de segurança e alerta para a falta de condições da travessia. A medida entra em vigor a 10 de Julho e foi anunciada ontem pelos presidentes dos dois municípios, após uma visita ao local dos deputados da Comissão de Obras Públicas, Transportes e Comunicações. Os governos anteriores prometeram recuperar a ponte actual e construir uma nova, mas “nada disto aconteceu”, lamenta António Mendes, presidente da Câmara de Constância. Segundo o autarca, passam 250 camiões por dia na ponte. Com a interdição um terço dos veículos terá de procurar uma alternativa. Os deputados manifestaram-se preocupados com os riscos da travessia.
Fonte: CM
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