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July 28th, 2006, 12:44 PM
O Governo vai criar o Laboratório Nacional das Energias e instalá-lo no Porto. A novidade foi avançada, ao JN, por Renato Sampaio, líder do PS no distrito, no âmbito do diálogo que tem mantido com o ministro da Economia.
O novo laboratório, assegura o dirigente distrital, enquadra-se nas medidas que o Governo tem reservadas para promover a economia regional e o emprego. Quanto à canalização de investimentos privados, além do já falado IKEA, destaque para a construção de um campo de golfe em Santo Tirso para atrair o turismo.
"É necessário inverter esta tendência de declínio económico que a região vem sofrendo nos últimos anos", destacou. E, se o Governo "tem a sua quota-parte de responsabilidade", também "os agentes económicos e sectores dinâmicos da sociedade nortenha devem contribuir para travar o declínio".
Quanto ao Governo, o dirigente considera que "está a fazer aquilo que deve", exemplificando com a decisão de sediar a Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP) no Porto, resultado da fusão entre a API e o ICEP. E aproveitou para criticar o presidente da Câmara do Porto, Rui Rio, que há dias esteve com o ministro Manuel Pinho.
"Como disse na apresentação da minha moção, o ministro deu-me a garantia de que todos os serviços da API se iriam manter no Porto e, por isso, a novidade que Rui Rio trouxe é pífia. Por outro lado, das conversas que temos vindo a manter , está assente que vai ser reforçada a presença no Porto da nova estrutura", disse ao JN.
Considerando indispensável que se comece a criar no distrito alguns "clusters", Renato Sampaio destacou o da energia. E recordou que a aposta do Governo vai no sentido de aumentar substancialmente a quota das energias renováveis no consumo nacional. Sector com "papel decisivo" no futuro da região, até para fixar no Porto quadros qualificados.
"Vai ser criado um laboratório de energias e é minha convicção, das conversas que mantive com o ministro, que vai ficar sediado no Porto", adiantou garantindo que a decisão está já confirmada.
No capítulo do desemprego, o Governo deverá também lançar, este ano, políticas activas para a criação de postos de trabalho.
Questionado depois sobre o papel que a Universidade do Porto pode desempenhar, o líder distrital defendeu o aprofundamento da relação com as empresas. E uma das vias é a ligação aos centros tecnológicos da região. No contexto, prometeu "exigir" junto do Governo o cumprimento do protocolo estabelecido com a Universidade, estava o PS no poder, "no sentido de desenvolver as faculdades de Medicina e as biomédicas".
Quanto às empresas, disse que "têm também elas de puxar pela região". E aqui recordou uma visita à EMEF - Empresa de Manutenção de Equipamento Ferrovirário "Não posso aceitar que uma empresa como a Metro do Porto tenha agora adjudicado os 'tram-train' para a linha da Póvoa sem exigir no concurso que houvesse uma incorporação nacional. Podia ter sido feita na EMEF em Guifões", lamentou, defendendo que "os gestores, sejam públicos ou privados, têm que privilegiar os centros e as empresas da região".
"A EMEF já hoje faz a manutenção das unidades do metro, é preciso desenvolvê-la no sentido de garantir que todo o metro ligeiro seja reparado e mantido em Guifões", defendeu ainda.
:applause:
O novo laboratório, assegura o dirigente distrital, enquadra-se nas medidas que o Governo tem reservadas para promover a economia regional e o emprego. Quanto à canalização de investimentos privados, além do já falado IKEA, destaque para a construção de um campo de golfe em Santo Tirso para atrair o turismo.
"É necessário inverter esta tendência de declínio económico que a região vem sofrendo nos últimos anos", destacou. E, se o Governo "tem a sua quota-parte de responsabilidade", também "os agentes económicos e sectores dinâmicos da sociedade nortenha devem contribuir para travar o declínio".
Quanto ao Governo, o dirigente considera que "está a fazer aquilo que deve", exemplificando com a decisão de sediar a Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP) no Porto, resultado da fusão entre a API e o ICEP. E aproveitou para criticar o presidente da Câmara do Porto, Rui Rio, que há dias esteve com o ministro Manuel Pinho.
"Como disse na apresentação da minha moção, o ministro deu-me a garantia de que todos os serviços da API se iriam manter no Porto e, por isso, a novidade que Rui Rio trouxe é pífia. Por outro lado, das conversas que temos vindo a manter , está assente que vai ser reforçada a presença no Porto da nova estrutura", disse ao JN.
Considerando indispensável que se comece a criar no distrito alguns "clusters", Renato Sampaio destacou o da energia. E recordou que a aposta do Governo vai no sentido de aumentar substancialmente a quota das energias renováveis no consumo nacional. Sector com "papel decisivo" no futuro da região, até para fixar no Porto quadros qualificados.
"Vai ser criado um laboratório de energias e é minha convicção, das conversas que mantive com o ministro, que vai ficar sediado no Porto", adiantou garantindo que a decisão está já confirmada.
No capítulo do desemprego, o Governo deverá também lançar, este ano, políticas activas para a criação de postos de trabalho.
Questionado depois sobre o papel que a Universidade do Porto pode desempenhar, o líder distrital defendeu o aprofundamento da relação com as empresas. E uma das vias é a ligação aos centros tecnológicos da região. No contexto, prometeu "exigir" junto do Governo o cumprimento do protocolo estabelecido com a Universidade, estava o PS no poder, "no sentido de desenvolver as faculdades de Medicina e as biomédicas".
Quanto às empresas, disse que "têm também elas de puxar pela região". E aqui recordou uma visita à EMEF - Empresa de Manutenção de Equipamento Ferrovirário "Não posso aceitar que uma empresa como a Metro do Porto tenha agora adjudicado os 'tram-train' para a linha da Póvoa sem exigir no concurso que houvesse uma incorporação nacional. Podia ter sido feita na EMEF em Guifões", lamentou, defendendo que "os gestores, sejam públicos ou privados, têm que privilegiar os centros e as empresas da região".
"A EMEF já hoje faz a manutenção das unidades do metro, é preciso desenvolvê-la no sentido de garantir que todo o metro ligeiro seja reparado e mantido em Guifões", defendeu ainda.
:applause: